quarta-feira, 7 de maio de 2025

David di Donatello 2025: Actriz Protagonista



Tecla Insolia, L'Arte della Gioia

David di Donatello 2025: David Giovani


Napoli - New York, de Gabriele Salvatores

David di Donatello 2025: Realização Revelação


Margherita Vicario, Gloria!

David di Donatello 2025: Guarda-Roupa


Massimo Cantini Parrini, Le Déluge - Gli Ultimi Giorni di Maria Antonietta

David di Donatello 2025: David alla Carriera



Pupi Avati

David di Donatello 2025: Argumento Adaptado



Valeria Golino, Francesca Marciano, Valia Santella, Luca Infascelli e Stefano Sardo, L'Arte della Gioia

David di Donatello 2025: David Speciale



Timothée Chalamet

David di Donatello 2025: Premio Cinecittà



Giuseppe Tornatore

David di Donatello 2025: Actriz Secundária



Valeria Bruni Tedeschi, L'Arte della Gioia

David di Donatello 2025: Direcção Artística


Tonino Zera, Maria Grazia Schirripa e Carlotta Desmann, Le Déluge - Gli Ultimi Giorni di Maria Antonietta

David di Donatello 2025: Argumento Original


Maura Delpero, Vermiglio

David di Donatello 2025: David dello Spettatore




Diamanti, de Ferzan Özpetek

David di Donatello 2025: Actor Secundário


Francesco Di Leva, Familia

terça-feira, 6 de maio de 2025

James Foley



1953 - 2025

sábado, 3 de maio de 2025

Claridade (2025)


Claridade de Mariana Santana (Portugal) é uma das curtas-metragens de ficção presentes na Competição Nacional da 22ª edição do IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente a decorrer em vários locais da capital que se centra na enigmática viagem de comboio pelo Douro de duas personagens. Ele, um homem mais velho. Ela, uma jovem silenciosa. Ambos procuram um fenómeno de luz que se diz fazer ver na região. O mesmo fenómeno que se revela no silêncio de uma noite nem sempre pacata e que os faz vibrar depois de um dia de marasmo. Entre aquilo que se escuta e o que de facto se consegue ver, pergunta o espectador onde fica a realidade?!
Mais do que um exercício narrativo onde uma história se desenvolve em torno de um conjunto de premissas que o argumento e as respectivas personagens levantam e equacionam para que o espectador se deixe levar pelo mesmo, esta Claridade pressupõe - e espera do espectador - que se apurem os sentidos e se registem os pequenos detalhes que inundam o ecrã... de forma invisível. O que vemos é um segundo plano nem sempre compreendido sendo que, por sua vez, são os sons mais ou menos próximos, e a sugestão que os momentos proporcionam, que acabam por se revelar como cruciais para o acompanhamento desta história que funciona numa dinâmica essencialmente dessa sugestão quase sempre induzida pelo próprio argumento. Apuram-se todos os demais sentidos que, ironicamente numa sala de cinema, acabam por se sobrepôr em inúmeros momentos à visão que (pensamos) seria o elemento fundamental ao assistir a um filme.
No final permanecem mais dúvidas do que respostas às questões que o espectador coloca nomeadamente ao fundamento e à natureza da relação que une este homem e esta jovem rapariga. Permanece uma resposta, nunca conclusiva, que nos alerta para o secretismo desta viagem àquele local quando "Ele" não revela num breve telefonema estar na companhia de outra pessoa. A dinâmica entre ambos ali naquela casa semi-abandonada é puramente (pensamos) etérea. Delicada sim. Frágil. Talvez não pura mas também não denota algo mais do que dois indivíduos que se cruzaram e partilharam um qualquer traço de comunhão que ali os levou. Compreendemos o vazio - de ambos - e a vontade de partilhar algo - nunca consumado - mas, ao mesmo tempo, abstraímo-nos da real dimensão desta partilha, destes instantes e destes momentos que apenas são interrompidos pelo que poderá estar "lá fora".
Poderia ser interessante uma longa-metragem que explorasse mais esta história nomeadamente as dinâmicas entre este inesperado "casal" que pouco comunica, por vezes se contempla e que tem um propósito em comum - assume o espectador - seja ele o de atingir o que está para lá do fenómeno que pretendem testemunhar ou o simples facto de escapar de um mundo que pode ser - para eles - mais real do que aquilo que estão dispostos a assumir.

