segunda-feira, 31 de agosto de 2009

I Am Because We Are (2008)

Magnífico e excelente. Estas são as duas únicas palavras possíveis para descrever o documentário Sou Porque Somos de Nathan Rissman e que contou com o alto patrocínio de Madonna sobre o doença do século (e que continua a ser), a SIDA.

Não há muitas mais palavras para poder descrevê-lo, apenas esperar que as pessoas decidam perder hora e meia da sua vida e poder ver este filme documental que é, digo-o, muito esclarecedor não só sobre a doença mas também sobre as mentalidades e a Humanidade em geral.

10 / 10

domingo, 30 de agosto de 2009

Reinventing the Oscars 1999

Continuando com a minha "transformação" dos vencedores (os que deveriam ter sido) da cerimónia dos Oscars, cá fica minha perspectiva da edição de 1999. Novamente os vencedores estão a laranja e os que a meu ver deveriam ter sido a azul.

Melhor Filme

Elizabeth – Alison Owen; Eric Fellner; Tim Bevan
La Vita è Bella – Elda Ferri; Gianluigi Braschi
Saving Private Ryan – Steven Spielberg; Ian Bryce; Mark Gordon; Gary Levinsohn
Shakespeare in Love – David Parfill; Donna Gigliotti; Harvey Weinstein; Edward Zwick; Marc Norman
The Thin Red Line – Robert Michael Geisler; John Roberdeau; Grant Hill

Melhor Actor

Edward Norton – American History X
Ian McKellen – Gods and Monsters
Nick Nolte - Affliction
Roberto Benigni – La Vita è Bella
Tom Hanks – Saving Private Ryan

Melhor Actriz

Cate Blanchett – Elizabeth
Emily Watson – Hilary and Jackie
Fernanda Montenegro – Central do Brasil
Gwyneth Paltrow – Shakespeare in Love
Meryl Streep – One True Thing

Melhor Actor Secundário

Billy Bob Thornton – A Simple Plan
Ed Harris – The Truman Show
Geoffrey Rush – Shakespeare in Love
James Coburn – Affliction
Robert Duvall – A Civil Action

Melhor Actriz Secundária

Brenda Blethyn – Little Voice
Kathy Bates – Primary Colors
Judi Dench – Shakespeare in Love
Lynn Redgrave – Gods and Monsters
Rachel Griffiths – Hilary and Jackie

Melhor Realizador

John Madden – Shakespeare in Love
Peter Weir – The Truman Show
Roberto Benigni – La Vita è Bella
Steven Spielberg – Saving Private Ryan
Terrence Malick – The Thin Red Line

Melhor Argumento Original

Bulworth – Warren Beaty; Jeremy Pikser
La Vita è Bella – Vincenzo Cerami; Roberto Benigni
Saving Private Ryan – Robert Rodat
Shakespeare in Love – Marc Norman; Tom Stoppard
The Truman Show – Andrew Niccol

Melhor Argumento Adaptado

A Simple Plan – Scott B. Smith
Gods and Monsters – Bill Condon
Out of Sight – Scott Frank
Primary Colors – Elaine May
The Thin Red Line – Terrence Malick

Melhor Fotografia

A Civil Action – Conrad L. Hall
Elizabeth – Remi Adefarasin
Saving Private Ryan – Janusz Kaminski
Shakespeare in Love – Richard Greatrex
The Thin Red Line – John Toll

Melhor Direcção Artística

Elizabeth – John Myhre; Peter Howitt
Pleasantville – Jeannine Claudia Oppewall; Jay Hart
Saving Private Ryan – Thomas E. Sanders; Lisa Dean
Shakespeare in Love – Martin Childs; Jill Quertier
What Dreams May Come – Eugenio Zanetti; Cindy Carr

Melhor Guarda-Roupa

Beloved – Colleen Atwood
Elizabeth – Alexandra Byrne
Pleasantville – Judianna Makovsky
Shakespeare in Love – Sandy Powell
Velvet Goldmine – Sandy Powell

