sábado, 18 de agosto de 2018

Kofi Annan

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1938 - 2018
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #106

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A Sessão #106 do Shortcutz Viseu  chega à cidade na próxima segunda-feira dia 20 e irá ter lugar na Feira de São Mateus numa noite que fica marcada pela presença de Nuno Rocha, o realizador convidado da sessão e na qual serão exibidos os seus filmes curtos 3x3, Momentos e Vicky & Sam.
Na sessão que é de entrada livre e se inicia a partir das 21e30, serão ainda exibidos os filmes curtos Luminaris, de Juan Pablo Zaramella e Porque Hay Cosas que Nunca se Olvidan, de Lucas Figueroa, ambas da Argentina.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Vítor Reia Baptista

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1954 - 2018
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Aretha Franklin

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1942 - 2018
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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Eduard Uspenskiy

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1937 - 2018
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Prémios Condor - Asociación de Cronistas Cinematográficos de la Argentina 2018: os vencedores

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Foram ontem revelados os vencedores dos Prémios Condor de Plata entregues anualmente pela Asociación de Cronistas Cinematográficos de la Argentina numa cerimónia realizada no Centro Cultural Néstor Kirchner, em Buenos Aires. Zama, de Lucrecia Martel - uma co-produção de vários países entre os quais Portugal - foi o grande vencedor da noite arrecadando oito troféus nomeadamente os de Melhor Filme e Melhor Realização.
Foram os vencedores:
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Filme: Zama, de Lucrecia Martel
Primeira Obra: La Novia del Desierto, de Ceilia Atan e Valeria Pivato
Documentário: Cuatreros, de Albertina Carri
Audiovisual para Plataformas Digitais: Un Gallo para Esculapio, de Bruno Stagnaro
Filme Ibero-Americano:
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
Filme Estrangeiro: Toivon Tuolla Puolen, de Aki Kaurismaki (Finlândia) e Manchester by the Sea, de Kenneth Lonergan (EUA)
Curta-Metragem: De la Muerte de un Costero, de Carlos Alberto Diaz
Realização: Lucrecia Martel, Zama
Actor: Jorge Marrale, Maracaibo e Leonardo Sbaraglia, El Otro Hermano
Actriz: Sofía Gala Castiglione, Alanís
Actor Secundário: Claudio Rissi, La Novia del Desierto
Actriz Secundária
: Marilú Marini, Los que Aman Odian e Érica Rivas, La Cordillera
Revelação Masculina: Lautaro Bettoni, Temporada de Caza
Revelação Feminina: Loren Acuña, Madraza
Argumento Original: Diego Lerman e María Meira, Una Especie de Familia e Julia Solomonoff e Christina Lazaridi, Nadie nos Mira
Argumento Adaptado: Lucrecia Martel, Zama
Montagem: Pablo Barbieri, El Otro Hermano
Fotografia: Rui Poças, Zama
Música Original: Leo Sujatovich, La Novia del Desierto
Som: Guido Berenblum, Zama
Direcção Artística: Renata Pinheiro, Zama e Mercedes Alfonsín, Los que Aman Odian
Guarda-Roupa: Julio Suárez, Zama
Caracterização: Marisa Amenta e Alberto Moccia, Zama
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Phil Mendrix

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1947 - 2018
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sábado, 11 de agosto de 2018

António Alves Vieira

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1987 - 2018
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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Richard H. Kline

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1926 - 2018
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #105

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O Shortcutz Viseu chega com a Sessão #105 totalmente dedicada ao Curtas Vila do Conde sendo, na mesma, exibido um conjunto de filmes curtos premiados no festival.
Assim, na próxima sexta-feira dia 10 de Agosto serão exibidos os filmes Raymond ou l'Évasion Verticale, de Sarah Van den Boom (França), vencedor do Prémio de Animação na Competição Internacional, Entre Sombras, de Alice Guimarães e Mónica Santos (Portugal/França), que venceu o Prémio do Público Nacional, Fry Day, de Laura Moss (EUA) galardoado com o Prémio de Ficção na Competição Internacional e finalmente Ce Magnifique Gâteau!, de Emma de Swaef e Marc James Roels (Bélgica/França/Holanda) vencedor do Prémio do Público na Competição Internacional.
E como vem sendo habitual, para uma noite de bom cinema em formato curto, será a Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea no próximo dia 10 de Agosto a partir das 22 horas.
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domingo, 5 de agosto de 2018

Charlotte Rae

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1926 - 2018
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sábado, 4 de agosto de 2018

Zombe Man: The Journey to Hell (2014)

Zombe Man: The Journey to Hell de George "Crane" Cruz (EUA) uma já não tão recente curta-metragem que expõe a sempre presente paranóia norte-americana face ao perigo (?) de uma potencial pandemia provocada por um dos seus opositores (aqui a Coreia do Norte) que provocou a "zombieficação" da sua população. Pelo caminho... um herói... Zombe Man que destrói todos os mortos-vivos que percorrem aquilo que resta do planeta Terra.
Comecemos pelos pontos positivos desta curta-metragem que são efectivamente muito poucos e o motivo único pelo qual atribuí uma pontuação tão alta à mesma... um dois. Ao entrar na dinâmica de Zombe Man: The Journey to Hell, reconheço-lhe a criação de um ambiente interessante através da sua direcção de fotografia - também pela mão do realizador - e da música utilizada para a dinamização da mesma que transforma toda a atmosfera em algo que para o espectador parece ter saído de um qualquer filme B - ou Z - da ida década de '70 mas... a potencial positividade que se possa encontrar... termina por aqui. Zombe Man: The Journey to Hell é desde o primeiro instante um filme que se percebe inicialmente tendencioso na medida em que encontra o inimigo num espaço político que o espectador compreende "conveniente" para a sua aceitação (nada melhor do que agora o inimigo ser a Coreia do Norte seja lá sob que perspectiva fôr), como a construção do próprio anti-herói neste "Zombe Man" se entende como uma réplica zombie de "Bane" em The Dark Knight Rises. No entanto, é no título que chega a maior surpresa ao transformar seja por erro, omissão ou um qualquer sentido de humor menos apropriado, o nome da personagem "principal" de "Zombie"... para "Zombe", como se este quisesse ser um filme sobre os mal-amados mortos-vivos mas... na realidade, nunca chegou a ser onde, tal como o protagonista, os próprios são um mero vislumbre numa história onde se assumiam (ou deveriam) como uma sua parte relevante.
Ainda que com um ritmo interessante e um exagero (esperado para o estilo) na dinâmica da vítima indefesa perseguida pelos zombies que estão sempre perto e no seu rasto, Zombe Man: The Journey to Hell é uma daquelas curtas-metragens que precisava de um pulso mais firme e um propósito mais concentrado, conferindo às suas personagens uma dinâmica tão forte e intensa como aquela tida na construção da atmosfera envolvente para que, no final, se assumisse como uma história relevante para que o espectador se recordasse dela enquanto referência no género... Para isso ajudaria que pequenos detalhes fossem também trabalhados, nomeadamente no que diz respeito ao guarda-roupa onde toda a vestimenta do protagonista - já de si preocupante pela óbvia referência que faz a outra personagem de outro filme - não fosse diminuída quando o espectador encontra um par de ténis a acompanhar que mais parece ter saído à cinco minutos da loja... Neste género de filmes é o detalhe que conta... e quando algo parece estar a correr bem... chega todo um conjunto de elementos que deita por terra tudo o que fora anteriormente construído.
No final, se existe viagem ao inferno é aquela tida pelo espectador sedento de uma história sobre "o fim" e encontra algo repleto de não duvidadas boas intenções mas muita falta de concretização que não fala... mas berra muito alto.
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2 / 10
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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Rick Genest

