quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DocLisboa - Festival Internacional de Cinema 2014

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DocLisboa - Festival Internacional de Cinema
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de 16 a 26 de Outubro
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Culturgest
Cinema São Jorge
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema
Fórum Municipal Romeu Correia
Cinema City Campo Pequeno
Cinema Ideal
Galeria Palácio Galveias
Museu da Electricidade
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

FICSAM - Festival Internacional de Cinema e Saúde Mental 2014: os vencedores

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Seccção Longa-Metragem
1º Lugar: El Silencio de las Moscas, de Eliezer Arias
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Secção Ficção Internacional
1º Lugar: A Propósito de Ngudu, de David Muñoz
2º Lugar: Entulho, de Mabel Lopes
3º Lugar: Inquietude, de Morgan Davidsen
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Secção Ficção Nacional
1º Lugar: Joaquim, o Abóbora, de José Pando Lucas
2º Lugar: Éden, de Fábio Freitas
3º Lugar: O Meu Avô, de Tony Costa e Remissão Completa, de Carlos Melim
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Secção Documentário
1º Lugar: Lunatics Talk, de Sofia Trincão e Leif Lonne
2º Lugar: The Mural, de Fran Guijarro
3º Lugar: Tudo Farinha do Mesmo Saco, de André Arsénio e ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve
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Secção Animação
1º Lugar: We Either Met in This World, de Daniel Hopfner
2º Lugar: Eu Solidão, de José Evangelista
3º Lugar: Humanexus, de Ying-Fang Shen
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Secção Escolas
1º Lugar: Esquizophonia, de André Miranda e Diogo Leitão (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
2º Lugar: The Innocents, de Oscar Sulowski (Filmakademie Baden - Wurttemberg - Alemanha)
3º Lugar: A Máquina, de Mafalda Veiga Marques (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
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Videoclips
1º Lugar: Soul Minor - Deja Vu, de Quincy Davis
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Elizabeth Peña

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1959 - 2014
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

European Film Academy - European Discovery of the Year 2014: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje as cinco obras nomeadas ao European Film Award - European Discovery of the Year - Prix FIPRESCI, atribuído a um jovem realizador revelação. Estão então nomeados:
  1. 10,000 KM, de Carlos Marques-Marcet (Espanha)
  2. 71, de Yann Demange (Reino Unido)
  3. La Herida, de Fernando Franco (Espanha)
  4. Party Girl, de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis (França)
  5. Plemya, de Myroslav Slaboshpytskiy (Ucrânia)
 Os vencedores serão anunciados numa cerimónia a realizar no próximo dia 13 de Dezembro numa cerimónia que se irá realizar em Riga, na Letónia.
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sábado, 11 de outubro de 2014

SITGES Festival Internacional de Cinema Fantàstic de Catalunya 2014: os vencedores

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Secció Oficial Fantàstic Sitges 47
Filme: I Origins, de Mike Cahill
Prémio Especial do Júri: The Babadook, de Jennifer Kent
Realizador: Jonas Govaerts, Cub
Actor: Nathan Phillips, These Final Hours e Koji Yakusho, The World of Kanako
Actriz: Essie Davis, The Babadook e Julianne Moore, Maps to the Stars
Argumento: Jake Paltrow, Young Ones
Fotografia: Darren Lew, Jamie Marks is Dead
Efeitos Especiais: The Signal, de William Eubank
Curta-Metragem: Oscar Desafinado, de Mikel Alvariño
Menção Especial: Pos Eso, de Sam, What We Do in the Shadows, de Taika Waititi e Jemaine Clement, A Girl Walks Home Alone at Night, de Ana Lily Amirpour e Spring, de Justin Benson e Aaron Moorhead
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Gran Premi del Públic - Prémio do Público: What We Do in the Shadows, de Taika Waititi e Jemaine Clement
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Premis Secció Oficial Fantàstic Òrbita
Filme: Hyena, de Gerard Johnson
Realizador: Jim Mickle, Cold in July
Menção Especial: ’71, de Yann Demange
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Premis Secció Oficial Fantàstic Panorama
Filme: The Treatment, de Hans Herbots
Menção Especial: Creep, de Patrick Brice
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Premis Méliès d’Argent
Filme: Goodnight Mommy, de Veronika Franz e Severin Fiala
Curta-Metragem: Autumn Harvest, de Fredrik S. Hana 
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Premis de la Crítica
Premi José Luis Guarner - Filme: Réalité, de Quentin Dupieux
Menção Especial da Crítica: Goodnight Mommy, de Veronika Franz e Severin Fiala
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Premis Citizen Kane
Realizador Revelação: Ana Lily Amirpour, A Girl Walks Home Alone at Night
Menção Especial: When Animals Dream, de Jonas Alexander
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Premis Noves Visions
Filme de Ficção: Han Gong-Ju, de Lee Su-jin
Filme Não-Ficção: Non-Fiction Diary, de Jung Yoon-suk
Menção Especial: The Duke of Burgundy, de Peter Strickland
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Premis Focus Àsia
Filme: Mad Sad Bad, de Han Ji-seung, Kim Tae-yong e Ryoo Seung-wan
Menção Especial: Hwayi: A Monster Boy, de Jang Joon-hwan
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Premis Anima’t
Longa-Metragem de Animação: The Satellite Girl and Milk Cow, de Chang Hyung-yun
Curta-Metragem de Animação: Pineapple Calamari, de Kasia Nalewajka
Menção Especial: Dinner for Few, de Nassos Vakalis
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Premi Brigadoon Paul Naschy
Curta-Metragem do género Fantástico: Line Up, de Àlex Julià
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Premis Jurat Carnet Jove
Filme da Secció Oficial Fantàstic Sitges 47: A Girl Walks Home Alone at Night, de Ana Lily Amirpour e Cub, de Jonas Govaerts
Filme da Secció Midnight X-Treme: The Houses October Built, de Bobby Roe
Premi Emergents: Amor Eterno, de Marçal Forés
Premi Experimenta: The Tribe, de Myroslav Slaboshpytskiy
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Premis Phonetastic Sitges Mobile Film Festival
Curta-Metragem: Sector Zero 4, de Alfonso García López
Prémio do Público: Intrusos, de Iván Mourin
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Premi Blood Window: The Stranger, de Guillermo Amoedo
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Premis SGAE Nova Autoria
Realizador: Víctor Alonso Berbal, Puño y Metal, de la Universitat Pompeu Fabra
Argumento: Joaquim Barceló, Dinosaurios, de la Universitat Ramon-Llull-Blanquerna Comunicació
Música Original: Alain Gómez Reglá e Luis Daniel González, Pilato, Pilato, de l’Escola de Cinema Bande à part
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Premi Sitges Cine365 Film: Gerardo Herrero e Carles Torrens
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Herman José homenageado pela SPA

