segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Prémios GDA 2011: vencedoras

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Foram hoje anunciados os Prémios GDA 2011, naquela que é a sua quarta edição, de onde saíram vencedoras Leonor Baldaque pelo filme de Eugène Green, A Religiosa Portuguesa (Melhor Actriz), e São José Correia pelo filme de José Farinha, O Inimigo Sem Rosto (Melhor Actriz Secundária).
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Mistérios de Lisboa vence o Satellite Award

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O filme português Mistérios de Lisboa realizado por Raúl Ruiz venceu no passado domingo o Satellite Award de Melhor Filme Estrangeiro.
A competir pelo mesmo galardão estavam filmes como Uma Separação, filme indicado pelo Irão para o Oscar de Filme Estrangeiro e um dos preferidos para o mesmo prémio bem como Le Havre que foi um dos nomeados à última cerimónia dos European Film Awards ou Faust vencedor do Leão de Ouro na última edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza.
Uma vez mais o cinema português está de parabéns com esta que é, à data, a longa-metragem nacional mais premiada de sempre.
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)

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Harry Potter e o Cálice de Fogo de Mike Newell é o quarto título desta saga que dominou as atenções de miúdos, e graúdos também há que admiti-lo, durante uma boa parte da primeira década deste novo milénio.
No ano em que a famosa escola de Hogwarts recebe um torneio de magia entre três importantes escolas, quatro nomes de alunos são escolhidos (ao contrário dos habituais três), e como já calculamos, o nome de Harry Potter é um dos seleccionados.
Quando todos pensam que Potter apenas procura protagonismo e se inscreveu indevidamente no torneio, iniciam-se as difíceis provas que não só põem à prova os conhecimentos deste jovem mágico, como também são uma forma de finalmente trazer de volta à vida a figura daquele que todos temem, Voldemort (Ralph Fiennes).
Já admiti anteriormente que só neste ano revi os três primeiros títulos desta famosíssima saga, e este vi pela primeira vez. Curiosamente, e ao contrário do esperado, mais jovem pouco ou nada liguei a este tipo de filmes e agora vejo e assumo-me como um fã deste tipo de histórias. Não só pelas histórias bem pensadas e pelos argumentos que não deixam pontas soltas por justificar, pelo menos não as óbvias que retiram interesse ao filme porque as outras que nos fazem aguardar pelo seguinte, essas sim, ficam todas em aberto como deve ser, mas também pelo facto de serem filmes que reunem um conjunto bem interessante e apelativo de jovens e não tão jovens talentos do cinema britânico que qualquer cinéfilo gosta de (re)ver nos mais diferentes registos, a fantasia inclusivé.
Dito isto, há que ser honesto e confessar que em termos visuais e técnicos este conjunto de filmes está francamente bem feito. A todos os níveis. Não só temos excelência no guarda-roupa da autoria de Jany Temime que dos momentos iniciais, os únicos aliás, em que temos um vestuário moderno passamos quase sem nos apercebermos para um estilo místico e de fantasia que quase nos faz lembrar um filme de época, e tudo feito de uma forma tão harmoniosa que, na prática, quase nem pensamos na alternância destes dois "mundos".
E não só de um excelente guarda-roupa é feito este filme. É certo que os efeitos especiais são magníficos, e basta para isso pensarmos nos segmentos subaquáticos ou da recriação dos dragões e que nos transportam, pelo menos aos fãs do género, para momentos de puro prazer e de acção, porque também dela está este filme cheio.
E finalmente há que falar nos actores, pois este filme também é um encontro de grandes interpretações por um vasto conjunto de actores que espelham estar no sítio certo. Temos para todos os gostos. Os eternos heróis de serviço como Emma Watson ou Rupert Grint e que encontram, mais uma vez, em Daniel Radcliffe o rosto de Harry Potter. Ou então nomes mais sonantes do cinema britânico, e não só, como Alan Rickman, Maggie Smith, Brendan Gleeson, Jason Isaacs, Robert Pattinson (então ainda um "alegre" desconhecido), Miranda Richardson, Gary Oldman, Julie Walters, Ralph Fiennes, Helena Bonham-Carter ou Michael Gambon... Resumindo, um perfeito desfile daquilo que de melhor as terras britânicas têm dado ao cinema mundial.
E de resto... simplesmente há que admitir a mais pura das realidades... Este filme, tal como os demais títulos da saga que muitos de nós temos vindo a acompanhar ao longo dos anos, ou mais recentemente como é o meu caso, estão repletos de puro entretenimento que aglutina tantos e diferentes estilos cinematográficos, colocando-o(s) assim no patamar perfeito para poder agradar a uma vasta audência, como na prática se verifica. Temos de tudo... Drama, suspense, acção, aventura e fantasia... A bem ver, não há ninguém que escape com um leque tão vasto de estilos concentrados num mesmo filme, e é isso que, em certa medida (se não mesmo toda), faz com que tenham a legião de fãs que estes filmes têm e, acima de tudo, seja uma saga que irá, com toda a certeza, marcar a cinematografia mundial. Eu, pelo menos, confesso ser já um fã. E é certo que quanto mais estes filmes desenvolvem, mais se espera pelo título seguinte e ver quais as aventuras e missões em que este grupo de jovens feiticeiros se envolvem... (ainda não vi os últimos dois títulos por isso...).
Assim, e resumindo tudo isto num comentário bem mais breve... é puro entretenimento para toda a família.
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8 / 10
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sábado, 17 de dezembro de 2011