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1985 - 2018
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mary Carlisle

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1914 - 2018
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Celeste Rodrigues

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1923 - 2018
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Y Yo a Tí (2016)

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Y Yo a Tí de Oliver Rondon (Venezuela) é uma curta-metragem que celebra o poder de uma amizade. Uma amizade intemporal e que não se prende por barreiras ou obstáculos... terrenos ou não.
Dois amigos conversam. A relação que têm é próxima e íntima. No entanto, de repente compreende-se uma distância entre ambos. Terá esta relação terminado?!
O realizador, e também um dos protagonistas Oliver Rondon, celebra com esta sua curta-metragem o poder de uma relação de amizade fraterna que o espectador pode facilmente confundir como algo sentimental e amoroso. A conversa encetada pelos dois actores revela para o espectador uma proximidade entre eles que fora temporariamente interrompida. Não sabemos nem compreendemos por ou a que motivos se deve esta separação até que o espaço envolvente se vai lentamente revelando e, como tal, denunciando as causas da mesma.
É pela simplicidade e principalmente pela cumplicidade das palavras que esta relação se denuncia, elucidando o espectador sobre os porquês de uma abrupta separação. O espectador compreende que esta será algo breve - pelo menos no espaço "temporal" em que um deles se encontra -, mas que para o outro esta será (foi) a perda mais significativa da sua vida encontrando-se, nesse momento, num impasse sobre a sua própria evolução e questionando-se sobre o que fazer "depois" daquela despedida que se anuncia. O que facilmente pode ser confundido com uma relação amorosa... é de facto... mas talvez não sob a forma como inicialmente o espectador pode ser conduzido a pensar.
Ainda que Y Yo a Tí possa parecer algo fragilizada pela sua construção aparentemente mais "amadora", é a sensibilidade depositada na mensagem desta curta-metragem que leva o espectador a ignorar pequenos detalhes da mesma e reflectir sobre o poder das palavras, dos gestos e de pequenos olhares que a transformam numa história sobre o poder da amizade e nas consequências de quando esta pode ser perdida... ainda que temporariamente.
Interessante pela sua mensagem e pela sensibilidade depositada no poder das palavras, Y Yo a Tí marca também pela interpretação sentida dos dois actores (realizador incluído) que prima pela celebração da amizade... surja ela sobre as mais diversas formas.
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6 / 10
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sábado, 28 de julho de 2018

The First Purge (2018)

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The First Purge de Gerard McMurray (EUA) é a prequela esperada da saga The Purge iniciada em 2013 e à qual se seguiram The Purge: Anarchy (2014) e The Purge: Election Year (2016).
Numa época em convalescença de uma crise financeira e de hipotecas onde o colapso da economia parece iminente, um novo partido político emerge nos Estados Unidos... o NFFA - New Founding Fathers of America. Este partido chegado ao poder com o apoio das massas mas com intenções claramente anti-sociais promete aos cidadãos restabelecer a imagem do "sonho americano" mas, no entanto, a sua agenda de violência e de limpeza social é colocada em marcha quando a Dra. Updale (Marisa Tomei) decide com o apoio do partido no poder efectuar uma experiência em Staten Island onde todo o tipo de violência é permitida durante um período de doze horas...
O argumento, novamente da autoria do mentor James DeMonaco, revela as origens já conhecidas d'A Purga. Um país social e economicamente desolado mas no qual todos anseiam ocupar um qualquer lugar nesse imaginado El Dorado sofre os efeitos de uma cada vez mais acentuada crise entre classes onde os mais favorecidos julgam suportar financeiramente uma maioria sem grandes recursos e oportunidades, vendo neles claros malefícios para a sua própria prosperidade. Qual a melhor forma de se livrarem de uma doença? Eliminando-o radicalmente do "corpo"... a sociedade. A Purga - como um remédio social -, é então "i(g)niciada" supostamente como forma de expiar o descontentamento de uma população no limite do aceitável comportamento não violento mas partidariamente utilizada como forma de expiar uma agenda política claramente extremista e descriminatória que vê nos socialmente mais frágeis a razão de todos os males e problemas. Equacionar que uma perspectiva - a social - é menos nociva que a outra - a política - é meramente uma formalidade sabendo o espectador que todas as teorias de extermínio começam como "experiência sociais" com fins claramente de divisão e de criação do "nós" e dos "outros"... vítimas e culpados... inocentes e causadores desse já referido mal social que, na realidade, surge sim (o mal) pela mão de um conjunto de moralistas sociais dessa sociedade ultra-conservadora que passam pelas milícias armadas, Klu Klux Klan e demais extremistas de ultra-direita que proliferam pelos locais mais recônditos destes Estados Unidos cada vez mais segregacionistas.
Mas, a grande questão surge quando o espectador se questiona sobre a validade da premissa desta longa-metragem apresentada como "a origem", quando nos três títulos que o procederam já tudo isto havia sido explicado, entendido e observado na medida em que todos eles expiam a vontade de uma violência gratuita assumida ou não entre classes ou etnias diferentes como pano de fundo de uma América ultra-conservadora e violenta que vê nos financeiramente menos abonados os causadores de todos os seus (e do país) problemas. A cor, o dinheiro, o meio e a formação como forma de diferenciar e excluir e de nunca tenta a inclusão... Assim, qual a pertinência de uma obra cuja essência já estava explorada nas anteriores obras... cujas personagens não acrescem em nada para a dinâmica da saga - para lá da inserção da mentora do projecto numa brevíssima participação de uma pouco inspirada Marisa Tomei - e na qual todo o seu enredo já é bem conhecido do espectador com momentos de intensidade e adrenalina melhor conseguidos nas mesmas? Pouca pertinência para lá, claro, da confirmação que o poder da bilheteira determina a existência (sem fim?!) de títulos que prolonguem esta saga - já se fala de uma série televisiva - e de apresentar todo um conjunto de improváveis sobreviventes e heróis nas franjas da sociedade, muitos dos quais meros marginais naquele mundo que pensamos tranquilo mas que nas situações de adversidade extrema se transformam nos novos exemplos a seguir... da marginalidade, da pobreza, dos desprivilegiados e dos aparentemente mais fracos surgem então os heróis de um esperado amanhã que... pelos títulos anteriores... já todos nós sabemos que irá acontecer. Personagens heróicas essas que não têm continuidade nos títulos anteriores (que aqui são o futuro porvir) e que o espectador apenas conhece pelos breves instantes que com eles partilha nesta história onde se compreende o uso de máscaras como garante de uma possibilidade de violência que sentem necessitar mas que pela improbabilidade do acto querem esconder... nem sempre nos títulos precedentes como o espectador bem saberá.
Com alguns já esperados momentos mais intensos e fiel à linha que DeMonaco já tem habituado o espectador, The First Purge é o título (não necessário) introdutório a toda esta dinâmica e aquele que talvez se apresenta com menor efeito surpresa por já ter todo o seu enredo explanado nos diversos títulos anteriores... Mantém-se fiel ao princípio de que é do mais improvável e indefeso elemento da sociedade que surge o mais respeitado dos resistentes... mesmo que em tempos ditos "normais" este seja aquele do qual toda a vizinhança pretende fugir.
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6 / 10
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European Film Awards - Lifetime Achievement Award 2018

