terça-feira, 13 de novembro de 2018

Paulo Guerreiro

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1970 - 2018
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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Stan Lee

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1922 - 2018
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domingo, 11 de novembro de 2018

Hollywood Film Awards 2018: os vencedores

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Foram divulgados os vencedores dos Hollywood Film Awards entregues anualmente aos melhores registos cinematográficos do ano destacando-se, entre eles, alguns dos mais aguardados nomes desta temporada.
São os vencedores:
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Documentário: Believer, de Don Argott
Realização: Damien Chazelle, First Man
Realização Revelação: Felix van Groeningen, Beautiful Boy
Actor: Hugh Jackman, The Front Runner
Actriz: Glenn Close, The Wife
Actor Secundário: Timothée Chalamet, Beautiful Boy
Actriz Secundária: Rachel Weisz, The Favourite
Actor Revelação: John David Washington, BlacKkKlansman
Actriz Revelação: Amandla Stenberg, The Hate U Give
Elenco: Green Book
Elenco Revelação: Crazy Rich Asians
Argumento: Peter Farrelly, Nick Vallelonga e Brian Hayes Currie, Green Book
Montagem: Tom Cross, First Man
Fotografia: Matthew Libatique, A Star Is Born
Música: Justin Hurwitz, First Man
Som: Erik Aadahl, Ethan Van der Ryn e Brandon Proctor, A Quiet Place
Design de Produção: Hannah Beachler, Black Panther
Guarda-Roupa: Sandy Powell, The Favourite
Caracterização: Jenny Shircore, Sarah Kelly e Hannah Edwards, Mary Queen of Scots
Efeitos Visuais: Dan DeLeeuw, Kelly Port, Russell Earl e Daniel Sudick, Avengers: Infinity War
New Hollywood Award: Yalitza Aparicio, Roma
Carreira: Nicole Kidman
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sábado, 10 de novembro de 2018

European Film Awards 2018: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje a listagem definitiva dos nomeados aos European Film Awards de 2018 cujos vencedores serão agora seleccionados pelos mais de 3500 membros da Academia destacando Dogman, de Matteo Garrone, Girl, de Lukas Dhont, Gräns, de Ali Abbasi, Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher e Zimna Wojna, de Pawel Pawlikowski como os candidatos ao troféu máximo do ano.
Os nomeados são:
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Melhor Filme Europeu
Dogman, de Matteo Garrone
Girl, de Lukas Dhont
Gräns, de Ali Abbasi
Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher
Zimna Wojna, de Pawel Pawlikowski
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Melhor Comédia Europeia
The Death of Stalin, de Armando Iannucci
Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt
Le Sens de la Fête, de Eric Toledano e Olivier Nakache
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Melhor Documentário
Bergman - Ett Ar, ett Liv, de Jane Magnusson
The Distant Barking Dogs, deSimon Lereng Wilmont
Of Fathers and Sons, de Talal Derki
The Silence of Others, de Robert Bahar e Almudena Carracedo
A Woman Captured, de Bernadett Tuza-Ritter
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Melhor Filme Europeu de Animação
Another Day of Life, de Raul de la Fuente e Damian Nenow
The Breadwinner, de Nora Twomey
Croc-Blanc, de Alexandre Espigares
Early Man, de Nick Park
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European Discovery - Prix FIPRESCI
Dene Wos Guet Geit, de Cyril  Schäublin
Egy Nap, de Zsófia Szilágyi
Girl, de Lukas Dhont
Sashishi Deda, de Ana Urushadze
Den Skyldige, de Gustav Möller
Touch Me Not, de Adina Pintilie
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University Film Award
Foxtrot, de Samuel Maoz
Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher
Ouale Lui Tarzan, de Alexandru Solomon
Styx, de Wolfgang Fischer
Utoya 22. Juli, de Erik Poppe
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Melhor Curta-Metragem Europeia
Gli Anni, de Sara Fgaier
Aquaparque, de Ana Moreira
Burkina Brandenburg Komplex, de Ulu Braun
Cpam, de Petar Krumov
L'Échapée, de Laëtitia Martinoni
I Signed the Petition, de Mahdi Fleifel
Kapitalistis, de Pablo Muñoz Gomez
Kontener, de Sebastian Lang
Lâchez les Chiens, de Manue Fleytoux
Meryem, de Reber Dosky
Prisoner of Society, de Rati Tsiteladze
Los que Desean, de Elena López Riera
Vypusk '97, de Pavlo Ostrikov
What's the Damage, de Heather Phillipson
Wildebeest, de Nicolas Keppens e Matthias Phlips
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Melhor Realização
Matteo Garrone, Dogman
Samuel Maoz, Foxtrot
Ali Abbasi, Gräns
Alice Rohrwacher, Lazzaro Felice
Pawel Pawlikowski, Zimna Wojna
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Melhor Actor
Jakob Cedergren, Den Skyldige
Rupert Everett, The Happy Prince
Marcello Fonte, Dogman
Sverrir Gidnason, Borg
Tomasz Kot, Zimna Wojna
Victor Polster, Girl
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Melhor Actriz
Marie Bäumer, 3 Tage in Quiberon
Halldóra Geirhardsdóttir, Kona fer i Strid
Joanna Kulig, Zimna Wojna
Bárbara Lennie, Petra
Eva Melander, Gräns
Alba Rohrwacher, Lazzaro Felice
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Melhor Argumento
Dogman, Ugo Chiti, Mattero Garrone e Massino Gaudioso
Gräns, Ali Abassi, Isabella Eklöf e John Ajvide Lindqvist
Lazzaro Felice, Alice Rohrwacher
Den Skyldige, Gustav Möller e Emil Nygaard Albertsen
Zimna Wojna, Pawel Pawlikowski
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Os vencedores serão conhecidos na cerimónia da trigésima-primeira edição dos European Film Awards a realizar no próximo dia 15 de Dezembro em Sevilha, em Espanha.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Carga (2018)

