domingo, 21 de maio de 2017

Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - os vencedores

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Foram há instantes divulgados os vencedores dos Globos de Ouro SIC/Caras na categoria de Cinema, numa cerimónia que se realiza no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
São os vencedores:
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Filme: Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
Actor: Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
Actriz: Ana Padrão, Jogo de Damas
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Filme

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Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Actor

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Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Actriz

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Ana Padrão, Jogo de Damas
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Shortcutz Viseu - vencedor de Abril

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O Shortcutz Viseu anunciou há instantes o vencedor do mês de Abril e, assim sendo, a mais recente das nomeadas ao troféu de Melhor Curta do Ano, sendo ela a curta-metragem A Terceira Metade, de Virgílio Pinto e Rodrigo Morais.
A curta-metragem junta-se assim a Post-Mortem, de Belmiro Ribeiro, A Rapariga de Berlim, de Bruno de Freitas Leal, Fosso, de Rui Costa, Paulo Varela, Ricardo Sousa, Bruno Lamelas e Vasco Simões, Marasmo, de Gonçalo Loureiro e a A Instalação do Medo, de Ricardo Leite como as nomeadas já conhecidas para o prémio de Melhor Curta-Metragem do Ano cuja vencedora será conhecida numa cerimónia a realizar em Setembro próximo no Carmo'81, em Viseu.
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Chris Cornell

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1964 - 2017
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terça-feira, 16 de maio de 2017

A Floresta das Almas Perdidas (2017)

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A Floresta das Almas Perdidas de José Pedro Lopes é uma longa-metragem portuguesa que recentemente foi exibida no FESTIn - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa na qual Carolina (Daniela Love) e Ricardo (Jorge Mota), dois completos estranhos se cruzam na mal fadada floresta onde todos planeiam encontrar o seu fim.
E quando parece que ambos procuram o seu final de um mundo do qual estão saturados, acontecimentos inesperados transformam a relação ali criada levando-os a um final diferente daquele que se fazia anunciar.
Depois de Survivalismo (2011) ou M Is for Macho (2013) onde José Pedro Lopes se destacou por histórias onde o terror e o suspense dominavam o ecrã, aqui o realizador e argumentista dirige uma história que se entende desde o primeiro instante como tendo um fundo onde o amor - ou a sua ausência - estão no cerne de todos os pequenos contos que aqui se cruzam. Logo de início o espectador vislumbra um sem fim de cadeados com promessas perdidas desse amor ausente e uma das primeiras citações desta longa-metragem chega através de um pensamento do pintor holandês Van Gogh que, também ele, sofria desse amor que não tinha... "A tristeza durará para sempre"... Uma tristeza por algo que não se alcança, por um sentimento não correspondido ou, até mesmo, por algo que uma vez tido se perdeu... Um amor (já) ido... Talvez aquele que é o maior terror desta obra de José Pedro Lopes resida nessa exacta ideia de que o amor ou melhor, a sua ausência, podem representar uma vida vivida na eterna solidão e, como tal, numa agonia insuportável à qual todos aqueles que dela padecem, resolvem pôr termo como a única solução encontrada para um fim (pouco) desejado.
Quando inseridos naquela floresta de almas perdidas, o espectador observa pelos olhares dos dois protagonistas, a quantidade de (des)iludidos que resolveu antecipar o seu próprio fim. Sem grandes referências aos seus motivos, subentende-se pelos elementos que já nos haviam sido fornecidos logo no início que o seu fim não se deve a problemas financeiros ou de saúde física, mas sim por uma debilidade psicológica inerente ao desgosto e à ausência de um amor que os complete. Um amor romântico, sentimental e até mesmo parental que os levou a questionar um lugar (inexistente) num mundo ao qual já não sentem pertencer. De almas alegres a caminhantes de uma penitência sem fim, poderão resistir num mundo onde (para eles) já nada parece fazer sentido? Poderá alguma vez esta ausência de amor ser colmatada?
Num mundo onde as respostas são escassas, principalmente quando em questões sentimentais onde a mesma não depende de uma vontade científica, A Floresta das Almas Perdidas entra então num domínio mais austero e soturno quando coloca o espectador perante uma importante e nunca colocada questão... o que aconteceria se perante o sofrimento alheio existisse alguém que tirasse proveito próprio? O que aconteceria se naquele instante final onde já nada parece fazer efeito mas onde - eventualmente - se procura uma última oportunidade, existisse alguém que revelasse que o único fim... é a morte? No fundo, e se naquele instante final alguém acelerasse o processo e se assumisse como um anjo do mal no local onde se procura o descanso eterno? Numa estranha e não tão invulgar semelhança, A Floresta das Almas Perdidas acaba por colocar, ainda que de forma metafórica, a questão que todos nós nos colocamos um dia... não existe sempre alguém que se aproveita do "nosso" sofrimento quando parece que a única coisa que procuramos é uma nova oportunidade?
No local mais improvável do mundo e onde todos aqueles que para lá se dirigem apenas procuram o silêncio prévio ao instante final, duas almas - não tão perdidas - encontram-se. "Carolina" (num claro amadurecimento profissional de uma sempre composta Daniela Love) aparenta ser uma simpática jovem com tudo bem planeado e definido. Nada que surja parece provocar um passo atrás nas suas decisões esperando apenas - para a sua concretização - "aquele" momento ideal. Com um ar cómico e descontraído, controlado mas despreocupado, "Carolina" é, no fundo, aquela jovem sobre quem o espectador questiona sobre as suas motivações... afinal, o que poderá uma jovem com os pés tão bem firmes na terra estar ali a fazer quando tudo o que diz parece ser de um controle total e absoluto sobre o seu próprio destino?! Por outro lado encontramos "Ricardo", um homem de meia idade que sofre um desgosto... O desgosto de uma filha ausente, de um lar relativamente desfeito onde todos parecem querer continuar menos ele que se deixou apropriar de uma solidão devastadora mas que, ainda assim, tenta convencer a jovem "Carolina" de que a sua aparente descontracção num espaço onde reina a tristeza não é a solução para a sua ainda tão jovem vida... Mas, lentamente, a pergunta instala-se... afinal quem terá mais experiência de vida?...
Enquanto a acção nesta parte do "mundo" parece decorrer de forma inesperada revelando um improvável vilão que emerge à custa do sofrimento alheio, o espectador é levado a uma nova protagonista: "Filipa" (Mafalda Banquart)... a filha de "Ricardo". "Filipa" é uma jovem atormentada com um lar relativamente desfeito... Se o pai parece perturbado com a morte da filha mais velha, a mãe parece querer continuar com a sua vida e não se deixar levar pelo desgosto... Pelo meio, está a jovem... quase invisível que luta apenas pela sua existência e pela forma como Tiago (Tiago Jácome), um namorado preocupado a vê e insiste em passar tempo com ela... No fundo, voltamos à eterna questão de que é o amor, e sua ausência, que tudo comanda... que a todos ordena... e que por todos (se) move num campo incerto... Surge... extingue-se... reaparece... desarma... e mata. O amor que a todos deu esperança e que, na sua ausência, deixou a tristeza que, já dizia o pintor holandês, "durará para sempre".
Mas permanece sempre uma questão inabalável e que por momentos pode ser ignorada pelo espectador... Afinal, quem é "Carolina"?! Quais as motivações desta jovem que tudo parece ter mas que vive distanciada - e quanto baste fascinada - pela desgraça sentimental dos demais? Se durante algum tempo o espectador poderá pensar que esta jovem interpretada por Daniela Love mais não é do que uma alma perdida que tenta, de certa forma, "recrutar" outras para encher o seu lago - o elemento natureza sempre muito presente e sabiamente incorporado em toda a dinâmica desta história (lago, floresta, campo...) -, são os instantes finais em que se revela uma jovem tão normal (ou banal?!) como as demais que nos suscitam a maior curiosidade... Será, ou estará, esta jovem tão alheada de um sentimento sentido por todos os demais que a única forma de se sentir "viva" é provocando e vivendo a morte de todos aqueles que a procuram? Existirá vida para lá da sua aparente insensibilidade ou o tal "click" que a faz mover é apenas graças à vontade de parar dos demais? No final... quem a terá incumbido da função de acabar com a tristeza alheia como se isso fosse o remédio ou a resposta para que tudo o demais existisse e vivesse numa eterna alegria?
No fundo, a grande questão aqui colocada com A Floresta das Almas Perdidas não é tanto sobre as inúmeras almas desistentes ou sofredoras - e perdedoras - com a aparente ausência de amor mas sim sobre aquelas inúmeras almas que vivem e experimentam o terror através das suas vidas banais e sem objectivos. Aqueles que se concentram única e exclusivamente na existência dos demais como se a sua (própria) salvação fosse apenas alcançada com a desgraça e miséria alheia. Afinal, como poderá essa existência banal ser validada senão através da expropriação da vida do "outro"?
José Pedro Lopes filma assim uma improvável história de terror que não se prende tanto com a existência de uma alma ou existência sobrenatural mas sim um terror próximo, que pode co-habitar os mesmos espaços, os mesmos locais e as mesmas experiências, apropriando-se delas e espoliando os outros de um livre arbítrio... Almas (perdidas) que se alimentam das incertezas, dos receios, dos desgostos e das perdas daqueles com quem se cruzam, utilizando-os em benefício próprio e ridicularizando as suas experiências como determinantes para a condução até àquele momento final e de eminente desgraça. O terror estará assim não tanto nas mãos de entidades dessas ditas entidades sobrenaturais mas sim daqueles que (se) chegam com nobres intenções mas que se revelam como emissários de uma fatalidade que fomentam e alimentam para simplesmente se sentirem bem com uma "nobre acção" que acarinharam.
Com uma dosagem mórbida sobre a triste realidade da sociedade dos nossos dias onde tudo é efémero e distante, A Floresta das Almas Perdidas afirma-se num campo de terror onde este se alcança pela não tão improvável realidade diária - que é sim bem palpável - e por todo um conjunto de elementos técnicos que fomentam o pouco terreno que algumas das suas sequências exibem, nomeadamente no interior de uma floresta que se assume com o seu próprio dinamismo e aura levando o espectador ao patamar do irreal... Nesta floresta questionam-se as atmosferas, as histórias e principalmente a incerteza da convicção entre o tal terreno versus o áureo e o espectador perde-se num dilema (momentâneo)... estaremos nós perante uma história onde as almas recentes são guiadas por uma guia que atravessou as mesmas questões existenciais ou, por sua vez, todo este purgatório é mais real do que um (não) paraíso onde todos acabam por pagar a sua própria penitência?
Com uma excelência técnica a nível da direcção de fotografia e da música original que remetem o espectador para uma história sobre a perda e o limbo, A Floresta das Almas Perdidas faz destacar Daniela Love, uma actriz em constante crescimento profissional e que aqui dá corpo e uma estranha alma a uma anti-heroína que salva através do auxílio à morte, que purga em nome do fim da tristeza mas que, afinal se revela como apenas mais uma solitária que tudo faz para querer encontrar o seu espaço num mundo onde tudo aparenta ter mas no qual tudo lhe falta e pôr um fim à tal tristeza (que dura para sempre) que sente, não controla e aos poucos a transformou numa apática.
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"Voz Off: A tristeza durará para sempre."
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7 / 10
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domingo, 14 de maio de 2017

