quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hanna (2011)

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Hanna de Joe Wright foi um filme muito aguardado por mim considerando que tem como uma das protagonistas uma actriz que muito estimo... a grande Cate Blanchett. Se a ela juntarmos os nomes de Saoirse Ronan e Eric Bana o filme torna-se uma promessa que será confirmada pelo excelente trailer que foi apresentado.
Hanna (Ronan) é uma adolescente criada pelo pai (Bana) para ser a assassina perfeita... sem sentimento, sem piedade e sem emoção. A sua missão é encontrar Marissa (Blanchett) uma agente da CIA e eliminá-la juntamente com todos os seus colaboradores. Para tal Hanna é atravessa parte da Europa numa perseguição entre "gato e rato" que terminará com algumas surpresas e com muitas vítimas pelo caminho.
Este filme que não só tem a história como os actores perfeitos e que conseguem atrair qualquer cinéfilo às salas foi, e sublinho o passado, um filme que não só aguardei ver como depois de o concretizar muito me desiludiu. E porquê? Bom, em primeiro lugar por considerar que tanto do realizador em questão como dos actores, foi uma obra francamente fraca. A realização de Joe Wright revela a sua intenção de dinamismo com alguns, muitos, segmentos de filmagem com a câmara em movimento. Na prática estes mesmos momentos mostram mais um filme aborrecido do que propriamente o dinamismo e acção que se lhe esperam.
A interpretação de Saoirse Ronan como "Hanna" acaba por ser a que, de todas, mostra um maior empenho. Ronan interpreta competentemente uma jovem adolescente que passou toda a sua ainda curta vida a aprender todos os truques e técnicas para se tornar numa assassina perfeita e sem coração. Mas, ao mesmo tempo, com toda a abertura que adquire a um mundo até aqui desconhecido, acaba por vivenciar e experimentar os sentimentos de uma jovem em crescimento. A primeira amizade, um primeiro rapaz por quem se pode vir a apaixonar e os perigos que o mundo lhe pode trazer.
Por sua vez a menos inspirada neste filme é mesmo Cate Blanchett. Não deixa de ser uma senhora do cinema que muito aprecio mas a sua interpretação aqui revela ter muito pouco sumo, ao contrário daquilo que lhe é habitual. Blanchett limita-se a estar quase sempre numa correria infernal atrás de "Hanna" e sabemos que eliminou todos os documentos que a ligavam a tão maquiavélico plano (não se percebe bem porquê considerando que ela própria o queria terminar) até que tem um merecido protagonismo no final que, se olharmos bem para o plano realizado em que a sua "Marissa" sai literalmente da boca do lobo antes de morrer às mãos do "Capuchinho"... "pouco vermelho".
Este filme tem uma enorme sensação agridoce. Por um lado a história e os actores são apelativos o suficiente para fazer deste um grande filme. Por outro, à medida que o visionamos ficamos com a sensação de que ele decorre a um ritmo acelerado demais para criarmos uma qualquer empatia por ele ou para com as suas diversas personagens independentemente de estarem de um ou do outro lado do bem.
Mas nem só de aspectos menos bons é feito este comentário... Há que destacar a excelente banda-sonora da autoria de Tom Rowlands e de Ed Simons, que é como quem diz dos The Chemical Brothers bem como do extaordinário trabalho de fotografia da autoria de Alwin Küchler que transforma este filme à medida da acção do momento. Temos os momentos de descoberta da jovem adolescente que há em Hanna cores mais vivas e fortes, quase de desejo por saber cada vez mais e, em contrapartida, aqueles em que as cores esbatidas revelam personagens desprovidas de sensações e sentimentos.
Depois de tudo isto dito não quero que passe a ideia de ser um mau filme. Mau não será de todo mas sim é um filme que poderia ter chegado muito mais longe com o simples facto desta linha de argumento em que "desperta" o facto de crianças criadas para se tornarem os assassinos perfeitos. Tivesse a continuidade da história sido mais dinâmica e estaríamos com certeza perante um dos melhores filmes do ano. Assim, não é bom... limita-se a ficar pelo razoável.
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"Marissa: Sometimes children are bad people too..."
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6 / 10
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Florbela (teaser)

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De Vicente Alves do Ó
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Faminto (trailer da curta-metragem)

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Dos realizadores Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz
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Agarrar a Vida (2011)

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Agarrar a Vida de David Ferreira é uma curta-metragem de ficção feito no âmbito de um trabalho de final de curso que toca num tema bem sensível das sociedades actuais... as dependências. Aqui estas dependências não se relacionam com as drogas, o alcoól ou o jogo ilegal, mas sim os jogos de computador.
A originalidade do argumento transporta-nos para esta realidade ainda pouco discutida mas muito presente nas vidas de tantos que abdicam de um mundo real para horas seguidas de um jogo virtual ignorando por completo a sua dependência para com ele.
No entanto nem só de pontos positivos é feito este trabalho, e aquele que tenho de acentuar como o que retira alguma atenção para a história é mesmo o seu som que em vários momentos é deficitário, perturbando assim a atenção que lhe é devida. Em segunda lugar, não tido como um ponto negativo mas sim como algo que não está bem enquadrado, que se prende com o facto de alguns diálogos não terem um seguimento natural mas quase como se estivessem a ler do papel.
Ao realizador e ao argumento dou os parabéns por trazerem para um trabalho académico uma temática ainda tão pouco explorada ou debatida como esta dependência e vício ainda por muitos vistos como um passatempo.
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5 / 10
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Em Terra Frágil (2011)

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Em Terra Frágil de Bruno Carnide é uma curta-metragem portuguesa de ficção que nos conta a história de uma família. Uma família desfeita após a mãe ter saído de casa e emigrado para outro país deixando o seu marido e filha sózinhos. O porquê deste abandono só podemos perceber pelo revelar de factos e das dependências apresentadas pelo Pai (Nuno Nunes) que a curta nos transmite, não por uma clara percepção dos mesmos mas sim pela dedução lógica que deles podemos fazer. O momento em que a Mãe (Alice da Cunha) fala com a Filha (Beatriz Costa) é francamente revelador.
Terror, sem que ele seja claro ou explícito, muito bem filmado e dirigido com toques de drama que apenas o acentuam. Original e com planos muito bons abrilhantados por uma banda-sonora da autoria de Fabricio Cordeiro, Gonçalo Crespo, Nuno Rancho e Miguel Samarão.
Gostei dis pequenos detalhes cinematográficos apresentados ao longo do filme... os cartazes de filmes como Alice e Pulp Fiction ou as referências a Orson Welles e a fotografia de Amália Rodrigues promocional do filme Capas Negras.
Mais uma vez, e correndo o risco de me tornar repetitivo no que diz respeito às curtas nacionais, é bom perceber que o cinema português está vivo e de muito boa saúde e que os novos talentos são muitos e estão em força, como aqui podemos, mais uma vez, confimar.
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7 / 10
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lovely & Amazing (2001)

