segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Gorden Kaye

.
1941 - 2017
.

domingo, 22 de janeiro de 2017

London Film Critics’ Circle Awards 2017: os vencedores

.
Filme: La La Land, de Damien Chazelle
Filme Britânico/Irlandês: I, Daniel Blake, de Ken Loach
Documentário: Fuocoammare, de Gianfranco Rosi
Filme Estrangeiro: Toni Erdmann, de Maren Ade (Alemanha)
Curta-Metragem Britânica/Irlandesa: Sweet Maddie Stone, de Brady Hood
Realizador: László Nemes, Saul Fia
Realizador Britânico/Irlandês Revelação: Babak Anvari, Under the Shadow
Actor: Casey Affleck, Manchester by the Sea
Actor Britânico/Irlandês: Andrew Garfield, Hacksaw Ridge e Silence
Actriz: Isabelle Huppert, L'Avenir
Actriz Britânica/Irlandesa: Kate Beckinsale, Love & Friendship
Actor Secundário: Mahershala Ali, Moonlight e Tom Bennett, Love & Friendship
Actriz Secundária: Naomie Harris, Moonlight
Jovem Intérprete Britânico/Irlandês: Lewis MacDougall, A Monster Calls
Argumento: Kenneth Lonergan, Manchester by the Sea
Prémio Técnico: Victoria, Sturla Brandth Grovlen (fotografia)
Prémio Dilys Powell por Excelência do Cinema: Isabelle Huppert
.

LUX - Personalidade Feminina do Ano 2017: Cinema

.
A revista Lux divulgou, uma vez mais, as personalidades femininas do ano em diversas categorias das Artes, Política e Serviço Social e, entre elas, aquelas que se destacaram na categoria de Cinema. Foram elas:
.
.
A primeira das nomeadas é a actriz Joana Pais de Brito que já havia marcado presença no cinema no formato da curta-metragem, estreou-se em 2016 com a sua primeira longa-metragem A Mãe é que Sabe, de Nuno Rocha.
.
.
A segunda das nomeadas é a realizador Leonor Teles que depois de uma auspiciosa estreia por detrás das câmaras em 2012 com Rhoma Acans ganhou no início de 2016 o Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem com a sua mais recente obra Balada de um Batráquio.
.
.
Finalmente a terceira e última das nomeadas é a actriz Victória Guerra que iniciou ano de 2016 com um dos maiores sucessos cinematográficos do ano, a longa-metragem de António-Pedro Vasconcelos Amor Impossível que lhe garantiram o Sophia da Academia Portuguesa de Cinema de Melhor Actriz, tendo ainda sido presença em Refrigerantes e Canções de Amor, de Luís Galvão Teles e À Jamais, de Benoît Jacquot tendo programados para o próximo ano Wilde Wedding, de Damian Harris onde irá contracenar com John Malkovich, Patrick Stewart e Glenn Close e ainda Aparição, de Fernando Vendrell.
.
A vencedora será conhecida no próximo dia 10 de Fevereiro aquando da publicação online da revista Lux da respectiva semana.
.

sábado, 21 de janeiro de 2017

The Runner (2015)

.
The Runner - Factor de Risco de Austin Stark (EUA), também o autor do argumento que conta a história de Colin Pryce (Nicolas Cage), um político idealista que se propõe a defender os direitos da sua comunidade tentando, ao mesmo tempo, ocultar a sua vida pessoal no momento em que se vê envolvido num escândalo sexual.
Se esta longa-metragem de Austin Stark tem o potencial para ser um interessante thriller político no qual são exploradas as convicções liberais e idealisticas de um homem dedicado à política bem como toda a sua vida pessoal onde os valores ou a esperada integridade são ameaçados, é seguro afirmar que o espírito entregue não só à história como à personagem de Nicolas Cage estão longe de caírem em graça com a credibilidade que deles são esperados. Imaginemos portanto o argumento potencialmente perfeito - longe de afirmar que o é - mas que ganha corpo de forma desastrosa e absolutamente indiferente, incapaz de ganhar o apoio ou empatia do seu público.
Pensemos logo de imediato naquilo que observamos... ainda que o mote para esta obra seja o derrame petrolífero e as suas directas consequências numa população cujo sustento advém daquilo que obtêm do mar, cedo se esquece o propósito inicial para engrossar o interesse com a vida de um político idealista mas pouco inspirado interpretado por Nicolas Cage. Aliás, pouco inspirado parece ser o mote de toda a sua interpretação que por breves segundos engana o espectador que oscila entre considerar que o protagonista ou está ali pelo cheque (pouco) chorudo que esta longa-metragem lhe conferiu ou então para marcar pontos que lhe confiram uma qualquer viagem à volta do mundo... Sim, Nicolas Cage está longe - muito longe aliás - de qualquer qualidade interpretativa que em tempos lhe fora reconhecida com obras como Moonstruck (1987), Leaving Las Vegas (1995) ou Adaptation (2002). Aparentemente pouco inspirado - para desconhecedor até arriscaria dizer pouco sóbrio - e uma breve e muito fugaz memória do que em tempos alcançara, Cage parece apenas vir para "picar o ponto" em algo que mais valia nunca ter feito mantendo-se, dessa forma, com os créditos reconhecidos daquilo que em tempos fez dele um bom intérprete.
Mas, se a história em torno do desastre ecológico é rapidamente relegada para segundo plano, e o espectador se concentra portanto na vida deste homem, são os seus ímpetos amorosos extra-matrimoniais que ganham forma, ignorando um casamento de conveniência com "Deborah" (Connie Nielsen) e lançando-se nos braços de "Kate" (Sarah Paulson) colocando em risco todo seu trabalho em prol dos desfavorecidos numa América ultra-conservadora e moralista que, no entanto, prefere olhar de lado quando a questão se relaciona com a corrupção financeira... Se a moral está em causa... temos uma preocupação... se o que está em jogo é dinheiro... bom, que flua na terra de todas as oportunidades.
Oscilante entre a relação extra-matrimonial e um casamento semi-desfeito onde reina talvez a amizade mas pouco mais, uma questão ecológica na qual colocou todo o seu empenho mas que ficou ameaçado pela sua conduta "moral", os grandes e corruptos lobbies financeiros que tudo tentam para ver o seu produto vendido - nem que isto seja a vida da população ou a imagem de um qualquer político de segunda categoria que se possa facilmente manobrar - e isto, sem esquecer, o drama do mesmo com um pai também renegado de uma vida potencialmente em ascensão, é The Runner que se perde mantendo a dúvida se é o filme que é realmente frágil, se as interpretações ou mesmo se a amálgama crescente de tópicos que poderiam ter sido explorados caso a mesma ultrapassasse os cento e oitenta minutos de duração... Nada aqui é seguro, confiável ou de interesse pois este... perdeu-se muito próximo do início da longa-metragem.
No final, para o espectador, de lamentar não é o facto de The Runner poder ser uma daquelas histórias que simplesmente não correu bem... Pode ser trágico mas plausível de acontecer... pode ser aborrecido mas, nem tudo na vida corre simplesmente bem... Trágico é encontrar um actor que em tempos era sinónimo de êxito de bilheteira ou de dramatização das suas personagens em primeira linha, aqui remetido para alguém que mais não é do que uma breve e frágil memória de um passado já distante, incapaz de manter um sucesso na área da interpretação e que mais não funciona do que este conjunto de sucessivas desastres interpretativas fruto de más escolhas profissionais ou mesmo, nunca o saberemos, de uma vontade extrema de passar ao próximo cachet... Porque nem sempre a culpa - a existir - é de uma única pessoa... mas que aqui o espectador é incapaz de olhar para lá do seu actor protagonista que se mantém tão trágico quanto a personagem que aqui interpreta...
.

