quinta-feira, 30 de julho de 2009

El Laberinto del Fauno (2006)



"Ofelia: Many, many years ago in a sad, faraway land, there was an enormous mountain made of rough, black stone. At sunset, on top of that mountain, a magic rose blossomed every night that made whoever plucked it immortal. But no one dared go near it because its thorns were full of poison. Men talked amongst themselves about their fear of death, and pain, but never about the promise of eternal life. And every day, the rose wilted, unable to bequeath its gift to anyone... forgotten and lost at the top of that cold, dark mountain, forever alone, until the end of time."

O Labirinto do Fauno de Guillermo Arriaga é um filme do fantástico e fantástico. Passo a explicar... É um filme do fantástico porque grande parte dele gira em torno da temática de um mundo imaginário (ou não) que co-habita lado a lado com o mundo real onde todos vivemos. De seguida é um filme fantástico porque consegue misturar esse mundo imaginário habitado por criaturas diferentes com uma história real centrada no pós Guerra Civil Espanhola. Assim sendo o ambiente do filme torna-se não só tenebroso como ao mesmo tempo fascinante.

Guillermo Navarro fez um excelente trabalho cinematográfico ao criar um ambiente ora escuro e sombrio ora dotado de uma luz magnífica. Ambos os ambientes do filme estão muito bem distintos e conseguimos perceber perfeitamente a distinção entre ambos. De igual forma a banda sonora de Javier Navarrete é também bem conseguida e elaborada fazendo com que o espectáculo visual a que assistimos saia ainda mais beneficiado. Impossível negar que não trememos ao som dos acordes de Navarrete, depois de Ivana Baquero ter comida daquela sumptuosa mesa e começou a ser perseguida!!!

Quanto às interpretações... Sergi López no seu melhor (como habitualmente) no papel do mau da fita, o que não poderia deixar de ser. Fantástica a revelação de Ivana Baquero e merecidíssima vencedora do Goya de Actriz Revelação num papel com que simpatizamos de início por ser uma criança isolada, depois por ter demonstrada de facto uma coração nobre (e inocente) que tal como vem no cartaz "tem tanto poder que o mal desconhece", e finalmente pelo seu final em que protege o seu irmão. Sem dúvida uma revelação em grande no cinema. De destacar ainda as presenças de Maribel Verdú no papel de empregada do capitão e resistente contra a ditadura e ainda de Ariadna Gil no papel da debilitada mãe de Ivana Baquero.

Se não fosse como disse o facto deste filme conseguir juntar não só uma história do fantástico a um facto real da História, ele seria na mesma um "vencedor". Isto deve-se ao extraordinário espectáculo visual e artístico que nos transmite em termos de cenários e de personagens. O fauno, as fadas, o sapo gigante tudo... E se isto não bastasse... o festim de comer naquela mesa e o seu anfitrião... só isso já bastava para meter "medo".

Um filme diferente e marcante que foi justamente recompensado em todo o tipo de cerimónias de entregas de prémios, e para quem o viu e que decerto apreciará irá achar, tal como eu, que foi justo.







"Pan: And it is said that the Princess returned to her father's kingdom. That she reigned there with justice and a kind heart for many centuries. That she was loved by her people. And that she left behind small traces of her time on Earth, visible only to those who know where to look."



10 / 10

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