sábado, 25 de julho de 2009

Close Encounters of the Third Kind (1977)

Encontros Imediatos de Terceiro Grau de Steven Spielberg é mais um dos meus filmes preferidos. Spielberg habituou-nos a grandes filmes que marcaram épocas e gerações pois além de grandes sucessos de bilheteira tornaram-se também filmes que ficaram para sempre como referências não só do próprio realizador mas também do cinema. Este Encontros Imediatos de Terceiro Grau é um filme a meu ver pioneiro em vários aspectos.

Se fosse um filme feito hoje em dia não tenho a menor das dúvidas que iriam chover prémios sobre ele, não só dos técnicos que iriam premiar os efeitos especiais visuais e sonoros bem como a fotografia e até possivelmente algumas interpretações que são não só importantes para o desenvolvimento da acção do filme como também são francamente consistentes nos dotes representativos. Algumas delas são de facto o que torna o filme "humano". Desconhecia pouco da carreira do Richard Dreyfuss até ver este filme. Foi com ele que tomei mais conhecimento da sua já extensa carreira (à altura em que eu vi o filme já no início da década de 90), e fiquei muito bem impressionado com o seu retrato de um indivíduo perturbado depois do seu contacto com uma "entidade" extraterrestre, e como isso o afectou não só psicologicamente mas também a toda a sua família que em pouco tempo o abandona. Melinda Dillon que foi nomeada ao Oscar de Melhor Actriz Secundária por este papel, retrata uma mãe que perde o seu filho após uma visita dos "nossos amigos lá de cima" naquele que é, na minha opinião, um dos momentos mais tensos de todo o filme e que, à altura, nos faz pensar que afinal a visita que nos fazem não é assim tão amigável. É nela, e com ela, que Richard Dreyfuss vai encontrar arriscaria dizer, a sua alma gémea. Finalmente há que dar o devido destaque ao papel de Lacombe, interpretado pelo grande realizador François Truffaut.
Spielberg dirige um filme consistente, muito bem estruturado e com um argumento credível e bem adaptado ao cinema. Nele reside também uma excelente banda sonora composta pelo que seria até aos dias de hoje um dos parceiros mais "fiéis" do realizador, o compositor John Williams que aqui compôs uma banda sonora extremamente forte.. Pesada e tensa no início para à medida que nos aproximamos do final ser uma fabulosa melodia de aproximação entre dois mundos. Que se destaque o fabuloso momento do primeiro GRANDE contacto já na montanha da qual deixo aqui um pequeno excerto.


É sabido por todos os que apreciam a obra de Steven Spielberg que o imaginário da vida extraterrestre e do que nos poderá estar a observar do espaço sempre esteve presente. Este filme da década de 70 e na seguinte ET são dois exemplos flagrantes desse seu interesse. As duas haviam de tornar ainda mais firme a sua marca no cinema, e além disso ficariam no imaginário de todos como grandes filmes. Spielberg vence mais uma vez fazendo de um filme com uma temática sempre fascinante e com que uma história de mistério e suspense se torne num filme instimista, dramático e numa experiência de descoberta e com fantásticos efeitos especiais e sonoros. Uma história de aproximadamente três horas que nos deixa à espera de ainda mais. É impossível negar que depois da nave partir não temos todos curiosidade em saber para onde vai e o que se passará depois.




"Claude Lacombe: Mr. Neary, what do you want?

Roy Neary: I just want to know that it's really happening."


10 / 10

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