Melhor Som

Armageddon – Kevin O’Connell; Greg P. Russell; Keith A. Wester
The Mask of Zorro – Kevin O’Connell; Greg P. Russell; Pud Cusack
Saving Private Ryan – Gary Rydstrom; Gary Summers; Andy Nelson; Ron Judkins
Shakespeare in Love – Robin O’Donoghue; Dominic Lester; Peter Glossop
The Thin Red Line – Andy Nelson; Anna Behlmer; Paul ‘Salty’ Brincat

Melhor Montagem

La Vita è Bella – Simona Paggi
Out of Sight – Anne V. Coates
Saving Private Ryan – Michael Kahn
Shakespeare in Love – David Gamble
The Thin Red Line – Billy Weber; Leslie Jones; Sar Klein

Melhor Efeitos Especiais Sonoros

Armageddon – George Watters II
The Mask of Zorro – Dave McMoyler
Saving Private Ryan – Gary Rydstrom; Richard Hymns

Melhores Efeitos Especiais Visuais

Armageddon – Richard R. Hoover; Pat McClung; John Frazier
Mighty Joe Young – Rick Baker; Hoyt Yeatman; Allen Hall; Jim Mitchell
What Dreams May Come – Joel Hynek; Nicholas Brooks; Stuart Robertson; Kevin Scott Mack

Melhor Caracterização

Elizabeth – Jenny Shircore
Saving Private Ryan – Lois Burwell; Conor O’Sullivan; Daniel C. Striepeke
Shakespeare in Love – Lisa Westcott; Veronica McAleer

Melhor Canção

Armageddon – Diane Warren – For the Song “I Don’t Want to Miss a Thing”
Babe: Pig in the City – Randy Newman – For the Song “That’ll Do”
The Horse Whisperer – Allison Moorer; Gwil Owen – For the Song “A Soft Place to Fall”
The Prince of Egypt – Stephen Schwartz – For the Song “When You Believe”
Quest for Camelot – Carole Bayer Sager; David Foster; Tony Renis; Alberto Testa – For the Song “The Prayer”

Melhor Banda-Sonora Drama

Elizabeth – David Hirschfelder
Pleasantville – Randy Newman
Saving Private Ryan – John Williams
The Thin Red Line – Hans Zimmer
La Vita è Bella – Nicola Piovani

Melhor Banda-Sonora Comédia/Musical

A Bug’s Life – Randy Newman
Mulan – Matthew Wilder; David Zippel; Jerry Goldsmith
Patch Adams – Marc Shaiman
The Prince of Egypt – Stephen Schwartz; Hans Zimmer
Shakespeare in Love – Stephen Warbeck

Melhor Curta-Metragem Animação

Bunny – Chris Wedge
The Canterbury Tales – Christopher Grace; Jonathan Myerson
Jolly Roger – Mark Baker
More – Mark Osborne; Steve Kalafer
Når livet går sin vej – Karsten Kiilerich; Stefan Fjeldmark

Melhor Curta-Metragem Ficção

La Carte Postale – Vivian Goffette
Culture – Will Speck; Josh Gordon
Holiday Romance – Alexander Jovy
Valgaften – Kim Magnusson; Anders Thomas Jensen
Victor – Simon Sandquist; Joel Bergvall

Melhor Documentário Curta-Metragem

The Personals – Keiko Ibi
A Place in the Land – Charles Guggenheim
Sunrise Over Tiananmen Square – Shui-Bo Wang; Donald McWilliams

Melhor Documentário Longa-Metragem

Dancemaker – Matthew Diamond; Jerry Kupfer
The Farm: Angola, USA – Jonathan Stack; Liz Garbus
The Last Days – James Moll; Ken Lipper
Lenny Bruce: Swear to Tell the Truth – Robert B. Weide
Regret to Inform – Barbara Sonneborn; Janet Cole

Melhor Filme Estrangeiro

El Abuelo - Espanha
Bacheha-Ya Aseman – Irão
Central do Brasil – Brasil
Tango - Argentina
La Vita è Bella – Itália

sábado, 29 de agosto de 2009

Oz of 1940

"Over the Rainbow" do filme The Wizard of Oz... uma das canções premiadas e mais bonitas até à data com música de Harold Arlen e letra de E.Y. Harburg.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E confirmado que está...

