domingo, 6 de dezembro de 2015

Holly Woodlawn

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1946 - 2015
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Los Angeles Film Critics Association 2015: os vencedores

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Filme: Spotlight, de Tom McCarthy
Documentário: Amy, de Asif Kapadia
Filme de Animação: Anomalisa, de Duke Johnson e Charlie Kaufman
Filme Estrangeiro: Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
Realizador: George Miller, Mad Max: Fury Road
Actor: Michael Fassbender, Steve Jobs
Actriz: Charlotte Rampling, 45 Years
Actor Secundário: Michael Shannon, 99 Homes
Actriz Secundária: Alicia Vikander, Ex Machina
Argumento: Josh Singer e Tom McCarthy, Spotlight
Montagem: Hank Corwin, The Big Short
Fotografia: John Seale, Mad Max: Fury Road
Música: Carter Burwell, Anomalisa e Carol
Design de Produção: Colin Gibson, Mad Max: Fury Road
New Generation: Ryan Coogler, Creed
Carreira: Anne V. Coates
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International Documentary Association 2015: os vencedores

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Filme: The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer (real.) e Signe Byrge Sørensen (prod.)
Curta-Metragem: Last Day of Freedom, de Dee Hibbert-Jones e Nomi Talisman
Argumento: Stevan Riley e Peter Ettedgui, Listen to Me Marlon
Montagem: Joe Beshenkovsky e Brett Morgan, Kurt Cobain: Montage of Heck
Fotografia: Artem Ryzhykov, The Russian Woodpecker
Música: Jonathan Kirkscey, Best of Enemies
ABC News VideoSource Award: Best of Enemies, de Robert Gordon e Morgan Neville
David L. Wolper Student Documentary Award: The Archipelago, de Benjamin Huguet
Pare Lorentz Award: How to Change the World, de Jerry Rothwell
Career Achievement Award: Gordon Quinn
Pioneer Award: Ted Sarandos
Amicus Award: Tony Tabatznik e The Bertha Foundation
Emerging Documentary Filmmaker Award: Lyric R. Cabral e David Felix Sutcliffe
Courage Under Fire Award: Matthew Heineman
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British Independent Film Awards 2015: os vencedores

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Filme Britânico Independente: Ex Machina, de Alex Garland
Documentário: Dark Horse: The Incredible True Story of Dream Alliance, de Louise Osmond
Produtor: Paul Katis e Andrew De Lotbiniere, Kajaki: The True Story
Filme Estrangeiro Independente: Room, de Lenny Abrahamson
Curta-Metragem: Edmond, de Nina Gantz
Realizador: Alex Garland, Ex Machina
Realizador Revelação: Stephen Fingleton, The Survivalist
Actor: Tom Hardy, Legend
Actriz: Saoirse Ronan, Brooklyn
Actor Secundário: Brendan Gleeson, Suffragette
Actriz Secundária: Olivia Colman, The Lobster
Revelação: Abigail  Hardingham, Nina Forever
Argumento: Alex Garland, Ex Machina
Prémio Técnico: Andrew Whitehurst, Ex Machina (efeitos visuais)
Raindance Discovery Award: Orion: The Man Who Would Be King, de Jeanie Finlay
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Cuatro Postales a Marta (2015)

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Cuatro Postales a Marta de Hernán Talavera é uma curta-metragem espanhola que num misto de documentário experimental relata uma história de amor por cumprir reflectida através de quatro postais enviados entre dois namorados.
Entre Setembro e Novembro de 2014, o realizador enviou quatro postais para a sua namorada que havia regressado à sua Letónia natal. Com uma melancolia sempre presente que espelha a tristeza de um estado de espírito que sente e pressente uma eventual perda, Cuatro Postales a Marta filma em breves instantes a incerteza e a dor do amor.
De um primeiro postal onde o afastamento é ainda recente e se tenta a reconstrução emocional e afectiva de todas as memórias de um passado e de momentos em comum até ao reencontrar de objectos que fazem recordar uma presença agora ausente, Cuatro Postales a Marta reflecte sobre o tempo que passa, as distâncias que se aumentam a nível emocional e o espaço geográfico que parece ganhar, também ele, uma distância superior àquele que na realidade tem. Os silêncios ganham vida, os pensamentos transformam-se em desejos saudosos de um amor que se afastou e estes são apenas quebrados com imagens de uma tempestade - o afastamento - que se impôs sem questionar se poderia estar presente.
Assim Cuatro Postales a Marta é, para lá de uma prova de um sentido amor, a reflexão sobre o tempo, o espaço, a distância e uma melancolia que, tal como nos é apresentado logo de início o compara a um pinheiro eterno e sereno cujas folhas esperam, dia após dia, o brilho da Lua - também ela distante.
Se esta curta-metragem é, no fundo, uma prova de um amor momentaneamente interrompido, é igualmente justo afirmar que é, também ela, um interessante olhar sobre o passar dos tempos na medida em que o realizador une aquele que era o registo da comunicabilidade "antigo" - para o evoluir dos dias a que hoje assistimos - com aquele que é hoje uma forma mais "contemporânea" de comunicar. Por outras palavras, se por um lado nesses tempos idos era um postal - ou uma carta - a única forma de dois apaixonados se comunicarem à distância, hoje com a evolução das tecnologias e facilidade de a elas se chegar, a gravação de um vídeo (transformado em filme) como a prova máxima de um amor registado para a posteridade consegue ser a confirmação maior de um romantismo sentido.
Terno e por momentos sofrido, Cuatro Postales a Marta é para lá de uma curta-metragem - experimental, documental ou ficcionado - a prova de que o cinema consegue (quando bem dirigido) ser uma poderosa "arma". Arma essa utilizada para confirmar o maior e mais nobre de todos os sentimentos.
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7 / 10
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New York Film Critics Online 2015: os vencedores

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Filme: Spotlight, de Tom McCarthy
Documentário: Amy, de Asif Kapadia
Filme de Animação: Inside Out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
Filme Estrangeiro: Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
Realizador: Tom McCarthy, Spotlight
Realizador Revelação: Alex Garland, Ex Machina
Actor: Paul Dano, Love & Mercy
Actriz: Brie Larson, Room
Actor Secundário: Mark Rylance, Bridge of Spies
Actriz Secundária: Rooney Mara, Carol
Intérprete Revelação: Alicia Vikander, The Danish Girl e Ex Machina
Elenco: Spotlight
Argumento: Tom McCarthy e Josh Singer, Spotlight
Fotografia: John Seale, Mad Max: Fury Road
Música: Love & Mercy
Top do Ano: 45 Years, de Andrew Haigh, The Big Short, de Adam McKay, Bridge of Spies, de Steven Spielberg, Brooklyn, de John Crowley, Carol, de Todd Haynes, Max Max: Fury Road, de George Miller, Sicario, de Denis Villeneuve, Spotlight, de Tom McCarthy, Steve Jobs, de Danny Boyle e Trumbo, de Jay Roach
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Mother and Brother (2015)

