sábado, 27 de agosto de 2011

Eskalofrío (2008)

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Arrepios na Noite de Isidro Ortiz é um filme de terror espanhol que nos conta a história de Santi (Junio Valverde) um rapaz sensível à luz do sul que com Julia (Mar Sodupe) a sua mãe vão viver para as montanhas de forma a que ele esteja menos horas exposto ao sol e poder assim levar uma vida mais tranquila.
Aquilo que nem Santi nem Julia estariam à espera é que a sua potencial pacata vivência nas montanhas fosse atormentada por um mal que iria colocar um maior risco à sua vida do que o próprio sol.
Mas... nem sempre tudo o que parece o é realmente e por vezes esse mal tem uma razão para existir... resta então saber aquilo que o fez realmente despertar e aparecer aos olhos de tão pacata aldeia.
Deste filme, que comprei inicialmente apenas por ter uma referência de ter estado na selecção Panorama do Festival Internacional de Cinema de Berlim, confesso que não tinha qualquer tipo de referência e nem sequer alguma vez tinha visto o seu trailer. No entanto quando as palavras "terror" e "cinema espanhol" se juntam na mesma frase há que ser honesto e admitir que desperta logo o meu interesse.
Aquilo que comecei a ver como sendo um filme de vampiros pois na sua sinopse bem como nas primeiras imagens do filme assim o indicam, terminou como uma agradável surpresa pois sem ser aquele típico filme onde quando a noite cai aparecem uns seres mais ou menos manhosos que vão dar conta da aldeola local, o que é certo é que o factor "noite" aqui consegue despertar um certo ambiente tenebroso e realmente assustador.
Na prática já sabemos o que é que está "lá fora" a atormentar as vítimas inocentes que se aventuram na escuridão. Na prática sabemos também que muitos daqueles que se aventuram não lhe vão escapar com vida.
Temos também um certo cliché recorrente deste género de filmes em que ao chegar alguém novo à aldeola ao mesmo tempo que estranhos e macabros assassinatos se iniciam... sabemos nós bem sobre quem recaem as culpas, no entanto o que aqui é apresentado como novo é o facto de a seu tempo percebermos que o dito mal age com um intuito muito especial e muito direccionado protegendo aqueles que todos querem ver como os culpados da situação.
Mas o que é certo é que quando vemos esse dito "mal"... ele está bem feito o suficiente para talvez não meter medo mas sim algum asco e repulsa, tudo graças ao brilhante e bem executado trabalho de caracterização que este género de filmes pede.
Não é um tradicional filme de terror onde existe de facto uma qualquer entidade que quer apenas vingar e praticar o mal como se de uma necessidade fosse. Aqui temos mais uma situação de vingança e de justiça pelas próprias mãos que tarde no filme revela os seus reais propósitos tornando o filme mais num suspense bem delineado do que propriamente em algo assustador e com "demónios" à solta.
É um filme algo desconhecido (para mim era e julgo que para a maioria também) mas daqueles que não nos arrependemos de ver por muitas que sejam as suspeitas que inicialmente temos a seu respeito.
E verdade seja dita que não há nada melhor do que passar um final de noite a pensar que a qualquer momento damos um salto no sofá enquanto o estamos a ver. Para aqueles que tiverem oportunidade... não o percam.
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7 / 10
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