quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

The Secret Life of Bees (2008)

A Vida Secreta das Abelhas de Gina Prince-Bythewood conta com as participações nos principais papéis de Queen Latifah e Dakota Fanning bem como de Sophie Okonedo e da cantora Alicia Keys.
Uma história simples sobre a família e sobre os sacríficios que fazemos por ela. Sobre a dedicação e sobre a entrega. Os medos que temos em arriscar a felicidade e sobre aqueles que arriscam mas não a têm.
Uma história que nos revela que por vezes escolhemos a nossa própria família. Não aquela onde nascemos mas sim aquela para onde nos dirigimos em necessidade e onde a porta está sempre aberta. Principalmente uma história sobre a (im)possibilidade de ter ou encontrar o amor.
A premissa da história, se bem que pouco explorado a meu ver, é interessante e um filme que conta com a participação da Queen Latifah tem sempre a minha atenção, no entanto esperava mais do que aquilo que recebi do filme. Não é mau e tem uma banda-sonora relativamente agradável, mas está longe do filme que poderia ter sido.

6 / 10

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Closing the Ring (2007)

O Elo do Amor de Richard Attenborough que conta com a participação nos papéis principais de Shirley MacLaine e Christpher Plummer cruza os acontecimentos passados durante a Segunda Guerra Mundial na Irlanda do Norte com os actuais dramas do IRA, estes em segundo plano, juntamente com uma história de amor por resolver com muitos anos.
Não é um filme brilhante mas é um drama simpático e com uma história interessante que poderia ter sido melhor explorada e filmada considerando o realizador e o leque de excelentes actores que participam no filme.
A banda-sonora apesar de algo "tímida" é agradável e alguns aspectos do filme são até prometedores mas por algum motivo parece que ficam todos na paragem e nunca chegam a arrancar para o tornar num filme mais poderoso e dramático.
Até mesmo os actores, que como disse são de primeira linha, têm neste filme desempenhos contidos e reservados nunca chegando a atingir o seu potencial máximo o que iria com toda a certeza contribuir para um melhor climax do filme.
Em todo o caso é uma história e um filme agradável que vale a pena ver, no entanto não será daqueles que recordamos.

6 / 10

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Transsiberian (2008)

Transiberiano de Brad Anderson é um filme de acção que conta com a participação de Woody Harrelson, Emily Mortimer, Eduardo Noriega e Thomas Kretschmann num pequeno papel.
Numa viagem de Pequim para Moscovo no comboio que dá título ao filme um casal (Harrelson e Mortimer) encontra outro (Noriega e Mara) que mais tarde se vem a descobrir usarem a viagem como correios para o tráfico de droga com destino à Europa.
Pelo meio daquela que seria uma viagem atribulada encontram ainda um polícia corrupto (Kinglsey) e um traficante (Kretschmann) que os querem espremer para saber onde pára o dinheiro que Noriega havia escondido.
Mais sobre a história não se pode contar senão perde o pouco interesse que o filme tem e que percebemos que poderia ter ido mais longe e sido muito melhor.
Para além de umas quantas paisagens engraçadas que se vão vendo pelo vidro do comboio (e asseguro que são muito poucas), de um Noriega igual a si próprio neste e em tantos outros filmes e da confirmação de Kingsley como capaz de fazer papéis como um verdadeiro maníaco, o filme pouco de novo ou de interessante nos oferece. Para o pouco que é torna-se excessivamente longo e percebemos que poderia ter muitas das suas cenas reduzidas. Não é mau mas com toda a certeza não é nada de brilhante.

