segunda-feira, 25 de março de 2019

Sophia 2019: Som

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Soldado Milhões, Elsa Ferreira, Pedro Melo, Branko Neskov e Ivan Neskov
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Sophia 2019: Série/Telefilme

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Sara, de Marco Martins
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Sophia 2019: Carreira

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Pedro Efe
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Sophia 2019: Sophia Estudante

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Terra Ardida, de Francisco Romão
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Sophia 2019: Guarda-Roupa

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Parque Mayer, Maria Gonzaga
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Sophia 2019: Direcção Artística

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Soldado Milhões, Joana Cardoso
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Sophia 2019: Actriz Secundária

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Ana Bustorff, Ruth
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Sophia 2019: Documentário em Curta-Metragem

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Kids Sapiens Sapiens, de António Aleixo
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Sophia 2019: Curta-Metragem de Animação

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Entre Sombras, de Alice Guimarães e Mónica Santos
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Sophia 2019: Curta-Metragem de Ficção

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Sleepwalk, de Filipe Melo
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domingo, 24 de março de 2019

Prémios Fantastic 2019: os nomeados

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O site de informação Fantastic divulgou os nomeados aos seus troféus anuais nas mais diversas categorias de Cinema e Televisão relativos ao melhor do que se fez nas áreas no último ano.
São os nomeados de Cinema:
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Melhor Filme Nacional
Aparição, de Fernando Vendrell
O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes
Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos
Pedro e Inês, de António Ferreira
Raiva, de Sérgio Tréfaut
Soldado Milhões, de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa
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Melhor Filme Internacional
Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer (Reino Unido/EUA)
The Favourite, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido/Grécia)
The Incredibles 2, de Brad Bird (EUA)
Manbiki Kazoku, de Hirokazu Koreeda (Japão)
Roma, de Alfonso Cuarón (México)
A Star Is Born, de Bradley Cooper (EUA)
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Melhor Curta-Metragem
3 Anos Depois, de Marco Amaral
Entre Sombras, de Alice Guimarães e Mónica Santos
Fidalga, de Flávio Ferreira
Self Destructive Boys, de André Santos e Marco Leão
Sheila, de Gonçalo Loureiro
Sleepwalk, de Filipe Melo
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Melhor Realização
Fernando Vendrell, Aparição
Teresa Villaverde, Colo
Filipa Reis e João Miller Guerra, Djon África
António Ferreira, Pedro e Inês
Manuel Mozos, Ramiro
Gonçalo Loureiro, Sheila
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Melhor Actor Principal
Diogo Amaral, Pedro e Inês
João Arrais, Soldado Milhões
João Cravo Cardoso, Sheila
Francisco Froes, Parque Mayer
Rui Neto, Coração Revelador
Igor Regalla, Ruth
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Melhor Actriz Principal
Diana Marquês Guerra, Leviano
Daniela Melchior, Parque Mayer
Isabel Ruth, Raiva
Joana de Verona, Pedro e Inês
Ana Vilaça, Sheila
Margarida Vila-Nova, Amor Amor
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Melhor Actor Secundário
Miguel Borges, Pedro e Inês
Raimundo Cosme, Soldado Milhões
José Fidalgo, Linhas de Sangue
Adriano Luz, Raiva
Rui Morrison, Aparição
Vítor Norte, Carga
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Melhor Actriz Secundária
Rita Blanco, Carga
Ana Bustorff, Ruth
Rita Cabaço, Raiva
Catarina Furtado, Linhas de Sangue
Ana Cristina Oliveira, Carga
Anabela Teixeira, Leviano
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Prémio Revelação
Justin Amorim, Leviano - realizador
Alba Baptista, Leviano - actriz
João Cachola - Aparição - actor
Anna Eremin, Red Queen - actriz
Flávio Ferreira, Fidalga - realizador
Miguel Nunes, Anjo - realizador
Miguel Raposo, Linhas de Sangue - actor
João Veloso, Self Destructive Boys - actor
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Os vencedores serão revelados nas plataformas digitais do Fantastic.TV no próximo dia 9 de Abril.
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sábado, 23 de março de 2019