.
3 / 10
.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Volki i Ovtsy. Beeezumnoe Prevrashchenie (2016)

.
Ovelhas e Lobos de Andrey Galat e Maxim Volkov é uma longa-metragem russa de animação que, num mundo mágico, ovelhas e lobos vivem harmoniosamente nas suas respectivas comunidades. No entanto, no momento em que existe uma crise de liderança na comunidade dos lobos, Grey (voz de Alexander Petrov) quer disputar a liderança do grupo contra o implacável e violento Ragear (voz de Andrey Barkhudarov). No entanto, é quando tenta mudar de comportamento e assumir-se como o macho alfa que Bianca (voz de Elizaveta Boyarskaya) procura que Grey toma uma poção que o transforma... num carneiro.
Volki i Ovtsy. Beeezumnoe Prevrashchenie é desde cedo um típico filme de animação feito propositadamente para deixar a mensagem moralista para o seu público - assumidamente mais infantil - e prestar-se como um conto tradicional (ou popular) europeu. Aqui encontramos dois clãs rivais que, no entanto, vivem numa próxima indiferença entre si. Por um lado as ovelhas e carneiros que vivem num clima pacífico e afastado de todos os problemas que apenas rivaliza com uma quase constante luta de poder entre os lobos que (sobre)vivem num ambiente de subsistência extrema... apenas existe aquilo que necessitam para viver mais um dia. Se o primeiro grupo atravessa uma fase em que nada parece afectá-los já os últimos, no entanto, experimentam dias de convulsão e alterações que podem definir o seu futuro.
É neste ambiente que tanto lobos como ovelhas - inteligente recurso a dois animais característicos do conto popular russo para contar uma história que é, no fundo, universal - se preparam para uma invulgar alteração de papéis na medida em que uns tradicionalmente violentos irão encontrar uma harmonia com os seus vizinhos que, por sua vez, terão de enfrentar as duras realidades da vida e prepararem-se para uma defesa de um ataque porvir.
Em Volki i Ovtsy. Beeezumnoe Prevrashchenie não são só os lobos e as ovelhas que se assumem como elementos característicos do conto popular russo - ou até mesmo daquele de toda a Europa de Leste - mas também pequenos elementos que se observam através de toda esta história como a rudeza de lobos e simplicidade das ovelhas, os ambientes naturais em que ambos os grupos vivem bem como o tradicional coelho vulgarmente associado à capacidade de se esquivar de situações mais adversas aqui directamente ligado à etnia cigana, por ser assumido como um animal errante, com poucas ligações à terra em que habita e, como tal, predisposto a uma viagem constante.
Das lutas de poder à afirmação enquanto elemento condutor de todo um povo - ou comunidade... ou grupo de animais -, sem esquecer a mensagem de que apenas pela glorificação do "eu" e de todas as suas diferenças individuais, Volki i Ovtsy. Beeezumnoe Prevrashchenie assume-se como uma história quase inocente pela forma como apela a valores morais maiores (como todo o bom filme de animação), onde o mal tenta conquistar terreno pelas fraquezas dos de bem que tardam em fazer-lhe frente mas que, ao assumirem a sua individualidade, conquistam não só o seu espaço num local em que partem de uma posição de desvantagem como, em último lugar, suportam também toda a admiração de uma comunidade que, lentamente conquistaram e assumiram como sendo sua.
As expectativas a respeito desta longa-metragem não se prendem tanto como a história que, em boa medida, não diverge de tantas outras do mesmo género mas sim pelo potencial desconhecido ao surgir de uma área geográfica com pouca tradição na animação - pelo menos para o mercado internacional - e que aqui recorre de forma inteligente a elementos do seu folclore popular para compôr uma história que poderá ser consumida em qualquer parte do mundo. Afinal, se o espectador retirar alguns dos elementos tradicionalmente russos e aqui observar esta longa-metragem como algo indiferenciado... não estará a sua mensagem ao seu alcance fale que idioma falar?
Simpática, divertida e até mesmo inteligentemente delineada, Volki i Ovtsy. Beeezumnoe Prevrashchenie é o filme de animação do início do ano. Não saberemos se irá ser recordado muito para além deste período... mas aqueles que o forem ver terão certamente uma agradável surpresa pela sua boa disposição e concepção.
.

.
7 / 10
.

Miguel Ferrer

.
1955 - 2017
.