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Mother & Brother de Dustin Cook é uma curta-metragem norte-americana que relata a história de dois irmãos vítimas de uma relação abusiva por parte da sua mãe (Lisa Goodman), agora em estado terminal de uma doença.
Quando o irmão mais novo (Clint Napier) chega à casa em que vive a mãe e o irmão mais velho (Laurence Fuller), as notícias do seu futuro casamento no México não deixam grande furor dentro daquela casa. Ali, os dois irmãos e a mãe vivem um misto de desdém e ressentimento que os aprisionou àquele espaço e condicionou a uma vida de mágoa e solidão.
Dustin Cook, que também escreve o argumento de Mother & Brother, cria uma história que poderia ser a imagem de uma família dedicada e cúmplice mas que, por sua vez, se centra no outro lado da relação familiar... Um lado de dependência, obrigação, sofrimento, solidão e mágoa que lentamente foi colhendo a esperança dos dois jovens irmãos vítimas de uma mãe abusiva e que nunca desejou o sucesso dos seus filhos.
Mother & Brother é uma história que prende o espectador aos escuros e sombrios meandros de uma família através do olhar - apenas perceptível mais tarde na sua narrativa - de um irmão que conseguiu libertar-se de uma amarra doméstica que apenas o condicionaria a médio e longo prazo. Esta curta-metragem é assim a história desta família pelo olhar do irmão mais novo (Napier) que sente na transmissão da notícia do seu casamento, o momento ideal para a libertação psicológica do irmão mais velho (Fuller) que de tudo abdicou em nome da sua prosperidade social e intelectual, ficando para trás e cuidando de uma mãe frívola, mesquinha e repleta de um ressentimento para com os dois filhos que viu nascer.
Se a relação entre os dois irmãos parece tensa num primeiro instante, o espectador cedo percebe que aquilo que os separa é, no entanto, uma dedicação extrema por parte do mais velho e um agradecimento silencioso por parte do mais jovem que partiu sem olhar para aquilo que deixou nas suas costas. O ressentimento é inexistente na interacção entre os dois irmãos mas, ao mesmo tempo, olham-se como o passado e o futuro de uma mesma (fictícia) pessoa, encarando-se como aquilo que poderiam ser se os seus papéis tivessem sido invertidos algures no tempo. Por sua vez a mãe, ainda que doente e perto do seu próprio fim, personifica todo o ressentimento para com dois filhos que, segundo ela, nunca gostaram dela - revertendo portanto o sentimento que sente para com eles - e desdenhando tudo aquilo que o mais velho poderia ter sido... não o sendo. No fundo, esta mãe ridiculariza as aspirações de um filho que poderia ter visto e conquistado o mundo - à sua maneira - deixando-o perdido em sonhos que esqueceu - se é que alguma vez os teve - e com a percepção (para ela) de que o único lugar onde poderia ou merece estar é naquela casa... naquele quarto... a tratar dele... por nada mais merecer ou poder desejar.
No entanto, a maior transformação - ou revelação - de Mother & Brother chega sim mas pelas mãos - literalmente - do irmão mais novo. Aquele que sente que a sua vida e liberdade chegaram pelo sacrifício máximo do mais velho que, sem cuidar dele, lhe conferiu a possibilidade de se transformar no homem que é com sonhos, esperanças, a possibilidade de uma família e de simplesmente viver. É através da personagem interpretada por Clint Napier que o espectador fica a saber que ele está disposto a sacrificar-se - parcialmente e pelo menos no que a valores diz respeito - para dar agora uma oportunidade ao seu irmão que foi (na sombra) a figura parental/maternal que nunca teve. Aquele que lhe permitiu seguir o seu próprio caminho e pelo qual agora tem de cometer um acto supremo conferindo-lhe pelo menos uma parcela de todas as oportunidades que tivera no seu passado. É então este novo fardo - desconhecido até então - que este jovem aceita suportar e libertar a vida do seu irmão para um eventual e mais promissor futuro.
Num jogo que oscila entre a dependência, a culpa e um estranho sentimento de obrigação moral, onde esta não existe, Mother & Brother confirma-se como uma história onde existe mágoa mas não quaisquer finais felizes... apenas finais onde reina uma sórdida dependência firmada com o sangue, sendo este, uma inconsciente auto-mentalização de que os laços maternais foram firmados e, como tal, têm de ser respeitados e cumpridos... até à morte.
Com três intensas interpretações estando cada uma delas num espaço temporal distinto... Lisa Goodman como a encarnação de um(a obrigação) passado, Laurence Fuller como um presente não vivido e Clint Napier como um futuro com esperança, Mother & Brother transpira desde o primeiro instante momentos de dura abnegação, de uma culpa sem limites mas que, ao mesmo tempo, esperam por uma esperança sem redenção.
Destaque ainda para a direcção de fotografia de Todd Bell que transporta todo uma imaginário pesado e carregado de culpa para o interior daquelas divisões onde parece não ter chegado o sol (esperança), deixando - no entanto - navegar por todos aqueles compartimentos as sombras de uma culpa, de uma doença e de uma morte que tanto restringem como libertam... não anunciando quando cada um se manifesta.
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8 / 10
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Boston Society of Film Critics 2015: os vencedores

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Filme: Spotlight, de Tom McCarthy
Documentário: Amy, de Asif Kapadia
Filme de Animação: Anomalisa, de Duke Johnson e Charlie Kaufman e Inside Out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
Filme Estrangeiro: The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer (Dinamarca)
Realizador: Todd Haynes, Carol
Realizador Revelação: Marielle Heller, The Diary of a Teenage Girl
Actor: Paul Dano, Love & Mercy e Leonardo DiCaprio, The Revenant
Actriz: Charlotte Rampling, 45 Years
Actor Secundário: Mark Rylance, Bridge of Spies
Actriz Secundária: Kristen Stewart, Clouds of Sils Maria
Elenco: Spotlight
Argumento: Tom McCarthy e Josh Singer, Spotlight
Montagem: Margaret Sixel, Mad Max: Fury Road
Fotografia: Edward Lachman, Carol
Música: Love & Mercy
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Palhaços (2015)

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Palhaços de Pedro Crispim é uma curta-metragem portuguesa de ficção vencedora do Sophia Estudante de Melhor Ficção conferindo-lhe assim uma nomeação directa para os Sophia da Academia Portuguesa de Cinema na respectiva categoria.
Marco (André Júlio Teixeira) e Jorge (Jorge Paupério) estão numa mata. A sua relação para ultrapassar aquela de uma simples amizade. Marco gosta de Luísa (Inês Curado) e Jorge não parece disposto a ser trocado por uma mulher. No final daquele que deveria ser o seu mais recente espectáculo... Jorge decide agir.
Da homossexualidade à vingança, de um vislumbre de crime organizado ao isolamento do espaço, o argumento de Palhaços da autoria do própria realizador é assumidamente um filme curto que não se priva de criar toda uma atmosfera onde o mais banal dos acontecimentos serve de gatilho para todo um conjunto de situações limite das quais poucos conseguirão sobreviver.
Os primeiros instantes desta curta-metragem espelham de imediato aquilo que determina o ambiente e a trama. O espectador assiste a dois homens com caracterização e pintura de palhaços mas pressente que irá assistir a algo que não o irá fazer (sor)rir. A tensão entre os dois homens - "Marco" e "Jorge" - é sentida ao mesmo tempo que fica silenciosamente explícito que algo mais sentimental - eventualmente apenas sexual - ocorre(u) entre os dois. E se "Marco" parece querer libertar-se das amarras outrora impostas por um dominante "Jorge", este agora no seu extremo e ultrapassando os seus limites não quer - forçosamente - libertar-se de algo que percebemos só existir na sua mente.
Se o breve momento exterior denota uma tensão latente, não é menos verdade que os interiores de um camarim desarrumado reflectem o estado de espírito destes dois homens que vivem numa mescla de (in)dependência que ultrapassa as suas limitações... De um lado cómico que o espectador nunca assiste a uma evidente faceta mais humana, carnal, rude e até mesmo violenta, a tensão acumula-se lentamente entre um trio que é completado por "Luísa" (Inês Curado), o outro peso de uma balança sentimental que tem "Marco" como o seu centro.
Se o espectador suspeita daquela inesperada e invulgar casa de espectáculos onde os artistas parecem presos a um vínculo não identificado, o seu misterioso ambiente exterior que não deixa ninguém tranquilo. Durante o dia silencia os segredos sentimentais que todos pretendem esconder enquanto que pela noite oculta os crimes cometidos como que de um alibi se tratasse. É um facto quase evidente que o espectador percebe que aqui não existem inocentes mas, no entanto, fica a dúvida sobre até onde se estende a manta dos pecados de cada um...
Jorge Paupério tem aquela que é a interpretação central de toda esta trama assumindo a sua personagem como um homem no limite. Um homem rejeita, despeitado e não reconhecido na sua arte que um dia ultrapassa os seus próprios limites tornando-se num mordaz e impiedoso predador que sente nada ser... se não fôr seu. Disposto a tudo pois nada tem a perder quando já não é seu, o seu "Jorge" é um homem marcado pela rejeição sentimental, profissional e até mesmo etária, uma vez que os anos passam não perdoando o homem que agora é... e a lembrança daquilo que em tempos foi. Seria inclusive interessante (re)descobrir as origens deste homem... o seu passado mais feliz e as transformações que o levaram a chegar a este ponto da sua vida... acabado, desgastado e prestes a ser esquecido. Porque um amor não correspondido e até mesmo despeitado levam o Homem ao limite... e às fronteiras de uma mente perdida num espaço desconhecido.
Com uma caracterização exímia de Susana Pinto que transforma o elemento mais alegre de um circo num desagradável e incomodativo vilão que todos podem temer e uma direcção de fotografia de Miguel Ângelo que deixa o espectador - por momentos - num limbo claustrofóbico do qual não se sabe quem irá sair vitorioso e que fazem de Palhaços um interessante e bem construído filme curto que se assume como um eventual mais forte candidato ao Sophia Estudante a atribuir em Maio próximo numa cerimónia a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
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7 / 10
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Prémios Macondo - Academia Colombiana de Cinema 2015: os vencedores

