quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Parabéns! (1997)

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Parabéns! de João Pedro Rodrigues foi a segunda curta-metragem do realizador de O Fantasma e, ao mesmo tempo, aquela que o deu a conhecer no panorama cinematográfico nacional.
Chico (João Rui Guerra da Mata) acorda com o tocar de telefone. É a sua namorada que o espera no dia em que comemora o trigésimo aniversário. Com ele na cama está João (Eduardo Sobral) que conhecera durante a madrugada e com quem passou a noite.
Com uma dinâmica que se confunde entre a empatia e o distanciamento - ou até mesmo entre presa e predador -, percebemos que a relação entre os dois é inicialmente fria mas que, ao mesmo tempo, existe uma grande tensão e desejo entre "Chico" e "João".
Num enredo que se limita à acção decorrida numa manhã de ressaca e onde o desejo ainda persiste, percebemos, no entanto, que a relação entre os dois poderá não ir muito para além daqueles momentos em que se preparam, cada um deles, para seguir o seu próprio rumo. Mas, não é menos verdade que "Chico" não parece muito incomodado com a presença de "João" ou que este, por sua vez, também gosta do jogo de sedução ambientando-se inclusive a um espaço que não é seu.
Não serão cúmplices... e tão pouco os melhores amigos. A interacção entre ambos deve-se única e exclusivamente a uma noite de embriaguez e um desejo carnal que os juntou como forma de se auto-saciarem. No entanto, não deixa de ser verdade que Parabéns! nos revela que aquela noite - e manhã - parecem estar longe de acabar e "Ela" (a namorada) vai ter de continuar a esperar por alguém que parece cada vez menos interessado.
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4 / 10
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Arouca Film Festival 2014: selecção oficial

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A decorrer entre os dias 12 e 14 de Setembro, o Arouca Film Festival divulgou ontem a sua programação oficial para a edição deste ano. Estão assim seleccionados:
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Acaso Numa Tarde, de Ricardo Machado (Portugal)
Agora... Vivo Um Dia de Cada Vez, de Luís Pires (Portugal)
Balança, de Rui Falcão (Portugal)
Banda Desenhada, de Pedro Santasmarinas (Portugal)
El Bicho, de Irene Hernanz (Espanha)
Chico Malha, de Guilherme Gomes e Miguel Reis (Portugal)
Cicatrices, de Miguel Aguirre (Espanha)
D-Tox, de Paulo César Fajardo (Portugal)
Dança da Ostra, de Carlos Norton (Portugal)
Desportistas, de Iván Ramírez, Juan Carlos Arniz e Ana Rodrígues (Espanha)
Electric Indigo, de Jean-Julien Collette (Espanha)
Inertial Love, de Cesar Esteban Alenda e José Esteban Alenda (Espanha)
Insects for Alice, de Luís Costa (Portugal)
The Jigsaw, de Basil Al-Safar e Rashaj Al-Safar (Portugal)
Lost Haven, de Patrício Faísca (Portugal)
O Mal e a Aldeia, de Diogo Lima e David Serôdio (Portugal)
Maria, de Mónica Lairana (Espanha)
O Meu Avô, de Tony Costa (Portugal)
Michael Sweeny 2014, de Paulo Pinho (Portugal)
Navegar, de Carlos Silva e Pedro Carvalho de Almeida (Portugal)
Ngutu, de Felipe del Olmo e Daniel Valledor (Espanha)
Paluí, de Carlos Silva e Pedro Carvalho de Almeida (Portugal)
Producción, de Nuria Machado e Germán Pérez (Espanha)
Remissão Completa, de Carlos Melim (Portugal)
Requiem for a Night, de Yousef Kargar (Irão)
Say Hello, de Tine Kluth (Reino Unido)
Tarzan, de Signe Baumane (EUA)
Tesouras e Navalhas, de Hernâni Duarte Maria (Portugal)
Tormenta, de Alek Lean (Brasil)
Un Lugar Mejor, de Moisés Romera e Marisa Crespo (Espanha)
ZeiDverschwAndung, de Tine Kluth (Reino Unido)
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Alien, no one saw this coming... novo filme de Cláudio Jordão

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A apresentação deste filme e comentário serão feitos de forma um pouco diferente do que tem sido feito até agora.
Sem identificar o título desta nova curta-metragem de Cláudio Jordão, vou apenas referir que a mesma foi elaborada tendo em mente o universo Alien que Ridley Scott iniciou em 1979 a partir do exacto momento em que a Tenente Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, expulsa o monstro que dizimou toda a tripulação da Nostromo da pequena nave em que tenta fugir.
O que lhe terá acontecido - ao monstro - depois de Ripley o ter alvejado com um arpão lançando-o assim à deriva no infinito do espaço? Que melhor forma de celebrar o 35º aniversário de Alien do que abrir novamente a porta sobre este universo e questionarmo-nos sobre aquilo que poderá (ou não) ter acontecido ao mesmo?!
Com mais uma animação perfeita - à semelhança do que já nos havia entregue com Conto do Vento - Cláudio Jordão dirige uma curta-metragem intensa e muito fiel não só ao universo Alien como àquele da ficção científica que é aperfeiçoada com uma música original/som de João Frias e Sílvio Macedo que criam a atmosfera perfeita para este filme.
No final o espectador mais atento - e claro aquele que é fã - pergunta-se no porquê deste universo não ser recuperado com tanta intensidade e tensão como estes breves quatro minutos nos entregam pois qualquer um de nós (des)espera por uma nova entrega desta saga.
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8 / 10
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Tio Carlos 1942-1969, Um Inquérito Docudramático (2014)

