sábado, 4 de julho de 2015

Stonados (2013)

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Stonados de Jason Bourque é um telefilme norte-americano que se insere numa já longa lista de obras sobre a mais variada "praga" de tornados que curiosamente não se limitam a tudo levar mas sim, apresentam a sua "inovação" ao denotar um qualquer tipo de inteligência e premeditação.
Ao atingir o sul de Boston, um tornado desperta a atenção de Joe Randall (Paul Johansson) um habitual "caça-tornados", intriga-se com as singularidades atmosféricas deste acontecimento e como um enorme conjunto de tornados afectam o mesmo espaço geográfico.
Na companhia de um Lee (Sebastian Spence) um velho amigo, e da irmã Maddy (Miranda Frigon) percebem que estão a testemunhar um estranho fenómeno atmosférico ao observarem que os tornados expelem pedras explosivas por onde passam... os conhecidos Stonados.
Num mundo em que já vemos de tudo a sair de um tornado - desde casas a viaturas - que provocam os mais inimagináveis danos - reais - pelas zonas por onde passam, o espanto chega quando estes fenómenos meteorológicos parecem justificar todos os devaneios que alguns argumentistas resolvem criar para assim justificar a existência de mais um filme, transformando os referidos em veículos de locomoção de tubarões, piranhas e agora pedras. Rafael Jordan consegue ir ainda mais longe - uma salva de palmas à sua imaginação - e transformar os referidos tornados não só em meios de transporte como ainda consegue dotá-los de inteligência por estrategicamente "disparar" pedras explosivas nas mais variadas direcções e, como tal, colocar em risco toda a vida humana e não só naquele que é de facto um rasto de destruição sem precedentes.
Não querendo colocar em causa os poderosos dotes da Mãe-Natureza - salve-se a dita -, não é menos verdade que assistir a uma qualquer materialização da sua "inteligência" ao conseguir centralizar toda a sua acção num mesmo local sitiando toda uma cidade é, no mínimo, um estado imaginativo que nem todos de nós podem dizer conseguir ter.
Stonados é assim um filme dotado de uma imaginação sem precedentes por parte dos seus criadores mas, ao mesmo tempo, uma peça francamente desinteressante pela sua pobre e mal executada edição que nunca consegue ser credível e muito rapidamente se torna em mais um daqueles filmes risíveis dos quais todos adoramos falar mal.
Os actores que apenas participaram neste tipo de filme por não terem conseguido trabalhar em nada mais interessante e por, tal como todos nós, terem as suas contas para pagar, apenas contrastam - todos pela negativa atenção - com os figurantes que se passeiam pelas ruas da cidade sem ter uma qualquer percepção para onde vão ou de onde o perigo espreita - por vezes até os encontramos a ir na direcção de onde esse perigo realmente está a surgir - conseguindo todos passear por um cenário pobremente construído e que de característico tem muito pouco. Ninguém - na prática - sabe para onde está a olhar... seguem em frente como se isso desse algum tipo de credibilidade ao filme em causa - existiria alguma depois do seu tão curioso título - e Pedranados (sim, já perceberam o absurdo que seria se este título fosse traduzido - divaga por um sem número de parolices que oscilam entre o bizarro e o verdadeiramente assustador.
Nada contra aqueles filmes e profissionais que fazem maus filmes. Como já disse e repito, todos nós precisamos de pagar contas no final do mês e por vezes na falta de melhores oportunidades agarramos aquilo que surge e que nos permite ter uma vida minimamente digna. No entanto, aquilo contra o qual eu tenho um sério problema - por assim dizer - é quando estes filmes são feitos com o propósito de se levaram demasiadamente a sério e pensar que daqui saiu um filme que precisa de uma antestreia em passadeira vermelha e se discursa sobre o verdadeiro poder dramático das personagens em causa... hmmm... não... decididamente não!
Olhemos para Stonados como aquilo que ele realmente é. Um filme da treta. Um daqueles filmes que todos nós vêem mas só alguns têm coragem de admitir que gastaram perto de noventa minutos da sua vida a credibilizar aquilo que é impossível de ser credível mas que, ao mesmo tempo, marca a sua presença no corredor da fama do mau cinema/televisão e dos filmes pipoca que qualquer um de nós gosta de ridicularizar. Nessa perspectiva temos um vencedor... mas apenas e só nessa perspectiva. Algo que a tente transcender é um claro avanço num qualquer estado de morte cerebral.
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