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Filme: El Abrazo de la Serpiente, de Ciro Guerra
Documentário: Infierno o Paraíso, de German Piffano
Realizador: Ciro Guerra, El Abrazo de la Serpiente
Actor Principal: Cristian James Advíncula, Manos Sucias
Actriz Principal: Alejandra Borrero, Gente de Bien
Actor Secundário: Felipe Botero, Mateo
Actriz Secundária: Alma Rodríguez, Tierra en la Lengua
Argumento: Ciro Guerra e Jacques Toulemonde, El Abrazo de la Serpiente
Montagem: Etienne Boussac, El Abrazo de la Serpiente
Fotografia: David Gallego, El Abrazo de la Serpiente
Música Original: Nascuy Linares, El Abrazo de la Serpiente
Direcção de Arte: Angélica Perea e Ramses Benjumea, El Abrazo de la Serpiente
Caracterização: Olga Turrini, Encerrada
Som: Marco Salaverría e Carlos García, El Abrazo de la Serpiente
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sábado, 5 de dezembro de 2015

Washington DC Area Film Critics Association 2015: os nomeados

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Melhor Filme
Brooklyn, de John Crowley
Mad Max: Fury Road, de George Miller
The Revenant, de Alejandro González Iñárritu
Sicario, de Denis Villeneuve
Spotlight, de Tom McCarthy
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Melhor Documentário
Amy, de Asif Kapadia
Best of Enemies, de Robert Gordon e Morgan Neville
Cartel Land, de Matthew Heineman
Going Clear: Scientology and the Prison of Belief, de Alex Gibney
The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer
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Melhor Filme de Animação
Anomalisa, de Duke Johnson e Charlie Kaufman
The Good Dinosaur, de Peter Sohn
Inside Out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
The Peanuts Movie, de Steve Martino
Shaun the Sheep Movie, de Mark Burton e Richard Starzak
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Melhor Filme Estrangeiro
Ich Seh Ich Seh, de Severin Fiala e Veronika Franz (Áustria)
Mustang, de Deniz Gamze Ergüven (França)
Nie Yin Niang, de Hou Hsiao-Hsien (Taiwan)
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
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Melhor Realizador
Alex Garland, Ex Machina
Todd Haynes, Carol
Alejandro González Iñárritu, The Revenant
George Miller, Mad Max: Fury Road
Ridley Scott, The Martian
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Melhor Actor
Matt Damon, The Martian
Johnny Depp, Black Mass
Leonardo DiCaprio, The Revenant
Michael Fassbender, Steve Jobs
Eddie Redmayne, The Danish Girl
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Melhor Actriz
Cate Blanchett, Carol
Brie Larson, Room
Saoirse Ronan, Brooklyn
Sarah Silverman, I Smile Back
Charlize Theron, Mad Max: Fury Road
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Melhor Actor Secundário
Paul Dano, Love & Mercy
Idris Elba, Beasts of No Nation
Tom Hardy, The Revenant
Mark Rylance, Bridge of Spies
Sylvester Stallone, Creed
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Melhor Actriz Secundária
Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
Rooney Mara, Carol
Alicia Vikander, The Danish Girl
Alicia Vikander, Ex Machina
Kate Winslet, Steve Jobs
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Melhor Elenco
The Big Short
The Hateful Eight
Spotlight
Steve Jobs
Straight Outta Compton

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Melhor Jovem Intérprete
Abraham Attah, Beasts of No Nation
Raffey Cassidy, Tomorrowland
Oona Laurence, Southpaw
Güneş Şensoy, Mustang
Jacob Tremblay, Room
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Melhor Argumento Original
Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen, Bridge of Spies
Alex Garland, Ex Machina
Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley (História Original de Pete Docter e Ronnie Del Carmen), Inside Out
Tom McCarthy e Josh Singer, Spotlight
Amy Schumer, Trainwreck
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Melhor Argumento Adaptado
Nick Hornby, Brooklyn
Phyllis Nagy, Carol
Drew Goddard, The Martian
Emma Donoghue, Room
Aaron Sorkin, Steve Jobs
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Melhor Design Produção
François Séguin, Jennifer Oman e Louise Tremblay, Brooklyn
Judy Becker e Heather Loeffler, Carol
Dante Ferretti e Francesca Loschiavo-Ferretti, Cinderella
Thomas Sanders, Jeffrey Melvin e Shane Vieau, Crimson Peak
Colin Gibson e Lisa Thompson, Mad Max: Fury Road
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Melhor Fotografia
Yves Bélanger, Brooklyn
Ed Lachman, Carol
John Seale, Mad Max: Fury Road
Emmanuel Lubezki, The Revenant
Roger Deakins, Sicario
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Melhor Montagem
Margaret Sixel, Mad Max: Fury Road
Pietro Scalia, The Martian
Stephen Mirrione, The Revenant
Joe Walker, Sicario
Elliott Graham, Steve Jobs
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Melhor Música Original
Michael Brook, Brooklyn
Carter Burwell, Carol
Ennio Morricone, The Hateful Eight
Tom Holkenborg (Junkie XL), Mad Max: Fury Road
Jóhann Jóhannsson, Sicario
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Patchwork (2015)

