terça-feira, 16 de outubro de 2018

European Film Awards - European Achievement in World Cinema 2018

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A Academia Europeia de Cinema anunciou hoje o nome do homenageado com o European Achievement in World Cinema de 2018 a premiar no decorrer da trigésima-primeira cerimónia dos European Film Awards a decorrer em Sevilha no próximo dia 15 de Dezembro... Ralph Fiennes.
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O actor britânico nascido em Ipswich em 1962, iniciou o seu percurso cinematográfico no início da década de '90 com Wuthering Heights (1992), de Peter Kosminsky ao lado de Juliette Binoche. The Baby of Mâcon (1993), de Peter Greenaway foi a longa-metragem que precedeu Schindler's List (1993), de Steven Spielberg que valeu a Fiennes a primeira nomeação ao Oscar na categoria de Actor Secundário ao qual sucederam Quiz Show (1994), de Robert Redford e Strange Days (1995), de Kathryn Bigelow. The English Patient (1996), de Anthony Minghella traria a Fiennes a sua segunda nomeação ao Oscar agora na categoria de Actor Protagonista. Com o final da década, Ralph Fiennes surgiria como protagonista em Oscar and Lucinda (1997), de Gillian Armstrong, The Avengers (1998), de Jeremiah Chechik, na longa-metragem de animação The Prince of Egypt (1998), de Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells, Sunshine (1999), de István Szabó, Onegin (1999), de Martha Fiennes e em The End of the Affair (1999), de Neil Jordan.
O novo milénio começaria com a sua segunda animação The Miracle Maker (2000), de Derek W. Hayes e Stanislav Sokolov à qual se seguiriam Spider (2002), de David Cronenberg, The Good Thief (2002), de Neil Jordan, Red Dragon (2002), de Brett Ratner, no êxito comercial Maid in Manhattan (2002), de Wayne Wang ao lado de Jennifer Lopez, The Chumscrubber (2005), de Arie Posin, Chromophobia (2005), de Martha Fiennes, The Constant Gardener (2005), de Fernando Meirelles, na terceira animação vencedora de Oscar The Curse of the Were-Rabbit (2005), de Steve Box e Nick Park, The White Countess (2005), de James Ivory dando início, no mesmo ano, à sua colaboração como Lord Voldemort em Harry Potter and the Goblet of Fire (2005), de Mike Newell. Seguir-se-iam Land of the Blind (2006), de Robert Edwards, Bernard and Doris (2006), de Bob Balaban, Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007), de David Yates, In Bruges (2008), de Martin McDonagh, The Duchess (2008), de Saul Dibb, no vencedor do Oscar de Melhor Filme The Hurt Locker (2008), de Kathryn Bigelow, The Reader (2008), de Stephen Daldry, Nanny McPhee and the Big Bang (2010), de Susanna White, Clash of Titans (2010), de Louis Leterrier, Cemetery Junction (2010), de Ricky Gervais e Stephen Merchant, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 (2010), de David Yates aos quais se seguiram Coriolanus (2011),a sua estreia na realização e Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 (2011), de David Yates.
Em 2012 Ralph Fiennes participaria em Wrath of the Titans, de Jonathan Liebesman, Great Expectations, de Mike Newell e Skyfall, de Sam Mendes aos quais sucederiam The Invisible Woman (2013), que o próprio realizou, The Grand Budapest Hotel (2014), de Wes Anderson e nas curtas-metragens The Hogwarts Express (2014) e Harry Potter and the Escape from Gringotts (2014), de Thierry Coup, e Mesyats v Derevne (2014), de Vera Glagoleva, National Theatre Live: Man and Superman (2015), de Simon Godwin, A Bigger Splash (2015), de Luca Guadagnino, Spectre (2015), de Sam Mendes, Hail, Caesar! (2016), de Ethan Coen e Joel Coen, na curta-metragem The Works (2016), de Elliot Barnes-Worrell, Richard III (2016) e nas longas-metragens de animação Kubo and the Two Strings (2016), de Travis Knight e The Lego Batman Movie (2017), de Chris McKay, The White Crow (2018) novamente dirigido por si e Antony & Cleopatra (2018), de Simon Godwin tendo ainda por estrear Holmes & Watson (2018), de Etan Cohen, The Voyage of Doctor Doolittle (2020), de Stephen Gaghan e sem data por estrear Official Secrets, de Gavin Hood e Hallelujah!, de Chris Addison.
Para lá das já mencionadas nomeações a dois Oscars da Academia norte-americana de cinema, Fiennes foi ainda nomeado por cinco vezes aos Globos de Ouro da Imprensa Estrangeira nos Estados Unidos, é vencedor de um BAFTA por Schindler's List num total de seis nomeações e de um European Film Award por Sunshine entre inúmeros outros troféus e nomeações nos mais diversos festivais de cinema e da crítica especializada.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Paul G. Allen