6 / 10

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The Chronicles of Narnia: Prince Caspian (2008)

As Crónicas de Narnia: O Principe Caspian de Andrew Adamson é o segundo filme da série sobre quatro irmãos que entram num mundo imaginário paralelo.
Aqui, e um ano depois de terem lá estado pela primeira vez, não reconhecem o mundo que deixaram descobrindo mais tarde que passaram mais de mil anos em Narnia. Encontram então um mundo destruído por guerras e pelo próprio passar do tempo e pretendem saber o que fazer para restituir o esplendor ao mesmo.
Aventuras e acção passadas este segundo "volume", tal como Narnia, perde um pouco da magia e do encanto que o primeiro filme nos trouxe.
Excelente em termos de guarda-roupa e direcção artística, dá continuidade a uma banda-sonora épica mas pouco apresenta de inovador no seu argumento e inclusive nas interpretações dos jovens actores que são bem mais comedidas do que no primeiro filme que, em todas as frentes, sai vencedor em relação a este. Não deixa no entanto de ser divertido e um bom entretenimento para uma tarde bem passada.

7 / 10

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Savage Grace (2007)

Desejos Selvagens de Tom Kalin é um dos mais perturbantes filmes que assisti nos últimos tempos. O porquê? Por causa do estrondoso mas incomodativo papel que Julianne Moore tem neste filme. Claro que já todos nós estamos habituados a que esta mulher dê ao seu público do melhor que tem e também daquilo que existe numa extraordinária actriz multifacetada e que respira e transpira talento.
Qualquer cinéfilo que a aprecie (duvido que exista um que não goste) sabe que em inúmeros dos seus desempenhos ela retrata mulheres não perdidas mas que se encontram à beira de um qualquer abismo. Seja ele psicológico ou físico, mas sempre transparente através de um olhar distante e vazio que dita o limite do ser humano. Do ser que ela transporta e representa. É esse mesmo vazio que a coloca num patamar arriscarei dizer intocável. Não temos um seu desempenho que possamos dizer "ah e tal não foi bom". Todos o são. Principais ou secundários ela entrega-nos sempre o seu melhor. Melhor... Ela entraga-nos o melhor.
Quanto ao filme, baseado numa história verídica, retrata a vida da disfuncional (uma vez mais) família Baekeland em que desde a sua formação sempre foi constituída por uma mãe (Moore) com uma aura grande demais para uma banal vida de mãe e um pai (Dillane) que não suportou ser colocado como um apêndice da sua mulher e procurava refúgio noutras. O filho (em adulto interpretado por um excelente Eddie Redmayne) viveu desde sempre um drama devido ao elevado e abusivo proteccionismo da mãe que se intrometida à custa dos ciúmes nas relações homossexuais do filho e via nelas, e especialmente nele, um conforto sentimental e sexual devido à ausência do marido que ela própria afastava.
Esta história que se desenvolve ao longo dos anos 60 pelos Estados Unidos, Espanha e Inglaterra chega ao fim no ano de 1972 quando o filho põe um termo na vida da mãe farto de ser o seu escape e consolo sentimental e sexual.
Aquilo que se torna a meu ver quase doentio neste filme não é o retrato de uma mulher desesperada que obrigou os demais, mais concretamente o seu marido, a afastar-se dela ou ter provocado a indiferença do filho pelo sua excessiva necessidade de o ter sempre presente. O que acho de facto doentio no filme são os últimos momentos do filme onde ela claramente sodomiza o seu filho para lhe dar uns momentos de prazer que não sentia, ou não se sentia capaz de ter, com outra qualquer pessoa.
Digo doentio pois afirmo que Moore ultrapassou definitivamente a barreira que talvez até então tivesse, agarrando um extremo e forte papel com este filme. Excedeu-se a si própria agarrando um papel que a leva a um outro nível bem mais arriscado provando uma vez mais a capacidade extrema que possui enquanto uma magífica actriz, não que alguém, repito, pudesse disso ainda ter alguma dúvida.
Tudo o que de mais se possa dizer a propósito deste filme é quase "banal" face ao seu desempenho que é certamente um dos seus mais arriscados até à data e certamente também um dos mais fortes. Julianne Moore tem aqui um papel verdadeiramente à beira de um abismo enorme. Temos actriz. Temos uma grande actriz.