One Last Chance (2004)

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Uma Última Chance de Stewart Svaasand é uma simpática comédia cuja acção decorre na Escócia e onde um grupo de amigos entra numa corrida fictícia ao ouro como forma de poderem pagar algumas das suas despesas não sabendo que o verdadeiro valor já estava, literalmente, nas suas mãos.
Pelo caminho, e como não poderia deixar de ser, as confusões são o factor dominante de todo o filme. Ouro que não o é, mortes acidentais, famílias disfuncionais, vidas interrompidas e acima de tudo, o mais importante, a amizade sempre presente entre um grupo de amigos que se pode dizer, inseparável.
O filme é simpático e baseia essencialmente a sua simples mensagem nos laços que se criam com os amigos, como eles perduram e a forma como através das adversidades conseguem sobreviver. Transporta-nos igualmente para um local que está aos poucos a ser despovoado e onde casas e estabelecimentos já pouco ou nada e ninguém têm.
É uma comédia simpática. Simples e com um argumento linear que não se tenta enrolar com muitos enredos ou pontas soltas. Por um lado joga a seu favor tornando a sua pequena história simples. Por outro, a inexistência de um desenvolvimento das suas personagens faz com que não avance para lado nenhum limitando-se a simplesmente contar uma história como se de um dia normal da vida daquelas personagens se tratasse.
Simpático e de fácil visualização, contém ainda uns interessantes planos naturais que fazem valer alguns dos momentos do filme. Vê-se facilmente e, ao mesmo tempo, acaba por não se tornar num filme do qual guardemos grandes recordações.
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6 / 10
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

É Natal, Tudo Bate o Pé (2011)

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É Natal, Tudo Bate o Pé de Fábio Gonçalves e Rita Pires é uma curta-metragem de comédia feita como trabalho de licenciatura que me deixou numa situação de extremos. Por um lado percebo que é um trabalho académico e que, como tal, os recursos possivelmente não são os melhores. Por outro, nada como uma boa história e argumento para que toda a pretensão a recursos seja, por vezes, posta de lado em nome de poder contar essa mesma boa história.
Aqui a história promete pois assumo o meu gosto em personagens que parecem logo à partida serem um tanto ou quanto"fora" e que mostram sinais de serem ou viverem vidas à margem do socialmente "aceite". O actor principal corre atrás de pombos, claro sinal de loucura temporária (o que me fez sorrir de imediato, pois pensei que aquilo ia descambar numa qualquer cena fora do comum), e aquele momento final em que vale tudo até mesmo dançar com a árvore de Natal, são os momentos mais fortes desta curta que achei ser para um trabalho universitário, eficaz.
No entanto tenho de confessar que esperei mais. As premissas enunciadas fizeram-me esperar que as personagens fossem mais elaboradas e trabalhadas de forma a darem um contributo, e uma presença, mais marcada por parte, por exemplo, dos actores. O desempenho de Nuno Crespo, o homem traído, não consegue convencer-me na totalidade. Como disse no parágrafo anterior, esperamos que ele tenha um qualquer colapso e se transforme em algo animador/desolador mas isso é algo que, na prática, nunca chega a acontecer.
Num nível mais técnico a questão de câmara na mão e seus consequentes movimentos tornam alguns momentos mais confusos mas nada que futuramente não seja mais trabalhado e resolvido por parte dos realizadores. No entanto, a positiva colocação de câmara de forma a que a imagem não seja "interrompida" por clarões indevidos de luz, capturando assim o que de melhor há na luz natural, faz com que a fotografia desta curta seja interessante para um trabalho académico.
Curta de comédia não direi, pois existem certos momentos que poderiam ter sido muito melhor aproveitados, mas é um bom princípio até mesmo para um possível aprofundamento desta mesma história que merecia uns quantos mais minutos ou o melhor aproveitamento daqueles que foram filmados.
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4 / 10
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Dallas-Forth Worth Critics Awards 2011: vencedores