...ao que parece pelo menos, iremos ter por cá a Marion Cotillard nas filmagens de Mistérios de Lisboa, a mais recente produção de Raoul Ruiz que irá igualmente contar com a participação de actores como Filipe Duarte, Rogério Samora e Ivo Canelas.
Finalmente alguém começou a perceber que seria uma boa ideia ter grandes produções cinematográficas cá pelas nossas "bandas"!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As previsões em Agosto

Mais uma vez com o tópico dos Globos de Ouro. Com mais um filme português que acabou de estrear, chegou então a altura para fazer umas alterações nas previsões para a cerimónia de 2010. Assim sendo cá vamos... Até agora já estrearam:
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  • 4 Copas
  • Contrato
  • A Corte do Norte
  • Nuit de Chien
  • Salazar, A Vida Privada
  • Second Life
  • Singularidades de uma Rapariga Loura
  • Star Crossed
  • O Último Condenado à Morte
  • Um Amor de Perdição
  • Veneno Cura
  • A Zona

E estão ainda por estrear uma série de outros filmes nacionais, sendo que uns até já andam a fazer alguma "carreira" internacional, e são eles:

  • Águas Mil
  • América
  • Arena
  • Assalto ao Santa Maria
  • Até Onde ?
  • A Bela e o Paparazzo
  • Cinerama
  • Duas Mulheres
  • A Esperança Está Onde Menos se Espera
  • How to Draw a Perfect Circle
  • Mistérios de Lisboa
  • Morrer como um Homem
  • Quero Ser uma Estrela
  • Quinze Pontos na Alma
  • A Religiosa Portuguesa
  • Os Sorrisos do Destino
  • Uma Aventura na Casa Assombrada
Considerando a estreia de 4 Copas que reune algumas interpretações significativas as minhas previsões para os próximos Globos de Ouro são assim as seguintes:
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Melhor Filme
A Corte do Norte
Salazar, A Vida Privada
Um Amor de Perdição
A Zona

Melhor Actor
Diogo Morgado (Salazar, A Vida Privada)
Filipe Duarte (4 Copas)
Ivo Canelas ( O Último Condenado à Morte)
Tomás Alves (Um Amor de Perdição)

Melhor Actriz
Ana Moreira (A Corte do Norte)
Isabel Abreu (A Zona)
Margarida Carvalho (Veneno Cura)
Margarida Marinho (4 Copas)

E correndo o risco de me repetir... Sou só eu ou também já acham que deveriam ser alargadas as categorias que premeiam os filmes ?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Costa dos Murmúrios (2004)

À medida que o cinema português vai aparecendo mais são as agradáveis surpresas com que me deparo. Fico satisfeito por perceber que a qualidade do nosso cinema vai aumentando de dia para dia e este filme de Margarida Cardoso é disso uma excelente prova.

A acção de A Costa dos Murmúrios decorre durante a era colonial portuguesa em Moçambique onde, sem assistir a conflitos propriamente ditos vamos tendo relatos dos mesmos.
Nunca li o livro de Lídia Jorge em que o filme se baseou e como tal não posso comparar se a intensidade dramática das quatro personagens principais é fiel no filme, no entanto aquilo que posso afirmar é que se corresponder a obra será decerto muito boa.
Começando pela personagem interpretada por Beatriz Batarda (que desempenha o papel de Evita francamente bem e parabéns pela sua vitória como Melhor Actriz nos Globos de Ouro), ela demonstra a vivacidade algo perdida de uma jovem mulher que abandona Lisboa para se casar com o seu namorado que é militar em África. Uma mulher opinativa com presença e que não se deixa dominar pelos padrões de vida estabelecidos. Gostei de a ver. Foi este aliás o primeiro papel que vi desta actriz e afirmo que está muito bom.
Como seu marido temos o actor Filipe Duarte como o jovem militar que perde (ou abdica) com a guerra de todos os seus sonhos de juventude. As suas paixões esmorecem. Pede que se esqueça o passado. De apaixonado passa a desinteressado. Escolhi esta foto das muitas que vi na internet que mostra exactamente aquilo que ele sente no filme... Enquanto os pássaros voam livres para um lado ele vê-os do chão mas virado para outro lado como que resistindo ainda aos ventos de mudança que se avizinhavam (justamente nomeado ao Globo de Ouro de Melhor Actor).