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Tio Carlos 1942-1969, Um Inquérito Docudramático de João Gomes é uma curta-metragem documental e o mais recente trabalho do realizador de Natália, a Diva Tragicómica e Estórias.
O realizador João Gomes dirige esta curta-metragem de forma pessoal e curiosa sobre a história de um tio que nunca conheceu e cuja memória sente ter desaparecido da tradição oral da família como se um vazio sobre a sua pessoa tivesse sido criado.
Deste tio, de nome Carlos Alberto de Jesus Silva, sabe-se que desapareceu em África durante o conflito colonial português sendo todas as demais memórias bloqueadas e apagadas das mentes dos familiares - aqui na pessoa da mãe do realizador - dos quais se percebe existir algum desconforto em relembrar este parente num misto de ausência e presença que se mesclam e confundem.
Quando os próprios registos oficiais parecem dar uma continuidade a este desconforto e ignorar a existência desta pessoa da qual poucos documentos e memórias existem, o espectador pergunta-se até que ponto esta terá sido real e existido de facto! Sabendo que sim, de facto existiu, a curiosidade adensa-se quando as perguntas são mais do que as respostas fornecidas e sente-se a presença de alguém - ou algo - que está por explicar. A presença de um fantasma adormecido, mas sem descanso, o qual precisa da sua expiação para que a sua história seja finalmente esclarecida voltando assim ao seio da família que é a sua.
João Gomes consegue com este seu breve documentário levantar algumas interessantes questões sobre a identidade individual, sobre a memória - do indivíduo e a colectiva - e ainda, e talvez principalmente, uma questão a respeito dos laços familiares e da sua resistência quando um dos seus elos (ou elementos) desaparece sem deixar um rasto ou marca individual. Documentário interessante ao ponto de ficar uma pequena - grande - vontade sobre um potencial desenvolvimento desta história e investigação que pudesse eventualmente entregar um descanso à memória do Tio Carlos.
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7 / 10
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cemetery Gates (2006)

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As Portas do Cemitério de Roy Knyrim é uma longa-metragem norte-americana de "terror" - entre aspas já define muito do que ele é enquanto filme de género - e um que facilmente se insere naquele conjunto de obras que amamos odiar.
Depois do laboratório de Belmont (Reggie Bannister) ser invadido por dois ecologistas, Precious - a Diabo da Tasmânia mutante - é libertada na floresta adjacente provocando o caos por onde passa. Tudo ganha contornos mais preocupantes para Belmont quando este descobre que o seu filho Hunter (Peter Stickles) foi para a mesma floresta com um grupo de amigos onde se prepara para dirigir um filme de terror no cemitério que lá se encontra.
Determinado em parar com a ameaça à vida humana que é Precious, Belmont dirige-se para a floresta na companhia de Christine (Aime Wolf), também responsável pela sua mutação, salvando assim o maior número de vidas possível.
O mais engraçado de filmes como Cemetery Gates não é necessariamente a sua premissa que é invariavelmente semelhante a tantos filmes do género, mas sim o facto de ser construído com o máximo de seriedade para que tudo aparente ser amador, mal feito, mal dirigido e profundamente ridicularizante para todos os envolvidos. Apenas e só tendo isto em mente podemos equacionar a presença de momentos tão mal elaborados que rapidamente poderiam transformar um filme deste calibre em algo risível e muito pouco medonho - que, convenhamos, na prática nunca chega a ser - mas que o tal requinte em fazer dele mau preenche todos os requisitos necessários para que até lhe consigamos atribuir alguma graça... Afinal, mais não é do que um filme de entretenimento que cumpre aquilo a que se propõe.
Se esperamos algo que nos assuste pelos seus cenário macabros... podemos esquecê-lo. Aqui tudo é propositadamente tido de forma amadora, desde os espaços, aos adereços sem esquecer o próprio cemitério onde as potentíssimas cruzes das campas são mais leves do que um lençol e isto sem esquecer, claro, a rudimentar caracterização da "fera" de seu nome "Precious" (a sério?!) que em diversas ocasiões se apresenta como um homem dentro de um fato e com um andar digamos... "estranho" e que consegue ser quase do mesmo tamanho que um cavalo em idade adulta (lembremo-nos que isto era suposto ser um Diabo da Tasmânia). Se a isto juntarmos momentos onde gelatina líquida se assume como o novo tipo de sangue e nos diversos actores retirados às produções porno de mais baixo orçamento possível... o que temos no final é um cozinhado perfeito para um dos piores filmes dos últimos tempos - possivelmente de sempre - mas que, ao mesmo tempo, aprendemos a "gostar" dele pela simpatia e dedicação com que tudo foi feito para que no final tudo pudesse correr mal.
Saltos para o (des)conhecido que se encontra mesmo ao virar da esquina... burados dos quais não se consegue fugir sem uma corda mas que quando se esticam bem já estão com a cabeça de fora e cadáveres (sim, estamos num cemitério não se esqueçam) que se amarrotam como borracha e de seguida estão direitos como se nada fosse ou até mesmo o retrato de um cheio nauseabundo sem que se perceba que "Precious" está a passar ao lado, são apenas alguns dos detalhes que o realizador e respectiva equipa entregaram a este filme que suspeito ter demorado menos tempo a elaborar do que este simpático comentário que lhe estou a dedicar.
A nota que lhe atribuo e que poderão verificar já no final, em nada tem a ver com o potencial de divertimento que Cemetery Gates confere ao espectador que esteja disposto a vê-lo pois podem acreditar, vale a pena se o abraçarmos com paciência e sem esperar algo... bem feito. A pontuação que lhe atribuo tem única e exclusivamente a ver com o facto de ser um filme mau... Mau pela sua concepção e execução. Aspectos esses que, por sua vez, lhe conferem alguma graça, relativo humor e simpatia por um grupo de espectadores que apreciem o bom e velho cinema série B onde todos os erros são apreciados como uma arte sem glória que os torna filmes de culto... dentro do género. E no final perguntamo-nos: não gostámos de ver todos aqueles indivíduos serem despachados pela "simpática" Precious?
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1 / 10
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domingo, 17 de agosto de 2014

