quarta-feira, 11 de maio de 2016

Afrodite (2015)

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Afrodite de Gonçalo Nobre de Almeida é uma curta-metragem experimental portuguesa nomeada ao Sophia Estudante da Academia Portuguesa de Cinema.
Num ambiente de entrevistador versus entrevistada, Afrodite espelha um ritual de sedução mais ou menos encenada onde o primeiro testa os momentos de três distintas mulheres e aquilo que as faz "mover" no dito momento.
Aqui a mulher é tida como um objecto de adoração, de desejo, de alguma manipulação - qual "prémio" conquistado, e o mote pelo qual os deuses da antiguidade foram - muitos deles - desafiados nos seus limites e perdidos nos seus caminhos. A procura da mulher ideal - ou pelo menos da respectiva noção enquanto tal - é uma busca incessante, sem limites e sem objectivos fixos delineados... é uma espera por quem desespera por tê-la.
Afrodite parte de uma interessante premissa - as relações humanas esperadas a dois - mas perde-se na banalidade dos momentos encenados que parecem querer tornar-se cativantes pela forma como o desejo e a sedução pretendem ser filmados. Sem nunca observarmos o entrevistador e manter as três entrevistadas no campo central de todas as atenções, Afrodite apresenta uma história - e filmagem - que poderia ter sido feita no café da esquina sem o recurso a grandes preparações e ensaios resumindo-se àquilo que qualquer um de nós designa por uma banal "conversa de esquina".
As intenções podem ter - algures no tempo - existido para a concepção deste filme mas, no entanto, o resultado final mantém-se muito aquém do esperado mais não parecendo do que um protótipo de algo "que vem" - experimental ou não... não será algo que cative um espectador menos "preparado".
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3 / 10
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