quinta-feira, 12 de junho de 2014

Shortcutz Xpress Viseu - curta-metragem vencedora de Maio

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Chico Malha, de Guilherme Gomes e Miguel Reis foi considerada a melhor curta-metragem do mês de Maio no Shortcutz Xpress Viseu.
"Um prodígio, um talento, uma revolução", esta é a curta-metragem que nos conta a "verdadeira história" do maior e mais influente jogador de malha de todos os tempos que, num estilo do mockumentary conta com as interpretações de Agostinho Magalhães, Valdemar Santos, Joana Pais de Brito e David Pinto como protagonista.
Em competição com Chico Malha estava a curta-metragem A Ceia, de Duarte Guedes.
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Globo di Oro - Italia 2014: os vencedores

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Filme: Il Capitale Umano, de Paolo Virzì
Grande Prémio: In Grazia di Dio, de Edoardo Winspeare
Comédia: Smetto Quando Voglio, de Sydney Sibilia
Primeira-Obra: Zoran, il Mio Nipote Scemo, de Matteo Oleotto
Actor: Antonio Albanese, L'Intrepido
Actriz: Sara Serraiocco, Salvo
Argumento: Pierfrancesco Diliberto, Michele Astori e Marco Martani, La Mafia Uccide Solo d'Estate
Fotografia: Stefano Falivene, Still Life
Música: Pivio e Aldo De Scalzi, Song'e Napule
Documentário: The Stone River, de Giovanni Donfrancesco
Curta-Metragem: Sassywood, de Antonio Andrisani e Vito Cea
Carreira: Claudia Cardinale
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The Last Game (2014)

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The Last Game é uma curta-metragem de animação produzida para a Nike Football e que nos conta como os grandes jogadores da actualidade, entre os quais se destacam Wayne Rooney, Cristiano Ronaldo ou Neymar Jr., são substituídos nos campos por clones que mecânicamente executam jogos sem falhas mas, ao mesmo tempo, sem espírito e sem garra.
Depois de se afastarem e ocuparem as mais variadas profissões alternativas quase numa paródia aos próprios jogadores com Ronaldo como um manequim de loja, Rooney como pescador nas docas ou David Luiz enquanto cabeleireiro, The Last Game centra-se no seu inesperado regresso e na vibração que as suas presenças em campo provocam nos milhares de fãs do desporto rei, graças ao resgate que o brasileiro Ronaldo faz destas figuras então "perdidas".
Longe de ser uma referência no género, The Last Game mostra um inesperado potencial pela possibilidade de desenvolvimento da respectiva história bem como um apurado sentido de humor que reserva para as vidas alternativas daqueles que são alguns dos mais craques mundial do futebol e que respondem em certa medida aos próprios pré-conceitos que temos a respeito dos mesmos. É este potencial que apesar de suficientemente desenvolvido para aquilo que se esperava desta curta-metragem não deixa de revelar uma certa insatisfação por parte do espectador que perceber ter aqui pernas para correr com uma história mais elaborada e com o respectivo desenvolvimento das personagens em questão.
Interessante, simpática e bem humorada, The Last Game está para além da publicidade exercida ao longo da mesma e assume-me como um interessante, e potencial, filme "oficial" deste mundial de futebol que ocupa terras brasileiras.
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7 / 10
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Ruby Dee

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1924 - 2014
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Dirty Boots (2014)

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Dirty Boots de Adam Baran é uma curta-metragem composta para a apresentação da canção homónima da banda Holopaw e que nos apresenta um dia sexualmente intenso de um gang motard de Brooklyn.
Desde o acordar às pequenas tarefas diárias para se prepararem para mais uma investida num bar onde o sexo reina, este grupo de motards atravessa todo um conjunto de rituais que não só os identificam no seu meio como acabam por iniciar os membros mais novos no mesmo estilo de vida.
Quando os limites se tendem a ultrapassar e a amizade se funda na cumplicidade, até que ponto está este conjunto de amigos disposto a ir para satisfazer os seus desejos e caprichos que mais não são do que as marcas de pertença ao seu próprio meio natural?!
Tendo como pano de fundo todo um ambiente muito anos 70 do século passado, Dirty Boots assume-se como uma curta-metragem musical, ou videoclip, extremamente explícito e revelador do lado mais carnal, e animal, do Homem que encontra em pequenos rituais diários, e muitos dos quais nocturnos, os símbolos e sinais de pertença a uma própria "alcateia".
Temática de género àparte, Dirty Boots tem pequenos elementos a destacar pela sua positividade nomeadamente a direcção de fotografia de Sinisa Kukic que transforma todo o espaço onde o grupo de amigos se encontra num local familiar e de conforto como se da própria "toca" desta alcateia se tratasse, ao mesmo tempo que a variação de luzes e sombras amenas se transforma em cores intensas e quentes aquando da sua permanência no bar/clube de sexo onde satisfazem as suas mais variadas necessidades sexuais.
Não sendo necessariamente uma curta-metragem/videoclip fácil de agradar aos mais variados públicos pois dirige-se quase exclusivamente a um certo público, Dirty Boots consegue não só através da letra como da imagem transmitir uma mensagem de solidão e necessidade extrema de pertença que acaba por resultar na procura e descoberta de uma própria "família" que não sendo imposta é aquela que aquele grupo de homens escolheu.
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5 / 10
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terça-feira, 10 de junho de 2014