Best Film: THE DESCENDANTS
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Top 10 Films of the Year:
01.THE DESCENDANTS
02.THE ARTIST
03.EXTREMELY LOUD AND INCREDIBLY CLOSE
04.MIDNIGHT IN PARIS
05.THE TREE OF LIFE
06.HUGO
07.50/50
08.DRIVE
09.SHAME
10.MONEYBALL
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Best Actor: George Clooney, THE DESCENDANTS
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Best Actress: Michelle Williams, MY WEEK WITH MARILYN
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Best Supporting Actor: Christopher Plummer, BEGINNERS
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Best Supporting Actress: Shailene Woodley, THE DESCENDANTS
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Best Director: Alexander Payne, THE DESCENDANTS
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Best Foreign-Language Film: A SEPARATION (Iran)
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Best Documentary: CAVE OF FORGOTTEN DREAMS
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Best Animated Film: RANGO
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Best Screenplay: THE DESCENDANTS
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Best Cinematography: THE TREE OF LIFE
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Russell Smith Award: WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN
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Detroit Film Critics Awards 2011: vencedores

Best Picture: The Artist
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Best Director: Michel Hazanavicius, The Artist
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Best Actor: Michael Fassbender, Shame
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Best Actress: Michelle Williams, My Week with Marilyn
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Best Supporting Actor: Christopher Plummer, Beginners
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Best Supporting Actress: Carey Mulligan, Shame
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Best Breakthrough Performance: Jessica Chastain, Tree of Life, The Help, The Debt, Take Shelter
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Best Ensemble: Carnage
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Best Screenplay: Moneyball
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Best Documentary: Tabloid
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Water for Elephants (2011)

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Água aos Elefantes de Francis Lawrence juntou Reese Witherspoon, Christoph Waltz e Robert Pattinson neste que é um drama intenso e brilhantemente filmado.
Tudo começa no dia em que Jacob (Pattinson) antes de fazer o seu exame que completaria o seu curso de Medicina é informado de que os seus pais morreram num acidente. No momento em que percebe que perdeu tudo e que tem de abandonar a sua casa, único lugar que conhece, foge e embarca num comboio que lhe iria modificar para sempre a vida.
Esse comboio é o meio de transporte de um circo propriedade de August (Waltz) um homem violento e tempestivo e de Marlena (Witherspoon) a sua mulher e por quem Jacob se irá apaixonar. É esta paixão que irá definitivamente traçar o seu destino e a vida que só imaginou poder ter.
Afirmo já que esta breve descrição não faz a menor justiça ao filme em si. Ele é bem mais do que estas meras palavras. Começando pelas interpretações destaco de imediato a de Robert Pattinson que felizmente tem participado em alguns filmes que lhe dão, finalmente, o devido destaque ao seu talento (que o tem), destacando-o assim de uma qualquer saga de filme de vampiros onde não mostra nem metade daquilo que pode valer num filme. Aqui tem uma interpretação que vive num misto entre força e drama que acaba por modelar a própria essência do filme em si.
E de certa forma este filme funciona de igual forma para Reese Witherspoon. Que ela é óptima a fazer comédia já todos nós o sabemos, principalmente se nos recordarmos das "loirices" por outras paragens. Aqui a sua interpretação vive num misto em que se conjuga presença de uma mulher forte com uma fragilidade de quem deseja realmente ser amada.
Quanto a Christoph Waltz quase se corre o risco de dizer que se re-interpreta. Basta pensarmos no seu último grande papel e que lhe valeu o Oscar de Actor Secundário em Sacanas sem Lei, e pensarmos que aqui, mais uma vez, interpreta um homem sádico, violento e sem limites para a sua brutalidade que exerce de forma mecânica e sem olhar a quem.
No entanto, não nos podemos esquecer desse veterano Hal Holbrook que apesar de breves momentos com que nos presenteia no ecrã consegue, uma vez mais, incorporar o ar de "avô" com inúmeras histórias prestes a serem contadas, esperando apenas alguém disposto e disponível para as ouvir.
Os aspectos técnicos deste filme, que não me espantaria que conseguissem arrecadar umas quantas nomeações aos Oscars em categorias como por exemplo Guarda-Roupa, Direcção Artística e Montagem, são de facto muito fortes. O ambiente de época, fielmente retratado, bem como a dura vivência que se sente através das imagens, de alguém que vive, e principalmente sobrevive, dentro de um comboio de cidade em cidade num circo ambulante à espera de poder dele tirar os seus rendimentos (triste sina de alguns quando não conseguem), está fantástico. Por variados momentos conseguimos estar presentes imagens de uma beleza tão grande que nos sentimos envoltos por uma certa magia circense, ou pelo menos aquela que imaginamos que poderia realmente ser, de outros tempos. Basta para isso pensarmos em toda uma certa opulência que estes espectáculos, únicos à altura, tinham para percebermos o quão maravilhosos poderiam ser os momentos em que se dizia "o circo está a chegar à cidade".
Mágicos, e arrisco dizer que ternurentos também (ou pelo menos à sua medida), são os momentos em que a grande "Rosie" nos brinda com a sua presença no ecrã. Pelo próprio título do filme irão perceber sobre quem me refiro, mas sem adiantar nada do filme, pois ele merece ser visto (todos merecem sempre aliás), só adianto que a liberdade chega... e com um peso realmente muito grande. Mas, se pensarmos bem, ela acaba por ser apreciada de uma forma indiscutível e não a veríamos, neste caso, de outra qualquer forma.
Muitos poderão achar este filme desinteressante talvez graças a alguns bloqueios criados à custa de anteriores trabalhos dos seus actores principais. No entanto, garanto que é um filme bastante bom e com uma história que consegue juntar num só filme momentos de grande alegria com outros de grande tristeza. Uma mistura em doses iguais que a torna perfeita. Um filme do qual saíremos a gostar e com uma agradável sensação de ter passado por algo bom. Um filme que, não que isso o determine ou pouco valorize, devido a um forte ano cinematográfico poderá, muito provavelmente, sair despercebido das grandes cerimónias de prémios mas que, ainda assim, estará certamente entre os favoritos de muitos cinéfilos que apreciem boas e grandes histórias dramáticas sem que para isso precisem ver um filme onde as lágrimas estejam presentes. Recomendo-o vivamente e assumo que é um dos meus filmes preferidos deste ano.
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"Jacob: I'm not running away, I'm coming home."
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9 / 10
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HFPA Golden Globes 2012: nomeações