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Carga de Bruno Gascon (Portugal) é a primeira longa-metragem do realizador das curtas-metragens Boy (2014) e Vazio (2015) cujo argumento - também da sua autoria - remete o espectador para uma história tragicamente real nos nossos dias... o tráfico e exploração de seres humanos.
Viktoryia (Michalina Olszanska) chega a Portugal no contentor de um camião conduzido por António (Vítor Norte). Esta não é uma viagem qualquer... O primeiro sinal da sua vida chega quando Viktor (Dmitry Bogomolov) revela que todos estes imigrantes são pequenas peças de uma rede de tráfico e exploração sexual que irá, de forma inimaginável, alterar as suas vidas. Viktoryia terá de conseguir sobreviver-lhe.
Foi a inteligente mediatização desta longa-metragem, a sua campanha de divulgação e a anterior obra da dupla realizador Bruno Gascon e produtora Joana Domingues que, aliada a um magnífico elenco onde figuram para além dos já referidos actores outros como Rita Blanco, Ana Cristina Oliveira, Miguel Borges ou Duarte Grilo que fizeram de Carga uma das mais esperadas longas-metragens deste quase final de ano cinematográfico.
O argumento, também assinado pelo realizador, transporta o espectador para um muito silenciado drama moderno fruto de uma abertura fronteiriça que é agora, o inexistente limite para a propagação livre do tráfico de seres humanos às mãos de uma máfia sedenta do mais rápido lucro económico que a mesma lhes proporciona. Neste contexto, assistimos então a uma infindável rede de "profissionais" que exploram não só a miséria alheia com vista ao lucro próprio mas sobretudo os limites invisíveis de uma lei que, na realidade, opta por ignorar aquilo que não "vê". É então que começamos por conhecer "Viktoryia" (Michalina Olszanska), uma jovem mulher que, descendente desse distante leste Europeu, encara no Ocidente a saída para a sua recuperação económica podendo, dessa forma, sustentar toda uma família que (desconhece mas subentende o espectador) espera por dias melhores. Mas, do distante antigo bloco soviético a esta Europa Comunitária ainda encarada como um qualquer eldorado onde as hipóteses e os sonhos são ainda uma possibilidade, existe toda uma distância não só geográfica como principalmente oportunista e cínica que assume a miséria alheia como a fonte de resolução dos seus problemas. Por um lado encontramos todo um conjunto de máfias que assumem as dificuldades dos seus compatriotas como uma hipótese de alcançar o sucesso (financeiro), estabelecendo-se como importantes "homens de negócios" neste Ocidente que voluntariamente os ignora... Por outro, encontramos todo um conjunto de intermediários que encaram nesta "actividade económica" a (sua) mais recente forma de sustento possibilitando um melhor nível de vida que a crise recentemente sentida veio abalar. Pelo meio são estabelecidas todo um conjunto de redes e artimanhas que não só perpetuam esta "negociata" como principalmente estabelecem relações de dependência com as referidas máfias, impossibilitando o mais honesto dos "homens de trabalho" (entretanto já não tão honestos) de saírem destas redes... mesmo que o tentassem.
Estabelecida que está a dinâmica de Carga - e dos seus principais intervenientes - reside então o drama das vítimas, aquele tentado pelos agressores que a meio gás reflectem sobre o dilema moral que violentamente sobre eles se abate, a conivência dos "ricos empresários" deste Ocidente que encontram nestes "encontros" pagos a forma de expiarem os seus desejos mais selváticos e imorais ao mesmo tempo que outros, nos seus limites, vivem na ignorância - como a personagem interpretada por Blanco - e, de certa forma, também as famílias destas jovens mulheres que se mantêm num esquecimento perpétuo desconhecedores dos destinos das suas filhas.
No meio de alguns lugares comuns sobre a acção desta máfia de leste que em vez de explorar economicamente todos os migrantes que fazem chegar à Europa Ocidental optam por eliminar todos aqueles que são do sexo masculino ou mesmo o aspecto terceiro mundista com que chegam a este canto do continente já não tão encantado, Carga deposita mais o seu foco na perspectiva de todos os referidos intermediários do que propriamente na vítima protagonista aqui a cargo de uma inspirada e combativa Olszanska que não se resigna à sua condição de vítima optando por uma luta da qual, em última instância, poderá sair perdedora. Assim, é ao longo da dinâmica estabelecida logo no inicio desta longa-metragem, que o espectador observa em primeiro lugar a perspectiva de "António" (Vítor Norte), o aparentemente pacato homem de família, distante da mulher que ama e um daqueles homens de respeito que se transformou num inesperado pai da própria neta em virtude da emigração da filha vítima, também ela, da crise que o país conheceu. Observamos ainda como a sua própria mulher (Blanco), se transforma no rosto de uma humanidade ainda querida dos Portugueses que insistem em auxiliar - sem questionar - o primeiro desamparado que lhes bate à porta - a seu tempo o momento mais esperado desta longa-metragem que resulta naquela ode à ironia - mas, sobretudo, ao desencanto tardio dos intermediários a soldo "empregados" por essa máfia como a "Sveta" de Ana Cristina Oliveira - gélido e convincente o seu desdém para com  "Anna" de Sara Sampaio - onde se compreende que também ela fora em tempos uma vítima daquilo ao qual hoje dá continuidade ou o "Mário" de Miguel Borges que depois de ter entregue centenas ou milhares de mulheres a um cruel destino se deixa encantar pela beleza de "Viktoryia" compreendendo que tem de a salvar... custe o que custar.
Mas, é neste deambular de consciências mais ou menos pesadas em choque com um humanismo e vontade de fugir e sobreviver apresentados pela vítima que surge também o tal esperado rosto do mal encarnado por um sinistro "Viktor" (belíssima composição de Dmitry Bogomolov). De sorriso fácil mas nunca quente ou tão pouco convidativo, Bogomolov encanta pela forma como seduz forçadamente pelo poder das suas palavras, pela certeza das suas convicções e mais ainda pela garantia que o seu olhar confere de que nada do que de ma se espera é tão mau quanto aquilo que o próprio pode provocar. O seu "Viktor" garante... podias - nunca se saberá - nunca ter entrado no "negócio"... mas jamais conseguirás sair dele sem que sejas real e definitivamente eliminado... Seguramente uma das mais fortes interpretações às quais deu corpo e alma, Bogomolov surge aqui com um dos mais intensos desempenhos desta história capaz de deixar o espectador na dúvida sobre se não irá encontrar uma qualquer explosão da sua personagem... e encontra - spoilers aside - mas, ainda assim, conseguir que o espectador não se distancie da mesma.
A temática do tráfico de seres humanos não é novidade no cinema português... já o tivemos com Transe (2006), de Teresa Villaverde, Yulya (2015), de André Marques ou na curta-metragem deste  ano Yellow Country, de Dinis M. Costa explorando todas as vertentes do crime organizado... das pressões e ameaças às chantagens e à política do medo sem esquecer os efeitos colaterais que todas as inesperadas vítimas e intervenientes exibem aquilo que todas estas obras tentam filmar (e consciencializar).. No entanto, Carga surge possivelmente num momento em que o público se encontra mais receptivo - e eventualmente mais consciencializado - de que este "negócio" do tráfico de seres humanos existe e talvez não tão longe das suas fronteiras e das suas portas... não é apenas uma realidade de um qualquer destino que dificilmente identifica e que desconhece pela sua distância. Esta exploração económica e sexual existe e, tal como o título da longa-metragem indica, para muitos que a praticam mais não é do que uma forma de "carga" que se transporta de destino a destino e que faculta mais algum dinheiro ao final do mês... indiferenciada que está a "mercadoria", porque não começar finalmente a perceber que também dentro das nossas fronteiras - e a tal ideia de que pode acontecer mesmo na "casa do lado" - existe a ocorrência sistemática de um crime que possivelmente não se quer encarar e admitir... Assim, e talvez de forma diferente das obras anteriormente mencionadas, a longa-metragem de Bruno Gascon consegue juntar o útil ao agradável - estranha mas indicada escolha de palavras - conseguindo filmar um drama real de forma séria mas comercial capaz de chegar a um público maior e mais receptivo e cujo próprio leque de actores, também pela sua mediatização, poderá conseguir "recrutar" público às salas e criar a tal consciência de que o que vemos não é apenas um filme unindo de forma inteligente as várias "funções" de um filme... entreter e ensinar ou dar a conhecer.
Consciente de uma importante mensagem a transmitir, fruto de um argumento bem estruturado, mesmo tipificando por vezes em demasia o "protótipo" do emigrante de leste e do português bom samaritano, Carga tem ainda uma imponente música original - parabéns a Filipe Goulart e Milton Núñez - que, no entanto, nem sempre funciona para a melhor dramatização de todos os momentos onde, por vezes se pressupõe que vai existir um qualquer clímax quando, na realidade, nem sempre o mesmo se encontra "no momento", assim como uma sumptuosa direcção de fotografia de JP Caldeano que capta, com a mesma segurança, tanto as cores naturais desse país real rude mas quase sempre sobre-humano, como também essa assumida desumanização dos calabouços onde todas as vítimas (sobre)vivem à espera de uma libertação que tarda ou nunca chegará... a escuridão envolve-(n)os e aquelas prisões de porta destrancada tornam-se sombrias e verdadeiros labirintos assumindo que qualquer um, quando preso nestas malhas do crime, é seu refém.
Inteligente, pertinente, actual e consistente do início ao final, Bruno Gascon triunfa com esta Carga... uma primeira longa-metragem onde se expõem não só vítimas e mandantes do crime como principalmente todos aqueles que pelos mais variados motivos subsistem com a perpetuação do mesmo. Sobre estes últimos permanece o dito popular... Em terra de cego, quem tem olho é rei... pelo menos... até um dia!
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7 / 10
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Premios Fenix de Cine IberoAmericano 2018: os vencedores

