segunda-feira, 28 de novembro de 2011

In Good Company (2004)

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Uma Boa Companhia de Paul Weitz é um simpático drama familiar que conta com a participação de Dennis Quais, Topher Grace, Scarlett Johansson e Marg Helgenberger.
Dan (Quaid) é um executivo de meia idade que enfrenta uma nova etapa na sua vida... Primeiro descobre que vai ter um novo patrão (Topher Grace) que tem metade da sua idade. Descobre também que vai ser novamente pai e finalmente sabe que Carter (Grace) anda a dormir com Alex (Johansson) a sua filha.
Pelo meio de uma crise de idade e familiar, Dan tem de encontrar a harmonia na sua nova vida tanto familiar como profissional como forma de encontrar não só o equilibrio entre ambas como também o seu próprio equilibrio neste seu novo estado.
O realizador Paul Weitz que nos entregou, entre outros, American Pie, American Dreamz ou esse grande e excelente filme que foi o About a Boy, fica muito àquem com este filme. A premissa sobre as mudanças que a vida pode levar nas alturas mais inesperadas funcionou neste último filme que referi de uma forma estrondosa. Muito ajudou a química sentida entre os vários actores, especialmente entre Hugh Grant e Nicholas Hoult, mas o que é certo é que a história flui de uma forma tão agradável que damos por nós a devorar o filme a cada minuto que passa.
Neste Uma Boa Companhia a premissa também se encontra lá mas, no entanto, a química entre os actores e como tal a empatia que nós enquanto espectadores poderíamos ter para com o filme simplesmente não existe.
O filme é engraçado e tem uma estrutura até bem delineada mas algo falha. O grupo de actores não me parece funcionar bem entre si. Johansson que costuma entregar interpretações bem mais simples e que a favorecem enquanto actriz tem aqui, pelo contrário, um filme onde se encontra muito presente mas que não lhe dá devido crédito ou rendimento. O mesmo acontece com Dennis Quaid que já com um desempenho bem mais adulto do que aqueles a que ficámos acostumados, fica longe da simpatia que tinhamos por essa sua já ida fase. Mesmo com uma interpretação mais "adulta" fica bem distante daquela também por si entregue em Far from Heaven.
Quanto a Topher Grace, que afinal acaba por ser o actor principal deste filme quando deveria ter um protagonismo mais partilhado, também não brilha o suficiente para que torne o filme "seu". Muitos poderão eventualmente identificar-se com a figura de um jovem que assume responsabilidades enormes sem sequer se encontrar a si próprio primeiro mas ao mesmo tempo a sua fria interpretação deste jovem não consegue ser suficientemente convinvente.
De tudo destaco no entanto, a imagem que o filme nos dá das actuais relações laborais onde basicamente funciona o cada um por si. Este aspecto, que provavelmente deveria ser secundário no meio de todo o filme, foi para mim aquele que mais se destacou pela sua subtil relevância. Digo subtil pois à partida deveremos olhar para as pessoas, para os seus dramas e para aquilo que aparentemente define toda a linha principal deste filme mas que, no entanto, acaba por ser um reflexo desse factor laboral. Dan tem medo de perder o seu emprego. Carter vem assumir um novo emprego. Alex prepara-se para poder ter um emprego à custa da sua dispendiosa educação. E muitos dos colegas de trabalho de Dan acabam pelo meio, por perder o seu emprego em nome dos "cortes em despesas". Um retrato secundário, mas fiel, do mundo cão em que vivemos que assume a meu ver o lugar de "protagonista" numa história que se quer sobre uma idade de mudança na vida de um homem... ou de dois homens.
Não deixando de ter alguns interessantes momentos quer de comédia quer de drama, este filme de Paul Weitz não me impressionou muito pela positiva tendo na sua globalidade ficado num estado dito neutro. É interessante e vale pelos momentos que passamos a vê-lo mas, no entanto, não é daqueles filmes que fique para o futuro como o já referido About a Boy.
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6 / 10
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