terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Duplicity (2009)

Dupla Sedução de Tony Gilroy é um interessante filme que junta um tanto de comédia ou outro tanto de thriller mas que não atinge o objectivo de ser a segunda grande obra do realizador. Não quer no entanto isto dizer que é um mau filme ou que prometeu muito e não cumpriu. Simplesmente não é TÃO bom como se queria.
Dois espiões interpretados por Julia Roberts e Clive Owen trabalham para empresas diferentes que tentam vigarizar ao trabalharem em conjunto para receberem uma enorme recompensa que os deixará bem para o resto da vida não necessitando mais fazer da espionagem o seu modo de vida. Depois de um número interminável de peripécias e também de muitos desencontros, no final, quem acaba por ser vigarizado são os próprios.
O argumento resulta e cria um conjunto de situações agradáveis e bem dispostas, algo que se sente não só pelo decorrer ritmado do filme mas também, e especialmente, pela oa empatia e química gerada entre os dois actores e que já se sentia desde os tempos de Closer.
Temos assim um Clive Owen no papel de galã a que tanto o querem colar e uma Julia Roberts cada vez mais madura e que abandonou definitivamente os papéis de menina-bonita que caracterizaram um bom e longo período da sua carreira. Estão ambos bem nos papéis que representam.
Os secundários, com destaque para Tom Wilkinson e Paul Giamatti dão um toque especial à comédia dita mais séria e criam eles também no papel dos directores de empresas rivais alguns dos momentos mais cómicos (e não só) do filme.
E para dar aquela dinâmica especial ao filme nada melhor do que a mais uma vez bem sucedida banda-sonora de James Newton Howard, esse que é um eterno nomeado ao Oscar da Academia de Hollywood mas que, até à data, ainda está para ver uma sua nomeação recompensada.
Duplicity, ou Dupla Sedução como por cá ficou conhecido é assim um agradável e bem disposto filme que merece ser visto como pura descontracção.

7 / 10

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