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Encontro de Irmãs de Nicole Holofcener tem um elenco protagonista de actrizes que fará qualquer apreciador de cinema deslocar-se para o ir ver... Brenda Blethyn, Catherine Keener e Emily Mortimer, a quem se juntam em desempenhos secundários Jake Gyllenhaal, Dermot Mulroney e James LeGros.
A história cruza as vidas de uma mãe (Blethyn) e três filhas (Keener, Mortimer e Raven Goodwin) e os seus dramas existenciais que ocorrem no preciso momento em que a mãe efectua uma lipoaspiração. Elizabeth (Mortimer) uma actriz que continua sem conseguir a grande oportunidade, Michelle (Keener) que continua sem conseguir vender a sua arte e obter assim a sua independência económica e Annie (Goodwin) a filha adoptiva que vive uma crise de identidade.
De um argumento que se pensa ter capacidades para uma comédia dramática aquilo que acabamos por receber deste filme é um conjunto sem qualquer nexo ou seguimento lógico de várias histórias que se colam e das quais se tenta fazer o relato de um drama transversal a várias gerações.
Uma mãe que apenas pretende fazer uma lipoaspiração para de novo se tornar interessante aos olhares dos homens com quem se cruza. Duas filhas que não conseguem estabelecer uma carreira profissional... uma delas que não consegue convencer com a sua arte e a outra que como actriz dependente da sua agente que pouco se interessa pela carreira dela. E finalmente uma filha mais nova e adoptada que não se enquadra no seio desta família e vive o seu drama pessoal e existencial. Os homens que não as acompanham nem sequer querem saber das suas vidas e finalmente um mundo grande demais onde de certa forma elas nada mais são do que anónimas.
Tudo isto poderia ser até francamente interessante se as histórias fluíssem com algum sentido e ligação entre si. No entanto, ao visionarmos este filme, aquilo que percebemos é que as histórias são relatadas e "coladas" umas de seguida às outras apenas e só com um sentido descritivo que o torna muito pouco dramático ou sequer cómico. As intenções estão lá mas, infelizmente, o resultado é muito pouco interessante.
Brenda Blethyn que costuma brilhar em qualquer interpretação que tenha, por mais simples que ela possa ser, aqui limita-se praticamente a interpretar uma vulgar mulher que, não fosse o caso de a conhecermos, poderia ter sido encontrada numa qualquer rua sem qualquer tipo de experiência. Quanto às demais actrizes, de tão neurótica serem as suas interpretações, acho que nem vale a pena o esforço sequer de comentar o quão desinteressantes foram as suas interpretações.
Não sou profissional de cinema, pelo menos não no sentido de filmar, escrever ou interpretar uma qualquer história. Apenas o sou como espectador e por assistir a filmes de todos os géneros, proveniências ou duração desde muito tenra idade. No entanto sei apreciar quando num filme há uma falta de ligação entre as várias histórias que ele possa contar. E isso aqui sim está muito presente. Àparte das interpretações muito fracas e sem qualquer carisma que este trio de actrizes protagonistas nos entrega, as histórias têm de facto uma continuidade entre si mas aparentam ser contadas como se fossem "soltas" e sem relação entre si. Imaginemos um dia normal na vida de cada um de nós... Imaginemos que esse dia seria levado ao cinema. E agora imaginemos que em vez de começar às 8 da manhã, começava sim mas às 15 horas... Tudo o que estava antes deduzimos ter existido mas... na prática não sabemos se realmente aconteceu ou não. Aqui está aquilo que é para mim este Encontro de Irmãs.
Francamente desinteressante apesar do argumento interessante, mas pouco aproveitado, que tem e que o torna num filme entre tantos que acaba facilmente por cair no esquecimento de qualquer um.
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3 / 10
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domingo, 13 de novembro de 2011

Lisbon & Estoril Film Festival 2011: palmarés

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PRÉMIO MELHOR FILME
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Twilight Portrait, de Angelina Nikonova
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PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI – JOÃO BENARD DA COSTA
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Une Vie Meilleure, de Cédric Kahn
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MENÇÕES HONROSAS
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Amnesty, de Bujar AlimanI
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Oslo, August 31st, de Joachim Trier
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PRÉMIO CINEUROPA
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Une Vie Meilleure, de Cédric Kahn
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PRÉMIO MEO
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Here I Am, de Bálint Szimler (University of Theatre and Film, Budapeste/Hungria)
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Aman (Safe and Sound), de Ali Jaberansari (London Film School, Londres/Inglaterra)
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MENÇÃO ESPECIAL
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Frozen Stories, de Grzegorz Jaroszuk (The Polish National Film Television and Theater School, Lodz/Polónia)
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L’Estate Che Non Viene, de Pasquale Marino (Centro Sperimentale di Cinematografia - Scuola Nazionale di Cinema, Roma/Itália)
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PRÉMIO L’OREAL
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Miguel Nunes
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PRÉMIO CANON
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Encadeados, de Ana Delgado Martins
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Cinanima 2011: palmarés

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Grande Prémio Cinanima 2011: The Renter, de Jason Carpenter (EUA)
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Prémio Especial do Júri: Muybride’s Strings, de Koji Yamamura (Canadá)
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Prémio Melhor Curta-Metragem – Até 5 minutos/ Prémio Alves Costa: Kub la Khan, de Joan Gratz (EUA)
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Prémio Melhor Curta-Metragem – Mais de 5 minutos até 25 minutos: Second Hand, de Isaac King (Canadá)
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Menção Especial: Dimanche, de Patrick Doyon (Canadá)
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Prémio Melhor Curta-Metragem – Filme de Fim de Estudos e/ ou Filme de Escola/ Prémio Gaston Roch: Playing Ghost, de Bianca Ansems (Reino Unido)
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Menção Especial: 366 Days, Johannes Schiehsl, Alemanha
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Prémio José Abel: One More Time!, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia)
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Prémio António Gaio: Sem querer, de João Fazenda (Portugal)
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Menção Honrosa: O Sapateiro, de David Doutel e Vasco Sá (Portugal)
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Menção Honrosa: Independência de Espírito, de Marta Monteiro (Portugal)
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Prémio Jovem Cineasta Português (Menos de 18 anos): Nôs Terra, de Colectivo de Crianças da EB1 de Trás-os-Montes, Polo 3, Ilha de Santiago (Cabo Verde)
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Menção Honrosa: Águas Turvas, da Escola EB1 do Pego, Abrantes (Portugal)
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Prémio Jovem Cineasta Português (Mais de 18 anos): Bats in the Belfry, de João Alves (Portugal)
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Menção Honrosa: A primeira vez que descobri para que servia o meu rabo, de Bruno Silva (França) e Camera Obscura, de Marta Maia (Austrália)
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Prémio RTP2: Onda Curta: One More Time!, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia); Lumberjack, de Pawel Debski (Polónia); Coast Warning, de Alexandra Shadrina (Rússia); Muybridge’s Strings, de Koji Yamamura (Canadá); Oedipus, de Paul Drissen (Canadá)
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Prémio do Público: Danny Boy, de Marek Skrobecki (Polónia)
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Prémio Melhor Banda Sonora Original: Arachmaninoff, de René Lange (Alemanha)
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Il Niente (2011)