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A Academia Europeia de Cinema anunciou há dois dias o nome da premiada com o seu Lifetime Achievement Award que celebra o percurso cinematográfico de uma proeminente figura europeia no cinema.
Carmen Maura, a actriz espanhola vencedora de dois EFA de Melhor Actriz - por Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios em 1988 e ¡Ay, Carmela! em 1990 - será assim a homenageada deste ano na cerimónia que se irá realizar em Sevilha.
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Maura, que havia iniciado o seu percurso artístico nos cabarets madrilenos, teve a sua primeira participação cinematográfica na curta-metragem El Espíritu (1969), de Juan Tamariz seguindo-se-lhe um ano depois uma participação não creditada na longa-metragem Las Gatas Tienen Frío, de Carlos Serrano. Foi, no entanto, em El Hombre Oculto (1971), de Alfonso Ungría que teve o seu primeiro crédito em cinema e, no mesmo ano, a curta-metragem Mantis, de Luis Mamerto López-Tapia.
Seria em 1973 depois da sua participação em séries televisivas, que Carmen Maura voltaria ao cinema pela mão de Jaime de Armiñán em Un Casto Varón Español à qual se seguiria a curta-metragem Don Juan (1974), de Antonio Mercero, Tanata (1974), de Luis Mamerto López-Tapia, La Encadenada (1975), de Manuel Mur Oti, El Love Feroz o Cuando los Hijos Juegan al Amor (1975), de José Luis García Sánchez, Leonor (1975), de Juan Luis Buñuel, Vida Íntima de un Seductor Cínico (1975), de Javier Aguirre, La Mujer es Cosa de Hombres (1976), de Jesús Yagüe, El Libro de Buen Amor II (1976), de Jaime Bayarri, El Asesino Está Entre los Trece (1976), novamente com Javier Aguirre, La Petición (1976), de Pilar Miró e nas curtas-metragens Una Pareja como las Demás (1976) e Ir por Lana (1976), de Miguel Ángel Díez e ainda Pomporrutas Imperiales (1976), de Fernando Colomo.
Tigres de Papel (1977), de Fernando Colomo, De Fresa, Limón y Menta (1978), de Miguel Ángel Díez, Los Ojos Vendados (1978), de Carlos Saura, Folle... Folle...Fólleme Tim! (1978), de Pedro Almodóvar- primeira colaboração com o realizador - e ¿Qué Hace una Chica como Tú en un Sitio como Éste? (1979), de Fernando Colomo bem como as curtas-metragens Mi Blanca Varsovia (1978), de Javier Quintana, Menos Mi Madre y Mi Hermana (1978), de Jaime Villate, Tal Vez Mañana... (1979), de Antonio del Real e Café, Amor y Estereofonía (1979), de Miguel Ángel Polo viriam encerrar a década de '70.
La Mano Negra (1980), de Fernando Colomo marcaria o início do percurso cinematográfico de Carmen Maura na década de '80 à qual se seguiriam Aquella Casa en las Afueras (1980), de Eugenio Martín, Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón (1980), de Pedro Almodóvar, El Hombre de Moda (1980), de Fernando Méndez-Leite, Gary Cooper, que Estás en los Cielos (1980), de Pilar Miró, Femenino Singular (1982), de Juanjo López, Entre Tinieblas (1983), de Pedro Almodóvar, El Cid Cabreador (1983), de Angelino Fons, Sal Gorda (1984), de Fernando Trueba, ¿Qué he Hecho Yo para Merecer Esto? (1984), de Pedro Almodóvar, Extramuros (1985), de Miguel Picazo, Sé Infiel y No Mires con Quién (1985), de Fernando Trueba, Matador (1986), novamente com Pedro Almodóvar, Delírios de Amor (1986), de Cristina Andreu, Luis Eduardo Aute, Antonio González-Vigil e Félix Rotaeta, Tata Mía (1986), de José Luis Borau, La Ley del Deseo (1987), de Pedro Almodóvar ao qual se seguiu Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios (1988) também de Almodóvar com o qual Maura recebeu o seu primeiro Goya da Academia Espanhola de Cinema, seguido de Baton Rouge (1988), de Rafael Moleón e a curta-metragem 2.30 A.M. (1988), de Alejandro Toledo que seria a sua última participação cinematográfica da década.
¡Ay, Carmela! (1990), de Carlos Saura marcaria o início da década de '90 e outro Goya de Melhor Actriz, Cómo ser Mujer y No Morir en el Intento (1991), de Ana Belén, Chatarra (1991), de Félix Rotaeta, Sur la Terre comme au Ciel (1992), de Marion Hänsel, La Reina Anónima (1992), de Gonzalo Suárez, Louis, Enfant Roi (1993), de Roger Planchon, Sombras en una Batalla (1993), de Mario Camus, Cómo ser Infeliz y Disfrutarlo (1994), de Enrique Urbizu, El Rey del Río (1995), de Manuel Gutiérrez Aragón, Parella de Tres (1995), de Antoni Verdaguer, El Palomo Cojo (1995), de Jaime de Armiñán, Le Bonheur est dans le Pré (1995), de Étienne Chatiliez, Amores que Matan (1996), de Juan Manuel Chumilla, Tortilla y Cinema (1997), de Martin Provost, Alliance Cherche Doigt (1997), de Jean-Pierre Mocky, na longa-metragem portuguesa Elles (1997), de Luís Galvão Telles, Vivir Después (1997), de Carlos Galettini, Alice et Martin (1998), de André Téchiné, El Entusiasmo (1998), de Ricardo Larraín, El Cometa (1999), de José Buil e Marisa Sistach, Lisboa (1999), de Antonio Hernández terminando a década com Superlove (1999), de Jean-Claude Janer.
O novo século chegava com Carretera y Manta (2000), de Alfonso Arandia, Le Harem de Mme Osmane (2000), de Nadir Moknèche, La Comunidad (2000), de Álex de la Iglesia pelo qual venceu o seu terceiro Goya como Melhor Actriz, El Palo (2001), de Eva Lesmes, Arregui, la Noticia del Día (2001), de Maria Victoria Menis, Clara y Elena (2001), de Manuel Iborra, a curta-metragem El Apagón (2001), de José María Caro, Assassini dei Giorni di Festa (2002), de Damiano Damiani, Valentín (2002), de Alejandro Agresti, 800 Balas (2002), de Álex de la Iglesia, Le Ventre de Juliette (2003), de Martin Provost, Le Pacte du Silence (2003), de Graham Guit, 25 Degrés en Hiver (2004), de Stéphane Vuillet, La Promesa (2004), de Héctor Carré, Al Otro Lado (2004), de Gustavo Loza, Entre Vivir y Soñar (2004), de Alfonso Albacete e David Menkes, Reinas (2005), de Manuel Gómez Pereira, Free Zone (2005), de Amos Gitai, Volver (2006), novamente com Pedro Almodóvar numa obra que lhe conferiu o Prémio de Interpretação Feminina de Cannes e o quarto Goya agora como Melhor Actriz Secundária do ano, El Menor de los Males (2007), de Antonio Hernãndez, La Virgen Negra (2008), deIgnacio Castillo Cottin, The Garden of Eden (2008), de John Irvin, Que Parezca un Accidente (2008), de Gerardo Herrero e Tetro (2009), de Francis Ford Coppola viria a encerrar a década.
Já nestes anos '10 Carmen Maura viria a participar em Le Mac (2010), de Pascal Bordiaux, Chicas (2010), de Yasmina Reza, Les Femmes du 6ème Étage (2010), de Philippe Le Guay pelo qual viria a vencer o César de Melhor Actriz Secundária entregue pela Academia Francesa de Cinema, Escalade (2011), de Charlotte Silvera, Let My People Go! (2011), de Mikael Buch, na curta-metragem 5ºB Escalera dcha. (2011), de María Adánez, Sofía y el Terco (2012), de Andrés Burgos, Paulette (2012), de Jérôme Enrico, Las Brujas de Zugarramurdi (2013), novamente a colaborar com Álex de la Iglesia, La Madre (2013), de Angelo Maresca, Un Village Presque Parfait (2014), de Stéphane Meunier, La Vanité (2015), de Lionel Baier, Les Chaises Musicales (2015), de Marie Belhomme, na curta-metragem Vaca Paloma (2015), de Paco León, El Futuro ya no es lo que Era (2016), de Pedro L. Barbero, People You May Know (2016), de J. C. Falcón, tendo o último ano sido marcado pela curta-metragem La Peur du Vide, de Thomas Soulignac, Sales Gosses, de Frédéric Quiring, Cuando los Hijos Regresan, de Hugo Lara Chavez, Cuernavaca, de Alejandro Andrade e pela curta-metragem Amodio, de Isabel Coixet.
Já em 2018 Carmen Maura viu estrear duas longas-metragens sendo elas La Fête des Mères, de Marie-Castille Mention-Schaar e Oh! Mammy Blue, de Antonio Hens tendo ainda por estrear Chasing Satellites com argumento de Judy Morris e My Family and the Wolf, de Adrian Garcia, Gente que Viene y Bah, de Patricia Font, La Noche Después de que Mi Novia me Dejara, de Fernando Ronchese e Veneza, de Miguel Falabella e Hsu Chien Hsin.
Para além dos quatro Goya, do César, do Prémio de Interpretação em Cannes e dos dois European Film Awards, Carmen Maura foi ainda vencedora de inúmeros troféus em Espanha como do Círculos de Críticos Cinematográficos, Fotogramas de Plata, do Festival de Cinema Espanhol de Málaga, Prémio Ondas, do Sindicato de Actores Espanhóis, do Festival de Cinema de San Sebastian e ainda nomeada ao Prémios Mestre Mateo da Academia Galega do Audiovisual.
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Carmen Maura estará presente na trigésima-primeira edição dos European Film Awards que se irá realizar em Sevilha no dia 15 de Dezembro.
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Runners (2018)

