quinta-feira, 29 de junho de 2023

Alan Arkin


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1934 - 2023
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terça-feira, 27 de junho de 2023

Carmen Sevilla


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1930 - 2023
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domingo, 25 de junho de 2023

FEST - New Directors New Films Festival 2023: os vencedores

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Terminou hoje a décima-nona edição do FEST - New Directors New Films Festival que decorreu na cidade de Espinho desde o passado dia 19 de Junho e da qual tive a honra de participar enquanto membro do jurado nas categorias Lince de Prata - Animação, Experimental e ainda na categoria NEXXT juntamente com Lucy Brown e Lucas Eberl.
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Lince de Ouro - Ficção: Tótem, de Lila Avilés
Menção Honrosa: When It Melts, de Veerle Baetens
Lince de Ouro - Documentário: Paradise, de Alexander Abaturov
Menção Honrosa: Man Caves, de Céline Pernet
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Lince de Prata - Ficção: Heat Spell, de Marie-Pier Dupuis
Menção Honrosa: Live, de Mara Tamkovich
Lince de Prata - Documentário: Hardly Working, de Total Refusal
Menções Honrosas: Squid Fleet, de Ed Ou e Will N. Miller e Dilemma of Modern Sex Simulation, de Charlotte Bevilacqua
Lince de Prata - Animação: Cadê Heleny, de Esther Vital
Menções Honrosas: Swallow Flying to the South, de Mochi Lin e This Will Not Be a Festival Film, de Julia Orlik
Lince de Prata - Experimental: True Bug, de Tuisku Lehto
Menções Honrosas: Follicular Images, de Ludivine Large-Bessette e Rotterdam, Don't Leave Us, de Guido FG Jeurissen
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Grande Prémio Nacional: Monte Clérigo, de Luís Campos
Menções Honrosas: Aplauso, de Guilherme Daniel e Cura#1, de Joana Peralta
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NEXXT: The Kidnapping of the Bride, de Sophia Mocorrea
Menções Honrosas: Final Forever, de Tess Quatri e Graveyard, de Ali Daraee
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Festinha
Sub 16: Last Chance, de Eszter Angyalosy e Dániel Szöke
Sub 12: A Cookie's Adventure, de Jérémie Amicone, Alexis Bleusez, Ileana Borzan, Myriam Lecomte, Margot Lemasçon, Zoé Rivera, Romain Tersigni e Camille Triponney
Sub 10: Swing to the Moon, de Marie Bordessoule, Adriana Bouissie, Nadine de Boer, Elisa Drique, Chloé Lauzi, Vincent Levrero e Solenne Moreau
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Prémio do Público - Longa-Metragem: Crows are White, de Ahsen Nadeem
Prémio do Público - Curta-Metragem: Will You Look at Me, de Shuli Huang
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sexta-feira, 23 de junho de 2023

Luís Aleluia


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1960 - 2023
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quarta-feira, 21 de junho de 2023