Loalwa Braz

.
1953 - 2017
.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Shortcutz Viseu - Sessão #86

.
A Sessão #86 do Shortcutz Viseu irá decorrer na próxima sexta-feira dia 20 de Janeiro a partir das 22 horas onde serão apresentados no segmento Curtas em Competição, as curtas-metragens Marasmo, de Gonçalo Loureiro e A Bicicleta, de Henrique Guerreiro estando ambos os realizadores presentes na sessão para a apresentação dos seus filmes.
No segmento Realizador Convidado estará presente o realizador brasileiro Luciano Scherer para apresentar os seus filmes Cosme e Ruby.
Como sempre o lugar indicado para as noites de sexta-feira é o Carmo'81 na Rua do Carmo, em Viseu.
.
.

Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra 2017 - selecção oficial

.
Foi anunciada a programação oficial da sétima edição do Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra que irá decorrer no Centro Cultural Olga de Cadaval na vila estremenha, e que desta vez terá como convidado na secção Hemisfério o London Short Film Festival.
Da Competição Oficial avaliada por um júri composto por Cíntia Gil, Anabela Moreira, Leonor Silveira, Cláudia Varejão e Vasco Viana fazem parte:
.
Competição Nacional
António Lindo António, de Ana Maria Gomes
Ascensão, de Pedro Peralta
Balada de um Batráquio, de Leonor Teles
Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira
Cabeça d'Asno, de Pedro Bastos
Chatear-me-ia Morrer tão Joveeeem..., de Filipe Abranches
Os Cravos e a Rocha, de Luísa Sequeira
Fim de Linha, de Paulo d'Alva e António Pinto
Menina, de Simão Cayatte
Onde Foi a Minha Sorte?, de Pedro Gonçalves
Pedro, de André Santos e Marco Leão
Rochas e Minerais, de Miguel Tavares
Sala Vazia, de Afonso Mota
Sem Fim, de João Tenera
A Terceira Metade, de Virgílio Pinto
A Torre, de Salomé Lamas
.
Competição Internacional
Adaptation, de Bartosz Kruhlik (Polónia)
Ailleurs, de Mélody Boulissière (França)
Apokalipsa, de Justyna Mytnik (Polónia)
Ce que Cache la Neige, de Loïc Gaillard (França/Bélgica)
The Chicken of Wuzuh, de Sungbin Byun (Coreia do Sul)
Dormiente, de Tommaso Donati (Suíça)
Filmi Baraye To, de Iman Behrouzi (Irão)
Golden Tuna - Montreal Sessions, de Jenny Cartwright (Canadá)
Irgendwo Anders, de Borbála Nagy (Alemanha)
January Hymn, de Katherine Canty (Irlanda)
Limbo, de Konstantina Kotzamani (Grécia)
Nach dem Spiel, de Aline Chukwuedo (Alemanha)
Stacey and the Alien, de Nelson Polfliet (Bélgica)
There's Too Many of These Crows, de Morgan Miller (EUA)
Very Long Play Vinyl, de Vladimir Morozov (Rússia)
What Happens in Your Brain if You See a German Word Like...?, de Zora Rux (Alemanha)
.
Mini-Córtex
O Arenque Vermelho, de Leevi Lemmetty (Finlândia/Irlanda)
Contar Carneiros, de Frits Standaert (França/Bélgica)
Contos de Gatos, de Vera Myakisheva (Rússia)
Doce Casulo, de Jonathan Duret, Matéo Bernard, Manon Marco, Matthias Bruget e Quentin Puiraveau (França)
Era Uma Vez numa Lua Azul, de Steve Boot (Reino Unido)
Hóspede Perfeito, de Ru Kuwahata e Max Porter (EUA)
Olá Lamigo, de Christina Chang e Charlie Parisi (EUA)
Projeto do Meu Pai, de Rosaria (Brasil)
True Colors, de Nicole Morciniec (EUA)
Unmasked, de Christina Faraj e Alice Gavish (EUA)
.
Hemisfério - London Short Film Festival
Dear Marianne, de Mark Jenkin
Little Soldier, de Stella Corradi
A Love Story, de Anushka Kishani Naanayakkara (Reino Unido)
A Man Returned, de Mahdi Fleifel (Reino Unido/Dinamarca/Holanda/Líbano)
Murderous Injustice, de Gavin Scott Whitfield (Reino Unido)
Your Mother and I, de Anna Maguire (Reino Unido)
.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Momentum (2015)

.
Código Momentum de Stephen Campanelli é uma longa-metragem de co-produção norte-americana e sul-africana que conta com a interpretação protagonista de Olga Kurylenko enquanto "Alexis", uma enigmática ladra envolvida num escândalo que pode abalar a Casa Branca.
Depois de mais um assalto a um banco onde a sua identidade é revelada, Alexis procura uma forma de ficar com o resultado do furto - diamantes - e fugir de uma vida com a qual já não se identifica iniciando todo um novo processo sob uma nova identidade. Mas, quando Alexis se vê envolvida num escândalo político, verifica que a sua segurança não é tão garantida como aquilo que pensava. Poderá ela sobreviver a esta sua última missão?
Momentum é, desde os primeiros instantes, um daqueles filmes dos quais já sabemos o que esperar... Com efeitos especiais pouco trabalhados, um argumento com mil e uma falhas e fragilidades e um conjunto de actores que pouco pode fazer quando nada em seu redor indica ou dá sinais de qualquer tipo de qualidade. Dito isto, o que esperar daqui?! Pouco... muito pouco!
Olga Kurylenko e a sua "Alexis" dominam quase na totalidade este filme não só por ser a sua intérprete principal como também por todos os planos e momentos da acção terem a sua figura lá pelo meio. Habituada a este género de acção e a um To the Wonder (2012) onde revela um pouco mais do que a sua evidente beleza, Kurylenko tenta dar alguma cor a um filme cujas pontas soltas insistem em não se colar. Com um argumento pouco sólido e diálogos que parecem ter sido elaborados em cima do joelho (para ser simpático), aquilo que se tenta salvar de um filme perdido são as sequências de acção mais ou menos originais mas que, se o espectador estiver com um pouco mais de atenção - o que se torna difícil dada a quantidade de disparates e lugares comuns aqui filmados - então poderemos assistir a um filme onde tudo (praticamente tudo) já foi pensado, filmado e visto.
Da originalidade zero a uma execução que teima em centrar-se em diálogos pouco conexos de actores completamente subvalorizados - nem um brilhante Morgan Freeman consegue incutir alguma qualidade a Momentum e, enquanto nota pessoal... Morgan, não te metas mais em coisas deste género - aquilo que a dada altura se espera é que este filme termine e que nos - espectadores - o esqueçamos com igual velocidade.
Do assalto (que corre mal), à estadia "escondida" num hotel de cinco estrelas (que também corre mal), sem esquecer a salvaguarda da identidade das potenciais vítima (que tem o mesmo destino) a uma improvável salvação dos ladrões que afinal nem são tão maus como aqueles que os perseguem, Momentum é um sem fim de lugares comuns, interpretações pobres que envergonham o anterior trabalho de todos estes actores e um argumento que, se soprado, desaparece como uma qualquer fumaça resultante de uma fogueira bem preparada. Se distrai o espectador? Claro que sim, tem alguns segmentos de acção e um quanto baste de piadolas já usadas mas que distraem a mente e o cérebro do dia-a-dia mais extenuante mas, na prática, Momentum não funciona como um filme mas sim como um cartão postal daquilo que não deve ser feito.
Uma desilusão enquanto filme de acção onde a originalidade é zero e onde impera a cópia de outras obras do mesmo género, Igual desilusão enquanto um pobre receptáculo de actores que, independentemente da sua veia mais "comercial", não mereciam ter esta obra no seu curriculum, e não me refiro apenas a Morgan Freeman mas também a Kurylenko ou até James Purefoy que permanece nas nossas mentes enquanto "Solomon Kane" no filme de género homónimo e que apesar de um clássico de época não deixa de ser sedutor pela sua verve artística (dentro do género).
Momentum vale pelo que vale... e dizer isto é dizer pouco para o pouco que ele vale. Anima (?) enquanto obra de entretenimento de momento e consegue surpreender de forma muito ligeira pela tentativa de criar um final elaborado mas que, mesmo nele, se perde caindo na casualidade e na circunstância que faz transparecer que nem mesmo os actores envolvidos conseguem perceber como ele se desenrolou.
.

