quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Late Bloomer (2004)

.
.
Late Bloomer de Craig Macneill transporta-nos para uma sala de aula onde um grupo de adolescentes a despertar para a sua sexualidade têm a primeira aula de... educação sexual.
O realizador Craig Macneill dá-nos um interessante e absolutamente genial retrato deste grupo de adolescentes pela voz e pensamento de um deles que é não só original como consegue congregar na mesma curta um assunto tido como sério contado com todo o poder que só a comédia consegue ter.
Interessante ainda como o "olhar" das duas personagens adultas para com esta temática é do mais recriminador e censurado possível como se a sexualidade de um crime se tratasse.
Absolutamente genial e um das curta-metragens mais originais que vi nos últimos tempos.
.
8 / 10
.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Les Chiens Isolés (2011)

.
Les Chiens Isolés de Rémi Bastie, Nicolas Dehghani, Jonathan Djob Nkondo, Paul Lacolley, Kevin Manach, Nicolas Pegon e Jérémy Pires é uma curta-metragem de animação que nos retrata a vida de um grupo de homens numa plataforma petrolífera.
Quando a solidão e a sensação de imensidão do mar se apodera da mente de um deles... como irá transformar a amizade entre estes homens? Eles que ali num espaço onde têm a imensidão do mar se sentem também cada vez mais afectados pela clausura que a mesma lhes proporciona...
Apesar de achar a curta interessante e as animações bem executadas não posso deixar de pensar que é o tipo de filme que merecia algum tempo mais de duração para explorar algumas das personagens que apenas perdem por não conseguirmos perceber bem o contexto em que vivem e socializam.
.
6 / 10
.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Le Voyage dans la Lune (1902)

.
Viagem à Lua de Georges Méliès que passou na Festa do Cinema Francês justamente antes da estreia d'O Artista, é a mais completa cópia encontrada até à data deste filme do realizador francês.
A história deste filme está quase intimamente ligada à história do próprio cinema. Porquê? Basta pensarmos... um grupo de membros de uma sociedade de geografia reune-se com o objectivo de planearem uma viagem à Lua.
Depois de uma grande discussão inicia-se a construção de uma enorme cápsula que será projectada por um gigante canhão e assim alguns desses homens conseguirem chegar à Lua.
Uma vez lá chegados, depois de acertarem exactamente num dos olhos da Lua, encontram não só um estranho território em nada convidativo e também uma estranha população agressiva e que não os quer lá. Depois de uma intensa fuga regressam à Terra, local de onde não deveriam ter saído. Ou deveriam?
É aqui que reside a tão grande semelhança entre esta viagem e o cinema. Uma viagem dita impossível mas que foi alcançada pelas vontades e caprichos de alguns, tal como o cinema retrata o sonho. O sonhos que tantos homens, tal como aqueles ali ficcionados, tiveram, têm e espero que venham a ter durante muitos e largos anos, em retratar isso mesmo... sonhos. Viagens. Desejos. Ânsias. Medos. Aventuras. Tudo aquilo que possa provocar conhecimento sobre o desconhecido. Sobre o diferente. Sobre o futuro, pois este é feito dos sonhos de hoje. E... Principalmente sobre nós próprios.
Ambientada com uma irrepreensível banda-sonora da autoria dos Air, esta curta-metragem que felizmente deixou de estar perdida é agora um perfeito filme sobre o sonho e a vontade humana, e de como ambos estão tão intimamente ligados.
Esta curta foi a perfeita abertura para uma grande noite.
.
8 / 10
.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Le Moine (2011)