Grande Otelo 2023: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados aos prémios Grande Otelo, anualmente atribuídos pela Academia Brasileira de Cinema. Medida Provisória, de Lázaro Ramos é a longa-metragem mais nomeada ao Grande Otelo, ao reunir um total de quinze nomeações incluindo para Melhor Filme, Realização Revelação e Actor. Eduardo e Mônica, de René Sampaio, Marte Um, de Gabriel Martins, Paloma, de Marcelo Gomes e luso-brasileira A Viagem de Pedro, de Lais Bodanzky são as demais longas-metragens que competem para o troféu máximo da Academia.
São os nomeados:
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Melhor Filme
Eduardo e Mônica, René Sampaio e Bianca de Felippes (prods.)
Marte Um, Gabriel Martins, Thiago Macêdo Correia, Maurílio Martins e André Novais Oliveira (prods.)
Medida Provisória, Daniel Filho e Tânia Rocha (prods.)
Paloma, João Vieira Jr. (prod.)
A Viagem de Pedro, Laís Bodanzky, Sandro Aguilar, Luiz Bolognesi, Mário Canivello, Karen Castanho, Fernando Fraiha, Cauã Reymond, Luís Urbano e Bianca Villar (prods.)
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Melhor Comédia
Bem-Vinda a Quixeramobim, de Halder Gomes
O Clube dos Anjos, de Angelo Defanti
Jesus Kid, de Aly Muritiba
Papai é Pop, de Caito Ortiz
Vale Night, de Luís Pinheiro
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Melhor Documentário
Amigo Secreto, de Maria Augusta Ramos
Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo, de Taciana Oliveira
A Janga de Welles, de Petrus Cariry e Firmino Holanda
Kobra Auto Retrato, de Lina Chamie
O Presidente Improvável, de Belisario Franca
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Melhor Filme de Animação
Além da Lenda, de Marília Mafé e Marcos França
Meu Amigãozão - O Filme, de Andrés Lieban
Meu Tio José, de Ducca Rios
Tarsilinha, de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo
Tromba Trem - O Filme, de Zé Brandão
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Melhor Filme Infantil
Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
Alice no Mundo da Internet, de Fabricio Bittar
D. P. A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo, de Mauro Ribeiro de Lima
Pequenos Guerreiros, de Bárbara Cariry
Pluft, O Fantasminha, de Rosana Svartman
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Melhor Filme Ibero-Americano
1976, de Manuela Martelli (Argentina)
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina)
As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen (Espanha)
La Jauria, de Andrés Ramírez Pulido (Colômbia)
Restos do Vento, de Tiago Guedes (Portugal)
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Melhor Filme Internacional
1982, de Oualid Mouaness (Líbano)
Avatar: The Way of Water, de James Cameron (EUA)
Black Panther: Wakanda Forever, de Ryan Coogler (EUA)
Elvis, de Baz Lurhmann (Austrália)
Good Luck to You, Leo Grande, de Sophia Hyde (Reino Unido)
Top Gun: Maverick, de Joseph Kosinski (EUA)
The Woman King, de Gina Prince-Bythewood (EUA)
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Melhor Curta-Metragem de Ficção
Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo, de Guilherme Xavier Ribeiro
Big Bang, de Carlos Segundo
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli
Infantaria, de Laís Santos Araújo
Sobre Amizades e Bicicletas, de Júlia Vital
Último Domingo, de Joana Claude e Renan Brandão
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Melhor Curta-Metragem de Documentário
Carta para Glauber, de Gregory Baltz
Peixes Não se Afogam, de Anna Azevedo
Território Pequi, de Takumã Kuikuro
Trópico de Capricórnio, de Juliana Antunes
A Última Praga de Mojica, de Cédric Fanit, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Em Busca da Terra-Música Prometida, de Gabriel Bitar
A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno
Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes
O Senhor do Trem, de Aida Queiroz e César Coelho
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Melhor Realização
René Sampaio, Eduardo e Mônica
Gabriel Martins, Marte Um
Marcelo Gomes, Paloma
Rosane Svartman, Pluft, O Fantasminha
Laís Bodanzky, A Viagem de Pedro
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Realização Revelação
Carolina Markowicz, Carvão