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MELHOR FILME - DRAMA

The Descendants
The Help
Hugo
The Ides of March
Moneyball
War Horse
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MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
The Artist
Bridesmaids
50/50
Midnight in Paris
My Week with Marilyn
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MELHOR ACTOR - DRAMA
George Clooney, The Descendants
Leonardo DiCaprio, J. Edgar
Michael Fassbender, Shame
Ryan Gosling, The Ides of March
Brad Pitt, Moneyball
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MELHOR ACTRIZ - DRAMA
Glenn Close, Albert Nobbs
Viola Davis, The Help
Rooney Mara, The Girl with the Dragon Tattoo
Meryl Streep, The Iron Lady
Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin
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MELHOR ACTOR - MUSICAL OU COMÉDIA
Jean Dujardin, The Artist
Brendan Gleeson, The Guard
Joseph Gordon-Levitt, 50/50
Ryan Gosling, Crazy, Stupid, Love
Owen Wilson, Midnight in Paris
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MELHOR ACTRIZ - MUSICAL OU COMÉDIA
Jodie Foster, Carnage
Charlize Theron, Young Adult
Kristen Wiig, Bridesmaids
Michelle Williams, My Week with Marilyn
Kate Winslet, Carnage
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MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Kenneth Branagh, My Week with Marilyn
Albert Brooks, Drive
Jonah Hill, Moneyball
Viggo Mortensen, A Dangerous Method
Christopher Plummer, Beginners
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MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Bérénice Bejo, The Artist
Jessica Chastain, The Help
Janet McTeer, Albert Nobbs
Octavia Spencer, The Help
Shailene Woodley, The Descendants
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MELHOR REALIZADOR
Woody Allen, Midnight in Paris
George Clooney, The Ides of March
Michel Hazanavicius, The Artist
Alexander Payne, The Descendants
Martin Scorsese, Hugo
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MELHOR ARGUMENTO
The Artist, Michel Hazanavicius
The Descendants, Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
The Ides of March, George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon
Midnight in Paris, Woody Allen
Moneyball, Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin
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MELHOR CANÇÃO
Albert Nobbs, "Lay Your Head Down"
Gnomeo & Juliet, Elton John, Bernie Taupin, "Hello Hello"
The Help, Mary J. Blige, Thomas Newman, Harvey Mason Jr., "The Living Proof"
Machine Gun Preacher, "The Keeper"
W.E., "Masterpiece"
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MELHOR BANDA-SONORA
The Artist, Ludovic Bource
The Girl with the Dragon Tattoo, Trent Reznor, Atticus Ross
Hugo, Howard Shore
War Horse, John Williams
W.E., Abel Korzeniowski
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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
The Adventures of Tintin
Arthur Christmas
Cars 2
Puss in Boots
Rango
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MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Jin Líng Shí San Chai
In the Land of Blood and Honey
Le Gamin au Vélo
Jodaeiye Nader az Simin
La Piel que Habito
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San Diego Film Critics Awards 2011: vencedores