.
3 / 10
.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

The Philadelphia Experiment (1984)

.
A Experiência de Filadélfia de Stewart Raffill é uma longa-metragem norte-americana cujos protagonistas são Michael Paré e Nancy Allen numa história que cruza o passado e o presente entre 1943 e 1984.
Em 1943 os Estados Unidos preparavam testes que possibilitassem aos navios de guerra do país tornarem-se invisíveis ao inimigo. Quando o USS Eldridge desaparece em Filadélfia, David Herdeg (Paré) e Jim Parker (Bobby Di Cicco) são tele-transportados para o Estado do Nevada em 1984 onde conhecem Allison Hayes (Allen). No entanto, é em 1984 que a experiência se volta a realizar ao comando de Longstreet (Eirc Christmas) levando a que toda uma cidade desaparece e fique perdido num espaço temporal indefinido ameaçando toda a existência como então é conhecida.
Com o selo de produção de John Carpenter e argumento de Michael Janover, William Gray, Don Jakoby e Wallace C. Bennett, The Philadelphia Experiment é uma história que se inicia como um conto sobre os muitos eventuais misteriosos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial tentando cativar pela forma sobrenatural com que os mesmos são apresentados. Em pleno conflito todas as medidas e ideias valiam para vencer o inimigo e, numa altura em que a Alemanha Nazi parecia ainda indestrutível, os Estados Unidos decidem vencer pela invisibilidade. Por outras palavras, como poderia o inimigo derrotar se nem sequer os via?!
Num campo de novidade e onde tudo é uma potencial hipótese, The Philadelphia Experiment transgride a sua própria premissa e a viagem no tempo ocupa o seu lugar transformando-se na premissa principal desta história onde  "David" e "Jim" são as duas vítimas desta odisseia que os leva a um território familiarmente desconhecido onde os Estados Unidos poderão não ser aquilo que eles conheceram... Entre a desconfiança e a surpresa, a novidade e o preconceito (breve) com que têm de lidar, é a história de amor e aquela de sobrevivência que se impõe que acaba por ganhar relevância nesta história que muito ameaça... mas pouco acaba por cumprir.
Se "Jim" rapidamente desaparece desta história como o resultado dos efeitos secundários da experiência em que participara, é o "David" de Michael Paré que acaba por ser o esperado protagonista que encontra o amor, um passado familiar resolvido com a perda do mesmo e a convicção de que o mundo do qual vem já não é o mesmo que abandonara... horas antes. Nesta sua nova realidade e (in)esperada redenção, o espectador encontra personagens misteriosas - em 1943 - que parecem ter algo mais para contar do que as breves palavras que trocam, alguns inuendos e outras tantas insinuações que parecem e confirmam nunca serem resolvidas e apenas uma certeza... que a fuga de "David" não será eterna e que toda a (sua) vida o espera nessa admirável nova década de 80... esquecendo todas as demais que ficaram por descobrir... num futuro já passado.
Paré então muito prolífero nos anos 80 e Nancy Allen que se transformou num ícone com a sua participação na saga Robocop (1987), iniciada com Paul Verhoeven são então o par romântico - também ele inesperado -  que luta pela preservação de um amor de acaso, pela conclusão de um passado nunca encerrado e pela descoberta de pequenos grandes elementos sobre a vida de um "David" perdido entre dois mundos, naquela que é uma história que teria tudo para vingar se se tivesse assumido como um conto fantástico ou até mesmo sobrenatural, mas que se deixou levar por algumas tramas mal elaboradas e com pontas soltas que acabou por não credibilizar nenhuma das vertentes desta história dirigida por Raffill para lá de se promover com o "selo" Carpenter.
De levantar o véu sobre as misteriosas experiências para-militares que todos desconfiam existir sem - obviamente - nenhuma delas ser alguma vez exposta sem esquecer o romance, as viagens temporais e até mesmo a redenção com as escolhas (ou oportunidades) que surgiram, The Philadelphia Experiment dificilmente prende o espectador à excepção de uma muito bem construída - e ritmada - perseguição a alta velocidade pelo meio de um laranjal e que apesar de ser um (o?) ponto alto deste filme não chega para o tornar suficientemente dinâmico para mais tarde o recordarmos.
The Philadelphia Experiment serve essencialmente como um aperitivo à interessante carreira série B de Raffill, como uma muito ligeira marca na obra de Carpenter - ainda que enquanto produtor - e claro, redescobrir Paré e Allen como actores marcantes - e até determinantes no género - nesses já idos anos 80 sem que, no entanto, seja uma daquelas longas-metragens que possamos afirmar com segurança conseguir manter-se na nossa memória pela sua qualidade... mesmo que inserida num contexto e numa época.
.

