quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Angel (2007)

Angel de François Ozon conta com a participação de dois dos novos pesos-pesados do cinema Europeu: Michael Fassbender e Romola Garai.
Vinda de uma família e de um lar pobre, Angel (Garai) sempre sonhou com o poder viver numa mansão luxuosa que sempre ambicinou. Com uma imaginação fértil para romances que virá a publicar as suas pretensões à riqueza, à influência e à vida de sociedade concretizam-se um dia. Uns vêem nela uma forma de também enriquecerem enquanto outros nada mais vêem do queuma jovem mulher que vem de outro meio, uma intrusa que não pertence ao local onde se encontra mas para Angel nada disto importa pois o seu público adora os seus livros e desses ela não se irá fartar de escrever.
Pelo caminho apaixona-se perdidamente por Esmé (Fassbender) um repudiado membro da sociedade devido a ser um artista com uns gostos diferentes do socialmente aceite e que vê no meio onde vive apenas comportamentos bonitos por cima de um "rosto" podre. A paixão entre ambos é mútua e inicial a sua vida romântica.
Dito isto aquilo que poderemos esperar deste filme é tragédia do início ao fim quase ao estilo de folhetim e onde, por vezes, roça de muito perto esse estilo devido, por exemplo, a argumento excesso representativo de Romola Garai. Quando não exagera está perfeita no meio da sua ilusão e dos segredos que esconde que nos transmite através de um olhar por vezes algo alucinado e paranóico. Fassbender, como sempre, igual a si mesmo entrega um papel mais secundário mais bem executado.
Pascaline Chavanne executa um perfeito guarda-roupa de época ao qual nada existe para apontar pois está perfeito e com cores exuberantes que realçam ainda mais as ilusões de uma pessoa que inicia a sua escalada social rapidamente.
No entanto, nem tudo são rosas, e nas sequências em que vemos as viagens que o casal faz... digamos que é mais que visivel que estão ali os dois parados à frente de um monitor que passa paisagens dos mais diversos locais. Esse aspecto digamos que está muito... muito... fraco.
Na globalidade é um filme de época agradável e que se visiona muito facilmente mas que não chega aos calcanhares de outros como Sensibilidade e Bom Senso ou A Jovem Vitória. Promete muito, e tinha potencial para o efectuar mas... quebra em muitos aspectos.

7 / 10

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