quinta-feira, 29 de junho de 2017

Saturn Awards 2017: os vencedores

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Foram anunciados ontem numa cerimónia realizada em Burbank, os vencedores dos Saturn Awards entregues anualmente pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films relativos às produções cinematográficas e televisivas do referido género.
São os vencedores deste ano:
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Cinema
Comic-a-Filme: Doctor Strange, de Scott Derrickson
Filme Ficção Científica: Rogue One: A Star Wars Story, de Gareth Edwards
Filme de Fantasia: The Jungle Book, de Jon Favreau
Filme de Terror: Don't Breathe, de Fede Alvarez
Filme de Acção/Aventura: Hidden Figures, de Theodore Melfi
Thriller: 10 Cloverfield Lane, de Dan Trachtenberg
Filme Independente: La La Land, de Damien Chazelle
Filme de Animação: Finding Dory, de Andrew Stanton e Angus MacLane
Filme Internacional: Ah-ga-ssi, de Chan-Wook Park (Coreia do Sul)
Realizador: Gareth Edwards, Rogue One: A Star Wars Story
Actor: Ryan Reynolds, Deadpool
Actriz: Mary Elizabeth Winstead, 10 Cloverfield Lane
Actor Secundário: John Goodman, 10 Cloverfield Lane
Actriz Secundária: Tilda Swinton, Doctor Strange
Interpretação por um Jovem Actor: Tom Holland, Captain America: Civil War
Argumento: Eric Heisserer, Arrival
Montagem: Michael Kahn, The BFG
Música: Justin Hurwitz, La La Land
Design de Produção: Rick Carter e Robert Stromberg, The BFG
Guarda-Roupa: Colleen Atwood, Fantastic Beasts and Where to Find Them
Caracterização: Monica Huppert e Joel Harlow, Star Trek Beyond
Efeitos Especiais Visuais: John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould, Rogue One: A Star Wars Story
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Televisão
Série de Ficção Científica: Westworld
Série de Fantasia: Outlander
Série de Terror: The Walking Dead
Série de Acção/Thriller: Riverdale
Série de Supér-Heróis: Supergirl
Estreia em Televisão: 11.22.63
Série Novos Canais: Marvel's Luke Cage e Stranger Things
Série ou Filme de Animação em Televisão: Star Wars: Rebels
Actor em Série: Andrew Lincoln, The Walking Dead
Actriz em Série: Melissa Benoist, Supergirl
Actor Secundário em Série: Ed Harris, Westworld
Actriz Secundária em Série: Candice Patton, The Flash
Intérprete Jovem em Série: Millie Bobby Brown, Stranger Things
Interpretação Especial: Jeffrey Dean Morgan, The Walking Dead
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terça-feira, 27 de junho de 2017

Michael Nyqvist

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1960 - 2017
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domingo, 25 de junho de 2017

Federico Ribes

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1952 - 2017
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FEST - New Directors New Films Festival 2017: os vencedores

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Lince de Ouro
Longa-Metragem de Ficção: Spina, de Tereza Nvotová (República Checa)
Menções Honrosas: Old Stone, de Johnny Ma e La Mano Invisible, de David Mácian
Documentário: The Road Movie, de Dmitrii Kalashnikov (Bielo-Rússia)
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Prémio do Público
Longa-Metragem: Sacred Water, de Olivier Jourdain (Bélgica)
Curta-Metragem: A Instalação do Medo, de Ricardo Leite (Portugal)
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Lince de Prata
Curta-Metragem de Ficção: Downside Up, de Peter Ghesquiere (Bélgica)
Menção Honrosa: A New Home, de Ziga Virc (Eslovénia)
Curta-Metragem Documentário: Homeland, de Sam Peeters (Bélgica)
Menção Honrosa: Without Sun, de Paul de Ruijter (Holanda)
Curta-Metragem de Animação: Antarctica, de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica)
Menções Honrosas: Locus, de Anita Kwiatkowska-Nagyi (Polónia) e Pussy, de Renata Gasiorowska (Polónia)
Curta-Metragem Experimental: Apocalypse, de Justyna Mytnik (Polónia)
Menções Honrosas: As the Jet Engine Recalls, de Juan Palacios (Espanha) e Simba in New York, de Tobias Sauer (Alemanha)
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Grande Prémio Nacional
Curta-Metragem Portuguesa: Maria Sem Pecado, de Mário Macedo
Menções Honrosas: Um Refúgio Azul, de João Lourenço e 78.4 Rádio Plutão, de Tiago Amorim
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NEXXT: Bond, de Judit Wunder (Hungria)
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Festinha
Prémio Sessão 1 (3 aos 6 anos): Lilou, de Rawan Rahim (Líbano)
Prémio Sessão 2 (3 aos 6 anos): Pas a Pas, de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Hwilig, Mélissa Rous e Léa Rubinstayn (França)
Prémio Sessão 3 (7 aos 12 anos): Way of Giants, de Alois di Leo (Brasil)
Prémio Sessão 4 (12 aos 17 anos): Schlboski, de Tomás Andrade e Sousa (Portugal)
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jameson NotodoFilmFest 2017: os vencedores

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Foram divulgados no passado dia 16 de Junho os vencedores da décima-quinta edição do Jameson NotodoFilmFest. São eles:
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Filme: El Flujo, de Miquel Gadea Llorens
Documentário: Ahora Tengo Pene, de Eva Moreno
Animação: Eduardo Manosfijas, de Jim Sorribas Soler
Premio Rompiendo Barreras: La Violencia Normal, de Sara Bamba
Premio Histórias de Ciudad: Packet Planet, de Tomás Barrera Howarth
Prémio Filme Triple Destilación: Reencuentro, de Laura Casasnovas de Vroomen
Direcção de Produção: Adrian Perea e Jon Rodríguez, Odio los Paraguas
Realizador: Eva Moreno, Ahora Tengo Pene
Actor: Juan Luppi, Combustión
Actriz: Violeta Orgaz, Llegar
Personagem Feminina: Llegar, de K. Prada e J. Prada
Argumento: Beatriz Manrique de Lara, Caducados
Direcção Artística: Èlias Sais, Nubes de Azúcar
Som: Javier González Cruz, Pezuñas
Prémio de Distribuição: Cines Luna, de Jorge Juárez, Cosmos, de Jorge Barcelo Garrido, Esmeralda, de Iban del Campo Uribarrena e Tetas, de Alex Rey Miniño
Prémio do Público: El Cierre, de David Moreno Maroñas
Prémio Corto+Visto: Facebook Friends are not Real Friends, de Daniel Zaldivar de la Parra
Premio FILMIN: Cines Luna, de Jorge Juárez
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Shortcutz Viseu - Sessão #94