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1953 - 2018
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

James Emswiller

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1957 - 2018
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terça-feira, 9 de outubro de 2018

European Film Awards - European Discovery - Prix FIPRESCI 2018: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje as seis longas-metragens europeias nomeadas aos European Film Awards na categoria de European Discovery - Prix FIPRESCI a partir de uma selecção de Katriel Schory (Israel), Mihai Chirilov (Roménia), Azize Tan (Turquia), Isabelle Danel (França), Robbie Eksiel (Grécia) e Michael Pattison (Reino Unido).
São as nomeadas:
  • Dene Wos Guet Geit, de Cyril  Schäublin (Suíça)
  • Egy Nap, de Zsófia Szilágyi (Hungria)
  • Girl, de Lukas Dhont (Bélgica/Holanda)
  • Sashishi Deda, de Ana Urushadze (Geórgia/Estónia)
  • Den Skyldige, de Gustav Möller (Dinamarca)
  • Touch Me Not, de Adina Pintilie (Roménia/Alemanha/República Checa/Bulgária/França)
Os vencedores desta e das demais categorias serão anunciados na trigésima-primeira cerimónia dos European Film Awards a realizar no próximo dia 15 de Dezembro, em Sevilha.
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domingo, 7 de outubro de 2018

Mariema

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1943 - 2018
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Celeste Yarnall

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1944 - 2018
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Shortcutz Viseu - Sessão #111

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Será no próximo dia 12 de Outubro que o Shortcutz Viseu apresenta a sua Sessão #111 e, de novo, com sessão de Curtas em Competição onde serão apresentados dois documentários em fomato curto, sendo eles, Em Lugar Algum, de Inês Sá Frias e O Homem Eterno, de Luís Costa estando ambos os realizadores presentes para a apresentação dos seus filmes.
Finalmente no segmento Curta Convidada será exibido o filme curto O Coveiro, de André Gil Mata vencedor de diversos prémios incluindo no MOTELx.
Assim, para aquela que será mais uma noite recheada de bom cinema em formato curto, o Shortcutz Viseu tem a sua Sessão #111 no próximo dia 12 de Outubro pelas 22 horas na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea.
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sábado, 6 de outubro de 2018

Scott Wilson

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1942 - 2018
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European Film Awards 2018: Curtas-Metragens nomeadas

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A Academia Europeia de Cinema anunciou quais as quinze curtas-metragens nomeadas ao European Film Award 2018. Seleccionadas a partir de quinze festivais europeus de cinema de referência, as nomeadas são:
  • Gli Anni, de Sara Fgaier (Itália/França) - Veneza
  • Aquaparque, de Ana Moreira (Portugal) - Vila do Conde
  • Burkina Brandenburg Komplex, de Ulu Braun (Alemanha) - Berlim
  • Cpam, de Petar Krumov (Bulgária) - Clermont-Ferrand
  • L'Échapée, de Laëtitia Martinoni (França) - Drama FF.
  • I Signed the Petition, de Mahdi Fleifel (Reino Unido/Alemanha/Suíça) - Sarajevo
  • Kapitalistis, de Pablo Muñoz Gomez (Bélgica/França) - Valladolid
  • Kontener, de Sebastian Lang (Alemanha) - Cork
  • Lâchez les Chiens, de Manue Fleytoux (França/Bélgica) - Cracóvia
  • Meryem, de Reber Dosky (Holanda) - Uppsala
  • Prisoner of Society, de Rati Tsiteladze (Geórgia/Letónia) - Tampere
  • Los que Desean, de Elena López Riera (Espanha/Suíça) - Locarno
  • Vypusk '97, de Pavlo Ostrikov (Ucrânia) - Leuven
  • What's the Damage, de Heather Phillipson (Reino Unido) - Roterdão
  • Wildebeest, de Nicolas Keppens e Matthias Phlips (Bélgica) - Bristol
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido na cerimónia da trigésima-primeira edição dos European Film Awards a realizar no próximo dia 15 de Dezembro, em Sevilha.
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Montserrat Caballé