.
3 / 10
.

Shortcutz Amsterdam 2017: os nomeados

.
O Shortcutz Amsterdam anunciou recentemente os nomeados aos seus prémios anuais bem como o vencedor do seu prémio carreira. Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no Eye Filmmuseum, no próximo dia 23 de Janeiro.
São os nomeados:
.
Mr. Zee Melhor Filme & Prémio do Público
Beautiful Woman, de Diego Nurse
Bingo!, de Patrick Schoenmaker
Exist, de Klaas Arie Westland
Jimmy on the Run , de Wytse Koetse
Nymphet, de Laura Hermanides
Platform 13, de Camiel Zwart
Ticking Away, de Michael Sewnarain
.
Melhor Documentário
The Art of Flying, de Jan van Ijken
Beautiful Woman, de Diego Nurse
Exist, de Klaas Arie Westland
Jimmy on the Run, de Wytse Koetse
.
Melhor Animação
A City of Rust, de Omar El Araby
Bingo!, de Patrick Schoenmaker
Deadly Drive-in Disaster, de Arjan Wilschut
Ticking Away, de Michael Sewnarain
.

Melhor Filme Experimental
Copyrette, de Marc de Leeuw
Platform 13, de Camiel Zwart
Secret Sounds, de Stephan van den Brink e Simon Muskitta
VUOTO, de Guido F.G. Jeurissen
.
Melhor Realizador

Marc De Leeuw, Copyrette
Klaas  Arie Westland, Exist
Jordi Wijnalda, Gilles
Laura Hermanides, Nymphet
.
Melhor Actor
Saman Amini, Night Shift
Daniel Cornelissen, Buddy
Sofiene Mamdi, Gilles
Mattias van de Vijver, Gilles
Sol Vinken, Game Night
.
Melhor Actriz
Alix Jana Cale, Nymphet
Selma Copijn, Night Shift
Albertine De Kanter, Game Night
Hanneke Scholten, Gotta
Juul Vrijdag, Deadwood
.
Melhor Argumento
Deadwood, Lucas Camps
Game Night, Jan van Gorkum
Gilles, Wander Theunis e Ashar Medina
Route du Soleil, Karsten De Vreugd
.
Melhor Montagem
Copyrette, Pelle Asselbergs
Deserted, Wietse De Zwart
Jimmy on the Run, Wytse Koetse
VUOTO, Guido F. G. Jeurissen
.
Melhor Fotografia
The Boy by the Sea, Artyom Zakharenko
Copyrette, Tibor Dingelstad
Deadwood, Mark Lindenberg
Platform 13, Martijn Cousijn
Three People Find a Car, Aziz Al-Dilaimi
.
Carreira: Pieter Kuijpers
.
.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Left Behind (2014)

.
Left Behind - A Última Profecia de Vic Armstrong é uma longa-metragem norte-americana e um dos últimos trabalhos de um muito apagado Nicolas Cage.
Num mundo onde os valores ditos tradicionais parecem estar cada vez mais ténues, Ray (Cage) embarca em mais um vôo para não ter de lidar com a mais recente reunião familiar. Enquanto Chloe (Cassi Thomson) a sua filha mais velha, fica para trás, o mundo é misteriosamente assolado pelo estranho e inexplicável desaparecimento de milhões de pessoas anunciando aquilo que pode ser o princípio do fim da civilização tal como a conhecemos.
Inserido numa já longa lista de filmes cujo propósito parece ser a destruição de um percurso que parecia intocável de Nicolas Cage, Left Behind não é apenas um filme fraco. É, para lá disso, um filme que parece ter sido concluído porque a uma certa altura percebeu-se que o prejuízo por não ser terminado seria superior àquele de o lançar em sala - com sorte! - ou directamente para o mercado DVD como aconteceu em alguns mercados internacionais.
A temática de "fim do mundo" onde um qualquer apocalipse parece (não) espreitar ao virar da esquina, fascina qualquer espectador que deseja e aguarda por um conjunto de efeitos especiais fora do normal que compensem a por vezes fraca ou inexistente linha narrativa que entregue uma história coerente e credível. No entanto Left Behind não prima nem por uma nem por outra vertente deixando ao acaso e à imperfeição a esperança de uma suposta redenção para um filme que se anuncia... mau.
Paul Lalonde e John Patus assinam assim o argumento desta longa-metragem - que mais parece uma colagem de pequenos momentos - onde o mundo de facto parece estar à beira do fim quando milhões de pessoas desaparecem dos quatro cantos do planeta de forma misteriosa deixando para trás todos os seus pertences (roupa incluída) e um mundo que entra imediatamente num caos. Desespero, acidentes, assaltos e vandalismo invadem as ruas onde todos parecem querer lucrar de forma fácil com os pertences daqueles que "ficaram". Sem motivo ou explicação aparente, todos se questionam sobre os porquês até que um Nicolas Cage - iluminado que é neste desempenho muito abaixo da qualidade a que outrora nos habituou - descobre que o factor "religioso" salvou os "desaparecidos" de um mundo agora à beira da extinção.
No entanto, e por muito fraca que seja esta linha condutora, são todos os demais elementos que arruínam aquilo que já de si... estava péssimo. A forma como se explora este apocalipse religioso ou mesmo as vozes que lhe dão "corpo" parecem estar apenas a debitar algumas frases feitas e pensamentos (re)tidos na igreja lá do bairro onde, sem qualquer convicção possível e imaginária, apenas contribuem para um desfecho tão ou menos inspirado como aquilo que nos é oferecido ao longo de pouco mais de oitenta minutos. Se por um lado assistimos a toda uma história pobremente "enriquecida" e com interpretações que oscilam entre o medíocre e o péssimo, com uma música constante e constantemente deprimente como se de uma ida à aldeia se tratasse onde todos os problemas de uma catástrofe fossem alegremente esquecidos e isto sem esquecer a evidente - mas ausente - dramatização que faz qualquer espectador desejar que (aquele) mundo desapareça rapidamente, Left Behind mais não é do que um aparente veículo para a descredibilização de um conjunto de profissionais que se esperam com uma futura carreira mas que, para a sua concretização, é melhor que omitam esta "peça" do seu percurso.
Se uma palavra pode caracterizar todo o trabalho feito em Left Behind essa palavra seria risível. A longa-metragem de Vic Armstrong apenas faz com que o espectador se ria das inúmeras gaffes e momentos amadores que não conferem nenhuma empatia com esta história e, bem longe de Knowing (2009), de Alex Proyas também protagonizado por Cage, Left Behind não convence em nenhum momento por esse fim que apenas brevemente se testemunha momentos antes desta longa-metragem terminar. Resumido a uma viagem de avião preenchida de lugares comuns e que correu mal que tenta enquadrar o grupo de sobreviventes neste novo mundo ao mesmo tempo que se acompanha a viagem da solitária "Chloe" que espera pelo pai e por um potencial novo namorado em "Buck" (Chad Michael Murray) é um verdadeiro desastre que tem ainda a seu (des)favor o facto de não conseguir ter um justo final.
Da pobreza da sua narrativa àquela das suas personagens - e de actores que parecem caídos numa espiral de decadência - sem esquecer todas as componentes técnicas que vão desde o som à música original (?), dos (d)efeitos especiais aos àqueles de espaço - todos nós percebemos que estamos, a todo o momento, dentro de um estúdio a céu aberto - Left Behind apenas deveria ter feito jus ao seu título original e ter sido deixado para trás num mundo que certamente terá histórias bem mais interessantes, coesas e entusiasmantes para contar sem necessitar de recorrer a cataclismos bíblicos que são - tão pouco - explorados e apresentados como deveriam ser.
.