BEST FILM: THE ARTIST
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BEST DIRECTOR: Nicolas Winding Refn, DRIVE
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BEST ACTRESS: Brit Marling, ANOTHER EARTH
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BEST ACTOR: Michael Shannon, TAKE SHELTER
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BEST SUPPORTING ACTRESS: Shailene Woodley, THE DESCENDANTS
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BEST SUPPORTING ACTOR: Nick Nolte, WARRIOR
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BEST ORIGINAL SCREENPLAY: Woody Allen, MIDNIGHT IN PARIS
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BEST ADAPTED SCREENPLAY: Steve Zaillian and Aaron Sorkin, MONEYBALL
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BEST FOREIGN LANGUAGE FILM: LE QUATTRO VOLTE
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BEST DOCUMENTARY: PROJECT NIM
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BEST CINEMATOGRAPHY: Emmanuel Lubezki, THE TREE OF LIFE
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BEST ANIMATED FILM: ARTHUR CHRISTMAS
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BEST EDITING: Oliver Bugge Coutté, BEGINNERS
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BEST PRODUCTION DESIGN: Dante Ferretti, HUGO
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BEST SCORE: Alexandre Desplat, HARRY POTTER & THE DEATHLY HALLOWS: PART 2
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BEST ENSEMBLE PERFORMANCE: HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 2
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BODY OF WORK FOR 2011: Jessica Chastain
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KYLE COUNTS AWARD: Lee Ann Kim, San Diego Asian Film Foundation
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Screen Actors Guild Awards 2012: nomeados

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Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role
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DEMIÁN BICHIR, A BETTER LIFE
GORGE CLOONEY, THE DESCENDANTS
LEONARDO DiCAPRIO, J. EDGAR
JEAN DUJARDIN, THE ARTIST
BRAD PITT, MONEYBALL
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Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role
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GLENN CLOSE, ALBERT NOBBS
VIOLA DAVIS, THE HELP
MERYL STREEP, THE IRON LADY
TILDA SWINTON, WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN
MICHELLE WILLIAMS, MY WEEK WITH MARILYN
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Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role
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KENNETH BRANAGH, MY WEEK WITH MARILYN
ARMIE HAMMER, J. EDGAR
JONAH HILL, MONEYBALL
NICK NOLTE, WARRIOR
CHRISTOPHER PLUMMER, BEGINNERS
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Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role
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BÉRÉNICE BEJO, THE ARTIST
JESSICA CHASTAIN, THE HELP
MELISSA McCARTHY, BRIDESMAIDS
JANET McTEER, ALBERT NOBBS
OCTAVIA SPENCER, THE HELP
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Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture
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THE ARTIST
BÉRÉNICE BEJO
JAMES CROMWELL
JEAN DUJARDIN
JOHN GOODMAN
PENELOPE ANN MILLER
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BRIDESMAIDS
ROSE BYRNE
JILL CLAYBURGH
ELLIE KEMPER
MATT LUCAS
MELISSA McCARTHY
WENDI McLENDON-COVEY
CHRIS O’DOWD
MAYA RUDOLPH
KRISTEN WIIG
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THE DESCENDANTS
BEAU BRIDGES
GEORGE CLOONEY
ROBERT FORSTER
JUDY GREER
MATTHEW LILLARD
SHAILENE WOODLEY
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THE HELP
JESSICA CHASTAIN
VIOLA DAVIS
BRYCE DALLAS HOWARD
ALLISON JANNEY
CHRIS LOWELL
AHNA O’REILLY
SISSY SPACEK
OCTAVIA SPENCER
MARY STEENBURGEN
EMMA STONE
CICELY TYSON
MIKE VOGEL
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MIDNIGHT IN PARIS
KATHY BATES
ADRIEN BRODY
CARLA BRUNI
MARION COTILLARD
RACHEL McADAMS
MICHAEL SHEEN
OWEN WILSON
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Toronto Film Critics Awards 2011: vencedores

Best Picture: The Tree of Life
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Best Director: Terrence Malick, The Tree of Life
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Best Actor: Michael Shannon, Take Shelter
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Best Actress: Michelle Williams, My Week with Marilyn
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Best Supporting Actor: Christopher Plummer, Beginners
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Best Supporting Actress: Jessica Chastain, Take Shelter
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Best Screenplay: Moneyball
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Best Foreign-Language Film: Mysteries of Lisbon
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Best Documentary Feature: Nostalgia for the Light
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Best First Feature: Attack the Block
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Best Animated Feature: The Adventures of Tintin
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Houston Film Critics Awards 2011: vencedores