Leiria Film Fest 2019: os vencedores

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Terminou a sexta edição do Leiria Film Fest que decorreu no Teatro Miguel Franco, em Leiria. Depois de quatro dias de sessões de cinema em formato curto, os júris das diferentes categorias decidiram pelos seguintes vencedores:
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Ficção
Internacional: Tsar Bomba, de Oskar Rosetti (Suíça)
Nacional: California, de Nuno Baltazar
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Documentário
Internacional: The European Dream: Serbia, de Jaime Alekos (Espanha)
Nacional: Em Lugar Algum, de Leandro Martins e Inês de Sá Frias (Portugal)
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Animação
Internacional: Neko No Hi, de Jon Frickey (Alemanha)
Nacional: No Return, de Carlos Filipe e Diogo Cordeiro
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Filme de Leiria: A Estranha Casa na Bruma, de Guilherme Daniel
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Prémio do Público:
The European Dream: Serbia, de Jaime Alekos (Espanha)
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Larry Cohen

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1941 - 2019
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Denise DuBarry

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1956 - 2019
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Bee Together (2018)

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Bee Together de Tiago Iúri (Portugal) é uma das curtas-metragens presente no Leiria Film Fest na categoria Filmes de Leiria que num estilo que mescla documentário e ficção apresenta, ao espectador, uma importante temática da actualidade.
Ano 2025. Devido às alterações climáticas o planeta Terra sofreu várias catástrofes naturais. Em Portugal, os incêndios transformaram não só a paisagem como a agricultura e as abelhas são uma última esperança para a Humanidade.
Num cenário em que o futuro não é uma realidade assim tão distante, Bee Together apresenta os seus dois protagonistas... Luís e Maria Emília Ferreira... dois agricultores que vivem da produção de mel e de abelhas encontram o seu sustento familiar ameaçado - até mesmo destruído - quando os incêndios devastaram não só a sua área de produção como principalmente a sua "matéria-prima". O cenário que deveria ser natural é agora uma breve imagem de um passado não só mais verdejante como também possível de cultivo e até de reprodução do mais variado tipo de seres... as abelhas, agora desaparecidas... possibilitariam não só a polenização como a produção de mel garantiria sustento alimentício a tantas outras espécies... Homem incluído. Num mundo dito moderno onde a vegetação e a floresta desapareceram e no qual a terra está cada vez mais árida, a própria respiração do Homem está dificultada como se questionam formas e estilos de vida de outrora afectando, dessa forma, todas as dimensões da vida humana... da lenta morte de um planeta em transformação à vida do Homem que agora terá de encontrar novas formas de sustento num planeta saturado, Bee Together explora de forma seca e numa atmosfera quase de ficção científica a questão que todos nós tendemos a ignorar... e agora, como se sobreviverá?!
Esta curta-metragem termina com um conjunto de pensamentos e factos que qualquer um de nós tende a ignorar... não só os trágicos incêndios de 2017 colocaram em risco a vida humana de forma directa com o devastador poder das chamas, como transformou de forma quase irremediável muito do panorama natural do país eliminando, dessa forma, aquilo que Bee Together pretende retratar... a abelha. Milhares de colmeias foram destruídas - assim nos revela o final da obra de Tiago Iúri - e, dessa forma, todo um conjunto de reacções foram desencadeadas nomeadamente a subsistências de alguns animais que, a longo-prazo, poderão ser extintos já não mencionando a própria paisagem natural que, obrigatoriamente, também surge transformada pela sua inexistência.
Dizia Einstein que a Humanidade, sem a abelha, teria apenas seis meses de vida... o planeta Terra que surge lentamente com novas alterações físicas e geográficas - extinção de água e consequente seca, desflorestação, poluição dos lençóis de água doce, extinção de espécies animais a um ritmo acelerado, para mencionar apenas algumas delas... -, encontra-se num período de transformação da qual o Homem ainda não tem a real dimensão... ou se tem (como alguns destes trabalhos da Região de Leiria tão afectada pelos incêndios demonstram), tende a ignorar como se um problema alheio de tratasse.
O realizador Tiago Iúri, que tão habilmente tem revelado obras de cariz futurista onde a acção se desenrola em universos distantes da realidade que conhecemos, aqui brilha pela importância social de uma obra que entrega ao espectador o futuro mesmo ao virar da esquina. Não nos encontramos num qualquer outro planeta ou numa aventura espacial distante da nossa realidade. Não. Aqui a realidade crua, cruza-se com todos aqueles pequenos grandes espaços naturais que nós ainda recordamos como aqueles onde passámos a nossa infância mas que para as gerações futuras mais não serão - a este ritmo - do que felizes realidades de um passado já ido e de um presente (então) triste e desolado.
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7 / 10
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A Besta (2018)