David di Donatello 2014: os vencedores

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Filme: Il Capitale Umano, de Fabrizio Donvito, Benedetto Habib, Marco Cohen, Philippe Gompel e Birgit Kemner (prods.) e Paolo Virzì (realizador)
Produtor: Nicola Giuliano e Francesco Cima, La Grande Bellezza
Realizador: Paolo Sorrentino, La Grande Bellezza
Realizador Revelação: Pierfrancesco Diliberto, La Mafia Uccide Solo d'Estate
Actor: Toni Servillo, La Grande Bellezza
Actriz: Valeria Bruni Tedeschi, Il Capitale Umano
Actor Secundário: Fabrizio Gifuni, Il Capitale Umano
Actriz Secundária: Valeria Golino, Il Capitale Umano
Argumento: Francesco Bruni, Francesco Piccolo e Paolo Virzì, Il Capitale Umano
Fotografia: Luca Bigazzi, La Grande Bellezza
Música Original: Pivio e Aldo De Scalzi, Song'e Napule
Canção: "À Veritá", de Francesco Liccardo e Rosario Castagnola (música), Francesco Liccardo, Sarah Tartuffo e Alessandro Garofalo (letra), interpretada por Franco Ricciardi, Song'e Napule
Som: Roberto Mozzarelli, Il Capitale Umano
Montagem: Cecilia Zanuso, Il Capitale Umano
Design de Produção: Stefania Cella, La Grande Bellezza
Guarda-Roupa: Daniela Ciancio, La Grande Bellezza
Caracterização: Maurizio Silvi, La Grande Bellezza
Design de Cabelo: Aldo Signoretti, La Grande Bellezza
Efeitos Digitais: Rodolfo Migliari e Luca Della Grotta (CHROMATICA), La Grande Bellezza
David Giovani: La Mafia Uccide Solo d'Estate, de Pierfrancesco Diliberto
Documentário: Stop the Pounding Heart, de Roberto Minervini
Curta-Metragem: 37º 4 S, de Adriano Valerio
Filme da União Europeia: Philomena, de Stephen Frears (Reino Unido)
Filme Estrangeiro: Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson (EUA)
David Carreira: Marco Bellocchio
David Carreira: Carlo Mazzacurati
Menção Especial: Carlo e Clara, de Giulio Mastromauro
David Especial: Sophia Loren, La Voce Umana
David Especial: Andrea Occhipinti (Lucky Red)
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David di Donatello 2014: Filme

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Il Capitale Umano
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Fabrizio Donvito
Benedetto Habib
Marco Cohen
Philippe Gompel
Birgit Kemner
(prods.)
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Paolo Virzì
(real.)
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David di Donatello 2014: Realizador

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Paolo Sorrentino
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La Grande Bellezza
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David di Donatello 2014: Realizador Revelação

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Pierfrancesco Diliberto
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La Mafia Uccide Solo d'Estate
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David di Donatello 2014: Argumento

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Francesco Piccolo
Francesco Bruni
Paolo Virzì
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Il Capitale Umano
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David di Donatello 2014: Produtor

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Nicola Giuliano
Francesca Cima
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La Grande Bellezza
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David di Donatello 2014: Actriz

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Valeria Bruni Tedeschi
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Il Capitale Umano
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David di Donatello 2014: Actor

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Toni Servillo
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La Grande Bellezza
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David di Donatello 2014: Actriz Secundária

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Valeria Golino
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Il Capitale Umano
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David di Donatello 2014: Actor Secundário

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Fabrizio Gifuni
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Il Capitale Umano
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David di Donatello 2014: Fotografia

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La Grande Bellezza
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Luca Bigazzi
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David di Donatello 2014: Música Original

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Pivio
Aldo De Scalzi
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Song'e Napule
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David di Donatello 2014: Canção

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"À Veritá"
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Francesco Liccardo
Rosario Castagnola
(música)
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Francesco Liccardo
Sarah Tartuffo
Alessandro Garofalo
(letra)
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Franco Ricciardi
(interpretação)
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Song'e Napule
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David di Donatello 2014: Design de Produção

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La Grande Bellezza
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Stefania Cella
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David di Donatello 2014: Guarda-Roupa

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La Grande Bellezza
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Daniela Ciancio
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David di Donatello 2014: Caracterização

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La Grande Bellezza
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Maurizio Silvi
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David di Donatello 2014: Design de Cabelo

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La Grande Bellezza
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Aldo Signoretti
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David di Donatello 2014: Montagem

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Il Capitale Umano
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Cecília Zanuso
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David di Donatello 2014: Som

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Il Capitale Umano
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Roberto Mozzarelli
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David di Donatello 2014: Filme da União Europeia

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Philomena
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Stephen Frears
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(Reino Unido)
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David di Donatello 2014: Filme Estrangeiro

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The Grand Budapest Hotel
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Wes Anderson
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(EUA)
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David di Donatello 2014: Efeitos Digitais

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La Grande Bellezza
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Rodolfo Migliari
Luca Della Grotta
(CHROMATICA)
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David di Donatello 2014: Documentário