Angelo Defanti, O Clube dos Anjos
Caio Blat, O Debate
Bruno Torres, A Espera de Liz
Lázaro Ramos, Medida Provisória
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Melhor Actor
Alfred Enoch, Medida Provisória
Carlos Francisco, Marte Um
Gabriel Leone, Eduardo e Mônica
Antônio Pitanga, Casa de Antiguidades
Cauã Reymond, A Viagem de Pedro
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Melhor Actriz
Andréa Beltrão, Ela e Eu
Alice Braga, Eduardo e Mônica
Marcélia Cartaxo, A Mãe
Kika Lopes, Paloma
Dira Paes, Pureza
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Melhor Actor Secundário
André Abujamra, O Clube dos Anjos
Flávio Bauraqui, Medida Provisória
Emicida, Medida Provisória
Cícero Lucas, Marte Um
Augusto Madeira, O Clube dos Anjos
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Melhor Actriz Secundária
Camila Damião, Marte Um
Adriana Esteves, Medida Provisória
Helena Ignez, A Mãe
Camila Márdila, Carvão
Drica Moraes, As Verdades
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Melhor Argumento Original
Carolina Markowicz, Carvão
Bruno Torres e Simone Iliescu, A Espera de Liz
Gabriel Martins, Marte Um
Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, Paloma
Laís Bodanzky, A Viagem de Pedro
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Melhor Argumento Adaptado
Angelo Defanti, O Clube dos Anjos
Jorge Furtado e Guel Arraes, O Debate
Matheus Souza, Cláudia Souto, Jéssica Candal e Michele Frantz, Eduardo e Mônica
Aly Muritiba, Jesus Kid
Lusa Silvestre, Lázaro Ramos, Elísio Lopes Jr. e Aldri Anunciação, Medida Provisória
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Melhor Montagem
Livia Arbex, O Clube dos Anjos
Lucas Gonzaga, Eduardo e Mônica
Thiago Ricarte e Gabriel Martins, Marte Um
Diana Vasconcellos, Medida Provisória
Marcelo Moraes, Pureza
Eduardo Gripa, A Viagem de Pedro
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Melhor Fotografia
Pepe Mendez, Carvão
Gustavo Hadba, Eduardo e Mônica
Leonardo Feliciano, Marte Um
Adrian Teijido, Medida Provisória
Felipe Reinheimer, Pureza
Pedro J. Marquez, A Viagem de Pedro
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Melhor Música Original
André Abujamra, O Clube dos Anjos
Pedro Guedes, Fabiano Krieger e Lucas Marcier, Eduardo e Mônica
Daniel Simitan, Marte Um
Plínio Profeta, Rincon Sapiência e Kiko de Sousa, Medida Provisória
Nelson Soares e Marcos Moreira, Paloma
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Melhor Som
Gabriela Bervian, Ricardo Cutz, A3PS e Matheus Miguens, Alemão 2
Bruno Armelin e Bernardo Adeodato, A Espera de Liz
Marcos Lopes e Tiago Bello, Marte Um
Marcel Costa, Waldir Xavier e Bernardo Adeodato, Medida Provisória
Álvaro Correia, Waldir Xavier, Armando Torres Jr. e Caio Guerin, Pluft, O Fantasminha
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Melhor Direcção Artística
Fernanda Carlucci, O Clube dos Anjos
Tiago Marques, Eduardo e Mônica
Rimena Procópio, Marte Um
Tiago Marques, Medida Provisória
Marcos Pedroso, Paloma
Adrian Cooper, A Viagem de Pedro
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Melhor Guarda-Roupa
Valéria Stefani, Eduardo e Mônica
Marina Sandim, Marte Um
Alex Brollo, Medida Provisória
Gabi Campos, Paloma
Marjorie Gueller, Joana Porto e Patrícia Dória, A Viagem de Pedro
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Melhor Maquilhagem
Amanda Mirage, O Clube dos Anjos
Auri Motta, Eduardo e Mônica
Adriano Marques, Medida Provisória
Mari Figueiredo e Cacá Zech, Pluft, O Fantasminha
Tayce Vale e Nuno Esteves "Blue", A Viagem de Pedro
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Melhores Efeitos Visuais
Marcelo Siqueira, A Espera de Liz
Leonardo Sindlinger, Michel Takahashi e Karlos Shirmer, Jesus Kid
Gabriel Martins, Marte Um
Paulo Barcellos, Medida Provisória
Sandro di Segni, Pluft, O Fantasminha
Eduardo Schall, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel, A Viagem de Pedro
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Os vencedores da 22ª edição do Grande Prémio do Cinema Brasileiro, o Grande Otelo, serão conhecidos durante a cerimónia a realizar no próximo dia 23 de Agosto na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
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quinta-feira, 15 de junho de 2023