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O Vazio de David Petrucci é uma curta-metragem italiana que nos conta como as escolhas determinam irreversivelmente o curso da vida das pessoas.
Quando dois amigos regressam a casa depois de uma noite de copos (para um deles pelo menos), atropelam uma mulher e fogem. No dia seguinte após decidirem nada dizer à polícia por já existirem problemas antigos com a lei, descobrem que a jovem mulher morreu e alguém lhes telefona a confessar saber do crime.
Quando tentam fugir o destino prega-lhes uma partida que terá trágicas consequências...
Interessante curta-metragem transalpina que centra a sua atenção em dois aspectos distintos. O primeiro sobre o facto de como o passado interfere de forma radical com o presente. O segundo sobre como as más escolhas podem também elas transformar uma pacata existência num destino complicado senão mesmo fatal. Em qualquer deles o essencial reside no mesmo... as escolhas. São elas que determinam a nossa condição perante o mundo e a vida e principalmente o caminho que percorremos.
Interessante curta com interpretações sólidas nomeadamente a de Alessandro Prete, uma fotografia bem executada também da autoria de David Petrucci e não posso deixar de referir o cartaz que, de certa forma, nos deixa antever a inexistência de um futuro na vida destes dois homens ao tornar turva a linha do horizonte.
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7 / 10
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sábado, 12 de novembro de 2011

Carne (2010)

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Carne de Carlos Conceição é uma curta-metragem portuguesa francamente original que nos leva a um imaginário onde Jesus Cristo (Carloto Cotta) e Violante (Anabela Moreira) uma freira com tendência para o pecado estão numa fase de problemas conjugais.
Pelo meio temos uma freira provocadora e desejos carnais bem explícitos que tudo fará para os satisfazer e Cristo,  um "marido" traído que tentará punir a sua "mulher" pela luxúria que aparenta... até ao dia em que também ele será tentado...
O cenário situado em dois locais específicos está muito bem encenado. O primeiro é um convento decadente e bem sombrio onde Cristo e Violante discutem. O segundo é um bar onde o ambiente vermelho e quente espelham o local onde Violante vai satisfazer os seus desejos mais carnais. Em termos artísticos acho esta curta bastante competente.
Gostei igualmente de ver um Cristo, interpretado por Carloto Cotta, não tão piedoso e susceptível a ser corrompido pelo pecado. Uma interpretação relativamente sólida e consistente que gostaria de ter visto ainda mais desenvolvida. E igualmente de referir é a freira Violante a quem Anabela Moreira dá vida, num registo bem provocador e provocante que começa logo com os seus insinuantes sapatos vermelhos de salto e claro, toda a sua postura, essa sim altamente insinuante assim que entra naquele bar.
Original e consistente é mais um exemplo de um filme do qual esperaria ter tido mais duração para desenvolver mais as dinâmicas de cada personagem e delas entre si.
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7 / 10
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Paisagem Urbana com Rapariga e Avião (2008)

Paisagem Urbana com Rapariga e Avião de João Figueiras conta-nos a história de Dino (Dinarte Branco) e de Elena (Olena Radionova) que trabalham no mesmo hotel e se apaixonam. A sua história de união e de amor é abalada quando o seu trabalho e conforto ficam em risco. Quando tudo parece correr mal (a cena com a máquina de bebidas é flagrante), irá Dino enveredar por trabalhos arriscados e ilicitos ou será que o passar dos tempos e o filho que espera de Elena fazer modificar o seu futuro? (novamente... o momento com a máquina é flagrante).
Gostei de ver esta curta e a mensagem de esperança que o seu final transporta é, no mínimo, reveladora. No entanto, e como na minha perspectiva acontece em tantos trabalhos, fico a desejar por mais. Muito mais. A história teria o potencial suficiente para transformar esta pequena mas muito simpática curta numa longa-metragem onde tantos detalhes poderiam ser melhor explorados.
Muito interessante trabalho que, apesar dos seus escassos diálogos, consegue transmitir uma forte mensagem de esperança por um futuro melhor.
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7 / 10
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mr. & Mrs. Smith (2005)

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Mr. & Mrs. Smith de Doug Liman junta no ecrã (e mais tarde na vida real também) dois actores ícones dos últimos anos... Angelina Jolie e Brad Pitt que aqui interpretam um casal de espiões mas... de agências rivais.
John (Pitt) e Jane (Jolie) são um casal jovem mas que se sente completamente aborrecido com as banais rotinas do dia-a-dia. Rapidamente percebemos que a sua profissão não é, no entanto, nada banal. Tanto John como Jane são espiões altamente eficazes e mortais.
Tudo lhes corre bem até ao dia em que numa missão descobrem aquilo que até então era impensável. Tanto um como outro trabalham no mesmo mas para agências diferentes que irão agora querer que se eliminem mutuamente.
Os Smith, até então um casal com vidas absolutamente desinteressantes vão agora embarcar numa viagem que inicialmente os irá fazer quererem ver-se livres do seu conjuge mas que com o tempo nada mais fará do que aguçar o interesse que ambos sempre tiveram um pelo outro.
Seria mentira se dissesse que este filme não iria logo à partida captar a minha atenção pela união destes dois actores que muito estimo, e também pelo facto de ser um género que dificilmente dá filmes interessantes apesar das histórias serem, por vezes, dignas de bons filmes de acção.
O que é certo é que este dupla funciona na perfeição e a química existente entre ambos é mais do que evidente. Ela sente-se em todos os momentos em que Pitt e Jolie contracenam, mesmo nos momentos em que supostamente têm de se eliminar das formas mais violentas possíveis. Há "acasos" que se calhar de acaso pouco têm, e o papel de Jolie que estava inicialmente entregue a Nicole Kidman teve de recair sobre aquela que iria formar com Pitt o par romântico do momento.
As sequências entre os dois actores, que dividem o ecrã quase a tempo inteiro, são deliciosas. Quer seja como o casal com problema matrimoniais como nos momentos em que se descobrem mutuamente e que destroem toda a casa numa luta sem limites e principalmente no sedutor tango que ambos dançam. Se queremos química ela está decididamente presente entre estes dois actores.
Digam o que disserem este filme consegue ser bem agradável, e por mim falo que já o vi inúmeras vezes. Tanto pelas inspiradas interpretações que estes dois actores nos dão como pela história em si que não é é dinâmica como também é bem ritmada e, para o género, não cai nos clichés habituais. Pelo contrário, o carisma que estes dois actores têm faz com que consigam tornar o filme "seu". Agarram e moldam-o ao seu próprio estilo num ritmo acelerado e sempre, mas sempre mesmo, com vários momentos de comédia sexual/matrimonial à mistura.
Da luta sem limites onde literalmente destroem toda a sua casa até à batalha final que os opõe como equipa aos assassinos enviados pelas suas antigas agências, este filme é repleto de bons momentos de acção onde as interpretações felizmente não se perdem. Antes pelo contrário, em todos os momentos tanto Brad Pitt como Angelina Jolie conseguem marcar uma presença forte e revigorante que os confirma como dois dos actores do momento quer seja nos dramas aos quais nos habituaram como também nestes declarados blockbusters que acima de tudo servem para o bom entretenimento do público que os admira.
Independentemente das opiniões alheias este filme é, para mim, uma boa aposta para uma tarde bem passada onde, apesar dos tiroteios e pancadaria, o essencial é o bom clima que cria e a possibilidade de ver este par de actores a actuar pela primeira, e até ao momento única, vez.
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7 / 10
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Bragacine 2011: palmarés