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Stop the Pounding Heart
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Roberto Minervini
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David di Donatello 2014: Curta-Metragem

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37º 4 S
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Adriano Valerio
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David di Donatello 2014: David Giovani

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La Mafia Uccide Solo d'Estate
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Pierfrancesco Diliberto
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David di Donatello 2014: David Especial

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Andrea Occhipinti
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(Lucky Red)
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David di Donatello 2014: David Especial

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Sophia Loren
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La Voce Umana
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David di Donatello 2014: Carreira

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Carlo Mazzacuratti
(póstumo)
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David di Donatello 2014: Carreira

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Marco Bellocchio
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David di Donatello 2014: Menção Especial

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Carlo e Clara
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Giulio Mastromauro
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Caníbales (2009)

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Caníbales de Juanma Carrillo é uma curta-metragem espanhola de ficção que coloca o espectador como uma interveniente directo em toda a acção.
A escassos dez minutos do centro da cidade, dezenas de homens encontram-se ao acaso e no anonimato que lhes permite breves momentos de prazer carnal. Sem qualquer pudor e à vista de quem passa tudo é explícito e sem reservas.
Carrillo, também argumentista desta curta-metragem, explora aqui uma temática que vai para além do sexo furtuito e anónimo centrando-se nas relações, ou falta delas, humanas que determinam actos indiferenciados de procura de um prazer ou estímulo com o qual os diversos intervenientes se identificam.
Esta impossibilidade que muitos encontram em assumir os seus verdadeiros desejos, sentimentos e prazeres, fruto de uma condenção social ainda presente em diversos sectores, lança-os numa busca que tem tanto de auto-identificação como de procura do seu semelhante. Assim, enquanto uns nada mais procuram do que breves momentos de prazer carnal outros, possivelmente, tentam encontrar a forma de exteriorizar uma sexualidade que a sociedade e os seus preconceitos os obrigou a auto-reprimir tudo com o intuito de banir uma solidão que no fundo acaba por ser comum a todos.
No entanto o facto mais curioso desta curta-metragem reside na capacidade de Carrillo em obrigar o espectador a assumir-se como uma própria personagem desta história pois está, desde o primeiro instante, a ser "observado" à medida que vagueia por aquela mata em que, sem se envolver, procura algo quase desesperadamente.
É esta busca que acompanhamos ao longo de quase vinte minutos enquanto assistimos a actos sexuais fortuitos, esclarecedores e alguns bem explícitos, até sermos confrontados com a real identidade da personagem que encarnámos durante este mesmo tempo naquele que será o clímax desta obra arrojada, original, bruta mas que nos obriga a pensar sobre a sociedade e os preconceitos que ela estabelece determinando assim a real identidade de muitos daqueles homens que ocasionalmente se vêem obrigados a situações degradantes pelo estímulo sexual que precisam satisfazer.
É então com um olhar cru e igualmente carnal sobre o surpreendente desfecho que Caníbales obriga o espectador não a julgar mas a tentar perceber que o preconceito e a auto-censura pode não só destruir o íntimo de um indivíduo como o daqueles que com ele convivem ignorando o seu íntimo.
Um breve destaque ainda para a direcção de fotografia de Jesus Uglade que através do preto & branco capta não só a alta temperatura climatérica que se faz sentir mesclando-a com a igualmente elevada tensão sexual/carnal sentida naquele parque, confundindo-as e levando a pensar que a misteriosa personagem que chega, e que encarnamos, se encontra ali por iguais objectivos.
Ainda que a curta-metragem Caníbales se insira num género cinematográfico muito específico e que, como tal, será ignorado por muito cinéfilos, o arrojo argumentativo e filmíco tão desafiantes que obrigam os espectadores a estar no centro da história e, identificando-se ou não com a temática perceberem que existe muita exaltação sexual ao virar de cada árvore, tornam-na numa obra de referência não só do género como da exploração de sentimentos - ou prazeres (como eles se confundem) - sem pudores ou imagens cortadas, com um desfecho perturbador e dramático onde a tensão carnal e sentimental interagem e se confundem, também elas ao virar de cada árvore.
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9 / 10
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Rik Mayall

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1958 - 2014
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domingo, 8 de junho de 2014

Old Joy (2006)