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Patchwork de Pedro Rodrigues é uma curta-metragem portuguesa de animação stop motion e o mais recente trabalho do realizador de S.C.U.M. (2010).
Uma senhora idosa recebe a trágica notícia de que José Manuel - o seu marido - morreu num incêndio na carpintaria onde trabalhava provocado pelo seu assistente Tó Zé, entretanto declarado como desaparecido.
Como irá sobreviver esta senhora agora solitária num espaço isolado e desertificado sem a companhia da sua cara metade?!
Pedro Rodrigues que aqui não só dirige como escreveu o argumento, é o director de fotografia, argumentista, editor e criador da animação per si, volta ao seu ambiente natural ao construir uma história de terror que é, no entanto, apresentada através de uma animação cuja história é inicialmente contida mas que rapidamente se revela pelo seu lado macabro.
Depois de revelar um ambiente inicialmente idílico onde uma simpática casa de campo parece irradiar uma luminosidade pacífica, na qual está uma igualmente simpática idosa na sua costura, cedo chegam as notícias de acontecimentos macabros provocados não se sabem por quem. É neste sentido que o espectador imediatamente se familiariza com todos os pequenos sons que se transformam suspeitos a cada instante, e que todo o espaço é subitamente invadido por uma misteriosa escuridão como que um reflexo de uma mente perturbada que anuncia a sua revelação.
Numa mescla de solidão da população mais velha e uma invulgar presença das novas tecnologias no quotidiano de todos nós, Patchwork revela-se, apesar do seu fundamento enquanto animação, numa tensa história de terror cujos intervenientes são - à partida - aqueles que todos nós poderemos admirar pela sua tranquilidade. Se por um lado a referida solidão ataca aqueles que mais dependentes de companhia estão - a camada populacional mais velha - não é menos certo que Patchwork apresenta-nos as medidas desesperadas de uma mulher solitária e saudosa de um amor perdido como forma a poder recuperar um vislumbre daquilo que em tempos havia tido. Num misto de posse e egoísmo, de sobrevivência e solidão, esta mulher vai dar corpo - mas pouca alma visto que perde a sua - à construção de algo "moderno".
É então que numa mistura de remendos e muito trabalho de costura no mais (aparentemente) paradisíaco dos lugarejos portugueses onde os já idos regressam - o detalhe do Galo de Barcelos não engana ninguém - nem que seja numa vã memória daquilo que antes foram tendo está assim dependentes, portanto, da descida à loucura daqueles que por cá ficam para a concretização do seu regresso. E é quando esta espiral se consuma que nada se permite num mundo perdido pela banalidade da informatização onde tudo é espectáculo e mediático e todos servem para ser notícia e alguma hipótese de fama.
Mas quando o mal se apodera... ninguém lhe resiste...
Como já aqui referi, este regresso ao género de terror onde Pedro Rodrigues parece tão confortavelmente se inserir, fá-lo criar - num one man show - uma referência na recente animação de terror onde o desespero e a já referida solidão ganham vida e caminham de mãos dadas tentando assim recuperar um amor perdido que garante a sobrevivência daqueles que ficam pela manutenção dos que partem. Ainda com um tom de comédia à mistura - o terror parece, também ele, andar sempre de mãos dadas com a comédia - Patchwork (espera-se) seja o mais recente de muitos dos trabalhos deste realizador dentro do género pois a sua qualidade enquanto contador e construtor de histórias, enredos e espaços é notória com a elaboração de todo este filme repleto de preciosos e inúmeros detalhes que precisam ser absorvidos e admirados.
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8 / 10
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Marília Pêra

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1943 - 2015
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O Meu Amigo Manuel (2015)

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O Meu Amigo Manuel de Ricardo Franco é um documentário em formato de curta-metragem e confesso que um dos filmes que ´dentro do género em que se insere mais me sensibilizou nos últimos tempos.
Ricardo Franco dirige um filme que fala sobre a memória. A memória de Manuel, um amigo do realizador com quem privou muito tempo nos anos precedentes a este documentário e do qual tem, portanto, um conjunto de momentos e situações que se propõe analisar e partilhar.
No fundo, Manuel é um personagem vivo, real e, como tal, de quem se trata mais complicado partilhar esses mesmos momentos que tão bem caracterizam uma vivência próxima, com memórias por vezes dos mesmos instantes - ainda que cada um enquanto receptor registou de forma diferente - e que são aqui expostas para que o espectador as receba como um novo destinatário das mesmas.
Desta forma, e a partir de um registo videográfico feito na primeira pessoa pelo realizador ao longo dos anos, O Meu Amigo Manuel entrega ao espectador um conjunto de momentos que ao longo do tempo marcam parcelas da amizade entre os dois fazendo do espectador um terceiro membro destas memórias - ao assumir o lugar do realizador enquanto observador não participante - partilhando não só momentos dessa intimidade como também um crescente gosto por conhecer mais sobre o outro (Manuel).
Os momentos vão da mais banal conversa sobre uma rapariga de quem se gostou até a um jantar num qualquer fim-de-semana onde se perderam horas entre conversas mais ou menos memoráveis até à partilha do momento mais doloroso e marcante de uma vida. Como todos eles, sem qualquer excepção, foram vividos por um e registados pelo outro, como os aproximou - nunca se teoriza sobre qualquer afastamento - e como através de um conjunto de vídeos caseiros as memórias - de realizador e do seu amigo - ficaram registadas como uma parte de ambos. Numa perfeita e natural simbiose, a história de ambos acaba por ser cruzada e aquelas situações ali registadas jamais poderiam ser as mesmas se não fossem momentos de um... que se transformam em espaços do outro. Ainda que um os viva... os outro registou, presenciou e, também ele à sua maneira, os viveu e sentiu.
Os momentos vividos, ou até os pensamentos tidos, acabam por servir de narração a O Meu Amigo Manuel, complementando como um poema as imagens que observamos dos encontros de amigos ou até de uma Lisboa que é filmada como um importante elemento deste registo em vídeo. Ao longo da narração que escutamos sobre os mais diversos e já referidos momentos, a cidade é observada como que um elemento vivido pelos dois protagonistas. Um espaço vivo que ambos cruzaram, experimentaram e viveram estando sempre - mais ou menos silenciosamente - na sua sombra.
O Meu Amigo Manuel - sobre Manuel Jerónimo - é assim um tocante registo de uma intimidade social, familiar - logo mais privada - e principalmente pessoal. De pensamentos, ideias, sonhos e memórias que graças à gravação de vídeos de momentos de um passado comum, de uma Lisboa e de um Tejo vividos surgem como as testemunhas perfeitas da existência de alguém. Alguém que passou pelo mundo e que foi alvo de um registo íntimo e pessoal mesmo que na altura da sua execução o fosse inconscientemente.
O Meu Amigo Manuel deixa, no entanto, a sombra de uma mágoa nas palavras e memórias partilhadas. Fica no ar uma certa censura natural das mesmas... algo que foi (in)voluntariamente editado para registo futuro da nossa - deles - mente que optou por seleccionar uns e não outros momentos. Umas e não outras situações. Umas e não outras palavras. No fundo, como auto-registamos as nossas próprias vivências e situações? Como optamos por dar importância a um e não outro espaço, momento ou situação?
De forma cândida e honesta, Ricardo Franco consegue com O Meu Amigo Manuel não só homenagear a amizade e um amigo como um bonito e tocante registo da sua "passagem", como também criar uma pequena grande obra que livre de artifícios e efeitos irá ficar no e para o tempo como o registo da sua própria passagem.
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8 / 10
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Grace (2014)

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Grace de Dean Anderson é uma curta-metragem britânica de ficção na qual uma jovem (Natasha Kendall) de dezassete anos de idade seduz e se deixa apaixonar por Darren (Robert Reina), um homem casado e mais velho do que ela.
Quando depois de um encontro ocasional ela se desloca a casa dele para (in)conscientemente o pressionar para uma relação que vá para lá do momento, Grace respeitar - mas não compreender - o que o levou àquele momento.
Grace é uma curta-metragem que aborda temática relativamente controversas. A primeira prende-se de imediato com a diferença de idades das duas personagens protagonistas sendo, uma delas, ainda de idade menor. Sendo uma relação tida com desejo pelas duas partes, Grace é para a protagonista o espelho de um amor sentido pela primeira vez. Um conforto tido junto de um homem mais velho que, para ela, poderá ser a confirmação de uma vida apaixonada, livre e desejada. No entanto, do lado oposto, é para ele como o espelho de um desafio. A excitação provocada pelo momento proibido capaz de nele despertar uma viagem pelo prazer já não sentido no seio da relação - ele é casado - que mantém. Para ele é também o experimentar de um momento exibicionista/voyeurista pelo local em que ambos se encontram e que lhe confere - no seu imaginário - uma certa validação enquanto homem másculo e capaz de provocar desejo e sensações noutra pessoa com menos de metade da sua idade.
A mesma relação é por "Grace" sentida como um sonho. O primeiro amor, os primeiros sentimentos, os primeiros desejos, o primeiro homem a quem se entregou e, em suma, a primeira vez que se sentiu como a mulher adulta em quem lentamente se transforma.
De um lado anónimo da barricada está "Erika" (Lucy Allenby), a mulher de "Darren" que, desconhecendo o que se passa, continua a viver uma existência pacata junto dos seus afazeres sentindo-se perfeita mas desconhecendo que o marido já não a encara com o mesmo desejo carnal e sexual que em tempos sentira. Para ele "Grace" mais não é do que um leve despertar para a juventude que já não tem.
O encontro entre "Erika" e "Grace" é para o espectador - e para a protagonista - um momento tenso. Desconhecemos se algo se irá passar entre as "duas mulheres" de "Darren", e se o desfecho desta história se prenda ora com a tragédia ou, por sua vez, com a confirmação de que algo ficou confirmado para a mulher "ignorante". A tensão agudiza-se com um anel de noivado, com a certeza de uma aparente vida perfeita que afinal... não o é. Confirma-se com a ideia de "Grace" de que existe uma vida que poderá ficar desfeita com factos (des)conhecidos e principalmente com os instantes finais em que uma recompensa pode ganhar contornos de um pagamento por um "serviço" prestado.
Dramaticamente intenso sem nunca esquecer um contorno de uma tranquilidade enervante, Grace é um filme sobre vidas vividas em segredo. Sobre segredos inconfessáveis que ocorrem a todo o instante e que confirmam que nem todas as aparentes alegrias afinal o são. Grace é ainda a certeza de que os contos de fadas já não existem e que por detrás de um sonho de perfeição existe uma vida de tragédia prestes a implodir.
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7 / 10
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Jasper (2015)

