domingo, 1 de maio de 2016

Piranha 3D (2010)

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Piranha 3D de Alexandre Aja é uma longa-metragem norte-americana que faz renascer o terror e o perigo das mais insuspeitas águas.
Durante uma festa de Primavera que reúne mais de 50 mil jovens no Lake Victoria, milhares de piranhas pré-históricas são libertadas para o mesmo depois de um repentino tremor de terra subaquático.
Com o risco de provocarem milhares de vítimas, apenas a acção de um improvável grupo, do qual fazem parte o Delegado Fallon (Ving Rhames), a Xerife Julie (Elisabeth Shue) e os conhecimentos científicos de Carl Goodman (Christopher Lloyd), poderá evitar que o Lake Victoria se transforme num banho de sangue.
Qualquer um de nós não pode ser levado a sério quando a um filme do género de Piranha 3D se une uma expressão como "conhecimento científico". A improbabilidade destes dois se encontrarem sob o mesmo "tecto" é tão grande que mais rapidamente se conquistaria uma fortuna vinda de um reino desconhecido do que encontrá-las num filme onde se reconheça coerência ao seu argumento. No entanto, aquilo de que o espectador beneficia com este filme é exactamente do melhor dos dois mundos encontrando não só uma história que é feita com o único propósito de fazer soltar algumas gargalhadas enquanto, ao mesmo tempo, tenta dar alguma credibilidade àquilo que pretende retratar. Se o resultado final é positivo... bom, isso será outra história - Piranha 3DD que o diga...
Com alguns momentos francamente banais onde a catástrofe se anuncia e o espectador parece adivinhar todos os momentos em que a mesma se vai concretizar, Piranha 3D é o típico filme que pede muitos momentos graciosamente sem graça, piadas banais que já presenciámos em inúmeros filmes do género - uma corrente cinematográfico que parece não ter fim ora com piranhas, tubarões, morcegos, mosquitos, abelhas ou até rãs assassinas... - e interpretações insípidas de um conjunto de actores que já tendo o seu estatuto confirmado em Hollywood parecem necessitar desesperadamente de um filme "menor" na sua carreira... que o digam os já referenciados Shue, Rhames e Lloyd e aos quais se juntar Richard Dreyfuss que poderia certamente investir o seu tempo em algo mais... digamos... relevante - ok, certo... a homenagem a Jaws (1975) aqui em tamanho reduzido.
Que se desenganem aqueles que pensam que daqui vão retirar alguma coisa... Bom, poderemos sempre assistir a um serão mais ou menos descontraído onde o absurdo, o banal e o banho de sangue se encontram sob os mesmos noventa minutos e com isso conseguir até esboçar alguns sorrisos... afinal, nenhum de nós é forte o suficiente para não desejar - em diversos momentos - que as piranhas realmente levem a sua missão avante e exterminem aquilo que parece ser um ritual de alarvidades - Team Piranha here - cometidas por um grupo de pessoas já nos seus trinta's que representam adolescentes cuja preocupação é o maior par de "tetas" ou o mais volumoso.... bom... you know what I mean...
Se o argumento é a falta de argumento, então Piranha 3D parece estar no caminho certo. Seja graças a um tremor de terra, à erupção de um vulcão extinto desde a pré-história ou a um ritual religiosa que liberta a ira de Deus, parece que a catástrofe e a calamidade estão à porta de todas as pequenas localidades norte-americanas onde, só por acaso, existem grandes concentrações de adolescentes que nada têm ou querem pensar tornando-se as vítimas "indefesas" ideais para que o banho de sangue e o extermínio mais ou menos "planeado" se iniciem e onde o caos seja e esteja instalado.
Com tudo isto dito seria de pensar que Piranha 3D é o filme "a evitar". Pelo contrário... Piranha 3D é o filme perfeito que todos queremos e gostamos - secretamente - ver. Que nos leva àquele reino fantástico do não ter que pensar na trágica realidade da vida ou nos problemas existenciais - ou não - que a todos afectam num dado momento da vida. Aqui a única obrigatoriedade é deixar-mo-nos levar por um sem fim de lugares comuns e banalidades que primam pelo óbvio, onde tudo já foi pensado, visto, filmado e exibido ao espectador centenas de vezes mudando apenas o nome do local em que "nos" encontramos no referido momento e pela exibição de um conjunto de interpretações de grandes actores que aqui dão vida a um conjunto de personagens que parecem estereotipadas e desprovidas de uma alma. Resumindo, o filme perfeito para deixar o cérebro navegar no reino do "nada".
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4 / 10
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