Best Picture: The Descendants
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Best Director: Nicholas Winding Refn, Drive
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Best Actor: Michael Fassbender, Shame
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Best Actress: Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin
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Supporting Actor: Albert Brooks, Drive
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Supporting Actress: Shailene Woodley, The Descendants
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Best Screenplay: Alexander Payne, Nat Foxon & Jim Rash, The Descendants
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Best Cinematography: Emmanuel Lubezki, The Tree of Life
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Best Song: “Life’s a Happy Song” from The Muppets, music & lyrics by Bret McKenzie
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Best Score: Ludovic Bource, The Artist
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Best Foreign Film: I Saw the Devil
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Best Documentary: Project Nim
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Best Animated: Rango
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Worst Film of the Year: Your Highness
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Life is Like a Balloon (2011)

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Life is Like a Balloon de Ben Chlopetzky é uma curta-metragem feita como trabalho universitário, na qual o tema central aborda a vida numa cidade onde, como todos podemos constatar, a solidão é a "forma de vida".
Forma de vida até ser encontrada uma estranha parceria entre um homem só e um... balão. Um balão que para aquela pessoa parece ser a companhia perfeita... mas não fala, não toca, não comunica (pelo menos não para uma convenção dita normal de comunicação), o que se analisarmos friamente acaba por se tornar exactamente no mesmo que já existia antes... solidão.
À excepção de alguns planos bem captados esta curta-metragem não nos adianta nada de novo... bem pelo contrário, até nos devolve aquele brilhante momento captado às mãos de Wes Bentley nesse estrondoso Beleza Americana, onde um saco de plástico ao vento ganha uma vida própria e aí sim, perfeitamente contextualizado.
Dou o crédito ao realizador que acredito ser ainda um estudante mas do ponto de vista de argumento... poderia ser muito mais e melhor.
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4 / 10
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Las Vegas Film Critics Awards 2011: vencedores

Best Picture: The Artist
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Best Director: Nicholas Winding Refn, Drive
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Best Actor: Jean Dujardin, The Artist
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Best Actress: Michelle Williams, My Week with Marilyn
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Best Supporting Actor: Albert Brooks, Drive
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Best Supporting Actress: Melissa McCarthy, Bridesmaids
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Best Screenplay (Original or Adapted): Steven Zaillian & Aaron Sorkin, Moneyball
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Best Cinematography: Emmanuel Lubezki, The Tree of Life
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Best Film Editing: Thelma Schoonmaker, Hugo
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Best Score: Ludovic Bource, The Artist
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Best Song: “Man or Muppet”, The Muppets, Written by Bret McKenzie
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Best Family Film: Hugo
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Best Documentary: Project NIM
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Best Animated Film: Rango
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Best Foreign Film: 13 Assassins
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Best Costume Design: Mark Bridges, The Artist
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Best Art Direction: Gregory S. Hooper, The Artist
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Best Visual Effects: Rise of the Planet of the Apes
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Youth in Film: Asa Butterfield, Hugo
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Best DVD (Packaging, Design and Content): Jurassic Park Ultimate Trilogy (Blu-ray)
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William Holden Lifetime Achievement Award: Albert Brooks
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LVFCS 2011 Top 10 List
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The Artist
Hugo
Moneyball
The Descendents
Drive
The Help
50/50
Midnight in Paris
Shame
Warrior
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Carlo Peroni

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Carlo "Perogatt" Peroni, o pai do Calimero
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1929 - 2011
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Hævnen (2010)