6 / 10



quarta-feira, 30 de abril de 2025

Paula Macedo



1963 - 2025

One Last Wish (2024)


One Last Wish de Simon Valentine, Edmond Yang e Alex Holm (Noruega) é uma curta-metragem de animação feita com o recurso à inteligência artificial e com argumento de Erland Loe que levanta uma eterna questão... o que fazer com (ou nas) últimas horas de vida?
Sem mais, e apenas com isto em mente, a tripla de realizadores cria uma história que coloca uma inesperada personagem no centro de uma trama onde são explorados os seus sentimentos e vontades, a sua vergonha e curiosidade pela descoberta, a sua vontade pelo secretismo para que nada seja desvendado depois da sua partida - estamos perante uma invulgar condenada à morte - e, finalmente, todos estes sentimentos, sensações e descobertas avaliados pelo olhar de um espectador atento que pretende descobrir (também ele) até que ponto esta personagem difere tanto do próprio que, colocado nesta situação, poderia ter uma realidade tão diferente da dela mesmo que o seu "último desejo" fosse algo completamente distinto?!
A curiosidade pelo que nunca se teve face a um fim anunciado e a descoberta (por nós) de que ao ambiente daquela personagem se cinge à triste realidade em que habita - e possivelmente sempre habitou - coloca o pensamento no espectador sobre a capacidade da animação em recriar um ambiente que poderia ser a realidade de qualquer pessoa real que se enquadrasse num meio semelhante. Longe de qualquer julgamento ou identificação para com a mesma, é esta personagem fictícia que acaba por demonstrar através do seu inesperado desejo uma consciência de uma realidade não experimentada quando a vida era "normal" e que agora apenas terá de se limitar à possibilidade de concretizar algo que em vida pode ter estado ao seu alcance mas para com o qual sempre se deixou moldar pelos padrões do aceitável e que por um lado a vergonha e por outro a ostracização social sempre a impediram de concretizar.
Triste pelo final mas divertida pela forma como se constrói uma história inesperada e simples, One Last Wish é franca e terna, capaz de revelar o mais íntimo do desejo humano longe de preconceitos e com um ligeiro humor incapaz de deixar julgamentos por parte do espectador... e tudo em pouco mais de três minutos.



7 / 10

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Premios Platino 2025: os vencedores


Ainda Estou Aqui, de Walter Salles foi o grande vencedor dos Prémios Platino cuja cerimónia decorreu em Madrid a noite passada, arrecadando um total de três troféus entre os quais o de Melhor Filme Ibero-Americano. Em Televisão foi a Mini-Série Cien Años de Soledad que se consagrou a grande vencedora tendo arrecadado um total de cinco troféus entre os quais dois outorgados pelo Público.
São os vencedores:

Cinema
Filme: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Primeira Obra: El Ladrón de Perros, de Vinko Tomicic
Comédia: Buscando a Coque, de Teresa Bellón e César F. Calvillo
Documentário: El Eco, de Tatiana Huezo
Filme de Animação: Mariposas Negras, de David Baute
Premio Cine y Educación en Valores: Memorias de Un Cuerpo que Arde, de Antonella Sudasassi
Realização: Walter Salles, Ainda Estou Aqui
Actor: Eduard Fernández, Marco
Actriz: Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui
Actor Secundário: Daniel Fanego, El Jockey
Actriz Secundária: Clara Segura, El 47
Argumento: Arantxa Echevarría e Amèlia Mora, La Infiltrada
Montagem: Victoria Lammers, La Infiltrada
Fotografia: Edu Grau, The Room Next Door
Música Original: Alberto Iglésias, The Room Next Door
Som: Diana Sagrista, Alejandro Castillo, Eva Valiño e Antonin Dalmasso, Segundo Premio
Direcção Artística: Eugenio Caballero e Carlos Y. Jacques, Pedro Páramo

