sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

César 2012: Honra

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Kate Winslet
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César 2012: Primeira Obra

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Sylvain Estibal
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(realizador)
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Franck Chorot
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(produtor)
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Le Cochon de Gaza
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César 2012: Curta-Metragem

L'Accordeur
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Olivier Treiner
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(realizador)
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Matthias Weber
Thibault Gast
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(produtores)
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César 2012: Documentário

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Christian Rouaud
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(realizador)
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Denis Carot
Marie Masmonteil
Sandrine Brauer
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(produtores)
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Tous au Larzac
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César 2012: Música Original

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Ludovic Bource
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The Artist
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César 2012: Actor Revelação

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Grégory Gadebois
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Angèle et Tony
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César 2012: Actor Secundário

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Michel Blanc
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L'Exercice de L'État
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César 2012: Guarda-Roupa

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Anaïs Romand
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L'Apollonide, Souvenirs de la Maison Close
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César 2012: Direcção Artística

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Laurence Bennett
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The Artist
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César 2012: Filme de Animação

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Joann Sfar
Antoine Delesvaux
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(realizadores)
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Antoine Delesvaux
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(produtor)
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Le Chat du Rabbin
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César 2012: Actriz Revelação

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Clotilde Hesme (ex-aequo)
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Angèle et Tony
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César 2012: Actriz Revelação

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Naidra Ayadi (ex-aequo)
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Polisse
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How to Kill Your Neighbour's Dog (2000)

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Como Matar o Cão do Vizinho de Michael Kalesniko tem como dupla protagonista os actores Kenneth Branagh e Robin Wright.
Peter McGowan (Branagh) é um escritor que vive no rescaldo dos seus sucessos do passado sem, no momento, conseguir escrever nada que o continue a colocar nas atenções do mundo. A acompanhá-lo nas suas próprias frustrações está Melanie (Wright), a sua mulher, que sente o relógio biológico "a dar horas" e quer desesperadamente ser mãe.
Se a isto juntarmos as pressões para terminar a sua mais recente peça de teatro, a falta de inspiração, os novos vizinhos e a filha destes por quem Peter sente um instinto paternal até então inexistente e um homem que assume a sua própria identidade, podemos concluir que não só as confusões e os momentos cómicos estão presentes como também uma componente dramática (com uns leves momentos trágicos) que dá uma vida própria a este filme.
Este filme, que não será uma obra máxima para nenhum dos actores, não deixa no entanto de ter alguns momentos reflexivos sobre a vida que "levamos", os sonhos que deixamos ficar pelo caminho e principalmente o rumo que, inesperadamente, a nossa vida leva. O passar dos anos e a idade que aumenta, a família e os amigos que se criam e a relação que temos para com o mundo acabam por ser alguns dos temas que principalmente a personagem interpretada por Kenneth Branagh aborda.
Interessantes são os momentos em que a sua personagem juntamente com a interpretada por Suzi Hofrichter, estabelecem uma improvável relação de amizade que não é bem vista pela "mãe" desta última. "Peter" enconta em "Amy" o motivo para dar credibilidade à vontade que a sua mulher tem de ser mãe. É também esta curiosa amizade que acaba por salvar a própria carreira de Peter que se encontrava há tanto tempo estagnada.
Não sendo um filme dito de "primeira linha", nem tão pouco um a que associemos o seu actor principal que está, de certa forma, bem estereotipado com interpretações em filmes de "época", este papel consegue estranhamente "vestir-se-lhe" bem. É tão credível que se inicialmente não empatizamos muito com a sua personagem com o decorrer das suas peripécias percebemos que aquela pessoa poderia ser qualquer um de nós a dada altura, e que se confirma com alguns dos momentos de desabafo que a sua personagem tem.
Não será um filme que guardamos para a vida mas, no entanto, consegue naquele exacto momento quer através da comédia quer do drama, reter alguns pensamentos que todos temos durante a nossa vida e ser assim uma simpática comédia-dramática que sem qualquer lamechice, apreciamos ver.
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6 / 10
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Poison (1991)