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Foram hoje divulgados os vencedores dos Premios Fenix de Cine IberoAmericano - numa cerimónia realizada na Cidade do México -, troféus anualmente atribuídos às melhores produções do ano transacto dos países da América Latina e Península Ibérica. Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra foi considerado o Melhor Filme do Ano - arrecadando ainda os troféus de Melhor Actriz e Música Original - e Zama, de Lucrecia Martel o mais premiado da noite com quatro troféus.
São os vencedores:
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Longa-Metragem de Ficção: Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra
Documentário: Muchos Hijos, Un Mono y Un Castillo, de Gustavo Salmerón
Realização: Marcelo Martinessi, Las Herederas
Interpretação Masculina: Lorenzo Ferro, El Ángel
Interpretação Feminina: Carmiña Martínez, Pájaros de Verano
Argumento: Matar a Jesús, Laura Mora e Alonso Torres
Montagem: Zama, Miguel Schverdfinger e Karen Harley
Fotografia - Ficção: Zama, Rui Poças
Fotografia - Documentário: Central Airport THF, Juan Sarmiento G.
Música Original: Pájaros de Verano, Leonardo Heiblum
Som: Zama, Guido Berenblum
Direcção Artística: Zama, Renata Pinheiro
Guarda-Roupa: La Librería, Mercè Paloma
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domingo, 4 de novembro de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #113

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É com a Sessão #113 do Shortcutz Viseu que as sessões voltam a uma das suas casas iniciais... o Museu Grão Vasco por onde irá ficar nas próximas três sessões.
A sessão volta a contar com o tradicional segmento de Curtas em Competição onde serão exibidos os filmes cutos Fidalga, de Flávio Ferreira (que estará presente na sessão para a apresentação do seu filme) e ainda Thursday Night, de Gonçalo Almeida.
Finalmente, e para terminar a noite, será ainda exibido no segmento Curta-Metragem Convidada o filme curto Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante, vencedor do Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim.
Assim, e para aquela que já é a noite mais cinematográfica de Viseu, será na próxima sexta-feira dia 9 de Novembro que, depois das 22 horas, tem início a Sessão #113 do Shortcutz Viseu, no Museu Grão Vasco.
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sábado, 3 de novembro de 2018

Maria Guinot

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1945 - 2018
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Helena Ramos

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1954 - 2018
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British Independent Film Awards 2018: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados aos British Independent Film Awards que premeiam a excelência do melhor cinema independente britânico tendo, entre os nomeados, alguns dos títulos mais desejados desta temporada de prémios nomeadamente Disobedience, de Sebastián Lelio e The Favourite, de Yorgos Lanthimos.
São os nomeados:
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Melhor Filme Britânico Independente
American Animals, de Bart Layton
Beast, de Michael Pearce
Disobedience, de Sebastián Lelio
The Favourite, de Yorgos Lanthimos
You Were Never Really Here, de Lynne Ramsay
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The Discovery Award
The Dig, de Andy Tohill e Ryan Tohill
Irene's Ghost, de Iain Cunningham
A Moment in the Reeds, de Mikko Makela
Super November, de Douglas King
Voyageuse, de May Miles Thomas
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Melhor Documentário

Being Frank: The Chris Sievey Story, de Steve Sullivan
Evelyn
Island
Nae Pasaran, de Felipe Bustos Sierra
Under the Wire, de Christopher Martin
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Melhor Curta-Metragem Britânica
The Big Day, de Dawn Shadforth
Bitter Sea, de Fateme Ahmadi
The Field
To Know Him
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Melhor Filme Internacional Independente
Capharnaüm, de Nadine Labaki (Líbano)
Manbiki Kazoku, de Hirozaku Koreeda (Japão)
The Rider, de Chloé Zhao (EUA)
Roma, de Alfonso Cuarón (México)
Zimna Wojna, de Pawel Pawlikowski (Polónia)
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Produtor Revelação
Kristian Brodie, Beast
Jacqui Davies, Ray & Liz
Anna Griffin, Calibre
Marcie Maclellan, Apostasy
Faye Ward, Stan & Ollie
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Melhor Realização
Andrew Haigh, Lean on Pete
Yorgos Lanthimos, The Favourite
Bart Layton, American Animals
Michael Pearce, Beast
Lynne Ramsay, You Were Never Really Here
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The Douglas Hickox Award - Realização Revelação
Richard Billingham, Ray & Liz
Daniel Kokotajlo, Apostasy
Matt Palmer, Calibre
Michael Pearce, Beast
Leanne Welham, Pili
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Melhor Actor
Joe Cole, A Prayer Before Dawn
Steve Coogan, Stan & Ollie
Rupert Everett, The Happy Prince
Joaquin Phoenix, You Were Never Really Here
Charlie Plummer, Lean on Pete
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Melhor Actriz
Gemma Arterton, The Escape
Jessie Buckley, Beast
Olivia Colman, The Favourite
Maxine Peake, Funny Cow
Rachel Weisz, Disobedience
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Melhor Actor Secundário
Steve Buscemi, Lean on Pete
Barry Keoghan, American Animals
Alessandro Nivola, Disobedience
Evan Peters, American Animals
Dominic West, Colette
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Melhor Actriz Secundária
Nina Arianda, Stan & Ollie
Rachel McAdams, Disobedience
Emma Stone, The Favourite
Rachel Weisz, The Favourite
Molly Wright, Apostasy
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Prémio Revelação
Jessie Buckley, Beast
Michaela Coel, Been So Long
Liv Hill, Jellyfish
Marcus Rutherford, Obey
Molly Wright, Apostasy
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Melhor Argumento
Deborah Davis e Tony McNamara, The Favourite
Bart  Layton, American Animals
Sebastián Lelio e Rebecca Lenkiewicz, Disobedience
Michael Pearce, Beast
Lynne Ramsay, You Were Never Really Here
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Argumentista Revelação
Karen Gillan, The Party’s Just Beginning
Daniel Kokotajlo, Apostasy
Bart Layton, American Animals
Matt Palmer, Calibre
Michael Pearce, Beast
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 2 de Dezembro, em Londres.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