Glenda Jackson


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1936 - 2023
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terça-feira, 13 de junho de 2023

Teresa Ferreira


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1940 - 2023
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Cormac McCarthy


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1933 - 2023
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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Treat Williams


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1951 - 2023
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Silvio Berlusconi


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1936 - 2023
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Francesco Nuti


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1955 - 2023
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domingo, 11 de junho de 2023

Park Soo Ryun


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1993 - 2023
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quinta-feira, 1 de junho de 2023

Orazio Libero



1975 - 2023

Mike Batayeh


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1970 - 2023
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terça-feira, 30 de maio de 2023

Compañeiros (2022)

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Compañeiros de Fernando Tato (Espanha) centra-nos no reencontro de dois colegas de escola depois de trinta de anos sem se verem. Fraga (Adrián Castiñeiras) é surpreendido pela presença de Fran (Pedro Brandariz) que rapidamente se apresenta como o antigo colega de liceu. Mas, um reencontro que se esperava breve, pelo menos assim o queria Fraga, cedo se transforma num momento estranho e desconfortável do qual se quer ver livre. Mas... será que Fran o deixa seguir o seu caminho ou espera dele algo que Fraga não lhe quer dar?
O realizador Fernando Tato assina o argumento desta curta-metragem em parceria com José Prieto conferindo-lhe contornos de uma história de ódio, vingança e desdém. Compañeiros, que facilmente poderíamos traduzir enquanto "amigos" ou até mesmo "companheiros" aqui assume-se como a tal história de "colegas" de escola que anos depois se reencontram tendo um já esquecido o outro... e este último nunca ultrapassando os traumas de liceu que lhe ficaram desde os primórdios da sua adolescência. Pretende-se um reconhecimento... um pedido de desculpas que ficou por dar... a constatação de que aqueles tempos não foram fáceis e que muitos lhe conseguiram sobreviver literalmente à custa de sangue, suor e muitas lágrimas que por vezes se deixaram escapar em silêncio escondidos dos olhares públicos. E é aqui que a mente e compreensão do espectador começam a trabalhar assumindo, logo de imediato, a empatia para com uma das personagens. "Fran", o tipo que ainda se revela como o "chato" de serviço, que não se cala e pretende toda a atenção do ex-colega que mantém os mesmos traços de "popular" do liceu que o primeiro nunca havia conseguido. Mas, o porquê desta insistência anos e anos depois?! "Fran" muito rapidamente o irá revelar...
A animosidade de "Fraga" para com "Fran" manifesta-se praticamente desde o primeiro instante. Primeiro porque não se recorda de quem é aquele homem inconveniente que o aborda e não larga anos depois tendo apenas como referência a possibilidade de terem frequentado a mesma escola e partilhar com ele um conjunto de conhecimentos que o próprio "Fraga" já não se recorda na perfeição mas que pela veracidade de alguns nomes envolvidos... devem ser verdade. Mas é quando as palavras se tornam cada mais mais insistentes e até mesmo agressivas que "Fraga" pretende que o momento termine rapidamente... há mais que fazer e toda uma realidade presente que se impõe e que "Fran" parece não reconhecer como aquela que agora vivem. É ao dirigirem-se para um edifício abandonado que recordam então como a escola por onde passaram que os papéis se assumem realmente como são e que os dois homens voltam a estar perante a realidade tal como ela havia ficado há três décadas.
A história, ainda que não seja propriamente original na medida em que tantos são já os filmes que abordam a temática do bullying e da violência entre pares nas escolas e na adolescência, ganha contornos interessantes na medida em que coloca o espectador numa inicial dinâmica entre duas personagens que se assumem (para o espectador não esquecer) como algo que facilmente a nossa consciência assume como sendo a verdade e nunca perante a possibilidade de uma qualquer outra variável estar aqui em evidência... porque na realidade... não está! E se, perguntamo-nos a determinado momento, não fôr "Fraga" o agressor mas sim "Fran", o aparentemente inofensivo homem que encontra, anos depois, forma de perpetuar a perseguição à sua vítima de eleição? E se os papéis sociais que o espectador assume mais não sejam do que reflexo dos seus próprios padrões e pré-conceitos estabelecidos e que, afinal, se assumem sob outra perspectiva ou realidade? E se "Fran" fôr afinal o não tão inocente agressor que tudo planeou para que no exacto momento da sua vida voltasse para pôr um fim a tudo... e todos?! É este o principal elemento positivo desta curta-metragem... a nova perspectiva que dá a uma história que se deixa levar não pelo habitual e pelo banal mas sim pela inversão de papéis das suas personagens que transforma os renegados e os excluídos (supomos) como aqueles que afinal martirizaram os seus pares no tempo em que pensavam que dominavam o mundo.
Se passarmos deste argumento para a execução da história e do ambiente em que tudo se desenrola, estamos perante uma curta-metragem que compreendemos ser de orçamento mais reduzido e que deixou a perfeição de grande parte dos seus elementos à boa vontade com que todos os intervenientes entraram em produção contribuindo, cada um deles, com aquilo que de melhor tinha para que esta história fosse contada. Resumindo... Do trabalho de personagens expressa no argumento - com o seu twist tão esperado - ao trabalho de "palco" ficou a falta muito para que a execução da história na prática correspondesse aos alicerces que para ela haviam sido criados conferindo-lhe dessa forma uma maior credibilidade aos instrumentos, ao espaço e à narrativa que, entretanto, se perde um pouco pelo caminho e não de forma permanente porque o espectador ainda se concentra na tal nova perspectiva dada às já mencionadas personagens.
Destaque para as interpretações quase exclusivas de Brandariz e Castiñeiras que assumem o controle e o comando não só dos próprios destinos das suas personagens como sobretudo da curta-metragem Compañeiros deixando-se levar por uma comunhão que oscila entre o interesse e o desprezo que assumem mútua e silenciosamente mas que, ao mesmo tempo, não consegue suportar toda a obra que, com um orçamento mais robusto, seria certamente um filme que poderia não revolucionar o género mas lhe iria conferir muito mais coerência no tempo e no espaço em que toda a acção se desenrola.
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5 / 10
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Back to Bed (2022)