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A Besta de Rafael Soares (Portugal) é uma das curtas-metragens presentes na secção Filmes de Leiria da sexta edição do Leiria Film Fest que hoje termina no Teatro Miguel Franco.
Através de um conjunto de imagens desordenadamente perceptíveis, o espectador encontra uma praia. Um espaço potencialmente idílico que subitamente se transforma num depósito de detritos de toda a massa humana que por ele passa.
É através de uma música semi-Hitchcockiana que o espectador se deixa levar por um ambiente sinistro mas, ao mesmo tempo, intrigante pela potencialidade das imagens que nos chegam. Não nos encontramos num qualquer cenário de apocalipse - pelo menos não no seu formato original em que o mundo já se encontra morto pela potencial acção do Homem -, mas sim num que faz adivinhar essa extinção por todas as práticas conscientes de uma (des)Humanidade que lentamente executa um planeta capaz de tolerar muito... mas até certo ponto.
É essa mesma música que torna cada imagem intensa e violenta fazendo do seu público a última testemunha de uma lenta execução àquele que é o elemento principal e primário de toda a existência... a Natureza. Natureza essa aqui representada por um dos mais tradicionais espaços naturais do país... uma praia e o mar. Ambos poluídos com os inúmeros detritos ali deixados ou até mesmo por aqueles que chegam vindas das mais inesperadas paragens. Estas, que deveriam ser as personagens principais de uma qualquer história, assumem um imediato segundo plano quando chega o seu carcereiro... o Homem. Ao seu redor as suas vítimas... os animais naturais deste ecossistema... os detritos por ele criados e deixados... e uma caminhada por entre os mesmos que se assume tão natural como indiferente ao que está ao seu redor.
Num aparentemente desolador espaço sobrevive esse Homem... o protagonista de uma história que assume o seu fim a médio ou longo prazo. Um fim do qual está consciente mas para o qual parece - ou quer parecer - imune, transformando-se num senhor todo poderoso de um reino que não o irá suportar por muito mais tempo.
O realizador cria portanto uma história cuja temática ecológica está por demais evidente. Um conto, infelizmente contemporâneo, sobre o fim de um espaço e o potencial (mais que evidente) fim do Homem. O Homem vilão auto-criado pelo seu desrespeito, pela sua soberba e sobretudo pela sua arrogância face a um espaço que não é apenas seu mas de todos os demais seres que nele habitam. Seres esses que explora tal como aos espaços por onde passa considerando que nenhum representa - ou faz parte - do seu ecossistema e claro, da sua própria vivência. Até que ponto poderá esse Homem estar convencido desta realidade? Enquanto não se preocupar em olhar para o que faz, os detritos que produz pelo seu exacerbado consumismo e sobretudo pela sua arrogância ao não se preocupar com a sua correcta eliminação deixando pelo espaço que atravessa toda um rasto da sua despreocupada destruição.
Inteligente forma de apresentar todo um novo género de terror com o recurso a uma execução tão negra quanto a história que se propõe contar, A Besta é de facto a realização da sua chegada - desse demónio - que não é sobrenatural mas sim bem presente e real da vida contemporânea capaz de seduzir com a posse originada pelo consumismo e depois destruir pela indiferença da insustentabilidade criada.
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7 / 10
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sexta-feira, 22 de março de 2019

Scott Walker

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1943 - 2019
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Premios Platino de Cine IberoAmericano 2019: os nomeados

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Foram anunciados os nomeados aos Prémios Platino entregues anualmente às produções estreadas nos países que compõem o universo geográfico Ibero-Americano destacando, entre elas, o filme Roma, de Alfonso Cuarón como um dos mais nomeados.
São os nomeados:
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Cinema
Melhor Filme Ibero-Americano