DocLisboa - Festival Internacional de Cinema 2018: os vencedores

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Terminou este Domingo a décima-sexta edição do DocLisboa - Festival Internacional de Cinema que decorreu desde o passado dia 18 na capital.
Foram os vencedores:
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Competição Internacional
Grande Prémio Cidade de Lisboa: Greetings from Free Forests, de Ian Soroka
Prémio Sociedade Portuguesa de Autores: The Guest, de Sebastian Weber
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Competição Portuguesa
Filme: Terra, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
Prémio Kino Sound Studio: Pele de Luz, de André Guiomar
Menção Honrosa: Vacas e Raínhas, de Laura Marques
Prémio Escolas - Prémio ETIC: Terra Franca, de Leonor Teles
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Competição Transversal
Prémio Revelação: Cidade Marconi, de Ricardo Moreira
Menção Honrosa: Amanecer, de Carmen Torres e Paul Is Dead, de Antoni Collot
Curta-Metragem: The Guest, de Sebastian Weber
Prémio do Público: Vadio, de Stefan Lechner
Prémio Prática, Tradição e Património: Vacas e Raínhas, de Laura Marques
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Competição Verdes Anos
Filme: After the Fire, de Ahsan Mahmood Yunus
Prémio Especial: Aos Meus Pais, de Melanie Pereira
Prémio Doc's Kingdom - Realização: Hosein Jalilvand, Song of the Bell
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Arché
Prémio RTP: Fantasmas, Caminho Longo para Casa, de Tiago Siopa
Prémio FCSH: Viagem aos Makonde de Moçambique, de Catarina Alves Costa
Prémio Arquipélago: La Playa de los Encharquidos, de Iván Mora Manzano
Prémio Bienal Arte Jovem: Amor e Medos Estranhos, de Deborah Viegas
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domingo, 28 de outubro de 2018

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Alma Clandestina (2018)

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Alma Clandestina de José Barahona (Brasil) é um dos documentários presentes na secção Da Terra à Lua da décima-sexta edição do DocLisboa - Festival Internacional de Cinema a decorrer na capital até ao próximo Domingo.
Maria Auxiliadora Lara Barcellos. Activista política que lutou contra a ditadura no Brasil na década de '60 e que se viu forçada a viver no exílio na América Latina e na Europa depois de períodos de detenção e tortura. Dorinha, como era conhecida pelos que lhe eram mais próximos, suicidou-se em 1976 em Berlim deixando, no entanto, um legado de vida que deve ser novamente analisado.
Depois de Estive em Lisboa e Lembrei de Você (2015) essa obra (não tão) ficcionada sobre a emigração brasileira para a capital portuguesa, o realizador José Barahona regressa com esta obra documental que versa sobre um importante e não tão distante período da História recente do Brasil que não só é pertinente pela sua contextualização histórica como principalmente pelos tempos que hoje o país vive onde a política regride voluntariamente a estes idos anos.
Se em Estive em Lisboa e Lembrei de Você Barahona explora a dinâmica de um cidadão brasileiro em busca de melhores dias para a sua vida, encontrando em Lisboa o tal "eldorado" sob a forma de uma solidão que pode, no entanto, proporcionar-lhe um novo começo - não necessariamente melhor -, em Alma Clandestina o realizador propõe um olhar pertinente, perturbador, não distante e actual sobre a vida de uma activista política que, como tantos outros, incluindo o "Sérgio" interpretado por Paulo Azevedo na já mencionada obra, mais não procura do que uma vida justa e igualitária com todas as oportunidades que são sentidas como merecidas. Mas, bem distante da ficção, aquilo que Alma Clandestina proporciona ao espectador é, para lá de uma história, um relato sobre a crueldade de um regime que (se) impõe eliminando sem qualquer pudor todos os que lhe façam frente.
Foi neste período de ditadura militar iniciado em 1964 e que apenas viria a terminar em 1985 que o Brasil viu não só o seu retrocesso nas liberdades individuais como também culturais o que levou a Maria Auxiliadora Barcellos a uma vida de exílio que a fez passar pelo Chile, México, Bélgica, França e Alemanha. Neste período, distante da sua família e do país onde nascera, a activista viria a estabelecer um conjunto de comunicações com a sua família no Brasil e que Alma Clandestina aborda como uma forma de conhecer não só a política (contemporânea de Dilma Rousseff), como também - e principalmente - a mulher por detrás de toda esta militância.
"Dorinha" é caracterizada por todos como uma mulher forma de aparência frágil. Alguém capaz de discutir assertivamente assuntos sociais e políticos deixando aqueles que a escutavam interessados e conscientes mas, ao mesmo tempo, é o distanciamento desta mulher do seu ambiente natural que a caracterizam como uma mulher de certa forma atormentada com a impossibilidade de uma liberdade vivida nesse seu Brasil cada vez mais distante. Maria Auxiliadora Barcellos viria a morrer - por suicídio - em Berlim em 1976 com 31 anos de idade. Longe da Democracia que tanto ambicionara para o seu país, seriam os tormentos de uma vida "em fuga" que viriam a caracterizar o seu pensamento, o seu comportamento e principalmente a sua queda física e emocional longe desse país que se deixou mergulhar numa ditadura que perseguia, torturava e eliminava aqueles que se lhe opunham. É esta dinâmica, para lá dessa contextualização histórica que é aqui tão bem enquadrada pelo realizador, que se explora dando assim forma à mente e ao pensamento de uma mulher atormentada, fisicamente distante mas mentalmente comprometida com um desejo de liberdade e Democracia que o país não vivia. Num momento é inclusive equiparado ao sentimento de "Dorinha" aquele tido pelos escravos africanos que compreendiam nunca mais pisar a sua terra levados pelos barcos negreiros para as terras de Vera Cruz... banzu... uma profunda nostalgia e saudade que a levaram a querer representar toda uma nova vida nessa clandestinidade que era, também ela, opressora e limitadora na medida em que não lhe conferiam qualquer possibilidade de viver a sua vida nesse Brasil que sempre sonhara e imaginara... o tal no qual "olhava para o céu que a alimenta", revelador da sua extrema esperança nesse lugar comum a que todos nós em liberdade apelidamos de "dias melhores".
Os seus pensamentos inundam os testemunhos daqueles que com ela conviveram assim como as cartas que deixara para trás como desabafos de uma vida... vivida mas saturada... desencantada até. O desencanto pela ideia de um Brasil "caridoso" no qual afirma existir apenas pela inferioridade do ."outro" e que denuncia toda a sua fragilidade emocional e revolta psicológica pela perpetuação de um regime que insistia na diminuição dos que com ele não concordam e até mesmo por uma incerteza que a colocava e aos demais militantes numa condição oscilante entre "exilados" e "banidos" impossibilitando-os de qualquer reconhecimento internacional independentemente do local em que se encontrassem.
Mas, são as memórias desse período de torturas e dos seus torturadores que tudo utilizavam da agressão física e emocional sem esquecer a sexual que, em boa medida, Alma Clandestina apresenta ao espectador. Contrariamente a tantos outros documentários do género, aqui José Barahona centra a dinâmica de uma acção não nos infindáveis relatos sobre o que se passava para lá das paredes de uma qualquer prisão para onde eram levados os opositores políticos mas sim nos testemunhos na primeira pessoa sobre o que por lá acontecia. Não escutamos momentos sobre tortura ou pressão física e psicológica que qualquer um de nós mais atento ou interessado nestes documentos históricos já não conheça de tantas outras obras. Aqui, por sua vez, escutamos os desabafos de uma dessas intervenientes e compreendemos principalmente a sua degradação emocional enquadrando as suas palavras - bem como o que elas escondem - no período histórico em questão e a sua involuntária perda para com esses pensamentos questionando-se o espectador por diversas vezes sobre o trauma que a memória guarda dividindo Maria Auxiliadora em três momentos específicos... um certo ideal de felicidade junto dos seus... a dor e a revolta de um presente de tortura e fuga... e finalmente a compreensão de um futuro que (in)conscientemente reconhecia ser incerto. Para lá de qualquer registo sobre a ditadura - a noção pressupõe (ou deveria) per si toda uma conotação negativa - Alma Clandestina é sim o registo da força de vida de uma mulher mas também das suas ânsias e fragilidades que lentamente a consumiram e se transformaram num desespero crescente e imparável.
Baseado em testemunhos daqueles que com ela conviveram, em diversas das suas cartas e em textos como Continuo Sonhado e Buti, Alma Clandestina é o documentário necessário e pertinente não só enquanto um documento histórico como também enquanto um espelho dos dias que agora estão novamente a ser vividos no Brasil, onde o discurso político ultra-radicalizado ganha toda uma nova dinâmica e no qual parece novamente querer perseguir aqueles que se lhe opõem ou são considerados "inimigos", criando divisões, grupos e segmentos de exclusão e sobretudo uma certa consciência social da existência de um "eu" e o "outro" residindo na primeira pessoa essa ideia de positividade e iluminação que é imediatamente confiscada a todos aqueles que não partilham o mesmo ideal do "líder" e da silenciosa ditadura que se instala... com o consentimento de um povo nem sempre esclarecido e tantas vezes politicamente ignorante que procura um Messias num suposto rosto de lei carismático e igualmente perigoso.
A alma, mesmo enclausurada, nunca se transforma em capturada. O testemunho da vida de Maria Auxiliadora Barcellos aqui trazido ao grande ecrã por José Barahona comprova sim, que pode ser frágil, que pode tremer ou até mesmo viver nessa clandestinidade que o próprio título do documentário assume... Mas é esse mesmo tormento e até mesmo essa clandestinidade que a tornam livre... Livre de escolher o seu dia e o seu amanhã dentro de todas as incertezas que lhe estão inerentes a uma vida que é, de certa forma, vivida num cativeiro a céu aberto, sem paredes ou grades que o tolhem mas que, ao mesmo tempo, não lhe possibilitam a proximidade aos seus e ao que é seu como a mesma desejaria.
Assim, se Alma Clandestina é importante por esta perspectiva histórica e pessoal da vida de uma mulher que é essencialmente intemporal... mais relevante se transforma a partir do momento em que o espectador consciente compreende os dias pelos quais o Brasil, e até mesmo um pouco do mundo, atravessa.
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"Estar vivo e existir não é respirar... É sentir uma pulsação que te empurra."
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8 / 10
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Prémio Sakharov 2018 para...