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‎9th BRAGACINE AUGUSTA AWARDS

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Extra-competition:
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Nicolau Breyner Augusta Award for Best Director: Julian Grant
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Augusta Award for Best Director: Matt Cimber
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Eduardo Serra Augusta Award for Best Producer: Paulo Trancoso
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Manoel de Oliveira Augusta Award for a Career Celebration: José Pinto
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Beatriz Costa Augusta Award for Best Actress: Maria João Bastos
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Official Competition:
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Augusta Award for best Short-film:
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O Conto do Vento, from Claudio Jordão and Nelson Martins
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Julian Richards Augusta Award for best Director:
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João Alves, for Bats in the Belfry
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Grand Prize Augusta Bragacine for best film:
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Mar Libre, from Dani de la Torre
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IPJ Augusta Award for best Portuguese film:
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Quero Ser uma Estrela, from José Carlos de Oliveira
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Lúcia Moniz Augusta Award for best Actress:
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Serena Grace Horn, for Drink!
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Joaquim de Almeida Augusta Award for best Actor:
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José Pinto, for A Parideira
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Honorable Mention from the Juri for best special effects:
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Comando, from Patrício Faísca and Sonat Duyar
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Honorable Mention from the Juri for best visual images:
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Drink!, from Tiago Inácio
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Girl with a Pearl Earring (2003)

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Rapariga com Brinco de Pérola de Peter Webber conta com as interpretações principais de Colin Firth e Scarlett Johansson e Tom Wilkinson e Cillian Murphy como secundários, numa história ficcionada que gira em torno do pintor holandês Johannes Vermeer (Firth) e a sua obsessão por uma das suas empregadas de nome Griet (Johansson).
Numa época de dificuldades esta jovem e extremamente bonita rapariga é encaminhada pela sua família para trabalhar na casa do excêntrico e abastado pintor Vermeer. Lá encontra não só uma vida quase de submissão como também o fascínio do seu patrão que provoca as suspeitas tanto à sua mulher como à população em geral. Ao mesmo tempo, e afastada do que a língua do povo dizia, Griet aprende a observar pequenos detalhes nas obras de Vermeer e saber quais fazem a diferença entre um mero quadro e uma obra de uma extrema beleza.
Este filme nomeado para três Oscar, para a genial Fotografia da autoria do português Eduardo Serra que transforma um ambiente caseiro de uma cidade negra e fria num deleite visual muito intenso, e também para Direcção Artística e Guarda-Roupa, é inicialmente uma obra que pode não ser facilmente aceite. Eu que sou um caro admirador e apaixonado por filmes de época, assumo que foram precisas duas vezes para poder apreciar verdadeiramente este filme que por ser feito a um ritmo deveras "calmo" não se torna na mais fácil das visualizações.
Contemplativo quanto baste, passa uma boa parte do tempo centrado, quer através da própria observação de Griet quer através das explicações de Vermeer, nas técnicas que levaram à elaboração de algumas das obras do pintor. É assim que, numa fase crescente, se inicia a relação quer de admiração de Griet pelo pintor quer de obsessão desta pela jovem e bela empregada, que assistimos à elaboração do tão famoso quadro que dá nome ao próprio filme.
O essencial e que percorre toda esta história é a obsessão. A obsessão que assume várias formas e pretende atingir vários fins. Para Vermeer será a busca da beleza... a sua captura em todas as suas obras. Para a sua mulher será a obsessão de ter a incondicional atenção do marido. Para Griet o conhecimento que tanto procura em tudo o que faz. Para aquela família será a manutenção de um estatuto instável apenas obtido através do dinheiro que o patrono de Vermeer que fornece. O desejo e a obsessão unidos dão vida a todas as personagens que compõem este filme.
Inicialmente este filme não será de fácil "consumo", mas para aqueles que possam estar destimidos a um filme de época, à partida já por si mais calmo, e que subsiste através de uma forte componente contemplativa irão descobrir através da beleza crua das imagens um belíssimo filme que não irão esquecer num registo notável de Scarlett Johansson que foi nomeada para o Globo de Ouro Drama e que foi anunciada como uma das preferidas a ser nomeada a Oscar tendo, no entanto, falhado a nomeação.
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7 / 10
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Maldito Vivo (2011)

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Maldito Vivo de Bruno Duarte é uma curta-metragem portuguesa e... de zombies... Bom, é só um zombie mas já dá pano para mangas.
Tudo se passa dentro de um apartamento através das suas várias divisões onde dois jovens, um zombificado e o outro ainda humano lutam, correm, vomitam as entranhas... e dançam. Sim, um zombie que dança.
Esta curta-metragem tem ali uns momoentos que me transportaram para outros tantos filmes do género e que por uma ou outra ocasião me fizeram sorrir. A dança, ao estilo do clip do Michael Jackson mas desta vez com música dos Queen, é dos momentos mais hilariantes que foram feitos neste filme. Este e claro, não me posso esquecer de referir a quantidade de objectos que foram atirados para a cara daquele zombie que mais parece ser ele a vítima atormentada de toda a curta.
A caracterização feita é o elemento mais pobre do filme. Pouco convincente ou realista apenas consegue ser "ignorada" à custa dos agradáveis momentos de comédia que retiramos, muitos dos quais feitos telefonicamente onde uma pseudo-vítima desesperada tenta saber tudo o que pode fazer para eliminar um zombie, num registo de um Shaun of the Dead seco e sarcástico.
Aparentemente amadora esta curta consegue recriar ainda alguns momentos nojentos quando os grandes planos são feitos ao morto-vivo, mas ainda assim não deixamos de por ele ter alguma simpatia depois de vermos que ele sim é quase torturado pelo vivo que lhe atira objectos, o põe a dançar e no final... bom, o final vão ter de ver.
Mais cómico do que de terror acaba por ser esse mesmo o seu ponto forte. Divertida e vale os seus quase vinte minutos.
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6 / 10
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Ataque de Pánico! (2009)