Powers Boothe

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1948 - 2017
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IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente 2017: os vencedores

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Competição Internacional
Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa: Viejo Calavera, de Kiro Russo (Bolívia/Qatar)
Prémio Especial do Júri Canais TVCine & Séries: Arábia, de Affonso Uchôa, João Dumans (Brasil)
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Competição Internacional - Curtas-Metragens
Grande Prémio de Curta-Metragem: Wiesi, de Zofia Kowalewska (Polónia)
Ficção: Le Film de l'Été, de Emmanuel Marre (França/Bélgica)
Documentário: The Hollow Coin, de Frank Heath (EUA)
Animação: 489 Years, de Hayoun Kwon (França)
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Competição Nacional
Prémio Allianz - Ingreme para Melhor Longa Metragem Portuguesa: Encontro Silencioso, de Miguel Clara Vasconcelos
Prémio Ingreme para Melhor Curta Metragem Portuguesa: Miragem Meus Putos, de Diogo Baldaia
Prémio Novo Talento FCSH/Nova - Curta Metragem: Flores, de Jorge Jácome
Prémio Walla Collective - Melhor Filme da Secção Novíssimos: Os Corpos que Pensam, de Catherine Boutaud
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IndieMusic
Prémio Indiemusic Schweppes: Tony Conrad: Completely in the Present, de Tyler Hubby (EUA/Reino Unido)
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Prémio Árvore da Vida: Antão, o Invisível, de Maya Kosa e Sérgio da Costa (Suíça/Portugal) e Num Globo de Neve, de André Gil Mata (Portugal)
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Prémio Amnistia Internacional: Find Fix Finish, de Mila Zhluktenko e Sylvain Cruiziat (Alemanha)
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Prémio Universidades: El Mar la Mar, de Joshua Bonnetta e J.P. Sniadecki (EUA)
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Prémio Escolas: Le Fol Espoir, de Audrey Bauduin (França)
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Prémios do Público
Longa-Metragem: Venus, de Lea Glob e Mette Carla Albrechtsen (Dinamarca/Noruega)
Curta-Metragem Crocs: Scris/Nescris, de Adrian Silisteanu (Roménia)
IndieJúnior Escolas DoctorGummy: Litterbugs, de Peter Staney-Ward (Reino Unido)
IndieJunior Famílias Trina: The Sled, de Olesya Shchukina (Rússia)
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sábado, 13 de maio de 2017

Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción 2017: os vencedores

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Terminou hoje a oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorreu desde o passado dia 8 de Maio em Santander, Torrelavega e Piélagos, na Cantábria, em Espanha festival no qual tive a honra de, pela terceira vez, participar enquanto seu programador oficial.
Foram os vencedores:
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Prémio Dunas de Liencres
Internacional: The Ravens, de Jennifer Perrott
Nacional: La Invitación, de Susana Casares
Cantábria: 30 Minutos con Laura, de Juanjo Haro
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Prémio Costa Quebrada
Social: The Resurrection Club, de Guillermo Abril e Álvaro Corcuera
Realizador Revelação: Amo, de Alex Gargot
Prémio da Crítica: Manuscrit Trouvé dans l'Oubli, de Eugenio Recuenco
Menções Honrosas: Encerrada, de Rogelio Sastre e Lurna, de Nani Matos
Prémio do Júri Jovem: As Vacas de Wisconsin, de Sara Traba
Menções Honrosas: Postales, de Pablo Santidrián e Inés Pintor Sierra e The Resurrection Club, de Guillermo Abril e Álvaro Corcuera
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Prémio Canallave
Realizador: Susana Casares, La Invitación
Direcção de Produção: Paz Otero, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Actor: Mikel Losada, Lituania
Actriz: Pilar Pereira, As Vacas de Wisconsin
Argumento: Hugo de la Riva, Campeón
Montagem: Antonio Gómez Pan, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Fotografia: Axel Cosnefroy, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Música Original: Ara Malikian, Le Chat Doré
Direcção Artística: Eric Dover, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Guarda-Roupa: Felype de Lima, Le Chat Doré
Caracterização: Tamara Meco, Downunder
Efeitos Visuais: Pau Perramon, Bruce Gallagan
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Prémio Valdearenas: El Cine en Tus Manos
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Prémio de Distribuição: 30 Minutos con Laura, de Juanjo Haro
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Prémio #UnoCortoYRapidito: 1936, de Marcos Sastre
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Prémio #OneSequenceShot: Prólogo para el Fin del Mundo, de Fernando Sánchez
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Prémio #NoTeCortesHazTuCorto: Malas Abuelas, de Pedro García Argumosa (Oruña)
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

El Mercadillo (2016)

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El Mercadillo de Pedro Herrero García é uma curta-metragem de ficção espanhola presente na secção Social da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que amanhã termina na Cantábria, em Espanha.
Esta curta-metragem apresenta-nos duas mulheres já de idade avançada que em amena conversa se dirigem ao mercado. Mas este não é um dia qualquer e, para lhes fazer companhia, levam uma outra mulher bem mais jovem que, no entanto, não parece muito motivada para esta viagem.
Naquela que já poderá ser uma corrente cinematográfica do cinema espanhol dedicada quase exclusivamente à temática da crise - nunca em tão pouco tempo havia visionado uma quantidade tão grande de filmes curtos que se dedicassem com veemência a esta temática - El Mercadillo poderia ser facilmente considerado como "mais um" do género. No entanto, aquilo que aqui observamos não é uma obra qualquer. Herrero García não se centra nas pequenas grandes histórias motivacionais sobre a crise e o drama dos despejados ou tão pouco sobre alguém que perdeu o emprego e tem, agora, de encarar a sua vida sobre toda uma nova perspectiva. Não... Aqui o espectador observa outra realidade.
Longe dos despejos... longe da perda de trabalho e até mesmo longe dos dramas familiares que rodeiam todas estas temáticas, o realizador aqui leva o espectador àquilo que vulgarmente qualquer um de nós poderia apelidar como os efeitos ou as consequências de uma vida que se desmoronou lentamente e que agora se vê obrigada - a mulher mais jovem - a recorrer àquilo que nunca imaginou.
El Mercadillo não é sobre a dificuldade em efectuar as compras mensais... ou tão pouco sobre a falta de dinheiro. Aqui aquilo que observamos é quando esse já não existe e a fome aperta... Quando tudo o que resta é tentar as sobras indesejadas por aqueles que ainda conseguem (sobre)viver sem recorrer ao que é deitado fora como indesejado. Uma história sobre a situação limite de tantas e tantas pessoas que têm de se contentar com uma repetida refeição diária feita com tudo aquilo que, nos mercados, foi considerado lixo estando, no entanto, ainda em perfeitas condições de consumo.
No fundo, aquilo que El Mercadillo questiona - ou leva o espectador a questionar - é sobre o que sobre de "nós" quando recorremos a essas "sobras". Como nos definimos quando tudo o demais foi tentado e, sem sucesso, nos levou àquela condição limite de recorrer ao desperdício... ou "lixo"... que, uma vez esquecido e deitado fora, servirá agora de alimento àqueles que nada mais têm... Que sociedade é esta onde em vez de partilhar prefere desperdiçar e, apenas então, considerar "bom" para aqueles que nada têm...
Simples (ou talvez não), El Mercadillo cedo se apresenta como uma história sobre duas (ou três) amigas que falam de banalidades, da telenovela do dia anterior ou até mesmo sobre as dificuldades da vida sem que, no entanto, se assumam como "membros" desse clube não tão exclusivo que aumenta todos os dias. Mas, no final, aquilo que o espectador retém é uma história sobre a sobrevivência... sobre o ultrapassar vergonhas e embaraços últimos que têm de ser esquecidos em nome de uma possibilidade de observar um dia... um dia mais... o dia seguinte... Aquele em que - talvez - se possa voltar a uma condição não necessariamente mais nobre mas, pelo menos, uma em que o seu sustento não seja fundamentado com aquilo que os outros consideram como o "lixo" que fica para aqueles que pouco ou nada têm.
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8 / 10
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Lurna (2016)