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A Sociedade Portuguesa de Autores irá homenagear Herman José, o conhecido actor e humorista português na altura em que celebra os 40 anos de carreira, no Auditório Frederico de Freitas na sua sede, no próximo dia 16 de Outubro pelas 19 horas.
A Medalha de Honra SPA será atribuída a Herman José por quarenta anos de carreira como actor e humorista onde se destacam as suas participações nos programas televisivos de humor Sr. Feliz e Sr. Contente (1975) na qual contracenou com Nicolau Breyner que estará presente para destacar a sua obra, O Tal Canal (1983), Hermanias (1984), Humor de Perdição (1987-1988), Casino Royal (1989), Alentejo sem Lei (1990) e Herman Enciclopédia (1997), tendo também na sua obra participações em cinema como O Querido Lilás, de Artur Semedo (1987) e Mortinho por Chegar a Casa, de Carlos da Silva e George Sluizer (1996), estando neste momento em filmagens do remake de O Pátio das Cantigas, de Leonel Vieira a estrear em 2015.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Shortcutz Xpress Viseu - vencedor do mês de Setembro

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Cigano, a mais recente curta-metragem de David Bonneville que conta com as interpretações de Tiago Aldeia e Jaime Freitas, foi considerada a Melhor Curta-Metragem de Setembro no Shortcutz Xpress Viseu.
Esta distinção torna a curta-metragem de David Bonneville a mais recente candidata ao Prémio SXV de Melhor Curta-Metragem do Ano, numa cerimónia a realizar em meados de 2015, juntando-se a Salomé, de Sofia Bairrão e Bicho, de Miguel Munhá e Carlos Jesus.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Jan Hooks

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1957 - 2014
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Candidato da Academia Portuguesa de Cinema aos Goya

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Depois de em 2013 a Academia Portuguesa de Cinema ter seleccionado o filme A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata - o filme que saiu ontem vencedor do Sophia de Melhor Filme - para o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano a atribuir pela Academia Espanhola de Cinema, este ano a escolha recaiu sobre a nova longa-metragem de António-Pedro Vasconcelos.
Os Gatos Não têm Vertigens, filme estreado no passado mês de Setembro e já com mais de 50 mil espectadores em sala, que conta com as interpretaçãoes de Maria do Céu Guerra, João Jesus, Fernanda Serrano, Ricardo Carriço, Nicolau Breyner e Víctor Gonçalves torna-se assim o mais recente representante nacional para os Goya cujos nomeados serão conhecidos no início do próximo mês de Janeiro.
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Filminute premeia O Avô

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O Filminute - The International One-Minute Film Festival anunciou na passada segunda-feira os vencedores da sua mais recente edição e O Avô, de André Marques encontra-se entra as curtas-metragens premiadas.
Num breve minuto André Marques dirigiu uma história que é, segundo o público, "eloquente e simples" e que conta com as interpretações de Luís Lucas, Tomé Galvão Fernandes e Pedro Pernas.
A O Avô, de André Marques juntaram-se assim os seguintes vencedores:
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Filminute 2014: Tuck Me In, de Ignácio F. Rodó (Espanha)
Prémio do Público: O Avô, de André Marques (Portugal)
Top Rated Film: Earth's Last Hope, de Riccardo Servini (Reino Unido)
Prémio Cinecoup: Tuck Me In, de Ignácio F. Rodó (Espanha)
Recomendações do Júri: O Avô, de André Marques (Portugal), Busker, de Trevor Hardy (Reino Unido), Caracol, de Román Reyes (Espanha), Contre Plongee, de Mohamed Hmims (Marrocos) e The Trail, de Bauke Brouwer (África do Sul)
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Sophia 2014: os vencedores

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Filme: A Última Vez que Vi Macau, João Figueiras (prod.)
Realizador: Joaquim Leitão, Até Amanhã, Camaradas
Actor: Pedro Hestnes, Em Segunda Mão
Actriz: Rita Durão, Em Segunda Mão
Actor Secundário: Adriano Luz, Até Amanhã, Camaradas
Actriz Secundária: Beatriz Batarda, Comboio Noturno para Lisboa
Argumento Original: João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, A Última Vez que Vi Macau
Fotografia: Rui Poças, A Última Vez que Vi Macau
Direcção Artística: Augusto Mayer, Comboio Noturno para Lisboa
Som: Carlos Alberto Lopes e Branco Neskov, Até Amanhã, Camaradas
Guarda-Roupa: Maria Gonzaga e Maria Amaral, Até Amanhã, Camaradas
Caracterização: Sano de Perpessac, Comboio Noturno para Lisboa
Música: Rodrigo Leão, O Frágil Som do Meu Motor
Montagem: João Bráz, É o Amor
Documentário Longa-Metragem: A Batalha de Tabatô, de João Viana
Curta-Metragem de Ficção: Luminita, de André Marques
Curta-Metragem Documental: Lápis Azul, de Rafael Antunes
Curta-Metragem de Animação: Alda, de Ana Cardoso, Luís Catalo, Filipe Fonseca e Liliana Sobreiro
Prémio Carreira: José Fonseca e Costa, Henrique Espírito Santo e Eduardo Serra
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Marian Seldes

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1928 - 2014
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Annabelle (2014)

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Annabelle de John R. Leonetti é a prequela de The Conjuring que dá vida à misteriosa e macabra boneca que ganha, através do desenrolar da sua história, o nome deste filme.
John (Ward Horton) encontrou numa boneca vintage rara o presente ideal para oferecer à sua mulher Mia (Annabelle Wallis) que se encontra grávida do primeiro filho.
No entanto esta vida de sonho ganha contornos bem mais negros quando dois membros de um culto satânico invadem a sua casa e os atacam, não sem antes invocarem uma entidade demoníaca que se irá manifestar através da boneca de nome Annabelle.
Para aquele que foi a prequela mais aguardada deste ano que está agora prestes a terminar, Annabelle deixa no final um misto de contentamento e desilusão que são difíceis de ignorar. Por um lado encontramos momentos de suspense e para os quais são precisos litros de sangue frio que deixam o espectador com o verdadeiro significado da expressão "sangue frio". Com alguma intensidade à mistura e um ambiente aparentemente normal que se torna no potencial novo endereço de um qualquer demónio e que faz, de certa forma, justiça a The Conjuring ao dar "vida" a um dos seus elementos que ainda sendo secundário não deixou nunhum dos fãs do referido filme indiferentes ao seu potencial, Annabelle não deixa de, por outro lado, quase parodiar-se a si próprio com elementos perfeitamente dispensáveis.
Por um lado começamos logo de imediato com a previsibilidade da boneca que "não desaparece" e que ninguém questiona o porquê de estar sempre a aparecer mesmo quando sabem tê-la deitado no lixo. De seguida temos os misteriosos ruídos que ninguém ousa perguntar ou os objectos que ganham toda uma nova vida e que se acha quase "normal" que assim seja. A isto juntamos uma história - também ela paralela - de "Evelyn" (Alfre Woodard), uma mulher que perdera a sua filha anos antes, que experiencia o oculto e que curiosamente não só vive no mesmo prédio que "Mia" como se torna a sua melhor amiga e mártir.
Se tudo isto não fosse suficiente, rapidamente teríamos o efeito "para onde fugiu a boneca?" a ganhar uma dimensão importante mas referida ligeiramente e a abertura para uma sequela de prequela - curioso isto... - que mais óbvia não poderia ser. A culminar com esta dimensão já muito batalhada em tantos outros filmes do género temos o efeito moralizador de "o amor mais puro é o de mãe" que, em conjunto tornam branco, quase risíveis e despropositados todos aqueles momentos que deveriam provocar algum suspense e tensão junto dos espectadores... tal como havia conseguido na primeira metade do filme.
Ao contrário de The Conjuring que revitaliza o filme do estilo casa possuída - não assombrada - como não se via desde o saudoso Amityville com muito primor e dedicação, Annabelle demonstra que o seu único propósito é comercial, típico do denominado filme-pipoca cujo conteúdo vai sendo aligeirado à medida que o tempo passa não se tornando numa digna prequela como se esperava que fosse.
Se entretém? É um facto... Tem os seus momentos mais tensos e que provocam a sua dose de calafrios mas não deixa também de ser verdade que não termina com a mesma intensidade com que começou que foi, na prática, o principal motivo que nos levou a querer vê-lo inicialmente. E isto não melhora... que com a eventual sequela da prequela (sim, ela vai chegar), todos nós sabemos que a qualidade do género não irá ficar melhor... Assim, Annabelle funciona única e exclusivamente como um filme de "momento" sendo perfeitamente dispensável para as "gerações futuras".
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6 / 10
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Área de Contenção - Encontros Internacionais de Cinema Fantástico e de Horror do Cartaxo 2014: selecção oficial