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A última sessão da quarta temporada do Shortcutz Viseu - a #94 - está à porta. Na próxima sexta-feira a partir das 22 horas no Carmo'81 estarão na secção Curtas em Competição os filmes curtos Mirrors, de Sara Eustáquio e Jigging, de Ramón de los Santos.
Finalmente no segmento Curta-Metragem Convidada será exibido o documentário The Fourth Kingdom, de Adán Aliaga e Àlex Lora, de Espanha (Mailuki Films).
Para aquela que será a última noite competitiva do Shortcutz Viseu, não esquecer de passar pelo Carmo'81 para mais uma noite de bom cinema em formato curto.
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Porto7 - Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto 2017:os vencedores

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Terminou há dias a mais recente edição do Porto7 - Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto. Foram os seus vencedores:
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Prémios do Júri
Ficção Internacional: #Selfie, de David M. Lorenz (Alemanha)
Ficção Nacional: A Instalação do Medo, de Ricardo Leite
Documentário: The Fourth Kingdom, de Adan Aliaga e Àlex Lora (Espanha)
Animação: Mecanismo Diabólico, de Fernando Escribano (Espanha)
Videoclip: Crime Scene, de Vasco Mendes (Portugal)
Prémio do Público: Backstory, de Joschka Laukeninks (Alemanha)
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Actor: Alexander Bobrov, The Secret to a Happy Marriage (Rússia)
Actriz: Sarah Bahrami, You Just Be My Mother (Irão)
Argumento: Valerio Vestoso, Ratzinger Vuole Tornare (Itália)
Fotografia: Backstory, de Joschka Laukeninks (Alemanha)
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Menções Honrosas do Júri: Railement, de Shunsaku Hayashi (Japão), Nini, de David Moreno (Espanha) e Born of Stone, de Emilio Bellu (Itália/República Checa)
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Menções Honrosas do Director do Festival: Rhea, de Édi Kettemann, Gilberto Nunes, Paulo Martinho, Mariana Pelpretti e Ellie Nurmukhame (Portugal), Close Your Eyes... Well, de Ali Albayati (Iraque) e Where Have the Flowers Gone, de Sin-hong Chan (China)
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Prodigy

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1974 - 2017
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domingo, 18 de junho de 2017

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sábado, 17 de junho de 2017

La Mano Invisible (2016)

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La Mano Invisible de David Macián é uma longa-metragem espanhola e uma das candidatas ao Lince de Ouro da mais recente edição do FEST - New Directores New Films Festivals que decorrem em Espinho até ao próximo dia 26 de Junho.
Um espaço vazio. Várias áreas de trabalho. Tudo começa com o projecto de uma nova actividade. Todo um conjunto de estranhas de diversas áreas que agora têm de aprender a trabalho sendo observados. Poderá esta nova experiência resultar?
Daniel Cortázar e David Macián escrevem o argumento desta poderosa longa-metragem reflectindo de forma directa sobre este admirável mundo novo onde todos (des)esperam por uma nova oportunidade onde possam ser alguém... e alguém reconhecido. Mas, como tudo na vida, também esta sua nova oportunidade tem uma ratoeira. E assim começa La Mano Invisible... com a esperança de um novo começo... com a promessa de uma nova oportunidade. Mas a grande questão levanta-se... estará esta nova oportunidade isenta de contrapartidas?
O espectador observa esta longa-metragem a ganhar forma naquele que é um espaço atípico. Imaginemos um espaço que se percebe gigante mas que apenas conseguimos reconhecer os pequenos espaços que se constituem e formam como os de trabalho para cada um dos intervenientes. Imaginemos depois todo um conjunto de actividades que, não estamos interligadas, têm de conviver nesse mesmo espaço e onde se observam com desconfiança, estranheza e alguma incredulidade. Finalmente, imaginemos que para essa convivência se confirmar, têm de executar um conjunto de actividades que estão longe de ser as esperadas das profissões que encarnam. Um construtor (José Luis Torrijo) que tem de construir sucessivamente o mesmo muro com o propósito único de o destruir. Um talhante (Josean Bengoetxea) que corta um sem fim de carne que não tem nenhum destino em particular. Uma tele-operadora (Bárbara Santa-Cruz) que tenta efectuar questionários sem um propósito específico ou uma montadora de peças (Marina Salas) que ora as monta... ora desmonta... sem que tenham nenhum fim à vista. A estes juntam-se um informático (Daniel  Pérez Prada) que ninguém percebe o que faz, uma costureira (Esther Ortega) que desmancha soutien ou uma mulher das limpezas (Elisabet Gelabert) cujos esforços nunca foram reconhecidos. Num misto de indiferença e curiosidade, todas estas personagens passam a ocupar um mesmo espaço comum e, dentro da sua profissão especifica, dedicam-se a uma mecanização profissional que é mutuamente observada e, para lá do escuro de um pavilhão anónimo, são também observados por aqueles que por ali passam e esperam algo mais dos seus comportamentos.
Desde os instantes iniciais que estas cobaias de uma nova experiência profissional sentem os olhares indiscretos que estão para lá daquele escuro. Todos eles percebem que esperam algo deles sendo que ainda não conseguem compreender o quê. No fundo, todos sentem como estando perante um casting em directo que poderá determinar a sua permanência numa profissão com alguém se identificam - ou não - sabendo que esta é certamente a última oportunidade de sobreviverem num mundo onde têm de estar dispostos e preparados para tudo. A (pouca) validação dos seus comportamentos e actividades chega desse "outro lado" onde se encontram aqueles que os observam que, de forma completamente arbitrária, aplaudem ou vaiam aquilo que fazem. Num misto de incerteza e incredulidade... todos eles se acostumam ao que fazem como tendo sido sempre a sua ocupação dita "normal". É portanto esse sentimento de "cobaia" que lentamente se instala - e faz instalar - a desconfiança, a saturação e a vontade de exigir os direitos que sentem não serem cumpridos por parte da sua mútua entidade empregadora.
O desrespeito chega por parte colegas, por parte daqueles que os observam que esperam mais do seu comportamento cada vez menos subserviente, mas também pela própria estrutura laboral que se impõe dos mais fortes para com os mais fracos. As chefias internas e vontades de liderança ameaçam a estabilidade do grupo e a violência psicológica - mas também física - estão apenas a um passo de distância. Num mundo em que a precariedade atinge cada vez mais trabalhadores, instala-se a grande questão... poderão estes em particular entregar-se a um dito "luxo" onde esperam respeito, dignidade e direitos? Poderão eles esperar respeito quando tudo é prontamente elaborado para agradar às massas que precisam ser entretidas? No fundo... não serão eles mais do que meros gladiadores cujo único propósito é divertir aqueles que se dirigem à arena para assistir a um espectáculo?
David Macián reúne aqui um brilhante elenco que dar uma estranha e por vezes inapropriada alma àqueles que já não têm grandes esperanças ou expectativas e esta adaptação da obra homónina de Isaac Rosa que efectua em parceria com Daniel Cortázar, conferem ao espectador um triste, mordaz, sarcástico e por vezes real quadro do mundo laboral tal como hoje o vivemos. Para sermos alguém temos de nos sujeitar a tudo, perder sonhos e responder a objectivos impostos nem que para os realizar se tenha de perder aquela última réstia de ser humanos que todos secretamente ainda guardamos. Percebemos o medo tão bem como a indiferença. Mas percebemos ainda mais que apenas se conquista respeito quando se trabalha em grupo. Quando se lutam pelos mesmos ideais e principalmente quando não se perde a dignidade que tantos, tantas vezes e em tantos momentos tentam reprimir.
Actual, pertinente e sempre (sempre) importante, La Mano Invisible pode(rá) facilmente funcionar como um alerta para aquele tal mundo desumanizado que tão oportunamente gostamos de ignorar constituindo-se esta longa-metragem espanhola não só como um dos mais representativos exemplares do cinema pós-crise como também um dos mais fortes candidatos ao Lince de Ouro do FEST 2017.
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8 / 10
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