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Runners da Giggly Dickens Productions (EUA) é uma das mais recentes incursões no domínio pós-apocalipse que chegam sob o formato de curta-metragem. Uma história tradicional - para o género - e que respeita todos aqueles parâmetros necessários para tentar manter a dinâmica necessário sobre um mundo, e um conjunto de sobreviventes, que já não é como o havíamos conhecido.
Ao 23º dia após o "fim", o Sargento Rogen comunica para os esperados sobreviventes que vão proceder a uma evacuação para a costa. Nick, o único sobrevivente de uma pequena localidade interior, responde-lhe. Poderá ele conseguir chegar a um porto de abrigo num mundo infestado e desolado?
Não é segredo para ninguém que estas histórias estão tendencialmente ligadas às mais diversas longas-metragens que já homenagearam o género. Também não será segredo para ninguém que as referências utilizadas para a sua elaboração são claras quanto à admiração ou reverência que estes realizadores e produtoras têm para com as mesmas. Dito isto, Runners é o claro exemplo de que o seu realizador "bebeu" toda a sua inspiração a 28 Days Later... (2002), de Danny Boyle começando pela música utilizada para a criação do ambiente e terminando com a perseguição em ritmo bem acelerado que os infectados fazem a "Nick". Daqui à enchente de infectados que surgem nas ruas atrás dos poucos sobreviventes que ainda resistem... é um breve passo.
Com algum humor, ocasionalmente despropositado e duvidoso para aquilo que se espera construir com esta curta-metragem, Runners acaba por ser mais uma daquelas obras elaboradas com o propósito de homenagear o género, aparecer num esperado universo online que possa - a seu tempo - proporcionar algumas outras oportunidades e, sobretudo, afirmar as competências dos seus criadores como potenciais contadores de histórias.
Assim, e tendo o seu fim um desfecho inconclusivo - se assim o quisermos caracterizar -, Runners oferece, ao seu público, a possibilidade de se reencontrar uma vez mais com este universo sempre fascinante do pós fim do mundo mas, no entanto, priva-se de qualquer elemento inovador ou dinamizador de uma esperada dramatização deixando, "no ar", o eventual fim (ou não) da civilização tal como ela havia sido. Simpático mas com capacidade de ser algo mais caso se eliminassem os evidentes lugares comuns, Runners é apenas "mais uma" de tantas histórias sobre o aparentemente fascinante fim da Humanidade.
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3 / 10
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The Last of Us: Firefly Chronicles (2013)