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O Área de Contenção - Encontros Internacionais de Cinema Fantástico e de Horror do Cartaxo terá a sua primeira edição este ano entre os dias 31 de Outubro e 02 de Novembro no Centro Cultural do Cartaxo.
Com mais de duzentos filmes inscritos e com uma selecção que engloba obras vindas de Portugal, Espanha, Itália, Bulgária, Islândia, Estados Unidos, Canadá, França, China e México os vários filmes seleccionados dividem-se nas secções Selecção Oficial (Longas e Curtas-Metragens), Out of the Box (Prémio do Público) e Monstro Debaixo da Cama.
Foram assim seleccionados os seguintes filmes:
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Secção Oficial - Longas-Metragens
Escape from Tomorrow, de Randy Moore (EUA)
Evangeline, de Karen Lam (Canadá)
The Perfect Husband, de Lucas Pavetto (Itália)
Roseville, de Martin Makariev (Bulgária)
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Secção Oficial - Curtas-Metragens
24 Horas con Lucía, de Marcos Cabotá (Espanha)
Anger of the Dead, de Francesco Picone (Itália)
Babysitting Story, de Vincent Smitz (França)
Bodas de Papel, de Francisco Antunez (Portugal)
Boy, de Bruno Gascon (Portugal)
Cólera, de Aritz Moreno (Espanha)
De Morrer a Rir, de Leonardo Dias (Portugal)
Dentes e Garras, de Francisco Lacerda (Portugal)
Encarna Viva, de Maria Sanchez Testón (Espanha)
Firme Usted Aqui, de Rodrigo Zarza Rioja (Espanha)
Honeymoon Suit, de Zao Wang (China)
Io Sono Morta, de Francesco Picone (Itália)
Lobos, de Rodrigo García Sebastiá (Espanha)
M is for Macho, de José Pedro Lopes (Portugal)
M is for Mail, de Pedro Santasmarinas (Portugal)
Magia, de Iker Acer (Espanha)
Mariachi Loco, de Oliver Izquierdo Gorostieta (México)
No Place, de Nina S.F. Engel (Espanha)
Nochebuena, de Joaquín Arca (Espanha)
La Nouvelle Vague si que Molaba, de Simón Fariza Miralles (Espanha)
Pela Boca Morre o Peixe, de João P. Nunes (Portugal)
Permiso de Ausencia, de Row and Jack (Canadá)
Safari, de Gerardo Herrero (Espanha)
Sail Me To the Moon, de Charles Jaeger e Jullien Gritte (França)
Similo, de Zacarías (Espanha)
Sinnside, de Miguel Ángel Font Bisier (Espanha)
Tanatopraxia, de Víctor Palacios (Espanha)
Trato Preferente, de Carlos Polo (Espanha)
Tuck Me In, de Ignácio F. Rodó (Espanha)
The Working Dead, de Dernando González (Espanha)
Zombie4Kids, de Pedro Santasmarinas (Portugal)
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Out of the Box
Be Happy, de Javier Chavanel Fraile (Espanha)
Canis, de Marc Riba e Anna Solanas (Espanha)
Cargols!, de Geoffrey Cowper (Espanha)
Cuando Nieva Sobre el Hielo del Infierno, de Pedro Jáen R. (Espanha)
D.E.P.: El Club, de Juan Carlos Alcaraz (Espanha)
Dientes de Otro, de Manuel Ortega Lasaga (Espanha)
Domo, de Manolo Hernandez (Espanha)
The Dream Player, de Curro Royo (Espanha)
En el Castillo, de Franco Lorenzana (Espanha)
Frost, de Reynir Lyngdal (Islândia)
Helix Aspersa, de Grégoire Graesslin (França)
Hogar Dulce Hogar, de Carlos Carpallo Pericás (Espanha)
Inertial Love, de Cesar Esteban Alenda e Jose Esteban Alenda (Espanha)
Ku, de Arganda del Rey (Espanha)
Mienin, de David Cordero (Espanha)
La Odiada y Loca Mujer-Animal, de Enrique Calvo (Espanha)
The Only Man, de Jos Man (Espanha)
Only Solomon Lee, de Àlex Lora (Espanha)
Por Eso No Tengo Hermanos, de Paco Cavero (Espanha)
Résurgences, de Charlotte Cayeux (França)
Vacuity, de Toni Morejon (Espanha)
Zombie World, de Juan José Patón (Espanha)
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Monstro Debaixo da Cama
Candyhearts, de Joan Martín Gimenez (Espanha)
Ghostly, de Orió Peñalver e Eric Monteagudo (Espanha)
Juan y la Nube, de Giovanni Macelli (Espanha)
A Lifestory, de Nacho Rodríguez (Espanha)
Un Ojo, de Lorenza Manrique (México)
Prince Yoggle, de Trevor Hardy
Princesa China, de Tomás Bases (Espanha)
Zombie4Kids, de Pedro Santasmarinas (Portugal)
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European Film Awards 2014 - as curtas-metragens nomeadas