John G. Avildsen

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1935 - 2017
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Stephen Furst

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1955 - 2017
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Aleksey Batalov

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1928 - 2017
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Shortcutz Viseu - vencedor de Maio

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O Shortcutz Viseu anunciou há momentos o vencedor do mês de Maio e, como tal, a mais recente das nomeadas ao troféu de Melhor Curta do Ano, sendo ela a curta-metragem Cavallo, de Joana Maria Sousa.
A curta-metragem junta-se assim a Post-Mortem, de Belmiro Ribeiro, A Rapariga de Berlim, de Bruno de Freitas Leal, Fosso, de Rui Costa, Paulo Varela, Ricardo Sousa, Bruno Lamelas e Vasco Simões, Marasmo, de Gonçalo Loureiro, A Instalação do Medo, de Ricardo Leite e a A Terceira Metade, de Virgílio Pinto e Rodrigo Morais como as nomeadas já conhecidas para o prémio de Melhor Curta-Metragem do Ano cuja vencedora será revelada numa cerimónia a realizar em Setembro próximo no Carmo'81, em Viseu.
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Adam West

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1928 - 2017
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European Film Awards - Lifetime Achievement Award 2017

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A Academia Europeia de Cinema anunciou no início desta semana que Aleksandr Sokurov seria galardoado este ano com o Lifetime Achievement Award por ocasião do trigésimo aniversário da Academia.
Sokurov com formação académica em História começou o seu percurso profissional com a realização de diversos telefilmes e documentários em 1974 tendo posteriormente estudado na Escola de Cinema VGIK na União Soviética.
Da sua obra que tem sido uma constante nos mais importantes festivais de cinema do mundo, fazem parte filmes como Altovaya Sonata. Dmitriy Shostakovich (1981), Skorbnoye Beschuvstvyie (1987), Odinokiy Golos Cheloveka (1987), I Nichego Bolshe (1988), Dni Zatmeniya (1988), Spasi i Sokhrani (1989), Krug Vtoroy (1990), Leningradskaya Retrospektiva (1957-1990) (1990), Primer Intonatsii (1991), Kamen (1992), Elegyia iz Rossii (1993), Dukhovnye Golosa. Iz Dnevnikov Voyny. Povestvovanie v Pyati Chastyakh (1995), Mat i Syn (1995), Smirennaya Zhizn (1997), Documenta X - Die Filme (1997), Molokh (1999), Uzel (2000), Dolce... (2000), Telets (2001), Elegiya Dorogi (2001), Russkiy Kovcheg (2002), Otets i Syn (2003), Solntse (2005), Elegiya Zhizni. Rostropovich. Vishnevskaya. (2006), Aleksandra (2007) e Faust (2011).
De entre a sua filmografia destacam-se a tetralogia sobre os efeitos do poder que se iniciou em 1999 com Molokh - sobre Hitler - Telets (2001) - sobre Lenine - Solntse (2005) - sobre o Imperador Japonês Hirohito - e finalmente Faust (2001) pelo qual recebeu o Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Veneza bem como a trilogia - ainda incompleta - Mat i Syn (1995) e Otets i Syn (2003).
Actualmente Sokurov tem dirigido uma série de documentários Intonatsiya. Valery Zorkin (2009) Sergei Slonimsky (2010), Arsen Kanokov (2010), Boris Averin (2010) Yuti Schmidt (2010) e Vladimir Yakunin (2010) sobre personagens do universo militar soviético bem como se tem destacado como professor universitário no Cáucaso dando voz a jovens realizadores da região e criou o Grupo Sokurov de Protecção ao Património e Imagem Histórica e Cultural das Cidades Russas.
Em 2015 apresenta no Festival de Veneza Francofonia, uma das suas obras mais emblemáticas, sobre o Museu do Louvre durante a ocupação nazi de França.
Segundo a declaração da Academia Europeia de Cinema, Aleksandr Sokurov "continua a ser uma importante e inspiradora voz no cinema russo e europeu, não apenas artisticamente mas também pelo seu sentido compromisso pela liberdade de expressão e expressão de valores artísticos e humanistas".
De entre as participações em festivais de cinema e prémios aí alcançados, Sokurov marcou presença no Festival Internacional de Cinema de Berlim com Skorbnoye Beschuvstvyie (1987) e Solntse (2005) pelos quais foi nomeado ao Urso de Ouro, no Festival Internacional de Cinema de Cannes com Molokh (1999), Telets (2001), Russkiy Kovcheg (2002), Otets i Syn (2003) - pelo qual venceu o Prémio FIPRESCI - e Aleksandra (2007), no Festival Internacional de Cinema de Locarno onde venceu o Leopardo de Bronze com Odinokiy Golos Cheloveka (1987) e o Leopardo de Carreira em 2006 e no já referido Festival Internacional de Cinema de Veneza com Faust (2011) onde venceu o Leão de Ouro e o Prémio SIGNIS tendo ainda sido nomeado ao troféu máximo com o já mencionado Francofonia. A obra de Sokurov é ainda presença regular nos European Film Awards aos quais fora nomeado em 1988 ao EFA - Jovem Realizador com Dni Zatmeniya, em 1999 ao EFA - Melhor Filme com Molokh, em 2001 ao EFA - Melhor Documentário com Elegiya Dorogi e em 2001 ao EFA - Melhor Realizador com Russkiy Kovcheg.