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Lurna de Nani Matos é uma curta-metragem espanhola de ficção e uma das seis nomeadas na secção Social da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até amanhã dia 13 de Maio na Cantábria, em Espanha.
Lurna (Diaryatou Daff) é uma jovem mulher africana que sonha com uma potencial vida melhor. Poderá ela alguma vez tê-la numa terra que não é a sua?
Numa época em que tanto se questiona a entrada de refugiados nesta opulenta e em crise (de valores) Europa, a curta-metragem de Nani Matos não poderia ter chegado em melhor altura. Em Lurna acompanhamos as recordações de uma mulher que tem toda uma história por detrás da sua existência que comprova a sua luta e a sua viagem até uma Espanha onde agora se encontra. "Lurna" é portanto, mais do que uma simples mulher - que de simples nada tem - mas sim o rosto de todo um conjunto de homens e mulheres que atravessaram meio mundo com a promessa e a ideia de algo melhor do que aquilo que, até então, lhes tinha sido dado a conhecer na sua vida. Mas, no entanto, como todos as promessas de um el dorado inexistente, também agora neste admirável mundo novo, "Lurna" volta a sofrer às mãos de uma mafia que tudo exige e nada tem intenção de fazer cumprir.
Ao ritmo dos anunciados flashback, Lurna revisita toda a sua viagem até Espanha. Das carrinhas repletas de migrantes na mesma situação que ela às detenções pela polícia. Das ameaças de arma apontada aos bares de alterne e destes à consequente separação dos seus filhos tudo é, em breves minutos, apresentado nesta curta-metragem que reflecte este mundo novo - infelizmente não tão ficcionado como se poderia desejar - e uma vida pouco admirável.
A alma desta história é uma intensa Diaryatou Daff que consegue com a sua interpretação levar o espectador a toda uma nova dimensão aproximando-o de uma realidade assumida mas voluntariamente ignorada. Do submundo do crime a todo um sofrimento tido em silêncio, Daff prende o espectador ao ecrã graças a esta não verbalização de todo um passado que acima de tudo a envergonha. O espectador desconhece as origens de "Lurna" mas, no entanto, conhece todo este seu percurso até ao momento em que se encontra e sabe que a história desta personagem mais não é do que o rosto tido de tantas outras que escuta diariamente nos diversos noticiários. "Lurna" é portanto mais do que uma mulhe... um símbolo. Um símbolo de tudo o que se viveu... do que se perdeu... do que se sonhou sem nunca conquistar. É o rosto de uma vida de sonhos apagados, de esperanças perdidas e de momentos que se sentem (e percebem) mais não serem do que memórias idas de uma vida que se esperou. Para lá do desencanto está a perda... a perda daquele pouco que ainda se sentia poder possuir. A perda como a única referência possível de uma vida que se extingue e que lhe retirou todos os seus mais preciosos bens. No olhar de Daff temos tudo... e ela não necessitaria dizer absolutamente nada para que com ela o espectador criasse todas as empatias possíveis... Assim intensa é a sua interpretação.
Ainda que o espectador esteja perante uma história ficcionada, esta poderia ter sido retirada e inspirada nos inúmeros documentários e reportagens que diariamente inundam as nossas televisões. Ali a única coisa que pode, de facto, ser ficção é o nome e a identidade daquela mulher que, no entanto, representam tantas outras cujas histórias ocorreram mais ou menos dentro daquele relato. Desta forma, Nani Matos cria não só uma obra-prima do género pela veracidade dos factos que ali decide contar como sobretudo uma história com a qual aproxima as realidades destas pessoas deslocadas das sociedades onde elas chegaram tão opulentas de bens e por vezes tão cerradas àquilo que mais falta faz... o humanismo e a compaixão que qualquer um de nós desejaria ter quando chegados a outros territórios de onde não são originários.
Comovente... comovedora... intensa... forte... Lurna é uma curta-metragem simplesmente brilhante.
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8 / 10
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Encerrada (2016)

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Encerrada de Rogelio Sastre é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até ao próximo dia 13 na Cantábria, em Espanha e no qual tive o prazer de marcar presença enquanto programador oficial do festival.
Nora tem uma depressão e encontra-se no zoológico onde os animais a olham enquanto ela tenta comunicar com alguém pelo telefone. Nora sente-se só.
Naquela que é uma aparente analogia da sociedade moderna onde qualquer um de nós se encontra num mundo tecnologicamente desenvolvimento mas onde as relações pessoais e humanas perdem cada vez mais significado ou relevância, Encerrada é, portanto, a história de uma mulher presa num estado psicológico mais frágil que tenta desesperadamente contactar com aqueles com quem, em tempos, partilhou uma boa parte das suas histórias e que agora lhe estão distantes.
Perdida num aparente desespero, "Nora" é apenas observada por aqueles que, estranhamente, poderão sentir-se numa mesma condição que ela... enquanto a sua depressão a obriga a tomar uma constante quantidade de medicamentos dos quais se queixa de forma vã ao telefone, também aqueles animais parecem presos num mundo diferente - e igualmente distante - do seu habitat natural que lentamente os doma a um estado não natural. Se "Nora" se encontra solitária na sua "selva urbana", também aqueles que agora a observam "compreendem" o seu isolamento por serem vítimas de um mal semelhante que os condiciona nos seus movimentos e liberdades inatas. "Nora" vive portanto a sua própria prisão... também ela a céu aberto... que a aprisiona a uma ilusão de liberdade que não sente não só pela medicação a que está sujeita como também pela ânsia que todos os locais lhe parecem conferir deixando-a apenas "livre" naquele zoológico onde tanta estabelecer uma qualquer comunicação. Tal como os demais animais, "Nora" é assim uma réstia da mulher que outrora fora limitando-se a deambular por espaços que aparentam permitir-lhe essa tal liberdade mas que, na prática, mais não são do que ilusões que a permitem ir sobrevivendo.
Com um interessante argumento que explora a analogia entre Homem versus Animal presos na liberdade das sociedades modernas, Encerrada fragiliza, no entanto, na sua vertente prática quando, num mise en scène, se perde na turbulenta concretização da história revelando algum amadorismo que transforma esta história de semelhanças entre os vários intervenientes num conto banal repleto de boas intenções mas assumidamente perdido na sua tentativa de concretização. Ainda que o potencial narrativo exista ele fica, na prática, ausente desta história da qual o espectador apenas pode retirar a boa intenção com a qual o seu realizador pretendeu contar uma história sobre os problemas de uma sociedade onde tudo parece correr mais depressa do que aquilo que a mente humana consegue inicialmente processar.
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3 / 10
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El Tren de las 8 (2016)