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Back to Bed de Carlos Cobos Aroca (Espanha) é uma das mais recentes curtas-metragens de terror vindas do país vizinho e que nos revela Sarah (Sarah Hanif) que, numa noite de chuva depois de um apagão, começa a receber estranhas mensagens de voz através de uma aplicação avisando-a de acontecimentos porvir.
Nada melhor do que uma noite chuvosa para todos os medos e terrores irracionais verem a "luz do dia". De repente, e sem que nada o faça adivinhar, todos os monstros saem do nosso imaginário colectivo e todos os mitos urbanos se transformam em realidades que ninguém ousa questionar. E aqui o facto é "real"... o monstro ameaça com pequenos sinais que se manifestam no silêncio daquela casa provocado por uma noite onde são forçosamente escutados os pensamentos que se têm e que, sem ser pedido ou chegarem anunciados, agora saem do tal armário onde se escondem com uma paciência invulgar. Mas, será que o armário esconde mesmo esses monstros ou estarão eles à espreita em lugares inesperados (ou talvez não) desviando a nossa atenção para outro local capturando-nos, de seguida, pela surpresa?
Ainda que esta curta-metragem não traga ao espectador nada de absolutamente novo ou genial pela sua inovação, Back to Bed manifesta-se sobretudo pela qualidade dos pequenos detalhes, efeitos e jogos de luz versus sombras que nos fazem realmente distrair daquilo que deveria ser importante e que, na realidade, já são "surpresas" do nosso conhecimento no que a este género cinematográfico em específico se refere. A surpresa chega, é um facto, mas depois de esta se manifestar fica para o espectador a compreensão daquela ideia do "ah... já devia esperá-lo" não deixando margem para um momento cativante ou inovador mas sim recorrendo a um território já conhecido para revelar um twist que, afinal, não o é.
Mantêm-se portanto os elementos positivos no que há técnica diz respeito e por uns bons minutos de um terror já nosso conhecido mas, no final, fica um pouco amargo de boca por não se assumir como um filme de género diferente, inovador ou que dê vida aos medos do escuro de uma forma mais cativante.
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6 / 10
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Psicario (2022)

