segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hotel Paradijs (2007)

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Hotel Paradijs de Jan Krüger é uma curta-metragem germano-holandesa que nos conta a história de Paul (Martin Kiefer), um jovem funcionário de um cinema que todos os dias se desloca a casa de Christiaan (Barry Atsma), com quem mantém uma relação sexual puramente baseada na luxúria e no prazer mútuo que ambos dela tiram.
Quando Paul conhece Claire (Terence Schreurs) desenvolve por ela uma relação de cumplicidade e com quem se sente capaz de partilhar afectos e sentimentos, algo que até ao momento lhe era impossível com Christiaan, levando-o a ponderar uma vida a dois com ela.
Esta curta-metragem que pouco explora a componente em que poderia ser potencialmente mais forte, se considerarmos a dinâmica da dualidade das relações e dos potenciais afectos partilhados, falha na pouca exploração e desenvolvimento que lhes atribui, limitando-se a mostrar ocasionais encontros sexuais/sentimentais que na prática não passam de comportamentos quase instintivos e básicos que não reflectem qualquer tipo de consequência ou continuidade.
Por outro lado, algo que também tem uma breve referência unicamente perceptível pela sua também óbvia dualidade, são os momentos em que "Paul" se encontra só e nos quais a fotografia é reflectida a preto & branco, e os momentos em que as suas necessidades afectivas/sexuais básicas são satisfeitas a que é atribuída uma cor não forte ou intensa mas suficiente para se perceber que naquele momento ele sente "algo".
Curioso também o momento em que tanto "Claire" como "Christiaan" perguntam a "Paul" se não tem "momentos em que se farta da sua imagem"... aquela que transmite em oposição àquela que realmente o representa, numa demonstração da sua própria personalidade dual que não se complementa ou o satisfaz.
Dito isto, e se considerarmos o potencial que estes breves argumentos têm para construir este filme (mesmo que em curta-metragem) forte e com conteúdo para reflectir nas vidas destas personagens, deparamos no final com um resultado fraco e pouco constante que não cumpre aquilo que poderia ter sido.
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3 / 10
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