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Aleksandr Sokurov estará presente na trigésima edição dos European Film Awards que irá decorrer em Berlim no próximo dia 9 de Dezembro.
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Glenne Headly

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1955 - 2017
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Home(less) (2016)

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Home(less) de David Walls é uma curta-metragem norte-americana de ficção que nos relata um dia na vida de Ben (Josh Starkey), um jovem adolescente expulso da sua última casa de acolhimento por Sheila (Lynne Bell), a mulher que afirma suspeitar do seu comportamento.
Ben sente-se marginalizado numa sociedade que não o compreende. Ao mesmo tempo procura a sua irmã que afirma ser a única que o poderá compreender. Como será o dia de amanhã de Ben?
Também autor do argumento, David Walls cria aqui uma história que, à semelhança de tantas outras, poderia ser o relato dos "últimos dias" de alguém que percebe não ter mais nenhum porto de abrigo disponível para onde se recolher em momentos de crise. Sem laços familiares que o unam a alguém, "Ben" é um jovem que - percebe o espectador - está sózinho no mundo. Sem família que se lhe conheça à excepção de uma irmã de quem ninguém sabe, "Ben" vive entre casas de acolhimento das quais, por um ou por outro motivo, é forçado a sair.
Sem perspectivas de futuro ou relações de amizade que sejam perceptíveis ao espectador, "Ben" apenas mantém uma ligação sentimental com outro rapaz - sendo a sua homossexualidade o motivo pelo qual (suspeitamos) seja expulso das casas que o recebem - bem como com "Karen" (Noel Roberts), a assistente social que tem sido companheira, confidente e, no fundo, a mãe que não tem. Mas, se por um lado estas relações parecem mantê-lo à tona impedindo-o de se "afogar", não é menos verdade que a ausência de uma estabilidade familiar o deixam perdido e a vaguear por caminhos que são ainda desconhecidos para o espectador e que apenas se revelam nos breves instantes finais de Home(less).
Da homossexualidade - pouco explorada a nível narrativo - à família disfuncional - da qual, na prática, o espectador também pouco conhece - Home(less) acaba por se centrar na condição de um jovem que não tendo laços familiares, amigos, relação sentimental estável ou casa, acaba por ser um dos muitos anónimos que eventualmente se perdem pelas ruas mais ou menos movimentadas de uma grande cidade ou todos são vistos e ignorados em doses iguais. Sendo este "Ben" o retrato mais ou menos fiel de tantos jovens perdidos e afastados de uma família que é (in)voluntariamente inexistente, então esta curta-metragem acaba por se tornar num certo alerta sobre um mundo no qual... nem tudo é tão perfeito como a publicidade da "família perfeita" norte-americana aparenta ser.
Se esta linha narrativa funciona na medida em que possibilita ao espectador uma aparente imagem sobre a realidade de um jovem dito "disfuncional" - pela sua inexistente rede primária de apoio - é, no entanto, a fraca dinamização das suas personagens e dos seus "motores" ou passado que leva a que esta curta-metragem a ficar muito distante do potencial que poderia ter alcançado. E, não só são estas personagens pouco dinamizadas como as interpretações do elenco secundário limitadas a algumas frases feitas que debitam sem expressão ou sentimento para com as emoções que, no fundo, se esperam da dinâmica então criada. Excepção tida para para Starkey que consegue nos seus breves minutos revelar que o seu "Ben" tem muito mais para entregar do que aquilo que de básico e elementar aqui apresenta.
Pouco dinamizada e fiel a uma linha condutora que é, em boa medida, redutora em relação à história que poderia contar, Home(less) é, essencialmente, uma história sobre os inúmeros jovens rejeitados ou perdidos que tantas vezes em grandes cidades vagueiam num anonimato (auto)incutido perdidos de uma vida que poderia ter sido simplesmente feliz.
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4 / 10
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Academia Portuguesa de Cinema - Prémios Nico 2017: os vencedores

