quinta-feira, 27 de março de 2014

Abrazo en un Terremoto (2014)

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Abrazo en un Terremoto de Ricardo Bajo Gaviño é uma curta-metragem espanhola que nos relata o encontro ocasional entre Eduardo (Fernando Gil) e Marta (Alejandra Cid) aquando da visita desta à livraria onde ele trabalha, eles que haviam sido amigos nos seus tempos de juventude e entre os quais se denota ter existido uma paixoneta de Verão.
A questão que então se coloca é se existirá ou não espaço para retomar o amor que aparentemente não se confirmou mais cedo nas suas vidas.
Bajo Gaviño e Rita Sánchez assinam este argumento que pela simplicidade da sua mensagem e pela dedicação que os actores a transmitem no ecrã consegue cativar o espectador a seguir este amor renascido mas tímido. Renascido pois sentimos e percebemos que algo existiu, ou esteve para existir entre ambos, e tímido porque apesar de estar presente nenhum o quer confirmar pelo receio que um potencial compromisso não correspondido lhes poderá provocar.
Fernando Gil e Alejandra Cid têm momentos em que se denota uma cumplicidade silenciosa mas que não é plenamente desenvolvida graças ao escasso tempo de duração desta curta-metragem e que é, essencialmente, o único factor menos positivo de todo o trabalho. O espectador necessita que estas duas personagens consigam ter mais uns minutos de tempo para que possa acompanhar não a confirmação da sua química mas pequenos apontamentos que nos demonstrem mais as suas inseguranças e receios, o mesmo acontecendo com "Fermin", a simpática personagem interpretada por Luís Santiago enquanto o dono da livraria onde "Eduardo" trabalha e que está prestes a encerrar as suas portas.
Assim, e na sua essência, o argumento de Abrazo en un Terremoto reflecte sobre o depois de uma primavera da vida cheia de ilusões e paixões veranis onde tudo parece lindo e eterno sendo que, no entanto, chega aquele momento de outono onde tudo parece ter de ser conformado com as realidades mais ou menos duras da vida e onde todos já receiam poder arriscar ainda que o risco possa ser portador de boas notícias e sentimentos que nunca se experimentaram.
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7 / 10
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