Os dois papéis mais secundários (nem tanto) pertencem a Adriano Luz como o capitão totalitário que ambiciona dominador tudo e todos com as suas ordens, e no papel da sua reprimida, dominada e obediente mulher Mónica Calle (também nomeada ao Globo de Ouro de Melhor Actriz) em total contradição com o papel de Beatriz Batarda.

Quatro boas interpretações que nos mostram não só correntes de pensamento diferentes numa era do Portugal ditatorial e colonizador.

Temos de tudo... as ilusões perdidas e as desilusões constantes. As mentiras típicas de um regime que se extingue mas ainda se quer mentalizar da continuidade. A decadência do Homem e dos seus sonhos. A percepção de que o Mundo à volta mudou e não existe um rumo definido.

Este é (foi) uma boa surpresa (mais uma) no cinema português que confesso não ser à partida fácil de digerir por ser pouco ritmado de início (não esperava tiros e explosões apenas uma narrativa mais desenvolta, não vão os críticos pensar que estou a denegrir o filme), mas uma vez que a acção se desenrola capta e prende-nos a atenção.

De destacar ainda a banda sonora algo minimalista mas perfeita que Bernardo Sassetti compôs para o filme.

8 / 10

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Hope of 1939

Dez foram as canções nomeadas a Oscar neste ano mas como sempre apenas uma iria sair vencedora do galardão máximo do cinema, e essa havia de ser "Thanks for the Memories" do filme The Big Broadcast of 1938 com letra de Leo Robin e música de Ralph Rainger.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Caminho do Canadá

A Religiosa Portuguesa de Eugène Green e As Maltratadas de Ana Campina são as presenças portuguesas para a edição deste ano do Festival des Films du Monde de Montréal no Canadá. O filme de Eugène Green garante assim a participação em mais um festival de cinema após a sua participação na edição do Festival de Locarno em Itália.

domingo, 23 de agosto de 2009

Inglorious Basterds - CARTAZ e TRAILER


27.Agosto.2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Morais e Castro



1939 - 2009

Doubt (2008)



Dúvida de John Patrick Shanley é uma agradável surpresa. Muita coisa já tinha lido sobre este filme e sobre como a escolha da Meryl Streep para o papel principal em vez da actriz que o desempenha na Broadway havia sido um erro e bla bla... A Meryl Streep é, e julgo que sempre será, uma excelente escolha para qualquer papel a que se propõe. Ela é simplesmente fenomenal, intensa e entrega-se a cada papel que desempenha. Dito isto é óbvio que o seu desempenho neste filme terá, como em todos os outros, o seu melhor, na primeira vez que a vemos como uma professora de um colégio católico e que o controle com o pulso firme. Justa nomeação para todos os prémios que teve (e os poucos que ganhou) incluindo o Oscar de Melhor Actriz (a 15ª nomeação até à data).
A outra boa e grande surpresa do filme, arrisco dizer revelação considerando que conhecia muito pouco do seu trabalho é Viola Davis que tem um curto mas estrondoso e dominante papel no filme como a mãe de um dos alunos do colégio. Também ela nomeada a Oscar mas aqui para a Melhor Actriz Secundária, e justa que foi, considerando que foi uma das forças maiores do filme apesar das poucas cenas que teve no filme, resumidas a um diálogo mais ou menos longo com Meryl Streep.
Amy Adams e Philip Seymour Hoffman também foram nomeados para Actriz e Actor Secundário. Da primeira sou franco a dizer que apesar de um simpático papel não se justificava a nomeação, quanto a Hoffman a nomeação foi justa mas não foi suficientemente importante para que lhe pudesse dar a vitória (que felizmente não deu).
A outra nomeação do filme foi para o Argumento Adaptado para John Patrick Shanley o próprio autor da obra. Justa nomeação e ficou por aí. A história em si já está um tanta batida em casos de pedófilia no seio da Igreja Católica, ou melhor, todos nós sabemos mas tem sido algo esquecido a não ser em pequenos debates e notícias que ouvimos.
Não que uma boa história precise de muitos artifícios para ser de facto boa, mas esta é demasiado simplista e é de princípio ao fim um filme baseado apenas e só em boas interpretações, algo que poderia ter falhado. Assim sendo é na sua globalidade um filme que vence apenas pelas interpretações, em particular nas duas inicialmente mencionadas, porque de resto tem momentos em que consegue ser um pouco monótono.
Para apreciadores de bons confrontos ideológicos vale pelos momentos em que se opõem Davis/Streep e Hoffman/Streep, e é excelente de ver para aqueles que querem uma Meryl Streep no papel de uma vilã... Ou será que afinal não o é?