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Psicario de Daniel Padró (Espanha) é mais uma incursão do cinema espanhol em formato curto no universo do fantástico aqui com um interessante e diferente registo para o género.
Um criminoso (Alain Hernández) entra na casa de uma mulher (Ariadna Cabrol) com o intuito de manipular as suas recordações. Ele quer eliminar as memórias de um passado criminoso que ela testemunhou e que ele pretende ver desaparecer. Conseguirá ele eliminar o passado ou entregar-lhe um novo futuro?
O realizador e também argumentista Daniel Padró cria uma história inesperada na medida em que sem se desviar do universo dos criminosos e mafiosos que tentam eliminar as testemunhas dos crimes que cometeram, os transforma em algo que está para lá do crime banal de rua a que tantas vezes o espectador está habituado neste género de filme em questão. Não, aqui pelo contrário o "nosso" criminoso tem outros intuitos. Tem, digamos, a sua própria agenda criminosa - quase parece que se fala de uma empresa ou de um consórcio de crime -, transformando as memórias da vítima em algo que nunca existiu mas apoderando-se do seu pensamento para lhe atribuir uma nova memória partilhada. Ele já não é o (não tão) simples criminoso contra quem ela iria testemunhar passando a ser agora um amor do passado de quem ela não suspeita ou tem motivos para recear.
Os elementos tradicionais deste género encontram-se todos lá. Uma vítima/testemunha escondida para ir a tribunal depôr contra um perigoso criminoso. Este, incapaz de esperar calmamente por um desfecho que lhe seja favorável, opta não só por a perseguir mas sobretudo para lhe impôr medo. Medo esse que apenas resiste alguns segundos quando ela, ainda consciente do perigo que corre, percebe que nãos e encontra sózinha numa casa enorme e fora do apoio de qualquer autoridade e que, dessa forma, ele mais facilmente poderá controlar. Mas aqui, em vez de se eliminar pura e simplesmente a testemunha, porque não colocá-la no mesmo patamar que o "eu" deste criminoso e transformá-la em alguém que ele conhece, alguém que o ama e, dessa forma, incapaz de ver nas suas acções o perigoso criminoso de que todos os demais falam?!
Do universo de gato persegue rato dentro de uma casa enorme, o espectador passa assim a assistir a uma história entre dois potenciais amantes que, mesmo podendo estar separados, se encontram agora a partilhar alguns dos momentos já vividos no passado (para ela) mas que mais não são do que retratos de momentos breves de um passado próximo (para ele) que, na realidade, nunca chegaram a existir como a nossa vítima assim os percepciona. Estaremos afinal perante um novo tipo de crime que se apropria das nossas memórias ou, por sua vez, apenas diante de um pequeno alento que terá um final comum, banal e já conhecido? Fica a pergunta... o que seria do crime se quem o perpetua se pudesse apoderar das nossas memórias ou, ainda pior, transformá-las em algo que nunca existira?
Interessante na perspectiva da existência e elaboração de um novo tipo de crime tão ou mais perigoso do que a tradicional eliminação das testemunhas a que o habitual filme de gangsters nos habitual, Psicario será, tal como o título indica, um novo desfecho para a realidade de um crime porvir... não aquele que se cometeu e que agora se pretende que as suas provas sejam eliminadas. Esse já o conhecemos e já fora cometido. Agora o objectivo é transformar a testemunha num de "nós"... alguém incapaz de ver no criminoso aquilo que ele é mas sim um indivíduo que queremos "nos" reconheça como alguém que está do nosso lado, que nos quer bem e que jamais seria incapaz de nos prejudicar... o crime não estará tanto naquilo que fora cometido mas sim no que se pode ousar fazer naqueles que não estão do "nosso" lado.
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7 / 10
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segunda-feira, 29 de maio de 2023

The Tip (2021)

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The Tip, de Katerina Tana (EUA) é uma curta-metragem na qual é contada a história de Boss (Roberts Jekabsons), um simpático imigrante a trabalhar num restaurante que luta por resistir até ao próximo dia. Ao servir um jockey numa das mesas encontra, inadvertidamente, um guardanapo com aquilo que julga ser uma dica para a aposta num cavalo vencedor. Será esta a sua oportunidade de ouro para enriquecer e deixar a sua vida repleta de dificuldades ou, por sua vez, apenas mais um trágico engano que lhe bateu à porta?!
Num estilo muito próprio onde reina o ideal de uma comédia "popularucha" com uma história bem contada que não se desvie muito dos padrões e das dinâmicas socialmente aceites enquanto tal para o género que representa, este The Tip é essencialmente uma obra que não se compromete. E não se compromete com o quê? Bom... no que ao humor diz respeito ele é sempre muito polido para uma audiência norte-americana... o imigrante é respeitoso para os parâmetros do país... tem um trabalho manual e de grande esforço, tenta ser um sobrevivente no "país de todas as oportunidades"... pensa ter encontrado a sua redenção e forma de enriquecer rapidamente podendo dessa forma fornecer o ideal de uma vida melhor à sua família e claro... poder quem sabe... ele próprio virar patrão de outrém... Tudo isto num universo de humor ponderado, respeitoso, com um ou dois cómicos de situação igualmente aceites perante as normas e já está... depois de sair do "forno" o bolo apresenta-se sem qualquer dano moral para nenhum dos intervenientes. Mas... funciona enquanto um todo para ser considerado uma comédia que faça realmente rir ou confere ao público esse tal bom humor desejado numa comédia? Bom... isso já é mais discutível!
O espectador não sai ofendido com esta história... ela é polida demais para que alguém se sinta provocado ou levado ao limite com ela mas na realidade também não se pode afirmar que ela seja a portadora de um humor extremo que tenha deixado alguém com memória suficiente para a recordar ao fim de vinte e quatro horas. The Tip é um daqueles filmes que se remete a um "ok... vi" onde tudo é muito "competentezinho" mas na prática igualmente olvidável... tudo é muito consistente e tecnicamente bem executado mas fora isso nada nos fará recordar uma história que se limitou a permanecer no "ok". Existe potencial na história para, por exemplo, tê-la filmado num qualquer outro universo que não o norte-americano onde as oportunidades não sejam todas encaradas como salvaguardas para a felicidade... afinal de contas... existe sempre um certo cinismo na redenção dos oprimidos que neste universo nunca se verifica e, dessa forma, a componente humorística acaba por ser francamente limitada pois tudo o que é executado e tentado já é devidamente esperado por um espectador mais atento.
Competente e tecnicamente correcta e eventualmente uma obra mais interessante se não passasse única e exclusivamente a ideia de que observamos um ensaio para uma obra maior e onde as dinâmicas internas e entre personagens pudessem e conseguissem alcançar uma nova abordagem - principalmente o protagonista Roberts Jekabsons - mais abrangente porque aqui The Tip é... isso mesmo... uma bonificação que gastamos num café... sem que nos recordemos do café no dia seguinte. Estava bom... estava?
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5 / 10
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La Respuesta (2022)