Campeones, de Javier Fesser
La Noche de 12 Años, de Alvaro Brechner
Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra
Roma, de Alfonso Cuarón
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Melhor Primeira Obra
Carmen y Lola
, de Arantxa Echevarría
La Familia
, de Gustavo Rondón Córdova
Las Herederas
, de Marcelo Martinessi
Viaje al Cuarto de una Madre
, de Celia Rico Clavellino
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Premio Platino al Cine y Educación en Valores
Campeones
, de Javier Fesser
Carmen y Lola
, de Arantxa Echevarría
La Noche de 12 Años
, de Alvaro Brechner
Las Herederas
, de Marcelo Martinessi
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Melhor Documentário
Camarón. Flamenco y Revolución
, de Alexis Morante
El Silencio de Otros
, de Robert Bahar e Almudena Carracedo
La Libertad del Diablo
, de Everardo González
Yo No Me Llamo Rubén Blades
, de Abner Benaim
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Melhor Filme de Animação
La Casa Lobo
, de Joaquín Caciña e Cristóbal León
Memorias de un Hombre en Pijama
, de Carlos Fernández de Vigo
Un Día Más con Vida
, de Raúl de la Fuente e Damián Nenow
Virus Tropical
, de Santiago Caicedo
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Melhor Realização

Alfonso Cuarón, Roma
Alvaro Brechner, La Noche de 12 Años
Cristina Gallego e Ciro Guerra, Pájaros de Verano
Javier Fesser, Campeones
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Melhor Interpretação Masculina
Antonio de la Torre, El Reino
Javier Bardem, Todos lo Saben
Javier Gutiérrez; Campeones
Lorenzo Ferro, El Ángel
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Melhor Interpretação Feminina
Ana Brun, Las Herederas
Marina de Tavira, Roma
Penélope Cruz, Todos lo Saben
Yalitza Aparicio, Roma
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Melhor Argumento
Alfonso Cuarón, Roma
Alvaro Brechner, La Noche de 12 Años
David Marqués e Javier Fesser, Campeones
Marcelo Martinessi, Las Herederas
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Melhor Montagem
Alberto Del Campo, El Reino
Alfonso Cuarón e Adam Gough, Roma
Guillermo Gatti, El Ángel
Miguel Schverdfinger, Pájaros de Verano
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Melhor Fotografia
Alfonso Cuarón, Roma
Carlos Catalán, La Noche de 12 Años
David Gallego, Pájaros de Verano
Luis Armando Arteaga, Las Herederas
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Melhor Música Original
Alberto Iglesias, Yuli
Chico Buarque e Edu Lobo, O Grande Circo Místico
Federico Jusid, La Noche de 12 Años
Oliver Arson, El Reino
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Melhor Som
Carlos E. García, Pájaros de Verano
José Luis Díaz, El Ángel
Roberto Fernández e Alfonso Raposo, El Reino
Sergio Díaz, Skip Lievsay, Craig Henighan e José Antonio García, Roma
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Melhor Direcção Artística
Angélica Perea, Pájaros de Verano
Artur Pinheiro, O Grande Circo Místico
Benjamín Fernández, The Man Who Killed Don Quixote
Eugenio Caballero, Roma
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Televisão
Melhor Série ou Mini-Série
Arde Madrid, de Paco León
El Marginal II, de Luis Ortega, Mariano Ardanaz, Javier Perez, Javier Pérez, Alejandro Ciancio e Israel Adrián Caetano
La Casa de las Flores, de Manolo Caro
Narcos: México, de Josef Kubota Wiadyka, Andrés Baiz, Amat Escalante e Alonso Ruizpalacios
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Melhor Interpretação Masculina

Diego Boneta, Luis Miguel: La Serie
Diego Luna, Narcos: México
Javier Rey, Fariña
Nicolás Furtado, El Marginal II
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Melhor Interpretação Feminina
Anna Castillo, Arde Madrid
Cecilia Suárez, La Casa de las Flores
Inma Cuesta, Arde Madrid
Najwa Nimri, Vis a Vis
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 12 de Maio em Xcaret na Riviera Maya, no México.
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quarta-feira, 20 de março de 2019

Eunetta T. Boone

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1955 - 2019
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Terra Ardida (2018)