O Avô (2014)

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O Avô de André Marques é uma curta-metragem portuguesa de ficção e uma das seleccionadas do Filminute - the international one-minut film festival.
A história, também ela da autoria de André Marques, relata um dia na vida de um avô aqui interpretado por Luís Lucas e o acompanhamento que o meu faz às tarefas diárias do seu neto (Tomé Galvão Fernandes) desde o treino no futebol passando pelo banho e jantar até o pai (Pedro Pernas) chegar a casa conseguindo, num breve minuto, captar toda a essência daquilo que esperamos do conceito de família.
Com um leve toque de humor e uma sensibilidade extrema, André Marques consegue não só contar uma emotiva história como demonstrar que com cada trabalho que entrega afirmar-se como um dos mais interessantes realizadores de uma nova geração de talentos emergentes no cinema português.
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7 / 10
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Filme português em Yad Vashem

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A página oficial do documentário em formato de curta-metragem I Am Alive Thanks to Aristides de Sousa Mendes, de Priscilla Fontoura no Facebook anunciou hoje que vai passar a pertencer ao arquivo do Museu Memorial Yad Vashem, em Israel.
I Am Alive Thanks to Aristides de Sousa Mendes é um documentário sobre a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, terra do cônsul português que durante a Segunda Guerra Mundial atribuiu mais de trinta mil vistos a refugiados que chegavam à cidade francesa de Bórdeus possibilitando-lhes assim uma passagem em segurança para Portugal, que está desde então em ruínas e só agora começa a ter as primeiras obras de recuperação.
A Casa do Passal constitui um precioso património histórico deste Homem que é um dos dois Justos entre as Nações portugueses, decretado pelo Museu Memorial Yad Vashem e graças à informação prestada por este documentário vê assim mais um importante reconhecimento para com o seu legado.
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A Estrada 47 vence no Gramado

 
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A longa-metragem luso-italo-brasileira A Estrada 47, de Vicente Ferraz e com a co-produção de Leonel Vieira, foi há instantes anunciada como a grande vencedora do Festival de Cinema do Gramado, no Brasil tendo vencido o Kikito de Ouro de Melhor Longa-Metragem Brasileira e ainda o Kikito de Ouro de Melhor Som para Branko Neskov.
A Estrada 47 narra a história de três desertores de diferentes nacionalidade na Itália da Segunda Guerra Mundial que se perdem no meio da neve e do desespero, e conta entre os seus actores com a participação de Ivo Canelas.
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Festival de Cinema de Gramado 2014: os vencedores

