quinta-feira, 1 de junho de 2017

Vida en Marte (2016)

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Vida en Marte de José Manuel Carrasco é uma curta-metragem espanhola de ficção que proporciona ao espectador vislumbrar uma invulgar entrevista sobre o sentido da vida e o que significa... "ser feliz".
José Manuel Carrasco, também argumentista, proporciona ao espectador uma peculiar e improvável história onde as suas personagens reflectem sobre a felicidade. Mas, contrariamente a um relato sobre a mesma, as suas personagens centram a sua dinâmica na vida depressiva que têm levado, na falta de oportunidades e, essencialmente, em tudo o que representa o seu oposto. Será este o momento para equacionar aquilo que não se tem ou faz como a verdadeira felicidade?!
De personagens como "Luis" (Luis Callejo) que ingerem comprimidos como se não existisse um amanhã - o que, para os mesmos, indica ser esse o propósito da sua "aventura" - a outras como "Ana" (Ana Rayo) que vivem uma intensa depressão, é o futuro que os volta a cruzar vinte anos depois do seu último encontro. O que teriam sido as suas vidas se, algures no tempo, o seu afastamento nunca se tivesse confirmado? E se - eterna condição de incerteza - os seus caminhos se tivessem unido num só e fossem hoje a família que poderiam ter sido?
Num relato sobre emoções, hipóteses, oportunidades perdidas e realidades que apenas eles conhecem, tanto "Luis" como "Ana" são hoje o fruto de uma vida vivida numa margem alheia aos seus desejos, sentimentos ou expressividade. Contentaram-se com  o que lhes foi proporcionado e não com aquilo que queriam transformando-os neste presente um pálido reflexo daquilo que poderiam - e deveriam - ter sido. Ele alcoólico e ela depressiva... uma imagem que confirma as suas realidades e o seu desgosto. No fundo, uma imagem do seu desespero constante. Num mundo em que todos são julgados pelo seu aparente nível de felicidade... aqueles que diferem só podem ser marcianos.
Carrasco cria então o espelho quase perfeito de uma vida - ou geração? - desiludida com a inevitabilidade das escolhas (ou das suas ausências) que se transformam, dessa forma, em pequenos grandes lombas de um passado traumatizado. Imaginaria qualquer uma das suas personagens - ou de qualquer um de nós na realidade - enquanto jovens que hoje, anos passados, estaria no lugar em que se encontra? Poderia esse passado ter sido alterado ou, por sua vez, estaria ele confirmado independentemente daquilo que pudesse ser alterado? No rumo das incertezas e das hipóteses não confirmadas, o espectador reflecte e imagina o seu próprio "eu" - actual e passado - e questiona-se sobre todas as escolhas que tomou e que o direccionaram ao seu presente. Assim, Vida en Marte aborda de forma inteligente o passar dos anos, dos desvios que foi tomando à medida que se lhe foram proporcionados e, da mesma forma, tudo aquilo que fez... ou ficou por fazer. Permanece a pergunta... será (serei) que sou feliz?
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8 / 10
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fred J. Koenekamp