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Veneno de Todd Haynes com o qual o realizador venceu o Teddy no Festival Internacional de Cinema de Berlim, resume-se a três distintas histórias que são relatadas na duração do filme num misto de sexo, violências, marginalidade e repulsa.
Dividido em três histórias que se vão contando simultaneamente, sendo a primeira "Herói", que nos relata em estilo documentário, a história de uma criança que após assistir à agressão da sua mãe por parte do pai o mata e desaparece a voar pela janela da sua casa. A segunda história é "Horror", que em abiente de filme anos 50 no relata a história de um cientista que fabrica um elixir da sexualidade humana mas que tem efeitos bem mais complicados do que aqueles que ele imaginara. E finalmente "Homo", que nos relata, tanto na "actualidade" como em flashbacks do passado, a história sexual/sentimental entre dois homens que se reencontram numa prisão.
Estas três estranhas e independentes histórias conseguem ter uma ainda mais estranha relação entre si. Relação essa que se baseia essencialmente em elementos grotescos e que a dado momento conseguem fazer-nos ter repulsa por aquelas bizarras personagens.
Enquanto a história de "Herói" nos dá a conhecer um conjunto de personagens que parecem ter acabado de chegar de uma qualquer outra dimensão, as de "Horror" e a sua condição física afectada pela lepra ou mesmo os comportamentos sociais desviantes que "Homo" nos relata são, no mínimo, tão grotescos como as próprias personagens. É esta mesma repulsa e o grotesco que conseguem interligar as várias personagens. Não que as histórias se relacionem em si, bem pelo contrário mas, no entanto, é este elemento grotesco juntamente com o desejo subjacente em todas elas, que estabelecem o elo condutor de história para história que alternadamente se vai contando.
Esteticamente bem contado, quer através dos cenários de época quer através da própria fotografia que consegue distanciar na perfeição a época em que o filme foi feito em relação àquela em que as diversas histórias ocorrem, mas com interpretações que, àparte da imagem de desejo que retratam, não conseguem trasmitir muito mais relativamente a outras emoções ou sensações.
O desejo, mais concretamente o desejo sexual, aqui tão desejado que seja explícito acaba, em muitos momentos, por estar apenas sugerido através daquilo que nos é contado do que propriamente através daquilo que é relatado com as diversas histórias. Se por um lado é assumida a vontade de fazer deste assunto o principal no filme criando até em dados momentos algumas situações choque, sim que também as tem igualmente provocadas pelo grotesco que representam, por outro parece haver um certo "pudor" (não será a palavra mais adequada pois de pudor este filme pouco tem), em chegar às vias de facto.
Não me convenceu enquanto filme que pretendia recriar o desejo e o desejo sexual, a posse e a violência, mas convence no entanto por ser o filme-"nojo" pois todos os momentos em que se atingem os limites do decente, estes não só são atingidos como até ultrapassados.
Filme choque, para a altura, que além de ter vencido o Teddy no Festival Internacional de Berlim,venceu também o Prémio da Crítica no Fantasporto mas que, aos olhos de hoje, já foi por muitos ultrapassado e de forma que considero ser muito mais bem conseguida.
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4 / 10
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Resposta (2012)

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A Resposta de João Dias é uma curta-metragem de ficção que aborda uma certa delinquência e violência juvenil que nos nossos dias parece ser em muitos uma constante.
Todo o argumento, da autoria de João Maurício e Ruben Almeida, gira em torno de Pedro, um jovem que vítima dos maus tratos que recebe em casa, usa como forma de "comunicar" com o mundo uma igual dose de violência que vai alternando entre assaltos e confrontos físícos. Tudo até um dia...
Com uma banda-sonora interessante e adequada à história, esta curta-metragem falha um pouco na edição de som que, em diversos momentos torna a compreensão dos diálogos algo complicada.
Retirando este aspecto, e para aquilo que me parece ser um trabalho amador, não deixo de considerar que é uma interessante abordagem à juventude desta nova década e que nos deixa também a refletir sobre a origem da própria violência. Já é um aspecto mais que confirmado que ela se gera a si própria reproduzindo-se quase sem limites.
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5 / 10
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Prémios Shortcutz Lisboa 2012: os nomeados