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The Last of Us: Firefly Chronicles de Eric Dubois (Canadá) é uma breve curta-metragem inspirada em várias das grandes produções do momento... da The Hunger Games a qualquer obra de zombies, vírus e sobrevivência, aqui o espectador encontra um pouco de tudo.
Num universo futurista e onde a existência já não é como a conhecemos, Charlie (Stephen Baxter) sobrevive como pode até se cruzar com Ezra (Eem Nyamadi), outro jovem em busca de uma companheira de viagem, com quem estabelece uma imediata relação em prol da sua sobrevivência. Num mundo devastado... até onde se justifica a solidão?
Sem um final planeado para lá daquele esperado numa curta-metragem que prevê a sua auto-sobrevivência através do imediatismo das suas sequelas, The Last of Us: Firefly Chronicles assume-se sobretudo como uma homenagem do seu realizador fiel fã do género de história onde o "e depois?" é a pergunta presente na mente do espectador. E depois do fim? E depois da solidão? E depois da morte do próprio mundo? E depois da civilização?
As perguntas que se amontoam - para a história e para o espectador -, ganham aqui uma dimensão exponencial na medida em que tudo é possível para a continuação de uma história que apenas prevê o mútuo respeito entre duas personagens que devem ao acaso o seu encontro, e que no potencial término da vida de um deles se equaciona o quanto ainda existia por ver e viver num mundo onde a palavra vida tem a sua própria e limitada conotação. Quem serão eles (personagens) quando a esperança surge onde tudo o demais parece ter encontrado o seu fim?!
Num registo que se compreende de inspiração e homenagem ao género, The Last of Us: Firefly Chronicles potencializa toda as eventuais sequelas que se lhe esperam mas, ao mesmo tempo, deixa o espectador com a compreensão de que esta história poderia ter encontrado um "final" (ainda que limitado) ou a garantia de que estas personagens tentariam encontrar um potencial destino juntos... e não conferindo a uma delas um fim esperado e marcado pela tragédia.
Simpático nas suas intenções e algo deficitário na sua execução, The Last of Us: Firefly Chronicles não deixa, no entanto, de ser um bom trabalho de preparação para uma futura obra mais abrangente e cuidada onde não sejam deixadas pontas soltas, personagens por equilibrar ou destinos por consumar... no fundo, tal como muitos insectos, é uma obra em eventual metamorfose e transformação.
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4 / 10
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

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terça-feira, 24 de julho de 2018

Victoria (2016)

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Na Cama com Victoria de Justine Triet (França) que relata um momento da vida de Victoria (Virginie Efira), uma advogada na casa dos trinta anos de idade que procura o amor e a estabilidade sentimental enquanto tenta destacar-se na sua carreira profissional.
Num momento de mudança repentina e inesperada, Victoria vê-se envolvida num caso de agressão sentimental no qual está envolvido Vincent (Melvil Poupaud), um seu amigo e na companhia de Samuel (Vincent Lacoste), um novo assistente.
A realizadora em colaboração com Thomas Lévy-Lasne escrevem um argumento que pretende de forma realista revelar o mundo de uma mulher com uma carreira profissional intensa que, no entanto, não está disposta nem a abdicar do seu lado sentimental nem tão pouco da sua vida familiar como mãe. Mas, se esta tentativa parece honesta na sua concepção e, no fundo, na forma como pretende ilustrar o drama de tantas mulheres deste século XXI, a realidade é que a realizadora e argumentista transforma esta história num relato frenético de uma mulher que se assume desesperada e até mesmo descontrolada na sua vontade em equilibrar e conciliar todas as suas vertentes enquanto uma mulher destes tempos. Ou seja, se por um lado conhecemos "Victoria" como alguém que procura uma vida profissional estável, um casamento harmonioso e também um pai para os seus filhos por outro, aquilo em que ela se transforma está longe de ser ou ter qualquer tipo de estabilidade mas sim reflecte um total e completo descontrolo dela enquanto mulher, profissional e até mesmo mãe. Se a vontade era em revelar ao espectador alguém com objectivos, aquilo que chegou foi uma mulher incapaz de se manter coerente na concretização dos seus desejos.
Convincente a certo ponto, instável no momento seguinte, alegre e triste, segura e insegura, todos os estados de ânimo de alguém passam pela interpretação de Virginie Efira que, no entanto, não consegue dosear correctamente cada um desses momentos para que o espectador consiga encontrar credibilidade em cada um deles... Se de repente a encontramos como uma forte mulher e advogada com convicções muito próprias do mundo que a rodeia, é no momento seguinte que facilmente a vemos cair nos lugares comuns em que muitos a colocam... se é mulher... é frágil... se deseja uma vida sentimental e sexual... é leviana... se quer ser mãe... então que fique em casa não deixando a sua personagem assumir sim cada uma destas perspectivas mantendo-se fiel e coerente ao que cada uma deles representa para si e para o dito papel social que a mesma deve(ria) representar para tantas mulheres que poderiam - a seu tempo - encontrar nesta sua criação pontos de semelhança. Aqui não... tudo aquilo que se espera que a sua personagem não represente... facilmente se transforma numa bandeira caindo a mesma nos espaços que desejava nunca ter conhecido. Efira, por muito que tente distanciar-se dessa mesma noção pré-concebida, acaba por dela não conseguir sair, e o espectador aborrecido com algo que soa a pré-conceito desinteressa-se pelos caminhos pouco tortuosos de uma vida dita moderna.
Espectador esse que acompanha as várias dinâmicas desta mulher... conhece-a num casamento que desejava poder ser o seu... vê-mo-la num tribunal onde deveria ser coerente... mas encontra-mo-la a defender o indefensável com o recurso à "prova" absurda. Vê-mo-la no campo afectivo que tanto deseja... mas com recurso às novas tecnologias onde qualquer um pode abrilhantar aquilo que não é... Qualquer um que recebe em casa ao mesmo tempo que os seus filhos lá tem, falhando também aqui como exemplo parental. O espectador, que tenta não tecer qualquer conjunto de juízos de valor ou reprimendas morais para com uma personagem com quem até pretende criar laços de empatia e compreensão, definha com a incapacidade que sente em compreender uma mulher que parece ter parado numa adolescência não reconhecida tendo, no entanto, todo um conjunto de novas realidades que parece ainda não compreender.
No final surge então o único momento com o qual o espectador poderá criar uma empatia na medida em que é apenas quando perde aquele que sempre esteve ao seu lado, que se concretiza no seu pensamento de que a felicidade (a sua) esteve afinal por perto. Por perto mas tida como algo garantido que lhe escapou por entre os dedos pela falta de reconhecimento em lhe dar crédito e valor. Efira, possivelmente tão perdida quanto a sua "Victoria", divaga desta forma por um filme do qual teve todas as oportunidades para dominar mas que esqueceu controlar, deixando a sua personagem vaguear pela incerteza de alguém que ainda não descobriu onde queria estar... nem tão pouco com quem.
Victoria - Na Cama com - talvez só mesmo hipoteticamente ou pela noção da representação da condição da mulher numa sociedade moderna... Nunca por nunca pela realidade aqui pretendida, nem tão pouco pela imagem da mulher que se pretende séria e profissional, sentimental mas aguerrida mas que, no final, se revela um desastre ambulante sem qualquer noção de onde vem, onde está ou tão pouco para onde quer seguir. E para tudo isto comprovar... que se chame um cão a tribunal... talvez ele consiga ser de facto mais coerente do que esta "Victoria" em rota de colisão com uma ideia ficcionada de que a mulher (apenas por o ser) não é capaz de... simplesmente ser (algo... ou tudo).
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3 / 10
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I Walk Alone (2014)