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... o realizador Ucraniano Oleg Sentsov.
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O Prémio Sakharov de Liberdade de Pensamento em honra do dissidente político Soviético Andrei Sakharov atribuído desde 1988 a indivíduos e organizações que lutam em prol dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais, distinguiu o realizador de uma lista que incluía ainda as organizações não-governamentais que defendem os Direitos Humanos e salvam os migrantes em perigo no Mediterrâneo e ainda Nasser Zefzafi, líder do Hirak, um movimento de protesto em Marrocos.
Ao anunciar o laureado desta trigésima edição do Prémio Sakharov, o Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, referiu que "Através da sua coragem e determinação, ao pôr a sua vida em perigo, o realizador Oleg Sentsov tornou-se num símbolo da luta pela libertação de prisioneiros políticos na Rússia e por todo o mundo" acrescentando que "ao atribuir-lhe o Prémio Sakharov, o Parlamento Europeu expressa a sua solidariedade para com ele e a sua causa. Pedimos que seja imediatamente libertado. A sua luta relembra-nos que é o nosso dever defender os Direitos Humanos por toda a parte do mundo e sob todas as circunstâncias".
Sentsov fora sentenciado a vinte anos de prisão por "planear actos terroristas" contra o controle russo "de facto" na região ucraniana da Crimeia, tendo a Amnistia Internacional descrito o processo judicial como "injusto num tribunal militar".
O realizador transformou-se num símbolo de aproximadamente setenta cidadãos Ucranianos detidos ilegalmente e condenados a pesadas penas de prisão pelas forças de ocupação russas na Península da Crimeia. Sentsov encontrava-se numa greve de fome desde Maio que havia terminado no início do mês depois de ter sido ameaçado de ser alimentado de forma coerciva.
A cerimónia de entrega do Prémio Sakharov irá decorrer no próximo dia 12 de Dezembro no Parlamento Europeu em Estrasburgo.
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

James Karen

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1923 - 2018
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European Film Awards - Filme de Animação e Comédia Europeia 2018: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou esta segunda-feira os nomeados aos seus prémios anuais nas categorias de Filme Europeu de Animação e Melhor Comédia Europeia. São os nomeados:
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Melhor Comédia Europeia
The Death of Stalin, de Armando Iannucci
Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt
Le Sens de la Fête, de Eric Toledano e Olivier Nakache
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Melhor Filme Europeu de Animação
Another Day of Life, de Raul de la Fuente e Damian Nenow
The Breadwinner, de Nora Twomey
Croc-Blanc, de Alexandre Espigares
Early Man, de Nick Park
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Os vencedores destas e das demais categorias serão conhecidos na cerimónia da trigésima-primeira edição dos European Film Awards a realizar no próximo dia 15 de Dezembro, em Sevilha.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #112

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A Sessão #112 do Shortcutz Viseu chega na próxima sexta-feira sob a forma de uma sessão especial inteiramente dedicada ao MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa onde serão exibidos alguns filmes curtos que passaram pela última edição do festival.
Assim, e para todos aqueles que apreciam uma noite de terror e suspese, It's Thight But It Hardly Chokes, de David P. Sañudo (Espanha), Conductor, de Alex Nover (EUA), Centrifugado, de Mireia Noguera (Espanha), The Hour of Darkness, de Domenico de Feudis (Itália) e Lunch Ladies, de Clarissa Jacobson (EUA) compõe uma noite inteiramente dedicado ao género que irá ter lugar, uma vez mais, na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea a partir das 22 horas do próximo dia 26 de Outubro.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Diana Sowle

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1930 - 2018
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Gotham Independent Film Awards 2018: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados aos Gotham Independent Film Awards, os primeiros que "abrem" oficialmente a temporada de prémios às produções cinematográficas do último ano.
Entre as surpresas e as confirmações, os nomeados são:
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Melhor Filme
The Favorite, de Yorgos Lanthimos
First Reformed, de Paul Schrader
If Beale Street Could Talk, de Barry Jenkins
Madeline's Madeline, de Josephine Decker
The Rider, de Chloé Zhao
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Melhor Documentário
Bisbee' 17, de Robert Greene
Hale County This Morning, This Evening, de RaMell Ross
Minding the Gap, de Bing Liu
Shirkers, de Sandi Tan
Won't You Be My Neighbor?, de Morgan Neville
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Bingham Ray Award - Realizador Revelação
Bo Burnham, Eighth Grade
Ari Aster, Hereditary
Crystal Moselle, Skate Kitchen
Boots Riley, Sorry to Bother You
Jennifer Fox, The Tale
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Melhor Actor
Adam Driver, BlacKkKlansman
Ben Foster, Leave No Trace
Richard E. Grant, Can You Ever Forgive Me?
Ethan Hawke, First Reformed
Lakeith Stanfield, Sorry to Bother You
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Melhor Actriz
Glenn Close, The Wife
Toni Collette, Hereditary
Kathryn Hahn, Private Life
Regina Hall, Support the Girls
Michelle Pfeiffer, Where Is Kyra?
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Intérprete Revelação
Yalitza Aparicio, Roma
Elsie Fisher, Eighth Grade
Thomasin Harcourt, Leave No Trace
Helena Howard, Madeline's Madeline
Kiki Layne, If Beale Street Could Talk
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Prémio Especial do Jurado - Elenco: The Favorite, Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz
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Melhor Argumento
The Favorite, Deborah Davis e Tony McNamara
First Reformed, Paul Schrader
Private Life, Tamara Jenkins
Support the Girls, Andrew Bujalski
Thoroughbreds, Cory Finley
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 26 de Novembro, em Nova York.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