 
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Melhor Filme - Longa-Metragem Brasileira: A Estrada 47, de Vicente Ferraz
Melhor Realizador - Longa-Metragem Brasileira: Marcelo Galvão, A Despedida
Melhor Actor - Longa-Metragem Brasileira: Nelson Xavier, A Despedida
Melhor Actriz - Longa-Metragem Brasileira: Juliana Paes, A Despedida
Melhor Actor Secundário - Longa-Metragem Brasileira: Paulo Betti, Infância
Melhor Actriz Secundária - Longa-Metragem Brasileira: Andrea Buzato, Os Senhores da Guerra 
Melhor Argumento - Longa-Metragem Brasileira: Domingos Oliveira, Infância
Melhor Fotografia - Longa-Metragem Brasileira: Eduardo Makino, A Despedida
Melhor Banda-Sonora - Longa-Metragem Brasileira: Alceu Valença, A Luneta do Tempo 
Melhor Montagem - Longa-Metragem Brasileira: Tina Saphira, Infância
Melhor Direcção de Arte - Longa-Metragem Brasileira: Moacyr Gramacho, A Luneta do Tempo
Melhor Som - Longa-Metragem Brasileira: Branko Neskov, A Estrada 47
Menção Honrosa - Longa-Metragem Brasileira: Fernanda Montenegro, Infância
Menção Honra - Longa-Metragem Brasileira: Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas
Júri do Público - Longa-Metragem Brasileira: O Segredo dos Diamantes, de Helvécio Ratton
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Melhor Longa-Metragem Estrangeira - Júri da Crítica: El Crítico, de Hernán Guerschuny
Melhor Longa-Metragem Brasileira - Júri da Crítica: Sinfonia de Necrópole, de Juliana Rojas
Melhor Curta-Metragem Brasileira - Júri da Crítica: La Llamada, de Gustavo Vinagre
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Melhor Filme - Longa-Metragem Estrangeira: El Lugar del Hijo, de Manuel Nieto
Melhor Realizador - Longa-Metragem Estrangeira: Moisés Sepúlveda, Las Analfabetas
Melhor Actor - Longa-Metragem Estrangeira: Felipe Dieste, El Lugar del Hijo
Melhor Actriz - Longa-Metragem Estrangeira: Paulina Garcia e Valentina Muhr, Las Analfabetas
Melhor Argumento - Longa-Metragem Estrangeira: Manuel Nieto, El Lugar del Hijo
Melhor Fotografia - Longa-Metragem Estrangeira: Arnaldo Rodríguez, Las Analfabetas
Prémio Dom Quixote: Las Analfabetas, de Moisés Sepúlveda
Júri do Público - Longa-Metragem Estrangeira: Esclavo de Dios, de Joel Novoa
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Melhor Filme - Curta-Metragem Brasileira: Se Essa Lua Fosse Minha, de Larissa Lewandowski
Menção Honrosa - Curta-Metragem Brasileira: O Clube, de Allan Ribeiro
Melhor Realizador - Curta-Metragem Brasileira: Gustavo Vinagre, La Llamada
Melhor Actor - Curta-Metragem Brasileira: Guilherme Silva, Carranca
Melhor Actriz - Curta-Metragem Brasileira: Rafaela Sousa, Carranca
Melhor Argumento - Curta-Metragem Brasileira: Caio Ryuichi Yossimi, O Coração do Príncipe
Melhor Fotografia - Curta-Metragem Brasileira: Giovanna Pezzo, La Llamada
Melhor Banda Sonora - Curta-Metragem Brasileira: Sem Título #1: Dance of Leitfossil 
Melhor Montagem - Curta-Metragem Brasileira: Carlos Adriano, Sem Título #1: Dance of Leitfossil
Melhor Direcção de Arte - Curta-Metragem Brasileira: Caio Ryuichi Yossimi, O Coração do Príncipe
Melhor Som - Curta-Metragem Brasileira: Guga Rocha, História Natural 
Júri do Público - Curta-Metragem Brasileira: A Pequena Vendedora de Fósforos, de Kyoko Yamashita
Prémio Canal Brasil - Curta-Metragem Brasileira: A Pequena Vendedora de Fósforos, de Kyoko Yamashita
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sábado, 16 de agosto de 2014

Eclipse em Portugal (2014)