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Tal como anunciado na última cerimónia dos Sophia em Março, a Academia Portuguesa de Cinema criou o Prémio Nico atribuído em homenagem ao actor Nicolau Breyner que, citando Paulo Trancoso - Presidente da Academia - "Nicolau Breyner não era apenas um grande actor, era alguém que encorajava e transmitia aos jovens a importância da capacidade de sonhar (...) os Nico destinam-se (...) a reconhecer talentos incontornáveis como foi o dele".
Os Nico serão atribuídos pela primeira vez a jovens talentos do cinema nacional numa cerimónia a realizar no próximo dia 6 de Julho no âmbito do sexto aniversário da Academia na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa a:
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Nuno Rocha, realizador das curtas-metragens 3x3 (2009), Momentos (2010) e Vicky and Sam (2010), tendo realizado A Mãe é que Sabe, a sua primeira longa-metragem no último ano, destacando-se esta pelas múltiplas nomeações alcançadas na última edição dos Sophia.
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Miguel Cunha, actor com um percurso teatral onde se destacam as suas participações nas peças Sonho de Uma Noite de Verão (2010), Desta Carne Lassa do Mundo (2015), Marcha Invencível (2017) e ainda nas telenovelas O Beijo do Escorpião (2014) e A Única Mulher (2016). Miguel Cunha tem a sua primeira participação cinematográfica em Zeus, de Paulo Filipe Monteiro tendo ganho o troféu de Melhor Actor Secundário na última edição dos Caminhos do Cinema Português, em Coimbra - onde marquei presença enquanto membro do júri oficial.
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Igor Ramos designer e investigador da História do Cartaz do Cinema Português, criador do cartaz japonês do filme O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues considerado um dos melhores do mundo do último ano, faz ainda a comunicação online do Cinema Trindade, no Porto bem como inúmeros cartazes para curtas-metragens nacionais.
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He Said to Leave (2017)

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He Said to Leave de J. Clay Harmon é uma curta-metragem norte-americana na qual dois jovens falam sobre um deles ter assumido ao seu pai a sua homossexualidade.
Enquanto um se debate com os dilemas de uma vida agora incerta, o outro conforta-o dizendo-lhe que a sua casa e a sua amizade continuarão a ser uma certeza. No entanto, quando ele se prepara para a tomada de uma atitude drástica, o telefone toca e inesperadas revelações irão abalar todas as suas certezas.
Ainda que o realizador e argumentista pretenda ilustrar a sensível mensagem da aceitação do "outro" - neste caso na personagem de um pai aparentemente austero e pouco letrado que, na realidade, o espectador nunca chega a ver - He Said to Leave falha naquilo que é um elemento principal capaz de dinamizar não só a atenção ao espectador como principalmente a dinâmica de uma história que, desde cedo, cai no banal... ou seja, nas interpretações. Os dois jovens actores - amadores e ainda com muito amadurecimento pelo caminho (na eventualidade desta curta-metragem não ter sido um "acaso" - debitam um conjunto de diálogos que parecem nem sequer perceber (ou sentir), limitando-se a uma pouco inspirada sessão sobre as questões da aceitação, do amor (e sua falta) assim como daquilo que será a sua vida... daí em diante.
A esta inexperiência dos actores vem acrescida uma pouco sentida e profissional realização que muito se aproxima de um trabalho feito "em cima do joelho", pouco explorando não só o espaço como a dimensão psicológica dos dois intervenientes ou mesmo a relação de amizade que os une. É certo, o espectador percebe que o amigo está lá para todas as ocasiões - mesmo as más - mas, na prática, estando lá ou não... fará algum tipo de diferença?
Se este filme curto não estivesse já repleto de banalidades e momentos onde a falta de exploração sentimental reina, o seu final previsível e francamente mal executado boicota qualquer tipo de esperança que o espectador pudesse depositar neste filme que, no geral, se resume a uma boa intenção (espero!) do seu realizador em poder contar uma história mas que, na prática, está muito longe de poder ser um filme referência no género - ainda que já seja difícil sê-lo nesta temática muito particular - remetendo-se para a prateleira dos filmes falhados que não surpreendem para lá da sua óbvia fragilidade e amadorismo.
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1 / 10
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Oxygen (2015)

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Oxygen de Jacob E. Mullet é uma curta-metragem britânica que relata os instantes de Luke (Alex Cottom), um jovem homossexual vítima de bullying por parte de alguns dos seus colegas.
Entre os seus pensamentos e sentimentos de dor e angústia, Luke deixa-se levar pelo sonho daquilo que poderia ter sido a sua vida se ele fosse igual a todos os outros.
Assumidamente amadora, a curta-metragem de Jacob E. Mullet sofre dos males de tantas outras do género que apesar de terem uma importante e sempre actual mensagem a transmitir são, no entanto, vítimas da sua própria vontade que nunca chega a ser cumprida. Com uma montagem pouco eficiente e um conjunto de recados morais - ao espectador - transmitidos em voz off como uma reflexão estilo documentário, Oxygen falha ao prender-se sob todas as frentes à sua própria concepção. Não é segredo - ou pelo menos assim se exibe - que este filme curto é elaborado por um conjunto de amigos que decidiu que tinha de ser através da imagem de movimento o tal trabalho de final de curso. Com o positivo e o negativo que isto comporta, Oxygen acaba por ser vítima do já referido amadorismo bem como de uma parca capacidade - ou acompanhamento - não só nos detalhes técnicos profundamente mal executados como também da falta de experiência dos seus actores que se limitam a debitar alguns pensamentos panfletários que qualquer um de nós poderá ler em notas informativas.
Oxygen poderia ser uma curta-metragem diferente e, apesar da falta de experiência de quem a executa, deveria ter sido mais cuidada e melhor preparada para - dentro do género - servir de exemplo para uma população mais jovem obter informação ou até mesmo "manual" de sensibilização para adolescentes. No entanto, a incapacidade de transmitir uma mensagem cuidada, pausas e edições inoportunas e a falta de noção de que imagens sobrepostas não fazem de uma colagem um filme, transformam este filme curto num desastre em movimento que consegue mais depressa obter uma gargalhada do que propriamente a tal sensibilização que foi (penso) o objectivo primário deste filme curto.
Desadequado... por vezes enfadonho e honestamente mal editado, Oxygen é uma curta-metragem que dificilmente contribuirá para alguma noção informativa quer sobre a homossexualidade quer sobre o bullying de uma forma geral, valendo apenas - talvez - pelas supostas boas intenções com que todos nela trabalharam.
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Wonder Woman (2017)