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Old Joy de Kelly Reichardt é uma longa-metragem de ficção que me havia sido apresentada como um filme sobre a "reflexão de dois homens na casa dos trinta sobre a sua vida e os seus feitos".
Kurt (Will Oldham) e Mark (Daniel London) são dois amigos de longa data que se preparam para uma viagem às montanhas enquanto falam sobre a sua vida e a sua amizade.
Com contornos que muito se assemelham a um conjunto de frases feitas e o colapso psicológico de Kurt, a viagem prossegue até se encontrarem numas termas perdidas onde a sua amizade parece cúmplice e com contornos desconhecidos do mundo em geral.
O argumento de Jonathan Raymond e da realizadora Kelly Reichardt leva o espectador a entrar num universo de duas almas que tiveram boa parte do seu "envelhecimento" juntas mas que o destino separou graças às escolhas efectuadas por cada um. Por um lado temos "Mark", um tipo pacato e cuja família está agora a iniciar-se com a chegada de um filho mas que, ao mesmo tempo, parece perdido no seu espaço longe de se sentir completamente realizado. Por outro temos "Kurt", aquele amigo por quem todos tinham grande estima mas qua algures no seu percurso teve uma quebra levando-o a um conjunto de más escolhas e, possivelmente, a uma depressão que o afastou de um pensamento mais saudável.
No entanto, a amizade entre estes dois homens parece não ter sido afectada. Simplesmente parece pois na prática sentimos que o desconforto e a conversa de circunstância povoa o relacionamento dos dois. A tensão afectiva/sexual está iminente desde o primeiro instante em que partilham o ecrã com referências pouco explícitas à relação de "Mark" e sobre a sua potencial felicidade enquanto que, ao mesmo tempo, sabemos que "Kurt" tem por ele uma estima que parece não ser mútua.
Pelo meio de uma viagem que se apresenta cheia de formalidades e momentos pouco amistosos, Old Joy leva-nos ainda por uma América profunda, afastada de uma certa realidade global mas que, ao mesmo tempo, escuta os problemas sociais que afectam o mundo sem deles possuir conhecimento de causa. No fundo, sentimos estar numa realidade paralela... sabemos que o outro lado existe sem que. no entanto, ele seja de facto "real".
É nesta ambiguidade que nos afasta dessa tal realidade que vivem igualmente estes dois amigos... um com uma família para o mundo e o outro com um desejo e uma depressão que poderá, ou não, ser o reflexo desta condição. Ambiguidade esta que confirmamos, sem nunca se tornar num assunto chave de Old Joy, quando os dois se encontram na montanha e quando um momento de descanso se transforma numa cumplicidade física nunca confirmada mas, ao mesmo tempo, nunca negada.
Old Joy vive de silêncios. De silêncios sobre o que terá acontecido e que provocou a fragilidade psicológica de "Kurt". Silêncio sobre a potencial felicidade ou falta dela de "Mark". Silêncios sobre a cumplicidade, amizade ou amor entre ambos (afinal não nos podemos esquecer que nos encontramos nessa tal América profunda onde nem tudo pode ser assumido), ou até mesmo silêncios sobre esse "outro mundo" que apenas se vê na televisão ou do qual se escuta na rádio.
Se todas estas premissas poderiam ter ajudado a construir um filme interessante sobre esses tais rumos tomados que determinam condicionalmente as vidas daqueles que são referenciados, não é menos verdade que Old Joy assume-se como um filme aborrecido, sem um rumo aparente para além de nos mostrar uma viagem aborrecida e feita quase contra vontade. Nada é claro. Pelo contrário, apenas se pretende dar uma sugestão de "algo", e de forma propositadamente escondida, para que se pense na potencialidade desse mesmo "algo". No fundo Reichardt quer que o espectador pense, sem provas, e que equacione as possibilidades de forma forçadamente escondida mas da qual todos tomem conhecimento, numa atitude pouco honesta para com o espectador que fica assim limitado na sua capacidade de imaginar quem seriam estes dois homens, estes dois amigos e aquilo que os aproximou ou afastou.
Mas nem tudo é mau em Old Joy. Felizmente temos a incansável e animada prestação de "Lucy", a cadela, já estrela de Wendy & Lucy que nos brinda com a graciosidade de um animal que explora à sua própria maneira o mundo e que nos faz, ela sim, abstrair da triste realidade que é este mundo em que Reichardt nos pretende inserir sem que queira transmitir algo de novo ao próprio universo. Destaque ainda para este retrato de um América profunda onde sentimos claramente uma capacidade de no país dito mais desenvolvido do mundo o Homem conseguir estar isolado do mesmo como se se tratasse da última alma existente. A desolação, ou isolamento, são aqui uma assustadora constante.
Percebo esta necessidade de criar universos ou espaço ambíguos, afinal teremos todos nós de nos centrarmos apenas num conjunto de padrões pré-definidos como "aceitáveis"? No entanto, aquilo que de facto me deixa confuso quanto à criação dos mesmos é a vontade deliberada de criá-los sem depois os deixar explorar sendo nesta exacta abordagem que falha este filme; a sua realizadora quer mostrar a amizade, sentimento e afectividade que em tempos ligou estes amigos mas, ao mesmo tempo, só nos é revelado (por suspeita) que algo aconteceu... tudo o demais é uma passagem de horas sem que nada se confirme, discuta ou termine.
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1 / 10
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Odisseia (2013)