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1922 - 2017
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Premios Platino del Cine Iberoamericano 2017: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados aos Premios Platino del Cine Iberoamericano no Beverly Hills Hilton. Os Platino destinam-se a premiar o último ano cinematográfico da América Latina e Península Ibérica bem como os seus profissionais nas mais variadas áreas.
São os nomeados:
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Melhor Filme
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat
El Hombre de las Mil Caras, de Alberto Rodríguez
Julieta, de Pedro Almodóvar
Neruda, de Pablo Larraín
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Melhor Primeira Obra
La Delgada Línea Amarilla, de Celso R. García
Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Rara, de Pepa San Martín
Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo
Viejo Calavera, de Kiro Russo
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Melhor Documentário
2016. Nacido en Síria, de Hernán Zin
Atrapados en Japón, de Vivienne Barry
Cinema Novo, de Eryk Rocha
Frágil Equilibrio, de Guillermo García López
Todo Comenzó por el Fin, de Luis Ospina
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Melhor Filme de Animação
Bruxarias, de Virginia Curia
La Leyenda del Chupacabras, de Alberto Chino Rodríguez
Ozzy, de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa
Psiconautas, los Niños Olvidados, de Pedro Rivero e Alberto Vázquez
Teresa y Tim, de Agurtzane Intxaurraga
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Premio al Cine y Educación en Valores
El Acompañante, de Pavel Giroud
Esteban, de Jonal Cosculluela
El Jeremías, de Anwar Safa
A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona
Rara, de Pepa San Martín
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Melhor Mini-Série ou Tele-Série Cinematográfica
Bala Loca (Chile)
Cuatro Estaciones en La Habana (Cuba/Espanha)
El Marginal (Argentina)
El Ministerio del Tiempo (Espanha)
La Niña (Colômbia)
Velvet (Espanha)
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Melhor Realizador
Kleber Mendonça Filho, Aquarius
Mariano Cohn e Gastón Duprat, El Ciudadano Ilustre
Juan Antonio Bayona, A Monster Calls
Pablo Larraín, Neruda
Pedro Almodóvar, Julieta
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Melhor Interpretação Masculina
Damián Alcázar, La Delgada Línea Amarilla
Alfredo Castro, Desde Allá
Eduard Fernández, El Hombre de las Mil Caras
Luis Gnecco, Neruda
Óscar Martínez, El Ciudadano Ilustre
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Melhor Interpretação Feminina
Juana Acosta, Anna
Sónia Braga, Aquarius
Angie Cepeda, La Semilla del Silencio
Natalia Oreiro, Gilda, No Me Arrepiento de Este Amor
Emma Suárez, Julieta
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Melhor Argumento
El Acompañante, Alejandro Brugues, Pierre Edelman e Pavel Giroud
El Ciudadano Ilustre, Andrés Duprat
La Delgada Línea Amarilla, Celso García
El Hombre de las Mil Caras, Alberto Rodríguez e Rafael Cobos
Neruda, Guillermo Calderón
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Melhor Montagem
La Delgada Línea Amarilla, Jorge Arturo García
Desde Allá, Isabela Monteiro de Castro
A Monster Calls, Bernat Vilaplana e Jaume Martí
Que Dios nos Perdone, Alberto del Campo e Fernando Franco
Sin Muertos No Hay Carnaval, Jorge García
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Melhor Fotografia
Boi Neon, Diego García
Cartas da Guerra, João Ribeiro
Las Elegidas, Carolina Costa
La Luz Incidente, Guillermo Nieto
A Monster Calls, Óscar Faura
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Melhor Música Original
Esteban, Chucho Valdés
Julieta, Alberto Iglésias
La Luz Incidente, Mariano Loiácono
A Monster Calls, Fernando Velázquez
Neruda, Federico Jusid
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Melhor Som
Cartas da Guerra, Ricardo Leal e Tiago Matos
Desde Allá, Waldir Xavier
Desierto, Sergio Díaz
El Hombre de las Mil Caras, Daniel de Zayas, César Molina e José Antonio Manovel
A Monster Calls, Peter Glossop, Oriol Tarragó e Marc Orts
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Melhor Direcção Artística
Cartas da Guerra, Nuno Gabriel de Mello
La Luz Incidente, Ailí Chen
La Mort de Louis XIV, Sebastián Vogler
A Monster Calls, Eugenio Caballero
La Reina de España, Juan Pedro de Gaspar
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar em Madrid no próximo dia 22 de Julho.
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terça-feira, 30 de maio de 2017

Molly Peters

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1942 - 2017
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Shortcutz Viseu - Sessão #93

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O Shortcutz Viseu regressa com a Sessão #93 num contexto de parceria estabelecida com a Associação de Estudantes da Escola secundária Alves Martins e o Carmo'81.
Assim esta Sessão Especial será exclusivamente dedicada aos estudantes da escola - mas também ao público em geral - onde serão exibidas algumas das curtas-metragens que passaram pelas sessões regulares do Shortcutz Viseu.
Desta forma, e no próximo dia 31 de Maio - quarta-feira - o Shortcutz Viseu irá decorrer a partir das 21e45 na Escola Secundária Alves Martins, na Avenida Infante D. Henrique.
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domingo, 28 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Selecção Oficial 2017: os vencedores