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Mulher-Maravilha de Patty Jenkins é uma longa-metragem norte-americana que se insere na lista de obas e figuras da Marvel adaptadas ao cinema, desta vez, sobre as origens de Diana - a Mulher-Maravilha - e os seus destinos junto daqueles que jurou defender... a Humanidade.
Depois do piloto Steve Trevor (Chris Pine) se despenhar nas águas junto à sua ilha, Diana (Gal Gadot), uma guerreira amazónica, descobre que o mundo para lá das suas fronteiras se encontra em guerra. Com o intuito de destruir o poderoso deus Ares, Diana embarca numa viagem por uma Europa devastada pela Primeira Guerra Mundial onde irá desvendar todo o seu potencial enquanto salvadora dos destinos do planeta.
Adaptado da realidade Marvel por Allan Heinberg, Zack Snyder e Jason Fuchs, Wonder Woman é o mais recente título cinematográfico retirado às inúmeras aventuras do referido franchise que o espectador facilmente entende como o primeiro de muitos que irão cruzar vários super-heróis nos mais intensos blockbusters de Verão... E se as dúvidas persistissem, os primeiros instantes de "Diana" no seu trabalho no Louvre da actualidade tudo esclareciam ou não fosse ela receber uma encomenda da já famosa Wayne Enterprises.
Tido essencialmente como um filme de acção e aventura, este Wonder Woman tem o cuidado de se assumir como mais um veículo da acção britânica - e norte-americana - num dos conflitos mundiais que atravessaram a Europa assumindo-se como a tal super-potência dominante num século cheio de crises onde se intensificaram inúmeros confrontos armados mas, ao mesmo tempo, dá um certo toque ao século XXI em que nos encontramos assumindo algumas preocupações actuais. Começando pela principal - e de certa forma como uma incontornável continuação do século passado -, Wonder Woman tem o "cuidado" de alertar o espectador para que "atenção"... não foi só nos idos 1900 que o mundo esteve nesta corrida ao armamento. Pelo contrário, que o espectador mais desatento note... estamos hoje realidade tão ou mais preocupante do que na altura e se dúvidas existissem... bastava ligar a televisão num qualquer noticiário e percebemos onde nos encontramos. Mas, apesar deste soar do alarme anti-bélico, Wonder Woman é acima de tudo um inesperado e algo inexplorado alerta para as questões ambientais que tanto afectam o nosso planeta neste século XXI. Nesta longa-metragem de Patty Jenkins - que alguns acusam de feminista mas eu a tenho como mais pretenso-ecológica - até os vilões são dotados de uma consciência quando querem conquistar não pelo prazer do domínio mas sim com o propósito de livrar o planeta do seu verdadeiro cancro... o Homem. No tempo dos deuses do Olimpo que comandavam os destinos da Humanidade do alto de um monte místico e mítico, toda a Terra era pura e limpa da desertificação e da poluição que ganhou nesse século XX, dimensões para lá de suportáveis. Agora, cem anos depois, encontramos um planeta com os mesmos dramas ecológicos mas potenciados ao seu máximo para níveis incalculáveis. Livrando-se a Terra do Homem... poderá ela finalmente ter uma nova hipótese de sobreviver?!
Assim, e para lá da questão da pegada ecológica - de então mas com um piscar de olho ao nosso presente -, Wonder Woman consegue (tal como anteriormente referi), consciencializar o vilão, ou seja, normalmente associado à destruição pela destruição, pelo comando de um planeta em ruínas e por um poder déspota e livre de responsabilização, aqui o vilão surge como um rosto "armado" (literalmente) de um planeta que lentamente definha e que, desprovido de defensores, nele encontra um justiceiro capaz de tudo para vingar a acção do Homem.
Pelo meio destas pretensas mensagens o que encontramos mais em Wonder Woman? Um bem construído filme de acção e entretenimento cujo propósito é essencialmente deslumbrar pelos seus efeitos especiais e sequências de acção construindo, ao mesmo tempo, uma ponte de ligação a todos os demais contos de super-heróis que povoam o grande ecrã neste época do ano, apresentando mais uma das inúmeras personagens Marvel - esperam-se as novas entregas e o cruzamentos entre todas as histórias de super-heróis e vilões - e. no fundo, entreter o espectador que segue fielmente os mais variados comics em que todos eles se encontram.
Longe de ser a obra referência do momento ou até mesmo deste género, Wonder Woman consegue, por sua vez, levar ao grande ecrã uma super-heroína distanciando o género que coloca o protagonista masculino em primeiro plano remetendo-o aqui para um desempenho quase secundário e de suporte à acção motivada pelo coração da protagonista. Aqui reside - talvez - a única característica dita feminista desta longa-metragem e de uma indústria que já deveria ter compreendido há muito que também uma mulher, uma actriz e até uma personagem feminina central consegue levar espectadores às salas e ganhar dinheiro com esse pseudo-"fenómeno".
Com um conjunto de simpáticos secundários onde se destacam Robin Wright, Connie Nielsen, Danny Huston ou Elena Anaya, este Wonder Woman é essencialmente um objecto de puro entretenimento, divertido e frenético quanto-baste não lhe faltando portanto as batalhas, as lutas pelo poder, as revelações e até mesmo as confirmações (até do próprio amor). Wonder Woman é portanto, o filme de super-heróis (heroína) do ano mas, tal como todos os demais do referido género, está longe de contribuir para se afirmar como uma peça fundamental do mesmo, apenas conseguindo confirmar que abriu a porta ao género agora também liderado (e bem por Gal Gadot) por uma mulher capaz de ser tão "bad ass" como qualquer herói protagonizado por um homem.
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7 / 10
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

