terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Clash of the Titans (2010)

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Choque de Titãs de Louis Leterrier é o remake do filme com o mesmo título mas dos anos 80 que conta a história de Perseu (Sam Worthington), semi-deus e filho de Zeus (Liam Neesn) que vive e sobrevive a inúmeras provações causadas pelos deuses do Olimpo de forma a encontrar uma solução para evitar que o Kraken, uma figura mitológica que tráz consigo a destruição, consiga fazer desaparecer do mapa a cidade de Argos.
Em relação ao primeiro filme que já leva quase com trinta anos de distância, podemos em termos de elenco compará-los e dizer que estão ambos recheados com um conjunto de actores que faz inveja a qualquer filme. Se na versão original tinhamos Laurence Olivier, Maggie Smith, Burgess Meredith, Ursula Andress e Harry Hamlin como interpretes, aqui temos um Liam Neeson, Ralph Fiennes, Sam Worthington, Mads Mikkelsen e Gemma Arterton, tudo caras conhecidas do panorama cinematográfico da actualidade quer sejam actores já reputados quer caras novas e com futuros promissores. Aqui, ambos filmes são pesos pesados...
No entanto, é certo que este remake vence nos ultra-modernos efeitos especiais que tornam tudo bem mais "real" do que a versão original. Talvez o ponto forte do filme consiga mesmo ser este, e aí é quase indiscutível, também devido à época em que vivemos.
Em todo o caso se considerarmos esta mesma questão dos efeitos especiais, por muito rudimentares que sejam os da versão original, e que em muitos casos o são mesmo, o que é certo é que o filme dos anos 80 consegue ao mesmo tempo ter muita mais magia e uma legião de fãs por todo o mundo. Poucos são aqueles, e eu incluído, que olham para o filme e pensem "lá está algo que se percebe ter sido menos bem feito". Quando vemos o filme perdemo-nos na magia e na mitologia que ele acarreta e lembra-nos do quanto gostavamos de ver este filme quando éramos mais novos. Se há filmes que se pode dizer serem "de culto", a versão original deste Choque de Titãs é um desses filmes.
Em todo o caso, e assumindo desde já que a versão original é a minha preferida e pela qual nutro mais simpatia, não deixo de dizer que este filme de Louis Leterrier me deixou agradavelmente surpreendido e, dentro do género, considero-o um filme interessante e que nos proporciona bons momentos de diversão e emoção. É, de forma geral, um filme bem feito que apenas perde por ter um antecessor de muito peso e do qual todos nós nos lembramos.
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7 / 10
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