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Foram há instantes revelados os vencedores dos prémios da Selecção Oficial da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes.
São os vencedores:
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Palma de Ouro: The Square, de Ruben Östlund
Grande Prémio: 120 Battements par Minute, de Robin Campillo
Prémio do Júri: Nelyubov, de Andrey Zvyagintsev
Palma de Ouro - Curta-Metragem: A Gentle Night, de Qiu Yang
Menção Especial: Katto, de Teppo Airaksinen
Realizador: Sofia Coppola, The Beguiled
Actor: Joaquin Phoenix, You Were Never Really Here
Actriz: Diane Kruger, Aus dem Nichts
Argumento: Yorgos Lanthimos, The Killing of a Sacred Deer e Lynne Ramsay, You Were Never Really Here
Caméra d'Or: Jeune Femme, de Léonor Serraille
Prémio do 70º Aniversário: Nicole Kidman
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sábado, 27 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Prix FIPRESCI 2017: os vencedores

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Foram hoje divulgados os prémios atribuídos pela Federação Internacional de Críticos Cinematográficos (FIPRESCI) durante a 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes que termina amanhã dia 28 de Maio.
São os vencedores:
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Selecção Oficial: 120 Battements par Minute, de Robin Campillo
Un Certain Regard: Tesnota, de Kantemir Balagov
Quinzena dos Realizadores/Semana da Crítica: A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho
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Gregg Allman

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1947 - 2017
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Cinéfondation 2017: os vencedores

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O júri da secção Cinéfondation da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes presidido pelo realizador Cristian Mungiu anunciou hoje os seus prémios oficiais tornando-se estes alguns dos potenciais nomeados a Oscar na próxima edição.
São os vencedores:
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Primeiro Prémio: Paul est Là, de Valentina Maurel
Segundo Prémio: Heyvan, de Bahram Ark e Bahman Ark
Terceiro Prémio: Deux Égarés sont Morts, de Tommaso Usberti
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Un Certain Regard 2017: os vencedores

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O júri da secção Un Certain Regard da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes presidido pela actriz Uma Thurman anunciou hoje os seus prémios oficiais.
São os vencedores:
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Prix Un Certain Regard: Lerd, de Mohammad Rasoulof
Prémio do Júri: Las Hijas de Abril, de Michel Franco
Realizador: Taylor Sheridan, Wind River
Interpretação: Jasmine Trinca, Fortunata
Prémio à Poesia do Cinema: Barbara, de Mathieu Amalric
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Quinzena dos Realizadores 2017: os vencedores

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Foram hoje divulgados os vencedores dos troféus entregues na Quinzena dos Realizadores da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes que termina no próximo Domingo, dia 28 de Maio.
São os vencedores:
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Prémio Art Cinema: The Rider, de Chloé Zhao
Prémio Europa Cinemas Label: A Ciambra, de Jonas Carpignano
Prémio SACD: Un Bon Soleil Intérieur, de Claire Denis e L'Amant d'Un Jour, de Philippe Garrel
Prémio Illy - Curta-Metragem: Detour a Genoa City, de Benoît Grimalt
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José Manuel Castello Lopes

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1931 - 2017
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Premios Fugaz - al Cortometraje Español 2017: os vencedores

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Foram ontem anunciados os vencedores dos Prémios Fugaz entregues à curta-metragem espanhola, cuja primeira cerimónia se realizou na Cineteca Madrid e cujo grande vencedor foi Como Yo Te Amo, de Fernando García-Ruiz Rubio.
São os vencedores:
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Curta-Metragem: Como Yo Te Amo, de Fernando García-Ruiz Rubio
Realizador: Carlos Solano, Extraños en la Carretera
Direcção de Produção: Javier Sanjuán, Como Yo Te Amo
Actor: Luis Callejo, Vida en Marte
Actriz: Isabel Gaudí, Tiempos Muertos
Argumento: Julián Merino e Karin Wolf, The App
Montagem: Andrés Talegón, Como Yo Te Amo
Fotografia: Guillem Oliver, Sputnik
Guarda-Roupa: Ana Llorca, Sputnik
Fugaz Homenaje: Miguel Rellán
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Semaine de la Critique 2017: os vencedores