.
O Monge de Dominik Moll reune dois nomes grandes do cinema europeu em interpretações que são um pouco fora do normal de se verem para os mesmos... Vincent Cassel e Sergi López.
Este filme que teve a sua antestreia nacional no âmbito da Festa do Cinema Francês no Cinema São Jorge em Lisboa, conta-nos a história do Monge Capuchinho Ambrósio (Cassel) que é um fervoroso devoto com um imenso dom da palavra e um carisma intocável que faz arrastar multidões para os seus discursos.
Educado toda a sua vida com os hábitos e costumes do mosteiro na porta do qual fora abandonado recém nascido, Ambrósio pensa estar a salvo de todas as tentações que poderiam cruzar o seu caminho. O problema reside na chegada de um misterioso noviço que vai tentar e testar todas as convicções e fraquezas de Ambrósio.
Depois de ter visto Harry, o filme que tornou o nome de Dominik Moll num peso pesada da cinematografia francesa e europeia, as expectativas para este O Monge eram de facto grandes. Se juntarmos a isto o facto de ser interpretado pelo grande actor que é Vincent Cassel, então a curiosidade era enorme e quase incontrolável.
O filme tem tudo para resultar... Uma boa dupla entre actor principal e realizador, um conjunto notável de secundários entre os quais se destaca Sergi López, o Harry, e claro está o "simples" facto de ser um filme de época com tudo o que isso acarreta, desde um magnífico guarda-roupa, fotografia e cenários onde se desenrola o filme sem esquecer o facto de ser uma história com marcados contornos góticos que torna todo o ambiente bastante sombrio e tenebroso. Resumindo uma longa história... este filme tinha de estar au point.
O problema está exactamente aqui... Tinha de estar mas não está. Considerando que é um filme de época obviamente não podemos esperar que seja uma história ultra-movimentada onde a acção supera o contúdo do argumento, no entanto aquilo com que aqui somos confrontados é, no fundo, um filme excessivamente reflexivo, tal como as tentações a que o monge é sujeito, mas enquanto ele na história cede, nós, pelo contrário, não conseguimos ceder e criar uma grande empatia com aquilo que vemos.
Falta algo... falta um pouco da loucura que sentimos em Harry e aquele lado onde um inocente é lavado ao lado mais sombrio da natureza humana. Aqui, a existir essa passagem, acaba por se tornar algo óbvio de mais... é esperado... é quase consentido e assumido pelo espectador. Nós no fundo sabemos o que vai acontecer.
A nível técnico e estético o filme é irrepreensível. Todos os elementos se encontram a um nível superior onde não podemos sequer pensar apontar o dedo, no entanto acabam por ser esses mesmos aspectos que "salvam" o filme e não tanto a história que deveria ser envolvente. Ao sabermos que os pecados vão lá estar e aos quais irão existir cedências, não existe qualquer compaixão para perceber que aquele monge foi (é) uma vítima, antes pelo contrário sabemos que é aquilo que ele quer e vai fazer.
A química existente entre os actores e deles para com a história acaba por ser quase superficial sendo que, há que dizê-lo, Cassel é também ele irrepreensível na sua prestação confirmando mais uma vez (como se tal ainda fosse preciso) a sua excelência. Não me espantaria que no próximo ano recebesse uma nomeação ao Cesar na categoria de Actor, bem como as categorias técnicas fossem também elas nomeadas e algumas vitoriosas.
Quanto ao filme em geral... Não é de fácil visualisação nem tão pouco será um filme que fique para "depois". Ainda assim é de vez e tirar conclusões próprias pois estou certo que muitos irão achar existencialista ou uma confirmação de que a carne é, realmente, fraca.
Não pelo filme, mas mais pelos espectadores que se encontravam naquela enorme sala... tenho igualmente a dizer que é de muito mau gosto abandonar o filme a meio... Quer se goste quer não, só se descobre isso depois de o ver.
.
.
6 / 10
.

domingo, 9 de outubro de 2011

Cierresse (2011)

.
.
Cierresse de Luca Murri, ou CRS para os amigos, é uma curta-metragem que nos mostra um Centro de Recuperação de Super-heróis ou será antes um Centro de Recuperação para Doentes Mentais?
Depois de ver esta curta italiana aquilo que fez pensar foi que se a curta já está interessante, teria sido muito melhor como uma longa-metragem para um maior desenvolvimento destas personagens que teriam muito mais para dar e enriquecer ainda mais o filme.
As ideias, que até estão presentes, bem como o argumento, conseguem ser interessantes e inovadores. Por ele sentimos alguma empatia e a graça e a comédia estão lá subjacentes mas o problema é mesmo a limitação de tempo que, como disse, corta um pouco o desenvolvimento que estas personagens poderiam ter conseguido alcançar e ter podido chegar a uma muito bem conseguida comédia.
Como disse, curta de duração, e merecia ter mais algum tempo... vale, no entanto pelas intenções bem conseguidas... ainda que por vezes nos fique sempre a vontade de querer ver mais caso existisse tempo para a exploração do argumento e consequentemente das personagens que se percebe terem claramente muito mais para dar.
.
6 / 10
.