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Jasper de Dean Anderson é uma curta-metragem britânica e um dos mais emocionantes filmes curtos dos últimos tempos.
Jasper (Kevin Golding) é um homem a quem a vida não sorriu. Desesperado por manter uma relação com as suas filhas Tiana (Brianna Wilson) e Lisa (Scherrikar Bell), Jasper comete um acto irreflectido que lhe irá trazer duras consequências.
Dean Anderson cria um argumento que é um triste e emotivo retrato de uma sociedade moderna na qual milhares de indivíduos se debatem com as amarguras de uma vida difícil fruto de um desemprego, de uma separação e de uma crise constante que os leva a uma existência no limite.
"Jasper" é um homem atormentado. Sem uma relação constante diária com a sua família - "Tiana" e "Lisa" - ele tenta que os breves momentos que com elas passa possam ser a tal referência que ambas precisam para nele encontrarem a figura paternal que tanto lhes falta. No entanto, o que acontece quando por um acto desesperado - e desesperante - as crianças ganham toda uma nova perspectiva e abordagem à imagem que têm do seu pai? A degradação da figura paternal como o elo de segurança e conforto tido pelos filhos, e que aqui "Jasper" está incapaz de garantir estando, dessa forma, comprometido é no fundo, a essência de toda esta curta-metragem que diaboliza - correctamente - através da sua interpretação, os malefícios e amarguras de uma sociedade que devora lentamente aqueles que não conseguem "acompanhar o passo".
Desta forma, num mundo em constante mutação - evolução seria aqui uma palavra incorrecta - como consegue o indivíduo manter a sua dignidade, os seus pertences, a sua família e a sua imagem integras quando tudo em seu redor parece ruir ciclicamente, nunca cedendo uma única oportunidade àqueles que estão mais vulneráveis? Assim, e sendo a imagem parental (neste caso) aquela que é imediatamente afectada, "Jasper" - e aqui também o espectador - questiona(m)-se sobre as impossibilidades da vida, o seu papel na sociedade e, no fundo, qual o legado (educacional e de valores humanos) que a sua existência deixa para aqueles que o testemunham?
Com uma interpretação dinâmica e comovente de Kevin Golding como um "Jasper" no limite que (se) assiste a definhar não só aos seus olhos como também aos olhos das suas filhas que o deveriam ter como a referência maior - o momento dos doces é do mais duro e cru deixando o espectador com o tal "nó" na garganta -, Jasper é uma curta-metragem triste, melancólica e sem esperança sobre as expectativas que morreram algures no caminho tomado pelo protagonista. Expectativas essas que as sonhou, que as esperou e desejou e que graças a momentos nunca explicados - não seriam necessários - viu toda a sua existência enveredar por uma estrada alternativa que nunca imaginou percorrer.
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8 / 10
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Nota Mi (2015)

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Nota Mi de Alek Lean é uma curta-metragem experimental brasileira que conclui a trilogia sobre a obsessão.
Miriam  (Luana Dhignato) é uma cantora cuja carreira fora interrompida pela ordem e vontade de Pedro (Rycher Juan), o seu marido. Miriam tem apenas uma obsessão... escutar música como escape para a sua solidão enquanto que algures pela cidade Maria (Rose Rodrigues) exibe sinais de uma espiral descendente na sua auto-estima.
Numa conclusão que supera os dois títulos anteriores - Tormenta (2014) e Rewind (2014) - Nota Mi consegue sair bem sucedido desse estudo experimental sobre a obsessão... sobre a loucura e sobre a espiral de decadência a que as suas personagens se auto-vinculam. Inicialmente o espectador é apresentado a "Miriam", uma mulher amordaçada a um casamento onde não tem voz e para o qual se viu obrigada a abandonar a sua grande paixão pela música. Música que a acompanha nos seus silêncios solitários mas que se vê obrigada a suplantar sempre que se encontra na companhia de um violento marido - interpretado por Rycher Juan - para o qual ela deve ser submissa e abdicar da sua própria vontade.
Da submissa "Miriam", o espectador passa para os segmentos de "Maria" (Rose Rodrigues que já havíamos acompanhado na primeira toma desta trilogia), uma mulher que vive atormentada com a sua própria imagem que - no seu olhar - decai de momento para momento vivendo, dessa forma, atormentada não com aquilo que o espelho lhe revela mas sim com o que a sua mente lhe permitir "ver". A obsessão sempre presente - de "Miriam" pela sua arte, de "Maria" pelo seu aspecto e de "Pedro" por um comportamento mais violento - fá-los descer a uma zona muito próxima da loucura onde co-habitam rumo a uma degradação que chega lentamente e que não só as isola como as impede de dela sair.
Seguramente o título mais forte e mais inteligentemente construído da trilogia sobre a obsessão, Nota Mi é a curta-metragem que serve - deveria servir - como o ponto de suporte de todo este conjunto de filmes curtos não só pelas personagens que revelam todo o seu negro interior mas também por conseguir construir uma estrutura narrativa que as expõe - ao espectador e a si próprias - sem reservas, medos ou subterfúgios.
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5 / 10
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Rewind (2015)

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Rewind de Alek Lean é uma curta-metragem experimental brasileira e a segunda da trilogia sobre a obsessão que este realizador brasileiro dirige após Tormenta (2014).
Pedro (Rycher Juan) tem sonhos profundos. Neles, a escuridão e a incerteza predominam dando lugar à ansiedade e ao medo.
O argumento de Alek Lean segue a mesma linha condutora já em evidência em Tormenta ao expôr uma constante incerteza e insegurança sobre um determinado aspecto. Se neste último este factor se relacionava com o aspecto físico e a sua íntima relação com o psicológico, em Rewind o espectador aproxima-se destas incertezas mas sob uma aparente perspectiva daquilo que poderá - ou não - ser o futuro que o espera.
Entre incertezas e desafios, "Pedro" aparenta ser um homem atormentado pela desconfiança sobre a sua própria sanidade pois os momentos em que sonha e aqueles em que dele desperta mesclam-se numa viagem pelo desconhecido - real e irreal - que apenas confirmam o resultado de uma mente atormentada por uma qualquer realidade ainda não confirmada. É talvez nesta falta de confirmação de um fundo de base que justifique e valide a personagem interpretada por Rycher Juan que reside o calcanhar de Aquiles de Rewind onde - mesmo com todos os sucessivos retrocessos e repetições da história - o espectador fica por saber aquilo que atormenta "Pedro" - se é que algo.
Com uma direcção de fotografia desconcertante onde persiste a incerta da "realidade", Rewind tem alguns momentos técnicos menos conseguidos nomeadamente no que à imagem e focagem diz respeito mas, ainda assim, é um interessante objecto de estudo sobre as dinâmicas da mente humana sofrendo ainda de uma certa insuficiência de clímax por se assumir como o segundo elemento de uma trilogia que - esperamos - justifique aquilo que aqui não foi explicado.
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6 / 10
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Tormenta (2014)