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El Tren de las 8 de Ross Manso é uma curta-metragem espanhola presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre na região espanhola até ao próximo dia 13 de Maio.
Bruno, Noé e Gustavo são três irmãos que se dirigiram para um bosque onde planeiam enterrar um corpo. Depois de uma discussão, Bruno - o mais novo - entra pelo bosque indo parar a um terminal de comboios onde todo um conjunto de personagens esperam pacientemente pelo das oito horas.
Aquilo que começa como uma mais ou menos inspirada história de gangsters e mafiosos que saíram do seu último crime cedo se transforma numa enigmática história sobre uma qualquer perdição da qual os seus protagonistas foram alvo. Nem sempre perceptível naqueles instantes iniciais que remetem o espectador para um conto de vingança e fuga mas El Tren de las 8 é um pouco mais do que um simples filme onde os malfeitores procuram ficar e dividir aquilo que pilharam.
Nem sempre perceptível ao longo da sua história mas é - para o espectador - a viagem de "Bruno" aquela em que deste lado do ecrã merece a maior atenção. Distante dos objectivos dos dois irmão, "Bruno" entra por um caminho por entre o bosque onde vai dar a uma estranha plataforma de um terminal de comboios perdida no meio das árvores onde várias personagens parecem esperar intemporalmente por um comboio que nunca mais chega. Pergunta-se o espectador se esta espera se prende com algo mais do que com uma simples viagem para a cidade mais próxima... ou até mesmo se estas personagens que ali esperam se encontram dentro do mesmo espaço terreno em que "Bruno" se encontra. Desfeitas algumas dúvidas, aquilo que nos espera é então uma história que se aproxima de uma redenção algo sobrenatural onde todos parecem esperar a sua penitência e a sua oportunidade num "além" que está, afinal, mais perto do que aquilo que se poderia imaginar.
No entanto, e se o argumento de El Tren de las 8 parece sedutor pela mescla de história de vingança que encontra a sua plataforma sobrenatural, a dinâmica das suas personagens e algumas interpretações mais fragilizadas tolhem todo o conjunto desta curta-metragem que quer pela sua duração quer pelas deficiências narrativas com que o espectador se vai deparando com uma história que se prolonga para lá daquilo que seria aceitável e compreensível de e para com o seu argumento.
O purgatório aqui assumido como aquele terminal perdido no meio de um bosque (imaginado?) onde todos penam pelos seus pecados e esperam por uma sentença que pode levar toda uma (além) vida é, no conjunto desta curta-metragem, o ponto mais forte e que lhe confere toda uma estranha mas original dinâmica, distanciando a tradicional imagem do mesmo e conferindo-lhe um aspecto mais terreno com o qual todo o espectador poderá criar uma ligação... afinal, quantos de nós já não (des)esperámos por um transporte que aparentava nunca mais chegar?! Mas, no entanto, se esta originalidade aqui sentida credibiliza todo o trabalho final... a falta de inspiração de algumas das suas personagens (interpretações) retiram a dinâmica até então sentida parecendo que cada um ruma numa direcção oposta sem saber quando chegar a bom porto... de um eventual desnorte a um erro/fragilidade na direcção de actores, El Tren de las 8 parece provocar no espectador o mesmo sentimento que aquelas personagens perdidas aparentam... uma total perda do seu sentido de orientação que o leva a questionar-se sobre o seu próprio porto ou objectivo...
Desta forma, e ainda que as boas intenções e a verve de originalidade se sintam presentes, El Tren de las 8 perde-se pela vontade de contar uma história que se alonga... e alonga... para lá daquilo que o seu argumento permitia originalmente, constituindo-se este como o seu maior déficit de dinamismo e o suficiente para criar desconexão entre público e história.
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5 / 10
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The Trader (2017)

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The Trader de Manuel Alvarez Diestro e Sergio Belinchon é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até ao próximo dia 13 de Maio na região espanhola.
Um corretor da bolsa embarca numa estranha e improvável viagem numa busca pelo local onde pode finalmente libertar-se do mundo em que vive.
Claramente metafórica, esta curta-metragem espanhola dá corpo a todo um imaginário de reflexão do "homem" que se afasta - ou abandona? - do mundo atribulado em que vive. Ao longe o espectador escuta os ruídos de uma cidade em constante movimento, das suas várias ocupações aos seus vários habitantes "diurnos" e, por entre o mesmo, reina um permanente anonimato que o coloca - ao homem - num isolamento urbano entre tantos outros da sua espécie. Percorrendo toda uma planície acidentada, este homem atravessa todo um deserto - talvez o seu refúgio mental - que o posicionam distante do seu quotidiano e da sua rotina sem que, no entanto, abstraia o espectador daquele espaço de onde ele provém. Para o bem e para o mal estamos ali, com ele, numa cidade percebida mas não visível e, aos poucos, percebemos que ele é uma das suas partes mas não suficientemente importante para que dela se consiga distanciar... ela acompanha-o... ele vive-a... Ambos sentem-se.
Apenas percebemos que ele está brevemente abstraído do espaço quando, perante toda uma imensidão natural, aquele homem se despe como se no interior do seu espaço (talvez da sua casa) se encontrasse e entra na água como se da sua própria banheira se tratasse. Estará (será?) todo este ambiente natural como que um mero elemento subconsciente da vivência do Homem - no seu sentido lato - que o abraça como o seu escape mas o assume como o seu covil?
Dotado de uma direcção de fotografia que se assume como uma personagem silenciosa de The Trader e uma edição de som que compõem - e muito - toda a dinâmica da viagem que este homem enceta - afinal, é através do som que o espectador consegue captar muita da dimensão sensorial que se espera desta história -, a curta-metragem de Alvarez Diestro e Belinchon perde-se, no entanto, na sua incapacidade de relatar uma vertente de ficção que transmita facilmente o seu objectivo mantendo-se portanto numa plataforma experimental que confere ao seu público toda a manobra para interpretar livremente a sua mensagem. Este factor tanto lhe permite - ao espectador - perceber esta viagem como um espace voluntário de uma vida no rebuliço de uma cidade sempre em movimento (tal como o protagonista que avança rumo a nenhures de forma anónima) como, por sua vez, encará-la como uma viagem monótona, interminável e (in)voluntariamente exasperada permanecendo numa dinâmica de positivo versus negativo conferida pela percepção de cada um.
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6 / 10
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Pompas de Jabón (2016)

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Pompas de Jabón de Patricia Hernández é uma curta-metragem espanhola de ficção e uma das cinco nomeadas na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre na referida região espanhola até ao próximo dia 13 de Maio.
Duas mulheres e uma verdade escondida. Dois destinos e a vontade de um caminho cruzado em comum. Coração ou razão... qual deles sairá como vencedor?
Numa história que oscila entre o drama amoroso e a redenção sentimental, Pompas de Jabón apresenta ao espectador a vivência de duas mulheres que partilham e trilham um mesmo caminho. Se uma delas vive dividida entre a vida que teve - aquela trilhada pela razão e pelo moralmente aceitável pela sociedade - e aquela que sente ser a sua - dominada pelo seu coração e respectivos sentimentos - e uma outra mais jovem que, fruto de uma mentalidade mais aberta e um complexo ultrapassado, encara as razões do coração com uma espontaneidade diferente da primeira. Ambas percorrem no silêncio dos seus corações e na privacidade dos seus espaços, um caminho que as une pelo sentimento, pela paixão, pela entrega e pelo amor deixando, lá para trás, todos os preconceitos que uma sociedade pouco habituada à mudança ainda espelham.
Para a mulher mais velha, ainda dominada por um passado já vivido, permanecem as dúvidas existenciais e a vida familiar que, não esquecendo, resguarda num passado já experimentado. Agora tenta viver o presente e aquele amor que sempre dominou os lugares mais escondidos de um coração que, à sua medida, viveu anos num sofrimento desesperante à espera do tal dia onde pudesse finalmente viver aquilo que sentia... e exprimia com breves e pontuais olhares escondidos e tolhidos pela repressão. Viver antes que seja tarde demais ou, por sua vez, continuamente esconder o seu "eu" que tanto desesperava por (agora) viver?
Com uma dinâmica e passada temperada por vários silêncios que tentam comunicar com o espectador, Pompas de Jabón transmite uma interessante mensagem graças ao seu moderado argumento mas que as moderadas interpretações das suas duas actrizes (por vezes) não deixam voar para lá dessa contenção. Se percebemos o drama sentido e vivido por ambas as personagens, não deixa de ser uma realidade que as mesmas vivem uma constante auto-repreensão que difícil e esporadicamente consegue chegar ao espectador enquanto um sofrimento de um amor vivido mas não completo pelo medo da pressão alheia e de todos aqueles não tão breves pensamentos sobre o que se poderá perder se ele fôr consumado para uma sociedade nem sempre tolerante.
Apaixonada mas contida, Pompas de Jabón mantém-se a uma longa distância do filme que poderia ter sido mantendo-se, na sua quase totalidade, na esperança de se afirmar enquanto uma história que se permite ler nas entrelinhas onde o espectador cria empatia com um sofrimento de duas personagens que esperam o momento no qual possam reclamar, em toda a plenitude, o momento em que finalmente "vivem".
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5 / 10
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30 Minutos con Laura (2017)