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Foram ontem revelados os vencedores da 56ª edição da Semaine de la Critique do Festival Internacional de Cinema de Cannes.
São os vencedores:
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Grand Prix Nespresso: Makala, de Emmanuel Gras
Prix Révélation France 4: Gabriel e a Montanha, de Fellipe Gamarano Barbosa
Prix Découverte Leica Cine - Curta-Metragem: Los Desheredados, de Laura Ferrés
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Prix Fondation Gan à la Diffusion: Gabriel e a Montanha, de Fellipe Gamarano Barbosa
Prix SACD: Ava, de Léa Mysius
Prix Canal+ - Curta-Metragem: Najpiekniejsze Fajerwerki Ever, de Aleksandra Terpinska
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Perdidos (2017)

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Perdidos de Sérgio Graciano é a mais recente longa-metragem do realizador de Assim Assim (2012), Njinga, Raínha de Angola (2013) e do recentemente estreado Uma Vida à Espera (2016) aqui numa adaptação livre de Open Water 2: Adrift (2006), de Hans Horn onde Ana (Dânia Neto) e o marido Jaime (Diogo Amaral), Daniel (Afonso Pimentel) e a nova namorada Margarida (Catarina Gouveia), Laura (Dalila Carmo) e Vasco (Lourenço Ortigão), um grupo de amigos que se reúne para celebrar o aniversário deste último, se encontram inadvertidamente numa situação limite quando, depois de se lançarem à água, percebem que a escada de regresso ao barco não se encontra lá.
Perdidos em alto mar sem ninguém que os socorra, os dramas e a tensão psicológica começam a manifestar-se deixando-os dependentes de uma esperança que parece tardar.
Ainda que manifestamente um opositor aos remakes - afinal, não existem tantas e tantas histórias que merecem ser reveladas e contadas?! -, especialmente quando estes se revelam através do cinema português que tem de si originalidade suficiente para não se resumir a repetir aquilo que já foi feito, este Perdidos revelava logo de início alguns elementos que apelavam à minha atenção; a realização de Graciano que já entregou provas suficientes da sua obra tanto no cinema como na televisão, o argumento (adaptado) de Tiago R. Santos e claro, o conjunto de actores que se destacam nas inúmeras produções televisivas que tantos de nós seguem diariamente. Dito isto, será assim tão importante estarmos perante um remake - o primeiro de uma obra internacional - no cinema português?! Não, nem por isso.
A história aqui segue muito daquilo que qualquer espectador mais atento terá visto em Open Water 2: Adrift (2006), e a dinâmica criada tanto no espaço como os diversos intervenientes acaba por - à escala e ao contexto - seguir os mesmos propósitos da obra mencionada. Desta forma, o que nos poderá ligar directamente a este filme de Graciano? Simples... os seus actores.
Convencidos que ficamos - muito cedo até - de que esta história não irá divergir em muito da longa-metragem alemã de 2006, o espectador segue de forma mais atenta as dinâmicas (re)criadas entre os actores deixando-se seduzir pelas aparentes histórias (ainda) por contar que, lentamente, vão sendo reveladas. A primeira dessas dinâmicas prende-se com o casamento de "Ana" e "Jaime". À data pais de um jovem bebé, o casal revela passar por uma crise cuja origem não é  perceptível. Percebemos que "Ana" sofre de depressão pós-parto e que aparenta estar relativamente distante do seu filho. Percebemos que "Jaime" tenta salvar o casamento mantendo um silêncio ruidoso sobre aquilo que o afecta mas, ao mesmo tempo, conseguimos antever que o mesmo não irá durar durante muito mais tempo talvez porque neste encontro com os amigos da sua mulher esteja presente o seu ex-namorado de adolescência pactuando ambos, no entanto, com a imagem de um casal feliz que não deve ficar abalada durante este fim-de-semana que se avizinha "perfeito".