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MELHOR CURTA
BOUDOIR, de Joana Linda
A COVA, de Luís Alves
DESAVERGONHADAMENTE REAL, de Artur Serra Araújo
ENSINAMENTOS PARA A VIDA ADULTA, de Ernesto Bacalhau
O JOGO, de Júlio Alves
JUSTINO, de Carlos Amaral
MAYBE, de Pedro Resende
OS OLHOS DO FAROL, de Pedro Serrazina
SOMBRAS, de Nuno Dias
UM DIA LONGO, de Sérgio Graciano
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MELHOR REALIZADOR
André Badalo, Shoot Me
Artur Serra Araújo, Desavergonhadamente Real
Júlio Alves, O Jogo
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MELHOR PRODUTOR
Banana Motherfucker
Casa com Piscina
Sombras
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MELHOR ACTOR
Ivo Canelas, Desavergonhadamente Real
José Afonso Pimentel, A Cova
Miguel Borges, Casa com Piscina
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MELHOR ACTRIZ
Cristiana Fonseca, Quando os Monstros se Vão Embora
Maria João Bastos, Shoot Me
Rita Martins, Sombras
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MELHOR ARGUMENTO
O Jogo
Maybe
Quote Story
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MELHOR FOTOGRAFIA
Cavalos Selvagens
Maybe
As Minas de S. Domingos
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MELHOR EFEITOS ESPECIAIS / VISUAIS
Banana Motherfucker
Linhas de Sangue
Sombras
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MELHOR DIRECÇÃO DE ARTE
Boudoir
O Meu Sapato
Sombras
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MELHOR MONTAGEM
Casa com Piscina
Desavergonhadamente Real
Um Dia Longo
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MELHOR SOM
Banana Motherfucker
Desavergonhadamente Real
Sombras
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MELHOR MÚSICA ORIGINAL
Ensinamentos para a Vida Adulta
Golias
Maybe
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MELHOR ANIMAÇÃO
Os Milionários, de Mário Gajo de Carvalho
Os Olhos do Farol, de Pedro Serrazina
O Sapateiro, de David Doutel & Vasco Sá
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MELHOR DOCUMENTÁRIO
Mina de S. Domingos, de João Abecasis Fernandes
A Minha Rua, de Diogo Varela Silva
Porto Mercado Aberto, de Norberto Fernandes
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Lost in Space (1998)

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Perdidos no Espaço de Stephen Hopkins foi, em iguais proporções, muito antecipado e uma grande desilusão.
A família Robinson prestes a embarcar numa viagem de reconhecimento de um novo mundo onde os recursos sejam suficientes para começar uma nova vida, não só para a Humanidade como também para a união da própria família, rapidamente se vêem envolvidos em vários acidentes às mãos de um passageiro indesejado que queria o fim da família e o fracasso da missão.
Acidentes estes que os transportam para uma outra dimensão, que mais tarde percebemos ser o seu próprio futuro, impedindo-os não só de completarem a missão que haviam planeado como também o seu regresso a casa.
Este filme que na altura muito antecipei ver principalmente pelos seus dois actores protagonistas, um William Hurt que se desvinculava do terreno dramático, onde tantos e bons desempenhos deu, e assim tentar revitalizar a sua própria carreira, e um Gary Oldman que não era nenhum novato na ficção científica nem tão pouco nas interpretações de vilão, mas que magnífico actor como é, faz com que qualquer cinéfilo (des)espere por qualquer momento com que ele brinde o ecrã.
O filme falha naqueles dois aspectos que acabam por determinar a totalidade do bom funcionamento do mesmo... em primeiro lugar a química entre actores que, na prática, é nula. Não há uma qualquer empatia entre as personagens, nem mesmo naquelas que representam uma família, nem tão pouco na credibilidade do vilão que Gary Oldman interpreta. Tanto os diálogos como a acção que é suposto cada um deles ter acaba por "funcionar" apenas com o intuito de relatar um conjunto de segmentos previstos no argumento e não algo que tenha no fundo um seguimento lógico de acontecimentos que desencadeiam os momentos seguintes. O resultado final quase se assemelha a um conjunto de momentos filmados e colados que resultaram, por alguma obra de magia, naquilo a que se pode chamar de filme.
E isto já para não referir os dois jovens actores que basicamente são crianças, e que as suas personagens os fazem encarnar jovens cientistas especialistas nos mais complicados domínios da dita ciência e informática. Não... nada credível.
A funcionar bem, e menos não seria de esperar, estão os efeitos especiais que tanto na criação das naves espaciais como nas diversas criaturas alienigenas que aos poucos vão surgindo estão não só realistas como bem pensadas e no caso do novo amigo que esta família cria que acaba por se tornar no elemento que mais credibilidade tem no seio do conjunto de actores que aqui ficaram francamente mal aproveitados.
Pouco mais há a acrescentar sobre este filme que finda a sua duração mais nos parece ter sido a vontade de alguém de fazer algo de ficção científica com um conjunto de actores minimamente conhecidos e respeitados tentando, com isso, credibilizar algo que está francamente fraco.
Há excepção dos referidos efeitos especiais e da leve, muito leve, mensagem de esperança no futuro ou de como a esperança começa no meio envolvente e nos laços primários que criamos, a família, este filme tem muito pouco de interessante ou de marcante para o futuro.
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3 / 10
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

The Watcher (2000)