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Ataque de Pânico de Fede Alvarez é uma curta-metragem uruguaia que nos relata a invasão da cidade de Montevideo, capital do Uruguai, por um conjunto de robots gigantes que iniciam assim a destruição da mesma.
De um realismo intenso e com efeitos especiais muito bem executados, esta curta-metragem que eu desconhecia por completo até há um ou dois dias atrás, é um excelente exemplo de bom cinema de acção vindo de um realizador de quem espero vir a assistir a uma prolífera carreira.
Curiosa a adaptação da banda-sonora do filme 28 Dias Depois para esta curta, no entanto ela funciona tão bem que parece ter sido composta para aqui originalmente.
Mesmo para quem não aprecia o género... esta curta vale a pena ser vista.
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10 / 10
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China, China (2007)

China, China de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata é uma curta-metragem portuguesa que nos transporta para a vida de uma família chinesa em Lisboa.
Pai, mãe e filho... sente-se a tensão existente entre o casal e a mãe rapidamente demonstra estar farta do meio que a rodeia. No final, após a paz, uma trágica reviravolta nos acontecimentos faz pensar como a vida por muitos problemas que apresente pode ser bem mais importante do que as desagradáveis surpresas que nos reserva.
Gostei de ver esta curta que apresenta um aspecto bem interessante num momento até breve... a multiculturalidade da cidade de Lisboa claramente expressa enquanto a actriz principal desce aquela enorme escadaria sentada no corrimão.
Interessante, diferente e muito bem executada, gostaria que de curta tivesse sido uma longa-metragem para mostrar um outro lado não só desta família como desta Lisboa ainda pouco explorada.
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7 / 10
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Caminhos do Cinema Português 2011

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9 a 17 de Novembro 2011
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

The Truth About Charlie (2002)

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A Verdade Sobre Charlie de Jonathan Demme com a participação de Mark Wahlberg, Thandie Newton e Tim Robbins é uma história de espionagem e acção feita com alguns tons de comédia que decorre na cidade de Paris.
Tudo começa quando Regina (Newton), vinda de umas férias onde se preparava para o divórcio, descobre que Charlie (Stephen Dillane) o seu marido, fora assassinado. A partir daqui Regina na companhia de Lewis (Wahlberg) embarca num conjunto interminável de aventuras, algumas das quais quase surreais, em busca da fortuna que ele deixou para trás e que muitos andam à procura... inclusivé a estranha figura de Carson Dyle (Robbins).
Uma obra menor para o realizador que já nos deu filmes como O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia ou O Casamento de Rachel. No entanto, este não deixa de ser um filme menor que, ainda assim, nos consegue divertir. Temos momentos que, ocasionalmente, nos conseguem divertir. Os tais momentos mais surreais e que para um verdadeiro e bom filme de acção seria impensável existirem. Refiro-me concretamente à situação na discoteca onde a troca de pares revela as mais curiosas situações. No entanto, há que ser honesto e dizer que tem também umas quantas sequências de maior tensão ou de uma intensa acção ao longo de todo o filme.
Aquilo que me parece não funcionar perfeitamente bem com este filme é mesmo a união dos vários estilos... a acção com a comédia e com o suspense. Algo fica "pendente" não dando muita credibilidade a qualquer um deles. Quero com isto dizer que na teoria os vários estilos existem e até estão bem executados, mas na prática a passagem entre uns e outros não está devidamente coerente.
O ponto mais negativo para mim é mesmo o facto da "mão do realizador" não se manter parada durante uma boa parte do filme tornando-o por vezes complicado de seguir. Felizmente a bom tempo temos esse aspecto resolvido.
Vale por alguma dessa comédia e da acção que lhe está inerente, por um argumento com alguns pontos interessantes e pelas participações do conjunto de actores que até fazem muito bem o seu trabalho, confesso a minha clara admiração por Thandie Newton, essa grande actriz... E que não se esqueça claro, a participação especial de Charles Aznavour já mesmo no final do filme que dá o ar de sua graça.
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5 / 10
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A History of Mutual Respect (2010)

A History of Mutual Respect de e com Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt é uma curta-metragem de ficção portuguesa que nos mostra aquilo que aparenta ser uma viagem de dois adolescentes com o intuito de conseguirem procriar com alguma nativa que considerem "limpa".
A premissa por si só já é assustadora o suficiente para deixar o espectador de pé atrás. A confirmação vem com o decorrer desta muito "longa" curta que quase relata os devaneios de duas pessoas que parecem não ter mais nada de útil que fazer do que agir com uma qualquer atitude colonialista sobre nativos "pobres e coitadinhos".
Não bastasse a história já ser a meu ver fraca demais, a própria execução das filmagens não me parece ser a melhor. Ao visionarmos esta curta temos a leve, ou talvez não tão leve, impressão de estarmos a assistir a um qualquer filme série Z (não há mais letras no alfabeto...) dos anos 70 onde as filmagens pareciam pouco expressivas e naturais.
Dito isto, o resultado final não poderia ser outro que não uma nulidade total. Completamente dispensável.
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1 / 10
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Estrela da Tarde (2004)

Estrela da Tarde de Madalena Miranda é uma curta-metragem documental que, das duas uma... Ou é ficcionado ou então tem um sentido de humor tão fresco que parece ter sido muito bem encenado.
Esta curta leva-nos a acompanhar um dia na vida de uma dona-de-casa e dos seus pequenos grandes desabafos sobre a vida e sobre ela própria no mundo.
Esta mulher que através das actividades domésticas nos faz em muitos momentos rir com bastante prazer (ou não fosse aquela limpeza doméstica às suas garrafas de colecção, um momento completamente surreal), tem também algumas quantas reflexões sobre Portugal que são dignas de se tomar em consideração.
Enquanto documentário sobre uma mulher doméstica não se desenvolve muito, no entanto aquilo que lhe dá a sua "graça" é mesmo a prestação desta mulher e os seus desabafos. Esses sim, são dignos de se lhes ter atenção bem como os pensamentos sobre o facto de Maria Helena achar que "nasceu antes do seu tempo". Interessante pelas reflexões e pela comédia esta curta documental vale a pena ver de coração aberto sem tomar em conta a sinopse que dele é feita.
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"Maria Helena: Eu queria que o meu país fosse um país de alegria..."
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7 / 10
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Faial Filmes Fest 2011: palmarés

