segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Goya de Honor 2018 para...

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A Academia Espanhola de Cinema anunciou no passado mês de Outubro que o seu Goya de Honor - prémio de carreira - seria atribuído em 2018 à actriz Marisa Paredes.
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Já nomeada ao Goya em duas ocasiões - em 1988 por Cara de Acelga, de José Sacristán (como Actriz Secundária) e em 1996 por La Flor de Mi Secreto, de Pedro Almodóvar (como Actriz Protagonista) -  Marisa Paredes havia começado o seu percurso cinematográfico em 1960 na obra 091 Policía al Habla, de José María Forqué não sendo, no entanto, creditada pelo seu desempenho. Foi então, no mesmo ano, que aos quinze anos de idade, Paredes viu o seu primeiro crédito cinematográfico em Los Económicamente Débiles, de Pedro Lazaga seguindo-se-lhe Canción de Cuna (1961), de José María Elorrieta.
Gritos en la Noche (1962), de Jesús Franco seria a obra que se seguiria tendo depois participado em Llegar a Más (1963), de Jesús Fernández Santos, El Mundo Sigue (1965), de Fernando Fernán Gómez, Las Salvajes en Puente San Gil (1966), de Antoni Ribas, La Tia de Carlos en Mini-Falda (1967), de Augusto Fenollar e Ignacio F. Iquino, Los Chicos con las Chicas (1967) - novamente não creditada -, Réquiem para el Gringo (1968), de Eugenio Martín e José Luis Merino, Tinto con Amor (1968), de Francisco Montolío, No Disponible (1969), de Pedro Mario Herrero, Carola de Día, Carola de Noche (1969), de Jaime de Armiñán, La Revoltosa (1969), de Juan de Orduña e finalmente El Señorito y las Seductoras (1969), de Ramón Fernández.
A década de 70 iniciar-se-ia com Fray Dólar (1970), de Raúl Peña seguindo-se-lhe Goya, Historia de una Soledad (1971), de Nino Quevedo, Larga Noche de Julio (1974), de Lluis Josep Comerón. Já em tempos de Democracia, Marisa Paredes viria a participar em El Perro (1977), de Antonio Isasi-Isasmendi, seu marido.
Na década seguinte, Marisa Paredes participaria em Ópera Prima (1980), de Fernando Trueba, Seis Años Dorados (1980), de Emilio Martínez Lázaro chegando em 1983 a sua primeira colaboração com Pedro Almodóvar em Entre Tinieblas. As obras que se seguiram foram Las Bicicletas son para el Verano (1984), de Jaime Chávarri, Tras el Cristal (1986), de Agustí Villaronga, Delírios de Amor (1986), de Cristina Andreu, Luis Eduardo Aute, Antonio González-Vigil e Félix Rotaeta, Tata Mía (1986), de José Luis Borau, o já mencionado Cara de Acelga (1987), de José Sacristán, Mientras Haya Luz (1987), de Felipe Vega e Tu Novia Está Loca (1988), de Enrique Urbizu.
A década de 90 começaria com Continental (1990), de Xavier Villaverde, Tacanos Lejanos (1991), de Pedro Almodóvar, Golem, l'Esprit de l'Exil (1992), de Amos Gitai, Hors Saison (1992), de Daniel Schmid, La Reina Anónima (1992), de Gonzalo Suárez, Tierno Verano de Lujurias y Azoteas (1993), de Jaime Chávarri, Tombés du Ciel (1993), de Philippe Lioret, Cronaca di un Amore Violato (1995), de Giacomo Battiato, La Nave de los Locos (1995), de Ricardo Wullicher, La Flor de Mi Secreto (1995), de Pedro Almodóvar, a obra luso-francesa Trois Vies et Une Seule Mort (1996), de Raoul Ruiz, Profundo Carmesí (1996), de Arturo Ripstein, Docteur Chance (1997), de F.J. Ossang, La Vita è Bella (1997), de Roberto Benigni, Préfèrence (1998), de Grégoire Delacourt, Le Serpent a Mangé la Grenouille (1998), de Alain Guesnier, Talk of Angels (1998), de Nick Hamm, Todo Sobre Mi Madre (1999), de Pedro Almodóvar, El Coronel no Tiene quien le Escriba (1999), de Arturo Ripstein e Jonas et Lila, à Demain (1999), de Alain Tanner.
A nova década e o novo século começaria com Leo (2000), de José Luis Borau, El Espinazo del Diablo (2001), de Guillermo del Toro, Salvajes (2001), de Carlos Molinero, Hable con Ella (2002), de Pedro Almodóvar - como uma participação especial -, Una Preciosa Puesta de Sol (2003), de Álvaro del Amo, Dans le Rouge du Couchant (2003), de Edgardo Cozarinsky, Frío Sol de Invierno (2004), de Pablo Malo, Reinas (2005), de Manuel Gómez Pereira, Espelho Mágico (2005), de Manoel de Oliveira, Four Last Songs (2007), de Francesca Joseph, L'Uomo che Ama (2008), de Maria Sole Tognazzi, 1ª Vez 16 mm (2008), de Rui Goulart e a década terminaria com Amores Locos (2009), de Beda Docampo Feijóo.
Esta década começaria com El Dios de Madera (2010), de Vicente Molina Foix, Gigola (2010), de Laure Charpentier, Les Yeux de sa Mère (2011), de Thierry Klifa, La Piel que Habito (2011), de Pedro Almodóvar, Linhas de Wellington (2012), de Valeria Sarmiento, Photo (2012), de Carlos Saboga, Traumland (2013), de Petra Biondina Volpe tendo sido a sua última longa-metragem Latin Lover (2015), de Cristina Comencini. Marisa Paredes têm ainda por estrear as longas-metragens Petra (2018), de Jaime Rosales e Le Rêve du Calife (2018), de Souheil Ben-Barka.
Com um percurso cinematográfico além fronteiras estendendo-se por Portugal, França e Itália essencialmente, Marisa Paredes é detentora de três Fotogramas de Plata, um Kikito de Ouro do Festival de Cinema do Gramado, um Tributo do Lisbon & Estoril Film Fesival, a Biznaga de Plata do Festival de Cinema Espanhol de Málaga e uma nomeação ao Screen Actors Guild Award.
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A trigésima-segunda edição dos prémios Goya será realizada no Madrid Marriott Auditorium, em Madrid no próximo Sábado, dia 3 de Fevereiro.
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