sábado, 8 de outubro de 2011

Visionary Iraq (2009)

Visionary Iraq de Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty é uma curta-metragem portuguesa que nos conta a história de dois irmãos que mantêm uma relação amorosa secreta.
As duas personagens, irmão e irmã, são interpretados pelos próprios realizadores onde, no caso feminino, pintam a cara do realizador para interpretar uma mulher africana... e mal (tanto a pintura como a consequente interpretação... se é que se pode chamar de tal).
Ao ver esta curta-metragem assustei-me. E assustei-me pelo facto de ser algo francamente pobre e muito mal feito. Que me desculpem os dois realizadores mas isto em termos visuais, interpretativos, de caracterização é, no mínimo e para ser simpático, puro lixo televisivo.
O argumento, também da autoria de ambos, é algo até com algum potencial e que poderia dar vida a uma trama interessante e entusiasmante para o espectador. No entanto, nada em tão curto espaço de tempo foi feito com tão pouca qualidade.
Perfeitamente dispensável e sem qualquer qualidade notória à vista esta é daquelas curtas que tinha ganho muito... em não ser feita.
.
(pelo único facto de não atribuir zeros na classificação) <-- 1 / 10
.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Come Early Morning (2006)

.
Amargo Amanhecer de Joey Lauren Adams despertou o meu interesse por dois motivos concretos. O primeiro prende-se obviamente com a presença de Ashley Judd na interpretação principal. O segundo com o facto de Roger Ebert, o maior crítico de cinema da actualidade, dizer que este é o seu melhor desempenho de sempre.
Lucy (Judd) é uma mulher nos seus trinta e poucos anos que não acredita no amor. Todos os dias que sai acaba por deitar-se com um homem diferente e de manhã fugir sem sequer trocarem uma palavra. Mantém relações de família com os avós e uma muito ocasional relação com o seu pai.
Lucy é essencialmente uma mulher só. Que está só. Que vive só e afastada de qualquer tipo de relação que lhe pudesse dar uma estabilidade emocional.
É certo que a maioria dos filmes a que assisti com a participação desta actriz são, essencialmente, de acção e onde os seus dotes dramáticos poderiam à partida não ser os melhores. Este, tido como um drama, seria aquele onde eu esperava encontrá-la no seu melhor e onde o seu potencial dramático atingisse um nível bem superior àquilo que tenho visto até à data.
Não sendo um filme menor, pois acaba por nos dar uma interessante perspectiva sobre uma mulher que não acreditando no amor o procura desesperadamente no seu silêncio interior, também não é aquele filme pelo qual esperamos ansiosamente ver uma actriz de quem gostamos dar a sua melhor interpretação de sempre.
Ashley Judd tem aqui uma interpretação amarga. Amarga no sentido de que consegue interpretar bem aquele sentimento de uma pessoa que não querendo nada de ninguém acaba por esperar que alguém lhe dê tudo. Alguém que a faça sentir uma pessoa desejada, querida e especialmente amada. Alguém que a faça sentir presente no local onde está. No fundo pretende obter o amor que junto dos seus não conseguiu obter.
Todas as demais personagens são satélites de Lucy. São pessoas que giram à sua volta apenas para confirmar que no meio de tantos ela acaba por se encontrar sózinha. São todas estas personagens que nos mostram que ela apenas se limita a estar lá desprovida de qualquer personalidade própria apenas com o intuito de ajudar os outros a cumprir as suas tarefas sejam elas quais forem.
A falta de amor próprio que Lucy sente impede-a não só de ser amada e respeitada pelos seus como principalmente por aqueles que dela se aproximam com a intenção de a conhecer como ela é e pelo que ela é. A sua solidão sente-se a cada momento que ela aparece no ecrã. Sózinha em família, com um conjunto reduzido de amigos que ela própria por vezes nem os reconhece como tal e sem ninguém que lhe dê o amor que ela própria acha e sente não merecer.
É um facto que achei esta história interessante e com potencial suficiente para este se poder transformar num bom filme. Um filme feito para uma actriz com um potencial imenso e ainda não devidamente aproveitado brilhar por ela própria. Um complemento perfeito entre ambos... No entanto há algo que falha no filme. Há algo que não consegue despoletar aquela empatia entre ambos e, por sua vez, para connosco enquanto espectadores. Claramente percebemos que é uma interpretaçã forte e não digo a melhor mas uma das mais elaboradas desta actriz mas, no entanto, comparativamente com outras suas interpretações em filmes como Beijos que Matam ou A Voz do Coração, este fica a umas quantas milhas de distância.
Tim Orr, o director de fotografia, consegue no entanto ser um dos pontos fortes do filme ao transformar toda a luminosidade e ambiente ao longo deste filme tão opaco e "morto" como as próprias expectativas que a personagem de Ashley Judd tem para si própria conseguindo já bem no final transformar essa mesma luz em algo mais claro e distinto numa clara e óbvia representação que a vida daquela mulher está, finalmente, prestes a mudar.
Sei com segurança que este filme não é um daqueles em que pensamos ter perdido parte do nosso tempo. No entanto, sei igualmente que depois de o vermos esperamos que ele pudesse ter sido algo bem maior digno do empenho que esta grande actriz que é Ashley Judd realmente merecia.
.
.
6 / 10
.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Audição (2009)

