domingo, 6 de março de 2011

Dead & Buried (1981)

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Reencarnações de Gary Sherman pertence àquela corrente cinematográfica fantástica e que praticamente toda a gente adora... o terror.
Este filme que não tem no seu elenco actores de grande renome à excepção de um James Farentino e de Robert Englund, aquele que viria a ser Freddy Kruger, actor principal de uma das maiores sagas de terror de sempre... Pesadelo em Elm Street.
Dan Gillis (Farentino), polícia de uma pequena cidade norte-americana, começa a investigar uma súbita onda de assassinatos macabros que decorrem na pacata cidade.
À medida que a sua investigação avança maiores são as suspeitas sobre várias pessoas da própria vila e, algumas delas, bem mais próximas dele do que pensava. No entanto, o mais assustador de todas as descobertas são os reais motivos dos crimes e o que levou a serem cometidos.
Independentemente da qualidade narrativa do filme, que não é má considerando o género e os meios, verdade seja dita que aquilo que temos de imediatamente destacar é o magnífico trabalho de caracterização feito, como não poderia deixar de ser, por aquele que é considerado um génio desta arte e que já esteve por detrás de muitos grandes filmes, ou seja, Stan Winston, já premiado pela AMPAS não só nesta categoria como também na área de Efeitos Especiais Visuais.
A provar isto está toda a sequência de recuperação de um cadáver feminino "feita" por William Dobbs (Jack Albertson), o médico patologista da cidade, onde assistimos a recuperação de um cadáver desfigurado literalmente até ao "osso" e a sua reconstrução. Brilhante... francamente brilhante.
Verdadeiramente grotesca em muitas situações, momentos há neste filme que ao olharmos para certas caras temos de facto que fechar os olhso e fazer de conta que aquilo vai passar em breve. Não se trata de nada gore ou muito assustador mas sim a roçar o nojento e desagradável. Aquelas caracterizações que nos metem realmente asco e é aí que reside muito do assustador que este filme tem.
Este filme é perfeito para aquelas longas noites em que decidimos fazer ciclos de cinema de terror. Tem de tudo. Suspense, o efeito "asco", sequências onde por muito que as "vítimas" tentem fugir... o mal está sempre ali ao lado.
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5 / 10
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