8 / 10

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Satellite Awards: vencedores

Foram também anunciados os vencedores da edição de 2009 dos Satellite Awards. E os vencedores foram:
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Motion Picture, Drama
The Hurt Locker

Motion Picture, Comedy or Musical
Nine

Director
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Actress In A Motion Picture, Drama
Shohreh Aghdashloo , The Stoning of Soraya M.
Actor In A Motion Picture, Drama
Jeremy Renner, The Hurt Locker
Actress In A Motion Picture, Comedy or Musical
Meryl Streep, Julie & Julia
Actor In A Motion Picture, Comedy or Musical
Michael Stuhlbarg, A Serious Man
Actress In A Supporting Role
Mo’nique, Precious
Actor In A Supporting Role
Christoph Waltz, Inglourious Basterds
Motion Picture, Foreign Language Film
The Maid Chile
Broken Embraces Spain
Screenplay, Original
Scott Neustadter, Michael H. Weber, (500) Days of Summer
Screenplay, Adapted
Geoffrey Fletcher, Precious
Motion Picture, Animated or Mixed Media
Fantastic Mr. Fox

Motion Picture, Documentary
Every Little Step
Original Score
Rolfe Kent, Up in the Air
Original Song
“The Weary Kind”, Crazy Heart
Cinematography
Dion Beebe, Nine
Visual Effects
2012

Film Editing
The Hurt Locker
Sound (Mixing & Editing)
2012

Art Direction & Production Design
A Single Man
Costume Design

The Imaginarium of Doctor Parnassus
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Gran Torino (2008)

Gran Torino de Clint Eastwood é apesar da temática apresentada um dos filmes mais pacíficos do realizador que nos habituou a grandes conflitos quer físicos quer psicológicos.
Aqui Walt, a personagem interpretada pelo próprio Eastwood, é um homem solitário que simplesmente despreza tudo e todos o que o rodeiam. Nem vizinhos, nem família quer ele por perto, e para todos tem um comentário depreciativo ou rácico. A verdadeira solidão no meio de tantos.
No entanto, após uma tentativa frustrada de assalto por parte de um dos seus odiados vizinhos, Walt inicia uma reservada relação com o próprio assaltante. Cliché à parte, e não falando de uma amizade dita normal considerando que os seus vizinhos são asiáticos. Mas o à partida improvável acontece de facto e a tensa relação sentida entre ambos começa aos poucos a dissipar-se para se tornar natural.
É um típico filme que retrata muito da sociedade norte-americana, e não só, onde os conflitos de gerações e raciais estão cada vez mais presentes e constantes. Mas como em tudo, é no meio da adversidade que nasce o respeito, a admiração e por vezes a dignidade.
Não sendo na minha opinião o filme mais brilhante de Eastwood, ou sequer aquele em que entrega o seu melhor desempenho dramático (não me esqueço do que ele fez pelo Million Dolar Baby), este Gran Torino não deixa de ser um sentido, e em muitos momentos cómico, filme sobre as reacções humanas e sobre as relações (ou emoções) que se desenvolvem entre os indivíduos.
É um agradável filme para se ver e "apenas" mais uma prova que Eastwood ainda vai estando para as (largas) curvas.

"Walt Kowalski: Ever notice how you come across somebody once in a while you shouldn't have fucked with? That's me."

8 / 10

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Chicago Film Critics Awards: vencedores

Chegou a vez da crítica de Chicago anunciar os seus vencedores. E foram eles:
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BEST PICTURE: The Hurt Locker
BEST DIRECTOR: Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
BEST ACTOR: Jeremy Renner, The Hurt Locker
BEST ACTRESS: Carey Mulligan, An Education
BEST SUPPORTING ACTOR: Christoph Waltz, Inglourious Basterds
BEST SUPPORTING ACTRESS: Mo’nique, Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire
BEST ORIGINAL SCREENPLAY: Mark Boal, The Hurt Locker
BEST ADAPTED SCREENPLAY: Jason Reitman and Sheldon Turner, Up in the Air
BEST FOREIGN-LANGUAGE FILM: The White Ribbon
BEST ANIMATED FEATURE: Up
BEST DOCUMENTARY: Anvil: The Story of Anvil
BEST CINEMATOGRAPHY: Barry Ackroyd, The Hurt Locker
BEST ORIGINAL SCORE: Up, Michael Giacchino
MOST PROMISING PERFORMER: Carey Mulligan, An Education
MOST PROMISING FILMMAKER: Neill Blomkamp, District 9
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Agora (2009)