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Eclipse em Portugal de Alexandre Cebrian Valente é uma longa-metragem portuguesa de ficção estreada no início do ano e a segunda que o realizador dirige depois de Second Life (2009).
Tó-Quim (Pedro Fernandes) apaixona-se por Anita (Sofia Ribeiro) vivendo assim uma relação instável e violenta que não augura nada de positivo. Anita esconde seguir determinados rituais satânicos e rapidamente alicia Tó-Quim a manter o mesmo tipo de adoração tendo, como iniciação ao mesmo, de assassinar os seus pais.
Cebrian Valente, realizador e argumentista deste filme, adaptou muito livremente ao cinema esta história inspirada em acontecimentos reais que, o mais simpático que lhe podemos atribuir reside no facto de rapidamente fazer qualquer espectador esquecer que realmente por detrás deste desastre de proporções bem manhosas se esconderem acontecimentos que em tempos afectaram a vida de uma comunidade.
Pelos mesmos motivos que me levaram a considerar 7 Pecados Rurais e Sei Lá dois dos piores filmes portugueses dos últimos tempos, Eclipse em Portugal junta-se facilmente aos referidos formando um trio do desastre, ou seja, aquele conjunto de filmes que todos deveremos evitar para manter uma qualquer sanidade cinéfila - e mental - que se aproveite para o futuro próximo. Eclipse em Portugal é para todos os efeitos, e à semelhança dos outros dois referidos títulos, um escárnio ao público que poderá - eventualmente e desconhecendo - assistir a estas alarvidades. Primeiro por fazer desse mesmo público um conjunto de indivíduos atrasados, perdidos no tempo e numa mente pouco desenvolvida que pouco serve para além de relações incestuosas, secretas ou até mesmo proibidas mas que revestidas pelo manto do provincianismo são tidas como normais, aceitáveis e até mesmo bem-vistas ainda que em segredo. Desde o cliché do padre engatatão que é pai de sabe-se lá quantos filhos e que é bem visto pela comunidade, sem se esquecer dos "jovens" evoluídas demais para a comunidade em que estão inseridos, Eclipse em Portugal é um conjunto de lugares comuns e atentados contra o bom funcionamento de uma história que, afinal de contas, dá motivos so espectador para desejar que toda aquela suposta "população" merece realmente ser erradicada das nossas ruas. Quereria algum de nós ter alguma destas pessoas como vizinho? Não me parece!
Vibradores maiores que troncos de árvores - talvez aquilo que realmente mereça ter o estatuto de assustador para qualquer espectador -, mortes espalhafatosas que roçam o ridículo - Sílvia Rizzo e Fernanda Serrano... duas actrizes pelas quais tenho a maior estima (a primeira depois das suas intensas interpretações na telenovela Primeiro Amor (1996) e pela sua participação especial em Crianças SOS (2000), e a segunda pela sua protagonista em Amanhecer (2002-3) não merecem isto - ao ponto até de tornarem leviano um acontecimento real, rituais satânicos absurdos e uma ligeira indicação de que tudo se deve graças a um eclipse que em tempos aconteceu tornam este filme um insulto ao cinema de forma geral, já para não falar ao conjunto de actores que dele fazem parte a que junto aos já referidos nomes como Ricardo Carriço, José Eduardo, Joaquim Nicolau, Pedro Lima, São José Lapa ou José Wallenstein. Interpretações fracas sem que nenhum se destaque pela positiva e feitos apenas e só à medida daquilo que o péssimo agumento lhes permitiu, quase arriscaria dizer que qualquer um destes actores rapidamente deveria querer que Eclipse em Portugal fosse um daqueles títulos que eles não quererão voltar a ouvir pronunciar... tipo Voldemort...
O absurdo povoa sem qualquer tipo de pudor ou vergonha por este filme - sim, apesar de tudo vou continuar a chamá-lo de tal - que insiste em abusar a todo o momento do bom nome desses actores que mereciam muito mais do que "isto", assim como ridicularizo o espectador pela noção que transmite de uma parte da sua população que podendo ser mais simples e com outros costumes que existem nas cidades maiores não são necessariamente animais selvagens dispostos a morder para ter um pedaço de carne maior.
A certa altura o argumento faz-nos perder e até mesmo divagar sobre até que ponto terá este filme sido realmente inspirado numa história verdadeira... afinal, aqueles que o são prezam por recorrer a factos e acontecimentos podendo muito pontualmente adicionar pequenos apontamentos para ficcionar alguns detalhes... Aqui, Cebrian Valente dispersa pelo reino da fantasia ao inserir a noção de que vários repórteres tentaram saber a verdade mas nenhum voltou sequer para desmascarar a verdade - a noção do Portugal profundo quase transilvânico onde o comum dos mortais desaparece -... Ora, por muito grande que Portugal seja e por muitos recantos escondidos existam, até que ponto desapareceriam assim tantos jornalistas sem que ninguém alguma vez - mais não fosse "só por acaso" - se lembrasse que depois desta reportagem "maldita" nunca mais pensasse que os mesmos tinham regressado lá da "parololândia" tão acentuada pelo realizador?!
A alarvidade não termina e existe sempre uma incessante vontade de tentar ser irreverente - aqui até sexualmente - e relatar uma portugalidade inexistente, um sarcasmo e uma "verdade" mórbidos a respeito daquilo que somos, mesmo na nossa hipocrisia, e com isso ser rebelde... sem de facto o ser.
No final o que me espanta com Eclipse em Portugal - assim como com outros títulos que se inserem nesta corrente de filmes que nunca deveriam ter sido feitos - é esta mesma vontade de rebeldia, de mostrar um pouco mais o que escondemos e o que somos ou até mesmo aquilo que ambicionamos ser sem que, no entanto, se esteja disposto realmente a mostrá-lo. Queremos ousar sem tocar nos pontos fracos, queremos rebeldia sem que isso provoque comentários e queremos ir mais além sem que, no entanto, se consiga sequer chegar aos calcanhares de outros que tendo muito menos meios técnicos e por vezes até o tal "rosto" conhecido conseguem e criando assim o seu público.
No final, e para além de crítico mas sim enquanto espectador que tem a mais profunda admiração por muitos dos actores que aqui vejo participarem, espero sinceramente que este filme seja enterrado no mesmo lugar onde "despacharam" a jornalista Vitória (Sandra Cóias)... no fundo do rio.
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Festival Internacional de Cinema de Locarno 2014: os vencedores

