segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Amor Não Escolhe Idades (2008)

O Amor Não Escolhe Idades de Jorge Cardoso é um dos primeiros telefilmes que a TVI produziu no âmbito dos Casos da Vida, um conjunto de histórias exibidas semanalmente baseadas em casos reais ficcionados para o formato.
Esta produção conta-nos a história de Alberta (Rita Salema), uma professora que estando sózinha sentimentalmente, desenvolve algumas fantasias eróticas com Jorge (Francisco Côrte-Real) um dos seus alunos.
Depois destas fantasias proibidas ganharem um novo alento quando as partilha com Idália (Sónia Brazão), que a incentiva a passar à prática, Alberta ganha coragem e põe todas as suas fantasias em prática que, tal como é esperado, mais tarde ou mais cedo se tornam públicas arruinando assim toda uma reputação contruída ao longo da vida.
Assumidamente suspeito sempre deste género de histórias pois acabam, quase sempre, por resvalar num campo muito perigoso ao transformar um actor ou actriz quarentão... cinquentão... num "papa-adolescentes". Raramente as histórias são tratadas com a devida sobriedade, e acabamos por assistir a um conto repleto de imagens mais ou menos eróticas que pretendem validar a imagem de um protagonista também ele mais ou menos apagado no tempo. Infelizmente é isto que aqui acontece. Não vou discutir os dotes representativos da actriz Rita Salema que em diversas interpretações já mostrou ser talentosa e dona de uma simpatia contagiante. No entanto questiono-me se esta interpretação, e em particular este argumento, foram devidamente explorados e justificados para credibilizar tanto a sua interpretação como, claro está, a personagem que desempenha. Depois de muito pensar concluo que não.
À excepção de uns quantos momentos em que a personagem "Alberta" demonstra algum peso na consciência pelos seus pensamentos, e que consegue assim mostrar que aquela é uma situação que lhe é desconfortável, todo o restante telefilme mais não é do que passar à prática os pensamentos lascivos que a mesma tinha não os contextualizando ou sequer dando um seguimento lógico. Alberta quer... Alberta tem.
Além de tudo isto temos um conjunto de clichés mais ou menos recorrentes onde uma "cougar" que já está farta de homens da idade dela que "não lhe dão o devido valor", apenas consegue tê-lo às mãos de alguém que tem idade para ser filho dela, tornando assim todo o filme num conjunto de momentos gratuitos, sexualmente falando, mas que nem isso soube explorar devidamente fazendo com que os seus actores quase estejam embaraçados por estarem ali naquele momento.
Em suma, este telefilme é, de uma ponta à outra, um conjunto de clichés e momentos perfeitamente dispensáveis que poderiam ter sido muito melhor explorados. Aquilo que aqui vemos é, no final, mal executado.
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2 / 10
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