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30 Minutos con Laura de Juanjo Haro é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción a decorrer até ao próximo dia 13 de Maio na Cantábria, em Espanha.
Laura (Laura Heredero) tem uma vida complicada... e agora um novo homem (Javier Uriarte) entrou na sua vida. Irá Laura sair desta sua aparente existência?
Juanjo Haro cria com este genial argumento aquilo que todo e qualquer espectador anseia numa história, ou seja, a capacidade de não ter nenhuma margem de desatenção que lhe permita sequer olhar para o lado. Sim... estamos perante uma daquelas histórias que pedem - e até exigem - que durante os seus mais ou menos breves instantes detenham o espectador como seu refém.
Inicialmente o espectador pensa que está perante uma qualquer banal história mais ou menos romântica que o vá distrair durante uns quantos minutos. No entanto, aquilo que 30 Minutos con Laura lhe confere é algo que vai bem mais longe do que os referidos trinta minutos que se supõe ir durar a acção deste conto moderno. Aqui, acompanhamos um conto sobre a memória... A memória de uma mulher sobre os seus espaços do passado, sobre as suas histórias e sobre as recordações que guarda de uma vida mais ou menos feliz... mais ou menos atribulada mas que, percebemos, mais não é do que um pequeno lugar da sua já extensa memória. Mas, no entanto, e se essa memória escondesse por detrás da sua componente idílica algo mais do que a positividade de uma relação tida até então? O que aconteceria se, por detrás de todos os acontecimentos de uma vida, se escondesse algo mais negro e terminal que agora já não lhe pertencem. No fundo, e se agora depois de toda uma vida com um significado inabalável se escondesse toda uma história de traição, ciúme, paixão e loucura que têm - como tudo na vida - as suas consequências mais ou menos imediatas e que estão prestes a ser cobradas?
Desta forma "Laura" (Heredero) e "Ele" (Uriarte) encontram-se num restaurante. Não são aquilo que inicialmente poderíamos imaginar nem tão pouco um casual encontro que se proporcionou através dessa casualidade ou tão pouco fruto de uma qualquer rede social onde tantos encontram o seu escape para uma nova "vida social". Não... em 30 Minutos con Laura aquilo que o realizador e argumentista Juanjo Haro nos revelam é uma surpreendente história onde não só todos os pequenos detalhes têm uma importância inquestionável para a resolução de um conto impossível como também os desempenhos dos seus actores conferem - depois de descoberta toda a verdade por detrás das suas acções - toda uma nova dinâmica que destroem a tal "zona de conforto" do espectador mais preparado para resistir à surpresa.
No final, onde tudo é entretanto percebido pelo espectador, aquilo que lhe resta compreender e acompanhar é, não o percurso de uma "Laura" entretanto encaminhada para a sua nova realidade mas sim o trajecto já passado, mas recente, d'"Ele" enquanto aquele que mais directamente privou com esta mulher e a compreendeu nas suas limitações imediatas... Acompanhamos os seus instantes... os seus pensamentos que, como desabafos, nos empurram para um destino final relativamente inesperado mas igualmente surpreendente e, m pouco menos de dez minutos, compreendemos toda uma vida de "Laura"... as suas aspirações, as suas paixões mas sobretudo a sua compreensão daquele preciso momento em que reage à ideia desse tudo agora perdido.
Raras são as ocasiões em que um filme consegue de forma engenhosa e brilhante surpreender com os seus twists finais e conferir todo um novo significado a um filme que o espectador já tinha assumido como "garantido". No entanto, 30 Minutos con Laura consegue não só prender o espectador ao banco da sala de cinema como especialmente dinamizar toda uma história com a irreverência de alguém que sabe fazer bom cinema, cativar o seu público e sobretudo não se deixar inibir pelas ideias assumidas do espectador sobre uma história que surpreende até ao último instante. Aqui não estamos simplesmente a ver um filme... pelo contrário... aqui estamos a assistir a uma obra de arte em formato curto e a um dos mais brilhantes, enigmáticos e assumidamente surpreendentes filmes dos últimos tempos que consegue ainda ter duas intensas e bem estruturadas interpretações que se complementam na descoberta do um aparente impossível.
Bravo! Two thumbs up!
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8 / 10
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Nelson Xavier

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1941 - 2017
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Shortcutz Viseu - Sessão #92

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Regressa o Shortcutz Viseu com a sua sessão #92 onde a sua programação em competição está dedicada à realizadora Joana Maria Sousa que no segmento Curtas em Competição apresenta os seus filmes curtos Cavalo e We Are Desperate tendo ainda no segmento Projecto Convidado o seu filme Tomé, o Filme e ainda no Doc Xpress Viseu o documentário Like a Tree.
Desta forma, e como já é habitual nas noites de sexta-feira, o local onde passa bom cinema em formato curto é o Carmo'81 a partir das 22 horas.
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ariel - Academia Mexicana de Cinema 2017: os nomeados

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Foram anunciados há instantes os nomeados aos Ariel atribuídos anualmente pela Academia Mexicana de Cinema destacando o filme La 4ª Compañia, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola com um total de vinte nomeações incluindo a de Melhor Filme e Melhor Primeira Obra.
São os nomeados:
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Melhor Filme
La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Desierto, de Jonas Cuarón
Me Estás Matando, Susana, de Roberto Sneider
El Sueño de Mara'Akame, de Federico Cecchetti
Tempestad, de Tatiana Huezo
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Melhor Primeira Obra
La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Distancias Cortas, de Alejandro Guzmán
Maquinaria Panamericana, de Joaquín del Paso
El Sueño del Mara'Akame, de Federico Cecchetti
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Melhor Documentário
La Balada del Oppenheimer Park, de Juan Manuel Sepúlveda
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Somos Lengua, de Kyzza Terrazas
Tempestad, de Tatiana Huezo
The Weekend Sailor, de Bernardo Arsuaga
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Melhor Filme Ibero-Americano
Anna, de Jacques Toulemonde (Colômbia)
El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina)
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Sin Muertos no hay Carnaval, de Sebastián Cordero (Equador)
Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo (Espanha)
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Melhor Curta-Metragem de Ficção
Australia, de Rodrigo Ruiz
Fisuras, de Roberto Fiesco
El Ocaso de Juan, de Omar Deneb Juárez
El Tigre y la Flor, de Fabiola Denisse Quintero
Verde, de Alonso Ruizpalacios
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Melhor Documentário - Curta-Metragem
13,500 Volts, de Mónica Blumen
Aurelia y Pedro, de Omar Robles e José Permar
La Casa de los Lúpulos, de Paula Hopf
Club Amazonas, de Roberto Fiesco
Memórias del Table Dance, de Silvana Lázaro
Semillas de Guamúchil, de Carolina Corral
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Los Aeronautas, de León Rodrigo Fernández
Ascensión, de Samantha Pineda e Davy Giorgi
Elena y las Sombras, de César Gabriel Cepeda
Los Gatos, de Víctor Alejandro Ríos
Taller de Corazones, de León Rodrigo Fernández
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Melhor Realizador
Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola, La 4ª Compañía
Jonás Cuarón, Desierto
Roberto Sneider, Me Estás Matando Susana
Federico Cecchetti, El Sueño del Mara'Akame
Tatiana Huezo, Tempestad
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Melhor Actor
Gael García Bernal, Me Estás Matando Susana
Danny Glover, Mr. Pig
Noé Hernández, Tenemos la Carne
Adrián Ladrón, La 4ª Compañía
José Carlos Ruíz, Almacenados
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Melhor Actriz
Adriana Barraza, Todo lo Demás
Varónica Langer, La Caridad
Ludwika Paleta, Rumbos Paralelos
Maya Rudolph, Mr. Pig
Claudia Sainte-Luce, La Caja Vacía
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Melhor Actor do Elenco
Andoni Gracia, La 4ª Compañía
Hernán Mendoza, La 4ª Compañía
Gabino Rodríguez, La 4ª Compañía
Gerardo Taracena, La Carga
Harold Torres, La Carga
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Melhor Actriz do Elenco
Angélica Aragón, Mr. Pig
Martha Claudia Moreno, Distancias Cortas
Arcelia Ramírez, Jirón de Niebla
Norma Reyna, La Carga
Mariana Treviño, El Sueño del Mara'Akame
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Melhor Actor Secundário
Diego Cataño, Desierto
Mauricio Isaac González, Distancias Cortas
Hoze Alberto Meléndez, Almacenados
Manuel Ojeda, La 4ª Compañía
Antonio Parra Parra, El Sueño del Mara'Akame
Dario T. Pie, La 4ª Compañía
Carlos Valencia, La 4ª Compañía
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Melhor Actriz Secundária
Carmen Beato, Los Parecidos
Adriana Paz, La Caridad
Xochiquetzal Rodríguez, La Carga
Tiaré Scanda, El Cumple de la Abuela
Mariana Treviño, La Vida Inmoral de la Pareja Ideal
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Revelação Masculina
Luciano Bautista, El Sueño del Mara'Akame
Paco de la Fuente, El Alien y Yo
Luis Carlos Ortega, Distancias Cortas
Luis Silva, Desde Allá
Aliocha Sotnikoff Ramos, Las Tinieblas
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Revelação Feminina
Natasha Dupeyron, Treintona, Soltera y Fantástica
María Evoli, Tenemos la Carne
Gloria Carina López, La Casa más Grande del Mundo
Irene Ramírez, Maquinaria Panamericana
Camila Robertson Glennie, Las Tinieblas
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Melhor Argumento Original
La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola
Desierto, Jonás Cuarón e Mateo García
Distancias Cortas, Itzel Lara
Maquinaria Panamericana, Joaquín del Paso e Lucy Pawlak
El Sueño del Mara'Akame, Federico Cecchetti
Tempestad, Tatiana Huezo
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Melhor Argumento Adaptado
El Alien y Yo, Fernando del Razo, Jesús Magaña e Emiliano Flores
Almacenados, David Desola
Las Aparicio, Leticia López, Verónica Bellver, Natassja Ybarra e Lucia Carreras
Jirón de Niebla, Julio César Estrada, Gustavo Moheno e Ángel Pulido
Me Estás Matando Susana, Luis Cámara e Roberto Sneider
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Melhor Montagem
La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola, Francisco X. Rivera e Camilo Abadía
Bellas de Noche, Ximena Cuevas
Desierto, Jonás Cuarón
El Sueño del Mara'Akame, Pierre Saint Martin Castellanos e Raúl Zendejas
Tempestad, Lucrecia Gutiérrez e Tatiana Huezo
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Melhor Fotografia
La 4ª Compañía, Miguel López
Desierto, Damián García
Epitafio, Emiliano Fernández
Mr. Pig, Damián García
Tempestad, Ernesto Pardo
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Melhor Música Original
La 4ª Compañía, Ramiro del Real, Renato del Real, Takaakira "Taka" Goto e Javier Umpierrez
Desierto, Yoann Lemoine "Woodkid"
El Sueño del Mara'Akame, Emiliano Motta
Tempestad, Leonardo Heiblum e Jacobo Lieberman
Las Tinieblas, Carlo Ayhllón
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Melhor Som
La 4ª Compañía, Javier Umpierrez, Isabel Muñoz, Jaime Baksht e Michelle Couttolenc
7:19, Christian Giraud e Pablo Lach
Me Estás Matando Susana, Fernando Cámara, Stan Mak, Jaime Baksht, Steven Avila, Trip Brock e Michelle Couttolenc
El Sueño del Mara'Akame, Daniel Rojo e Alicia Segovia
Tempestad, Federico González Jordán, Lena Esquenazi e Carlos Cortés
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Melhor Direcção Artística
La 4ª Compañía, Jay Aroesty e Carlos Cosío
7:19, Alejandro García
La Carga, Jay Aroesty
Me Estás Matando Susana, Eugenio Caballero
Las Tinieblas, Alisarine Ducolomb
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Melhor Guarda-Roupa
La 4ª Compañía, Bertha Romero e José Guadalupe López
La Carga, Adelia Cortázar
Epitafio, Alisarine Ducolomb
Macho, Natalia Seligson, Juan de Dios Ramírez, Alberto Escamilla e Gianfranco Reni
El Sueño del Mara'Akame, Mariana Gandía
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Melhor Caracterização
La 4ª Compañía, Carla Tinoco e Alfredo García
7:19, Gerardo Muñoz
La Carga, Felipe Salazar e Antón Garfias
Los Parecidos, Marco Hernández, Cristian Pérez e Gerardo Muñoz
El Sueño del Mara'Akame, Roberto Ortiz
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Melhores Efeitos Especiais
La 4ª Compañía, Luis Eduardo Ambriz
7:19, José Manuel Martínez
Desierto, José Manuel Martínez
KM 31-2, Ricardo Arvizu Fernández e Ricardo Arvizu Solis
Tenemos la Carne, Adrián Durán
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Melhores Efeitos Visuais
La 4ª Compañía, Ricardo Robles
7:19, Omar Molina
Desierto, Anthony Lestramau
KM 31-2, Rodrigo Echevarría e Eduardo Viladoms
Las Tinieblas, Gustavo Bellón, Benoit Manequinn, Andrés Palma e David Camiro
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México no próximo dia 11 de Julho.
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domingo, 30 de abril de 2017