.
.
A Audição de Francisco Campos e Henrique Bagulho é uma curta-metragem de ficção com a participação de Mário Redondo e José Wallenstein nas interpretações principais.
Filipe (Redondo) é um actor demasiadamente centrado na sua pessoa... quando a Morte (Wallenstein) reclama a sua vida através de uma última audição será que Filipe o consegue enganar?
Interessante curta-metragem feita por alunos da Universidade Lusófona, o único aspecto menos positivo que lhe noto é alguma deficiência no som.
Original e com um trabalho de fotografia bastante agradável da autoria de David Tutti dos Reis, esta é uma curta a ver e a reter pela sua qualidade.
.
7 / 10
.

Festa do Cinema Francês 2011

.
Nomeados ao Prémio do Público:
.
De Vrais Mensonges, de Pierre Salvadori
Demain?, de Christine Laurent
Et Maintenant on va où?, de Nadine Labaki
Impardonnables, de André Téchiné
Incendies, de Denis Villeneuve
La Source des Femmes, de Radu Mihaileanu
Le Dernier Vol, de Karim Dridi
Le Moine, de Dominik Moll
Les Femmes du 6ème Étage, de Philippe Le Guay
The Artist, de Michel Hazanavicius
Un Amour de Jeunesse, de Mia Hansen-Love
.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Steve Jobs

.
1955 - 2011
.

Sobre Vivência (2009)

.
Sobre Vivência de João Azevedo e Luís Lobo é uma curta-metragem feita como projecto da licenciatura de cinema da Universidade Lusófona que conta a participação de Glória de Matos e Francisco Pestana, dois já conceituados actores, e com Ricardo Borges na interpretação principal.
Esta curta conta-nos sob diferentes olhares o que é este conceito, aqui tido com dois diferentes significados, de sobrevivência... ou sobre vivência. Com os diálogos do conjunto de actores podemos ter um olhar sobre a vivência de diferentes formas e, como esta, acaba por ser sobre a sobrevivência de cada um deles.
Interessante, um trabalho de fotografia bastante bom da autoria de Leandro Ferrão e o regresso de uma glória da interpretação nacional, ou não me referisse à excelente Glória de Matos, a uma prestação em cinema que em muito me agrada (pena é não aparecer ainda mais).
.
7 / 10
.

Oscars 2012: Submissões a Filme Estrangeiro

.
Submissões ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (filmes estreados entre 01 de Outubro de 2010 e 30 de Setembro de 2011):
.
África do Sul - Skoonheid, de Oliver Hermanus

