domingo, 13 de outubro de 2013

Um Rio Chamado Ave (2013)

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Um Rio Chamado Ave de Luís Alves de Matos é mais um dos documentários presentes na competição do Córtex que hoje termina no Centro Cultural Olga de Cadaval, em Sintra.
Alves de Matos leva-nos numa viagem que oscila entre o passado e o presente deste rio que esteve sempre ligado à história da actividade comercial da região, bem como às pessoas que dele (ou por ele) retiraram o seu sustento. No entanto, é nesta mesma viagem que assistimos à sua importância enquanto meio de subsistência mas, ao mesmo tempo, à degradação que as suas margens têm chegado e como as mesmas se têm modificado com o passar dos anos e com a interferência que a mão do Homem nele tem depositado.
Mas é depois desta viagem à importância do Ave para o meio que somos alertados para a sua primeira função, ou seja, a ambiental. Como o rio é, para além do sustento para as diferentes gerações que por ele têm passado, o principal sustento de toda uma fauna e flora que tocam as suas margens também elas garantindo assim a sua silenciosa existência.
A obra de Luís Alves de Matos ainda que rica na sua mensagem ambiental e de como o cinema lhe reserva um olhar muito especial tendo registado um conjunto de belas imagens e segmentos que noutra produção seriam quase ignoradas, é possivelmente de todos os documentários presentes no festival aquele que terá uma menor simpatia do público não pela falta de qualidade (que tem muita), mas possivelmente pelos seus sons se constituirem quase como uma canção de embalar que primeiro nos deixa confortáveis e de seguida nos hipnotiza num constante fluir dos mesmos.
Um Rio Chamado Ave é acima de um documentário sobre o rio e a sua importância, uma homenagem ao espaço e ao eco-sistema que se assume como fundamental para a preservação de tantas espécies (e pessoas) que dele retiram o seu sustento e sobrevivência.
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6 / 10
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