I Walk Alone de Alican Kuzu (Alemanha) é uma curta-metragem com uma clara mensagem social que se torna no foco deste mundo repleto de mortos que caminham - com suficiente genica - para serem mais fortes do que qualquer humano pensante.
Ainda que um género já suficientemente explorado para que o espectador não se deixe enfeitiçar com os (des)encantos de histórias em que o planeta deu, finalmente, o seu último bafo de civilização, humanidade e cultura, existe sempre algo de fascinante neste género de contos que transportam o seu público para o imaginário de um mundo completamente diferente daquele que agora conhecemos. Assim, dito isto, onde reside o interesse de (mais) uma curta-metragem cujos atributos parecem ausentes da dinâmica de uma história onde, na realidade, pouco se vê?
É ao entrar em mais um armazém abandonado - ou ocupado por um morto que está... na realidade... já morto -, que um dos protagonistas se depara com outro sobrevivente deste apocalipse zombie, encontrando nele não só um seu semelhante como, ao mesmo tempo, um potencial opositor que poderá colocar em risco a sua sobrevivência. Mas, no entanto, é também na compreensão que o mundo ao seu redor ruiu e que a vida humana está "ausente" da próxima esquina, que ambos na iminência de mais um ataque, compreendem que será apenas no mútuo auxílio e apoio que poderão sobreviver (quem sabe) mais um dia. Da dinâmica do I Walk Alone para a "We walk together", esta curta-metragem, já datada de quatro anos, acaba por conferir ao espectador uma simpática mensagem (independentemente do seu conteúdo) sobre uma utópica vivência em comum fazendo crer ao espectador que apenas na colaboração se poderá encontrar o progresso e está no argumento escrito por este jovem realizador turco uma importante mensagem que irá ser involuntariamente ignorada por entre todo um universo prolífero de cinema de género mais mediático e mais apelativo no que diz respeito a uma perspectiva mais visual.
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5 / 10
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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde 2018: os vencedores

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Terminou ontem mais uma edição do Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde com a sua tradicional cerimónia de atribuição de troféus às melhores obras em competição. Foram elas:
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Competição Internacional
Grande Prémio: La Chute, de Boris Labbé
Ficção: Fry Day, de Laura Moss
Documentário: Madness, de João Viana
Animação: Raymonde ou l'Évasion Verticale, de Sarah Van den Boom
Prémio do Público: Ce Magnifique Gâteau!, de Emma de Swaef e Marc James Roels
Prémio EFA: Aquaparque, de Ana Moreira
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Competição Nacional
Filme + Prémio Pixel Bunker: Onde o Verão Vai (Episódios da Juventude), de David Pinheiro Vicente
Prémio do Público: Entre Sombras, de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos
Realização: Ana Moreia, Aquaparque
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Competição Experimental: Another Movie, de Morgan Fisher
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Competição Vídeos Musicais: Back to Nature, de João Pombeiro
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Competição Curtinhas: O Rato da Floresta, de Jeroen Jaspaert
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Competição Take One!
Filme: Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra
Realização: Ana Oliveira e André Puertas, A Ver o Mar
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Competição Take One! Europeu: Their Voices, de Eri Mizutani
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domingo, 22 de julho de 2018

FIC - Festival Ibérico de Cine de Badajoz 2018: os vencedores

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Terminou este fim-de-semana a vigésima-quarta edição do Festival Ibérico de Cine que decorreu em Badajoz, Olivenza e San Vicente de Alcántara tendo sido anunciados os vencedores durante a cerimónia de encerramento do mesmo.
São os vencedores dos Prémios Onofre:
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Curta-Metragem: Matria, de Álvaro Gago
Curta-Metragem Extremeña: La Teoria del Sueño, de Rubén González Barbosa
Prémio do Júri Jovem: Background, de Toni Bestard
Prémio do Público Badajoz: Ato San Nem, de Pedro Collantes
Prémio do Público Olivenza: Doktor, de Carlo D'Ursi
Prémio do Público San Vicente de Alcántara: Tarde para el Recreo, de Pablo Malo
Prémio do Público Infantil: Distintos, de Josevi García Herrero
Realização: Belén Funes, La Inútil
Interpretação Masculina: Taha El Mahroug, El Nadador
Interpretação Feminina: Francisca Iglesias, Matria
Argumento: Lander Camarero, Nuestro Viejo (Y el Mar)
Fotografia: Rui Xavier, Coup de Grâce
Música Original: Eduardo Raon, A Sonolenta
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sábado, 21 de julho de 2018

Elmarie Wendel

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1939 - 2018
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Valis (2018)

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Valis de Adrián Adamec (Eslováquia) remete o espectador para uma Europa em 2017 onde a sociedade já não é como inicialmente fora idealizada. Num espaço onde se pedia a comunhão de valores sociais igualitários, os tempos proporcionaram uma inesperada divisão onde a máquina controla o Homem. Poderá existir alguma salvação e regresso a um tempo onde a liberdade exista tal como fora imaginada?
Vast Active Living Inteligent System - VALIS... assim foi apelidada a primeira "forma de vida" que surgira através da intleigência artificial criada como forma a proteger a vida humana sempre em risco numa sociedade cada vez mais violenta. O argumento da autoria do realizador foca-se portanto no início destes tempos perturbados como uma abordagem a uma nova realidade onde o Homem tenta sobreviver numa vida social onde é dominado por esta nova forma de vida capaz de tudo dominar e impôr-se como o topo de uma pirâmide onde se assume como o mais apto para a dita sobrevivência.
Com o recurso a uma certa realidade social que lentamente se impõe nos nossos dias e a dramatização dos acontecimentos resultante também de uma certa adaptação da evolução tecnológica dos nossos tempos, Valis cria toda a sua estrutura a partir do pressuposto de que o Homem - de uma forma geral - abdica quase inconscientemente do seu papel numa sociedade em completa transformação para dar lugar à "máquina" que actua como o seu intermediário nas relações bi-dimensionais. Quando o perigo espreita ao virar da esquina, que outra forma de sobreviver senão criar uma manobra de interagir sem que a mesma exista na realidade?!
No entanto, cedo chega a questão que se impõe... até que ponto poderá o Homem manter-se no topo da já referida pirâmide quanto aos poucos, e com o passar inconsciente do tempo, abdica de todo o seu poder de actuação num mundo cujos riscos são cada vez maiores? Até que ponto poderá recuperar o seu próprio espaço quando tudo manobrou para que o perde-se?
Inteligente e por demais pertinente, Valis peca apenas pela sua escassa duração centrada quase exclusivamente na justificação desta "nova realidade social", e na forma (ou solução) encontrada pelo Homem para sobreviver na mesma primeiro tentando combater um mal que emerge pela sua própria mão, depois adaptando-se à sua mútua convivência e finalmente tentando-lhe sobreviver ocupando um lugar "na sombra", fugindo e recorrendo a uma forma de silenciosa resistência que espreita - agora - para tentar voltar ao seu lugar tido como "inato". Talvez um dia mais tarde surja a pertinente e esperada longa-metragem onde sejam exploradas mais vertentes da dinâmica Máquina versus Homem... ou Máquina versus Planeta... de que forma poderia esta sobreviver num globo que não foi feito... à sua medida?!
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7 / 10
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terça-feira, 17 de julho de 2018