Ágora de Alejandro Amenábar é mais um brilhante e comovente filme oriundo de terras de nuestros hermanos que não só surpreendem pela qualidade do seu cinema como ainda atraem grandes estrelas internacionais para o representarem. Neste caso a grande estrela, que ainda é extremamente agradável ao ecrã e uma excelente actriz, é a britânica Rachel Weisz.
A história centra-se nos acontecimentos que rondaram a afirmação da Cristandade como uma das religiões predominantes do Mundo à altura conhecido.
Como todo o bom filme épico-histórico as inerentes intrigas políticas e também religiosas encontram-se presentes e aqui, claro, esse aspecto não é excepção. Por entre perseguições aos pagãos e aos judeus na cidade de Alexandria, os Cristãos em crescente expansão pela cidade vincaram o seu poderio primeiro através da força e da destruição e, uma vez obtido esse poder, através da punição e do castigo.
Com Ágora, Alejandro Amenábar criou também uma história de amor. Um amor impossível dividido entre três intervenientes. A filósofa e professora Hypatia, brilhantemente interpretada por Rachel Weisz, que apenas consegue entregar-se de corpo e alma aos seus estudos e à ciência. Foi ela uma das defensoras da teoria heliocêntrica que ia contra aquilo que a Cristandade defendia. Faziam também parte deste círculo os dois homens que a idolatravam acima de tudo. Orestes e Davos. O primeiro que abertamente lhe declararia amor e a quem ela renegara. O segundo o seu escravo que nunca o poderia declarar por palavras mas sim por inúmeros gestos. Um dos mais fortes exemplos desse amor estaria representado nas últimas imagens em que ambos se encontravam no mesmo espaço. Foi o único gesto de amor entre ambos e o último sacrífico que haveria de ser feito em nome desse amor.
São estas as mais significativas interpretações do filme levadas à perfeição pelos actores Rachel Weisz (Hypatia), Max Minghella (Davus) e Oscar Isaac (Orestes), existindo uma empatia perfeita entre tanto Weisz com Isaac como com Minghella. Considerando que este filme é de produção espanhola, não me espantaria que na próxima edição dos prémios Goya que além de filme e realizador fossem nomeados para Actor e Actriz Principal e para Actor Secundário (Isaac).
E finalmente temos uma grande componente histórica-científica com este filme que faz igualmente parte relevante do enredo do filme. Numa época em que os conflitos religiosos estavam tão presentes como hoje, um indíviduo afastado de uma vida religiosa e que defendia teses proibidas pelas religiões em expansão era um elemento perigoso para a estabilidade das mesmas e como tal melhor morto que vivo.
Amenábar não deixa de espantar com as suas fantásticas histórias quer ficcionadas quer reais e surpreende constantemente com o valor dos seus trabalhos. E espantosa está também a impressionante e comovente banda-sonora da autoria do compositor italiano Dario Marianelli que contribui de forma muito significativa para a enorme dimensão do climax do filme.



10 / 10


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Good (2008)