O Dia em que Explodiu Mabata Bata (2017)

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O Dia em que Explodiu Mabata Bata de Sol de Carvalho é uma longa-metragem luso-moçambicana feita para televisão num programa patrocinado pela CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa adaptada da obra de Mia Couto e que conta a história do Azarías, um jovem moçambicano privado da sua educação para tratar dos bois que o seu tio irá usar como dote de casamento.
No dia em que Mabata Bata, o mais imponente boi da manada, pisa uma mina e explode, Azarías foge com medo das represálias do tio lançando-o numa viagem que irá transformar toda a sua vida.
Com base na obra de Mia Couto, Sol de carvalho e José Magro escrevem o argumento desta história que atravessa diferentes dinâmicas de um Moçambique ainda ensombrado com os fantasmas de uma guerra civil. Ainda que não seja a principal dinâmica desta história, o conflito está implícito na sua narrativa na medida em que a presença militar em O Dia em que Explodiu Mabata Bata faz-se sentir pelos ocasionais militares que surgem nesta história como também pelos despojos de uma guerra que moldam a realidade das suas gentes.
Aqui tudo gira em torno de "Azarías", um jovem privado daquilo que deveria ser um direito e obrigação de todos... a sua educação. Este jovem sonha com o dia em que poderá ir para a escola e aprender a ler e a escrever, ou seja, com os fundamentos principais que poderão um dia mais tarde fazer dele o homem com todo o potencial que lhe é devido. Mas, no entanto, este seu direito é-lhe privado por parte de um tio que o obriga a tratar dos animais que servirão (mais tarde) como o seu dote pela mão da filha de um chefe local. Num jogo de interesses, "Azarías" é apenas um - mais um - de toda uma geração de crianças perdidas que perpetuam um sistema semi-tribal que serve os interesses imediatos dos chefes locais esquecendo o futuro de todo um país.
No entanto, a história de "Azarías" tem mais contornos que não passam despercebidos ao olhar do espectador. Filho de pais que supomos terem sido mortos durante o conflito, trabalha para o "engordar" do gado e para o grado de um tio que o explora pouco importado com as suas necessidades. Com uma infância perdida e então com medo dos destinos desse tipo por vezes violento, "Azarías" vive apenas um sonho que já não esconde - a sua educação - refugiando-se nas pequenas ofertas de um amigo que mais lhe despertam o gosto por aquilo que não tem.
Neste misto de história sobre os direitos infantis, O Dia em que Explodiu Mabata Bata retrata ainda o seu - de "Azarías" - processo de crescimento numa micro sociedade ainda afectada com os horrores de uma guerra civil presente e que foi devastadora para muitas famílias. Neste período em que este jovem recorda a família que já não tem - para lá do tio e de uma avó sempre preocupada - todo o seu processo de crescimento é feito com trabalho, com medo dos militares que ainda subsistem à custa do seu árduo trabalho enquanto camponês e guardador de gado e com os fantasmas do seu passado presentes nos pequenos elementos que o recordam de uma vida anteriormente tida. Assim, num estilo que mescla a ficção com o documental utilizado de forma interessante para espelhar os dias de uma criança no campo afastada da grande cidade e que, ao mesmo tempo, explora a sua próxima relação com a natureza envolvente como uma parte imprescindível da sua própria sobrevivência onde alimentos, vegetação, animais, água e terra assumem-se como os bens fundamentais e essenciais para que "Azarías" e sua família continuem a subsistir e esperem - à custa dos animais que engordam - poder conferir uma vida melhor no dia de "amanhã". Este desejo de constante trabalho - só de "Azarías" que é insistentemente explorado por um tio que pouco pretende fazer - poderá ser no seu futuro próximo, a única forma dele poder entrar na escola e cumprir o fim último que tanto deseja.
A contribuir para a inserção do espectador em toda uma ambiência de um Moçambique profundo está a música original de Pierre Dufloo que resgata sonoridades tribais e conferindo-lhes a contemporaneidade necessária, fazem do espectador um observador participante da (sua) vivência naquela pequena aldeola onde "Azarías" vive.
Com uma ingenuidade própria de um trabalho em construção, O Dia em que Explodiu Mabata Bata não perde mérito pela simples história ficcionada que se mescla com o relato documental dando não só um retrato de um país ferido como das profundas marcas que continuam a dizimar uma (que se queria) nova geração que se perde com as perdidas e esquecidas sobras de um conflito que - de certa forma - insiste em não terminar.
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6 / 10
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Jonathan Demme

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1944 - 2017
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Globos de Ouro SIC/Caras 2017: os nomeados

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Foram há momentos anunciados os nomeados à XXIIª edição dos Globos de Ouro SIC/Caras nas suas diversas categorias incluindo a de Cinema.
São os nomeados:
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Melhor Filme
Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha
John From, de João Nicolau
O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues
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Melhor Actor
Miguel Borges, Cinzento e Negro
Filipe Duarte, Cinzento e Negro
Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
Miguel Nunes, Cartas da Guerra
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Melhor Actriz
Maria João Abreu, A Mãe é que Sabe
Joana Bárcia, Cinzento e Negro
Mónica Calle, Cinzento e Negro
Ana Padrão, Jogo de Damas
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia apresentada por João Manzarra a realizar no próximo dia 22 de Maio no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
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Premios Sant Jordi de Cinematografía 2017: os vencedores

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Decorreu ontem na Antigua Fábrica de Estrella Damm, em Barcelona a 61ª edição dos Premios Sant Jordi de Cinematografía atribuídos aos melhores desempenhos cinematográficos do ano.
São os vencedores:
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Filme: La Propera Pell, de Isaki Lacuesta e Isa Campo
Primeira Obra: Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo
Filme Estrangeiro: Elle, de Paul Verhoeven (França)
Actor Espanhol: Luis Callejo, Tarde para la Ira
Actor Internacional: Adam Driver, Paterson
Actriz Espanhola: Emma Suárez, Julieta e La Propera Pell
Actriz Internacional: Amy Adams, Arrival e Nocturnal Animals
Sant Jordi de Honor: Eusebio Poncela
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domingo, 23 de abril de 2017

Shortcutz Viseu - Sessão #91

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O Shortcutz Viseu regressa, desta vez excepcionalmente a uma segunda-feira, com a sua Sessão #91 dedicada a um especial 25 de Abril.
Na secção Curtas em Competição, o Shortcutz Viseu exibe os filmes curtos Reino, de João Monteiro e Nortik, de Tiago Iúri que estará presente na sessão para a sua apresentação. Finalmente, no segmento Especial 25 de Abril, serão apresentados os filmes Deus Não Quis, de António Ferreira e ainda 25 de Abril - Uma Aventura para a Democracia, de Edgar Pêra.
Amanhã, a partir das 22 horas no Carmo'81 mais uma sessão de bom cinema em formato curto na Rua do Carmo 81, em Viseu.
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A Long Way Home (2017)

