sábado, 4 de setembro de 2010

The Wolfman (2010)


O Lobisomem de Joe Johnston com Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving fez renascer, se bem que não de forma brilhante, este género de filme já há algum tempo esquecido.
A premissa é já bem conhecida. Encontramo-nos numa pequena vila perdida no interior de Inglaterra onde morrem ou desaparecem misteriosamente alguns dos seus habitantes. Não se sabe se às mãos de algum marginal ou se afinal é alguma fera escondida pela florestas circundantes... ou pior, por entre esses mesmos habitantes que cedo começam a temer aqueles que estão ao seu redor.
Inicialmente pouco vislumbramos da verdadeira fera que anda a mutilar os corpos das vítimas inocentes mantendo apenas a suspeita, a sombra ou o vulto que cruza o ecrã como que num prenúncio do que está por vir mas, quando de facto presenciamos o que as sombras escondem, observamos um trabalho de caracterização elaborado - não fosse a mão por detrás da mesma a de Rick Baker em colaboração com Dave Elsey - e que dá corpo ao "monstro" que assombra a pequena aldeia como também é fiel ao género clássico que imortalizou esta personagem.
O filme, que consegue alcançar alguns momentos de entretenimento para o género, não preza por dar grande destaque ao peso dos nomes dos actores que o compõem. As suas interpretações que podemos considerar coerentes para o género são, ao mesmo tempo, pouco inspiradas e medianas ao ponto de não nos colocarem no clima terror ao qual esta longa-metragem deveria prestar devida homenagem. Não basta dirigir um remake ou dar corpo a uma nova entrega que dê vida a esta personagem... há que tê-lo com toda a devida qualidade para homenagear o género e lhe conferir, bem como às suas personagens, a alma que merecem.
Assim a única coisa que temos de facto assegurada são um ou dois "momentos-susto" pela surpresa da montagem preparada para o mesmo mas, no entanto, não um verdadeiro susto provocado por um conjunto de sequências tensas ou mais sombrias.
Dito isto, e além da caracterização, há que deixar uma referência positiva ao magnífico trabalho de guarda-roupa elaborado por Milena Canonero e claro a todo o ambiente vitoriano recriado assumindo-se como o mais positivo desta história toda a dimensão técnica não conseguindo exceder para lá da mesma.
Assim, poderemos esperar que na próxima cerimónia dos Oscars em 2011 tenhamos este filme nomeado respectivamente para Caracterização, Guarda-Roupa e Direcção Artística como apostas seguras e eventualmente - mas não tão previsíveis - nomeações nas categoria de Som ou de Efeitos Sonoros. Além disso, este filme não irá navegar para mares mais distantos mantendo-se apenas por caminhos mais sombrios... não sempre de forma positiva.
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6 / 10
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