sexta-feira, 18 de março de 2011

30 Days of Night: Dark Days (2010)

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30 Dias de Escuridão: Dias Sombrios de Ben Ketai é a continuação, muito menos conseguida, do brilhante filme de terror 30 Dias de Escuridão que contou com a participação de Josh Hartnett.
Digo menos conseguida pois logo à partida notamos que os momentos que supostamente deveriam ser mais tensos e de maior terror são praticamente inexistentes e, os poucos que existem, não conseguem criar nem o impacto visual nem o psicológico que o filme original conseguiu provocar.
Além do facto das sequelas serem tradicionalmente mais fracas que o filme original, salvo raríssimas excepções claro, contribuiu para que este filme ficasse mais fraco o facto da sua acção ser deslocada de um local realmente afectado por uma escuridão de trinta dias, isolado no meio de um Alasca coberto de neve, para uma Los Angeles solarenga e completamente descontextualizada de toda a mitologia envolvente às histórias de vampiros.
Aqui limitamo-nos a acompanhar uma das sobreviventes da primeira história (que já é interpretada por uma outra actriz, ou seja, Kiele Sanchez) que procura vingar as mortes causadas na sua cidade natal e principalmente a do seu marido Eben (já não sendo também Hartnett a interpretá-lo).
Nesta sua luta encontram-na três outros sobreviventes de outros massacres e juntos procuram capturar a raínha dos vampiros no meio dos infindáveis túneis subterrâneos, deixando assim os ditos sem qualquer sentido de organização e orientação.
À excepção de um trabalho de fotografia razoável de Eric Maddison que consegue criar uns poucos, muito poucos, momentos mais fiéis ao contexto e uma caracterização dos ditos vampiros que não foge à temática original mas que, ainda assim, se nota muito mais amadorismo do que na história inicial (que se notem aqueles dentes colocados à pressão que mais parecem disfarces de Carnaval), pouco mais no filme consegue reunir uma simpatia ou consenso de grande profissionalismo.
Como se tudo isto já não prejudicasse aquela que foi uma das histórias de terror que na minha opinião é das mais bem conseguidas dos últimos tempos, ainda é neste filme recuperado um daqueles elementos que tem de estar religiosamente presente nos filmes de terror mais rascas... o sexo. Completamente despropositado e sem qualquer lógica plausível (a tensão poderia lá estar sem ser realmente confirmada), e talvez o filme ganhasse alguma credibilidade mais... aceitável.
De resto, este filme serve apenas para dar continuidade a mais uma saga sem fim de histórias que se vão desenrolar... ou não tivessemos nós o fim previsível que este filme tem e que, de certa forma nos fará ver o que daqui vem ao mesmo tempo que afirmamos a pés juntos que apenas e só o filme inicial tem a qualidade que desejamos realmente ver.
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3 / 10
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