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Num Mundo Melhor de Susanne Bier foi o filme dinamarquês que saiu vencedor do Globo de Ouro e do Oscar de Melhor Filme Estangeiro e que saiu da recente cerimónia dos European Film Awards com o prémio para a Melhor Realização, a primeira vez que o prémio é atribuído a uma mulher.
A história deste filme centra-se em duas locais específicos. Um deles é um qualquer país africano, não especificado, onde Anton (Mikael Persbrandt, também ele nomeado ao EFA de melhor actor), um médico que faz serviço humanitário vive num dilema entre ajudar as inúmeras vítimas de um ditador local e de, um dia ter também de tratar dele, enquanto atravessa por um divórcio da mulher que ama e que se encontra no seu país natal com os seus dois filhos.
Como já referido, o outro local onde a acção deste filme se centra é na Dinamarca, onde Elias (Markus Rygaard), filho de Anton é vítima de bullying e ao mesmo tempo conhece Christian (William Jøhnk Nielsen) que perdeu a sua mãe e mudou de casa. Os dois rapazes formam assim uma ligação de amizade que os levará a uma série de situações inesperadas e que os irão marcar para sempre.
O tema que liga estas pessoas entre si e elas aos locais onde se encontram acaba por ser apenas um... a violência. Os segmentos que nos transportam para o campo de refugiados em África são, na sua essência, repletos de relatos e de situações onde a violência é o meio como as pessoas se relacionam. As histórias, dramatizadas aqui mas no fundo um retrato do muito que acontece por este mundo fora são, se lhes dermos a devida atenção, retratos de dor e de sofrimento.
É esta mesma violência que fará, a seu tempo, com que Anton reaja de uma forma diferente àquilo que tanto apregoa e defende. E nós, meros espectadores, compreendemos na perfeição a quebra na sua coerência anti-violência que insiste defender e explicar aos seus filhos.
E é também esta violência que assistimos na Dinamarca em que vive. A incompreensão e a intolerância são o denominador comum em tantas vidas que cruzam o nosso ecrã. Violência sempre gratuita e injustificada que ameaça a estabilidade das diversas e ricas personagens que completam este extraordinário filme.
Tanto Mikael Persbrandt, que como referi foi nomeado ao EFA de melhor actor, como William Jøhnk Nielsen, que interpreta o jovem Christian, são verdadeiras forças da natureza. As suas interpretações que se iniciam como opostas, um é um humanista enquanto o jovem vive uma revolta interior que culmina com o maior acto de violência que vemos no filme, terminam como sendo compreensivas entre si. Ambos percebem ao ponto onde o outro chegou mesmo não sendo as suas histórias paralelas ou com percursos idênticos. Mas é nesta viagem que ambos fazem que percebem o quão diferentes podem ser e na forma como aquilo que defendem nem sempre os leva ao caminho que pretendem percorrer.
Brilhante, como aliás todo o filme, é a sua excelente banda-sonora da autoria de Johan Söderqvist que em tons minimalistas mas profundos e intensos consegue reproduzir não só o vazio que algumas das personagens, e das situações, transmitem como, ao mesmo tempo, brindar-nos com uma enorme sensação de esperança pelo futuro e pelo desconhecido.
E o mesmo acontece com a dinâmica e expressiva fotografia da autoria de Morten Søborg que nos transporta para um meio fechado e sem perspectivas de futuro em África, através de cores neutras e sem grande expressividade, para uma Dinamarca onde a paisagem e o horizonte não têm limite e onde se pensa e deseja uma vida longa e com perspectivas. Definitivamente um dos aspectos positivos de todo este filme que não tem falhas.
Apreciei vê-lo não só pela sua mensagem essencialmente anti-violência ao mostrar-nos como ela nunca nos leva a um bom caminho. Apreciei também vê-lo pelas suas excelentes interpretações por parte de um elenco que é irrepreensível, e confirmo que é de longe um dos melhores filmes do ano. Tenho, no entanto, alguma pena que por ser um filme dinamarquês possa passar "ao lado" de um grande público que insista em não ver o que de melhor tem a filmografia Europeia limitando-se fundamentalmente a ver (e rever) filmes menores apenas e só por serem falados numa língua que nos é, à partida, mais familiar.
Para todos aqueles que arriscam em filmes mais ou menos conhecidos na esperança de verem uma grande obra, este filme será seguramente uma dessas excelentes apostas. Aqueles que arrisquem irão sair certamente muito satisfeitos da sua exibição.
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10 / 10
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Dangerous Method (2011)

