quinta-feira, 4 de julho de 2013

Hansel & Gretel: Witch Hunters (2013)

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Hansel & Gretel: Caçadores de Bruxas de Tommy Wirkola é mais um dos títulos cinematográficos que recupera um conto tradicional dos irmãos Grimm adaptando-o a toda uma nova atmosfera fantástica que possa seduzir principalmente os espectadores mais novos a aderirem ao género.
Assim, esta história recupera os irmãos Hansel (Jeremy Renner) e Gretel (Gemma Arterton) que depois de terem perdido os pais em muito jovem idade e de, ao mesmo tempo, terem derrotado a bruxa que os manteve em sequestrados, se tornam nos mais temedidos caçadores de bruxas que povoam secretamente todas as localidades por onde eles passam.
Quando onze crianças desaparecem de uma dessas pequenas localidades, Hansel e Gretel são convocados para as ajudar a encontrar e é aí que descobrem que a poderosa bruxa Muriel (Famke Janssen) é não só a responsável pelos raptos como pretende usar as crianças para o seu próprio proveito.
Enquanto embarcam nesta nova aventura, Hansel e Gretel acabam por descobrir mais sobre a morte dos seus pais do que aquilo que alguma vez pensavam vir a fazer.
Tommy Wirkola, que também assina o argumento deste filme, entrega-nos uma história que apesar de ser já conhecida de todos nós e que mantém os seus traços originais, apresenta uma nova abordagem ao não se centrar apenas na fase juvenil das personagens principais, que apesar de abordada serve apenas como contextualização, e dá-nos a conhecer  a "versão adulta" dos mesmos numa aproximação ao "e depois" dos mesmos, aos seus traumas e principalmente aos ditos "demónios" que ficaram na sua memória graças à misteriosa perda dos pais.
Com interpretações consistentes para o género e que se apresentam em vários segmentos de acção com o mesmo empenho, graças à vertentes mais moderna deste filme, Jeremy Renner e Gemma Arterton conseguem transformar-se no par de irmãos que tanto tem de simpático e cúmplice, como de cruéis vingadores em busca de uma limpeza total, fazendo assim deste Hansel & Gretel: Caçadores de Bruxas um filme credível não só nas suas personagens, sem esquecer a sua sedutora e maléfica bruxa a cargo da Famke Janssen (ter sempre em mente o género a que este filme pertence), bem como nos seus aspectos mais técnicos como o guarda-roupa de época da autoria de Marlene Stewart que não sendo uma referência no género ilustra o estado decadente de uma sociedade receosa dos seus destinos, e até mesmo na frenética banda-sonora de Atli Örvarsson que atinge o seu clímax nas incansáveis perseguições que ocorrem sendo que, no entanto, apresenta ao mesmo tempo sérios problemas na caracterização das bruxas presentes que parecem francamente artificiais e muito plásticas.
Assim, este filme é não só fiel ao espírito de fantasia e aventura mas ao mesmo tempo adapta-se consistentemente ao moderno género de acção sem esquecer a sua componente de conto popular negro e com muito mistério à mistura, criando no final uma certa simpatia por parte do público e abrindo claramente a porta para as respectivas sequelas.
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7 / 10
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