MOTELx - Prémio de Melhor Curta-Metragem Portuguesa de Terror 2018: as seleccionadas

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Foi hoje a apresentação de mais uma edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que todos os anos no mês de Setembro decorre no Cinema São Jorge.
Para lá da divulgação do filme de abertura este ano a cargo de The Nun, de Corin Hardy e da homenagem na secção Quarto Perdido à realizadora luso-sueca Solveig Nordlund que verá os seus filmes Aparelho Voador a Baixa Altitude (2002) e A Filha (2003) exibidos no decorrer do festival, ficaram-se também a conhecer as curtas-metragens portuguesas nomeadas ao Troféu de Melhor Curta-Metragem de Terror, sendo elas:
  • Agouro, de David Doutel e Vasco Sá
  • A Boneca, de Gonçalo Morais Leitão
  • Calipso, de Paulo A. M. Oliveira e Pedro Martins
  • Cinzas, de Célia Fraga
  • Coração Revelador, de São José Correia
  • Espelho Meu, de Hugo Pinto
  • A Estranha Casa na Bruma, de Guilherme Daniel
  • Freelancer, de Francisco Lacerda e Francisco A. Lopes
  • Insanium, de Rui Pedro Sousa
  • Moscatro, de Patrícia Maciel
  • O Quadro, de Paulo Araújo
  • Yet Another Christmas Tale, de David Vieira
A décima-segunda edição do MOTELx irá decorrer no Cinema São Jorge bem como em diversos outros espaços da capital entre os próximos dias 4 e 9 de Setembro.
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Yvonne Blake

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1940 - 2018
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sábado, 14 de julho de 2018

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Roger Perry

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1933 - 2018
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Laura Soveral

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1933 - 2018
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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Shortcutz Viseu - Sessão #104

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O Verão não faz parar o Shortcutz Viseu que regressa com a Sessão #104 e a sua tradicional Secção Competitiva onde serão exibidos os filmes curtos Tenho um Rio, de Ricardo Teixeira e Rafeiro, de Cátia Silva estando ambos presentes na Sessão para a apresentação dos seus filmes.
Finalmente, também nesta sessão, o Shortcutz Viseu recebe um Convidado Especial com a exibição do filme curto Ainhoa, de Iván Sáinz-Pardo (Espanha).
Como tem sido habitual nas últimas sessões, o Shortcutz Viseu irá decorrer na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea no próximo dia 20 de Julho a partir das 22 horas.
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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Prémios Fénix - Premio Iberoamericano de Cine 2018 - pré-selecção portuguesa

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Foi divulgada ontem a lista dos filmes Ibero-Americanos elegíveis aos Prémios Fénix - Premio Iberoamericano de Cine. Entre os pré-seleccionados encontram-se várias produções dos vinte e três países da América Latina e Península Ibérica, e várias de produção ou co-produção portuguesa. São elas:
  • 9 Doigts, de F. J. Ossang (Portugal/França)
  • Al Berto, de Vicente Alves do Ó (Portugal)
  • Ama San, de Cláudia Varejão (Portugal/Japão/Suíça)
  • Até que o Porno nos Separe, de Jorge Pelicano (Portugal)
  • Bostofrio, Où le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro (Portugal)
  • Carga, de Bruno Gascon (Portugal)
  • Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader (Portugal/Brasil)
  • Cru, de Carlos Ruiz Carmona (Portugal)
  • Debaixo do Céu, de Nicholas Oulman (Portugal)
  • Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/Brasil/França)
  • Djon África, de João Miller Guerra e Filipa Reis (Portugal)
  • Drvo - A Árvore, de André Gil Mata (Portugal/Bósnia-Herzegovina)
  • Eclipse, de Ico Costa (Portugal)
  • Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós (Portugal/Brasil)
  • L'Exilé, de Marcelo Novais Teles (Portugal/Brasil/França/Reino Unido/Irlanda)
  • O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues (Portugal/Brasil/França)
  • Hip to da Hop, de António Freitas e Fábio Silva (Portugal)
  • O Homem Pykante - Diálogos com Pimenta, de Edgar Pêra (Portugal)
  • As Horas de Luz, de António Borges Correia (Portugal)
  • Infância, Adolescência, Juventude, de Rúben Gonçalves (Portugal)
  • Jefe, de Sergio Barrejón (Portugal/Espanha)
  • Lupo, de Pedro Lino (Portugal)
  • Mabata Bata, de Sol Carvalho (Portugal/Moçambique)
  • The Man Who Killed Don Quixote, de Terry Gillian (Portugal/Espanha/França/Bélgica)
  • Mariphasa, de Sandro Aguilar (Portugal)
  • Milla, de Valérie Massadian (Portugal/França)
  • Não Consegues Criar o Mundo Duas Vezes, de Catarina David e Francisco Noronha (Portugal)
  • Nunca as Minhas Mãos Ficam Vazias, de Miguel Munhá (Portugal)
  • Our Madness, de João Viana (Portugal/Qatar/França/Moçambique/Guiné-Bissau)
  • Praça Paris, de Lúcia Murat (Portugal/Argentina/Brasil)
  • Raiva, de Sérgio Tréfaut (Portugal/Brasil/França)
  • Ramiro, de Manuel Mozos (Portugal)
  • Tempo Comum, de Susana Nobre (Portugal/França)
  • O Termómetro de Galileu, de Teresa Villaverde (Portugal)
  • Terra Franca, de Leonor Teles (Portugal)
  • Tudo é Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano (Portugal/Brasil/Itália)
  • Verão Danado, de Pedro Cabeleira (Portugal)
  • Zama, de Lucrecia Martel (Portugal/Argentina/Brasil/Espanha/México/Holanda/França/Estados Unidos/Suíça/Líbano)
Os nomeados deverão ser anunciados durante o mês de Outubro e a cerimónia de anúncio dos vencedores deverá ocorrer durante o mês de Dezembro seguinte.
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domingo, 8 de julho de 2018