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Tormenta de Alek Lean é uma curta-metragem experimental brasileira e o início da trilogia sobre a obsessão dirigida pelo realizador.
Num breve monólogo/desabafo de Maria (Rose Rodrigues) induz o espectador a um conjunto de considerações para com alguém que está do outro lado. Maria comunica mas nunca escutamos outra voz... Até vermos sangue.
Numa intensa reflexão sobre auto-despeito e desagrado revelando todo um desconforto com aquilo que diariamente assiste quando se olha ao espelho, "Maria" conjectura sobre a beleza e a sua falta, sobre a leviandade do momento e a eternidade numa colagem de momentos diários de uma vida atormentada e sem descanso.
Editados de forma inteligente, todos estes segmentos que parecem uma única e constante discussão com outro "alguém" revelam afinal que "Maria" é uma mulher solitária que se detesta - despreza até - e que se consome numa espiral de ódio por si, pela sua imagem e por aquilo que, no fundo, ela representa (pensa).
Num curtíssimo espaço de tempo que pouco excede os três minutos, o espectador fica assim a conhecer uma mulher anónima - espelho de tantas outras - que vive desconfortável e emocionalmente instável com a sua imagem - ou com aquilo que os seus olhos vêem - num crescendo de desprezo, ódio e nojo - com algures refere - com aquilo que é e sente - sobre si.
Inteligente a forma como é escolhido o preto e branco para a direcção de fotografia, eliminando grandes distracções para com a dinâmica da narrativa, Tormenta falha apenas numa direcção por vezes frágil que "edita" os momentos em que se sente que a tensão está prestes a consumir definitivamente os destinos - psicológicos - desta mulher. Num relato inicial daquilo que os dois capítulos seguintes viriam a mostrar, Tormenta é assim um exercício interessante - e do qual gostaria de ter visto mais - sobre a espiral de auto-violência em que a mente humana pode lançar um indivíduo fazendo-o esquecer-se de si para lá da imagem física que o referido espelho perpetua.
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6 / 10
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Robert Loggia

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1930 - 2015
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In the Heart of the Sea (2015)

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No Coração do Mar de Ron Howard é uma longa-metragem norte-americana que terá a sua estreia comercial ainda durante o mês de Dezembro e que nos relata a história verdadeira por detrás de um dos maiores contos da literatura em língua inglesa: Moby Dick, de Herman Melville.
Em 1820 o baleeiro Essex é afundado por uma baleia gigantesca que denotava - segundo os sobreviventes - uma vontade de vingança apenas equiparada à do Homem.
Entre os sobreviventes encontravam-se o Capitão George Pollard (Benjamin Walker), o Primeiro Imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) e Thomas Nickerson (Tom Holland), o mais jovem tripulante do Essex, que iriam atravessar um longo período de noventa dias em alto mar enfrentando perigos naturais e da mente humana com o único objectivo de sobreviver e resistir àquela que seria a mais dura provação das suas vidas.
Sempre relatado na perspectiva de um "Thomas Nickerson" mais velho - interpretado por Brendan Gleeson - In the Heart of the Sea mostra a vontade quase desesperante de um jovem "Herman Melville" (Ben Whishaw) em repôr a verdade e a honra daqueles que largos anos antes haviam sido surpreendidos por um acontecimento improvável e inacreditável aos olhos dos demais. Um desespero que, como relata, só teria um de dois desfechos possíveis; ou escrever com a consciência de que não será uma obra interessante ou, se não o fizer, saber que jamais conseguirá voltar a escrever.
O drama de Melville é - perigos reais à parte - semelhante àquele vivido pelos baleeiros, ou seja, se para uns o mar é uma vocação à qual têm de voltar sistematicamente, para Melville a impossibilidade de contar uma história à qual se propôs significaria o fim da sua missão e propósito de vida. No entanto, não é do escritor que falamos, uma vez que este apenas se apresenta pontualmente no decorrer desta longa-metragem, mas sim dos seus intervenientes directos  - Pollard e Chase - sendo este último a personagem central de toda esta história. "Chase" é um homem marcado por uma origem modesta e sem tradição marítima que, no entanto, encontra no mar a sua razão de existir e do qual pretende tirar a sua subsistência ao poder chefiar um navio. Na sua impossibilidade remedeia-se com aquilo que surge e ser o "número dois" das famílias mais abastadas e capazes de decidir o seu - e o dele - futuro. No entanto, é nesta viagem determinante e de mudança que finalmente se define o verdadeiro carácter dos dois homens e enquanto um se pretende afirmar pela sua excelência e liderança bem como pela forma como respeita os seus homens, o mar e a sua caça, o segundo apenas se impõe pelo seu título e influência familiar.
É esta viagem que, ao mesmo tempo, os aproxima. A viagem do Essex - e daqueles que lhe sobreviveram - revela o quão estes dois homens podem ser próximos pela bravura como enfrentaram o perigo e a ele resistiram, e pelo respeito que mutuamente entregaram à sobrevivência que perseguiam colocando(-se) em territórios que são não só geograficamente estranhos como o são na sua própria humanidade. Numa viagem de constantes provações - climatéricas e humanas - a resistência apenas foi conseguida à custa daqueles que pereciam e o seu regresso apenas fez sentir que chegavam fantasmas e vultos daquilo que outrora foram.
Pelo caminho ficou uma viagem onde o confronto Homem versus Animal versus Natureza explícito não só nas provações climatéricas de que foram alvo os sobreviventes do Essex mas também num claro confronto entre estes e a grande baleia branca - afinal, o veículo principal de toda esta história - que os perseguia incansavelmente como que dotada de um elevado sentido humano de vingança - o momento "olhos nos olhos" é esclarecedor do mesmo - sem esquecer, no entanto, que perante todas estas provações foram extintas as já referidas diferenças sociais que inicialmente os separavam... perante a crise e com a certeza da morte, viver - é dito algures - era realmente "difícil e estranho".
De forma reflexiva e com excitantes momentos de acção "natural", In the Heart of the Sea cativa pela perspectiva em que enquadra não só uma das maiores obras da literatura em língua inglesa como também os trágicos e escondidos acontecimentos que lhe deram origem. Para nós - espectadores - é entregue um olhar cru sobre aquilo que preferimos ver e reter... a realidade por detrás dos factos ou a épica aventura que se inicia com "Call me Ishmael..." naquele que é um intenso espectáculo de efeitos visuais e uma intensa e de excelência caracterização que rapidamente transforma o seus actores em mártires do mar.
Provavelmente não irá resistir à passagem do tempo como o clássico eterno Moby Dick mas, no entanto, In the Heart of the Sea não deixa de ser um belo e interessante complemento ao mesmo primeiro pela contextualização da obra literária bem como pela reconstituição que é feita dos trágicos acontecimentos e, não possuindo uma interpretação protagonista de destaque deixa, no entanto, a liderança muito bem entregue a um Chris Hemsworth que se afirma a cada nova interpretação que desempenha.
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"Old Thomas Nickerson: The tragedy of the Essex is the story of men. And a Demon."
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8 / 10
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Caminhos do Cinema Português 2015: os vencedores

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Grande Prémio do Festival: Irmãos, de Pedro Magano
Longa-Metragem: Yvone Kane, de Margarida Cardoso
Documentário: Gipsofilia, de Margarida Leitão
Curta-Metragem: A Última Árvore Analógica, de Jorge Pelicano
Animação: Que Dia é Hoje, do Colectivo Fotograma 24
Realizador: Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites: Volume I, II e III
Actor: Filipe Duarte, Cinzento e Negro
Actriz: Beatriz Batarda, Yvone Kane
Actor Secundário: Carloto Cotta, Montanha
Actriz Secundária: Luísa Cruz, As Mil e Uma Noites: Volume I, II e III
Argumento Original: Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro, As Mil e Uma Noites: Volume I, II e III
Argumento Adaptado: Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro, As Mil e Uma Noites: Volume I, II e III
Montagem: Ricardo Teixeira, Irmãos
Fotografia: João Ribeiro, Yvone Kane
Música Original: Mário Laginha, Cinzento e Negro
Direcção Artística: Ana Vaz, Yvone Kane
Guarda Roupa: Isabel Quadros, Capitão Falcão
Caracterização: João Rapaz, Arcana
Som: Hugo Leitão, Portugal - Um Dia de Cada Vez
Revelação: David Mourato, Montanha
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Ensaio Nacional: Lingo, de Vicente Niro
Ensaio Internacional: When Sanam Cried, de Majid Sheyda e Fariborz Ahanin
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Prémio D. Quijote FICC: Assalto, de João Tempera
Menção Honrosa: João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei, de Manuel Mozos
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Prémio Júri de Imprensa: João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei, de Manuel Mozos
Menção Honrosa: Torre, de Salomé Lamas
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Prémio José María Forqué 2016: os nomeados