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Um Método Perigoso de David Cronenberg marca o encontro de três grandes actores como é o caso de Michael Fassbender, Keira Knightley e Viggo Mortensen secundados por outro não menor actor como é Vincent Cassel.
Este filme conta-nos a história de Carl Jung (Fassbender) um médico que após os estudos de Freud (Mortensen) sobre psicanálise, aplica os mesmos a Sabrina Spielrein (Knightley), uma doente que lhe é enviada para o hospital onde trabalha.
Ao mesmo tempo que assistimos à relação de amizade estabelecida entre os dois médicos, inicialmente mestre e discípulo, depois dois amigos e finalmente ao distanciamento crescente entre ambos, assistimos também a íntima relação que nasce entre Jung e Spielrein que de médico e paciente passam rapidamente a uma relação sexual e sentimental.
Apesar de ter uma primeira parte algo parada, que serve essencialmente para a introdução das personagens que o compõem, este filme tem interpretações bastante fortes que o tornam uma obra muito competente. Michael Fassbender que tem em 2011 o ano mais importante de toda a sua carreira, teria com este filme a hipótese perfeita para ser nomeada a um Oscar não fosse a existência de um muito mais forte Shame. Carl Jung, o psicanalista que interpreta está, com a sua composição, perfeito. Temos o retrato de um homem que começa por ser firme e convicto das suas posições, seguro de si e do que pretende para, ao longo do filme, percebermos que existe por detrás de toda essa segurança, um homem que teve na mais improvável pessoa, o amor e a companheira que na sua mulher não conseguiu encontrar.
De Keira Knightley temos aqui uma intepretação que, arrisco dizer, é mais adulta. Na continuidade do seu Expiação, temos uma interpretação onde se liberta da faceta de "menina bonita" para dar corpo a uma personagem real e sem qualquer pudor que a confirma (se ainda existiam algumas dúvidas) como uma das mais fortes actrizes a ter em consideração para o futuro. Não fosse este ano forte no que diz respeito às interpretações femininas e arriscaria dizer que seria a sua segunda nomeação a Oscar, mas para um BAFTA acredito que seja ainda possível.
Já no que diz respeito a Viggo Mortensen, nesta que é a sua terceira colaboração com David Cronenberg, não haverá muito mais a dizer além de que está uma composição perfeita de Sigmund Freud. Uma interpretação discreta e secundária para aquilo que já tanto nos habituou mas, ainda assim, segura e fiel ao retrato que temos do psicanalista.
O argumento da autoria de Christopher Hampton, já galardoado com um Oscar pelo brilhante Ligações Perigosas, não foca só a temática da psicanálise, mas principalmente as relações estabelecidas entre estas três pessoas num período conturbado que iria culminar com a Primeira Guerra Mundial, precedida de um brilhante momento em que o Carl Jung de Fassbender relata um sonho onde a "água que invadia o território se transformou no sangue da Europa". Brilhante a contextualização que foi feito deste tão importante período da História. Mas não menos importantes são as referências feitas ao anti-semitismo que, sem ser claro, está constantemente presente nos diálogos que estas mesmas personagens têm dando assim uma dimensão deste problema que desde o início do século XX crescia lentamente um pouco por toda a Europa.
Excelentes, e essas sim arrisco mesmo dizer que poderão reverter-se em nomeações aos tão ambicionados prémios da Academia norte-americana de cinema, são o austero guarda-roupa da autoria de Denise Cronenberg, bem como a brilhante e fria fotografia de Peter Suschitzky que retrata na perfeição essa mesma austeridade no ambiente social e político da época.
Seria igualmente impossível falar deste filme sem referir uma estrondosa, e pouco contida, banda-sonora da autoria desse grande mestre de seu nome Howard Shore já vencedor de três Oscars e que aqui poderá ter mais uma nomeação. Sem dúvida um dos elementos mais fortes e consistentes de todo o filme.
Não é um filme "fácil". Possivelmente da mais recente filmografia de David Cronenberg aquele que é mais complicado de assistir mas, ainda assim, um dos que assumo ser dos meus preferidos, tal como toda a sua recente obra. Será provavelmente um daqueles filmes que muitos irão ver apenas pelo apreço que têm dos actores que dele fazem parte mas que se irão desiludir pelo seu ritmo. No entanto, é uma aposta certeira para os amantes de bom cinema e que, se o forem, não saírão desiludidos da sala de cinema pois é,sem dúvida, uma obra bastante forte e intensa.
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8 / 10
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San Francisco Film Critics Awards 2011: vencedores

Best Picture: The Tree of Life
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Best Director: Terrence Malick, The Tree of Life
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Best Original Screenplay: J.C. Chandor, Margin Call
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Best Adapted Screenplay: Bridget O’Connor & Peter Straughan, Tinker Tailor Soldier Spy
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Best Actor: Gary Oldman, Tinker Tailor Soldier Spy
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Best Actress: Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin
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Best Supporting Actor: Albert Brooks, Drive
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Best Supporting Actress: Vanessa Redgrave, Coriolanus
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Best Animated Feature: Rango
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Best Foreign Language Film: Certified Copy (France)
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Best Documentary: Tabloid
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Best Cinematography: Emmanuel Lubezki, The Tree of Life
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Special Citation: The Mill and The Cross
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Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2011: palmarés

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LONGAS-METRAGENS
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Filme: Yama No Anata/Para Além das Montanhas de Aya Koretzky
Actriz: Sônia Guedes, em Histórias que só Existem Quanto Lembradas
Actor: Marat Descartes, em Trabalhar Cansa
Prémio Revelação: Yama No Anata/Para Além das Montanhas, de Aya Koretzky
Prémio da Crítica:  Yama No Anata/Para Além das Montanhas, de Aya Koretzky
Prémio dos Cineclubes: Histórias que só Existem Quando Lembradas, de Julia Murat
Prémio do Publico: Histórias que só Existem Quando Lembradas, de Julia Murat
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CURTAS-METRAGENS
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Filme: Incêndio, de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman
Prémio Revelação: Homenagem a Quem Não tem Onde Cair Morto, de Patrick Mendes
Prémio Especial do Júri: Oma, de Michael Wahrmann
Menção Honrosa do Júri: Quando Morremos à Noite, de Eduardo Morotó
Prémio da Crítica: Ovos de Dinossauro na Sala de Estar, de Rafael Urban
Prémio dos Cineclubes: Tela, de Carlos Nader
Prémio do Público: Barba, de Paulo Abreu
Prémio 2: Onda Curta: Cão, de Iris Junges
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