
Burning Sky (EUA) é uma curta-metragem realizada com o recurso à Inteligência Artificial que centra a sua acção numa dinâmica pré-apocalipse onde se analisam os efeitos do porvir e pós-apocalipse no âmbito da acção da população após observarem as transformações com que terão de lidar. Num mundo em transformação, será o legado deixado por um pai a uma filha o motor para a salvação da Humanidade?
Este argumento centra-se sobretudo nas dinâmicas humanas; primeiro em tempos em que uma sociedade vive as rotinas do dia-a-dia sem pensar ou questionar os seus porquês mas sim na falta de estímulo para executar aquilo que se tornou banal. É a aproximação da mudança, aqui na forma de um caos apocalíptico, que tudo se revela. O descontrolo das comunidades, a falência da sociedade e a ruptura das instituições que se revelam incapazes de moderar e guiar uma população sem rumo. Quando tudo desmorona questionam-se os sobreviventes sobre "o que resta" mas, num mundo sem ordem ou controlo o que poderá ser feito para que essa sobrevivência se efective?
A dinâmica destes filmes sobre o fim dos tempos raramente ultrapassa elementos óbvios sendo sempre explorada a destruição (quanto mais melhor), a morte (relação causa-efeito) e o que sucederá àqueles que, afortunados, conseguiram resistir ao último embate de um planeta que pelos vistos é ameaçado "dentro e fora de portas". Considerando que aqui a ameaça "vem de fora", o que é analisado nesta história é a problemática de se se consegue ou não enganar esse invasor cujos planos não se enquadram necessariamente numa onda de ocupação mas sim de total aniquilação do que existe. Da já referida ordem e sociedade, dos valores que se perdem face a uma crise, da vida tal como a conhecemos e, no final, do próprio planeta que parece ser sucessivamente considerado uma nódoa no universo. Neste âmbito poderá a Humanidade ser mais inteligente do que uma civilização (tão inteligente) que conseguiu alcançar a Terra sem que ninguém por ela desse? Poderá a tal "manha" do Homem ultrapassar vastos conhecimentos tecnológicos que permitem a uma qualquer entidade viajar pelo espaço, anos-luz e galáxias distantes? Do engenho à realidade... apenas fica lugar para a imaginação de cada um de nós.
Estranho mundo este em que observamos um cada vez maior número de histórias, principalmente neste cinema em formato curto, que se deixam levar pelas novas tecnologias entregando histórias em que um dos principais factores se perde ou dilui no espaço: o factor humano. Mais curioso ainda quando, neste caso concreto, falamos de uma história em que é a própria sobrevivência do Homem que está em causa e onde expressões, rostos e emoções se diluem a um conjunto de momentos que foram captados numa qualquer biblioteca de imagens e que servem agora como "expressões reais" face ao terror. Mas, não será o terror perdermos nós espectadores esta vertente humana que nos faz ligar ao "outro" compreendendo-o como um "eu"? Se por um lado nos questionamos - eventualmente - sobre a possibilidade da perda, da sobrevivência ou do extermínio numa história que fala (ainda que brevemente) sobre o "legado" de um pai à sua filha, por outro lado encontramos uma história que vive de expressões pré-formatadas que de real pouco têm para lá da compreensão que existem de facto mas aqui não se encontram filmadas.
Interessante sobre esse ponto de vista do "novo cinema", comum sobre uma perspectiva de filme temático que já em muito foi filmado mas, ao mesmo tempo, assustador na possibilidade de um cinema sem rostos reais, sem imagens captadas livremente resumindo-se a um momento pré-fabricado de locais, paisagens e pessoas que compreendermos estarem numa biblioteca online que serviu... para mais um filme.
Este argumento centra-se sobretudo nas dinâmicas humanas; primeiro em tempos em que uma sociedade vive as rotinas do dia-a-dia sem pensar ou questionar os seus porquês mas sim na falta de estímulo para executar aquilo que se tornou banal. É a aproximação da mudança, aqui na forma de um caos apocalíptico, que tudo se revela. O descontrolo das comunidades, a falência da sociedade e a ruptura das instituições que se revelam incapazes de moderar e guiar uma população sem rumo. Quando tudo desmorona questionam-se os sobreviventes sobre "o que resta" mas, num mundo sem ordem ou controlo o que poderá ser feito para que essa sobrevivência se efective?
A dinâmica destes filmes sobre o fim dos tempos raramente ultrapassa elementos óbvios sendo sempre explorada a destruição (quanto mais melhor), a morte (relação causa-efeito) e o que sucederá àqueles que, afortunados, conseguiram resistir ao último embate de um planeta que pelos vistos é ameaçado "dentro e fora de portas". Considerando que aqui a ameaça "vem de fora", o que é analisado nesta história é a problemática de se se consegue ou não enganar esse invasor cujos planos não se enquadram necessariamente numa onda de ocupação mas sim de total aniquilação do que existe. Da já referida ordem e sociedade, dos valores que se perdem face a uma crise, da vida tal como a conhecemos e, no final, do próprio planeta que parece ser sucessivamente considerado uma nódoa no universo. Neste âmbito poderá a Humanidade ser mais inteligente do que uma civilização (tão inteligente) que conseguiu alcançar a Terra sem que ninguém por ela desse? Poderá a tal "manha" do Homem ultrapassar vastos conhecimentos tecnológicos que permitem a uma qualquer entidade viajar pelo espaço, anos-luz e galáxias distantes? Do engenho à realidade... apenas fica lugar para a imaginação de cada um de nós.
Estranho mundo este em que observamos um cada vez maior número de histórias, principalmente neste cinema em formato curto, que se deixam levar pelas novas tecnologias entregando histórias em que um dos principais factores se perde ou dilui no espaço: o factor humano. Mais curioso ainda quando, neste caso concreto, falamos de uma história em que é a própria sobrevivência do Homem que está em causa e onde expressões, rostos e emoções se diluem a um conjunto de momentos que foram captados numa qualquer biblioteca de imagens e que servem agora como "expressões reais" face ao terror. Mas, não será o terror perdermos nós espectadores esta vertente humana que nos faz ligar ao "outro" compreendendo-o como um "eu"? Se por um lado nos questionamos - eventualmente - sobre a possibilidade da perda, da sobrevivência ou do extermínio numa história que fala (ainda que brevemente) sobre o "legado" de um pai à sua filha, por outro lado encontramos uma história que vive de expressões pré-formatadas que de real pouco têm para lá da compreensão que existem de facto mas aqui não se encontram filmadas.
Interessante sobre esse ponto de vista do "novo cinema", comum sobre uma perspectiva de filme temático que já em muito foi filmado mas, ao mesmo tempo, assustador na possibilidade de um cinema sem rostos reais, sem imagens captadas livremente resumindo-se a um momento pré-fabricado de locais, paisagens e pessoas que compreendermos estarem numa biblioteca online que serviu... para mais um filme.
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