quarta-feira, 30 de novembro de 2011

The Tourist (2010)

.
O Turista de Florian Henckel von Donnersmarck, o muito aguardado filme que reune pela primeira vez esses dois mitos de Hollywood que são Johnny Depp e Angelina Jolie, numa história de intriga, paixão e espionagem mas tudo, sem excepção, com algum humor e aventura.
Tudo começa com Frank (Depp), um homem pacato que viaja de comboio para Itália e Elise (Jolie) que deliberadamente se cruza com ele e se insinua.
Aquilo que parecia ser uma simples e pacata viagem ganha outros contornos quando Elisa convida Frank a ficar consigo num luxuoso hotel em Veneza e ele é confundido com o homem que roubou dinheiro à mafia russa.
O filme era um dos acontecimentos cinematográficos do ano pela junção de dois actores que trabalhavam juntos pela primeira vez. O filme, tal como Depp e Jolie acabariam inclusive por ser nomeados aos Globos de Ouro nas categorias de Comédia, mas a realidade é que este foi um dos desempenhos mais fracos de ambos actores bem como de von Donnersmarck que quatro anos antes nos entregou esse estrondoso filme que foi A Vida dos Outros (vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro).
Este O Turista é repleto de momentos já infindavelmente filmados sobre conspirações e complots internacionais e, sob esse ponto de vista, não adianta absolutamente nada. O único e exclusivo prazer que retiramos deste filme acaba por ser o facto de ser interpretado por estes dois actores que reunem uma legião de fãs por todo o mundo e como tal levar-nos a assistir. Soubessemos antecipadamente que este filme, no final, acaba por ser a um nível global pobre e nem sequer lá iriamos pôr os pés. É certo, tem um ou outro momento engraçado e que consegue despertar um pouco, muito pouco, o interesse mas nunca ao ponto de nos considerarmos satisfeitos com aquilo que estamos a ver.
O argumento deixa-me ainda mais espantado pois além do próprio von Donnersmarck reune outros Oscarizados como Christopher McQuarrie (Os Suspeitos do Costme) e Julian Fellowes (Gosford Park). Com bastantes falhas e momentos bastante previsíveis, exemplo disso é aquele final que estava mais que certo a partir de metade do filme, tornam-no quase impossível de se ver com muito agrado.
O que o safa? Bom... para mim foi as imagens e cores de Veneza captadas pelo magnífico trabalho de cinematografia de John Seale (também ele já Oscarizado) e a banda-sonora moderna e bem movimentada da autoria de James Newton Howard, um dos eternos nomeados da Academia de Hollywood que ainda não tem uma estatueta dourada nas suas mãos.
Retirando estes dois aspectos e alguma, pouca, comédia que o filme tem, acabamos por dar por nós a passar por ele sem retirar grande "sumo" daquilo que vemos. Damos-lhe o desconto por ter estes dois actores que todos nós estimamos mas, na realidade, se fosse com quaisquer outros actores, possivelmente não teríamos uma grande imagem a salvar do filme.
.
.
6 / 10
.

Sem comentários:

Publicar um comentário