Um Homem Bom de Vicente Amorim centra-se numa história situada durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Tendo como principal interprete Viggo Mortensen num espantoso e extraordinário papel Good de seu título original conta o percurso de um jovem e proeminente professor universitário e reputado autor que vê a sua obra seleccionado como importante e fundamental para o fortalecimento no nacional-socialismo na Alemanha de Hitler e, como tal, passa de um estimado professor a um membro destacado do partido nazi.
Pelo percurso, passa de uma família conturbada a uma imagem impecável onde reina a perfeição (apesar de ela nunca no fundo existir), passa por uma nova família e especialmente pela formação de novos amigos socialmente aceites.
É então esta a ideia que o filme nos quer transmitir. Até que ponto a moral e a decência humana existem em tempo de crise e principalmente que está disposto esse mesmo ser humano a fazer, e a abdicar, para o bem e para a segurança daqueles que em tempos lhe foram estimados.
Apesar de ser um filme que tem a sua acção a decorrer durante o maior conflito armado da História, este filme trata principalmente das escolhas. As escolhas que optamos para o nosso destino e para a nossa vida e também como estas contribuem para um determinado rumo a seguir. Tivessem elas sido diferentes e teria essa mesma vida continuado? Seguido um rumo também ele diferente? Que pessoas estariam à nossa volta? Qual a influência que teríamos sobre elas? E elas sobre nós?
Uma mensagem ou ideia se assim se quiser que o filme também nos transmite é a de que até que ponto o meio em que estamos inseridos nos influencia, ou determina as nossas acções. Se estivesse um ndívuo noutro contexto tomaria outras medidas? É válido abdicar dos valores pelos quais sempre regeu a sua vida?
Não é um filme de grande acção e não é de todo um filme de guerra. É um filme sobre a guerra e sobre como esta modifica um indivíduo e a sua forma de olhar o mundo. É uma reflexão sobre acções e sobre atitudes. Sobre os comportamentos.
É essencialmente um filme que reflete sobre a condição em que o indivíduo fica depois de ter abandonado os seus próprios princípios e abraça aqueles que lhe são impostos. E sobre isto temos o brilhante desfecho do filme que vale por todo ele.
Vicente Amorim entrega aqui um brilhante filme com um argumento de John Wrathall e uma muito sóbria banda-sonora de Simon Lacey.
Impossível será também deixar de novamente referir o extraordinário desempenho que Viggo Mortensen tem neste filme, prova mais que certa do seu enorme talento para densos e profundos papéis dramáticos.




8 / 10


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Brittany Murphy

1977 - 2009

Fireflies in the Garden (2008)

Um Segredo Muito Nosso de Dennis Lee com Ryan Reynolds, Willem Dafoe e Julia Roberts (esta num pequeno papel) é um pouco divulgado e bem elaborado filme sobre os dramas familiares numa família aparentemente normal.
Aqui vivemos o regresso a casa de dois irmãos que em jovens sofriam abusos e maus tratos por parte do pai após a morte da mãe.
Através de pequenos acontecimentos diários somos levados ao passado e assistimos a todo o tipo de situações que fizeram esta família distanciar-se e até de certa forma perder o significado da palavra família.
Ryan Reynolds apesar do papel principal não tem aqui ainda o seu melhor desempenho apesar de ser consistente e credível. A Julia Roberts como referi tem um papel extremamente pequeno e secundário e claro está igual a si própria que é o mesmo que dizer brilhante como sempre. E Willem Dafoe esse sim, tem um espectacular e potente papel como pai abusivo que tudo e todos tenta controlar através de abusos não só físicos como também psicológicos.
Com um argumento consistente que tem as suas mossas graças a uma edição e montagem algo confusa em certos momentos e com uma banda-sonora da autoria do compositor espanhol Javier Navarrete é uma pena que este filme não só por cá como principalmente nos Estados Unidos tenha passado tão ao lado do público pis seria com certeza apreciado.

8 / 10

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Singularidades de uma Rapariga Loura (2009)