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Odisseia de Tiago Guedes é uma mini-série portuguesa que para além da autoria conjunta de Guedes, com Gonçalo Waddington e Bruno Nogueira (juntando estes dois últimos enquanto protagonistas), reune ainda um conjunto dos mais fortes intérpretes nacionais da comédia e de drama.
Dividida naquilo a que se podem chamar dois momentos chave, Odisseia conta-nos no primeiro deles a história dos amigos Waddington e Nogueira que interpretando-se a si próprios que, após a tentativa de suicídio frustrada deste último, partem numa viagem de auto-caravana sem um rumo certo pelo interior profundo de Portugal onde se abstraem das suas vidas e problemas ao mesmo tempo que encontram todo um conjunto de situações mais ou menos cómicas que têm eventualmente de ultrapassar.
Finalmente o segundo segmento, ou narrativa, contado quase em simultâneo como que de uma consciência se tratasse, transporta o espectador para o interior de um escritório onde, em formato de making-off, somos apresentados aos dois protagonistas e ao próprio realizador Tiago Guedes, que se concentram na elaboração das suspostas histórias a desenvolver pelo par protagonista.
Com um conjunto de actores convidados que ilustra o melhor que as artes interpretativas portuguesas podem ter e entre os quais se destacam Rita Blanco, António Fonseca, Manuel João Vieira, Miguel Borges e os seus dilacerantes monólogos, Teresa Sobral, Laura Soveral, João Pedro Vaz, Romeu Costa, Isabel Abreu ou Rita Lello, contamos ainda com a participação especial do realizador Sérgio Graciano, do cantor Camané e um sempre inspirado Nuno Lopes como o terceiro (não declarado) protagonista, Odisseia é então uma mini-série de oito episódios que se pode afirmar estar dividida em dois momentos fundamentais. Ao contrário daquilo que tradicionalmente assistimos em séries ou filmes onde todas as personagens nos são apresentadas no seu melhor, com futuros promissores ou onde as suas vidas são perfeitas e sempre num ritmo ascendente, aqui encontramos exactamente o oposto. O espectador conhece Waddington e Nogueira, amigos assumidos e dispostos a mutuamente apoiarem-se nos momentos mais complicados, no pior momento das suas vidas. O primeiro com sérios problemas matrimoniais vai apoiar o segundo que falhou na tentativa de suicídio (nunca explicada) na sua viagem que para além de profissional se transforma sim num percurso onde a amizade e os limites de cada um são testados num ritmo que a cada quilómetro percorrido se torna cada vez mais alucinada e fora de controle.
Da mesma forma que os brilhantes créditos iniciais da autoria de Jerónimo Rocha fazem adivinhar, toda esta história escrita pelas mãos de Guedes, Nogueira e Waddington é, no fundo, fruto das mentes do trio que se encontra naquele escritório a elaborar as mais diversas peripécias e loucuras que os próprios Nogueira e Waddington irão atravessar. No fundo, se pensarmos bem, aquilo que vemos da sua viagem mais não é do que a imaginação a funcionar in loco... Ao espectador é dessa forma dada a permissão para entrar na mente dos criadores e perceber aquilo que na realidade eles pensam e transcrevem para o computador no exacto momento em que o imaginam... no momento em que o criam. Assim, quando inicialmente assistimos ao percurso daquela pequena auto-caravana pelos caminhos tortuosos de um escritório, a ligação entre o mesmo e aquilo a que iremos assistir na viagem desta dupla mais não é do que a sua imaginação, pensamento, loucura e inovação equacionam enquanto a potencial viagem de auto-descoberta de dois amigos que, até então, poderiam assumir ter tudo garantido... desde a família aos fãs, passando pelo sucesso e até pela sua própria e supostamente intocável amizade.
Tal como referi a estrutura desta mini-série difere um pouco daquilo a que o espectador está habituado. Ao conhecer os dois protagonistas no seu pior, preparamo-nos para um registo mais sério e sentido destes actores que já nos habituaram à sua tradicional veia cómica fazendo-nos abstrair daqueles momentos menos positivos que todos temos. Então, o que esperar quando eles próprios começam como qualquer um de nós (afinal, não o são?) e revelam os seus inúmeros mais ou menos explicados problemas existenciais? As suas dores e sofrimentos, os seus pontos fracos e receios e todas as demais ambiguidades que a vida lhes (nos) coloca! Se os três primeiros episódios se centram então nestes dramas e nos porquês de uma tentativa falhada de suicídio concentrando-se assim num drama escondido mas sentido e no peso dos silêncios que sem os comprometerem os aproximam de um plano humano de qualquer figura pública, que tantas vezes é esquecido como se de não-humanos se tratassem, e que nos faz pensar que o pior ainda que não declarado pode a qualquer momento bater à porta. Não te Atrevas, ó Musa..., Harry Dean Stanton e Não Foi por Mal! são assim o espelho deste lado sentimental que apenas voltaria a surgir no psicadélico Variações onde a nossa dupla encontraria uma comunidade perdida no meio do Alentejo profundo que tem como o seu Messias um Sempre Ausente António Variações.
No entanto conhecendo a carreira de Bruno Nogueira e de Gonçalo Waddington, sem esquecer Nuno Lopes que a certa altura é também ele um dos protagonitas de Odisseia, era impensável que toda esta viagem não seguisse por um rumo de perdição e de loucura transformando-se assim numa genial e inteligente comédia apenas abafada pela intensa e devastadora interpretação de António Fonseca como "Balhelhas", o improvável enforcado de Só Temo o que Lá Vou Encontrar..., num segmento que tem tanto de louco como de profundamente emocionante no retrato de um homem que percebemos já não ter nada a perder mas que ganha um estranho alento com a presença daqueles dois improváveis amigos que lhe dão um conforto para o seu próprio final.
Inteligente comédia que (n)os faz esquecer as rotinas, as responsabilidades, os deveres, a família, as obrigações e principalmente que tudo tem um percurso para ser seguido, um rumo para ser levado sem que tal seja uma fatalidade mas apenas uma pequena parte do destino que poderá, e irá, dar caminho a todo um futuro à espera para ser vivido. É através do drama que Odisseia nos prende mas é, no entanto através da comédia, inteligente mas por vezes grosseira que nos faz vibrar com intensas gargalhadas, que nos consegue fascinar. Qual de nós que assistiu a estes magníficos oito episódios não sentiu um pouco do próprio grupo de amigos ali retratado? Qual de nós não sentiu que estava ali um pouco de toda aquela loucura que por vezes ainda sentimos ter dentro do nosso pensamento e que a vontade de o exteriorizar está apenas à distância de um pequeno click que espera ansiosamente por ser pressionado?
No final resta-nos a certeza que não só temos aqui um produto original que segue a linha de programas como O Último a Sair ou Os Contemporâneos que vive numa linha ténue entre a ficção e a realidade, bem como confirmamos um conjunto de nomes fortes, bem fortes, do nosso panorama artístico que consegue quebrar barreiras ao comprovar que são tão grandes na comédia como o são no drama pois afinal... qual de nós pensaria que Bruno Nogueira conseguiria retirar uma interpretação tão forte e dinâmica em drama com os três primeiros episódios como o costuma fazer na comédia onde tão bem o conhecemos?! E principalmente resta-nos a certeza, também ela comprovada, que quando se decide apostar num produto inovador, original e com qualidade argumentativa assim como interpretativa, que a ficção nacional está viva, de boa saúde e que espera não ser remetida para uma qualquer gaveta onde nunca conseguirá atingir todo o seu esplendor. Pensemos bem... Noutro país não estaria esta mini-série a ser multi-premiada e à espera de novas aventuras para a dupla Nogueira/Waddington e seus demais comparsas?! Não estaríamos nós à espera da "nova temporada" que certamente nos iria agarrar à televisão da qual tantos de nós nos sentimos afastados pela ausência de conteúdos originais e inovadores?!
Não sendo aqui o CinEuphoria um blog cuja atenção esteja direccionada para a televisão (mas estou sempre atento), num último pensamento apenas posso questionar-me no facto de... se o formato televisivo tem futuro, e espero que sim, não deverá ele passar por aqui e por estes conteúdos? Odisseia é, sem reservas, um dos melhores trabalhos de ficção portuguesa dos últimos anos com aquilo que se poderá chamar com estatuto de "culto" e irá certamente ser tão grande como é o saudoso Duarte & Cia.
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Anger of the Dead (2013)