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A Academia Europeia de Cinema anunciou hoje formalmente as quinze curtas-metragens nomeadas ao respectivo prémio que será anunciado na cerimónia a realizar a 13 de Dezembro em Riga, na Letónia, a cidade anfitriã deste ano dos European Film Awards.
Estão assim nomeadas as seguintes curtas-metragens que serão votadas pelos cerca de três mil membros da Academia:
  1. The Chicken, de Una Gunjak (Bristol)
  2. The Chimera of M., de Sebastian Buerkner (Roterdão)
  3. Daily Bread, de Idan Hubel (Veneza)
  4. Dinola, de Mariam Khatchvani (Grimstad)
  5. Fal, de Simon Szabó (Tampere)
  6. Hätäkutsu, de Hannes Vartiainen e Pekka Veikkolainen (Sarajevo)
  7. Hvalfjord, de Guðmundur Arnar Guðmundsson (Ghent)
  8. Ich Hab Noch Auferstehung_, de Jan-Gerrit Seyler (Drama)
  9. Lato 2014, de Wojciech Sobczyk (Cracóvia)
  10. The Missing Scarf, de Eoin Duffy (Valladolid)
  11. Panique au Village: La Buche de Nöel, de Vincent Patar e Stéphane Aubier (Vila do Conde)
  12. Pequeño Bloque de Cemento con Pelo Alborotado Conteniendo el Mar, de Jorge López Navarrete (Cork)
  13. Pride, de Pavel Vesnakov (Clermond-Ferrand)
  14. Shipwreck, de Morgan Knibbe (Locarno)
  15. Taprobana, de Gabriel Abrantes (Berlim)

domingo, 5 de outubro de 2014

Vandal (2013)

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Vandal de Hélier Cisterne é uma longa-metragem francesa que foi exibido na décima-quinta edição da Festa do Cinema Francês a decorrer no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Chérif (Zinedine Benchenine), é um jovem rebelde de quinze anos que já teve a sua dose de problemas com a lei. Hélène (Marina Foïs), a sua mãe indecisa sobre o que fazer para que ele entre num rumo menos problemático envia-o para casa do tio Paul (Jean-Marc Barr) na esperança de que a vida fora da cidade lhe dê algum descanso.
No entanto a empatia natural com o seu primo Thomas (Emile Berling) leva-o para um submundo dos grafitters, e de um grafitti perfeito que pretende executar, e que poderá não lhe conferir o descanso que lhe estava destinado.
Esta primeira longa-metragem de Cisterne venceu o prémio Louis Delluc de Melhor Primeira-Obra e passa em Portugal pela segunda vez depois de ter estreado no IndieLisboa em Abril último. A história, muito ao estilo do típico filme norte-americano de uma juventude sem objectivos e normalmente com diversos problemas familiares acaba por não trazer nada de novo ao género para lá da ocasional tendência no filme francês de exibir a multiculturalidade do país como forma de espelhar a aceitação da mesma.
É talvez esta falta de uma base familiar estável - independentemente de ser ou não com dois pais e respectivos filhos em casa - que começa a reger os comportamentos desviantes de "Chérif", um jovem que não tendo um fundo propenso ao delito mas que acaba por se envolver em vários por não se encontrar com qualquer base ou referência paternal e que vê a vida da sua mãe a ser reconstruída. A questão que se coloca é simples... qual o seu lugar?
Como consequência da sua nova vida com novos membros da família, "Chérif" um escape directo numa arte considerada transgressora mas que é ao mesmo tempo fascinante pela potencial identidade - que lhe falta - que lhe consegue criar. Esta identificação é imediata e revê ali um objectivo para a sua vida, ainda que possa parecer distante por ser um "novato" na mesma, mas que ao mesmo tempo o faz sentir parte de um grupo, mesmo que abstracto por não ser fácil saber quem são os demais, mas que também lhe irá trazer a sua provação maior e aquela que pode não só definir toda a sua essência como principalmente o seu destino.
Vandal que exibe alguns dos elementos de La Haine - não sendo um seu natural sucessor - centra-se essencialmente na ruptura entre a família, a ordem, as liberdades e principalmente com a moral (ou sua falta) e que, de certa forma, definem a essência de cada um, tornando-se num filme promissor - muito graças à interpretação do jovem Zinedine Benchenine - mas que não se afirma pela sua durabilidade e resistência ao passar dos tempos.
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7 / 10
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sábado, 4 de outubro de 2014

Nederlands Film Festival 2014: os vencedores

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Filme: Aanmodderfakker, Iris Otten, Sander van Meurs, Pieter Kuijpers para Pupkin Film (prods.)
Prémio Especial do Júri: Dennis Bots, Maas Bronkhuyzen, Pippa Allen e Joes Brauers, Oorlogsgeheimen
Telefilme: Hollands Hoop, de Dana Nechushtan
Curta-Metragem de Ficção: Kort! - Das Wad, de Rob Lücker
Documentário Longa-Metragem: Ne Me Quitte Pas, de Niels van Koevorden e Sabine Lubbe Bakker
Documentário Curta-Metragem: Meestv, Hoe de Koolmees Mij Gelukkig Maakt, de Tijs Tinbergen e Jan Musch
Realizador: Saskia Diesing, Nena
Actor: Gijs Naber, Aanmodderfakker
Actriz: Abbey Hoes, Nena
Actor Telefilme: Maarten Heijmans, Ramses
Actriz Telefilme: Loes Schnepper, One Night Stand IX - Voor Emilia
Actor Secundário: Ton Kas, Jongens
Actriz Secundária: Lies Visschedijk, Hemel op Aarde
Argumento: Anne Baarnhoorn, Aanmodderfakker
Fotografia: Tibor Dingelstad, Helium
Montagem: Boudewijn Koole, Happily Ever After
Música: Christiaan Verbeek, Helium
Som: Wart Wamsteker, De Poel
Design de Produção: Alfred Schaaf, Hemel op Aarde
Prémio Cultura: Burny Bos
Prémio da Crítica: Jongens, de Mischa Kamp
Prémio do Público: De Nieuwe Wildernis, de Mark Verkerk e Ruben Smit
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Hugo Carvana

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1937 - 2014
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Sur le Chemin de l'École (2013)