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A Long Way Home de Ibër Deari é uma curta-metragem de ficção oriunda da Macedónia centrada no regresso a casa de Olti (Mirsad Abazi) depois de um conflito que o envolveu com um membro de um clã rival.
No regresso durante um frio Inverno, Olti depara-se com a esperança de reencontrar uma mãe que há muito não vê e com um irmão que não o quer na aldeia natal com medo das represálias que sente poder ser alvo.
Espelho de um conflito por resolver - que de certa forma ilustra uma alma perdida da região balcânica - Ibër Deari cria com A Long Way Home o tradicional conto de vingança, redenção e a esperança vã de um regresso às origens onde tudo estava longe da derrota que inconscientemente se assume quando, já ida a infância, se encontra um mundo dito "adulto" do qual ninguém sairá ileso.
A Long Way Home começa com um não tão enigmático percurso de uma estrada coberta de neve que permite ao espectador assumir que está a presenciar o final de algo... de um percurso. Longe de descobrir que percurso é esse, o único elemento que é também pressuposto - pelo espectador - é o de que ali permanecem os restos mortais de alguém que "perdeu" nesta batalha que anteriormente se travou. No fundo, uma noção que o próprio título desta curta-metragem pode conferir (com a posterior tardia percepção do espectador) de que este longo caminho de um difícil e provavelmente impossível regresso é não só psicológico como também físico. As distâncias, ainda que de geograficamente próximas são, no entanto, impossíveis de percorrer com um passado ainda por resolver que o(s) priva(m) de avançar nessa vida agora tida como "nova".
Se a realização de Deari denota algumas fragilidades técnicas ao inserir-se no próprio espaço das personagens transformando-se num observador participante das mesmas é, no entanto, a sua muito interessante direcção de fotografia que contribuiu para a percepção de um estado físico do espaço e de espírito das mesmas e, como tal, aproximando-as de um esgotamento psicológico característico das suas vivências traumáticas que se assume como um dos pontos mais interessantes de A Long Way Home. Entre um misto de interpretações que ainda que consistentes denotam uma extrema necessidade de maior aprofundamento, A Long Way Home assume-se como um filme de vingança tradicional onde o personagem atípico e anti-herói procura uma redenção... um "voltar a casa" ao colo de uma mãe que não vê há muito como que se este fosse a sua única e última salvação face a um mundo que já não (lhe) existe. É esta falta - nem sempre a pouca duração de uma curta-metragem se assume como um seu ponto positivo - que leva o espectador a perder-se na sua narrativa... a procurar (ou desejar) mais de personagens que claramente têm toda uma história para lá daquela apresentada e, como tal, a permanecer num misto de (in)tolerância para com uma história que parece ter deixado muito por revelar.
De uma dinâmica interessante e muito característica nas histórias que nos chegam dos Balcãs - não tão secretamente qualquer um de nós mais familiarizado com este cinema identifica a sua origem - A Long Way Home deixa espaço para com algum maior investimento e aperfeiçoamento do profissionalismo da equipa técnica se tornar numa longa-metragem característica do cinema de uma área - e de um país - não tão explorado nos últimos anos.
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6 / 10
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sábado, 22 de abril de 2017

Erin Moran

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1960 - 2017
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prémios Simón 2017 - Academia de Cine Aragonés: os nomeados

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A Academia del Cine Aragonés anunciou há dias os nomeados à sexta edição dos Simón, prémios que atribui anualmente aos melhores desempenhos cinematográficos às produções e co-produções da região.
São os nomeados:
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Melhor Longa-Metragem
Angustias y Remedios, de Fernando Usón-Forniés
Análisis de Sangre Azul, de Blanca Torres e Gabriel Velázquez
Bestfriends, de Carlos Val e Jonas Grosch
Jota, de Carlos Saura
Nuestros Amantes, de Miguel Ángel Lamata
Villaviciosa de al Lado, de Nacho G. Velilla
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Melhor Documentário
600 Años sin Descanso. El Papa Luna, de Germán Roda
Desmontando la Muerte, de Germán Roda
El Director Maldito, de Maxi Campo
I Am from Syria, de Elena Cantero
La Casa Ena, de Orencio Boix
La Ciudad de las Mujeres, de Vicky Calavia
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Melhor Curta-Metragem
Dos Segundos de Silencio, de Felipe Sanz
El Morico, de Jorge Aparicio García
Le Chat Doré, de Nata Moreno
Rewind, de Rubén Pérez Barrena
El Trastero, de Gaizka Urresti
Un Minutito, de Javier Macipe
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Melhor Videoclip
Catch My Breath, para Victorious Fleet Commanders, de Julián Morales Jodra
Hacia el Interior, para Ana Macén, de Adrián Barcelona e Irene Solanas
Luces de Neón, para Playa Cuberris, de Jacob Santana
Una Cita, para Nacho Down Tempo, de Aléx Villar
Video Single, para Los Twangs & Esther, de Raúl Guíu
You Got Me in Heat, para Anaut, de Borja Echeverría
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Melhor Produção
Camino Ivars, La Ciudad de las Mujeres
Inés Laporta, Dos Segundos de Silencio
Jorge Aparicio e Manuel Aparicio, El Morico
Malena Carreras, Rewind
Patricia Roda, 600 Años sin Descanso. El Papa Luna
Raúl García Medrano, Nuestros Amantes
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Melhor Realizador
Álex Rodrigo, Un Millón
Carlos Val e Jonas Grosch, Bestfriends
Germán Roda, 600 Años sin Descanso. El Papa Luna
Jorge Aparicio García, El Morico
Miguel Ángel Lamata, Nuestros Amantes
Rubén Pérez Barrena, Rewind 
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Melhor Interpretação
Alfonso Desentre, Magia
Alfredo Abadía, El Morico
Eduardo Noriega, Nuestros Amantes
Elena Rivera, Rewind
Esther Gotor, Un Gran Día
Laura Contreras, Luz de Soledad
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Melhor Argumento

Carlos Val e Jonas Grosch, Bestfriends
Germán Roda, Alberto Baeyens, Ramón J. Campo e David Lozano, 600 Años sin Descanso. El Papa Luna
Javier Macipe, Un Minutito
Jesús Miguel Quintana e Rubén Pérez Barrena, Rewind
Manuel Aparicio, hermanos Carcoma e Jorge Aparicio, El Morico
Maxi Campo, El Director Maldito
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Melhor Fotografia
Adrián Barcelona, Cuando Lucas Encontró a Eva
Beltrán García, Bestfriends
Francisco Fernández Pardo, Rewind
Sergio de Uña, Dos Segundos de Silencio
Sergio de Uña, 600 Años sin Descanso. El Papa Luna
Silvia Aparicio, El Morico
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Categoria Especial
Ana Bruned, Chicaman (caracterização)
Arantxa Ezquerro, Nuestros Amantes (guarda-roupa)
Jesús Aparicio e Bogus Band, El Morico (música original)
Ara Malikian, Le Chat Doré (música original)
Maxi Campo, El Director Maldito (montagem)
Antuán Duchamp, Sin Conexión (música original)
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Os Simón serão entregues numa cerimónia a realizar no próximo dia 6 de Maio no Auditorio de Zaragoza.
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Neuza Amaral

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1930 - 2017
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sábado, 15 de abril de 2017

Graça Silva

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1967 - 2017
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Clifton James

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1921 - 2017
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Saturn Awards 2017: os nomeados