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Competição Internacional
Pardo d'Oro: Mula sa Kung Ano Ang Noon, de Lav Diaz
Prémio Especial do Júri: Listen Up Philip, de Alex Ross Perry
Pardo de Melhor Realizador: Pedro Costa, Cavalo Dinheiro
Pardo de Melhor Actor: Artem Bystrov, Durak
Pardo de Melhor Actriz: Ariane Labed, Fidelio, l'Odyssée d'Alice
Menção Especial: Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro
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Concorso Cineasti del Presente
Pardo d'Oro Cineasti del Presente - Premio Nascens: Navajazo, de Ricardo Silva
Prémio Realizador Emergente: Simone Rapisarda, La Creazione di Significato
Prémio Especial do Júri Ciné+Cineasti del Presente: Los Hongos, de Oscar Ruiz Navia
Menção Especial: Un Jeune Poète, de Damien Manivel
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Opera Prima
Pardo Melhor Primeira Obra: Songs from the North, de Soon-mi Yoo
Menção Especial: Parole de Kamikaze, de Masa Sawada
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Pardi di Domani - Competição Internacional
Pardino d'Oro - Melhor Curta-Metragem Internacional - Prémio SRG SSG: Abandoned Goods, de Pia Borg e Edward Lawrenson
Pardino d'Argento Swiss Life: Shipwreck, de Morgan Knibbe
Menção Especial: Muerte Blanca, de Roberto Collio
Prémio Pianifica - European Film Awards: Shipwreck, de Morgan Knibbe
Prémio Film und Video Untertitelung: Hole, de Martin Edralin
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Pardi di Domani - Competição Nacional
Pardino d'Oro Swiss Life Melhor Curta-Metragem Suíça: Totems, de Sarah Arnold
Pardino d'Argento Swiss Life: Petit Homme, de Jean-Guillaume Sonnier
Prémio Action Light - Revelção Suíça: Abseits der Autobahn, de Rhona Mühlebach
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Piazza Grande
Prémio do Público UBS: Schweizer Helden, de Peter Luisi
Prémio Variety Piazza Grande: Marie Heurtin, de Jean-Pierre Améris
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Júri Independente
Prémio Ecuménico: Durak, de Yury Bykov
Prémio FIPRESCI: Mula sa Kung Ano Ang Noon, de Lav Diaz
Europa Cinemas Label: Fidelio, l'Odyssée d'Alice, de Lucie Borleteau
Prémio Júri Jovem - Primeiro Prémio: Durak, de Yury Bykov
Prémio Júri Jovem - Segundo Prémio: Alive, de Jung-bum Park
Prémio Júri Jovem - Terceiro Prémio: Perfidia, de Bonifacio Angius
Prémio "L'Ambiente è Qualità di Vita": Mula sa Kung Ano Ang Noon, de Lav Diaz
Menção Especial: L'Abri, de Fernand Melgar
Prémio Júri Jovem - Melhor Film Cineasti del Presente: Frère et Soeur, de Daniel Touati
Menção Especial: Buzzard, de Joel Potrykus
Prémio Júri Jovem - Melhor Curta-Metragem Competição Internacional: Sleeping Giant, de Andrew Cividino
Prémio Júri Jovem - Melhor Curta-Metragem Suíça: Abseits der Autobahn, de Rhona Mühlebach
Menção Especial: Matka Ziemia, de Piotr Zlotorowicz
Prémio FICC/IFFS: Mula sa Kung Ano Ang Noon, de Lav Diaz e Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa
Menção Especial: Durak, de Yury Bykov
Prémio SRG SSR - Semana da Crítica: 15 Corners of the World, de Zuzanna Solakiewicz e La Mort du Dieu Serpent, de Damien Froidevaux
Prémio Zonta Club Locarno - Semana da Crítica: La Mort du Dieu Serpent, de Damien Froidevaux
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Pedro Costa premiado em Locarno

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Pedro Costa foi anunciado como o vencedor do Pardo de Melhor Realizador no Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça pelo seu mais recente filme Cavalo Dinheiro.
Novamente com a participação de Ventura que já havia trabalhado com Costa em Juventude em Marcha e em Centro Histórico, Cavalo Dinheiro conta ainda com as interpretações de Vitalina Varela e Tito Furtado não tendo ainda, no entanto, data de estreia anunciada em Portugal.
Cavalo Dinheiro venceu ainda o Prémio FICC/IFFS na secção Júri Independente em ex-aequo com o grande vencedor do Leopardo de Ouro Mula sa Kung Ano Ang Noon, de Lav Diaz.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vida Activa (2014)