.
1 / 10
.

CEC - Círculo de Escritores Cinematográficos 2017: os nomeados

.
O Círculo de Escritores Cinematográficos de Espanha anunciou no passado dia 11 de Janeiro os nomeados às suas medalhas anuais que premeiam os melhores desempenhos profissionais no cinema espanhol ao longo do último ano. Entre os nomeados destacam-se Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo com onze nomeações seguido por El Hombre de las Mil Caras, de Alberto Rodríguez e Julieta, de Pedro Almodóvar com oito nomeações cada.
São os nomeados:
.
Melhor Filme
El Hombre de las Mil Caras
, de Alberto Rodríguez
Julieta, de Pedro Almodóvar
El Olivo, de Icíar Bollaín
Tarde para la Ira
, de Raúl Arévalo
.
Melhor Documentário
El Bosco: El Jardín de los Sueños, de José Luis López Linares
La Historia de Jan, de Bernardo Moll
Jota, de Carlos Saura
Nacido en Siria, de Hernán Zin
.
Melhor Filme de Animação
Ozzy
, de Alberto Rodríguez Rodríguez
Pixi Post y los Genios de la Navidad, de Gorka Sesma
Psiconautas, los Niños Olvidados, de Alberto Vázquez e Pedro Rivero
Teresa y Tim, de Agurtzane Intxaurraga
.
Melhor Filme Estrangeiro
Elle
, de Paul Verhoeven (França)
Hacksaw Ridge
, de Mel Gibson (EUA)
I, Daniel Blake, de Ken Loach (Reino Unido)
Paterson, de Jim Jarmusch (EUA)
Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
.
Melhor Realizador
Alberto Rodríguez, El Hombre de las Mil Caras
Pedro Almodóvar, Julieta
Icíar Bollaín, El Olivo
Rodrigo Sorogoyen, Que Dios nos Perdone
.
Realizador Revelação
Salvador Calvo, 1898. Los Últimos de Filipinas
Nely Reguera, María (y los Demás)
Marina Seresesky, La Puerta Abierta
Raúl Arévalo, Tarde para la Ira
.
Melhor Actor
Roberto Álamo, Que Dios nos Perdone
Luis Callejo, Tarde para la Ira
Eduard Fernández, El Hombre de las Mil Caras
José Luis Gómez, La Isla del Viento
Antonio de la Torre, Tarde para la Ira
.
Melhor Actriz
Bárbara Lennie, María (y los Demás)
Carmen Machi, La Puerta Abierta
Emma Suárez, Julieta
Adriana Ugarte, Julieta
Maribel Verdú, El Faro de las Orcas
.
Melhor Actor Secundário
José Coronado, El Hombre de las Mil Caras
Javier Gutiérrez, El Olivo
Javier Pereira, Que Dios nos Perdone
Manolo Solo, Tarde para la Ira
.
Melhor Actriz Secundária
Ruth Díaz, Tarde para la Ira
Rossy de Palma, Julieta
Terele Pávez, La Puerta Abierta
Emma Suárez, La Próxima Piel
.
Actor Revelação
Miki Esparbé, El Rey Tuerto
Ricardo Gómez, 1898. Los Últimos de Filipinas
Raúl Jiménez, Tarde para la Ira
Carlos Santos, El Hombre de las Mil Caras
.
Actriz Revelação
Anna Castillo, El Olivo
Ruth Díaz, Tarde para la Ira
Silvia Péez Cruz, Cerca de Tu Casa
Macarena Sanz, Las Furias
.
Melhor Argumento Original
Andrés Duprat, El Ciudadano Ilustre
Paul Laverty El Olivo
Rodrigo Sorogoyen e Isabel Peña, Que Dios nos Perdone
Raúl Arévalo e David Pulido, Tarde para la Ira
.
Melhor Argumento Adaptado
Gerardo Olivares, Lucia Puenzo e Sallua Sehk, El Faro de las Orcas
Alberto Rodríguez e Rafael Cobos, El Hombre de las Mil Caras
Pedro Almodóvar, Julieta
Patrick Ness, A Monster Calls
.
Melhor Fotografia
Álex Catalán, 1898. Los Últimos de Filipinas
Arnau Valls Colomer, Tarde para la Ira
Jean-Claude Larrieu, Julieta
Oscar Faura, A Monster Calls
.
Melhor Montagem
José M. G. Moyano, El Hombre de las Mil Caras
Jaume Martí e Bernat Vilaplana, A Monster Calls
Alberto del Campo e Fernando Franco, Que Dios nos Perdone
Ángel Hernández Zoido, Tarde para la Ira
.
Melhor Música
Roque Baños, 1898. Los Últimos de Filipinas
Julio de la Rosa, El Hombre de las Mil Caras
Alberto Iglésias, Julieta
Fernando Velázquez, A Monster Calls
.
Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 30 de Janeiro nos Cinemas Palafox, em Madrid.
.
.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Premios José María Forqué 2017: os vencedores