Singularidades de Uma Rapariga Loura de Manoel de Oliveira era um filme que me despertava alguma curiosidade já há algum tempo. Recentemente lá ganhei coragem e vi. A curiosidade advinha não só por ser um filme do Manoel de Oliveira como também pela participação da Catarina Wallenstein que digo será uma das grandes actrizes portuguesas do futuro.
Começo a ver o filme e o pior que anseava concretizou-se. Praticamente cinco minutos de silêncio onde temos um revisor a picar bilhetes. Momento este que só culminaria com o final do filme (felizmente pouco mais de uma hora depois) quando se vê o comboio seguir a sua viagem durante mais três minutos. Só aqui vão quase dez.
Pelo meio temos Leonor Silveira e Ricardo Trêpa a falarem um com o outro mas sempre a olharem a câmara e nunca a interagirem um com o outro. Monótono é a única palavra que me ocorre para descrever tão sem graça momento cinematográfico.
Pelo resto dos restante breves minutos do filme temos uma relação sem sal entre a personagem de Ricardo Trêpa e Catarina Wallenstein que em nada adianta nem no cinema português e muito menos nos míticos pares românticos que ficaram imortalizados no cinema. Não há química entre ambos mas sim um deambular de palavras sem graça e sem qualquer tipo de fluência. Pior não poderá haver (espero).
E os desempenhos... esses, meu deus, fracos, muito fracos, do pior. Espero que qualquer um dos actores se lembre de escolher papéis que os façam brilhar um pouco mais, porque estes e aqui, são de esquecer. Uma mancha no seu percurso profissional.
Com todo o respeito que me merece esse eterno Manoel de Oliveira, afirmo sem problemas que este deve ser de longe o seu pior filme. Por tudo. É um filme mole, sem graça, sem cor, sem energia e sem aquela dose de um quadro em movimento a que Oliveira nos habituou.
Um momento positivo do filme? Simplesmente não houve.

1 / 10

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RocknRolla (2008)

RocknRolla de Guy Ritchie é mais um dos seus filmes ao estilo do anterior Snatch onde um conjunto de personagens do submundo do crime interagem das piores formas possíveis. Digo piores formas porque levam-nos a um conjunto de situações francamente violentas mas sempre com um sentido de humor típico dos britânicos, extremamente corrosivo e sarcástico.
Aqui temos de novo todo o habitual enredo com que Guy Ritchie nos presenteia. Um bando enorme de gangsters, rufias, ladrões e marginais. Um roubo. As habituais vítimas que acabam por não o ser muito. Os brutamontes. Os esquemas. As tentativas de ludibriar tudo e todos. Umas quantas cenas de sedução. E no final de tudo temos a vitória daqueles que à partida menos esperávamos.
Os primeiros trinta minutos do filme conseguem maçar um pouco ao contrário desse grande Snatch onde é acção pura e dura sem parar mesmo com a respectiva introdução aos personagens do filme, no entanto a partir daí este RocknRolla consegue conquistar-nos definitivamente.
Não tem o mesmo impacto de Snatch que a meu ver supera este uns quantos pontos, no entanto também não desilude e é entretenimento do princípio até ao fim com um multiplicar de personagens cada uma com problemas piores do que a anterior.
Mais um ponto forte é o facto de se ver a Thandie Newton num papel mais bitch sensual, algo que normalmente não acontece e claro como sempre um aplauso à banda-sonora que como já vem sendo habitual nos filmes de Ritchie é sempre muito intensa.




8 / 10


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Burn After Reading (2008)

Destruir Depois de Ler é o último filme de Joel e Ethan Coen onde mais uma vez reinam as personagens completamente disfuncionais e esquizofrénicas.
Com um argumento cheio de intrigas e esquemas alucinantes, e que confesso até achei bem construído mesmo não sendo um fã desta dupla de realizadores, consegue despertar o interesse do espectador apesar de não ser dos filmes com mais "reputação" dos mesmos.
Espiões, intriga, casos amorosos, paranóia e esquizofrenia em ritmos alucinantes e alguns actores de destacar nomeadamente um totalmente alucinado George Clooney já fiel à filmografia dos Coen, um Malkovich que assume aqui quase o papel da vítima de serviço, nada vulgar no trabalho do actor, e um Brad Pitt completamente "cozido" nos esteróides e com um papel curto mas bastante divertido para completar o elenco.
Banda-sonora interessante, mas não genial, e que contribui para acentuar as paranóias (já imensas) das personagens é mais um dos poucos aspectos de interesse que este filme consegue destacar.
Não é mau mas não é brilhante, vem ainda muito no crescente sucesso do No Country for Old Men, e acabou por se perder também um pouco nessa mesma corrente.
Distrai e especialmente leva-nos a vê-lo pelo conjunto sólido de grandes actores que apresenta onde a adicionar aos anteriores temos ainda Tilda Swinton, Frances McDormand e Richard Jenkins. E possivelmente será um "mimo" para os fãs incondicionais dos Coen.