Albânia - Falja e Gjakut, de Joshua Marston
Alemanha - Pina, de Wim Wenders
Argentina - Aballay El Hombre sin Miedo, de Fernando Spiner
Áustria - Atmen, de Karl Markovics
Bélgica - Rundskop, de Michaël R. Roskam
Bósnia-Herzegovina - Belvedere, de Ahmed Imamović
Brasil - Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro, de José Padilha
Bulgária - Тилт, de Viktor Chouchkov
Canadá - Monsieur Lazhar, de Phillipe Falardeau
Chile - Violeta se fue a los cielos, Andrés Wood
China - The Flower of War, de Zhang Yimou
Colômbia - Los Colores de la Montaña, de Carlos César Arbeláez
Coreia do Sul - The Front Line, de Jang Hung
Croácia - Sedamdeset i dva dana, de Danilo Šerbedžija
Cuba - Habanastation, de Ian Padrón
Dinamarca - SuperClásico, de Ole Christian Madsen
Egipto - Lust, de Khaled El Hagar
Eslováquia - Cigán, de Martin Šulík
Eslovénia - Circus Fantasticus, de Janez Burger
Espanha - Pa Negre, de Agustí Villaronga
Filipinas - Ang Babae Sa Septic Tank, de Marlon Rivera
Finlândia - Le Havre, de Aki Kaurismaki
França - La Guerre est Déclarée, de Valérie Donzelli
Geórgia - Chantrapas, de Otar Iosseliani
Grécia - Attenberg, de Athina Rachel Tsangari
Holanda - Sonny Boy, de Maria Peters
Hong Kong - A Simple Life, de Ann Hui
Hungria - A Torinói ló, de Béla Tarr
Islândia - Eldfjall, de Rúnar Rúnarsson
Índia - Adaminte Makan Abu, de Salim Ahamed
Irão - Nader and Simin, A Separation, de Asghar Farhadi
Irlanda - As If I Am Not There, de Juanita Wilson
Israel - Footnote, de Joseph Cedar
Itália - Terraferma, de Emanuele Crialese
Japão - Postcard, de Kaneto Shindõ
Líbano - Et Maintenant, on va où?, de Nadine Labaki
Lituânia - Kai Apkabinsiu Tave, de Kristijonas Vildžiūnas
Macedónia - Punk's Not Dead, de Vladimir Blazevski
Marrocos - Omar m'a Tuer, de Roschdy Zem
México - Miss Bala, de Gerardo Naranjo
Noruega - Sykt lykkelig, de Anne Sewitsky
Nova Zelândia - O Le Tulafale, de Tusi Tamasese
Perú - Octubre, de Daniel Vega Vidal
Polónia - In Darkness, de Agnieszka Holland
Portugal - José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes
República Checa - Alois Nebel, de Tomás Lunák
Roménia - Morgen, de Marian Crisan
Rússia - Burnt by the Sun 2: Citadel, de Nikita Mikhalkov
Sérbia - Montevideo, Bog te Video, de Dragan Bjelogrlić
Singapura - Tatsumi, de Eric Khoo
Suécia - Beyond, de Pernilla August
Suíça - Giochi d'Estate, de Roland Colla
Tailândia - Kon Khon, de Sarunyu Wongkrachang
Taiwan - Seediq Bale, de Wei Te-Sheng
Turquia - Once Upon a Time in Anatolia, de Nuri Bilge Ceylan
Uruguai - La Casa Muda, de Gustavo Hernández
Venezuela - El Rumor de las Piedras, de Alejandro Bellame Palacios
Vietname - Thang Long Aspiration, de Lưu Trọng Ninh
.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

The Insane (2006)

.
The Insane de Mark Cripps e David Ellison é uma curta-metragem de suspense que nos mostra John Vincent (James Spofforth), um polícia em busca de vingança pela morte da sua mulher que fora morta por um grupo de brutais assassinos que invadiram a cidade.
Esta interessante e excelente curta-metragem que nos revela que nem tudo é o que inicialmente parece de facto o é, tem não só um extraordinário argumento como está brilhantemente dirigida por esta dupla de realizadores que nos entregam uma cidade decadente e abandonada como cenário para esta jornada pela vingança.
James Spofforth tem uma interpretação excelente e consegue ser bastante convincente como o polícia sem família devido a um trágico assassinato e como polícia que percebe não conseguir voltar a estar do lado certo da lei.
Esta curta consegue surpreender com o seu excelente final e sobretudo pela forma como retrata a loucura pela violência e a demência de uma sociedade que aparenta já não ter qualquer hipótese de ser salva.
.
9 / 10
.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Validation (2007)