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Melhor Filme
A Cambio de Nada, de Daniel Guzmán
El Clan, de Pablo Trapero
Nadie Quiere la Noche, de Isabel Coixet
Truman, de Cesc Gay
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Melhor Documentário
13. Miguel Poveda, de Paco Ortiz
2014, Nacido en Gaza, de Hernán Zin
Basilio Martín Patino. La Décima Carta, de Virginia García del Pino
Ciutat Moirta, de Xavier Artigas e Xapo Ortega
I Am Your Father, de Toni Bestard e Marcos Cabotá
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Melhor Curta-Metragem
Bikini, de Óscar Barnàcer
El Corredor, de José Luis Montesinos
Inside the Box, de David Martín Porras
Os Meninos do Rio, de Javier Macipe
Óscar Desafinado, de Mikel Alvariño
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Melhor Filme Latino-Americano
El Abrazo de la Serpiente, de Ciro Guerra (Colômbia)
El Clan, de Pablo Trapero (Argentina)
El Club, de Pablo Larraín (Chile)
Magallanes, de Salvador del Solar (Perú)
La Memoria del Agua, de Matías Bize (Chile)
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Melhor Actor
Guillermo Francella, El Clan
Javier Cámara, Truman
Luis Tosar, El Desconocido
Pedro Casablanc, B, La Película
Ricardo Darín, Truman
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Melhor Actriz
Irene Escolar, Un Otoño sin Berlín
Juliette Binoche, Nadie Quiere la Noche
Natalia de Molina, Techo y Comida
Nora Navas, La Adopción
Penélope Cruz, Ma Ma
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Time - Top de 2015

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Com o mês de Dezembro chegam as listas dos melhores filmes do ano para as mais diversas publicações a nível mundial e desta vez foi a TIME que revelou as suas preferências. São elas:
  1. Spotlight, de Tom McCarthy
  2. Phoenix, de Christian Petzold
  3. I'll See You in My Dreams, de Brett Haley
  4. Clouds of Sils Maria, de Olivier Assayas
  5. Iris, de Albert Maysles
  6. Mustang, de Deniz Gamze Ergüven
  7. Tangerine, de Sean Baker
  8. Creed, de Ryan Coogler
  9. The Man from U.N.C.L.E., de Guy Ritchie
  10. Ex Machina, de Alex Garland
A publicação decidiu ainda atribuir seis menções honrosas aos seguintes filmes:
  • Amy, de Asif Kapadia
  • The Big Short, de Adam McKay
  • Cinderella, de Kenneth Branagh
  • Crimson Peak, de Guillermo del Toro
  • Love & Mercy, de Bill Pohlad
  • Shaun the Sheep Movie, de Mark Burton e Richard Starzak
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Academia Portuguesa de Cinema - Prémio Bárbara Virgínia 2015

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A Academia Portuguesa de Cinema divulgou hoje que a actriz Leonor Silveira será a galardoada com a primeira edição do Prémio Bárbara Virgínia criado para distinguir mulheres que se destacam na Sétima Arte.
O júri desta primeira edição do Prémio Bárbara Virgínia, que integrou Maria do Carmo Moser, Patrícia Vasconcelos, Sano de Perpessac, Beatriz Batarda e Cândida Vieira, decidiu por unanimidade atribuí-lo a Leonor Silveira "por ser uma actriz única, singular em Portugal e no mundo" a esta que foi uma das actrizes de eleição de Manoel de Oliveira tendo-se estreado em cinema em Os Canibais (1988) voltando a participar com o realizador em Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), A Divina Comédia (1991), Vale Abraão (1993), O Convento (1995), Party (1996), Viagem ao Princípio do Mundo (1997), Inquietude (1998), La Lettre (1999), Palavra e Utopia (2000), Je Rentre à la Maison (2001), Porto da Minha Infância (2001), O Princípio da Incerteza (2002), Um Filme Falado (2003), Espelho Mágico (2005), Cristóvão Colombo - O Enigma (2007), Singularidades de Uma Rapariga Loura (2009), O Estranho Caso de Angélica (2010) e finalmente em Gebo et l'Ombre (2012) estabelecendo assim uma importante e significativa parceria para com a sua carreira.
Leonor Silveira participou ainda em obras de João Botelho como No Dia dos Meus Anos (1992) e Três Palmeiras (1994), com Vicente Jorge Silva em Porto Santo (1997), com Joaquim Pinto em Das Tripas Coração (1992) e Luís Galvão Teles em Retrato de Família (1991), estando ainda prevista a estreia para 2016 da mais recente obra de João Nicolau, John From.
Tendo integrado o júri oficial de vários festivais de cinema nacionais e internacionais e condecorada com a Comenda da Ordem do Mérito da República Portuguesa e a Ordem das Artes e das Letras, em França, Leonor Silveira receberá assim o Prémio Bárbara Virgínia - que deve o seu nome àquela que é considerada a primeira realizadora portuguesa e a primeira mulher a competir no Festival Internacional de Cinema de Cannes, falecida em Março último no Brasil - atribuído pela primeira vez pela Academia Portuguesa de Cinema, numa cerimónia a realizar no próximo dia 15 de Dezembro na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em Lisboa.
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New York Film Critics Circle 2015: os vencedores

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Filme: Carol, de Todd Haynes
Primeira Obra: Saul Fia, de László Nemes
Documentário: In Jackson Heights, de Frederick Wiseman
Filme de Animação: Inside Out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
Filme Estrangeiro: Timbuktu, de Abdehrramane Sissako (Mauritânia)
Realizador: Todd Haynes, Carol
Actor: Michael Keaton, Spotlight
Actriz: Saoirse Ronan, Brooklyn
Actor Secundário: Mark Rylance, Bridge of Spies
Actriz Secundária: Kristen Stewart, Clouds of Sils Maria
Argumento: Phyllis Nagy, Carol
Fotografia: Edward Lachman, Carol
Prémio Especial: William Becker e Janus Films e Ennio Morricone
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

National Board of Review 2015: os vencedores

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Filme: Mad Max: Fury Road, de George Miller
Documentário: Amy, de Asif Kapadia
Filme de Animação: Inside Out, de Pete Docter e Ronnie del Carmen
Filme Estrangeiro: Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
Realizador: Ridley Scott, The Martian
Realizador Revelação: Jonas Carpignano, Mediterranea
Actor: Matt Damon, The Martian
Actriz: Brie Larson, Room
Actor Secundário: Sylvester Stallone, Creed
Actriz Secundária: Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
Intérprete Revelação: Abraham Attah, Beasts of No Nation e Jacob Tremblay, Room
Elenco: The Big Short
Argumento Original: Quentin Tarantino, The Hateful Eight
Argumento Adaptado: Drew Goddard, The Martian
William K. Everson Film History Award: Cecilia De Mille Presley
Spotlight Award: Sicario, de Denis Villeneuve
NBR Freedom of Expression Award: Beasts of No Nation, de Cary Joji Fukunaga e Mustang, de Deniz Gamze Ergüven
Top Filmes do Ano
Bridge of Spies, de Steven Spielberg, Creed, de Ryan Coogler, The Hateful Eight, de Quentin Tarantino, Inside Out, de Pete Docter e Ronnie del Carmen, Spotlight, de Tom McCarthy, The Martian, de Ridley Scott, Room, de Lenny Abrahamson, Sicario, de Denis Villeneuve e Straight Outta Compton, de F. Gary Gray
Top de Filmes Estrangeiros
Ich Seh Ich Seh, de Severin Fiala e Veronika Franz (Áustria), Mediterranea, de Jonas Carpignano (Itália/França), Phoenix, de Christian Petzold (Alemanha), Plemya, de Miroslav Slaboshpitsky (Ucrânia) e Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Top de Documentários
Best of Enemies, de Robert Gordon e Morgan Neville, The Black Panthers: Vanguard of the Revolution, de Stanley Nelson, The Diplomat, de David Holbrooke, Listen to Me Marlon, de Stevan Riley e The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer
Top de Filmes Independentes
’71, de Yann Demange, 45 Years, de Andrew Haigh, Cop Car, de Jon Watts, Ex Machina, de Alex Garland, Grandma, de Paul Weitz, It Follows, de David Robert Mitchell, James White, de Josh Mond, Mississippi Grind, de Anna Boden e Ryan Fleck, Welcome to Me, de Shira Piven e While We’re Young, de Noah Baumbach
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Empire - Top de 2015