6 / 10

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

La Conjura de El Escorial (2008)

A Conspiração da Corte de Antonio del Real é um filme que poderia ter sido muito bom. Poderia ter sido, mas não foi. Como costumo dizer, por muito estranha que nos soe a língua em que o filme foi filmado, nada melhor do que ouvi-lo na língua original e não com dobragens ou sotaques manhosos que em nada têm a ver com os actores que o interpretam. Logo isto aqui estraga uma boa parte do que o filme poderia ter sido.
Apesar do fantástico elenco que o filme tem onde se destacam nomes como Jason Isaacs, Julia Ormond ou Joaquim de Almeida, o que é certo que aliado ao factor que mencionei antes também o argumento do filme não é nenhuma especialidade ou obtém qualquer tipo de destaque. No entanto poderia ter sido melhor trabalhado na língua original e talvez isso conseguisse destacar mais, e melhor, o filme, pois à partida a premissa que coloca conspirações da corte e intrigas políticas nacionais e internacionais numa Espanha do século XVI seria um enredo interessante para poder retirar daqui um filme francamente interessante. Mas falha. Falha redondamente ao ponto de poder dizer que este é um dos filmes mais fracos vindo de terras de nuestros hermanos que alguma vez vi.
Salvam-se neste filme fantásticos cenários palacianos e considerando que é um filme de época também os seu fantástico guarda-roupa da autoria de Javier Artiñano nomeado inclusive para o Goya de Melhor Guarda-Roupa.
Geralmente é um filme pobre e sem grande conteúdo que pouco de bom tem mas que claro, vale sempre a pena dar uma vista de olhos.

3 / 10

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Terminator Salvation (2009)

Exterminador Implacável - A Salvação de McG é o quarto filme da saga mas o primeiro que nos leva realmente ao mundo pós-apocalíptico onde as máquinas já dominam de facto o planeta e a Humanidade é apenas uma muito pequena parte que o habita.
Quanto à história é escusado falar pois duvido que exista alguém que não conheça o enredo em volta desta quadrilogia que deu origem a uma das frases mais emblemáticas da história do cinema: "I'll be back" proferida já no ido ano de 1991.
Assim sendo não vou perder tempo neste aspecto e vou apenas referir que estamos perante um filme rico em efeitos especiais quer visuais quer sonoros, bem editado e com uma banda-sonora que faz lembrar o segundo filme da saga. Temos os Terminators tradicionais bem como uns quantos novos exemplos de máquinas de destruíção que atormentam todo o humano que se digne em aparecer.
Este quarto título da saga não é um filme tão brilhante como o segundo, no entanto não deixa de ter levantado a fasquia em relação ao terceiro sa série que foi o mais fraco de todos eles. Este é um filme interessante, bem construído e que na minha opinião não deixa de ser essencialmente um elo de ligação entre os anteriores que representavam o mundo pré-apocalipse e quase de certeza ao(s) próximo(s) que irão retratar um mundo já dominado pelas máquinas e o qual os humanos irão tentar reaver.
De notar também que o Christian Bale, aqui a interpretar John Connor, consegue no último ano e meio ficar associado às duas maiores sagas de cinema dos últimos trinta anos: Batman e Terminator.

"John Connor: I knew it. I knew it was coming. But this is not the future my mother warned me about. And in this future, I don't know if we can win this war. This is John Connor."

