segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lovely & Amazing (2001)

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Encontro de Irmãs de Nicole Holofcener tem um elenco protagonista de actrizes que fará qualquer apreciador de cinema deslocar-se para o ir ver... Brenda Blethyn, Catherine Keener e Emily Mortimer, a quem se juntam em desempenhos secundários Jake Gyllenhaal, Dermot Mulroney e James LeGros.
A história cruza as vidas de uma mãe (Blethyn) e três filhas (Keener, Mortimer e Raven Goodwin) e os seus dramas existenciais que ocorrem no preciso momento em que a mãe efectua uma lipoaspiração. Elizabeth (Mortimer) uma actriz que continua sem conseguir a grande oportunidade, Michelle (Keener) que continua sem conseguir vender a sua arte e obter assim a sua independência económica e Annie (Goodwin) a filha adoptiva que vive uma crise de identidade.
De um argumento que se pensa ter capacidades para uma comédia dramática aquilo que acabamos por receber deste filme é um conjunto sem qualquer nexo ou seguimento lógico de várias histórias que se colam e das quais se tenta fazer o relato de um drama transversal a várias gerações.
Uma mãe que apenas pretende fazer uma lipoaspiração para de novo se tornar interessante aos olhares dos homens com quem se cruza. Duas filhas que não conseguem estabelecer uma carreira profissional... uma delas que não consegue convencer com a sua arte e a outra que como actriz dependente da sua agente que pouco se interessa pela carreira dela. E finalmente uma filha mais nova e adoptada que não se enquadra no seio desta família e vive o seu drama pessoal e existencial. Os homens que não as acompanham nem sequer querem saber das suas vidas e finalmente um mundo grande demais onde de certa forma elas nada mais são do que anónimas.
Tudo isto poderia ser até francamente interessante se as histórias fluíssem com algum sentido e ligação entre si. No entanto, ao visionarmos este filme, aquilo que percebemos é que as histórias são relatadas e "coladas" umas de seguida às outras apenas e só com um sentido descritivo que o torna muito pouco dramático ou sequer cómico. As intenções estão lá mas, infelizmente, o resultado é muito pouco interessante.
Brenda Blethyn que costuma brilhar em qualquer interpretação que tenha, por mais simples que ela possa ser, aqui limita-se praticamente a interpretar uma vulgar mulher que, não fosse o caso de a conhecermos, poderia ter sido encontrada numa qualquer rua sem qualquer tipo de experiência. Quanto às demais actrizes, de tão neurótica serem as suas interpretações, acho que nem vale a pena o esforço sequer de comentar o quão desinteressantes foram as suas interpretações.
Não sou profissional de cinema, pelo menos não no sentido de filmar, escrever ou interpretar uma qualquer história. Apenas o sou como espectador e por assistir a filmes de todos os géneros, proveniências ou duração desde muito tenra idade. No entanto sei apreciar quando num filme há uma falta de ligação entre as várias histórias que ele possa contar. E isso aqui sim está muito presente. Àparte das interpretações muito fracas e sem qualquer carisma que este trio de actrizes protagonistas nos entrega, as histórias têm de facto uma continuidade entre si mas aparentam ser contadas como se fossem "soltas" e sem relação entre si. Imaginemos um dia normal na vida de cada um de nós... Imaginemos que esse dia seria levado ao cinema. E agora imaginemos que em vez de começar às 8 da manhã, começava sim mas às 15 horas... Tudo o que estava antes deduzimos ter existido mas... na prática não sabemos se realmente aconteceu ou não. Aqui está aquilo que é para mim este Encontro de Irmãs.
Francamente desinteressante apesar do argumento interessante, mas pouco aproveitado, que tem e que o torna num filme entre tantos que acaba facilmente por cair no esquecimento de qualquer um.
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3 / 10
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