segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Academia Portuguesa de Cinema - Sophia Carreira 2015

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A Academia Portuguesa de Cinema acabou de revelar quais as personalidades homenageadas com o Sophia Carreira na próxima cerimónia a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa no próximo dia 2 de Abril.
A primeira homenageada é a actriz Eunice Muñoz cuja carreira cinematográfica começou na década de 40 do século passado com o filme O Costa do Castelo, de Arthur Duarte (1943).
A par de uma prolífera carreira teatral e televisiva onde se destacou na telenovela A Banqueira do Povo, de Walter Avancini, Maurício Farias e Álvaro Fugulin (1993), Eunice Muñoz participou em inúmeras produções cinematográficas como Camões, de José Leitão de Barros (1946), Um Homem do Ribatejo, de Henrique Campos (1946), Os Vizinhos do Rés-do-Chão, de Alejandro Perla (1947), A Morgadinha dos Canaviais, de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari (1949), Ribatejo, de Henrique Campos (1949), Cantiga da Rua, de Henrique Campos (1950), O Trigo e o Joio, de Manuel Guimarães (1965), Manhã Submersa, de Lauro António (1980), Repórter X, de José Nascimento (1987), Matar Saudades, de Fernando Lopes (1988), Tempos Difíceis, de João Botelho (1988) tendo ainda participado mais recentemente em Entre os Dedos, de Tiago Guedes e Frederico Serra (2008).
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O segundo homenageado com o Sophia Carreira 2015 é o actor Luís Miguel Cintra que iniciou a sua carreira cinematográfica com a longa-metragem Nem Pássaro Nem Peixe, de Solveig Nordlund (1978).
Luís Miguel Cintra tem sido um destacado colaborador do realizador Manoel de Oliveira tendo participado nos filmes Le Soulier de Satin (1985), Mon Cas (1986), Os Canibais (1988), 'Non', ou a Vã Glória de Mandar (1990), A Divina Comédia (1991), O Dia do Desespero (1992), Vale Abraão (1993), A Caixa (1994), O Convento (1995), Inquietude (1998), La Lettre (1999), Palavra e Utopia (2000), O Princípio da Incerteza (2002), O Quinto Império - Ontem Como Hoje (2004), Espelho Mágico (2005), Cristóvão Colombo - O Enigma (2007), O Estranho Caso de Angélica (2010) e Gebo et l'Ombre (2012) bem como nas suas curtas-metragens O Vitral e a Santa Morta (2008), Romance de Vila do Conde (2008) e a mais recente O Velho do Restelo (2014) que estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza.
Para além de Oliveira, Luís Miguel Cintra foi ainda um destacado colaborador de João César Monteiro tendo participado nas longas-metragens Silvestre (1981), Recordações da Casa Amarela (1989), O Último Mergulho (1992), As Bodas de Deus (1999), Branca de Neve (2000) e nas curtas-metragens Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço (1970), Fragmentos de um Filme-Esmola: A Sagrada Família (1972), do realizador Paulo Rocha com quem colaborou em A Ilha dos Amores (1982), O Desejado (1987), A Raíz do Coração (2000) e Se Eu Fosse Ladrão, Roubava (2011) bem como na curta-metragem A Pousada das Chagas (1972), e sob a direcção de Jorge Silva Melo em Ninguém Duas Vezes (1982) e em Coitado do Jorge (1993).
Luís Miguel Cintra tem sido colaborador regular de tantos outros realizadores portugueses tais como José Álvaro Morais - O Bobo (1987), Zéfiro (1993) e Peixe-Lua (2000) - Joaquim Pinto - Uma Pedra no Bolso (1988) e Onde Bate o Sol (1989) - Pedro Costa - O Sangue (1989) e Casa de Lava (1994) - Catarina Ruivo - Daqui P'ra Frente (2007) e Em Segunda Mão (2012) - Maria de Medeiros - A Morte do Princípe (1991) e Capitães de Abril (2000) - tendo ainda participado em inúmeras outras produções tais como Entremês Famoso Sobre da Pesca no Rio Minho, de Luís Galvão Teles (1974), Sinais de Vida, de Luís Filipe Rocha (1984), Aqui na Terra, de João Botelho (1993), Três Irmãos, de Teresa Villaverde (1994), Rasganço, de Raquel Freire (2001), O Destino do Senhor Sousa, de João Constâncio (200) e A Espada e a Rosa, de João Nicolau (2010).
Várias foram ainda as participações em produções ou co-produções internacionais em que participou tais como Vertiges, de Christine Laurent (1985), Das Weite Land, de Luc Bondy (1987), Villa Mauresque, de Patrick Mimouni (1992), Transatlantique, de Christine Laurent (1996), Todas Hieren, de Pablo Llorca (1998), La Espalda de Dios, de Pablo Llorca (2001), The Dancer Upstairs, de John Malkovich (2002), Les Jours où Je N'Existe Pas, de Jean-Charles Fitoussi (2002), Le Loup de la Côte Ouest, de Hugo Santiago (2002), Uno de los Dos no Puede Estar Equivocado, de Pablo Llorca (2007), El Mundo que Fue y el que Es, de Pablo Llorca (2011), Demain?, de Christine Laurent (2011) e L'Enclos du Temps, de Jean-Charles Fitoussi.
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