domingo, 22 de janeiro de 2012

Intriga Fatal (2012)

Intriga Fatal de António Borges Correia foi o primeiro da nova vaga de telefilmes que a TVI produziu dando assim continuidade à saga Casos da Vida já com alguns anos.
A história deste telefilme, que era por mim algo aguardado para ver que surpresas nos reserva esta nova produção da TVI, centra-se na vida de um casal e daqueles que mais de perto os acompanham. António (Albano Jerónimo) um homem demasiadamente ocupado com os seus negócios, e Bárbara (Maria João Bastos), uma mulher com posses mas apagada dentro do próprio casamento e que vive atormentada com pesadelos de uma suposta traição do seu marido.
Na casa vive ainda Bruno (Luís Simões), o filho de Bárbara que tem sérios problemas com dívidas da droga, sendo juntamento com Rita (Joana Metrass), a sua namorada, perseguidos pelo seu "fornecedor". Bárbara apenas pode contar com o apoio de Glória (Sandra Celas) a sua melhor amiga mas que, também esta, esconde dela um grande segredo.
Começando pelas interpretações... Maria João Bastos esteve no seu melhor. Já o disse e reafirmo, vê-la a interpretar personagens fortes e que a meio tempo revelam um lado mais obscuro e completamente paranóico é, para mim, um puro prazer. Não tenho qualquer dúvida do seu talento enquanto actriz mas vê-la interpretar estas personagens é esperar por algo muito intenso.
E o mesmo se pode dizer sobre Albano Jerónimo... É impossível não gostar de vê-lo a interpretar alguém que está "à margem" mas sempre com um look de alguém com o qual nada se passasse.
Já de Sandra Celas, que aqui apesar de uma personagem secundária dá um maior ar de sua graça, aguardo ainda vê-la a "trabalhar" uma personagem com a qual possa ser ainda mais "femme fatale". Tem perfil... e espero que alguém a desafie a tal.
O argumento da autoria de Rui Vilhena e de João Sequeira apesar de interessante poderia ter ido mais longe. Poderia ter insistido mais nos traços específicos de cada uma das personagens e assim conseguir levá-los ainda mais ao limite mas, ainda assim, é um bom princípio para esta nova vaga de telefilmes em que a TVI sabe, felizmente, apostar.
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6 / 10
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