segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Julie & Julia (2009)

Julie & Julia de Nora Ephron tem à partida vários factores que nos podem levar a ter interesse pelo filme. O primeiro é logo o mais importante: Meryl Streep. Por muito que tudo o resto seja interessante, o nome desta actriz faz qualquer pessoa de bom senso ter vontade de ver o filme.
Em segundo lugar é um filme que marca o reencontro de três interessantes duplas. A primeira o De Streep com a realizadora Nora Ephron depois de já terem colaborado anteriormente. A segunda também o reencontro um ano depois com Amy Adams e finalmente dois anos depois o reencontro com Stanley Tucci.
Finalmente o terceiro factor, talvez mais importante para um público norte-americano do que para um público europeu, o facto da personagem que Meryl Streep interpreta ser um ícone da cultura norte-americana, mais concretamente Julia Child.
Quanto ao filme e à história em si, é relatada a acção de uma norte-americana actual que ao constatar que a sua vida pouco ou nada de significativo tem resolve dedicar-se a escrever um blog à medida que duplica e partilha as experiências com os seus leitores, as receitas que Julia Child experimentou cerca de cinquenta anos antes.
A montagem do filme está de facto muito boa contrastando as duas épocas de forma muito coerente e fluente de forma a que nós como espectadores consigamos seguir a história das duas mulheres e os desafios, não só culinários, que foram encontrando ao longo das suas vidas e tem também uma banda-sonora muito boa dividindo os momentos de comédia com os mais dramáticos de forma equilibrada transmitindo assim ao espectador aquilo que cada personagems ente no seu íntimo. Mais uma vez um enorme aplauso a Alexandre Desplat.
Quanto aos personagens principais interpretados por Stanley Tucci e por Chris Messina, se bem que de facto são um agradável suporte às actrizes principais, não têm papéis suficientemente destacados para serem muito relevantes no filme, se bem que, claro, dão a sua "perninha" para a consistência do mesmo.
Quase 26 anos depois há um grande silêncio ensurdecedor de que pode ser este o papel que voltará a dar um Oscar a Meryl Streep (o terceiro) algo que não me espantava nada. Os ingredientes tal como enumerei no início estão lá e de facto o papel dela é interessante e apelativo para o galardão. Não é O grande papel por onde ela poderia sair vencedora (relembro-me de As Pontes de Madison County por exemplo), mas não deixa de ser um tour-de-force desta grande senhora do cinema, como tal pelo menos da nomeação, a décima-sexta, não lhe escapa. Pena é que Amy Adams faz igualmente um papel principal no filme, e desconfio que vai ser renegado a segundo plano.

"Julia Child: I'm Julia Child. Bon appetit!"

8 / 10

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