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COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
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Filme: Sangue do Meu Sangue, de João Canijo
Documentário: O Céu Sobre os Ombros, de Sérgio Borges
Menção Especial: Estrada de Palha, de Rodrigo Areias
Prémio do Público: Viagem a Portugal, de Sérgio Tréfaut
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COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
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Ficção: O Ruído do Mar, de Ana R. Fernandes e Torsten Truscheit
Documentário: Hibernando, de David Pantaleón
Animação: Viagem a Cabo Verde, de José Miguel Ribeiro
Curtíssima: Dodu, O Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro
Filme das Ilhas: Dirty Friday, de Adrián M. Delgado e Tenesor Cruz
Filme Açoriano: Matança, de André Laranjinha
Filme Escolas: Dia do Desassossego, de Ricardo Feio
Prémio do Público - Filme Açoriano: Corre, Emanuel, Corre, de Emanuel Macedo e Bruno Correia
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PRÉMIO D. QUIXOTE - FICC
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Prémio Don Quixote: Viagem a Portugal, de Sérgio Tréfaut
Menções Honrosas: Sangue do Meu Sangue, de João Canijo (Realização), O Barão, de Edgar Pêra (pela Montagem de Tiago Antunes) e Estrada de Palha, de Rodrigo Areias (pela Fotografia)
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PRÉMIOS RTP2 - ONDA CURTA
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Prémio RTP2 - Onda Curta: North Atlantic, de Bernardo Nascimento e Vicky & Sam, de Nuno Rocha
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domingo, 6 de novembro de 2011

Je Vous Salue, Marie (1985)

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Eu Vos Saúdo, Maria de Jean-Luc Godard despertou-me o interesse a partir do momento em que era referenciado como um dos primeiros trabalhos de uma então muito jovem actriz chamada Juliette Binoche.
Esta história sobre o nascimento e a criação é uma adaptação da vida de Maria e José e da gravidez espontânea da mesma, muito ao estilo do que conhecemos dos pais de Cristo. A diferença é que aqui Maria é uma jovem estudante que joga basquetebol e José em vez de ser carpinteiro é um modesto taxista. Mudam-se os tempos...
De discussão filosófica a representações da Natureza que encarnam claramente uma ideia de pureza e divino, este filme deambula por um conjunto de composições clássicas que tentam transportar este filme para algo mais místico mas que no fundo acabam mais por pareer imagens sobrepostas umas às outras numa mescla que se torna mais enfadonha do que interessante.
Se a curiosidade para com este filme já havia desaparecido a menos de metade da duração do mesmo, os seus aborrecidos e quase monossilábicos diálogos, bem como a generalidade do argumento verdade seja dita, tornam-no quase impossível de suportar, fazendo com que a sua limitada duração seja uma experiência penosa. Chega a um momento que sentimos o nosso cérebro já a começar a atrofiar.
À excepção da música clássica que ecoa a todo o momento de silêncio entre diálogos, e que são muitos, e das ocasionais filmagens de belíssimos locais naturais, todo este filme foi, para mim, uma experiência verdadeiramente penosa e dolorosa.
É muito bom ser experimentalista e contar histórias mas quando são justificados em nome daquilo que pode ser um bom filme e não apenas sê-lo por pertencer a um reputado realizador.
Para apreciadores e fãs deste realizador compreendo que possa ser uma obra-prima indiscutível, no entanto para apreciadores de cinema que esperam ver um bom filme este deixa muito a desejar... de longe.
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1 / 10
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sábado, 5 de novembro de 2011

Pássaros (2009)

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Pássaros de Filipe Abranches é uma curta-metragem de animação que nos conta a história de uma mulher que vive rodeada de pássaros na sua casa bem como do seu filho que pensa que pode voar.
Achei esta curta francamente "negra". O ambiente sente-se pesado e as animações a preto e branco ao estilo de como se vê no próprio cartaz tornam-no algo agressivo.
Esta intensidade aumenta com a chegada do final da curta onde a história ganha contornos mais pesados e fatais num desfecho perfeitamente trágico mas que a eleva em termos de qualidade.
Diferente e interessante, gostei de ver uma animação, e portuguesa, com contornos de história "negra".
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7 / 10
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Fuera de Cuadro (2010)

Fuera de Cuadro de Márcio Laranjeira (Portugal) é um documentário em formato de filme curto que em voz-off nos dá a conhecer alguns pensamentos da vida do filho da pintora Alicia Boffi e a sua homossexualidade escondida. Das reflexões desde os tempos dos primeiros anos de escola às memórias de e com a mãe
Além de umas quantas reflexões sobre a falta de comunicação que existe entre este jovem e a sua mãe e a que já existia entre ela e a sua avó, esta curta não tem muito mais conteúdo que possa motivar ao seu visionamento quase resvalando para a total e perfeita banalidade.
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2 /10
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Assembleia (2006)

Assembleia de Leonor Noivo é uma curta-metragem documental sobre o lado oculto da Assembleia da República, que é como quem diz o lado de todos aqueles funcionários que contribuem diariamente para o seu bom funcionamento desde as cozinheiras, mulheres da limpeza e funcionários do canal televisivo da mesma.
Este documentário é interessante do ponto de vista informativa pois dá-nos uma pequena amostra do funcionamento daquele edifício (e instituição) contado através dos acontecimentos de bastidores e daqueles que garantem as actividades básicas.
Como obra informativa é interessante e dá-nos algumas informações interessantes mas no fundo não passa de uma obra que poderia ter ido ainda mais longe se não se limitasse apenas a um único dia na vida da Assembleia.
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4 / 10
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European Film Awards 2011: nomeados