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1933 - 2018
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Diane a les Épaules (2017)

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Diane a les Épaules de Fabien Gorgeart (França) exibido no âmbito da décima-nona Festa do Cinema Francês a decorrer em Lisboa no Cinema São Jorge é uma longa-metragem que revela nove meses na vida de Diane (Clotilde Hesme), barriga de aluguer para os amigos Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Grégory Montel) ao mesmo tempo que inesperadamente se apaixona por Fabrizio (Fabrizio Rongione).
Filha de uma vida libertina mas a atravessar a idade em que o seu relógio biológico parece começar a manifestar-se, Diane vive dividida entre uma vida de folia e um sentimento de amor que insiste em bater-lhe à porta... mas não para sempre.
"Diane", interpretada de forma inspirada por uma fogosa Clotilde Hesme, é uma mulher que parece recusar as ditas responsabilidades que a vida adulta normalmente trazem consigo. Livre de qualquer relacionamento ou relação sentimental, trabalho e até mesmo de família, os únicos momentos em que a observamos inicialmente prende-se com um jogo de relações fugazes tidas nas habituais saídas nocturnas e um compromisso mais sério com um casal amigo para quem serve de barriga de aluguer. É aqui que surgem os nove meses nos quais a acompanhamos e que observamos o seu amadurecimento enquanto mulher... e mãe ou, pelo menos, enquanto potencial mãe de uma criança... que não será sua.
Clotilde Hesme tem uma qualquer força interior que leva o espectador primeiro a compreendê-la enquanto uma mulher livre, sem responsabilidades - mas não irresponsável - cujo mais importante e talvez único propósito na sua vida é uma diversão constante libertando-se de qualquer "amarra" que a sociedade criou sobre o conceito do que é ser "mulher". Nesta medida, e para lá de qualquer desejo maternal, ela assume aquela que será eventualmente a sua maior responsabilidade à data ao desejar facultar aos seus amigos a parentalidade que, de outra forma, lhes seria dificultada. É neste processo que todas as "regras" sociais dessa idade adulta já anunciada parecem começar a manifestar-se... primeiro a lealdade aos amigos, depois a maternidade e, finalmente, o inesperado despertar sentimental que surge ao conhecer "Fabrizio" com quem, no entanto, parece co-existir numa relação de toca e foge. Emancipada, independente, fugaz mas com uma elevada debilidade sentimental, a "Diane" de Hesme acaba por transformar-se, no olhar do espectador mais atento, uma mulher perdida entre aquilo que a sociedade espera que ela seja e aquilo que a própria deseja ser... enquanto mulher, esposa e mãe... acabando por terminar tal como começa num patamar onde apenas permanece como mulher... (in)completa - agora - para os seus próprios parâmetros daquilo que deveria ser.
Com todo o peso do mundo - o esperado e não só - "Diane" vibra ao som de uma qualquer música diária que a acompanha, longe de qualquer significado absoluto mas como uma sinfonia dos seus pensamentos de momento e que a caracterizam mais do que qualquer palavra que possa proferir... com medo de (se) magoar acaba por atingir aqueles que privam de perto com ela afastando-os lentamente não só pela sua incapacidade de decidir para lá do momento mas sobretudo pela sua crescente sensação de compreender que quer mais... sem com isso aceitar que tem de ceder e comprometer-se em encontrá-lo acompanhada por alguém de quem goste e por quem manifeste os seus sentimentos.
Revelador enquanto uma obra que facilmente poderíamos caracterizar enquanto um coming of (late) age, Diane a les Épaules vibra a um passo muito próprio destronando velhas concepções sobre o papel social de uma mulher aqui emancipada mas fervorosamente desejosa de que esses tais papéis sociais que todas as demais "compreenderam", também lhe cheguem um dia sendo, no entanto, capaz de ir vivendo e experimentando o mundo tal como ele se lhe vai manifestando e, ao mesmo tempo, receosa de se deixar levar por um qualquer sentimento que se percebe ser difícil de aceitar e compreender.
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6 / 10
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Audrey Wells

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1960 - 2018
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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Mi Querida Cofradía (2018)

