quarta-feira, 10 de julho de 2013

Paperman (2012)

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Paperman de John Kahrs é uma das mais recentes curtas-metragens da Disney e que se tornou vencedora do Oscar na sua categoria na última edição dos mesmos.
George e Meg são dois jovens aparentemente solitários na Nova York de meados do século XX. Inesperadamente encontram-se no terminal de comboios e se amor à primeira vista existe, eles sentiram-no. No entanto, o mesmo estaria prestes a tornar-se impossível quando após um divertido incidente, Meg segue o seu caminho.
É quando chega ao seu escritório para mais um dia de trabalho rotineiro que George tem finalmente uma segunda oportunidade ao vê-la no edifício do outro lado da avenida, tentando assim quase desesperadamente, e contrariando a vontade do chefe, alcançar a sua atenção... com a pilha de documentos que lhe fora deixada na secretária.
Quando o destino e a força do amor trabalham em conjunto será impossível que George e Meg não se reencontrem... Mas será assim o amor tão forte?
Para lá da extrema importância de um bom argumento que felizmente Clio Chiang e Kendelle Hoyer nos entregam, onde o amor e a simplicidade de pequenos gestos e olhares estão intimamente ligados à perseverança e à vontade de ser feliz são os elementos dominantes, é por demais importante a capacidade de uma animação retratar essas mesmas expressões e emotividade de forma a que nos possamos com elas identificar tal como se se tratasse de um conjunto de actores de carne e osso. Aqui, felizmente, essa emotividade é não só transparente e credível como franca e sincera, e a empatia que com ela criamos surge de forma natural e também nós nos apaixonamos por este pequeno grande filme, pelas suas simpáticas personagens e principalmente pela candura da sua história.
Se a toda esta grande mas simples premissa juntarmos uma emocionante música original de Christophe Beck, só podemos ter realmente justificado o merecido Oscar que esta curta-metragem venceu mas que, com ou sem ele, é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.
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10 / 10
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