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domingo, 4 de junho de 2017

Roger Smith

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1932 - 2017
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DarkWolf (2003)

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Lobo Negro de Richard Friedman é uma longa-metragem norte-americana que tenta abordar, uma vez mais, a temática dos licantropos no cinema dando-lhe algum toque de irreverência e uma modernidade normalmente não sentida neste género específico. Tudo muito bonito até aqui... não fosse o resultado final. Mas, vamos por partes...
Depois da morte do parceiro, o detective Turley (Ryan Alosio) é incumbido de proteger a jovem e inocente Josie (Samaire Armstrong), uma empregada de mesa que testemunha um inesperado homicídio nas traseiras do restaurante em que trabalha. Alertado de que tem de proteger Josie, Turley embarca numa luta contra o tempo para proteger a jovem e salvar a humanidade de um improvável perigo que espreita no escuro da noite.
Conhecendo como todos conhecemos o género em questão, DarkWolf esperava-se como um simpático filme com a capacidade de provocar alguma tensão no espectador enquanto que, ao mesmo tempo, tentava revitalizar o género que há tanto tempo carece de um exemplar digno de se inserir neste registo. No entanto, aquilo que o espectador obtém com DarkWolf é um "projecto" de telefilme que não só ridiculariza o género como provoca embaraço naqueles que têm o seu nome associado aos créditos finais. E vamos aos porquês...
Logo nos instantes iniciais em que "Turley" perde o parceiro que, tal como ele, conhece a verdadeira realidade das ruas de Los Angeles habitadas por criaturas que a Humanidade desconhece, o "nosso" lobo mais não é do que um rabisco computorizado perfeitamente amador e extremamente medíocre que não convence ninguém. Aliás, os poucos segmentos que permitem ao espectador vislumbrar o lobisomem de serviço mais não são do que grandes planos da sua cabeça que permitem perceber (literalmente) que mais não é do que uma máscara de Carnaval muito mal elaborada. Na realidade, não existe um único momento em DarkWolf que permita ao espectador conhecer o predador na sua totalidade mantendo-se apenas os efeitos especiais e, aquando da sua transformação, um claro efeito CGI que podia ser feito por uma criança de 3 anos de idade com elevados conhecimentos de informática... sim... é assim tão mau!
O segundo momento comprometedor de DarkWolf deve-se claro, aos diálogos fragilizados, às piadas de circunstância e aos factos óbvios demais para que sejam considerados como novidades num filme cujo argumento se perde desde o primeiro minuto. Nada é cuidado... nem mesmo os actores que aqui se perdem em momentos de alucinação sobre a competência do seu trabalho e que se limitam a ser o resultado de um cheque de pagamento que - naquele dia - fazia falta para pagar o aluguer do quarto. Se a isto juntarmos a óbvia necessidade do realizador em transformar uma caça ao lobo em momentos de homossexualidade feminina perfeitamente descontextualizada com muitos seios à mistura como se o espectador nunca tivesse visto nenhum e sim, enquadrados na história, então DarkWolf parece-nos - neste instante -uma "obra" completamente dispensável que em nada contribuir para lá do facto de alguns terem gasto dinheiro em ver isto... fosse onde fosse.
Finalmente se pensarmos no segmento final onde o lobisomem parece finalmente conseguir copular com a vítima de serviço - pobre, muito pobre desempenho de Armstrong - então o espectador pensa que isto não poderia estar pior... até se lembrar de momentos antes ter assistido a uma pseudo reportagem jornalística onde o repórter dá conta dos estranhos acontecimentos que decorrem na cidade sem que... seja filmado... sendo substituído pelo "criminoso" cujos olhos ficam vermelhos em televisão.
DarkWolf poderia funcionar num qualquer universo alucinogeneo paralelo onde o espectador mais desprevenido poderia achar que este filme era muito bem dirigido e com um conteúdo que - todos os demais - desconheciam. Poderia funcionar se lhe fosse entregue alguma credibilidade e, apesar dos recursos (não tão) parcos como se poderia pensar, se os "profissionais" envolvidos olhassem para o que fazem para lá do tal cheque. Mas, no entanto, numa apreciação global sobre este (tele)"filme", aquilo que aqui retemos é todo um conjunto de momentos mal feitos, mal filmados, mal interpretados e mal elaborados. Nada, sob que perspectiva se olhe para DarkWolf, consegue atingir um mínimo de qualidade que chegue ao seu destinatário mantendo-se única e exclusivamente como "aquela obra" que um realizador eventualmente promissor - no futuro ou talvez não - fez no início de uma carreira e que um dia pretende esquecer que faz parte do seu curriculum.
DarkWolf é assim uma nulidade... um filme repleto de banalidades que nem sequer conseguem fazer rir - ok... esquecendo o momento em que captam as ptas do lobisomem que parece estar calçado com saltos altos - e que fazem o espectador questionar-se sobre a necessidade deste "embrião" abortado existir enquanto filme... Poderia chamar-lhe ridículo... poderia até chamar-lhe absurdo mas, na prática, é tão, mas tão mau... que nem esses adjectivos consegue ambicionar ser.
Se temos filmes na nossa vida que pretendemos forçadamente esquecer... DarkWolf é um deles. No entanto, depois de uma experiência tão traumática como esta... duvido que tal aconteça, mantendo o espectador naquele limbo onde vivem peças perfeitamente dispensáveis que permanecem na sua mente durante muito e muito tempo.
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1 / 10
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sábado, 3 de junho de 2017

David Delfin

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1970 - 2017
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Peter Sallis

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1921 - 2017
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

La Lunática (2016)