César Fernandes

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1966 - 2018
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Marias da Sé (2018)

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Marias da Sé de Filipe Martins (Portugal) foi uma das obras apresentadas no âmbito do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema que decorre até ao próximo dia 20 na cidade do Porto.
Num relato docu-ficcionado da vida no Bairro da Sé no Porto, o espectador acompanha o dia-a-dia de um conjunto de mulheres que ali habitam. Entre a comédia, o companheirismo, a vizinhança, as alegrias e algumas tristezas, conhecem-se momentos que formam a vida destas mulheres e de uma comunidade.
Realizador e autor do argumento, Filipe Martins cria aquilo que numa breve expressão pode ser considerado como uma pérola. Marias da Sé é, para lá de uma obra-prima ou talvez daquele último grande êxito de bilheteira nacional - não o será por uma eventual falta de distribuição em sala -, uma longa-metragem cheia de espírito, energia e principalmente coração.
Encontramo-nos no Porto. Mais concretamente no Bairro da Sé. Aqui a vida, aparentemente não abalada pelas vagas de turismo em massa que agora chegam às nossas cidades, é levada numa calma apenas perturbada pelos pequenos e rotineiros afazeres desse dia-a-dia tido com calma. Das conversas entre vizinhos aos pequenos encontros na rua, são apresentados ao espectador os seus principais intervenientes aqui protagonizados por um conjunto de mulheres do bairro que são como que a força motora do mesmo. Tudo acontece à sua volta e todas as dinâmicas estabelecidas em Marias da Sé têm-nas como as suas principais protagonistas deixando a principal mais valia do argumento de Filipe Martins recair na espontaneidade das palavras e das situações criadas entre uma comunidade que se conhece como às palmas das suas mãos. Ali não se encontram estranhos... por vezes nem sequer vizinhos. Ali encontra-se uma inesperada família tal a cumplicidade que estas mulheres criam e estabelecem entre si deixando o espectador criar - também ele - uma inesperada cumplicidade com estas personagens que o leva a querer participar nas suas histórias, nas suas pequenas conversas ou nos seus habituais encontros onde (se) conhecem os seus problemas, as suas alegrias e até mesmo os seus receios que, expostos ou não, se sentem nas dinâmicas criadas e até mesmo nas palavras não ditas por vezes mais reveladoras do que aqueles que em tom mais humorístico são proferidas pelas mesmas.
Há uma certa magia que Marias da Sé transporta nos seus escassos setenta minutos de duração. Magia essa que seduz e enfeitiça o espectador a compreender um pouco mais de perto o que é a verdadeira vizinhança e a disponibilidade para aqueles que co-habitam no mesmo espaço durante anos e que se compreendem como os verdadeiros alicerces de uma comunidade da qual também "nós" fazemos parte. Cumplicidade essa que apenas se pode compreender e perceber quando vivida nessa pequena comunidade de um daqueles ainda persistentes bairros típicos das nossas cidades - Lisboa e Porto exímios nesse elemento caracterizador - que, mesmo abalados por esse crescente turismo, ainda se mantêm fiéis a um espírito quase desaparecido onde as populações se conhecem, onde os estrangeiros facilmente se identificam e nos quais as pequenas tradições de bairro ainda se mantém isentas dessa transformação globalizante. Encontramo-lo na dinâmica estabelecida entre as peixeiras e os seus clientes - mais ou menos habituais - ou junto deste conjunto de mulheres que todos os dias se encontram naquele café onde conversam e partilham histórias, onde almoçam e se confidenciam, onde se zangam e se redimem e onde se expõem de forma cândida e cúmplice. O que ali se conta dali não sai... não existe nenhum compromisso verbal mas sim um acordo compreendido que todos os problemas são ali resolvidos e esquecidos iniciando, no dia seguinte, todo um idêntico mas renovado ritual que as transforma numa qualquer sociedade matriarcal onde a ordem e a lei são imediatamente proferidas e executadas.
Dentro de toda a seriedade que este conjunto de mulheres aqui expõe existe, ao mesmo tempo, toda uma veia humorística que se fomenta através dessas já referidas cumplicidades que tudo permitem dizer e escutar dando cor àquilo que todos nós conhecemos ser a "linguagem familiar" que se exibe ao longo de Marias da Sé. Longe das formalidades ou das ditas regras de cortesia que se fomentam em qualquer lugar (que mais não são do que um ritual de hipocrisia ao qual se apelida de "boa educação"), em Marias da Sé a dinâmica de bairro estabelecida entre estas mulheres leva-as à utilização de um calão que, não programado, confere todo um espírito elevado de boa disposição e humor que cativa o espectador para as suas dinâmicas de grupo e para a vivência entre as mulheres deste bairro, "líderes" de uma sociedade comunitária onde todos estão dispostos e disponíveis à entreajuda fruto de um conhecimento de décadas que não passa indiferente a ninguém.
Da matriarca Maria João à entusiasta Maria "Comunista", todas estas mulheres acrescentam às demais um pouco da sua alma... da frontalidade comum a todas ao sentimentalismo que uma doença ou condição mais frágil pode trazer a uma delas, e como tal... a todo o grupo, Marias da Sé é uma longa-metragem com alma - tantas vezes ausente do cinema -, capaz de fazer render o espectador mais sisudo, amolecer o mais sério e comover todos aqueles que se preparam para receber de coração aberto uma história que não só é popular como reflexo de um espírito imenso característico de uma cidade que se mantém fiel a si e à sua História. Filipe Martins conquista o público com esta tragédia agridoce ou comédia de espírito assertivo, conferindo a todos os seus breves - muito breves - setenta minutos - poderiam ser cento e oitenta que nunca iriam cansar o espectador - toda uma gigante alma quer pela cumplicidade exposta entre as suas protagonistas quer pela sua linguagem popular ou até mesmo pela preservação de um sotaque que apenas verdadeiras protagonistas poderiam reproduzir e que não se tentou - felizmente - adulterar mantendo toda uma alma nova numa história que se quer fiel (tão ou mais) quanto as mesmas o são para o bairro que é seu.
As pérolas no cinema por vezes tardam em aparecer... Filipe Martins fez aqui surgir uma que, seguramente, irá perdurar no tempo. Uma viva a todas as Marias da Sé.
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9 / 10
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Festival Caminhos do Cinema Português 2018: selecção oficial