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Foram anunciados os nomeados aos Saturn Awards entregues anualmente pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films relativos às produções cinematográficas e televisivas.
Os nomeados deste ano são:
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Cinema
Melhor Comic-a-Filme
Batman v Superman: Dawn of Justice, de Zack Snyder
Captain America: Civil War, de Anthony Russo e Joe Russo
Deadpool, de Tim Miller
Doctor Strange, de Scott Derrickson
Suicide Squad, de David Ayer
X-Men: Apocalypse, de Bryan Singer
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Melhor Filme Ficção Científica
Arrival, de Denis Villeneuve
Independence Day: Resurgence, de Roland Emmerich
Midnight Special, de Jeff Nichols
Passengers, de Morten Tyldum
Rogue One: A Star Wars Story, de Gareth Edwards
Star Trek Beyond, de Justin Lin
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Melhor Filme de Fantasia
The BFG, de Steven Spielberg
Fantastic Beasts and Where to Find Them, de David Yates
Ghostbusters, de Paul Feig
The Jungle Book, de Jon Favreau
Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, de Tim Burton
A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona
Pete's Dragon, de David Lowery
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Melhor Filme de Terror
The Autopsy of Jane Doe, de André Ovredal
Busanhaeng, de Yeon Sang-ho
The Conjuring 2, de James Wan
Demon, de Marcin Wrona
Don't Breathe, de Fede Alvarez
Ouija: Origin of Evil, de Mike Flanagan
The Witch: A New England Folktale, de Robert Eggers
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Melhor Filme de Acção/Aventura
Allied, de Robert Zemeckis
Gold, de Stephen Gaghan
Hacksaw Ridge, de Mel Gibson
Hidden Figures, de Theodore Melfi
The Legend of Tarzan, de David Yates
The Magnificent Seven, de Antoine Fuqua
The Nice Guys, de Shane Black
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Melhor Thriller
10 Cloverfield Lane, de Dan Trachtenberg
The Accountant, de Gavin O'Connor
The Girl on the Train, de Tate Taylor
Jason Bourne, de Paul Greengrass
Hell or High Water, de David Mackenzie
The Shallows, de Jaume Collet-Serra
Split, de M. Night Shyamalan
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Melhor Filme Independente
Eye in the Sky, de Gavin Hood
Hunt for the Wilderpeople, de Taika Waititi
La La Land, de Damien Chazelle
Lion, de Garth Davis
The Ones Below, de David Farr
Remember, de Atom Egoyan
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Melhor Filme de Animação
Finding Dory, de Andrew Stanton e Angus MacLane
Kingslaive: Final Fantasy XV, de Takeshi Nozue
Moana, de Ron Clements e John Musker
Sing, de Christophe Lourdelet e Garth Jennings
Trolls, de Walt Dorhn e Mike Mitchell
Zootopia, de Byron Howard e Rich Moore
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Melhor Filme Internacional
Ah-ga-ssi, de Chan-Wook Park (Coreia do Sul)
Elle, de Paul Verhoeven (França)
Kraftidioten, de Hans Petter Moland (Noruega/Suécia/Dinamarca)
Mei Ren Yu, de Xingchi Zhou (China)
Shin Gojira, deHideaki Anno e Shinji Higuchi (Japão)
Under the Shadow, de Babak Anvari (Reino Unido/Jordânia/Qatar)
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Melhor Realizador
Scott Derrickson, Doctor Strange
Gareth Edwards, Rogue One: A Star Wars Story
Jon Favreau, The Jungle Book
Anthony Russo e Joe Russo, Captain America: Civil War
Bryan Singer, X-Men: Apocalypse
Steven Spielberg, The BFG
Denis Villeneuve, Arrival
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Melhor Actor
Chris Evans, Captain America: Civil War
Benedict Cumberbatch, Doctor Strange
Chris Pratt, Passengers
Ryan Reynolds, Deadpool
Mark Rylance, The BFG
Chris Pine, Star Trek Beyond
Matthew McConaughey, Gold
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Melhor Actriz
Amy Adams, Arrival
Emily Blunt, The Girl on the Train
Taraji P. Henson, Hidden Figures
Jennifer Lawrence, Passengers
Felicity Jones, Rogue One: A Star Wars Story
Narges Rashidi, Under the Shadow
Mary Elizabeth Winstead, 10 Cloverfield Lane
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Melhor Actor Secundário
Chadwick  Boseman, Captain America: Civil War
Dan Fogler, Fantastic Beasts and Where to Find Them
John Goodman, 10 Cloverfield Lane
Diego Luna, Rogue One: A Star Wars Story
Zachary Quinto, Star Trek Beyond
Christopher Walken, The Jungle Book
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Melhor Actriz Secundária
Scarlett Johansson, Captain America: Civil War
Tilda Swinton, Doctor Strange
Margot Robbie, Suicide Squad
Kate McKinnon, Ghostbusters
Betty Buckley, Split
Bryce Dallas Howard, Gold
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Melhor Interpretação por um Jovem Actor
Ruby Barnhill, The BFG
Julian Dennison, Hunt for the Wilderpeople
Tom Holland, Captain America: Civil War
Lewis MacDougall, A Monster Calls
Neel Sethi, The Jungle Book
Anya Taylor-Joy, The Witch: A New England Folktale
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Melhor Argumento
Melissa Mathison, The BFG
Eric Heisserer, Arrival
Rhett Reese e Paul Wernick, Deadpool
Jon Spaihts, Scott Derrickson e C. Robert Cargill, Doctor Strange
Taylor Sheridan, Hell or High Water
Chris Weitz e Tony Gilroy, Rogue One: A Star Wars Story
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Melhor Montagem
Jeffrey Ford e Matthew Schmidt, Captain America: Civil War
John Gilroy, Colin Goudie e Jabez Olssen, Rogue One: A Star Wars Story
Stefan Grube, 10 Cloverfield Lane
Michael Kahn, The BFG
Mark Livolsi, The Jungle Book
Joe Walker, Arrival
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Melhor Música
Michael Giacchino, Doctor Strange
Michael Giacchino, Rogue One: A Star Wars Story
James Newton Howard, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Justin Hurwitz, La La Land
Thomas Newman, Passengers
John Willians, The BFG
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Melhor Design de Produção
Rick Carter e Robert Stromberg, The BFG
Doug Chiang e Neil Lamont, Rogue One: A Star Wars Story
Stuart Craig, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Guy Hendrix Dyas, Passengers
Owen Paterson, Captain America: Civil War
Charles Wood, Doctor Strange
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Melhor Guarda-Roupa
Colleen Atwood, Alice Through the Looking Glass
Colleen Atwood, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Alexandra Byrne, Doctor Strange
David Crossman e Glyn Dilloin, Rogue One: A Star Wars Story
Sang-gyeong Jo, Ah-ga-ssi
Joanna Johnston, The BFG
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Melhor Caracterização
Jeremy Woodhead, Doctor Strange
Nicky Knowles, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Amy Byrne, Rogue One: A Star Wars Story
Monica Huppert e Joel Harlow, Star Trek Beyond
Allan Apone, Jo-Ann MacNeil e Marta Roggero, Suicide Squad
Charles Carter, Rita Ciccozzi e Rosalina Da Silva, X-Men: Apocalypse
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Melhores Efeitos Especiais Visuais
Louis Morin e Ryal Cosgrove, Arrival
Joe Letteri e Joel Whist, The BFG
Stephane Ceretti, Richard  Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould, Doctor Strange
Tim Burke, Christian Manz e David Watkins, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon, The Jungle Book
John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould, Rogue One: A Star Wars Story
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Televisão
Melhor Série de Ficção Científica
The 100
Colony
The Expanse
Falling Water
Incorporated
Timeless
Westworld
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Melhor Série de Fantasia
Beyond
Game of Thrones
The Good Place
Lucifer
The Magicians
Outlander
Preacher
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Melhor Série de Terror
American Horror Story: Roanoke
Ash vs. Evil Dead
The Exorcist
Fear the Walking Dead
Teen Wolf
The Vampire Diaries
The Walking Dead
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Melhor Série de Acção/Thriller
Animal Kingdom
Bates Motel
Designated Survivor
The Librarians
Mr. Robot
Riverdale
Underground
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Melhor Série de Supér-Heróis
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D.
Arrow
The Flash
Gotham
Legion
Supergirl
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Melhor Estreia em Televisão
11.22.63
Channel Zero
Doctor Who: The Return of Dr. Mysterio
Mars
The Night Manager
Rats
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Melhor Série Novos Canais
Bosch
Marvel's Daredevil
Marvel's Luke Cage
The Man in the High Castle
A Series of Unfortunate Events
Stranger Things
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Melhor Série ou Filme de Animação em Televisão
Bojack Horseman
Family Guy
The Little Prince
The Simpsons
Star Wars: Rebels
Trollhunters
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Melhor Actor em Série
Bruce Campbell, Ash vs. Evil Dead
Mike Colter, Marvel's Luke Cage
Charlie Cox, Marvel's Daredevil
Grant Gustin, The Flash
Sam Heughan, Outlander
Freddie Highmore, Bate's Motel
Andrew Lincoln, The Walking Dead
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Melhor Actriz em Série
Melissa Benoist, Supergirl
Caitriona Balfe, Outlander
Kim Dickens, Fear the Walking Dead
Vera Farmiga, Bates Motel
Lena Headey, Game of Thrones
Sarah Paulson, American Horror Story: Roanoke
Winona Ryder, Stranger Things
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Melhor Actor Secundário em Série
Linden Ashby, Teen Wolf
Mehcad Brooks, Supergirl
Kit Harrington, Game of Thrones
Ed Harris, Westworld
Lee Majors, Ash vs. Evil Dead
Norman Reedus, The Walking Dead
Jeffrey Wright, Westworld
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Melhor Actriz Secundária em Série
Kathy Bates, American Horror Story: Roanoke
Danai Gurira, The Walking Dead
Melissa McBride, The Walking Dead
Thandie Newton, Westworld
Candice Patton, The Flash
Adina Porter, American  Horror Story: Roanoke
Evan Rachel Wood, Westworld
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Melhor Intérprete Jovem em Série
K.J. Apa, Riverdale
Millie Bobby Brown, Stranger Things
Max Charles, The Strain
Alycia Debnam-Carey, Fear the Walking Dead
Lorenzo James Henrie, Fear the Walking Dead
Chandler Riggs, The Walking Dead
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Melhor Interpretação Especial
Ian Bohen, Teen Wolf
Tyler Hoechlin, Supergirl
Anthony Hopkins, Westworld
Leslie Jordan, American Horror Story: Roanoke
Jeffrey Dean Morgan, The Walking Dead
Dominique Pinon, Outlander
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 28 de Junho em Burbank, na Califórnia.
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