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Terra Ardida de Francisco Romão (Portugal) é um documentário em formato de curta-metragem e um dos nomeados aos Sophia Estudante da Academia Portuguesa de Cinema que relata os acontecimentos aquando dos incêndios de 2017 mais concretamente na aldeia do Fajão perto da Pampilhosa de Serra, terra da avó do realizador.
Num breve mas emotivo registo, Terra Ardida recorre a um breve apontamento de mitologia e de conhecimento local da terra pelas suas gentes que registam e vivem o momento dos devastadores incêndios na primeira pessoa, registando-o como um acontecimento e cenário de guerra que, na realidade, não o era. Habituada a estes acontecimentos naturais, agora cada vez mais frequentes e mortíferos, esta aldeia totalmente destruída não viu nenhum dos seus sucumbir aos trágicos acontecimentos mas, no entanto, todos aqueles que falam são vítimas de uma tristeza profunda que ainda hoje os assola e consome lentamente por compreenderem agora que perderam um pouco da sua História e do seu património. Ainda que recorrendo a um lugar comum... nada voltará a ser como era dantes.
Repleta de um profunda nostalgia - ou mesmo melancolia - e de um sentimento de perda que se prolonga para lá dos testemunhos e da própria curta-metragem chegando a afectar o espectador mais desprevenido numa inesperada semelhança a um qualquer fim que é retratado, por exemplo, na longa-metragem Interstellar (2014), de Christopher Nolan que coloca o espectador perante o fim mais ou menos esperado do seu espaço e habitat natural, Terra Ardida é para lá de um (não tão) simples documentário, uma história de sobrevivência, de resistência e sobretudo de memória, dos espaços, das histórias da História e das suas gentes... sobreviventes da maior catástrofe natural de Portugal dos últimos duzentos anos aqui recordada com o devido respeito e homenagem que as suas vítimas merecem.
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8 / 10
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The War of the Worlds (2018)

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The War of the Worlds de Manuel Brito (Portugal) é uma curta-metragem de animação que recupera no estilo muito próprio de colagem de imagens a famosa emissão radiofónica d'A Guerra dos Mundos de Orson Welles.
Fugindo à tradição da animação tradicional, Manuel Brito recria através de um conjunto de colagens de imagem real o ideal de uma guerra ficcionada revelando através das mesmas aquilo que será o imaginário de uma potencial invasão e do conflito armado que dela derivou. Desprovido de uma real ligação entre imagem e contexto, esta curta-metragem consegue ilustrar todo o pânico e incerteza de um conflito militar entre o que conhecemos e aquilo que imaginamos que a emissão radiofónica nos transmite, colocado o espectador num emocionante e original impasse até agora desconhecido.
Longe dos artifícios, hoje datados, da obra original ou do sucesso que os efeitos especiais conferiram à obra de Steven Spielberg, The War of the Worlds de Manuel Brito capta o essencial quer do conto quer do pânico que este gerou assim como inova o género de animação centrando-se num misto desta para com a ficção sem que, no entanto, perca o essencial da sua narrativa ou disperse para um qualquer lugar comum que o espectador pudesse equacionar ao pensar que "já vira algo do género" para, já no final, se deparar com um cenário desolado fruto de um conflito armado que para lá de civilizações opôs dois universos distintos.
Inovador, original e francamente bem estruturado dentro de toda a sua genial loucura, esta curta-metragem de Manuel Brito coloca-o no centro de um interessante criador cinematográfico como, ao mesmo tempo, num artista plástico sob observação ao conseguir criar todo um universo conhecido do espectador cinéfilo mais atento, através de imagens "coladas" que provêm de contextos potencialmente desconhecidos ou menos mediáticos.
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6 / 10
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Rodar (2018)

Rodar de Moisés Rodrigues (Portugal) é uma curta-metragem de animação experimental na qual toda a (breve) acção se centra na construção da forma num espaço desprovido da mesma.
Nos escassos instantes desta curta-metragem o espectador é brindado com um conjunto de pequenos elementos que, lentamente, se unem numa esperada perfeita junção que cria a forma. Numa comparação entre universos distintos, aquilo que aqui observamos acaba por ser a representação de uma galáxia que, desprovida de qualquer forma e dando corpo ao vazio, nasce - e cresce - pela junção de corpos - pontos e linhas dispersas - que pela sua união e tridimensionalidade dão vida à "forma".
Interessante pela sua premissa de construção e formação de vida (numa certa perspectiva), Rodar perde dinâmica sua apresentação experimental onde a imaginação do espectador se assume como um dos principais elementos ao ter de criar um imaginário específico para chegar a essa mesma percepção. Assim a totalidade do crédito permanece na premissa mas não tanto na execução de uma história que aqui pouco parece navegar para lá da limitação do início da própria criação.
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1 / 10
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terça-feira, 19 de março de 2019