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A Empire junta-se às inúmeras publicações cinematográficas que neste final de ano divulga o conjunto de obras mais emblemáticas e significativas dos últimos doze meses figurando, entre elas, um conjunto de títulos que estabeleceram records de bilheteira, premiados em festivais internacionais de cinema ou até mesmo na última edição dos Oscars da Academia norte-americana.
São os vinte títulos mais significativos:
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  1. Mad Max Fury Road, de George Miller
  2. Whiplash, de Damien Chazelle
  3. Inside Out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
  4. Ex Machina, de Alex Garland
  5. Sicario, de Denis Villeneuve
  6. Steve Jobs, de Danny Boyle
  7. The Martian, de Ridley Scott
  8. It Follows, de David Robert Mitchell
  9. Carol, de Todd Haynes
  10. A Most Violent Year, de J. C. Chandor
  11. Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance), de Alejandro González Iñárritu
  12. Me and Earl and the Dying Girl, de Alfonso Gomez-Rejon
  13. Mission: Impossible - Rogue Nation, de Christopher McQuarrie
  14. Fehér Isten, de Kornél Mundruczó
  15. Avengers: Age of Ultron, de Joss Whedon
  16. Macbeth, de Justin Kurzel
  17. Brooklyn, de John Crowley
  18. Inherent Vice, de Paul Thomas Anderson
  19. Song of the Sea, de Tomm Moore
  20. Jurassic World, de Colin Trevorrow
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I Quattro dell'Apocalisse (1975)

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Os Quatro do Apocalipse de Lucio Fulci é um western spaghetti italiano que junta quatro criminosos em fuga no perigoso "oeste selvagem" norte-americano. O jogador Stubby Preston (Fabio Testi), a prostituta grávida Bunny O'Neill (Lynne Frederick), o alcoólico Clem (Michael J. Pollard) e o louco Bud (Harry Baird) são enviados para o interior desprotegido no oeste americano para não enfrentarem a morte na cidade em que estão detidos. Juntos embarcam nesta odisseia enfrentando os perigos que lhe estão inerentes e ainda a companhia de Chaco (Tomas Milian) que poderá não ser tão amistosa quanto parece.
Ennio De Concini e Lucio Fulci adaptam ao cinema as histórias de Bret Harte naquele que é uma das muitas obras do género western spaghetti - westerns filmados em Itália, muitos dos quais nos célebres estúdios da Cinecittà em Romma - onde o espectador encontra os eternos marginais de uma sociedade fora-da-lei que os transformará em potenciais redentoras de uma justiça por encontrar. Em I Quattro dell'Apocalisse a história confirma-se. Quando o espectador vê "Stubby Preston" chegar à cidade pressupõe que vamos encontrar mais um dos muitos que ali rumam para vigarizar o mais "inocente" dos fora-da-lei e ganhar uns quantos milagrosos dólares à conta. No entanto, aquilo que rapidamente percebe é que a cidade não está assim tão desprotegida quanto se poderia pensar, e existem aqueles que são mais espertos - não necessariamente inteligentes - do que aqueles que esperar lucrar com a ignorância dos "locais". Assim, chegamos a uma cidade onde o crime é, não recompensado, mas sim suplantado por um crime... ainda mais organizado.
Numa viagem pelas desérticas planícies dos Estados Unidos - que afinal mais não são do que em Itália -, acompanhamos assim os nossos quatro improváveis heróis numa tentativa de sobrevivência às agruras climatéricas e até à vontade de manter uma sanidade mental que parece desvanecer com o avançar do espaço, e ainda a uma sobrevivência a um perigo que se aproxima enquanto amigo mas que tem os seus próprios planos para os condicionar a um momento de desespero. A interpretação de Tomas Milian como o temido "Chaco" é provavelmente o imediato oposto ao "Stubby" de Fabio Testi. Se um surge como um ligeiro vigarista que acaba por encontrar a redenção não só com a sua viagem mas também com a convivência com os seus três novos e inesperados amigos, o vilão de Milian faz o percurso exactamente inverso na medida em que se apresenta como uma vantagem para a quadra perdida na planície mas que rapidamente se revela coma a sua maior e mais complicada provação que exalta os perigos e o verdadeiro crime para lá do crime recorrente nestas histórias.
A redenção dos quatro amigos, também uma característica neste sub-género, chega com o anunciado fim da sua viagem. Ou pelo menos um fim para alguns deles que ou não resistem à dita viagem ou nela encontram o repouso para uma nova vida (pelo menos assim o esperam) e com ela... uma nova oportunidade. Redenção essa que, no entanto, não chega sem a própria vingança que lhe é prometida e, no fundo, este não seria um western spaghetti - ou qualquer tipo de western na realidade - se a vingança não fizesse parte desta história. Ela é, afinal, o clímax de todos estes contos que revelam um pouco da (i)moralidade da época e da consciencialização que algumas das suas mais improváveis personagens acabam por reflectir. Essa mesma consciencialização que chega sob duas formas... A primeira com um nascimento (que surge da morte) que acaba por denotar toda uma nova vida física e geográfica (dado o local em que acontece) e, a segunda, por marcar também um ponto de viragem num sobrevivente através da vingança que vê confirmada para com o seu grupo de amigos nem todos resistentes da mesma viagem que era, digamos, improvável. No fundo, quem conseguiria resistir a tanto?!
Fiel ao espírito, com interpretações coerentes e marcantes dentro do estilo de onde exaltam o anti-herói - Testi - e o vilão - Milian - I Quattro dell'Apocalisse revela o seu drama (social), algum humor incutido pelas personagens interpretadas por Pollard e Baird, a história de sobrevivência pelo "velho Oeste" que é, ao mesmo tempo, ainda conquistado pelas inúmeras vagas de emigrantes mais ou menos fundamentalistas que "inundavam" o país e isto sem esquecer, pelo meio, o romance e alguma feminilidade que surgem através de Frederick mantendo todo um espírito de western norte-americano... falado em italiano naquilo que podemos confirmar ser bom entretenimento durante pouco mais de hora e meia. E, para os mais atentos, é ainda conferida a possibilidade de ver alguns dos pequenos erros cinematográficos que passam e imortalizam todo um género pela sua simplicidade e ingenuidade que conferem a estas obras um estatuto de culto que lhes é incontornável.
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6 / 10
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Gotham Awards 2015: os vencedores

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Filme: Spotlight, de Tom McCarthy
Documentário: The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer
Realizador Revelação: Jonas Carpigano, Mediterranea
Actor: Paul Dano, Love & Mercy
Actriz: Bel Powley, The Diary of a Teenage Girl
Argumento: Spotlight, Tom McCarthy e Josh Singer
Actor Revelação: Mya Taylor, Tangerine
Gotham Especial do Júri: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schrieber, John Slattery, Stanley Tucci, e Brian D'Arcy, Spotlight
Tributos: Steve Golin, Todd Haynes, Helen Mirren e Robert Redford
Prémio do Público: Tangerine, de Sean Baker
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