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No Caminho para a Escola de Pascal Plisson foi o segundo documentário presente nesta décima-quinta edição da Festa do Cinema Francês a decorrer actualmente no Cinema São Jorge, em Lisboa e o vencedor da última edição do César de Melhor Documentário da Academia Francesa de Cinema.
Este documentário narra as histórias de quatro crainças que, em diferentes partes do mundo, têm um longo percurso a fazer para poderem frequentar uma escola. No entanto, é a sua vontade de saber e de conhecimento apoiada pelos seus pais que os impele a efectuar uma viagem que, em diversos momentos, está repleta de perigos.
No Quénia conhecemos Jackson de 11 anos de idade que tem de atravessar quinze quilómetros pela savana com a sua jovem irmã, numa viagem onde precisa evitar todos os animais selvagens afim de chegar à sua escola. Por sua vez nas montanhas do Atlas em Marrocos, Zahira de doze anos efectua uma viagem de quatro horas para chegar ao seu colégio interno enquanto que na Argentina, Carlos de 11 anos atravessa a Patagónia a cavalo durante dezoito quilómetros com a sua jovem irmã que sonha poder um dia comandar o cavalo em que viajam.
Finalmente somos transportados até à Índia onde conhecemos Samuel, de 13 anos de idade, que é levado de cadeira de rodas para a escola pelos seus dois irmãos mais novos atravessando caminhos quase impossíveis.
Mas é também destes impossíveis de que trata Sur le Chemin de l'École. Num espaço geográfico agreste e onde se encontram isolados de tudo aquilo que poderá ser um pensamento de um mundo dito "civilizado", existe na consciência não só destes jovens como principalmente dos seus pais a necessidade e a percepção de que é essencial terem acesso a uma educação que os forme para um futuro melhor e, em alguns destes casos, até mesmo para um futuro diferente que os retire do meio onde até então têm vivido.
Por vezes com algum humor e sempre com uma imagem presente sobre as reais dificuldades deste conjunto de jovens, o espectador deslumbra-se com as imensas paisagens naturais dos diversos pontos do globo para onde é levado como, ao mesmo tempo, reflecte sobre as tristes realidades que tanto se diferenciam do seu próprio meio onde tudo é tão fácil - e facilitado - fazendo até esquecer aquilo que cada um de nós assume como sendo um seu "problema". Problemas ditos "ocidentais" que para estes jovens são inexistentes ao contrário das sentidas reflexões e sacrifícios que atravessam nas suas viagens pelos imensos desertos no caminho para a escola onde não só a sua segurança física está em jogo como também todo o esforço tentado para uma vida melhor... ou pelo menos diferente.
Não escondo a minha particular preferência pela emotiva história do jovem Samuel que depende não só do apoio dos seus irmãos mais novos que o transportam diariamente para a escola como também da sua própria resistência às imensas adversidades que atravessa sempre com o apoio da família que percebendo as limitações do meio e do seu jovem filho insistem para que este continue a prosseguir os seus sonhos e desejos.
Sur le Chemin de l'École é assim um documentário não só multicultural e que foge às constantes investidas do género centradas em escolas suburbanas onde todos têm tudo menos a vontade de prosseguir isentos de objectivos, alicerçando assim a crítica feroz aos mesmos demonstrando que só se dá real valor a algo quando não está ao fácil alcance das nossas mãos.
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"Samuel: Nascemos sem nada e partimos sem nada."
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8 / 10
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Rodrigo Menezes

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1974 - 2014
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Abel Escoto

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1919 - 2014
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CRIAS - Cinema em Ponto Pequeno no Teatro Turim

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O CRIAS - Cinema em Ponto Pequeno está de volta para o seu segundo ciclo no Teatro Turim, em Lisboa durante os fins-de-semana do mês de Outubro.
Depois da estreia no Ribatejo, o CRIAS volta com um ciclo de cinema infantil e juvenil cujo principal objectivo é inserir os mais pequenos na produção da ficção cinematográfica nacional. Marta Ribeiro e Joana Peralta, duas realizadoras que se encontram no seu início de carreira e as dinamizadoras do CRIAS, pretendem assim divulgar o emergente cinema independente nacional e como consequência directa formar igualmente toda uma nova geração de espectadores com hábitos cinematográficos que passam pelo cinema que se produz no país.
Assim no primeiro fim-de-semana de Outubro - dias 04 e 05 - o Teatro Turim recebe as curtas-metragens Encontrar-nos-emos Novamente, de Pedro Cabeleira, Guisado de Galinha, de Joana Toste, História de um Caramelo, de Pedro Mota Teixeira, Mais!, de Fernando Antunes, Rabiscos, de Bruno Gonçalves, Rhoma Acans, de Leonor Teles e A Ventoinha e o Candeeiro, de Filipe Fonseca para aquele que se espera um mês repleto de bom cinema em formato curto daquilo que de melhor se faz na produção cinematográfica nacional.
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Mouse-X (2014)

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Mouse-X de Justin Tagg é uma curta-metragem inglesa de ficção e mistério sobre Anderson (Justin Lee), um homem que acorda num edifício desconhecido sem qualquer ideia de onde está ou sobre a forma como ali chegou.
À medida que investiga a sala em que se encontra, Anderson percebe que não está sózinho naquele espaço e que, tal como ele, muitas outras pessoas atravessam a mesma situação mas... e se de repente percebesse que não são outras pessoas?
O realizador e argumentista Justin Tagg cria uma história original e cativante na medida em que surpreende o espectador em primeiro lugar pela sua repetição de acontecimentos que o obrigam estar num constante retrocesso dos factos mas que, ao mesmo tempo, transportam um elemento novo e desafiante que antecedem um desfecho imprevisto.
A memória sempre difusa daquelas sucessivas personaegens que se apresentam apenas lhes permite relembrar um pequeno segmento do passado já vivido pelo(s) seu(s) outro(s) "eu" e reagir aos novos acontecimentos com um pequeno conhecimento de causa que apenas confere uns instantes de vantagem. É neste instantes que se define a sua (deles) resistência e inteligência para escaparem ao desfecho de um loop narrativo num espaço que tem tanto de misterioso como de macabro. Assim, aos poucos percebemos que em cada uma daquelas salas se encontram três versões da mesma personagem que sabendo da existência das demais as ignora tendo como único intuito o desenrolar daquilo que já se conhece. No fundo, Mouse-X transforma-se naquela história de auto-conhecimento onde todas as versões existentes de um mesmo "eu" colaboram para a sua auto-sobrevivência mesmo que para tal seja necessário "castigar" uma sua (dele) parte.
No final Mouse-X obriga o espectador a uma sentida reflexão sobre o ponto de ruptura de cada um após uma sucessão de acontecimentos semelhantes e sem uma aparente solução que, ao mesmo tempo, o obrigam a uma rotina aparentemente sem limites e da qual não existe fuga possível.
Curiosa e muito positiva é também a direcção artística de Mark Sutherland, a direcção de fotografia de Hákon Pálsson e a música original de Verbal Vigilante que dão um ar sinistro e muito apelativo a Mouse-X tansformando-a numa das curtas-metragens sensação do género fantástico e com leves traços do saudoso Matrix.
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Carlos Lopez IV

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1989 - 2014
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La Cour de Babel (2014)