Premiile Gopo - Academia Romena de Cinema 2019: os vencedores

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Moromeții 2, de Stere Gulea foi o grande vencedor da edição deste ano dos Gopo, prémios entregues anualmente pela Academia Romena de Cinema, ao conquistar nove troféus entre os quais os de Melhor Filme e o Prémio do Público.
São os vencedores:
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Filme: Moromeții 2, de Stere Gulea (real.) e Tudor Giurgiu e Oana Giurgiu (prods.)
Primeira Obra: Soldații. Poveste din Ferentari, de Ivana Mladenovic
Prémio do Público: Moromeții 2, de Stere Gulea
Documentário:
Caisă, de Alexandru Mavrodineanu (real.) e Tudor Giurgiu (prod.)
Curta-Metragem: Cadoul De Crăciun, de Bogdan Mureșanu (real.) e Bogdan Mureșanu e Vlad Iorga (prods.)
Filme Europeu: The Killing of a Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido/Irlanda/EUA)
Realização: Constantin Popescu, Pororoca
Actor: Bogdan Dumitrache, Pororoca
Actriz: Cosmina Stratan, Dragoste 1. Câine
Actor Secundário: Alexandru Dabija, Îmi Este Indiferent Dacă în Istorie vom Intra ca Barbari
Actriz Secundária: Iulia Lumânare, Pororoca
Jovem Esperança: Iosif Paștina, Moromeții 2 - interpretação
Argumento: Radu Jude, Îmi Este Indiferent Dacă în Istorie vom Intra ca Barbari
Montagem: Dana Bunescu e Alexandra Gulea, Moromeții 2
Fotografia: Vivi Drăgan Vasile, Moromeții 2
Música Original:
Massimiliano Narduli, Charleston
Som: Dana Bunescu, Cristinel Șirli e Constantin Fleancu, Moromeții 2
Direcção Artística: Cristian Niculescu, Moromeții 2
Guarda-Roupa: Dana Păpăruz, Moromeții 2
Caracterização: Dana Roșeanu, Iulia Roșeanu e Domnica Bodogan, Moromeții 2
Carreira: Ileana Stana
Prémio Especial: Dan Chisu e Ion Nica
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segunda-feira, 18 de março de 2019

Num País Estrangeiro (2018)

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Num País Estrangeiro de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman (Portugal/Brasil) é um documentário em formato de curta-metragem que parte da transcrição de um texto de censurado em 1968 estabelecendo uma autobiografia de Herberto Helder como o ponto de partida deste relato sobre o "proibido".
Num espaço em que os rostos se esfumaçam e todos os países são "estrangeiros", o local ao qual se poderá apelidar de "casa" acaba comprometido por um ideal de pertença a lado algum. O apátrida - ou o exilado -, são assim uma realidade constante de todos aqueles que fogem.
A viagem encetada é aquilo uma constante pela presença do transporte (comboio) que ocasionalmente desperta os sentidos do espectador atento - e preciso - ao que as imagens pouco revelam. Esse anonimato permanente como sintoma de que "eles" poderemos ser "todos nós" que nos encontramos nesse tal "país estrangeiro", acaba por transformar este documentário num elemento interessante do ponto de vista desse tal exilado mas, ao mesmo tempo, funciona como uma quebra de dinâmica na história que pretende ser contada (ou relatada), desviando o público não tanto para a realidade do que é mas sim para as diversas estradas do que "poderia ser" caso cada um de nós pretenda - e disponha de tempo - para pensar nas diferentes realidades que os estados totalitários onde reina a censura colocam os seus cidadãos.
Os corpos dão lugar às memórias e estas, frequentemente vividas por "um" e não pelo colectivo, transformam-se com o passar do tempo em registos semi-apagados de uma experiência de outros tempos. Algo pessoal, existencial e assumidamente literário deixado de lado o universal, que se vive na primeira pessoa e se é incapaz de partilhar, deixando a sua mensagem relativamente perdida nessa esperança de que nenhum país - ou país estrangeiro - possa ser a condição ad aeternum de alguém que se vê forçado a viajar para lá da sua vontade esquecendo a pessoa, o espaço ou até mesmo o lugar personalizando a viagem como a personagem central de um conto que se repete e não tem fim.
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1 / 10
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domingo, 17 de março de 2019