.
Validation de Kurt Kuenne é uma daquelas grandes surpresas que chega do "reino" das curtas-metragens e que nos deixam completamente deliciados.
Hugh (TJ Thyne) é o tipo que valida os parquímetros. No entanto, sempre que um novo cliente chega para pagar o dito parquímetro ele tem sempre um elogio a fazer e deixar as pessoas com um sorriso no rosto. Esse sim é o seu verdadeiro objectivo.
Centenas são as pessoas que vêem a sua vida modificada ao escutarem algumas das suas palavras, até ao dia em que Hugh se vê perdido de amor por Victoria (Vicki Davis), a única pessoa que não lhe dá qualquer sorriso pondo assim em causa a sua missão.
Mentia se dissesse que esta curta não me conseguiu surpreender e deixar, pela sua tão positiva mensagem, mais alegre. O argumento da autoria do próprio Kurt Kuenne é de tal forma positivo que somos incapazes de ver esta curta e não deixar de nos sentirmos simplesmente melhor. Tão simples e tão eficaz graças à sua forma tão natural e emotiva de representar o amor.
O sorriso é de facto uma "arma" muito poderosa... pena é que tantas pessoas não a usem... Esta curta é de longe um dos melhores exemplos do verdadeiro proposito daquilo que é o cinema... criar sorrisos, esperanças e emoções. Altamente recomendada.
.
9 / 10
.

domingo, 2 de outubro de 2011

The Men Who Stare at Goats (2009)

.
Homens que Matam Cabras só com o Olhar de Grant Heslov foi um filme muito antecipado pela reunião de um grupo bem forte de actores onde se destacam nas principais interpretações George Glooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey.
Bob (McGregor) é um repórter que procura o furo da sua carreira e conseguir assim provar à sua ex-mulher que é com ele que deve ficar. Tudo parece correr bem quando ele conhece Lyn (Clooney), um homem que afirma pertencer a uma facção oculta do exército norte-americano que usa poderes paranormais para completar as suas missões.
Através de uma viagem pelo Iraque estes dois homens começam a estabelecer uma relação que levará Bob a questionar se tudo aquilo será apenas um estranho acaso ou pior, uma estranha realidade.
Confesso que sempre ouvi falar relativamente mal deste filme o que, para o conjunto de actores que dele fazem parte, me deixava por um lado incrédulo e por outro mais curioso por ver e confirmar o que por aqui realmente se passava. Demorou mas finalmente consegui ver e constatar... Este filme é francamente mau.
O argumento de Peter Straughan com base no livro de Jon Ronson, tem potencial suficiente para poder transformar esta história em algo interessante considerando aquilo de que trata, mas no entanto, pelo meio algo falha e a dada altura acabamos a pensar já não tanto no filme em si mas mais naquilo que parece uma verborreia de frases desconexas e interpretações péssimas por parte de um conjunto magnífico de actores.
Quanto a eles não sentimos empatia por nenhum em particular e as suas interpretações não passam do mediano ao muito mau e, se pensarmos bem no assunto, alguns deles já receberam os mais elevados prémios de interpretação ou, mesmo não os recebendo pois isso nem sempre significa algo de concreto, estão normalmente na lista daqueles actores que conseguem facilmente convencer-nos com a qualidade do trabalho que têm. Aqui, no entanto, temos a nulidade pegada... McGregor está quase sempre desesperado por mostrar que "acredita" no que experiencia... Clooney muito "preocupado" em ser credível... Bridges não é convincente como um ex-militar hippie.. e à medida que avançamos e vemos o seu estado final... pior ficamos... e quanto a Spacey parece que se limita simplesmente a... "estar lá".
Finalmente, por muita verdade que tenha esta história (ou não) a realidade é que pensamos que será "necessário" falar de um filme que na prática não nos adianta em nada ou de útil.. pouco tem (especialmente se pensarmos que é capaz de ser o maior fiasco na carreira de todos estes actores).
Retirando uma ou outra situação onde ainda dá para sorrir um pouco (honestamente já nem sei onde pois acabei de ver este filme ontem e pessoalmente não tenho nada assim de concreto que possa apelidar de bom... ou menos mau), o que é certo é que todo o filme, sem grandes excepções, é uma nulidade pegada... A falar em pontos positivos... dou os parabéns às cabras que no seu acto de libertação conseguem ser credíveis... ou até àquela que quando morta nos entrega o momento alto de interpretação de todo o filme. Tudo o resto... é perfeitamente dispensável. Para nós e para os actores que neste filme representam.
.
.
2 / 10
.

sábado, 1 de outubro de 2011

Linda Silva

.
1942 - 2011
.