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La Cour de Babel de Julie Bertuccelli é um documentário francês escolhido para a cerimónia de abertura da 15ª edição da Festa do Cinema Francês que agora se iniciou no Cinema São Jorge, em Lisboa e que irá percorrer várias cidades do país até ao mês de Novembro.
Numa altura em que escutamos o preocupante reacender de alguma xenofobia em França, é uma lufada de ar fresco assistir ao inspirador documentário que Bertuccelli nos apresenta, no qual o espectador é levado a uma viagem pelas salas de aula onde um grupo de alunos provenientes dos mais diversos países têm as suas aulas de apoio e inserção no ensino francês.
Estes alunos chegam de todo o lado... da Irlanda, do Brasil, Sérvia, China, Tunísa e Senegal. De países com relações mais ou menos próximas de França e no qual os seus pais vêm o local ideal para recomeçar as suas vidas pelos mais diversos motivos, desde as perseguições religiosas ao desemprego e até mesmo por ser este o país que lhe garante a possibilidade de alcançar um nível académico de excelência.
No entanto, para além destes seus problemas - tão bem retratados neste documentário - e que são, no fundo, aqueles que os afectam directamente e à sua deslocação para um novo país, o espectador é levado numa viagem sobre os problemas da inserção, do recomeçar num novo local que não só parece distante como representa toda uma diferente cultura e língua bem como à interacção deste jovens pré-adultos que exibem os seus primeiros sinais de preocupação para com a comunidade e sociedade denotando sobre ela preocupações maiores para as suas jovens idades.
La Cour de Babel assume-se assim como um pequeno palco do mundo onde diferentes culturas e nacionalidades exibem as suas primeiras preocupações... o afastamento do seu país, dos seus amigos e alguns até dos seus pais que apenas reencontraram anos depois e que encontram no seu novo espaço o local onde precisam agora começar toda uma nova vida conhecendo costumes e práticas que podem ser díspares dos seus. É no entanto através desta aculturação que, ao mesmo tempo, ganham novos pares nos seus colegas. Todos eles saídos do seu meio, e ainda não totalmente inseridos no novo espaço geográfico, estes jovens encontram nas histórias e experiências comuns um interessante elo de ligação que os faz encontrar nas diferenças evidentes pontos semelhantes que em vez de os afastarem... os unem.
Apesar de ser um documentário cuja mensagem é assumidamente "pró-francesa", La Cour de Babel consegue, no entanto, distanciar de alguns lugares comuns ao colocar-se perante a perspectiva de jovens, e não necessariamente dos adultos, e demonstrar as suas ânsias, medos e expectativas para um futuro que pensam poder ser melhor. Um mundo que lhes garanta algumas liberdades, sociais ou até mesmo económicas, que lhes possibilitem ser "algo mais" do que aquilo que no seu espaço de origem pensavam poder ser. No entanto essa mensagem pró-francesa chega e torna-se evidente. Sem querer esquecer as histórias individuais que cada um daqueles jovens representa, La Cour de Babel demonstra a necessidade de uma igualdade perante todos desde a necessidade da língua francesa ser um bem adquirido e que lhes permita assim uma mais rápida e bem sucedida inserção ao mesmo tempo que se transmite a imagem de que os recursos são, todos eles, prestados a todos indiscriminadamente.
La Cour de Babel é assim um misto de realidade pelos dramas sociais que cada um deles - e das respectivas famílias - vive(u) mas é também, ao mesmo tempo, um distanciamento da realizadora da imagem que o seu país tem "sofrido" nos últimos tempos quando o partido de extrema-direita xenófoba tem conquistado uma cada vez maior importância nas várias eleições que o país tem atravessado. Este documentário funciona não como um documento político assumido mas sim como um testemunho de França enquanto um país receptor de emigração que, de uma ou outra forma, tem ajudado ao próprio desenvolvimento do país condenando dessa forma o extremismo que chega em alturas de maior crise social interna - aqui não retratada mas que se sente pelas notícias que ao mesmo relacionamos.
Essencialmente estamos perante um sentido retrato de uma juventude que não estando ali poderia ser "perdida" quer pela perseguição religiosa, de género, social ou até mesmo pela impossibilidade de virem a ser quem poderão ser pela escassez de recursos que tinham nos seus países de origem. O seu engenhoso título que nos remete para os bíblicos tempos da Torre de Babel, desmistifica-se aos poucos quando dentro daquela sala, e não olhando para todas as suas diferenças mas sim para os olhos do seu parceiro do lado, fá-los encontrar neles alguém que deseja uma integração, uma oportunidade e um rumo (o mesmo que eles), alguém que pretende apenas poder sair e conhecer sem o medo da perseguição, da xenofobia, do simples medo de ser "diferente" aos olhos dos demais deixando no final a mensagem de que "Em França... sê francês" independentemente do local de origem, e talvez sendo este o elemento mais político de La Cour de Babel que pretende fazer da diferença não um déficit mas sim uma mais valia.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Shortcutz Xpress Viseu - Sessão #35

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O Shortcutz Xpress Viseu está de volta para mais uma sessão - desta vez a 35ª - com o habitual segmento das Curtas em Competição na qual serão exibidos os filmes curtos Ponto Morto, de André Godinho e ainda Remissão Completa, de Carlos Melim estando ambos os realizadores presentes na sessão para apresentar os seus filmes ao público.
Como Realizador Convidado estará Ruy Jobim Neto com a sua curta-metragem Hyppólita (Brasil) para aquela que será uma noite repleta de bom cinema na habitual casa do SXV, a Só Sabão, no Largo de São Teotónio nº30 por detrás da Sé de Viseu.
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Os Sonâmbulos (2014)

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Os Sonâmbulos de Patrick Mendes é uma curta-metragem portuguesa de ficção e o mais recente trabalho do realizador de A Herdade dos Defuntos que esteve em competição do MOTELx em 2013.
Encontramo-nos no interior de uma fábrica. A primeira impressão é que está abandonada mas, de repente, percebemos que se mantém em funções. Com um único funcionário (Cláudio da Silva), o seu propósito parece executar uma função de produção de "algo" que o espectador desconhece.
Mecanicamente todos os passos são dados precisa e milimetricamente para um sentido de missão cumprida... Apenas precisamos descobrir que missão é essa?!
No seguimento do já referido A Herdade dos Defuntos, Patrick Mendes transporta uma vez mais o espectador para um ambiente muito característico e intencionalmente livre de subterfúgios que dispersem a atenção de quem vê a sua história... Ambiente esse que, em boa medida, é hostil o suficiente para nos manter a curiosidade em alerta para perceber o que aquelas paredes e equipamento preparam para o espectador.
É este mesmo espectador que é propositadamente  levado a seguir todo um percurso que pede e quer ser "visto" como que se estivesse numa verdadeira linha de montagem que necessita de uma atenção extrema e que comunica com ele. E essa atenção é imediatamente conseguida. Enquanto espectador sinto-me a efectuar o mesmo percurso e tentar perceber o que é produzido naquele espaço que a certa altura alcança uma dimensão sinistra e quase maquiavélica. O seu único funcionário - de forma quase robótica - efectua um sem fim de tarefas que percebemos serem necessárias num ritmo mecânico que irá validar todo um processo que ainda desconhecemos o resultado prático final. No entanto não sai da mente qual será este tão "divino" propósito ou o que estará a ser produzido... porque só será necessário um único funcionário ou, mais flagrante ainda, porque motivo existe uma total ausência de naturalidade ou espontaneidade naquele homem que apático de qualquer expressão ou emoção percorre todos aqueles caminhos? "Collect matter - Transform matter - Improve matter - Archive matter" são os únicos quatro comandos que aquele homem possui e que transmitem ao espectador as noções básicas de que algo se tenta aperfeiçoar a cada passo que é produzido.
São estas mesmas pistas que vão revelando o chocante final e que, à semelhança do que Mendes já tinha feito com o referido A Herdade dos Defuntos, faz antever uma mordaz crítica aos actuais "tempos modernos" que tão selvagens e anti-naturais se apresentam. Se nesta última o realizador faz uma crítica e comparação declarada a uma sociedade "germanificada" que aos poucos extingue as suas próprias características, com Os Sonâmbulos aponta o dedo não à sociedade mas sim à comunidade dos homens, inerte, não pensante e desinteressada que se regula apenas por um conjunto de obrigações sem direitos ou condições como forma de manter vivo "algo" que lhe é de alguma forma superior - suposto e não real - anulando toda a sua existência e forma de pensar graças a uma massificação de conceitos exteriores que lhes foram eventualmente incutidos no tempo e que são agora aceites como as verdades supremas. "All work and no play makes Jack a dull boy" foi a expressão imediata que me ocorreu ao visualizar Os Sonâmbulos. Se na obra The Shining, de Stanley Kubrick esta frase se aplicava a um homem demente pelos espíritos que nunca haviam abandonado o espaço em que agora ele se encontra, corrompendo assim a sua mente para o paraíso que conhecem e idealizam, a mesma poderia ser aplicada à curta-metragem de Patrick Mendes na medida em que desprovido de pensamento que questiona o que faz e o que o rodeia, o indivíduo aqui retratado mais não é do que uma mera peça - também ela mecânica - de uma máquina que na confirmação da sua ineficácia o substitui... não está esta mensagem tão actual?!
O indivíduo é assim um mero - e facilmente substituível - elemento de algo maior e desconhecido (ou talvez não) que vive num ambiente que se traduz na máxima do darwinismo social, ou seja, a sobrevivência do mais apto onde a máquina/sistema determina aqueles que são necessários (inevitavelmente todos) mas que numa dada altura são dispensáveis e consequentemente eliminados do meio dando lugar a outro que se adapte às necessidades do momento perpetuando assim um ciclo que nunca é questionado. A mão-de-obra mais não é assim do que um simples alimento para uma máquina - a fábrica - ou o sistema que o devora enquanto dele pode retirar nutrientes.
Preso àquele trabalho - por necessidade, por hábito mas nunca por uma opção pensada e equilibrada - o Homem extingue-se... primeiro pela ausência das suas convicções, depois dos seus direitos e finalmente da sua individualidade... torna-se uma peça... algo mecânico... substituível e a caminho da sua própria extinção.
Finalmente - e numa nota muito pessoal - quando se questiona a qualidade do cinema português ou até mesmo a originalidade ou vertente social do mesmo... temos em Os Sonâmbulos a prova irrefutável de que este está vivo, de boa saúde e muito pensante.
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Festa do Cinema Francês 2014