A segunda das dinâmicas aqui presentes passa pela relação de amor não confessado entre "Laura" e "Vasco" que a diferença de idades parece (para ele) ter sido um entrave subconsciente para confirmar o que sentia. "Poderá uma mulher mais velha gostar de um miúdo?" deixa ele escapar pelas suas palavras algures no tempo revelando(-lhe) que afinal sempre esteve apaixonado por ela. Entre um conjunto de piadas, brincadeiras e humor, ambos deixam escapar que sempre existiu uma empatia e atracção que - até então - não fora devidamente confirmada mas que no futuro próximo... "porque não?!"...
Finalmente existe "Daniel"... aquele que, por entre o grupo, sempre teve tudo o que quis... dinheiro, mulheres e objectos - deixando escapar a noção de que todos são praticamente o mesmo -, e que sempre se distanciou de tudo quando o teve como adquirido. É por ele que todos estão novamente juntos e ainda que lhe reconheçam a capacidade de os mobilizar... todos deixam escapar uma certa animosidade para com ele. No fundo, agem como aquele amigo que todos têm mas que na prática pouco se preocupam com ele... Melhor... com ele preocupam-se na medida proporcional àquilo que ele sempre revelou das relações - sentimentais e de amizade - que desenvolvera com todos os demais.
É então que perante este cenário não tão idílico como se deixa inicialmente transparecer que todos se preparam para o tal fim-de-semana em alto mar onde a diversão e as memórias confirmam a união que todos nutrem... ou talvez não...  e até que ponto se deixaram, afinal, distanciar daqueles jovens que, em tempos, haviam sido e conhecido.
Sem revelar grandes detalhes, pois afinal... são esses que todos querem ver na realidade, o argumento de Perdidos torna-se mais frágil naquilo onde poderia realmente distanciar-se da longa-metragem na qual se inspira, ou seja, conseguir aprofundar a dinâmica entre as suas personagens bem como os conflitos internos que cada uma delas parecem revelar. Dito de outra forma, se todos nós acompanhamos aquela primeira metade de Perdidos conscientes que existem histórias por detrás da história de cada um deles, a segunda metade desta longa-metragem apenas revela que todos esses enredos foram preparados sem que, na prática, fossem cozinhados como o espectador esperaria. Assim, e para lá do "acidente" que catapultaria cada um deles para um fim mais ou menos trágico - cada um dentro do seu próprio desespero -, aquilo que o espectador recebe no final é, no fundo, toda uma dose de trabalho de actor que dentro das possibilidades da sua "realidade" se torna possível trabalhar para a dinâmica de perdidos... em alto mar.
É quando confrontados com uma potencial morte que todos acabam por revelar as suas paixões (ao outro), a sua fidelidade (a um casamento) ou até mesmo um desprezo por aquilo que a imagem do outro representa (sobre "Daniel"). É face ao desespero final onde a morte finalmente se anuncia que se deixa perceber que nem tudo o que aparentava estar perdido o está de facto. Que nem tudo o que parece perfeito... afinal o é ou mesmo que nem todas as esperanças e desejos de um amor até então não confessado estão finalmente perdidas... pelo menos não no tal sentimento vivido mas sempre silenciado.