.
Foram hoje revelados os vencedores dos Premios José María Forqué - criado em memória de José María Forqué e com objectivos principais a contribuição para a promoção do sector audiovisual espanhol premiando, desta forma, o filme com maiores valores técnicos e artísticos entre aquelas estreadas em Espanha - no Teatro de la Maestranza, em Sevilha.
São os vencedores:
.
Longa-Metragem de Ficção e Animação: Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo
Documentário: 2016. Nacido en Síria, de Hernán Zin
Longa-Metragem Latino-Americana: El Ciudadano Ilustre, de Gastón Duprat e Mariano Cohn (Argentina)
Curta-Metragem: Graffiti, de Lluís Quílez
Interpretação Masculina: Roberto Álamo, Que Dios nos Perdone
Interpretação Feminina: Emma Suárez, Julieta
Prémio ao Cinema e Edução em Valores: A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona
.
.

Maria Cabral

.
1941 - 2017
.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Richard Gautier

.
1931 - 2017
.

CinEuphoria Prémios 2017: os vencedores

.
Foram hoje anunciados os vencedores dos CinEuphoria 2017 na Competição Internacional, na Competição Nacional, nos Prémios do Público e ainda os Prémios Honorários.
São os vencedores:
.
Competição Internacional
Filme: Mustang, de Deniz Gamze Ergüven (real.) e Charles Gillibert (prod.)
Documentário: Fuocoammare, de Gianfranco Rosi
Filme de Animação: Kubo and the Two Strings, de Travis Knight
Curta-Metragem: 6400 Asa, de Mijael Milies García, Die Badewanne, de Tim Ellrich, Graffiti, de Lluís Quílez e Plumés, de Camille Pernin
Realizador: Myroslav Slaboshpytskyi, Plemya
Realizador de Curta-Metragem: Roberto Ruíz Cespedes, Broken Basket, Luciano de Azevedo, Cabrito e Jure Pavlovic, Piknik
Actor: Viggo Mortensen, Captain Fantastic e Géza Röhrig, Saul Fia
Actriz: Isabelle Huppert, Elle
Actor em Curta-Metragem: Patrick Criado, El Aspirante e Marcello Prayer, Sonderkommando
Actriz em Curta-Metragem: Anna Brodskaja-Bomke, Revolution, Ruth Díaz, Mañana no es Otro Día e Giusy Lodi, Bellissima
Actor Secundário: Alessandro Borghi, Suburra, Richard Brake, 31 e Aaron Taylor-Johnson, Nocturnal Animals
Actriz Secundária: Nicole Kidman, Lion e Sophia Starosta, O Ninho
Elenco: The Hateful Eight, Zöe Bell, Demián Bichir, Bruce Dern, Walton Goggins, Samuel L. Jackson, Jennifer Jason Leigh, Michael Madsen, James Parks, Tim Roth, Kurt Russell e Channing Tatum
Dupla: Patrick Criado e Pepe Lorente, El Aspirante
Argumento: Boi Neon, Gabriel Mascaro e I, Daniel Blake, Paul Laverty
Montagem: The Revenant, Stephen Mirrione
Fotografia: James White e Saul Fia, Mátyás Erdély
Música Original: The Hateful Eight, Ennio Morricone, Lion, Volker Bertelmann e Dustin O'Halloran e Sonderkommando, Angelo Vitaliano
Canção - Original ou Adaptada: Não Atribuído
Direcção Artística: The Hateful Eight, Yohei Taneda, Benjamin Edelberg, Richard L. Johnson e Rosemary Brandenburg
Guarda-Roupa: The Light Between the Oceans, Erin Benach
Caracterização: Macbeth, Jenny Shircore
Som e Efeitos Sonoros:  The Revenant, Jon Taylor, Frank A. Montaño, Randy Thom, Chris Duesterdiek, Martin Hernández e Lon Bender
Efeitos Visuais: Rogue One, John Knoll, Mohen Leo, Hal T. Hickel e Neil Corbould
Segmento ou Sequência: The Revenant, Luta com o urso e The Witch: A New-England Folktale, Revelação de "Black Phillip"
Personagem de Animação: "Birdboy", Psiconautas, Los Niños Olvidados
Cartaz: O Ornitólogo
Trailer: Suicide Squad
Top do Ano: Boi Neon, de Gabriel Mascaro, Captain Fantastic, de Matt Ross, El Club, de Pablo Larraín, I, Daniel Blake, de Ken Loach, James White, de Josh Mond, Juste la Fin du Monde, de Xavier Dolan, Lion, de Garth Davis, Mustang, de Deniz Gamze Ergüven, O Ninho, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, Plemya, Myroslav Slaboshpytskyi, The Revenant, de Alejandro González Iñárritu e Saul Fia, de Lászlo Nemes
Top de Curtas-Metragens: 6400 Asa, de Mijael Milies García, Alles Wird Gut, de Patrick Vollrath, El Aspirante, de Juan Gautier, Die Badewanne, de Tim Ellrich, Bellissima, de Alessandro Capitani, Cabrito, de Luciano de Azevedo, Les Choix de Maelys, de Florent Magnoac, Com Todo Amor de que Disponho, de Aristeu Araújo, Como são Cruéis os Pássaros da Alvorada, de João Toledo, El Discurso de Navidad, de Cristina Bodelón e Ignacio De Vicente, Graffiti, de Lluís Quílez, La Graine, de Barney Frydman, Hola, Mamá, Hola, Papá, de Roberto Pérez Toledo, Impulso, de Ilune Díaz, Ineffaçable, de Grégory Lecocq, Mañana no es Otro Día, de David Martín de los Santos, Napoléon y Yo, de Ander Duque, Piknik, de Jure Pavlovic, Plumés, de Camille Pernin, Respite, de Adriano Cirulli, Revolution, de Markus Erhart, Sonderkommando, de Nicola Ragone, Tronc, de Gautier Dulion, La Voz del Agua, de Álvaro Elias e The Walker, de Adán Aliaga
.
Competição Nacional
Filme: Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira (real.) e Sandro Aguilar e Luís Urbano (prods.)