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O Festival Caminhos do Cinema Português divulgou hoje a programação oficial da sua vigésima-quarta edição a decorrer entre os próximos dias 23 de Novembro a 1 de Dezembro, em Coimbra. Entre as várias centenas de obras visionadas, divididas entre Ficção, Documentário e Animação nos formatos de longa e curta-metragem, os seleccionados foram:
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Ficção
3 Anos Depois, de Marco Amaral
20-02-80, de Jerónimo Rocha
Amantes na Fronteira, de Atsushi Funahashi
Anjo, de Miguel Nunes
Anteu, de João Vladimiro
Aparição, de Fernando Vendrell
Aquaparque, de Ana Moreira
Cabaret Maxime, de Bruno de Almeida
California, de Nuno Baltazar
Calipso, de Paulo A. M. Oliveira
Caminhos Magnéticos, de Edgar Pêra
Carga, de Bruno Gascon
Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, de Eugène Green
O Coração Revelador, de São José Correia
Descobrindo a Variável Perfeita, de Rafael Almeida
Os Dois Irmãos, de Francisco Manso
Drvo - A Árvore, de André Gil Mata
Equinócio, de Ivo M. Ferreira
A Estranha Casa na Bruma, de Guilherme Daniel
Filomena, de Pedro Cabeleira
Inversão, de Miguel Ângelo
Letters from Childhood, de José Magro
Leviano, de Justin Amorim
Luana, de Pedro Magano
Maria, de Catarina Neves Ricci
Mariphasa, de Sandro Aguilar
Nevoeiro, de Daniel Veloso
Pedro e Inês, de António Ferreira
Peregrinação, de João Botelho
Por Tua Testemunha, de João Pupo
A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes
Pródigo, de João Lourenço
O Quadro, de Paulo Araújo
Quando Pudermos, de Miguel Cardoso Faria
Quantas Vezes Tem Sonhado Comigo?, de Júlia Buísel
Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.
O Segredo da Casa Fechada, de Teresa Garcia
Segunda-Feira, de Sebastião Salgado
Self Destructive Boys, de André Santos e Marco Leão
Soldado Milhões, de Gonçalo Galvão Teles
Sombra Luminosa, de Francisco Queimadela e Mariana Caló
Terra Amarela, de Dinis M. Costa
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Documentário
Até que o Porno nos Separe, de Jorge Pelicano
Bostofrio, où le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro
O Canto do Ossobó, de Silas Tiny
A Casa, de Rui Simões
O Homem-Pykante, de Edgar Pêra
Madness, de João Viana
Os Mortos, de Gonçalo Robalo
Pele de Luz, de André Guiomar
À Tarde, de Pedro Florêncio
Terra Franca, de Leonor Teles
Turno do Dia, de Pedro Florêncio
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Animação
28 de Outubro, de Tiago Albuquerque
Agouro, de David Doutel e Vasco Sá
Desempregato, de Sara Marques
Ensaio sobre a Morte, de Margarida Madeira
Entre o Verão e o Outono, de Maria Francisca Pinto
Entre Sombras, de Mónica Santos e Alice Guimarães
Porque é Este o Meu Ofício, de Paulo Monteiro
Razão Entre Dois Volumes, de Catarina Sobral
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

European Film Awards - European Achievement in World Cinema 2018

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A Academia Europeia de Cinema anunciou hoje o nome do homenageado com o European Achievement in World Cinema de 2018 a premiar no decorrer da trigésima-primeira cerimónia dos European Film Awards a decorrer em Sevilha no próximo dia 15 de Dezembro... Ralph Fiennes.
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O actor britânico nascido em Ipswich em 1962, iniciou o seu percurso cinematográfico no início da década de '90 com Wuthering Heights (1992), de Peter Kosminsky ao lado de Juliette Binoche. The Baby of Mâcon (1993), de Peter Greenaway foi a longa-metragem que precedeu Schindler's List (1993), de Steven Spielberg que valeu a Fiennes a primeira nomeação ao Oscar na categoria de Actor Secundário ao qual sucederam Quiz Show (1994), de Robert Redford e Strange Days (1995), de Kathryn Bigelow. The English Patient (1996), de Anthony Minghella traria a Fiennes a sua segunda nomeação ao Oscar agora na categoria de Actor Protagonista. Com o final da década, Ralph Fiennes surgiria como protagonista em Oscar and Lucinda (1997), de Gillian Armstrong, The Avengers (1998), de Jeremiah Chechik, na longa-metragem de animação The Prince of Egypt (1998), de Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells, Sunshine (1999), de István Szabó, Onegin (1999), de Martha Fiennes e em The End of the Affair (1999), de Neil Jordan.
O novo milénio começaria com a sua segunda animação The Miracle Maker (2000), de Derek W. Hayes e Stanislav Sokolov à qual se seguiriam Spider (2002), de David Cronenberg, The Good Thief (2002), de Neil Jordan, Red Dragon (2002), de Brett Ratner, no êxito comercial Maid in Manhattan (2002), de Wayne Wang ao lado de Jennifer Lopez, The Chumscrubber (2005), de Arie Posin, Chromophobia (2005), de Martha Fiennes, The Constant Gardener (2005), de Fernando Meirelles, na terceira animação vencedora de Oscar The Curse of the Were-Rabbit (2005), de Steve Box e Nick Park, The White Countess (2005), de James Ivory dando início, no mesmo ano, à sua colaboração como Lord Voldemort em Harry Potter and the Goblet of Fire (2005), de Mike Newell. Seguir-se-iam Land of the Blind (2006), de Robert Edwards, Bernard and Doris (2006), de Bob Balaban, Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007), de David Yates, In Bruges (2008), de Martin McDonagh, The Duchess (2008), de Saul Dibb, no vencedor do Oscar de Melhor Filme The Hurt Locker (2008), de Kathryn Bigelow, The Reader (2008), de Stephen Daldry, Nanny McPhee and the Big Bang (2010), de Susanna White, Clash of Titans (2010), de Louis Leterrier, Cemetery Junction (2010), de Ricky Gervais e Stephen Merchant, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 (2010), de David Yates aos quais se seguiram Coriolanus (2011),a sua estreia na realização e Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 (2011), de David Yates.
Em 2012 Ralph Fiennes participaria em Wrath of the Titans, de Jonathan Liebesman, Great Expectations, de Mike Newell e Skyfall, de Sam Mendes aos quais sucederiam The Invisible Woman (2013), que o próprio realizou, The Grand Budapest Hotel (2014), de Wes Anderson e nas curtas-metragens The Hogwarts Express (2014) e Harry Potter and the Escape from Gringotts (2014), de Thierry Coup, e Mesyats v Derevne (2014), de Vera Glagoleva, National Theatre Live: Man and Superman (2015), de Simon Godwin, A Bigger Splash (2015), de Luca Guadagnino, Spectre (2015), de Sam Mendes, Hail, Caesar! (2016), de Ethan Coen e Joel Coen, na curta-metragem The Works (2016), de Elliot Barnes-Worrell, Richard III (2016) e nas longas-metragens de animação Kubo and the Two Strings (2016), de Travis Knight e The Lego Batman Movie (2017), de Chris McKay, The White Crow (2018) novamente dirigido por si e Antony & Cleopatra (2018), de Simon Godwin tendo ainda por estrear Holmes & Watson (2018), de Etan Cohen, The Voyage of Doctor Doolittle (2020), de Stephen Gaghan e sem data por estrear Official Secrets, de Gavin Hood e Hallelujah!, de Chris Addison.
Para lá das já mencionadas nomeações a dois Oscars da Academia norte-americana de cinema, Fiennes foi ainda nomeado por cinco vezes aos Globos de Ouro da Imprensa Estrangeira nos Estados Unidos, é vencedor de um BAFTA por Schindler's List num total de seis nomeações e de um European Film Award por Sunshine entre inúmeros outros troféus e nomeações nos mais diversos festivais de cinema e da crítica especializada.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Paul G. Allen