Perdidos é talvez isto... a vontade de compreender que apesar de perdidos em alto mar, a sua vida foi sim perdida muito tempo antes com pequenos caprichos de uma vida que se distanciou de objectivos, de propósitos ou até mesmo de ambições dando tudo como um facto adquirido que, com o tempo, se desvaneceu numa onda de desinteresse. No entanto, para ver esta linha narrativa mais explorada e, como tal, com um trabalho mais intenso sobre a exploração das respectivas personagens, teria sido interessante ver mais do passado de cada um ou, pelo menos, que aquela primeira metade da longa-metragem de Sérgio Graciano tivesse explorado mais a dinâmica de cada uma destas personagens, da sua ideia de vida não cumprida e claro... daquilo que cada um esperava poder vir a ser a mesma... reflectida num parco fim-de-semana de festa e celebração.
Ainda que Perdidos se assuma como uma longa-metragem competente, bem dirigida e com um trabalho de direcção de fotografia dinâmica que capta o melhor desse tal fim-de-semana de festa entregando à luz do sol reflectida nas águas do Atlântico aquilo que ela de facto tem de melhor (a sua imensa luz) - bravo Alexandre Samori -, é a pouco dinamização das histórias de cada uma das suas personagens que mais falta faz para tornar este filme maior e distanciar-se da sua obra de inspiração e do quão vaga ela na prática o é.
Positiva é ainda a entrega de um desempenho protagonista a Dânia Neto que se afirma muito bem como a mulher dividida entre um passado de certa folia e o seu papel como recente esposa e mãe, e todo um apontamento positivo a Diogo Amaral, Lourenço Ortigão e Catarina Gouveia (gostei, gostei e gostei) que conseguem uma simpatia inserção no contexto cinematográfico revelando que há muito mais por explorar para além das eternas novelas. E se por um lado Afonso Pimentel tem aqui o dito "protagonista" que necessitaria, no entanto, de muito mais exploração - novamente a dicotomia entre um passado e um presente que têm ambos, à sua medida, o seu "quê" de trágico - é Dalila Carmo que, uma vez mais, transmite todo um magnetismo que se desejaria ter sido mais explorado... percebemos o porquê de um afastamento dos amigos - de "Vasco" com quem desenvolve uma relação de amor e protecção - e de uma constante viagem pelo mundo mas, ao mesmo tempo, existe todo um mundo de uma tristeza que o seu olhar transmite sem que, no entanto, sejam realmente revelados. Belíssimo trabalho de cada um dos actores a nível individual e colectivo mas que, fosse o filme só um fim-de-semana de "confissões" mútuas... e teria sido um resultado bem mais intenso e por vezes até mais dinâmico.
De uma forma geral Perdidos assume-se como o filme que se propõe.... O filme "desastre" sem que este realmente suceda com um final relativamente esperado mas que poderia ter sido mais convincente e demarcado da obra original. Vale portanto como um simpático filme entretenimento onde se percebe a dedicação de cada um mas... podia ter sido mais... francamente mais.
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6 / 10
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Roger Moore