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24 Horas para Matar de Joe Charbanic é uma longa-metragem de suspense com um interessante trio de actores protagonistas... James Spader, Keanu Reeves e Marisa Tomei.
Campbell (Spader) é um ex-agente do FBI que vive na agonia e frustração de não ter conseguido capturar Griffin (Reeves), um perigoso assassino que escolhe e estuda durante semanas as suas vítimas femininas antes de avisar a polícia que tem vinte e quatro horas para as salvar.
Depois de se mudar para outra cidade Campbell começa a ter terapia com Polly (Tomei) a quem revela as suas frustrações e esta tornar-se-à assim o próximo alvo de Griffin. Conseguirá Campbell salvá-la ou transformar-se-à Polly na nova vítima mortal deste perigoso assassino?
O argumento com todas as suas nuances e enredos consegue ser interessante e dar a imagem de um thriller intenso e asfixiante devido à constante tentativa de salvamento da próxima vítima, e o mesmo se poderá dizer a respeito deste interessante elenco onde se destacam actores que mais ou menos regularmente se têm mantido presentes no "passeio das estrelas", e ser assim elementos catalizadores da atenção de qualquer cinéfilo.
Keanu Reeves consegue mesmo ser a grande surpresa nas interpretações deste filme pois é a primeira vez que assume um desempenho de vilão de serviço. Normalmente como o justiceiro ou em grandes produções dramática, Reeves é aqui sem qualquer margem para dúvida uma revelação neste domínio. Poderia ter ido mais longe e alcançar um sadismo que iria aguçar um pouco a sua personagem mas ainda assim consegue ser bem sucedido.
Já James Spader torna-se, em contrapartida, quase que uma desilusão. Depois de o ver num filme como Lobo, aquilo que espero das suas interpretações é algo para que ele tem, assumidamente, "queda"... o vilão. Aqui a sua pesonagem de agente amargurado e torturado com o seu passado pouco feliz não consegue ser convincente e é muito pouco realista.
Assim, com as personagens, e respectivos actores, naquilo que poderia à partida considerar como um erro de casting (Se bem que repito, Reeves nem está mal de todo), e outras tantas muito apagadas, sendo Marisa Tomei disso um claro exemplo, na globalidade este filme falha pelo caminho.
Não sendo um filme mau pois o seu argumento tem aspectos que consegue cativar, não deixa de estar sempre a meio gás nunca conseguindo criar momentos mais tensos ou de suspense como acontece por exemplo com O Coleccionador de Ossos que, dentro do género, consegue ser um dos melhores filmes dos últimos anos. Aqui estamos quase sempre perante um relato de boas intenções que, na prática, nunca chegam a ser executadas, não sendo assim um filme que nos fique na memória muito para além do tempo em que o estamos a ver e, mesmo assim, já é um grande facto se nos conseguirmos lembrar do que se passou minutos antes mesmo quando o estamos a visionar.
Resumidamente... passa muito tempo ao lume sem que na prática chegue alguma vez a aquecer.
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5 / 10
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Goya 2012: vencedores

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Filme: No Habrá Paz para los Malvados
Actor: José Coronado, No Habrá Paz para los Malvados
Actriz: Elena Anaya, La Piel que Habito
Actor Secundário: Lluís Homar, Eva
Actriz Secundária: Ana Wagener, La Voz Dormida
Actor Revelação: Jan Cornet, La Piel que Habito
Actriz Revelação: María León, La Voz Dormida
Realizador: Enrique Urbizu, No Habrá Paz para los Malvados
Realizador Revelação: Kike Maíllo, Eva
Argumento Original: No Habrá Paz para los Malvados
Argumento Adaptado: Arrugas
Fotografia: Blackthorn - Sin Destino
Música Original: La Piel que Habito
Guarda-Roupa: Blackthorn - Sin Destino
Montagem: No Habrá Paz para los Malvados
Direcção Artística: Blackthorn - Sin Destino
Direcção de Produção: Blackthorn - Sin Destino
Efeitos Especiais: Eva
Canção: La Voz Dormida
Som: No Habrá Paz para los Malvados
Caracterização: La Piel que Habito
Filme de Animação: Arrugas
Documentário: Escuchando al Juez Garzón
Curta-Metragem de Ficção: El Barco Pirata
Curta-Metragem Documental: Regreso a Viridiana
Curta-Metragem de Animação: Bird Boy
Filme Europeu: The Artist (França)
Filme Ibero-Americano: Un Cuento Chino (Argentina)
Goya Honra: Josefina Molina
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Goya 2012: Filme

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Ghislain Barrois
Gonzalo Salazar-Simpson
Ignasi Estape
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No Habrá Paz para los Malvados
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