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Vida Activa de Susana Nobre é um documentário em formato de longa-metragem português que tem como sua base o programa educacional Novas Oportunidades lançado em Portugal para reconhecer e certificar as aprendizagens realizadas fora da escola ao longo da vida dos (então) adultos.
Ao longo das sessões deste programa homens e mulheres falam sobre o seu percurso de vida, sobre as suas diversas profissões e tarefas realizadas que, ao longo dos anos, lhes conferiram conhecimentos e aprendizagens diversas e os factores pessoais que os mesmos levaram para nunca terminarem os estudos na altura tida como ideal.
É através deste ponto de partida que tomamos conhecimento sobre as realidades individuais de cada um e sobre a forma como diferentes condições de vida determinaram rumos diferentes que, na actualidade e com as diversificadas condições de trabalho mais ou menos precário, lançaram todas estas pessoas para um mesmo fim comum.
O programa das Novas Oportunidades, descontinuidado desde 2011 após a entrada de um novo governo em Portugal, gerou uma verdadeira corrida ao mesmo de uma camada mais velha da população quando através do processo aqui realizada poder ser conferido aos vários adultos que a ele recorriam uma forma de validarem os seus conhecimentos académicos e profissionais e, como tal, uma equivalência a um grau de ensino superior àquele que detinham até então.
Num país que está a ser uma forte vítima da crise económica que lançou dezenas de milhares de pessoas para o desemprego tendo de seguida uma sua grande parte sido obrigada a entrar neste processo, seria de esperar de Vida Activa um daqueles documentários que chega ao mais íntimo e pessoal de cada história que podendo ou não ser mais problemática ou trágica, entregar ao espectador verdadeiras lições de vida que fizessem do mesmo uma história tocante e mais pessoal - aquilo que pessoalmente espero de um documentário - e não um relato tão monocórdico e impessoal que se fundamenta única e exclusivamente em factos lineares que servem de resposta a um conjunto de perguntas pré-formatadas.
Vida Activa tem o potencial argumentativa para que se tivesse tornado num daqueles documentários com o qual uma boa parte do público iria simpatizar... afinal quantos de nós não iriam encontrar várias referências com as quais se pudessem identificar e pensar que estaria ali um pouco da sua própria vida. No entanto, é graças a todo um conjunto de factos relatados e pouco "sentidos" (pelo menos na forma como são transmitidos ao espectador) que se sente como se estivesse a ser lida uma lista de supermercado onde se procuram os produtos que fazem falta lá para casa e não as trágicas - algumas são - histórias de quem acabou de perder ot rabalho e sua única fonte de rendimento sendo esse o princípio para toda uma vida nova... algumas das quais começadas aos sessenta anos de idade.
Impessoal e sem factor humano, Vida Activa não poderia ser mais... Inactivo.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ruas Rivais (2014)

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Ruas Rivais de Márcio Loureiro é uma longa-metragem portuguesa de ficção que conta com a interpretação de algumas figuras conhecidas da nossa televisão como Rui Unas, João Manzarra, Fernando Alvim e ainda Fafá de Belém numa participação especial.
Quando Bocas (Adolfo Nunes) morre, o Deus do Freestyle (Fernando Alvim) encarrega-o de organizar uma battle ou então a sua morte será definitiva. É no seu regresso que tenta convencer os seus amigos Cristovão/D.Cristo (Ruben Valle), Mr. Paki (Tomás Neto) e Nurb Di Street (Bruno Leça) a entrar nesta aventura enquanto pelo caminho se descobrem velhas rivalidades e segredos que até então estavam escondidos.
Com um conjunto excessivo de personagens que se atropelam a todo o momento, o argumento escrito por Bruno Leça, Ruben Valle e Rute Miranda preza por ser aquele que irá possivelmente afirmar-se como o mais inútil e absurdo que o cinema português viu. E não me refiro aos "últimos tempos"...
Desde o primeiro instante que o espectador sente uma total desconexão de segmentos onde se tentam apresentar todas as personagens ao mesmo tempo como se existisse uma necessidade quase agonizante para fazer crer que todas elas eram necessárias para uma história que se enrola em momentos sem graça. Estas personagens são, quase na sua maioria, criadas para justificar momentos que se tentam fazer ter graça em pequenas histórias paralelas que se criam para que o filme possa avançar - sem elas mais não seria do que uma curta-metragem manhosa com tudo condensado e mesmo assim em excesso - cada uma delas representativa de um determinado estilo que cai também ele em lugares comuns que a certa altura cansam pela sua banalidade. Temos os tipos que vivem e respiram a música e o freestyle como a lei de uma qualquer Bíblia, os enredos manhosos de discotecas de terceira categoria onde todos se conhecem e ninguém se "grama", e o potencial cromo de serviço que é, afinal, um deus do referido estilo.
Assim, e de piadola barata para piadola ainda mais barata, muitas delas verbalizadas numa linguagem que não se percebe bem se é português ou algum novo dialecto que foi inventado à pressão para o efeito, Ruas Rivais banha o espectador com quase duas horas de trivialidades sem graça - qual episódio d'Os Malucos do Riso - que fazem o espectador mais atento perceber que quando se pensa que nada pode ultrapassar o nível (baixo) de 7 Pecados Rurais ou Sei Lá... o mesmo é surpreendido com esta peça desconexa, desinteressante, sem graça e que confirma que sim... há desperdício de dinheiro em Portugal que infelizmente tem quase duas horas de duração. Pouco é (infelizmente) o cinema português que encontra um caminho para o circuito internacional mas, por breves - muito breves - momentos fui levado a equacionar a tenebrosa ideia de que este conseguiria seguir um bom rumo e chegar a outras paragens para além das nossas fronteiras... tremi e temi pela ideia daquilo que se pensaria do nosso cinema depois de verem esta "pérola" e no quão complicado poderiam ficar as grandes obras que felizmente o nosso cinema consegue produzir.
Mas as alarvidades não se ficam por aqui... ao longo da trama (existe uma? Se sim só mesmo se pensarmos na quantidade de frases que foram possivelmente retiradas de um qualquer filme semi-pornográfico de segunda categoria), deparamos com uma perseguição entre dois mafiosos e os nossos protagonistas que termina numa cena de tiroteio que dura alguns minutos... durante os mesmos perguntamo-nos qual a carga daquelas armas pois os tiros não cessam de forma alguma e no final (que nunca mais chega) perguntamo-nos... "isto terá realmente valido o esforço aplicado?". Não só por todos os momentos desconexos, pelas péssimas interpretações ou pelas personagens dispensáveis... esqueçamos até a falta de um argumento digno de interesse e perguntemo-nos apenas se esta realidade americana das battles e dos confrontos (mal) transportada para uma qualquer realidade alternativa portuguesa faz realmente algum tipo de sentido ao ponto de ser minimamente coerente?! A resposta é simples... não... não faz. Menos ainda quando percebemos que existe tanto profissional pelo país fora com capacidade e originalidade que fica pelo caminho sem conseguir realizar os seus projectos por falta de (escassos) apoios.
A existir um elemento positivo neste filme ele é única e exclusivamente a respeito do guarda-roupa elaborado por Mariana Falardo, característico e exemplar do género que se pretende retratar com este filme. Tudo o resto, sem excepção possível, pertence ao reino daquilo que qualquer um de nós reza para poder, com sucesso, esquecer.
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"Cristovão: (...) aquele líquido branco que quando vamos a beber fica sempre um bocadinho nas bordas."
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Columba Domínguez