Tab Hunter

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1931 - 2018
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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Vlatko Ilievski

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1985 - 2018
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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Claude Lanzmann

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1925 - 2018
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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Ricardo Camacho

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1954 - 2018
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Shortcutz Viseu - Sessão #103

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O Shortcutz Viseu encerra a sessão dupla dedicada ao IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente com a Sessão #103 exclusivamente dedicada ao IndieJúnior onde serão exibidos alguns dos filmes curtos que passaram no segmento M6 da última edição do festival que decorreu em Lisboa entre os passados dias 30 de Abril e 6 de Maio.
A sessão, que irá decorrer no próximo dia 6 de Julho a partir das 15 horas, irá exibir os filmes O Apartamento de Sábado, de Ieon Seungbae (Coreia do Sul), A Caça, de Alexey Alekseev (França), Corvo Branco, de Miran Miosic (Croácia), O Cozinheiro, de Stella Raith (Alemanha), A Ilha, de Max Morti e Robert Löbel (Alemanha), As Ilhas Gémeas, de Manon Sailly, Charlotte Sarfati, Christine Iaudoin, Lara Cochetel, Raphaël Huot e Fanny Teisson (França), O Nariz de Gelo, de Veronica L. Montaño e Joel Hofmann (Suíça) e Príncipe Ki-Ki-Do: História de Inverno, de Grega Mastnak (Eslovénia).
A Sessão #103 decorrerá assim na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, em Viseu com entrada livre.
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The Purge: Blood Ties (2016)

The Purge: Blood Ties de Daniel Peña (EUA) é mais uma curta-metragem inspirada na saga The Purge iniciada em 2013 por James DeMonaco aqui inteiramente direccionada para a dinâmica de uma família durante A Purga de doze horas que se iniciara.
Num bairro residencial, os pais de duas jovens encontram-se numa festa que celebra o evento anual enquanto elas permanecem em casa fechadas à espera que o mesmo passe rapidamente. Jade conversa com um amigo enquanto a irmã Madie dorme... mas estarão elas sózinhas numa casa aparentemente isolada?
Esta curta-metragem, ainda que embebida do espírito de The Purge, cedo se revela como uma obra apaixonada mas francamente deficitária comparativamente àquilo que a mesma poderia ter oferecido ao espectador. De uma câmara sempre em movimento que obriga o espectador a perder diversos pequenos grandes detalhes que poderiam contribuir para a sua dinâmica a uma captação de som ainda mais frágil que dificulta a compreensão não só do ambiente em que se encontram como principalmente de muitos dos diálogos tidos pelas duas jovens protagonistas, The Purge: Blood Ties permanece como aquele trabalho cinematográfico que um grupo de amigos resolveu criar num fim-de-semana eventualmente mais monótono.
Com uma escolha musical relativamente interessante e adequada para o género - iniciamos esta dinâmica ao som de My Way de Frank Sinatra -, The Purge: Blood Ties permanece o exemplo confirmado de um argumento relativamente juvenil que denuncia o realizador como um fã da saga mas ainda com pouco à vontade para construir uma história que se afirmasse mais elaborada ou consistente... afinal, se o espectador considerar que a dinâmica máxima desta história se prende com um caso sentimental não tão bem resolvido... compreende de imediato como tudo se explica por e através da já mencionada fragilidade ainda que de louvar a paixão como qualquer criador entrega a sua obra para um mundo sempre sedento da mais recente história de terror.
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1 / 10
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The Purge: 2024 (2017)

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The Purge: 2024 de Ashton Gleckman (EUA) recupera o espírito da saga The Purge - cuja prequela estreia hoje nos Estados Unidos - aqui concentrado numa curta-metragem que revela os últimos momentos da purga anual e da perseguição feita a David (Paul Nicely) por um grupo não identificado que lhe lançou uma caçada. Mas, quando a vítima aparenta estar indefesa e perdida às mãos do grupo, eis que David revela que o desespero pode motivar para a resistência.
The Purge: 2024 concentra nos seus breves instantes todo o espírito que James DeMonaco conseguiu incutir nas histórias das suas longas-metragens tendo Gleckman criado um conjunto de enigmáticas personagens que são fiéis ao espírito das mesmas e a todo o ambiente que se espera duma história como aquela que esta curta se propõe homenagear. No entanto, a surpresa e o grande factor motivacional para este filme curto surge quando o espectador compreende que o jovem realizador e argumentista desta história tem apenas dezassete anos!
Ainda que incapaz que criar uma atmosfera muito diferente daquela esperada para uma história deste género, é a qualidade dos detalhes - das personagens, do espaço e do ambiente - que conferem a este The Purge: 2024 uma ambiência digna de configurar entre os filmes mais fiéis à saga The Purge e ainda àquilo que o espectador espera de um filme deste género. Qualquer um de nós que se deixa levar por uma curta-metragem que "promete" o espírito da longa-metragem - clássica ou não - que pretende homenagear pensa, logo de início, que vai assistir a um filme "menor" feito pelos amigos do realizador e que tudo não será mais do que um pequeno entretenimento de fim-de-semana no qual poucas consequências positivas se poderão vir a tirar. Gleckman, por sua vez, consegue não só homenagear a trilogia da qual é fã, fazer antecipar a obra e eventualmente a série porvir, satisfazer os seus fãs e ainda finalizar uma pequena - apenas na duração - obra que todos vêem e confirmam como um representante fiel ao original.
Em The Purge: 2024 temos um pouco de tudo... clima denso com proto-heróis, vítimas e vilões de serviço assumindo, todos eles, o seu papel. Da tradicional vítima da qual pouco conhecemos que se vê perseguida num ambiente inóspito aos vilões disfarçados que o perseguem por motivos que nunca iremos conhecer (e na prática... nem precisamos), a estes últimos que encarnam o espírito mais medonho de um qualquer Carnaval sangrento onde todas as psicoses são finalmente expiadas sem esquecer, claro, que nem tudo é o que parece... e nem todas as vítimas realmente se comportam como tal. Quando o sentimento de sobrevivência se instala... vale tudo... até assumir os comportamentos daqueles que (nos) perseguem.
Capaz de se um pouco mais polido - algo que o realizador certamente conseguirá fazer nas suas próximas obras -, mas seguramente um excelente exemplar da capacidade de um jovem e certamente promissor contador de histórias, The Purge: 2024 assume-se não só como um interessante e pertinente cartão de visita deste realizador como também um consistente filme do género que nos próximos tempos servirá de referências àqueles que seguem a saga The Purge desde as suas primeiras entregas.
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7 / 10
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terça-feira, 3 de julho de 2018

Robby Müller

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1940 - 2018
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