"Father Brendan Flynn: Doubt can be a bond as powerful and sustaining as certainty."

8 / 10

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sweet 1938

Chega 1938 com cinco canções nomeadas a Oscar. Delas sai uma vencedora "Sweet Leilani" do filme Waikiki Wedding com letra e música de Harry Owens.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Y así empieza...

Apesar de preferir evitar este tipo de infecção confesso que a vontade que este filme estreie por cá é cada vez maior... E como se vê a publicidade ao REC 2, que já há algum tempo vem aparecendo, agora parece que é em excesso tal não é a aposta comercial para o filme. Que chegue RÁPIDO!

The Wrestler (2008)

O Wrestler último trabalho de Darren Aronofsky foi o ponto de regresso (veremos até quando) de Mickey Rourke actor que estava praticamente esquecido já há anos. Trabalho este que lhe rendeu inúmeros prémios incluindo o Globo de Ouro - Drama e o BAFTA bem como a nomeação a Oscar de Melhor Actor. A minha opinião pessoal? Um pouco exagerado. Que o papel lhe dá um estrondoso regresso sem dúvida que deu, no entanto não tanto pelo seu papel mas mais pela sua enorme transfiguração comparando com a figura que tinha nos idos anos 80. O seu papel aqui tem de facto momentos mais "sensíveis" mas nada que nos impressione ao ponto do mediatismo que o filme (e ele) teve.
No que ao papel da Marisa Tomei diz respeito... serve-lhe o mesmo... uma stripper com moral... ok... já foi feito e já foi visto! Não será por este papel que ela será recordada, e menos ainda se nos lembrarmos do seu, esse sim, brilhante desempenho n'O Meu Primo Vinny, daí a nomeação ao Oscar de Actriz Secundária ter sido muito mais do que o seu papel merecia pois decerto ficaram melhores papéis de fora este ano.
No entanto o filme a meu ver vence num aspecto... a banda sonora... Comovente e bem orquestrada e dá-nos pelo seu meio este fantástico tema da autoria de Bruce Springsteen que aqui fica para apreciarem:


Dito isto... não é um filme que irá ficar durante muito tempo na memória de quem o viu. Vê-se bem e lá vai distraindo, mas não é um marco histórico. Pelo menos não o é para mais alguém além do próprio Mickey Rourke que pode agradecer a esse grande Darren Aronofsky por ter sido escolhido para o desempenhar.


"Randy 'The Ram' Robinson: When you live hard and you play hard and burn the candle at both ends... in this life, you can lose everything you love, everything that loves you. Alot of people told me that I'd never wrestle again, they said "he's washed up", "he's finished" , "he's a loser", "he's all through". You know what? The only ones gonna tell me when I'm through doing my thing, is you people here. You people here... you people here. You're my family."

6 / 10

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É oficial!