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Começa hoje a 15ª edição da Festa do Cinema Francês que, à semelhança dos anos anteriores, terá lugar no Cinema São Jorge, no Institut Français de Portugal e na Cinemateca Portuguesa, com uma programação onde se destaca a atribuição do Prémio do Público para o qual a TV5 Monde oferece 2500€ de ajuda à distribuição. Ao prémio concorrem um conjunto de obras cujos direitos já foram adquiridos para distribuição em Portugal, e são elas:
  1. L'Amour est un Crime Parfait, de Arnaud et Jean-Marie Larrieu (NOS)
  2. Au Bonheur des Ogres, de Nicolas Bary (NOS)
  3. Elle l'Adore, de Jeanne Herry (NOS)
  4. Né Quelque Part, de Mohamed Hamidi (LEGENDMAIN FILMES)
  5. Les Profs, de Pierre-François Partin-Laval (NOS)
  6. Sur le Chemin de l'École, de Pascal Plisson (NOS)
  7. Les Vacances du Petit Nicolas, de Laurent Tirard (NOS)
  8. Attila Marcel, de Sylvain Chomet (NOS)
  9. Les Combattants, de Thomas Cailley (FILMS4YOU)
  10. Aimer, Boire et Chanter, de Alain Resnais (ALAMBIQUE)
  11. Vous n’Avez Encore Rien Vu, d’Alain Resnais (MIDAS)
Será ainda exibida uma homenagem à obra de Alain Reanais e a Marcel Pagnol bem como o tradicional segmento de Cinema de Animação francês e ainda um conjunto de antestreias entre as quais se destacam Vandal, de Hélier Cisterne, Camping à la Ferme, de Jean-Pierre Sinapi, Eastern Boys, de Robin Campillo, Run, de Philippe Lacôte, Comme un Lion, de Samuel Collardey, Hope, de Boris Lojkine, Pas son Genre, de Lucas Belvaux, Tristesse Club, de Vincent Mariette, New Territories, de Fabianny Deschamps, Brooklyn, de Pascal Tessaud e Libre et Assoupie, de Benjamin Guedj.
A Festa que se inicia em Lisboa a 02 de Outubro e onde se prolonga até dia 18, parte depois para o Seixal (04 a 10 de Outubro), Coimbra (06 a 10 de Outubro), Portimão (09 a 11 de Outubro), Porto (13 a 19 de Outubro), Faro (21 a 26 de Outubro), Santarém (21 a 23 de Outubro), Braga (28 a 30 de Outubro), Guimarães (31 de Outubro a 04 de Novembro), Beja ( 04 a 09 de Novembro), Almada (12 a 16 de Novembro) e finalmente para Setúbal (13 a 15 de Novembro).
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Malba Cine - Segunda Semana de Cinema Português

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De 02 a 05 de Outubro é realizada a segunda semana de cinema português no Malba - Fundación Costantini - Museu de Arte Latinoamericano em Buenos Aires, na Argentina onde serão exibidos três ciclos cinematográficos distintos nomeadamente um dedicado a Joaquim Pinto, realizador de E Agora? Lembra-me o filme seleccionado pela Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal nos Oscars.
No primeiro desses ciclos de seu título Foco 25 de Abril serão exibidas as obras 48, de Susana de Sousa Dias, Mudar de Vida, de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, Outro País: Memórias, Sonhos, Ilusões... Portugal 1974/1975, de Sérgio Tréfaut e Terra de Ninguém, de Salomé Lamas - filme nomeado ao Sophia de Melhor Documentário - Longa-Metragem.
No ciclo Foco Joaquim Pinto dedicado ao realizador português, serão exibidas as obras E Agora? Lembra-me (2013) , o filme pré-seleccionado aos Oscars, O Novo Testamento de Jesus Cristo Segundo João (2013) e Uma Pedra no Bolso (1988).
Finalmente no ciclo Panorama serão exibidas as obras Lacrau, de João Vladimiro (2013), A Vida Invisível, de Vítor Gonçalves (2013), Até ver a Luz, de Basil da Cunha (2013), A Mãe e o Mar, de Gonçalo Tocha (2013), É o Amor, de João Canijo (2013 - também nomeado aos Sophia - e finalmente Tabu, de Miguel Gomes, o primeiro vencedor do Sophia de Melhor Filme.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Fénix - Prémio Iberoamericano de Cine 2014: os nomeados