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Devota com Pouca Sorte de Marta Díaz de Lope Díaz (Espanha) foi a longa-metragem escolhida para terminar mais uma edição do Cine Fiesta - Mostra de Cinema Espanhol que decorreu em Lisboa.
Carmen (Gloria Muñoz) prepara-se para finalmente ser eleita Presidente da Irmandade Católica à qual pertence. Conhecedora de todas as regras e tradições, não existe melhor candidato do que ela até que Ignacio (Juan Gea) assume a presidência. Num mundo reservado ao poder masculino, irá Carmen aceitar ser ultrapassada naquela que seria a etapa mais importante da sua vida?
Numa época em que tanto se debate sobre o dilema do acesso ao poder entre homens e mulheres, Mi Querida Cofradía surge como uma revelação do mesmo através de dois protagonistas cuja idade avançada faz realçar velhos hábitos de outros tempos, costumes e "leis" onde os elementos femininos mais não são do que simpáticos "apoios" da figura masculina dominante que comanda, impõe e dispõe conforme as suas próprias necessidades. Nesta medida, o argumento de Marta Díaz de Lope Díaz e Zebina Guerra faz deste dilema toda uma acção que primeiro apresenta uma personagem feminina protagonista dinâmica e que se entende como respeitada por toda a comunidade - relativamente conservadora e onde a mulher está condicionada a um papel social mais recatado -, preparada para assumir aquele que é o mais importante desempenho social de toda a sua vida. Convencida desta subida na hierarquia social, é quando compreende que foi ultrapassada por um inesperado protagonista cuja única vantagem é ser homem que "Carmen" finalmente se descontrola nas suas acções e comportamentos levando-a a uma inesperada vingança da qual, também ela, não saberia ser capaz.
No entanto, esta comédia espanhola não se fica pela simples corrente social actual onde a mulher reivindica os seus sempre devidos direitos enquanto tão competente (ou mais) do que a dominante figura masculina mostrando, por sua vez, o outro lado da moeda quando a mulher detentora de poder pode, também ela, ser uma figura dominante e manipuladora dos ditos "bons costumes", deixando todos os demais serventes de um qualquer ideal de ordem, lei ou tradição que, no fundo, sempre castrou o chamado "sexo mais fraco". Assim, o que afinal comanda a sociedade? Uma ideia igualitária que perpetua os velhos costumes ou, por sua vez, uma igualdade que permite tudo a todos dentro do devido respeito pela lei e pelo livre acesso às mesmas oportunidades sem descriminação ou benefícios indevidos?
Sem esquecer este aspecto social tão em voga numa altura em que, na realidade, já não deveria ser uma questão tal a pensada evolução dos tempos, Mi Querida Cofradía acaba por ser a esperada comédia de costumes do momento com alguns inspirados momentos de bom humor e disposição sem esquecer as tradicionais interpretações dignas da comédia espanhola nas quais se destacam a óbvia Gloria Muñoz que dá uma cor especial à sua "Carmen" perdida entre o dever de lealdade à irmandade que tanto respeita e dignifica, à sua comunidade na qual se destacou enquanto líder não reconhecida pelos seus superiores - aqui sob o "rosto" da Igreja Católica - e ainda com os seus problemas familiares que tenta abafar pelo bom nome e imagem que tanto tenta preservar. Num momento em que já nada é possível de ocultar ou de ultrapassar, a grande questão que se coloca à sua "Carmen" é se será capaz de sobreviver a um dia de constantes provações! E se "Carmen" é a personagem dominante, surgem de forma ligeira e pouco notada pequenas interpretações secundárias entre as quais as de Rosario Pardo ocmo "Isi" que compõe a imagem da mulher submissa aos antigos costumes que "Carmen" tanto tenta combater. Temerosa mas inspirada, a personagem de Pardo transforma-se naquele conhecido oposto que Muñoz tenta retratar opondo-se estas duas vizinhas e amigas nos limites que os seus desejos tentam personificar.
Não sendo aquela grande comédia de género que o cinema espanhol tão convictamente costuma entregar ao seu público, é pelo seu humor ligeiro e irrepreensível típico das mesmas que Mi Querida Cofradía conquista o espectador independentemente de não ser aquela longa-metragem que irá permanecer muito tempo como uma referência deste género em específico.
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6 / 10
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Stelvio Cipriani

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1931 - 2018
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Charles Aznavour

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1924 - 2018
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