Ramiro (2017)

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Ramiro de Manuel Mozos (Portugal) é a mais recente longa-metragem do realizador de ...Quando Troveja (1999) e 4 Copas (2008) e revela a história de Ramiro (António Nortágua), dono de uma livraria alfarrabista que sofre de um bloqueio artístico que o impede de terminar um novo livro. Conformado com uma existência onde reina a frustração, Ramiro vive acompanhado pelo seu cão, por um conjunto de vizinhos e amigos que vêem nele um porto seguro mas que, lentamente, também esperam - dele e para si - uma nova vida ao virar da esquina.
Existe algo nas personagens dos contos de Manuel Mozos que transcende aquela que poderia ser uma vida normal. Das já referidas longas-metragens à mais recente curta Cinzas e Brasas (2015) que obriga o espectador a observar existências mundanas, por vezes até mesmo perdidas, que deambulam por um mundo que ou não correspondeu às expectativas que dele tinham ou que, por sua vez, granjeou oportunidades a todos os demais. "Ramiro" não é disso excepção... Fiel amigo de "José" (América Silva), figura sentimental e amorosa para "Isabel" (Cristina Carvalhal) e "Patrícia" (Sofia Marques) e paternal para "Daniela" (Madalena Almeida) ou mesmo um filho substituto para "Amélia" (Fernanda Neves), o alfarrabista parece cuidar involuntariamente da vida de todos menos da sua. Por vezes saturado e quase sempre desencantado, são pequenos prazeres aos quais pouca "vida" dá que parecem fazê-lo viver dia após dia sem que, no entanto, nenhum deles pareça conferir-lhe grande motivo de felicidade enquanto outros, seguramente menos dotados que ele, aparentam viver vidas mais preenchidas ou até mesmo desafogadas.
A vida de "Ramiro" complica-se aos poucos, tais as "regalias" que a mesma lhe confere quando decide preocupar-se não apenas consigo mas com aquilo que o rodeia, e por entre a tutela de uma jovem que não passa de sua vizinha à descoberta de que o amor pode residir bem mais perto do que imaginaria ou mesmo que a confiança e amizade que nele depositam deveria ser motivo suficiente para pensar na vida com alguma maior alegria, a personagem à qual António Mortágua confere uma vida e pulsante vida (mesmo com toda a sua calma e tranquilidade) acaba por descobrir involuntariamente, e sem se dar conta, aquilo que tanto ambiciona... ter uma razão para a sua existência.
Sempre perdido nos seus pensamentos, nos problemas dos outros, na compreensão de que aquilo que desejaria não está a um fácil alcance ou mesmo na possibilidade de manifestar sentimentos ou emoções que compreende mas não deseja, "Ramiro" é um homem que não querendo envolver-se na vida que o rodeia, faz dela parte movimentando silenciosamente tudo e todos os que o rodeiam... Da necessidade da sua atenção aos sentimentos amorosos, da amizade à cumplicidade, da aceitação de que ele é aquilo que todos os demais precisam - pai, amigo, vizinho, amante, confidente (...) - "Ramiro" é no fundo uma parte integrante e fundamental do desenvolvimento dos demais e, dessa forma, também de si... compreendendo e aceitando que os demais só existem com uma qualquer ordem social porque ele lá está... preparado para os amparar mesmo com a sua marcada insatisfação.
As vidas banais de um bairro são aqui retratadas com uma desarmante nostalgia que levam o espectador primeiro a olhar para esta história com uma certa saturação identificando-se, talvez sem perceber, com "Ramiro" para depois compreender que aquelas ligações estabelecidas exibem tanto de melodramático como de cómico, de irreal como também de humano percebendo que, por vezes, alguns sonhos não se concretizam mas que, no entanto, existe toda uma vida para lá daquilo que em tempos imaginámos e que, por esse motivo, não deixámos de viver. Tal como "Ramiro", o amargo cinismo com que tantas vezes olhamos para o exterior é repentinamente desarmado dando lugar a uma certa réstia de esperança que poderá ajudar a ver (melhor) aquilo que o dia de "amanhã" poderá (ou não) nos proporcionar. Nada poderá ser tão amargo... e se fôr... será que isso nos condiciona a olhar para quem nos rodeia? Ou mais... olhar para aquilo que influenciamos esses que nos rodeiam?!
António Mortágua é dono de uma inesperada vitalidade que nem mesmo a sua pausada e aparentemente tranquila personagem ofusca. Exibe um constante silêncio que, no entanto, é capaz de esconder não só todas as mágoas pessoais do mundo como principalmente todos os mais perigosos segredos que apenas uma mente estruturada conseguiria reter acompanhado por todo um conjunto de notáveis secundários entre os quais se destaca, para lá dos anteriormente mencionados, uma igualmente intensa composição de Vítor Correia como "Alfredo" a quem o destino também não sorriu e que, independentemente do crime macabro que possa ter cometido exibe, também ele, toda uma inesperada tranquilidade como reflexo de alguém a quem os sonhos também não sorriram.
Magnífico o argumento de Telmo Churro e Mariana Ricardo capaz de retratar todos os sonhos e desejos de um homem que, por não os cumprir, sente toda a frustração, desilusão e solidão do mundo... mesmo que a seu lado possa encontrar tudo o que necessita para se sentir a pessoa mais feliz do mesmo. Ramiro é assim uma pequena pérola que irá seguramente deixar o espectador com um inesperado sentimento de uma nostalgia... por vezes boa... outras tantas menos positiva... mas que de forma notável nos deixa levar para a compreensão de que mesmo quando tudo não surge como se espera... existe muito mais ao nosso lado para o qual tantas vezes não depositamos a devida importância.
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7 / 10
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Dick Dale

