terça-feira, 2 de outubro de 2012

Heiko (2008)

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Heiko de David Bonneville é uma curta-metragem portuguesa de ficção já premiada internacionalmente e que conta com Jaime Freitas na personagem cujo nome dá título à curta e ainda com José Manuel Mendes.
Heiko (Freitas) é um jovem que se deixa seduzir por um homem mais velho (Mendes) que em troca da satisfação do seu fetiche por pés lhe fornece ecstasy para que ele se consiga alhear do mundo providenciando assim que se estabeleça uma relação de dependência de um em relação ao outro. No entanto, o problema surge quando o fetiche deste homem vai mais além do que aquilo que Heiko inicialmente pensava pondo assim em risco a sua própria vida.
Sem me alongar muito no desfecho desta curta-metragem, sendo aliás o seu momento mais forte graças à imprevisibilidade do mesmo, Heiko é, no entanto, uma curta-metragem onde se poderia ter explorado mais o lado negro do "homem", das suas necessidades fetichistas bem como das dependências que se criam - e saciam - em nome das mesmas, tornando assim a própria curta-metragem numa referência para dois públicos alvo - por um lado referência enquanto cinema gay graças à relação estabelecida entre os dois homens e, por sua vez, também uma referência no cinema de suspense/gore/fantástico graças ao macabro que se esconde por detrás de tão "boas" intenções.
De desenvolvimento algo esperado - a certo ponto percebemos que o voyeurismo se tornará numa dependência - ou até mesmo que a convivência degenera em saturação tendo pelo meio alguns arrufos estabelecidos na relação entre as duas personagens, Heiko - tanto personagem como curta - tinham aquele potencial necessário para que se tornasse num filme pesado, negro e quanto baste assustador pelo desconhecido que se torna próximo podendo inclusivé tornar-se num modelo de filme-culto mas, por sua vez, arrisca pelo seguro mantendo-se por um caminho que não arrisca em demasia.
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6 / 10
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