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Anger of the Dead de Francesco Picone é uma curta-metragem de terror italiana que esteve este ano em competição no Fantasporto.
Esta história, assinada por Picone, segue Alice (Serena Bilanceri) e Nicholas (Federico Mariotti), um casal que se percebe ter uma relação desgastada e perdida algures no tempo. No entanto, depois de se transformarem em dois dos poucos sobreviventes de uma epidemia que transformou a população em mortos-vivos, Alice e Nicholas encontram-se num mundo deserto e onde o perigo espreita por todos os lados... principalmente quando ele pode chegar pelas mãos dos próprios vivos.
Aquele que acaba por se tornar num denominador comum nos filmes sobre um apocalipse zombie é, uma vez mais, apresentada nesta curta-metragem italiana onde para além de nos presentear com o terror que pode ser os poucos humanos que restam serem capturados pelos mortos e tornarem-se em inesperados banquetes, se centra no facto de serem os vivos alguns dos mais sérios problemas para os outros sobreviventes.
Picone capta assim aquela que poderá ser uma das essências do género apresentando, no entanto, alguns elementos não direi atípicos mas pouco comuns no género ao centrar a acção não tanto no apocalipse e na epídema mas sim na morte da relação entre "Alice" e "Nicholas" que já se fazia sentir bem antes dos mortos começarem a ganhar vida. A morte, para este casal, era já uma presença sentida, ainda que para o espectador seja ocultada até bem perto da conclusão de Anger of the Dead, sendo a mesma utilizada para esclarecer o porquê do distanciamento sentido entre os mesmos ao mesmo tempo que os aproxima novamente e também enquanto que tentam agora sobreviver não só aos mortos como principalmente a "Mr. Z 77" (Alex Lucchesi numa interessante interpretação como um marginal bem mais perigoso do que os mortos-vivos), um perigoso psicopata que os persegue para cobrar uma dívida que não é, infelizmente, bem explicada por este argumento constituindo-se como a sua maior "falha".
Com alguns clichés comprometedores mas que são, ainda assim, marcas registadas do género nomeadamente aquele "bichinho" que faz procurar por bem de extrema necessidade nos lugares mais impróprios ou uma situação em que um dos protagonistas fica encurralado no pior dos locais, Anger of the Dead consegue ainda assim ser um daqueles filmes que os apreciadores da "corrente" irão ver com satisfação e aquela pequena grande vontade de que este pudesse ser um filme de maior duração onde os protagonistas conseguissem desenvolver não só os seus dramas pessoais mas também alguns novos dado o admirável mundo novo em que se encontram.
De destacar ainda a bem executada caracterização destes mortos-vivos que esteve a cargo de Carlo Diamantini e que dá aos actores em questão um aspecto francamente repulsivo quase ao ponto do espectador conseguir realmente "cheirar" a decomposição dos seus corpos fazendo assim com que os fãs gostem do resultado final desta curta-metragem.
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Shortcutz Xpress Viseu - Sessão #28