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1937 - 2019
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Richard Erdman

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1925 - 2019
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Tom Hatten

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1926 - 2019
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sábado, 16 de março de 2019

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quinta-feira, 14 de março de 2019

Shortcutz Viseu 2019: os vencedores

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O Shortcutz Viseu acabou hoje o anúncio dos vencedores anuais num palmarés diversificado que contém, nos seus premiados, algumas das melhores curtas-metragens do último ano cinematográfico.
Como último dos vencedores anunciados recaiu sobre O Homem Eterno, de Luís Costa o troféu de Melhor Curta-Metragem do Ano.
São os vencedores:
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Curta do Ano: O Homem Eterno, de Luís Costa
Realização: Flávio Ferreira, Fidalga
Interpretação: Joana Santos, Menina
Argumento: Carga, Luís Campos
Fotografia: Thursday Night, JP Garcia
Música Original: Fugiu. Deitou-se. Caí., Miguel Samarão
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Amadeu Caronho

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1942 - 2019
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segunda-feira, 11 de março de 2019

sábado, 9 de março de 2019

Shortcutz Ovar 2019: os vencedores

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O Shortcutz Ovar celebrou a noite passada a cerimónia de atribuição dos seus troféus anuais tendo anunciado O Homem Eterno, de Luís Costa como a Melhor Curta-Metragem do Ano.
Foram os vencedores:
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Curta-Metragem: O Homem Eterno, de Luís Costa
Curta-Metragem - Menção Honrosa: O Caso J, de José Filipe Costa
Prémio Especial do Júri: Fugiu. Deitou-se. Caí., de Bruno Carnide
Primeira Obra: The Voyager, de João Gonzalez
Primeira Obra - Menção Honrosa: Coerência, de Miguel De
Animação: Surpresa, de Paulo Patrício
Animação - Menção Honrosa: Das Gavetas Nascem Sons, de Vítor Hugo
Prémio do Público: Êxodo, de Fábio Freitas
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segunda-feira, 4 de março de 2019

Luke Perry

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1966 - 2019
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Keith Flint

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1969 - 2019
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sábado, 2 de março de 2019

Med Hondo

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1936 - 2019
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