terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Troféu Bárbara Virgínia 2016 entregue a...

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A Academia Portuguesa de Cinema divulgou há momentos o nome da homenageada deste ano com o Troféu Bárbara Virgínia. O júri composto pelos realizadores António-Pedro Vasconcelos e Leonel Vieira, pelos actores Luís Lucas e Paulo Pires e pelo produtor e presidente da Academia Paulo Trancoso decidiu atribuir o troféu à actriz Laura Soveral.
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Nascida em 1933 em Benguela, na Angola colonial Portuguesa, Laura Soveral iniciou a sua carreira cinematográfica com Estrada da Vida (1968), de Henrique Campos ao qual se seguiram Uma Abelha na Chuva (1972), de Fernando Lopes - com quem voltaria a trabalhar em Matar Saudades (1988) e O Delfim (2002) - seguido de O Último Soldado (1979), de Jorge Alves da Silva, A Maior Distância (1980), de Herlander Peyroteo, Francisca (1981), de Manoel de Oliveira - com quem também voltaria a trabalhar em A Divina Comédia (1991), Vale Abraão (1993) - Oxalá (1981), de António-Pedro Vasconcelos, Le Soleil de Beton (1987), de Alfredo Tropa, Relação Fiel e Verdadeira (1987) e O Anjo da Guarda (1998), ambos de Margarida Gil.
Em 1989, Laura Soveral viria a participar em A Sétima Letra (1989), de José Dias de Souza e Simão dos Reis seguindo-se Le Sang et le Lait (1991), de Giovanni Pascalicchio, Hors Saison (1992), de Daniel Schmid, L'Accompagnatrice (1992), de Claude Miller iniciando em 1993 uma longa colaboração com João Botelho participando nas longas-metragens Aqui na Terra (1993), Tráfico (1998), A Mulher que Acreditava ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003), O Fatalista (2005), A Corte do Norte (2008), Filme do Desassossego (2010) e finalmente em Os Maias - Cenas da Vida Romântica (2014).
Em 1994 participa em Três Irmãos, de Teresa Villaverde seguindo-lhe Ao Sul (1995), de Fernando Matos Silva, Cinco Dias, Cinco Noites (1996), de José Fonseca e Costa, O Judeu (1996), de Jom Tob Azulay, Adeus, Pai (1996), de Luís Filipe Rocha, Quaresma (2003), de José Álvaro Morais, Portugal S.A. (2004), de Ruy Guerra, Alice (2005), de Marco Martins, The Lovebirds (2007), de Bruno de Almeida, Terra Sonâmbula (2007), de Teresa Prata, Nuit de Chien (2008), de Werner Schroeter, O Cônsul de Bordéus (2011), de João Correa e Francisco Manso, Tabu (2012), de Miguel Gomes, Cadences Obstinées (2013), de Fanny Ardant, e finalmente Benoît Brisefer: Les Taxis Rouges (2014), de Manuel Pradal.
Laura Soveral viria ainda a participar em duas curtas-metragens sendo elas Alta Velocidade (1967), de António de Macedo e Amor Cego (2010), de Paulo Filipe Monteiro sendo distinguida em 2013 com o Sophia Carreira da Academia Portuguesa de Cinema celebrando um percurso cinematográfico de quase cinquenta anos.
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O Prémio Bárbara Virgínia, foi instituído no ano passado pela Academia Portuguesa de Cinema para homenagear uma figura feminina que se tenha distinguido no cinema português, tendo sido atribuído nesse ano à actriz Leonor Silveira.
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