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O Shortcutz Xpress Viseu está de regresso para a sua sessão #28, a primeira do mês de Junho, com duas Curtas em Competição sendo elas A Cor dos Sonhos, de João Pina e Perto, de José Retré ambas representadas pelos seus realizadores que estarão presentes para uma conversa com o público.
Como Projecto Convidado o SXV contará com a presença do blog Cinema 7ª Arte representado por  Tiago Resende, o seu coordenador-geral, que apresenta a curta-metragem Por Primera Vez, de Octávio Cortazar (Cuba).
Assim para mais uma sessão de bom cinema em formato curto não se esqueçam de aparecer amanhã na Só Sabão, no Largo de São Teotónio, nº30 por detrás da Sé de Viseu a partir das 22 horas.
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Porto7 - Oporto International Short Film Festival 2014: selecção oficial

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Ficção Internacional
5 Ways 2 Die, de Daina Papadaki (Chipre)
A Través del Espejo, de Ivan Mena (Espanha)
The Border Post, de Nicolas Panay (França)
Buenos Aires, de Daniel Gil Suárez (Espanha)
Buy 1 Get 1 Free, de Chia-Ho Ti (Taiwan)
Cholera, de Aritz Moreno (Espanha)
Democracia, de Borja Cobeaga (Espanha)
Efímera, de Daniel Modino (Espanha)
Firme Usted Aquí, de Rodrigo Zarza (Espanha)
Good Man, de Sylara Silvério e Amaro Neto (Brasil)
Helsinki, de Juan Beiro (Espanha)
Hosanna, de Katarzyna Gondek (Polónia)
Only Solomon Lee, de Àlex Lora (Espanha/EUA)
Out of Place, de Ozan Mermer (Alemanha)
Pedaços, de Athanasios Kalogiannis (Brasil)
Teratoma, de Óscar Díaz (Espanha)
Two Boys and a Sheep, de Lee Hyung-suk (Coreia do Sul)
Washingtonia, de Konstantina Kotzamani (Grécia)
White Swan, de Olivier Lallart (França)
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Ficção Nacional
Branco, de Luís Alves
Calou-se. Saiu. Saltei., de Bruno Carnide
Cigano, de David Bonneville
I Welcome You to This House, de Ana Pio
Joaquim, o Abóbora, de José Pando Lucas
Lost Haven, de Patrício Faísca
O Mundo Cai aos Bocados (e ainda assim as pessoas apaixonam-se), de Henrique Pina
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Animação
Carrotrope, de Paulo D'Alva (Portugal)
Collectors, de Marcel Hobi (Suíça)
The Cowboy - in color, de Trygve Nielsen (Noruega)
Gata Má, de Eva Mendes, Joana de Rosa e Sara Augusto (Portugal)
Hotzanak, For Your Own Safety, de Izibene Oñederra (Espanha)
Junior's Spots, de Cleide Ramos (Brasil)
Little Vulvah and Her Clitoral Awareness, de Sara Koppel (Dinamarca)
Moonshine, de Michal Poniedzielski (Polónia)
Só, de Nuno Fragata (Portugal)
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Documentário
Fisherman Without Border, de Rodolfo Silveira (Portugal)
Godka Cirka, de Àlex Lora e Antonio Tibaldi (Espanha)
Minerita, de Raul de la Fuente (Espanha)
Once Upon a Tree, de Marleen van der Werf (Holanda)
Very Good Sudan Very Good, de Luís Moya (Portugal/Sudão)
Zela Trovke, de Asier Altuna (Espanha)
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terça-feira, 3 de junho de 2014

Virginia Luque

 
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1927 - 2014
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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Book of Love (2004)

