sábado, 19 de fevereiro de 2011

Boy Meets Girl (1984)

.
Paixões Cruzadas de Leos Carax (nomeado ao César de Melhor Primeira-Obra), foi-me apresentado como sendo um filme revolucionário e que quebrou fronteiras. Um filme que trazia recordações não só deste e daquele realizador conceituado mas também um elogio ao cinema mudo, há tanto desaparecido.
Com tantos e tantos elogios que me foram feitos sobre este filme, ao vê-lo a um preço tão acessível comprei-o sem pensar uma segunda vez.
No entanto, como nem tudo é tão perfeito como aparentemente deveria ser, mal começo a visionar este filme pensei imediatamente "isto vai ser uma dose bem pesada".
O porquê de pensar isto... Bom... Não retirando o mérito nem o valor do trabalho do realizador, longe disso, mas o facto de assistir a um filme que de tempos a tempos encerra os planos sem um desfecho da acção decorrente é algo que, para mim, é complicado de digerir quando se quer manter atenção ao conteúdo e possível mensagem da obra a que assisto.
A própria história é também por si algo dispersa. Não há um seguimento lógico nas imagens e acabamos por ter um conjunto de situações e de personagens a cruzar o ecrã, e cada uma delas com um conjunto de frustrações nunca resolvidas. Contam-nos o que se passou e tal... o apego que têm com um conjunto de objectos ou de recordações que os marcaram ao longo da sua vida mas.... acaba por ali... mais um plano cortado... mais uma história por terminar... mais um final sem fim.
O trabalho de fotografia de Jean-Yves Escoffier é bom. Apesar de ser um filme filmado a preto e branco, não é daqueles que quase nos custa a ver o que se passa ou que é apenas formado por um conjunto de sombras que insinuam o que decorre mas... ao mesmo tempo, este trabalho quase é arruínado pelas interpretações do par principal que roçam muito de perto o maníaco. Denis Lavant (Alex) e Mireille Perrier (Mireille) tem desempenhos que consegue não só assustar com enfadar e testar a paciência de qualquer um.
Não é de longe um filme que recomende, mas claro, para os curiosos fica sempre a liberdade de testarem os seus limites com este filme que não consegue cativar qualquer um. Por mim falo, e não consigo ter qualquer tipo de empatia para com ele.
.
2 / 10
.

Sem comentários:

Publicar um comentário