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1927 - 2017
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terça-feira, 23 de maio de 2017

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Dia em que as Cartas Pararam (2017)

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O Dia em que as Cartas Pararam de Cláudia Clemente é um telefilme português produzido no âmbito de um programa de cooperação audiovisual da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
Nos anos 60, António (Pedro Frias) é destacado pelo regime para seguir Aurora (Ágata Pinho), suspeita de ser opositora do mesmo, até Paris. É então que, durante o Maio de '68, os dois então jovens se apaixonam e desenvolvem uma relação que, no entanto, é subitamente terminada quando têm de regressar à cidade do Porto.
Nos anos seguintes a relação apenas perdura através das cartas que António escreve a Aurora mas, no entanto, esta nunca as chega a ler. Poderão as suas vidas continuar?
Baseado no romance A Casa Azul da autoria da própria realizadora, O Dia em que as Cartas Pararam é portanto um filme com um cunho assumidamente pessoal e uma reflexão de um período conturbado da história do país que é ainda - e infelizmente - pouco explorado. O que escondem mais de quarenta anos de uma ditadura que está ainda tão "silenciada" e quase esquecida na memória de toda uma nova geração?
Aqui a autora, realizadora e argumentista leva o espectador a uma viagem sobre uma relação dita impossível entre um membro do regime e uma jovem que, oposicionista ou não, por ele se apaixonou dando corpo a uma vivência quase impossível pela força da vida por ela desejada e que era, por ele, improvável de viver. No seio da mentira, da omissão e do desencontro, existe toda uma história e uma continuidade deste amor proibido que ficaria por revelar. É com base nesta premissa que a história de "António" e "Aurora" continua agora através de "Laura" e "Rita" (interpretadas por Linda Valadas), duas jovens que separadas pelo espaço e pelo seu próprio auto-conhecimento partilham toda uma raíz e origem comum sendo ambas o resultado do amor daquela relação outrora proibida. Gémeas e sem conhecerem a existência da "outra", apenas as personagens mistério que as acompanham poderá justificar e comprovar que existe algo mais para lá do seu quase anonimato.
A forma como esta história está aqui contada priva o espectador de um conhecimento mais profundo e até mais dramatizado do contexto das personagens aqui tidas. O Dia em que as Cartas Pararam como uma clara alusão ao momento em que os dois amantes apaixonados deixaram de contactar um com o outro - fruto do próprio clima vivido nos idos anos '60 -, pedia que não só se conhecem mais das histórias destas personagens que com o passar dos anos viram o seu pensamento e o seu próprio físico ser marcado com e pelo desgosto, pela perda e sobretudo pela não concretização de um amor sentido. "Aurora" (agora Ana Bustorff), é uma mulher marcada por essa perda. Marcada pela desilusão e pelo afastamento mais ou menos deliberado do fruto do seu amor - apenas é acompanhada por uma das suas filhas desconhecendo a realidade da outra que ficou distante noutro país -, e os seus dizeres revelam um certo alheamento do juízo perfeito. Reclusa dos seus próprios pensamentos e da certeza de um abandono que não era da sua vontade, "Aurora" limita-se a passar pelos dias sem que quase seja perceptível que ela própria existe num mundo que não parou de avançar.
Ainda que todas estas histórias de diferentes personagens ocorram quase em simultâneo com os devidos distanciamentos espaço-temporais, O Dia em que as Cartas Pararam é um filme fácil para ser seguido pelo espectador ainda que, no entanto, este desejasse um maior desenvolvimento não só das personagens como da própria história que não tem a espera continuidade e exposição das motivações de todos. Afinal, sabemos que estamos no período ditatorial português pela forma como tudo é encenado mas não tomamos conhecimento da liberdade de '74 ou tão pouco dos motivos que, então, supostamente não lhes colocariam barreiras que, no entanto, existiam até aos nossos dias. Desta foram, e ainda que O Dia em que as Cartas Pararam seja um simpático telefilme que recupera o imaginário do pré-ditadura e algumas das suas nuances, é também justo afirmar que as mesmas não recebem o tratamento especial e devida exploração que seriam desejados mantendo apenas implícito que as boas famílias existiam e queriam(-se) longe das garras do regime.
Assim, e como pontos assumidamente positivos deste temporalmente limitado telefilme são, por exemplo, o cruzamento de histórias distanciadas pelo espaço e pelos anos mas que partilham um início comum mostrando que existem tantas histórias por contar e por "saldar" o seu próprio passado e ainda, uma feliz aparição de uma sempre genial Ana Bustorff ao universo cinematográfico onde tanta falta faz. A sua composição enquanto uma "Aurora" perdida no tempo e nos seus pensamentos daria, por si só, todo o conteúdo para uma longa-metragem centrada única e exclusivamente nos seus dias agora passados num espaço de repouso.
Simpático e interessante pelo seu contexto, O Dia em que as Cartas Pararam fica, no entanto, distante da grande longa-metragem que poderia ter sido limitando-se a exibir todo um potencial narrativo e de construção de personagens ficando, por sua vez, apenas pela mostra dos mesmos como se quisesse cativar o interesse do espectador mas privando-o - pelas limitações de apoio ao telefilme - da tal grande e esperada história.
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5 / 10
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domingo, 21 de maio de 2017

Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - os vencedores

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Foram há instantes divulgados os vencedores dos Globos de Ouro SIC/Caras na categoria de Cinema, numa cerimónia que se realiza no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
São os vencedores:
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Filme: Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
Actor: Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
Actriz: Ana Padrão, Jogo de Damas
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Filme

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Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
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