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Melhor Longa-Metragem de Ficção
Club Sandwich (México)
Heli (México)
Jauja (Argentina)
La Jaula de Oro (México)
Pelo Malo (Venezuela)
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Melhor Documentário
Carta a un Padre, de Edgardo Cozarinsky (Argentina)
E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto (Portugal)
Eco de la Montaña, de Nicolás Echevarría (México)
Sobre la Marxa, de Jordi Morató (Espanha)
Ver y Escuchar, de José Luis Torres Veiga (Chile)
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Melhor Realizador
Lisandro Alonso, Jauja (Argentina)
Fernando Eimbcke, Club Sandwich (México)
Amat Escalante, Heli (México)
Diego Quemada-Diez, La Jaula de Oro (México)
Mariana Rondón, Pelo Malo (Venezuela)
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Melhor Argumento
Club Sandwich, Fernando Eimbcke (México)
Heli
, Amat Escalante e Gabriel Reyes (México)
Jauja, Lisandro Alonso e Fabián Casas (Argentina)
La Jaula de Oro, Diego Quemada-Diez, Gibrán Portela e Lucía Carreras (México)
Pelo Malo, Mariana Rondón (Venezuela)
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Melhor Actor
Fernando Bacilio, El Mudo (Peru)
Àlex Brendemühl, Stella Cadente (Espanha)
Brandon López, La Jaula de Oro (México)
Viggo Mortensen, Jauja (Argentina)
António de la Torre, Caníbal (Espanha)
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Melhor Actriz
Marian Álvarez, La Herida (Espanha)
Samantha Castillo, Pelo Malo (Venezuela)
Paulina García, Las Analfabetas (Chile)
Leandra Leal, O Lobo Atrás da Porta (Brasil)
Karen Martínez, La Jaula de Oro (México)
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Melhor Fotografia
El Ardor, Julián Apezteguia (Argentina)
Caníbal, Pau Esteve Birba (Espanha)
Heli, Lorenzo Hagerman (México)
Jauja, Timo Salminen (Argentina)
La Jaula de Oro, María José Secco (México)
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Melhor Som
El Ardor, Leandro de Loredo e George Saldanha (Argentina)
Las Brujas de Zugarramurdi, Carlos Schmukler e Nicolás de Poulpiquet (Espanha)
La Jaula de Oro, Matías Barberis, Raúl Locatelli, Michelle Couttolenc e Jaime Baksht (México)
Heli, Sergio Díaz, Catriel Vildosola e Vincent Arnardi (México)
Jauja, Catriel Vildosola e Carlos Cortés (Argentina)
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Melhor Guarda-Roupa
Las Brujas de Zugarramurdi, Paco Delgado (Espanha)
La Danza de la Realidad, Pascale Montandon-Jodorowsky (Chile)
El Futuro, Ana Martínez Fesser (Espanha)
Jauja, Gabriel Aurora Fernández (Argentina)
Tatuagem, Chris Garrido (Brasil)
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Melhor Montagem
Las Brujas de Zugarramurdi, Pablo Blanco (Espanha)
Heli, Natalia López (México)
Jauja, Gonzalo del Val e Natalia López (Argentina)
La Jaula de Oro, Felipe Gómez e Paloma López Carrillo (México)
O Lobo Atrás da Porta, Karen Akerman (Brasil)
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Melhor Direcção de Arte
Las Brujas de Zugarramurdi, José Luis Arrizabalaga e Arturo García (Espanha)
La Danza de la Realidad, Alejandro Jodorowsky e Alisarine Ducolomb (Chile)
El Futuro, Víctor Colmenero (Espanha)
Stella Cadente, Sebastián Vogler (Espanha)
Tatuagem, Renata Pinheiro (Brasil)
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Melhor Música Original
Las Brujas de Zugarramurdi, Joan Valent (Espanha)
Güeros, Tomás Barreiro (México)
Jauja, Vigo Mortensen e Buckethead (Argentina)
La Jaula de Oro, Jacobo Lieberman e Leonardo Heiblum (México)
Pelo Malo, Camilo Froideval (Venezuela)
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Arquiteturas Film Festival Lisboa 2014: os vencedores

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Competição Nacional
Longa-Metragem: In Medias Res, de Luciana Fina
Curta-Metragem de Ficção: Bicicleta, de Luís Vieira Campos
Curta-Metragem - Documentário: Rua da Estrada, de Graça Castanheira
Curta-Metragem Experimental: Cinza, de Micael Espinha
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Competição Internacional
Longa-Metragem: Houses for All, de Gereon Wetzel (Alemanha)
Curta-Metragem de Ficção: The Singer, de Rafael Navarro Minon (Espanha)
Curta-Metragem - Documentário: White Chimney, de Jani Peltonen (Finlândia)
Curta-Metragem Experimental: The Column, de Adrian Paci (Itália)
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Prémio Lusofonia: Bernardes, de Paulo de Barros e Gustavo Gama Rodrigues (Brasil)
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Prémio Novos Talentos: Atenção: Isto Pode ser um Poema, de Áureo Rosa e Luiz H. Girarde (Brasil) e Forgotten, de Fabio Caccuri, Nicola Ciuffo e Ivo Pisanti (Itália)
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Prémio do Público: Preciso Poetry: Lina Bo Bardi's Architecture, de Belinda Ruchschcio (Áustria/Alemanha)
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Amor de Hombre (2014)

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Amor de Hombre de César Mari Soucase é uma curta-metragem espanhola de ficção e o mais recente trabalho do realizador de Las Séxicas, premiado aqui no CinEuphoria no início do ano com dois prémios do público.
Satur (Carles Montoliu) dirige-se ao cemitério para visitar a campa da mãe. Nas suas mãos transporta uma coroa de flores em forma de coração. Pelo caminho dirige-se a outra campa onde desabafa o que sente no seu coração.
Num misto de suspeitas e de inuendos, o argumento de César Mari Soucase leva o espectador a uma viagem onde se podem confirmar os (auto-)bloqueios impostos não só pela comunidade como aqueles que daí resultantes são impostos pelo "eu" da personagem "Satur". Percebemos pelo meio circundante que a comunidade onde vive é pequena, potencialmente de uma Espanha interior e conservadora onde os sentimentos e os papéis estão previamente estabelecidos pela sociedade. O homem tem de ser homem e resplandecer uma total ausência de sentimentos ou sensibilidade impondo o seu lado físico e de força que se quer dominante. No entanto, o que acontece quando os sentimentos são sentidos para com o seu semelhante e se percebe que tudo em seu redor irá condenar esse sentimento? O que acontece quando da atracção se passa do ciúme e deste à posse transformando esse lado físico numa força dominante que não se controla e que cega?
É então neste cemitério onde será suposto chorar e lembrar os seus mortos que "Satur" revela o seu maior segredo (e crime) que o consumiu e deu lugar ao seu lado mais selvagem e possessivo. Numa história que vai para além dos limites da comunidade, das várias épocas e principalmente do "eu" que "Satur" encarna, Amor de Hombre transforma-se num filme confissão de um personagem atormentado pelo seu próprio passado e pela sua verdadeira identidade, a qual se viu obrigado a ocultar de todos vivendo numa prisão auto-imposta e na qual se condena por tudo o que teve (e tem) de esconder.
Porque o "melhor lugar para esconder um morto é entre os mortos", o próprio esconde-se - e à sua verdade - no local que escondem todos os seus segredos - quem amou e o que escondeu - para além de quem lhe deu vida e a quem teve de ocultar a sua essência.
Carles Montoliu tem uma interpretação que oscila entre a obsessão e a posse, entre a confissão e a dor para além de, ao mesmo tempo, revelar toda a essência de um homem que vive atormentado pelos seus sentimentos e dor que o condenam a uma prisão ao ar livre que talvez já não consiga aguentar.
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