Beyond Black Mesa (2011)

.
Beyond Black Mesa de Brian Curtin é uma muito interessante curta-metragem que engloba vários géneros e estilos que passam do pós-apocalíptico à acção, invasão e elementos zombie tudo em pouco mais de onze minutos... e com sucesso.
Já utilizei aqui em vários comentários a curtas-metragens que muitas delas apenas pecam pela sua falta de duração, que é como quem diz... é uma pena serem apenas curtas e não longas-metragens. Correndo o risco de novamente ser repetitivo, para esta utilizo a mesma observação. Existe aqui muito potencial e muitas "pontas" no argumento que poderiam ser utilizadas para a transformar numa forte e interessante longa-metragem que, suspeito, iria ter uma muito extensa legião de fãs.
Tem um bom e consistente argumento e os efeitos especiais apenas o complementam e dinamizam para um resultado final bastante positivo.
Interessante e de registo, gostava de ver esta curta poder um dia (para breve) transformar-se em algo mais que lhe desse continuidade.
.
8 / 10
.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Speechless (1994)

.
Sem Palavras de Ron Underwood conta com dois actores que, no ano da sua produção, estavam muito na moda: Michael Keaton que vivia então ainda a colher os frutos do seu Batman e Geena Davis que havia ganho há poucos anos um Oscar como Actriz Secundária e vivia também ainda o sucesso desse grande clássico que era Thelma & Louise.
Geena Davis, que aqui foi nomeada para o Globo de Ouro de Actriz em Comédia, interpreta Julia, uma mulher que elabora os discursos de um candidato político e que se apaixona por Kevin (Keaton) que tem a mesma profissão que ela mas... para o candidato rival.
Este filme usa um argumento já bastante visto e explorada e, em muitas situações, bem melhor do que aqui. Toda a história resume-se basicamente ao despertar da paixão entre estas duas personagens durante a campanha política que ambos exercem por candidatos diferentes.
Pelo caminho já sabemos o que sucede... Um conjunto extenso de mal entendidos típicos daqueles que sentem uma grande atracção um pelo outro e o questionar de se a paixão é verdadeira ou se não será apenas um esquema que "o outro" usa para saber informações escondidas, até ao ponto em que é escusado negar que aquilo que sentem um pelo outro é de facto real e forte demais.
Como disse... é uma fórmula que está extremamente gasta para se poder pensar que sobrevive sózinha sem mais nenhum "condimento" e aqui este aspecto é mais do que evidente. A própria química entre os dois actores protagonistas é quase nula limitando-se basicamente a representar aquilo que o guião lhes dita evidenciando assim que o filme está preso por uma linha muito fina.
Pouco mais há a dizer sobre este filme para além daquilo que já está dito. Aqueles que são fãs incondicionais de um destes actores podem achar este filme como algo mais interessante (por mim falo que gostei de rever Geena Davis num filme que não conhecia), mas o que é certo é que é bastante fraco para aquilo que estes dois actores em tempos remotos nos habituaram a ver de si.
Tal como o próprio título indica logo à partida... Sem Palavras...
.
3 / 10
.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Portal: No Escape (2011)

.
Portal: No Escape de Dan Trachtenberg é uma muito boa curta-metragem de ficção na qual uma mulher que acorda presa numa estranha sala consegue encontrar uma forma de fugir... ou não!
Com um excelente final e um trabalho de fotografia muito bom que criam uma muito evidente sensação claustrofóbica, esta curta consegue surpreender pela positiva e deixa-nos a desejar que tivesse muito mais tempo de duração.
.
8 / 10
.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carnavale (2011)

.
Carnavale de César de Sousa, Hugo Pereira e Vítor Raposo é uma interessante curta-metragem de ficção onde os dois intervenientes fazem umas quantas reflexões sobre o fim, sobre as pessoas que "nos" rodeiam e sobre as quase vãs e inúteis expectativas que se têm.
Por muito que concorde com algumas das reflexões sobre o estado de espírito vazio que de certa forma até compreendo, onde o "continuar" parece tão vazio como o parar de imediato... não posso deixar de fazer uma observação à palavra "começar"... Empezar em espanhol... Pequeno preciosismo meu que tenho uma costela espanhola e não à qualidade da curta em si (que se note)...
Fotografia interessante... um argumento bem trabalhado mas que podia ter sido um pouco mais explorado, já sei... para uma curta é sempre tudo mais limitado... sendo que, no entanto, consegue deixar um interessante gosto por vê-la.
.
6 / 10
.