Documentário: Eldorado, de Rui Eduardo Abreu, Thierry Besseling e Loïc Tanson, O Meu Amigo Manuel, de Ricardo Franco e Treblinka, de Sérgio Tréfaut
Filme de Animação: Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeem..., de Filipe Abranches
Curta-Metragem: Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira
Realizador: Ivo M. Ferreira, Cartas da Guerra
Realizador de Curta-Metragem: Cristèle Alves Meira, Campo de Víboras e Gonçalo Loureiro, Marasmo
Actor: Filipe Duarte, Cinzento e Negro e Miguel Nunes, Cartas da Guerra
Actriz: Ana Padrão, Campo de Víboras
Actor em Curta-Metragem: Filipe Abreu, Pedro e Eurico Lopes, Vícios para uma Família Feliz
Actriz em Curta-Metragem: Ana Padrão, Campo de Víboras
Actor Secundário: Miguel Cunha, Zeus, Isac Graça, Cartas da Guerra e Diogo Leite, O Amor é Lindo... Porque Sim!
Actriz Secundária: Maria Rueff, O Amor é Lindo... Porque Sim!
Elenco: Offline, Sara Barros Leitão, Ana Bustorff, Iris Cayatte, Duarte Gomes, Miguel Lemos, Daniela Love, João Nunes Monteiro, João Sena e Emília Silvestre
Argumento: Estive em Lisboa e Lembrei de Você, José Barahona e O Ornitólogo, João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues
Montagem: Cartas da Guerra, Sandro Aguilar
Fotografia: Ascensão, Cartas da Guerra, Gelo, Treblinka e Zeus, João Ribeiro
Música Original: Estive em Lisboa e Lembrei de Você, Felipe Ayres
Direcção Artística: Refrigerantes e Canções de Amor, Artur Pinheiro
Guarda-Roupa: Ascenção e Posto Avançado do Progresso, Tânia Franco
Caracterização: A Mãe é que Sabe, Mário Leal e Inês Pauor
Efeitos Sonoros e/ou Visuais: Cartas da Guerra, Ricardo Leal e Tiago Matos
Cartaz: O Ornitólogo
Trailer: Cartas da Guerra
Top do Ano: Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira, Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeem..., de Filipe Abranches, Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha, Estive em Lisboa e Lembrei de Você, de José Barahona, A Estrada 47, de Vicente Ferraz, Offline, de Guilherme Trindade, O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, Posto Avançado do Progresso, de Hugo Vieira da Silva, Treblinka, de Sérgio Tréfaut e Zeus, de Paulo Filipe Monteiro
Top de Curtas-Metragens: Amélia & Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Santos, Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira, Luto Branco, de Frederico Ferreira, Marasmo, de Gonçalo Loureiro, Maria do Mar, de João Rosas, Menina, de Simão Cayatte, A Noite de Santo António, de João Gomes, Pedro, de André Santos e Marco Leão, Rampa, de Margarida Lucas e Swallows, de Sofia Bost
.
Prémios Honorários
Liberdade de Expressão: El Aspirante, de Juan Gautier, Fuocoammare, de Gianfranco Rosi, Hola, Mamá, Hola, Papá, de Roberto Pérez Toledo, Human, de Yann Arthus-Bertrand, I, Daniel Blake, de Ken Loach, I Said I Would Never Talk About Politics, de Aitor Oñederra, Mustang, de Deniz Gamze Ergüven e às actrizes Ilayda Akdogan, Doga Zeynep Foguslu, Elit Iscan, Günes Sensoy e Tugba Sunguroglu, O Ninho, de Márcio Reolon e Filipe Matzembacher e ao elenco Guilherme Bassan, Elison Couto, Felipe Paes, Lucas Riedi, Sophia Starosta, Nicolas Vargas e Luiz Paulo Vasconcellos, Plemya, de Miroslav Slaboshpytskyi, Por Un Beso, de David Velduque, Revolution, de Markus Erhart, Saul Fia, de László Nemes, Sonderkommando, de Nicola Ragone e Treblinka, de Sérgio Tréfaut e aos actores Meryl Streep e Nuno Lopes
Carreira: John Carpenter, Diane Ladd, Tippi Hedren, Alan Rickman (póstumo), Sigourney Weaver e Joanne Woodward
Mérito: Caminhos do Cinema Português, Festa do Cinema Italiano e MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa
Someone to Watch: Cristèle Alves Meira, Guilherme Bassan, Miguel Cunha, Isac Graça, Gonçalo Loureiro, Nicola Ragone e Nicolas Vargas
.
Prémios do Público
Filme: The Hateful Eight, de Quentin Tarantino
Actor: Paulo Azevedo, Estive em Lisboa e Lembrei de Você, Paul Hamy, O Ornitólogo e Dev Patel, Lion
Actriz: Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
Actor Secundário: Toby Kebbell, A Monster Calls
Actriz Secundária: Sigourney Weaver, A Monster Calls
Realizador: Quentin Tarantino, The Hateful Eight
Carreira: Não Atribuído
Top do Ano: Boi Neon, de Gabriel Mascaro, Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, Estive em Lisboa e Lembrei de Você, de José Barahona, The Hateful Eight, de Quentin Tarantino, Luto Branco, de Frederico Ferreira, A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona, Mustang, de Deniz Gamze Ergüven, O Ninho, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, Saul Fia, de László Nemes e Washakie y el Chico de las Manos Mojadas, de Eric Montragudo e Orió Peñalver
.

CinEuphoria Prémios 2017 - Competição Nacional: Filme

.
.
Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira (real.) e Sandro Aguilar e Luís Urbano (prods.)
.

CinEuphoria Prémios 2017 - Competição Nacional: Documentário

.
.
Eldorado, de Rui Eduardo Abreu, Thierry Besseling e Loïc Tanson
.
.
O Meu Amigo Manuel, de Ricardo Franco
.
.
Treblinka, de Sérgio Tréfaut
.