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La Respuesta, de Júlio César Hoz (Espanha) conta-nos a história de Carlos que insiste que precisa de ir a uma vidente para receber uma tão esperada resposta... Mas o que acontece quando a resposta não é aquilo que se deseja?!
Ainda que esta curta-metragem surja com um argumento onde se pretende criar mistério, algum suspense e muita curiosidade sobre qual será a resposta que tanto o espera e pela qual ele aguarda como se a sua vida dependesse disso, La Respuesta perde-se nos inuendos que oscilam entre o cómico, o cómico de situação e o trágico esquecendo de dar resposta (quase parece uma repetição de palavras...) ao tema principal desta trama. Entre debates mais ou menos amigáveis entre o protagonista e a sua melhor amiga e o incentivo desta última para com a ideia dele visitar uma vidente para colocar um termo à sua demanda, "Carlos" decide finalmente consultar uma muito reputada e aguardar por tão esperado fim.
No entanto, é quando o argumento parece dirigir o espectador para um conto de suspense que o mesmo é surpreendido por uma vidente que aparenta ter saído do último blockbuster de comédia ao assemelhar-se mais a uma hippie dos anos '70 do que propriamente a uma mulher capaz de desvendar os mais tenebrosos mistérios. Tudo se adensa (ou talvez não) quando a tão esperada "resposta" surge num envelope adornado com estampas e brilhantes e cuja única mensagem - descobre ele e nós mais tarde - apenas consiste num não tão tenebroso número "42". Do inesperado encontro com a vidente "Rosa" ao quase esquecimento do propósito inicial desta história, o espectador delira com a incredulidade de certos elementos que surgem inesperadamente à frente do protagonista que, por uma qualquer razão que nos é desconhecida, resolve ignorá-los como se... "afinal nada fosse".
Em vez de se centrar num único género... drama... mistério... comédia... pois acaba por conter elementos um pouco de todos eles, La Respuesta perde-se na sua mescla sem que se encontre um fio condutor entre nenhum deles que lhe dê coerência e não faça com que o espectador se perca inicialmente a pensar que vai assistir a um mistério para depois espantar-se com o recurso à comédia e finalmente perder-se na ideia de que afinal afinal... está perante um thriller dramático que se revelou instantes antes do seu final. A premissa está lá e poderia ter sido explorada com maior ânimo e coerência mas a meio gás deixa-se levar pelo estudo académico de vários géneros que se cruzam perdendo inclusivé o clímax quando o espectador finalmente compreende o que está por detrás de tão esperada e inesperada resposta.
De um potencial interessante à perda de dinâmica (in)voluntária, La Respuesta caminha por muitos rumos sem que nunca se tenha realmente preocupado em seguir um que fosse fixo e certo e que lhe conferisse assim a consistência que necessitava para ser o thriller que não chegou a ser.
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5 / 10
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domingo, 28 de maio de 2023

Nonna (2022)