Televisão
Mini-Série: Cien Años de Soledad
Creador de Série: Vicente Amorim, Fernando Coimbra, Luiz Bolognesi e Patrícia Andrade, Senna
Actor: Claudio Cataño, Cien Años de Soledad
Actriz: Candela Peña, El Caso Asunta
Actor Secundário: Jairo Camargo, Cien Años de Soledad
Actriz Secundária: Carmen Maura, Tierra de Mujeres

Prémio do Público
Filme: La Infiltrada, de Arantxa Echevarría
Mini-Série: Cien Años de Soledad
Actor - Cinema: Luis Tosar, La Infiltrada
Actor - Mini-Série: Claudio Cataño, Cien Años de Soledad
Actriz - Cinema: Carolina Yuste, La Infiltrada
Actriz - Mini-Série: Candela Peña, El Caso Asunta

Platino de Honor: Eva Longoria



domingo, 27 de abril de 2025

Sophia 2025: os vencedores

 

Grand Tour, de Miguel Gomes confirmou a preferência na 14ª edição dos Sophia anualmente entregues pela Academia Portuguesa de Cinema e cuja cerimónia se realizou no Salão Preto e Prata no Casino Estoril, ao arrecadar três troféus incluindo os de Filme e Realização. No entanto a longa-metragem mais premiada da noite foi O Pior Homem de Londres, de Rodrigo Areias ao arrecadar um total de quatro troféus incluindo o de Melhor Actor para Albano Jerónimo. Recorde-se que o Sophia para Melhor Filme Europeu já havia sido anunciado para The Zone of Interest, de Jonathan Glazer.
São os vencedores:

Filme: Grand Tour, Filipa Reis (prod.)
Documentário: Verdade ou Consequência?, de Sofia Marques (real.) e Isabel Machado (prod.)
Filme Europeu: The Zone of Interest, de Jonathan Glazer (Reino Unido)
Curta-Metragem de Ficção: À Medida que Fomos Recuperando a Mãe, de Gonçalo Waddington
Curta-Metragem de Documentário: Kora, de Cláudia Varejão
Curta-Metragem de Animação: Percebes, de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves
Sophia Estudante: Rogéria, de Salvador Gil - ESAP
Série/Telefilme: Matilha, de João Maia (real.), Edgar Medina (arg. e prod.) e Rui Cardoso Martins e Guilherme Mendonça (arg.)
Realização: Miguel Gomes, Grand Tour
Actor: Albano Jerónimo, O Pior Homem de Londres
Actriz: Rita Cabaço, O Vento Assobiando nas Gruas
Actor Secundário: João Arrais, Revolução (Sem) Sangue
Actriz Secundária: Teresa Madruga, O Teu Rosto Será o Último
Argumento Original: João Salaviza, Renée Nader Messora, Francisco Hyjnô Krahô, Ilda Patprô Krahô e Henrique Ihjac Krahô, A Flor do Buriti
Argumento Adaptado: Paulo Abreu e André Gil Mata, Ubu
Montagem: Telmo Churro e Pedro Filipe Marques, Grand Tour
Fotografia: Jorge Quintela, Ubu
Música Original: Carolina Miragaia e Joana Niza Braga, Baan
Canção Original: "Manga D'Terra", por Luís Firmino (letra e música) e Eliana Rosa (letra, música e interpretação), Manga D'Terra
Som: Diogo Goltara, Pablo Lamar e Ariel Henrique, A Flor do Buriti
Direcção Artística: Ricardo Preto, O Pior Homem de Londres
Guarda-Roupa: Susana Abreu, O Pior Homem de Londres
Maquilhagem e Cabelos: Bárbara Brandão e Natália Bogalho, O Pior Homem de Londres
Caracterização e Efeitos Especiais: Rita Anjos, Dave Bonneywell, José André e Carlos Almeida, A Semente do Mal
Cartaz: Pedro Nora, A Flor do Buriti
Trailer: Margarida Lucas, A Semente do Mal
Prémio Arte e Técnica: Cineclubes Portugueses - ABC Cineclube de Lisboa e Cineclube do Porto
Carreira: Paulo Branco



Sophia 2025: Filme

 



Grand Tour, Filipa Reis (prod.)