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1929 - 2014
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Academia Portuguesa de Cinema: filmes pré-seleccionados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2015

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A Academia Portuguesa de Cinema iniciou o seu processo de selecção do filme português candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
De entre os filmes encontram-se obras de Joaquim Leitão, Joaquim Pinto, João Botelho, António-Pedro Vasconcelos ou André Gil Mata, que serão visionados e votados pela primeira vez por todos os membros da Academia num resultado que será divulgado durante o mês de Setembro.
Estão assim em consideração:
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7 Pecados Rurais, de Nicolau Breyner
Até Amanhã, Camaradas, de Joaquim Leitão
Cativeiro, de André Gil Mata
E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto
Eclipse em Portugal, de Edgar Alberto e Alexandre Valente
Estrada da Revolução, de Dânia Lucas
Fátima no Mundo, de Adonai Media Productions Lda.
Os Gatos Não Têm Vertigens, de António-Pedro Vasconcelos
Guerra ou Paz, de Rui Simões
A Mãe e o Mar, de Gonçalo Tocha
Os Maias - Cenas da Vida Romântica, de João Botelho
Nirvana, de Tiago P. de Carvalho
Pecado Fatal, de Luís Diogo
Ruas Rivais, de Márcio Loureiro
Sei Lá, de Joaquim Leitão
Terra de Ninguém, de Salomé Lamas
Um Fim do Mundo, de Pedro Pinho
Vida Activa, de Susana Nobre
A Vida Invisível, de Vítor Gonçalves
Yama No Anata - Para Além das Montanhas, de Aya Koretzky
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Lauren Bacall

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1924 - 2014
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Arlene Martel

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1936 - 2014
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Condor de Plata - Associação de Críticos Argentinos 2014: os vencedores

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Filme: Wakolda, de Lucía Puenzo
Primeira Obra: Por un Tiempo, de Gustavo Garzón
Documentário: Mercedes Sosa, la Voz de Latinoamérica, de Rodrigo Vila e La Chica del Sur, de José Luis García
Curta-Metragem: María, Mónica Lairana
Realizador: Lucía Puenzo, Wakolda
Actor: Guillermo Pfening, Wakolda
Actriz: Natalia Oreiro, Wakolda
Actor Secundário: Diego Peretti, La Reconstrucción
Actriz Secundária: Victoria Carreras, Puerta de Hierro, el Exilio de Perón
Revelação Masculina: Pablo Pinto, De Martes a Martes e Diego Vegezzi, María y el Araña
Revelação Feminina: Florencia Bado, Wakolda
Argumento Original: Juan Taratuto, La Reconstrucción
Argumento Adaptado: Lucía Puenzo, Wakolda
Fotografia: Nicolás Puenzo, Wakolda
Música Original: Pablo Sala, La Vida Anterior
Montagem: Juan José Campanella, Metegol
Direcção de Arte: Adriana Maestri, Puerta de Hierro, el Exílio de Perón
Guarda-Roupa: Marcela Vilariño, Puerta de Hierro, el Exílio de Perón
Som: José Luis Díaz, Metegol
Filme Ibero-Americano: Tabu, de Miguel Gomes (Portugal)
Filme Estrangeiro: Blue Jasmine, de Woody Allen (EUA)
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Robin Williams

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1951 - 2014
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