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1953 - 2018
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Le Vent Tourne (2018)

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O Vento que Sopra de Bettina Oberli (Suíça/França) é uma das longas-metragens exibidas em Antestreia na décima-nona edição da Festa do Cinema Francês a decorrer no Cinema São Jorge, em Lisboa até ao próximo dia 14 de Outubro.
Pauline (Mélanie Thierry) vive isolada nos Alpes Suíços com Alex (Pierre Deladonchamps). Enquanto tentam subsistir com o rendimento natural que os animais lhe providenciam, o casal recebe na sua propriedade uma jovem oriunda de Pripyat na tentativa de lhe proporcionar um melhor nível de vida... Mas é a chegada de Samuel (Nuno Lopes) à quinta que desperta nela um sentimento até então nunca sentido.
Bettina Oberli dá vida a um argumento do qual também é autora em colaboração com Antoine Jaccoud, Thomas Ritter e Céline Sciamma que apresenta uma aparente comunidade idílica no qual um jovem casal se pretende distanciar desse admirável mundo novo dominado pelas modernidades que as novas tecnologias - e até mesmo as "velhas" - lhes podem proporcionar. Independentes de qualquer aparenta regra desse mundo "lá fora", tanto "Pauline" como "Alex" estão refugiados dos ventos do século XXI graças às planícies escondidas pelos Alpes até ao momento em que finalmente se deixam levar por um dos engenhos que lhes poderão facultar luz e, como tal, uma maior autonomia laboral. Isentos dessa "mão moderna" no seu espaço, o casal parece querer estabelecer-se como uma nova comunidade hippie ao recusar a vacinação dos seus animais, não possuir rádio, televisão ou qualquer tipo de contacto com o mundo exterior para lá do estritamente necessário. No entanto, é com a chegada primeiro de "Galina" (Anastasia Shevtsova) à procura de um melhor ambiente natural que ajude a melhorar os eu estado de saúde e depois de "Samuel" por quem "Pauline" desenvolve uma imediata repulsa transformada posteriormente em atracção, que a sua vida com "Alex" se desmorona primeiro na sua relação enquanto casal, depois na sua cumplicidade e finalmente na vontade de continuarem pelo mesmo caminho de confiança.
O poder transformador de uma nova sociedade isenta da interferência alheia, resultou para o jovem casal na medida em que se refugiavam do mundo exterior nas suas vertentes mais básicas... Alheios a notícias, às inovações, à interferência de estranhos (todos aqueles que não habitavam no mesmo espaço que eles) e até mesmo a cuidados médicos para com os seus animais, confiantes que estavam do poder de uma Terra rejuvenescedora, tanto "Pauline" como "Alex" pretendiam transformar o seu espaço num novo mundo incapaz de, no entanto, conseguir satisfazer qualquer uma das suas necessidades... até mesmo as físicas e sentimentais. Mas seria, afinal, esse desejo partilhado? A chegada de "Galina" parece transformar "Pauline" numa mulher que o espectador não conhecia dando asas à sua jovialidade e a uma vontade de experimentar o mundo e aquilo que lhe pode ser proporcionado... primeiro sob a forma de uma nova amizade com a jovem com quem dificilmente comunica mas que lhe mostra a possibilidade de ser alguém, não diferente, mas mais receptivo àquilo que do outro lado da montanha a espera... e finalmente, com a chegada de "Samuel", a personagem de Mélanie Thierry conhece o desejo ardente de uma paixão sentida, de uma entrega física e psicológica capaz de a fazer compreender que ainda está viva e entregue a um mundo que, afinal, poderá não ser o seu ou para o qual não estaria tão direccionada como poderia pensar.
Se a estabilidade emocional de "Pauline" parece ser alterada na medida em que tem a sua "primeira" amizade, o seu "primeiro" grande amor e a sua "primeira grande revelação para com o mundo exterior - um paradoxo se o espectador pensar que se encontra num espaço sem barreiras, cancelas, fronteiras ou obstáculos que a permitem andar livremente por todo o lado -, estes funcionam como o seu despertar para uma realidade (in)conscientemente desejada e para a qual está disposta a lutar como a sua aparente nova realidade. O mundo tal como o conhecera até então já não a seduz ou tão pouco parece fazer sentido e, da mesma forma que os animais dos quais trata são abatidos, também o seu lado mais primitivo e consequentemente também irracional parece morrer e dar forma a uma nova e inesperada realidade... aquela de que o mundo "lá fora" poderá não ser tão nocivo quanto pensaria ou, pelo menos, tanto quanto aquele que defendera até então e no qual se sentia inserida como um dos seus elementos.
É esta percepção de "Pauline", bem como da sua nova realidade que a leva a querer expandir os seus conhecimentos - e potencialmente viagens - por todo esse mundo novo que, sabendo da sua existência, ignora como sendo uma possibilidade. Um mundo onde agora sente poder viver e crescer enquanto pessoa e talvez alcançar novos objectivos e metas que a sua clausura a céu aberto nas montanhas do Jura suíço lhe revelavam ser impossíveis... é apenas a compreensão de que aquele imenso mundo agora tornado pequeno onde tudo o que conhecera parece desaparecer lentamente - tal como a sua sensação de conforto e segurança - não lhe confere a concretização dos seus sonhos que a leva a desejar o desconhecido como o seu novo "limite" ou, pelo menos, a sua nova e (in)esperada realidade.
Com uma belíssima interpretação de Thierry - magnífica a sua iniciação à libertação na discoteca enquanto dança - secundada pelos belíssimos e convictos Deladonchamps e Lopes a funcionarem como os dois pesos da sua nova balança e uma imponente Shevtsova que liga essa ignição que a prepara para uma nova concepção de mundo, Le Vent Tourne será assim um esperado hino à liberdade de uma nova geração privada da possibilidade do "sonho" mesmo residindo num espaço onde tudo parece possível... mesmo o desejo de um mundo mais limpo e mais saudável que, no entanto, (n)os priva de saborear todas as possibilidades e, desse modo, conservador e proibitivo em toda a sua génese.
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7 / 10
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

James Emswiller

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1957 - 2018
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terça-feira, 9 de outubro de 2018

European Film Awards - European Discovery - Prix FIPRESCI 2018: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje as seis longas-metragens europeias nomeadas aos European Film Awards na categoria de European Discovery - Prix FIPRESCI a partir de uma selecção de Katriel Schory (Israel), Mihai Chirilov (Roménia), Azize Tan (Turquia), Isabelle Danel (França), Robbie Eksiel (Grécia) e Michael Pattison (Reino Unido).
São as nomeadas:
  • Dene Wos Guet Geit, de Cyril  Schäublin (Suíça)
  • Egy Nap, de Zsófia Szilágyi (Hungria)
  • Girl, de Lukas Dhont (Bélgica/Holanda)
  • Sashishi Deda, de Ana Urushadze (Geórgia/Estónia)
  • Den Skyldige, de Gustav Möller (Dinamarca)
  • Touch Me Not, de Adina Pintilie (Roménia/Alemanha/República Checa/Bulgária/França)
Os vencedores desta e das demais categorias serão anunciados na trigésima-primeira cerimónia dos European Film Awards a realizar no próximo dia 15 de Dezembro, em Sevilha.
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domingo, 7 de outubro de 2018

Mariema

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1943 - 2018
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