sábado, 2 de março de 2013

The Wedding Planner (2001)

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Resistir-lhe é Impossível de Adam Shankman foi uma das comédias românticas do ano em que estreou ao ter unido como par protagonista Jennifer Lopez e Matthew McConaughey.
Mary Fiore (Lopez) organiza os casamentos dos outros. Prática e cheia de recursos sabe como e o que fazer em todas as ocasiões que o evento precisa e é respeitada pelos seus colaboradores por isso. No entanto, a sua vida privada e sentimental não poderia estar mais afastada desta realidade profissional. Sem nada que se apresente como a vida sentimental que deseja, Mary esbarra literalmente em Steve (McConaughey), um médico pediatra, por quem imediatamente se sente atraída e transforma radicalmente toda a sua vida quando descobre que ele é afinal, o noivo do próximo casamento que está a organizar.
Este género de filme acabam por se transformar nas típicas comédias românticas que conseguem obter resultados satisfatórios de bilheteira graças ao seu conteúdo bem disposto e com um final feliz mesmo que, em muitas situações não se retire daqui um argumento necessariamente original. No entanto têm a seu favor um par protagonista que "transpira" química e que consegue fazer resultar a mais banal das histórias. Como poderíamos estar mais afastados de um desses exemplos.
Jennifer Lopez é neste filme uma actriz apagada e sem qualquer "ritmo", confiante num estatuto de estrela que não deveria tomar como garantido. Analítica e demasiadamente metódica, os seus gestos parecem ritmados ao som de um tambor pelo qual se guia sem se desviar um milimetro, ficando muito próxima daquilo que poderíamos chamar de um robot. É esta mesma falta de ritmo que faz com que um par que poderia facilmente funcionar, se perceba arruinado desde o primeiro instante. McConaughey que já está bem acostumado ao género em questão, já tendo dado provas com outras actrizes de que a química ajuda o mais básico dos argumentos, aqui deixa-se levar por uma falta de carisma ou de química para com Lopez. Nem a estranha e original forma como as suas duas personagens se encontraram consegue ser suficiente para salvar aquilo que se assemelha, desde o início, como um desastre prestes a acontecer.
Os actores secundários, meramente decorativos e sem qualquer grande conteúdo que possa ser explorado mas que, ainda assim, são do melhor que o filme consegue apresentar, circulam por um conjunto de situações mal amanhadas e desconexas com a restante história que talvez (e isto é um grande talvez) resultassem se o duo principal conseguisse criar alguma empatia com o público ou, melhor ainda, a tivesse conseguido criar entre si.
Pamela Falk e Michael Ellis que escreveram um argumento que até poderia ter alguma graça e momentos romântico suficientes para proporcionar um filme simpático e agradável viram, no entanto, os seus planos arruinados com a falta de inspiração de dois actores que debitam mais os clichés que pensam que o público quer ver do que se preocuparam com recriar uma simpática dinâmica que pudesse ser transmitida para um público que sabem simpatizar com eles.
Banal, sem sabor e ritmo ao ponto de ser cansativo, só escapam os momentos em que um inspirado Justin Chambers dá corpo e alguma alma a "Massimo", um tresloucado italiano que cresceu no sonho e ilusão de poder vir a ser marido de "Mary", mas que dele abdica quando percebe que ela não está feliz... lucky him.
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4 / 10
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