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Triângulo de Paixão de Alan Brown é uma longa-metragem norte-americana que despertou a minha curiosidade por contar numa das interpretações principais com Simon Baker, actor que protagoniza a série The Mentalist, que costumo acompanhar.
David (Baker) e Elaine (Frances O'Connor) são um jovem casal apaixonado que vivem a sua vida descontraidamente. Um dia conhecem Chet (Gregory Smith), um jovem adolescente com quem estabelecem uma amizade.
Esta amizade ganha novos contornos quando Chet começa insistentemente a insinuar-se a Elaine que aos poucos se deixa levar pelos encantos do mesmo e com quem estabelece uma ocasional relação sexual.
Se Alan Brown escreve um argumento que até poderia ter algum potencial enquanto história sobre um adolescente emocionalmente problemático que se deixa levar pelos apelativos encantos daqueles que parecem ter algo que ele nunca teve, nomeadamente amor, atenção e afecto ainda que todos eles expressos de forma pouco conveniente, não é menos verdade que este filme se mostra desde os primeiros instantes como algo débil e tecnicamente pouco apelativo.
Começando por aquilo que é evidentes, as filmagens de Book of Love remetem-nos para um imaginário quase decadente da década de 70 (não o sendo), não só pela forma como todo o ambiente é retratado como também pela ideia de um amor livre e onde todos podem facilmente envolver-se com o primeiro, ou primeira, que lhe parece sexualmente interessado. Esquecendo as debilidades que a própria filmagem apresenta, se a isto juntarmos uma edição que parece colar todos os segmentos de forma irracional onde um momento parece justificar o anterior e abrir declaradamente aos instantes seguintes, então temos aquilo que parece uma novela mal pensada e estruturado cujo único propósito é insinuar uma relação que de platónica já nada tem.
Depois de percebermos que tecnicamente este filme é uma nulidade pegada, ao ponto de acharmos que estamos a assistir a diversas curtas-metragens dentro de algo que pretende ser uma longa, eis que deparamos com um conjunto de actores que, também eles, não sabem muito bem o que fazer com as personagens a que pretendem dar vida. Simon Baker é apagado no seu "David" que apenas parece mostrar alguma emoção quando o "próprio" não sabe para que lugar se virar com a traição da sua mulher. Esta, numa interpretação porno-erótica de Frances O'Connor está declaradamente desde o primeiro instante a provocar o jovem "Chet" que, rendido aos encantos de uma mulher mais velha, se deixa levar com pedaços de gelado a serem devorados como se se estivesse a iniciar um qualquer acto num filme erótico de segunda categoria.
Quanto a Gregory Smith, que parece ser o único a ter real intenção de criar uma personagem, perde-se pelo meio da sua adolescência pouco resolvida e da sua aparente inserção numa idade adulta onde o próprio tem sonhos a mais e formas de os concretizar a menos, e tão depressa lhe garantem o mundo através de um amor que é impossível como de seguida lhe dizem "desculpa lá mas não".
Com um conjunto de personagens que estão para lá de perdidas no seu próprio mundo e ambiente, Book of Love é assim um manto de retalhos, todos eles mais cortados e relatados, que nunca se chega a assumir nem como drama, nem como filme de auto-descoberta e tão pouco como drama erótico que timidamente tentou ser.
Já bem perto do final, e quando pensamos que todo o mal está feito, sentimos o quanto podemos estar enganados ao sermos levados para o Cambodja, que pode ser ali na Baixa da Banheira pois na prática.... "who cares", local esse que foi revelado por Baker e O'Connor como o local onde se "encontraram espiritualmente", e onde o jovem já não tão jovem se encontra (imagine-se a coincidência) com "Heather" (Bryce Dallas Howard), ex-aluna de "David" e que também teve por ele uma paixoneta não concretizada.
É aqui, felizmente já bem perto do final de algo que quase parece inenarrável, que pensamos que o mundo é pequeno... muito pequeno. Não necessariamente para possibilitar que todos nos "encontremos", mas sim para perceber que filmes destes são obras (se assim lhe conseguirmos chamar) que nunca deveriam ter visto a luz do dia... que mais prejudicam do que beneficiam as carreiras daqueles que nela trabalharam e que felizmente são filmes que nunca tiveram (espero) grande divulgação.
O mais positivo (se assim se quiser) que este filme tem é que cedo percebemos a sua grande falta de qualidade e, como tal, mais vale a pena olhá-lo como uma peça mal feita que diverte (pouco), do que propriamente algo que queremos levar a sério... afinal, nem quem o fez deve tê-lo visto dessa forma.
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Academia Portuguesa de Cinema anuncia os galardoados com o Sophia Carreira 2014

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A Academia Portuguesa de Cinema anunciou os galardoados com o Sophia de Carreira pelos seus contributos para com o cinema português.
Depois de na cerimónia realizada no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa em Outubro do ano passado terem sido distinguidos a actriz Laura Soveral, o distribuidor José Manuel Castello Lopes e o director de fotografia Acácio de Almeida, a Academia Portuguesa de Cinema decidiu que iria galardoar o realizador José Fonseca e Costa cuja carreira se estende desde a década de 60 do século passado tendo estado por detrás das câmaras em filme como O Recado (1972), Kilas, o Mau da Fita (1980), Sem Sombra de Pecado (1983), A Balada da Praia dos Cães (1987), A Mulher do Próximo (1988), Cinco Dias, Cinco Noites (1996) ou Viúva Rica Solteira Não Fica (2006).
O Sophia Carreira será ainda entregue ao director de fotografia Eduardo Serra que participou nos filmes A Mulher do Próximo, de Fonseca e Costa, O Processo do Rei, de João Mário Grilo, Amor e Dedinhos de Pé, de Luís Filipe Rocha, O Judeu, de Jom Tob Azulay, O Delfim, de Fernando Lopes tendo estado ainda envolvido em produções internacionais como Jude, de Michael Winterbottom, Unbreakable, de M. Night Shyamalan, Blood Diamond, de Edward Zwick, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 e 2, de David Yates, Girl with a Pearl Earring, de Peter Webber ou The Wings of the Dove, de Iain Softley, estes dois últimos pelos quais recebeu nomeações para os Oscars e um BAFTA.
Finalmente o último homenageado com o Sophia Carreira da Academia Portuguesa de Cinema é o actor e produtor Henrique Espírito Santo em cuja carreira figuram títulos como A Culpa, de António Victorino de Almeida, Meus Amigos, de António da Cunha Telles, O Bobo, de José Álvaro Morais, Sinais de Fogo, de Luís Filipe Rocha e Tabu, de Miguel Gomes, o vencedor do primeiro Sophia atribuído ao Melhor Filme.
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domingo, 1 de junho de 2014

Ann B. Davis

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1926 - 2014
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