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Nonna de Paco Sepúlveda (Espanha) é uma das mais recentes obras de cinema em formato curto que nos transporta para o imaginário recente da pandemia da COVID-19.
Com duas semanas a viver em estado de emergência Mercedes (Teresa del Olmo), está confinada sozinha em casa. Uma noite tem um acidente ao escorregar no chuveiro. Apesar de todos os seus esforços para chamar alguém de família, o auxílio está dificultado pelas restrições sentidas à liberdade de circulação.
A curta-metragem de Paco Sepúlveda leva o espectador a uma estranha e dolorosa viagem cuja realidade ali apresentada está presente antes, durante e depois dos efeitos da pandemia que a todos nos afectou. Se por um lado encontramos aqui a realidade de uma mulher idosa que se vê prisioneira do seu próprio lar e das restrições que a pandemia impuseram, não é menos verdade que muitos dos receios sentidos enquanto mulher e mulher de idade avançada estão presentes para lá daquele período tenebroso que sentimos no início desta terceira década do século XXI. Senão vejamos... encontramo-nos perante a vida de uma mulher que, ainda que de idade avançada e mantendo algumas liberdades, se vê neste período presa a uma realidade que não é totalmente a sua... por um lado ainda se movimenta mas, ao mesmo tempo, tem condicionantes como, por exemplo, um botão de emergência para pedir auxílio... Mas será este auxílio prestado de acordo com os seus desejos? Poderá esta mulher sentir-se confortável com estranhos que a socorram e que a vejam - neste caso em concreto - exposta ao mundo e a quem quer que surja e que seja o "socorro" daquele momento?
Se a privacidade desta mulher é ameaçada pela força das circunstâncias, não é menos verdade que a sua liberdade também o é na medida em que se encontra dependente da possibilidade de auxílio da família que, pandemia à parte, também ela se vê condicionada pelas circunstâncias da vida, do trabalho e das obrigações que os forçam a encontrar-se cada um... no seu espaço. Finalmente, e aqui um factor que esteve invariavelmente ligado ao tempo vivido em 2020, a restrição forçada de movimento que a tantos condicionou impedindo-os de chegar perto daqueles que de si precisavam levando todos a uma inesperada independência dentro da dependência sentida pelos mais vulneráveis. Aqui, uma mulher de idade avançada que depende da sua família mais próxima vê-se forçada a encontrar o escape pelas suas próprias mãos e, ao mesmo tempo, decidir o que fazer (ou não) para sobreviver à ausência daqueles de quem precisa. No seio da vergonha, do medo, das incertezas e de um futuro que se afirma como incerto, conseguirá esta mulher sobreviver àquela que será possivelmente uma das maiores provações da sua vida?
Intenso desde o primeiro instante na medida em que o espectador se encontra frente a frente com uma história que está para lá de um terror psicológico, este Nonna capta sim o terror urbano actual - daquela actualidade - em que os mais idosos e, por consequência, mais vulneráveis se viram dependentes e retidos a uma realidade que já não era a sua. Como sobreviver quando ninguém se pode aproximar de ti? Como sobreviver quando uma distância de cem metros pode ser tão complicada de percorrer como uma de cem quilómetros? Como sobreviver quando a vergonha te impede de pedir socorro a um estranho que, para "ti" pode representar a violação do teu espaço... do teu corpo... da tua individualidade? Este medo apenas é comparável (talvez não tanto) pelo sentido por um familiar que tenta tudo por tudo para te socorrer mas que os dias vividos levantam a suspeita e a desconfiança para  com todos aqueles que não estão dentro da norma "actual" representando, dessa forma, o transgressor que nunca na vida pensou ser? Intenso ainda pela dura e crua realidade que ali se expôs sobre o dia-a-dia de tantos e tantos idosos que vivem numa solidão aí consciente mas que se tornou "normal" pelas inconsistências de uma vida que não permite aos seus estarem presentes em todos os momentos das suas vulneráveis vidas. Vulnerabilidade... essa sim a palavra que caracteriza todas as vidas aqui retratadas... uns colhidos pela vergonha... outros pela incerteza... e todos pela desconfiança que os dias estranhos e "diferentes" - e nada normais - nos impuseram, levando a que todos nós experimentassem forçadamente a realidade que a própria realidade nos impõe nesses dias que agora chamamos de "normais"... onde recuperamos das perdas, das ausências e daquilo que fica depois da morte que a todos bateu à porta.
Um bravo a um inteligente realizador que conseguiu retirar o melhor de um argumento sobre uma história trágica, actual e que foi a realidade de todos nós bem como de uma fenomenal e igualmente intensa interpretação de uma magnânime Teresa del Olmo.
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8 / 10
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