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EUROPEAN FILM
THE ARTIST, Michel Hazanavicius (real.), Thomas Langmann e Emmanuel Montamat (prod.)
LE GAMIN AU VÉLO, Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (real. e prod.), Denis Freyd e Andrea Occhipinti (prod.)
HAEVEN, Susanne Bier (real.) e Sisse Graum Jorgensen (prod.)
LE HAVRE, Aki Kaurismäki (real. e prod.) e Karl Baumgartner (prod.)
THE KING'S SPEECH, Tom Hooper (real.), Iain Canning, Emile Sherman e Gareth Unwin (prod.)
MELANCHOLIA, Lars von Trier (real.), Meta Louise Foldager e Louis Vesth (prod.)
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EUROPEAN DIRECTOR
Susanne Bier, em Haeven
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, em Le Gamin au Vélo
Aki Kaurismäki, em Le Havre
Béla Tarr, em A Torinói Ló
Las von Trier, em Malancholia
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EUROPEAN ACTOR
Jean Dujardin, em The Artist
Colin Firth, em The King's Speech
Mikael Persbrandt, em Haeven
Michel Piccoli, em Habemus Papam
André Wilms, em Le Havre
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EUROPEAN ACTRESS
Cécile de France, em Le Gamin au Vélo
Kirsten Dunst, em Melancholia
Charlotte Gainsbourg, em Melancholia
Nadezhda Markina, em Elena
Tilda Swinton, em We Need to Talk About Kevin
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EUROPEAN SCREENWRITER
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, em Le Gamin au Vélo
Anders Thomas Jensen, em Haeven
Aki Kaurismäki, em Le Havre
Lars von Trier, em Melancholia
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CARLO DI PALMA EUROPEAN CINEMATOGRAPHER AWARD
Adam Sikora, em Essential Killing
Fred Kelemen, A Torinói Ló
Guillaume Schiffman, em The Artist
Manuel Alberto Claro, em Melancholia
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EUROPEAN EDITOR
Mathilde Bonnefoy, em Drei
Molly Marlene Stensgaard, em Melancholia
Tariq Anwar, em The King's Speech
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EUROPEAN PRODUCTION DESIGNER
Antxon Gomez, em La Piel que Habito
Jette Lehmann, em Melancholia
Paola Bizzarri, em Habemus Papam
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EUROPEAN COMPOSER
Alberto Iglésias, em La Piel que Habito
Alexandre Desplat, em The King's Speech
Ludovic Bource, em The Artist
Mihály Víg, em A Torinói Ló
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EUROPEAN DISCOVERY - PRIX FIPRESCI
Adem, Hans Van Nuffel (real.), Dries Phlypo, Jean-Claude Van Rijckeghem, Joost De Vries, Leontine Petit e Marleen Slot (prod.)
Atmen, Karl Markovics (real.) e Dieter Pochlatko e Nikolaus Wisiak (prod.)
Michael, Markus Schleinzer (real.) e Michael Kitzberger, Wolfgang Widerhofer, Nikolaus Geyrhalter e Markus Glaser (prod.)
Smukke Menesker, Mikkel Munch-Fals (real.) e Stine Meldgaard e Meta Louise Foldager (prod.)
Tilva Ros, Nikola Lezaic (real. e prod.) e Uros Tomic (prod.)
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EUROPEAN FILM ACADEMY DOCUMENTARY - PRIX ARTE
Pina, de Wim Wenders
Stand van de Sterren, Leonard Retel Helmrich (real.) e Hetty Naaijkens (prod.)
Vivan las Antipodas!, Victor Kossakovsky (real.) e Heino Deckert (prod.)
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EUROPEAN FILM ACADEMY ANIMATED FEATURE FILM
Le Chat du Rabbin, Joann Sfar (real.) e Antoine Delesvaux (real. e prod.)
Chico & Rita, Fernando Trueba, Javier Mariscal e Tono Errando (real.)
Un Vie de Chat, Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli (real.) e Jacques-Remy Girerd (prod.)
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EUROPEAN FILM ACADEMY SHORT FILM
Apele Tac, Anca Miruna Lazarescu (real.) e David Lindner Leporda, Daniel Schmidt e Catalin Mitulescu (prod.)
Aterfödelsen, Hugo Lilja(real.) e Bonnie Skoog Feeney (prod.)
Berik, Daniel Joseph Borgman (real.) e Katja Adomeit (prod.)
Derby, Paul Negoescu (real. e prod.)
Dimanches, Valéry Rosier (real. e prod.) e Nicolas Guiot e Fred De Loof (prod.)
Frozen Stories, Grzegorz Jaroszuk (real.)
La Gran Carrera, Kote Camacho (real.) e Marian Fernández Pascal (prod.)
Händelse vid Bank, Ruben Östlund (real.) e Marie Kjellson e Erik Hemmendorff (prod.)
Hypercrisis, Josef Dabernig (real. e prod.)
Jessi, Mariejosephin Schneider (real.) e Hartmut Bitomsky, Bodo Knapheide e Maximilian Müllner (prod.)
I Lupi, Alberto De Michele (real. e prod.)
Paparazzi, Piotr Bernas (real.) e Adam Slesicki (prod.)
Smâ Barn, Stora Ord, Lisa James Larsson (real.) e Andréas Emanuelsson (prod.)
Tse, Roee Rosen (real. e prod.) e Sharon Benraf (prod.)
The Wholly Family, Terry Gilliam (real.) e Gabriele Oricchio e Amy Gilliam (prod.)
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Los Cronocrímenes (2007)

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Os Cronocrimes de Nacho Vigalondo, nomeado para o Goya na categoria de Realizador Revelação em 2009, conta-nos a história de Héctor (Karra Elejalde) um homem que após ver a partir de sua casa uma misteriosa rapariga (Bárbara Goenaga) no meio do bosque, embarca numa viagem no tempo que o coloca no meio de um ciclo sem fim de acidentes e mortes, as quais não parecem ter um término.
A premissa das viagens no tempo desde há muito que fazem as delícias de inúmeros filmes e arrastam consigo aquilo que se pode chamar claramente de uma legião de fãs. Várias são as obras que abordam esta temática passando por Polícia do Tempo, Retroactive, Stargate entre outros e apesar deste ter sido muito aguardada e nomeada inclusivé para diversos prémios, mas o que é certo é que fica a várias milhas dos filmes que agora referi.
A história que inicialmente abre com intriga e mistério sobre aquele casal e que apenas se intensifica à medida que Héctor estranha os acontecimentos em que se vê envolto, depressa passa a uma monotonia e repetição exacerbada que não apresenta nada em concreto... nem o porquê dos acontecimentos nem tão pouco o porquê destas viagens no tempo estarem a acontecer. Afinal o que se passava naquelas estranhas instalações? Não ficou claro... apenas se sabe que aquele outro homem, o próprio Nacho Vigalondo, resolveu efectuar aquelas experiências... De resto, tudo está envolto em mistério.
São estas "pontas" abertas e por esclarecer da história que a tornam francamente desinteressante. O potencial existe mas as histórias dentro da história que acabam por ficar em aberto não ajudam a que a mesma se torne credível e entusiasmante, limitando-nos quase exclusivamente a ver um homem que existe em várias épocas temporais ao mesmo tempo e que tudo faz inicialmente por alimentar aquele estranho acontecimento.
Nem mesmo a interpretação de Karra Elejalde salva o filme que, longe dos tempos d'Os Sem Nome, se limita a entrar numa correria quase frenética para fugir de si próprio. Pouco convincente e com pouca alma.
O filme vence de facto pelo argumento, apesar das pontas soltas, que tem potencial suficiente para o tornar numa peça interessante mas, ao mesmo tempo, através da falha da execução das mesmas deixa-o num certo limbo. Tem boas ideias mas... estas não são concretizadas.
Engraçado... não chega ao interessante, e ficamos com a clara convicção de que poderia ter sido muito, mas muito, melhor.
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6 / 10
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Le Livre de Marie (1986)

O Livro de Maria de Anne-Marie Miélville é uma curta-metragem que nos conta a história de um casal à beira da separação e que discute se devem permanecer juntos mas sem amor apenas em nome da sua filha. Feita principalmente através do olhar da jovem rapariga, esta separação acaba por se tornar invitável à medida que a mesma cresce.
Não me impressionou em nada. A história em si até tem potencial mas a forma como é filmada e contada deixou bastante a desejar e os últimos minutos onde a jovem rapariga dança mais parecem um pequeno ataque de loucura do que propriamente uma dança.
Banal.
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1 / 10
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Broken Clouds (2011)