Cá está... É o cartaz oficial de REC 2 de Jaume Balagueró e Paco Plaza, que já era esperado (pelo menos por mim) faz tempo. Se me atrevo a regressar à famosa casa... eu atrevo... só ainda não sei é em que dia cá estreia porque quando isso acontecer lá me têm.

The Adventures of André and Wally B. (1984)

Apesar de ser ainda "rudimentar" esta curta de animação do início da Pixar não deixa de ser agradável de se ver. Previsível mas bem disposta.

6 / 10

terça-feira, 18 de agosto de 2009

The Way you Look 1937

Simplesmente brilhante esta canção vencedora de Oscar em 1937 "The Way You Look Tonight" com letra de Dorothy Fields e música de Jerome Kern do filme Swing Time. Se há ano em que esta categoria foi francamente positiva foi este. E cá fica para comprovar...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

4 Copas finalmente...


...ESTREIA! Passado quase um ano que esteve presente na selecção do Estoril European Film Festival e a parecer que estva mais que arrumado na gaveta e fechado a sete chaves eis que no próximo dia 20 de Agosto estreia 4 Copas. Não escondo o meu interesse tendo em conta que tem dois dos actores portugueses que mais admiro: Filipe Duarte e Margarida Marinho. Por isso lá para dia 21 já trago algumas notícias sobre o filme porque, claro está, serei um dos espectadores.

domingo, 16 de agosto de 2009

Contrato (2009)

Nicolau Breyner estreia-se na realização de um filme de cinema com este Contrato que é no mínimo uma pura tragédia. E quando digo tragédia não é por ser um drama trágico que nos dará que pensar pela sua comovente história. É trágico sim pelo francamente mau que é.
Um assassino profissional que se apaixona pela tipa errada (que logo desde o início sabemos ser ela) e que lá vai cumprindo serviço (o contrato) para não manchar a sua ética profissional e no fim descobre que a tipa que ama é afinal uma das más da fita. Pelo meio muitos tiros mas pouca acção. Muita tentativa de história mas muito mal elaborada e desenvolvida. Actores portugueses com a insistente mania de fazer um filme português falado em inglês (nada contra mas os resultados seriam francamente melhores se falado em português), algum sexo à mistura com o intuito de apimentar (mas não o faz) e uma ou duas personagens que bem trabalhadas dariam rendimento mas que aqui se perdem e são elas José Wallenstein no papel de um travesti amigo e conselheiro do mau da fita (o Breyner) e Sofia Aparício no papel da ex de Breyner.
A banda sonora ao estilo de film noir não consegue ser suficientemente boa e em vez do seu objectivo apenas funciona para parodiar e ridicularizar um pouco mais algo que, já por si, de pouco vale.
No final de tudo isto acabei a desejar que a Sofia Aparício conseguisse levar a bom porto aquilo que queria fazer mas infelizmente foi lenta demais.
Mais atrás referi-me sobre este filme poder dar que pensar... De facto até dá... Dá que pensar como é que isto recebe apoios e patrocínios da TVI, MC e ICA quando estou certo que há projectos bem mais merecedores do dinheiro de entidades privadas e Estatais. Se é isto o futuro do cinema português então será francamente melhor pararem. Nada contra filmes rascas, mas ao menos que sejam feitos com baixos orçamentos. Ao menos depois do resultado final ser visto, sempre têm uma desculpa por terem ficado MAL.
Os dois pontos finais que o filme me merece são divididos. Um delos pela pequena mas bem conseguida prestação de José Wallenstein e o outro pela personagem de "loira" burra que afinal não o é de Sofia Aparício.


2 / 10

sábado, 15 de agosto de 2009

And in 1936 the winner was...

..."Lullaby of Broadway" do filme Gold Diggers of 1935 com letra de Al Dubin e música de Harry Warren.
Não vou esconder que vendo as nomeadas ao Oscar de Melhor Canção me desilude a escolha considerando que uma das seleccionadas era a fenomenal "Cheek to Cheek", mas... é assim a vida.