domingo, 16 de agosto de 2009

Contrato (2009)

Nicolau Breyner estreia-se na realização de um filme de cinema com este Contrato que é no mínimo uma pura tragédia. E quando digo tragédia não é por ser um drama trágico que nos dará que pensar pela sua comovente história. É trágico sim pelo francamente mau que é.
Um assassino profissional que se apaixona pela tipa errada (que logo desde o início sabemos ser ela) e que lá vai cumprindo serviço (o contrato) para não manchar a sua ética profissional e no fim descobre que a tipa que ama é afinal uma das más da fita. Pelo meio muitos tiros mas pouca acção. Muita tentativa de história mas muito mal elaborada e desenvolvida. Actores portugueses com a insistente mania de fazer um filme português falado em inglês (nada contra mas os resultados seriam francamente melhores se falado em português), algum sexo à mistura com o intuito de apimentar (mas não o faz) e uma ou duas personagens que bem trabalhadas dariam rendimento mas que aqui se perdem e são elas José Wallenstein no papel de um travesti amigo e conselheiro do mau da fita (o Breyner) e Sofia Aparício no papel da ex de Breyner.
A banda sonora ao estilo de film noir não consegue ser suficientemente boa e em vez do seu objectivo apenas funciona para parodiar e ridicularizar um pouco mais algo que, já por si, de pouco vale.
No final de tudo isto acabei a desejar que a Sofia Aparício conseguisse levar a bom porto aquilo que queria fazer mas infelizmente foi lenta demais.
Mais atrás referi-me sobre este filme poder dar que pensar... De facto até dá... Dá que pensar como é que isto recebe apoios e patrocínios da TVI, MC e ICA quando estou certo que há projectos bem mais merecedores do dinheiro de entidades privadas e Estatais. Se é isto o futuro do cinema português então será francamente melhor pararem. Nada contra filmes rascas, mas ao menos que sejam feitos com baixos orçamentos. Ao menos depois do resultado final ser visto, sempre têm uma desculpa por terem ficado MAL.
Os dois pontos finais que o filme me merece são divididos. Um delos pela pequena mas bem conseguida prestação de José Wallenstein e o outro pela personagem de "loira" burra que afinal não o é de Sofia Aparício.


2 / 10

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