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Broken Clouds (Nuvens Quebradas) de Yuri Alves era uma das curta-metragens mais aguardadas do Córtex 2011 em Sintra, naquela que foi uma noite muito "fria" em termos de público presente.
Esta curta-metragem decorre num futuro mais ou menos distante onde a Humanidade tal como a conhecemos presentemente já deixou de existir. As plantas não crescem e os sobreviventes são quase uma miragem. Acompanhamos um na viagem que faz para um local onde, constam rumores, elas conseguem florescer numa tentativa de recomeçar a vida no planeta e, ao mesmo tempo, através de flashbacks percebemos que ele perdeu o amor que em tempos teve.
Estes filmes catástrofe despertam sempre uma grande curiosidade na maioria dos cinéfilos. Uns por verem como poderia "ser" o mundo após um qualquer cataclismo (natural ou devido à acção do Homem), outros porque procuram uma história de sobrevivência. O que é certo é que na maioria deles temos um pouco de tudo. E certo é também que nos últimos anos a quantidade de filmes que abordam esta temática é imensa. Só este ano podemos citar além deste filme, Contágio, Fase 7, Stake Land e nenhum deles que é abafado pelos outros pois, apesar das temáticas serem próximas, a cinematografia consegue, de uma ou outra forma, torná-los únicos.
Única é também a premissa base deste tipo de filmes... a sobrevivência. Quer seja física, espiritual, da dignidade, da liberdade, da esperança... A sobrevivência está inerente a todas estas histórias.
Este Broken Clouds tem a particularidade de ser de um realizador luso-brasileiro, tornando-o assim numa estreia desta temática para a cinematografia nacional (ok, é maioritariamente produzida pelos Estados Unidos, mas...) e conseguir ser um filme bem coerente, e do qual assumo não me importar que tivesse sido uma longa-metragem pois tem todo o potencial para isso.
Interessante é também o trabalho de fotografia que esteve a cargo do próprio Yuri Alves e que consegue recriar e especificar claramente dois momentos distintos. Os flashbacks onde a luz irradia numa clara alusão à presença de vida e, por outro lado, os momentos pós queda da Humanidade todos em tons carregados e despojados de vivacidade numa clara representação da morte da vida no planeta.
Com esta curta o realizador Yuri Alves coloca a fasquia bem alta para o seu próximo trabalho o que, a meu ver, é bastante positivo pois a qualidade que aqui apresenta é digna de ser vista e apreciada pelos cinéfilos que anseiam cada vez mais por este cinema de qualidade que felizmente invade o cinema português.
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"Human evolution... just one long, drawn out suicide."
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9 / 10
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Vôo da Papoila (2011)

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O Voo da Papoila de Nuno Portugal foi para mim uma das grandes surpresas não só da edição do Córtex deste ano como mesmo do cinema português.
A história deste filme cruza uma fotografia e uma canção, da qual pus um extraordinário segmento aqui, com três marcantes personagens. Sebastião (Fernando Taborda) o fotógrafo, Joaquim (Fernando Ferrão) o militar e Rui (Filipe Costa) a criança que aparece na fotografia, reencontram-se trinta anos depois para uma exposição fotográfica onde se pretende recriar aquele momento tão importante e decisivo para a liberdade de Portugal.
Sebastião agora um homem de idade avançada contacta Joaquim, o militar que agora é um alcoólatra e Rui, a criança que agora é um sem-abrigo em Lisboa. Aquela fotografia da qual todos fizeram parte é agora uma simples, longínqua e apagada lembrança de todos os sonhos e esperanças que a liberdade lhes guardava.
Muito já tinha ouvido falar sobre esta curta-metragem. Foi ela um dos motivos pelos quais quis ir ao Córtex para confirmar tanto do que tinha ouvido e aquilo que confirmo sim é que corresponde a tudo e é ainda muito mais.
A história ficcionada não poderia corresponder àquilo que, arrisco dizer, ser realmente o sentimento actual de tantos e tantos portugueses. A esperança e a liberdade que percorreram o sentimento dos portugueses nesses idos anos 70 e que percorreram pela década seguinte, na qual eu nasci, está agora completamente apagada. O mesmo se poderá aplicar aos sonhos... extintos... inexistentes. Tão actual está este filme.
Normalmente, e sempre que me é possível, escolho uma frase do filme para colocar aqui nestes meus comentários. Com este tive de escolher duas por terem um tão forte impacto não só na história em si como também, e se formos pensar nisso, na realidade actual que vivemos. Sem grandes dissertações sobre as mesmas apenas as deixo aqui para aqueles que quiserem refletirem.
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Somos Livres
Não Voltaremos Atrás
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"Joaquim: O rapaz já deu tudo o que tinha a dar... Já demos todos."
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10 / 10
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Os Milionários (2011)

Os Milionários de Mário Gajo de Carvalho é uma curta-metragem de animação que passou no Córtex 2011 em Sintra que nos conta a história de várias personagens que elaboram um conjunto de esquemas e estratégias como forma de ficar com uma quantidade enorme de dinheiro. A ganância está definitivamente por detrás de todas estas personagens que uma atrás de outra num ciclo perfeitamente vicioso mostram que o dinheiro que tanto procuram não lhes tráz assim tanta felicidade.
A animação ambientada num clima perfeitamente negro, tal e qual como a "alma" que estas personagens mostram não ter, é ainda carregada com uma banda-sonora não só pesada como muito "dark", e consegue nos seus pouco mais de quatorze minutos contar uma história que reune intriga, perseguição, morte e engano sem que nenhuma das personagens consiga ficar a rir-se da próxima.
Um brilhante trabalho deste realizador que considero ter sido dos melhores que passou pelos três dias de competição nacional no Córtex. A não perder.
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8 / 10
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Pickpocket (2011)

Pickpocket de João Figueiras é uma curta-metragem de ficção feita ao estilo de documentário onde temos um homem, do qual não vemos a cara, a falar sobre a vida de um carteirista na cidade de Lisboa, sobre a solidão e sobre a melancolia que he invade a alma.
O que achei mais interessante desta curta-metragem de vinte minutos foi o facto de inicialmente assistirmos àquilo que se assemelha a uma entrevista/documentário sobre um carteirista anónimo e que, de seguida, dá lugar a uma história ficcionada sobre a vida do Homem e do seu lugar, ou inexistência do mesmo, no mundo que termina com um trágico desfecho.
Num mundo em mudança onde passamos de indivíduos e seres pensantes a meros anónimos de quem ninguém se irá recordar. Mais do que uma história sobre a vida de um homem à margem da lei, esta é sim a história de uma vida solitária.
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7 / 10
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Viagem a Cabo Verde (2010)

Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro, que anteriormente já nos tinha entregue esse estrondoso filme que é A Suspeita, teve este seu novo filme de animação presente no Córtex 2011 em Sintra onde acabou por vencer o Prémio do Público.
Com esta Viagem partimos rumo a Cabo Verde onde à medida a que vamos assistindo às constantes aventuras da personagem principal, assistimos também aos pequenos conselhos que nos são dados sobre o que fazer, ou não fazer, nesta mesma viagem.
Interessante o estilo de animação que é aqui retratada, simplista mas com uma expressividade extraordinária, que nos representa uma história de auto-descoberta bem como daqueles que nos são mais próximos através das distâncias que deles por vezes temos.
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7 / 10
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