7 / 10

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Jennifer Jones

1919 - 2009

Doomsday (2008)

Doomsday - Juízo Final de Neil Marshall é daqueles filmes que estreiam curiosamente na mesma altura em que assuntos semelhantes correm de boca em boca na realidade. Coincidências à parte e falando do filme...
Em aceleração do início até ao final temos de tudo... Os iniciais momentos que tentam ser dramáticos (para o tipo de filme que é claro) mas que não caem em lamechices. Assistimos a umas quantas cenas mais ao modo nojento onde uns e outros vomitam tudo quanto têm dentro do organismo. Uns fogem... Outros não. O que terá acontecido àqueles que fogem? Mais tarde saberemos!
Num mundo em desordem e onde o caos é rei assistimos a uma civilização perdida onde um estilo "mixado" entre Mad Max e a saga 28 Dias/Semanas Depois impera. Perseguições alucinantes com os novos veículos alterados, muito a lembrar a saga Mel Gibson mas sem cair em imitações baratas nos oferecem os momentos mais alucinantes do filme. O virus por sua vez propaga tal e qual os 28 Dias... e a caracterização dos intervenientes também não está longe. A diferença aqui é que existe a hipótese de procurar uma cura e também que os governantes pouco se estão a preocupar com os desgraçados que ficaram infectados.
Pelo meio a dar corpo e alma à salvadora da nação temos Rhona Mitra (Eden no filme) que assume assim a originalidade de termos uma mulher de armas que tenta salvar o mundo, e novamente, sem qualquer tipo de sentimentalismos ou emoção, mas apenas com a força bruta do seu músculo.
Depois de um conjunto sem fim de sequências de acção, e todas bem feitas sem ficar a dever nada aos filmes anteriormente referidos, chegamos ao fim que suspeito abre a porta a uma sequela que mais dia menos dia teremos por aí nas salas de cinema.
Quanto ao filme em si tal como disse faz umas cópias/homenagens abertas e declaradas a uns quantos filmes que já vimos anteriormente não deixando no entanto nada ao acaso e muito menos a pensarmos que este é apenas o irmão mais pobre dos anteriores. O filme vale por si só e são várias dezenas de minutos de entretenimento e acção garantida e de qualidade. Para quem aprecia o género de filme tenho a certeza que não se irá arrepender de o ver, se bem que, tal como eu, fica a vontade que o filme tivesse pelo menos mais meia-hora mas, como disse, a sequela deve estar para qualquer dia em breve.

"Kane: Like so many epidemics before, the loss of so many lives began with a single microscopic organism. It's human nature to seek even the smallest comfort in reason, or logic for events as catastrophic as these. But a virus doesn't choose a time or place. It doesn't hate or even care. It just happens."

8 / 10

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Sunshine Cleaning (2008)

Serviço de Limpeza de Christine Jeffs é uma simpática comédia dramática familiar que conta com a participação de Amy Adams no princial papel e com Emily Blunt e Alan Arkin como secundários.
Passados os trinta anos de idade e numa vida sem um rumo certo ao contrário do que adivinhavam os seus tempos de liceu, a personagem interpretada por Amy Adams envereda por uma nova profissão: limpar cenas de crime para eliminar as marcas do mesmo. Pelo meio tem de lidar com o homem com quem mantém um caso meramente sexual, um pai com grandes sonhos e uma irmã problemática que, tal como ela, insiste em não dar um rumo à sua vida.
Não é um filme que nos adiante muito a outras tantas comédias do género com as habituais cenas de família disfuncional, no entanto não deixa de ser bem elaborado e simpático que qualquer um de nós pode ver e possivelmente em tantas situações ver a nossa própria família por ali retratada. Um filme ligeiro e com algum sentido de humor, cenas comuns (e também alguns lugares comuns) que distrai ao longo da sua curta duração.
Ainda não é com este papel que Amy Adams reune a minha total admiração, no entanto a Emily Blunt vai conquistando aos poucos esse lugar com papéis ora mais certinhos ora, como este, totalmente disfuncional e fora de órbita.

"Rose Lorkowski: There's not a lot that I am good at. But I'm good at getting guys to want me. Not date me, or marry me, but want me."

7 / 10

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