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La Lunática de Eduardo del Olmo é uma curta-metragem espanhola na qual o espectador fica a conhecer Luna (Lara Grube), uma mulher sistematicamente abandonada por todos aqueles que ama e que um dia... enlouquece.
Em seis breves minutos o argumento também da autoria de Eduardo del Olmo que representa ainda um dos ex-noivos de "Luna", reflecte sobre o abandono, a perda e a rejeição sentidos e vividos por esta mulher que num determinado momento tudo tentou para ser feliz mas que se viu a braços com a sua eterna solidão. Solidão essa que lhe chega não só fruto das relações que não resultaram como aquela que, como sua consequência, se abateu sobre ela deixando-a a viver um mundo muito próprio onde mais ninguém consegue penetrar... a loucura.
Numa simpática comédia, o espectador observa não só a necessidade de amar - e ser amado - como principalmente os nefastos efeitos de uma constante rejeição que deixam a nossa protagonista apenas conformada com a ilusão de que a felicidade (sua) reside na potencialidade de uma relação que parece jamais ir existir.
Ao estilo de confessionário que aproxima protagonista e espectador, La Lunática é, no final, um filme curto que nos deixa mais apreensivos sobre os vários caminhos de um amor (im)possível e a aceitação - ou rendição - aos tortuosos caminhos de uma mente que por ele ficou gravemente afectada.
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6 / 10
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Yo Soy Metástasis (2016)

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Yo Soy Metástasis de Sergio M. Sánchez é uma curta-metragem espanhola onde a ficção ilustra um momento na vida social actual que não está tão distante da realidade.
Um homem e uma mulher. Ele faz zapping na televisão enquanto ela se perde pelos caminhos das redes sociais. A evolução, ou aquilo que a define no presente, é uma mutação das relações sociais para dar corpo a um ser social maior... o ciberespaço. Estará a humanidade preparada para enfrentar as suas consequências.
Yo Soy Metástasis é assim a reflexão sobre a criação deste "super ser" online que todos engloba e onde todos se "conhecem". Um espaço no qual tudo se sabe, tudo se discute e tudo se comenta renegando para uma quase inexistências as verdadeiras e reais relações humanas, no qual a liberdade ultrapassa os limites de qualquer regulamentação e onde tudo se desenvolve selvaticamente.
Dito de outra forma, o que é afinal o sentido desta curta-metragem? Uma crítica social aos comportamentos de uma comunidade auto-privada de relações de interacção e convivência? À forma como todos os indivíduos se privam de sair, conviver e conhecer o mundo tal como ele é, na esperança de poder vê-lo através de um computador que regista imagens que já ninguém pára para apreciar? No fundo, Yo Soy Metástasis é um pouco de tudo isto sem, no entanto, esquecer a sua própria caracterização ao Homem... um bicho cada vez mais indiferente, apático e anti-social que aos poucos se transforma num ser selvagem, mesquinho e sem qualquer sentido de empatia ou solidariedade. Quando tudo não passa de uma imagem num ecrã e não uma experiência sentida e vivida... existirá espaço para saber como é, de facto, o mundo em que vivemos?
No entanto, e se a linha narrativa que conduz esta história é apelativa ao ponto do espectador perceber que está ali perante uma crítica que é, de certa forma, feita contra si, Yo Soy Metástasis fragiliza quando se a analisa pela sua componente de execução técnica - relativamente amadora ou pouco trabalhada - ou mesmo pela disponibilidade dos seus actores que poderiam aparentar estar tão selvagens quanto as suas personagens pedem mas que, na realidade, parecem desligados desta mensagem tentada que a curta-metragem e o seu realizador se propuseram transmitir. No final, se esta é interessante pela forma como expõe o Homem... é também o mesmo que se desliga da tal mensagem que quis filmar remetendo todo o resultado final para um filme curto que, de forma geral, não será lembrado.
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2 / 10
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Aliens (2016)

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Aliens de Jiajie Yu é uma curta-metragem espanhola de ficção que se centra na viagem de uma jovem (Lina Gorbaneva) a uma nova cidade onde se instala sentindo-se, no entanto, como uma estranha no meio de toda uma nova população e habitat.
Tida como uma objecto de reflexão e análise sobre um novo elemento num meio adaptado aos seus próprios costumes, Aliens é portanto, a sentida análise de alguém que tenta de forma isolada conhecer todo o seu novo local de permanência. Como um "alien" (estranho/estrangeiro) que se diferencia de todos os demais, esta jovem tenta de forma anónima inserir-se num ambiente atípico, distante dos seus costumes e onde todos os comportamentos e movimentações são, na sua perspectiva, diferentes, por vezes raros e assumidamente tão estranhos aos seus olhos como a sua presença para os demais que (in)voluntariamente a ignoram.
Ela é portanto uma permanente estranha que tenta ser "uma entre os demais" nunca o conseguindo na realidade. Não por uma ostracização mas por uma falta de identificação com o espaço. Não porque seja propositadamente desprezada mas porque tudo o que a rodeia mais não é do que uma incógnita que sente nunca ir descodificar. Assim, num mundo onde todos tentam encontrar o seu lugar ou elementos que o definam como parte de um todo, o que sobrará a esta jovem perdida no meio de todo um aglomerado?
Com uma interessante reflexão sobre a identidade e o espaço - ou estes como dois potenciais antagonistas - Aliens é uma curta-metragem que leva o espectador a ser um observador semi-participante na sua narrativa, que se divide entre elemento de facto e ouvinte de uma confissão que parece não tentar (ou querer) encontrar soluções e respostas, deixando sem conclusões o tal sentimento de inadaptação que se faz sentir desde o primeiro instante. E ainda que os objectivos da realizadora e do argumento da autoria de Nerea Arrojería sejam os de tentar enquadrar o espectador num espaço onde ele próprio se sente como um estrangeiro incapaz de navegar mais além, a realidade é que desde cedo este sente-se perdido nos reais propósitos desta história, ou seja, a criação de laços empáticos com aqueles que se tornam invisíveis não por uma vontade própria mas sim pelo total desinteresse de todos os demais que o(s) rodeia(m).
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5 / 10
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